domingo, 17 de maio de 2009

Nossas Vidas Atômicas - IV

O mundo atômico tem para o esotérico significado e importância transcendente às teorias da funcionalidade unicamente material.

Cada corpo da personalidade humana: o físico-denso, o físico-etérico, o emocional ou o mental, detém vidas atômicas fervilhantes que assumem papéis que vão além do trabalho agregador dos tecidos da matéria. Os átomos, - sabem os esotéricos, - possuem inteligência mais sensível e participativa do que suspeitam as ciências materiais. Na verdade, à visão esotérica, a inteligência dos átomos se manifesta segundo a ordem daquilo que eles compõem, seja uma pedra, árvore, animal ou pessoa. Nos animais e pessoas são participativos em associado das ações diversas, tanto malignas, benignas, construtivas ou destrutivas, pelo fato desses dois reinos incursionarem nos patamares do emocional e mental.

Os animais, embora já despertem o raciocínio e façam uso dele das mais variadas maneiras, ainda estão subjugados quase que inteiramente aos fatores instintivos que os comandam. O homem, no entanto, por representar a categoria superior sobre a terra avança para as faixas do emocional mais refinado, do intelecto, e de um estado de consciência e arbítrio cada vez mais amplo, sem, entretanto, se ter ainda emancipado do instinto que nele sedia muitas de suas ações e reações. A personalidade humana só é completa com a funcionalidade de todos os seus corpos, embora em graus diversos de valores. Ao contrário, povos ou famílias étnicas sem esses traços, ou os tendo somente embrionários, não podem deter verdadeiramente o status de personalidades já formadas. Nesses casos, a atomicidade de seus corpos continua a responder ao automatismo das leis da evolução, aliado aos fortes instintos atávicos de seus grupamentos de vidas naturais que neles continuam a ecoar fortemente.

O mal e o bem estão presentes e incorporados nas energias atômicas. Há tanta malignidade nos átomos quanto há disposição para as boas realizações. De tal forma nossas vidas estão fusionadas aos átomos, que com eles se formam entidades coletivas que atuam diretamente sobre as emoções e pensamentos e os dirigem segundo suas intenções.

O mal na Terra remonta às civilizações primitivas, calculadas em ter existido há milhões de anos. A civilização lemuriana surgiria a uns dezoito milhões de anos como a primeira raça humana sobre a Terra sob o planejamento que o Logos, ou Deus Criador organizou e mandou seus ministros nele trabalhar. O planejamento terreno estabelece o surgimento e pleno desenvolvimento de sete grandes raças raízes, até que se emancipem do ciclo de encarnações. Entretanto, o planeta Terra já teria sido palco de outras civilizações que aqui teriam antes vivido e por razões as mais diversas foram extintas ou deixaram o planeta.

Mesmo durante o período lemuriano e no atlante, o mal avançou de diversas formas, agregando um tipo de energia corrosiva e dilacerante às vidas animal e humana e à atmosfera. Na realidade, o mal tem origem cósmica, viaja pelo éter, atravessa barreiras dimensionais e se ancora em planetas onde as organizações malignas desejam ali materializar suas intenções. As humanidades em formação, não tendo ainda suficiente maturidade para entender e rechaçar as diversas e enganosas formas do mal caem em suas redes e os malignos renovam sempre seus ciclos destrutivos. É verdadeiramente impossível precisar há quantos milhões de anos as inteligências malignas viajam pelos espaços organizadamente na tentativa obstinada de sempre buscar o domínio da matéria através dos seres viventes.

Essas forças opositoras se tornam cada vez mais poderosas na medida em que não encontram resistência na vida espiritualizada. Em todos os tempos usam com maestria a inteligência humana para alcançar seus objetivos, dominando homens de todas as categorias sociais nas diversas áreas de atividades. Nem mesmo religiosos, ou homens do conhecimento esotérico escapam de suas malhas se assim se permitirem com suas invigilâncias, e muitos perdem seus livres-arbítrios quando consciente ou inconscientemente com eles se associam tornando suas vidas atômicas veículos dos malignos.

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Rayom Ra

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