sábado, 7 de fevereiro de 2026

Jesus Oculto - III


A história de Jesus, descrita na bíblia, em muitas instâncias nos remete a fatos sobrenaturais que à luz de nossas mentes racionais não se consegue entender ou aceitar senão, unicamente, pela fé. Embora aquelas passagens mais marcantes estejam permeadas por simbolismos propositalmente inseridos, pois os ensinamentos do Grande Mestre envolvem algo ainda maior do que se possa comumente imaginar, é nítido que os quatro evangelhos apresentam relatos em três dimensões ou faces. 

A primeira dimensão está para o público leigo, pessoas comuns e religiosas, ou que se tornam novos religiosos sem muito inquirir-se, que a tudo aceitam literalmente. Os excepcionais eventos vêm associados a nomes de pessoas, lugares, cidades, castas, século, dominações, citações, raças e ao que de uma forma ou de outra podem ainda referendar, porque fazem parte da história moderna. Servem para corroborar com a verdade escrita, reforçando a fé dos seguidores, desejando assim demonstrar que realmente Jesus fora excepcional por que era filho de Deus e aqui de fato esteve.   
 
A segunda dimensão serve aos historiadores, por que buscando rastrear as indicações nas passagens dos evangelhos, se arremetem em afanosas pesquisas a fim de provar, ou não, que Jesus foi de fato histórico ou somente místico. Ademais, o que teria cercado Jesus no Oriente Médio, produziu riquezas de documentos históricos - apócrifos ou não - e fábulas, principalmente após os achados há pouco mais de meio século, próximo à cidade de Nag Hammadi, no Alto Egito, de pergaminhos preciosos em moldes de outras revelações e evangelhos.

A terceira dimensão vem encontrar os estudantes do esoterismo e ocultismo em geral, que discernem nas ilustrações de Jesus portais a indicar caminhos para revelações ocultas em níveis e patamares acima dos percebidos nas duas dimensões anteriores. Esquadrinham faces mais interessantes dos evangelhos que conduzam aos desvendamentos do ser humano e ao autoconhecimento. As decodificações das figuras e metáforas descritas nos evangelhos não são gratuitas nem acidentais, por que vêm sustentadas por conhecimentos da antiga gnose que na verdade recua a tempos mais remotos, embora com outros epítetos.

O cerne destes textos sobre Jesus oculto aqui apresentados visa mostrar que os destinos de Jesus após a crucificação não coincidem, exatamente, com as revelações supernais da bíblia, mas repousam sobre outros fatos alienados dos evangelhos revelados por outros relatos e testemunhos. Isto não é nenhuma novidade. É nada mais que uma colaboração num mesmo sentido dos fatos já observados por tantos estudantes, visto muitos outros pesquisadores já terem se pronunciado de idêntica forma a este respeito. As escolas tradicionais do ocultismo, neste ponto, contradizem a oficialidade das religiões cristãs, sem com isso negar a verdade crística na Terra. Mesmo o hiato da vida de Jesus entre os 12 e 30 anos, não revelado nas páginas bíblicas, é explicado por outros caminhos de pesquisas entre os ocultistas, portanto, com outro histórico de outro nível ou dimensão, em presumíveis acontecimentos verdadeiros e ocultos. Continuemos então.

Jesus, antes de ser cognominado o Filho de Deus, já era alma bastante avançada nas lides da Hierarquia Planetária, subordinada à Shamballa. Nos tempos de Atlântida já se destacava por sua sabedoria e incríveis afirmações proféticas, quando o mundo sequer suspeitava de que a ciência em futuro longínquo mudaria os rumos das civilizações, mas não o rumo de suas realidades espirituais. Recordemos o trecho de pregressa vida de Jesus na Atlântida, nas palavras de Ramatís, já colocado em nossa obra “Sinais dos Tempos-I”:

Entre os profetas longínquos, alguns que previram os pródromos do que ocorreu na Lemúria, na Atlântida e nos primórdios da raça atual, distinguimos a generalidade dos que na Terra ficaram tradicionalmente conjugados à casta dos “profetas brancos”, que abrange todos os profetizadores do Velho e do Novo Testamento. Há que recordar os Flamíneos, herdeiros iniciáticos dos videntes da “Colina Dourada”, mas, acima de tudo, o inigualável Antúlio de Maha Ethel, o sublime instrutor atlante, consagrado filósofo e vidente das “Portas do Céu!'".

Antúlio foi o primeiro depositário na Terra, da revelação do Cosmo, precedendo a Moisés em milhares de anos. Sob a inspiração das Cortes Celestiais, criadoras dos mundos, ele deixou magnífico tratado de “Cosmogênesis”, no qual descreve a criação da nebulosa originária de vossa Constelação Solar. Cabe-lhe a primazia de haver descrito a maravilhosa tessitura dos Arcanjos e dos Devas, com suas roupagens planetárias policrômicas, onde o iniciado distingue perfeitamente os campos resplandecentes dos reinos etéreo-astrais dos mundos físicos!

Antes do trabalho esforçado de Moisés, no Monte Sinai, Antúlio já pregava na Atlântida a ideia unitária de Deus, mas em lugar de Jehova, feroz e vingativo, ensinava que o Onipotente era uma Fonte Eterna de Luz e Amor! Também é de sua autoria a primeira enunciação setenária na Terra, quando se refere à cromosofia das sete Legiões dos Guardiões, cada um se movendo numa aura correspondente a cada cor do Arco-Íris.

Comprovando seus dons maravilhosos, Antúlio previu, com milênios de antecipação, a submersão da Atlântida e a inversão rápida do eixo da Terra há mais de 27.000 anos do vosso calendário!

Desde as tradições bíblicas até os vossos dias, muitos outros eventos proféticos foram registrados e comprovados pela documentação que ainda se guarda nas fímbrias do Himalaia, nas regiões inacessíveis ao homem comum. A Bíblia vos notifica de que os bons profetas existiram desde Davi, principalmente entre as tribos de Israel, das quais se destaca a tribo dos “Filhos de Issacar”, berço dos mais notáveis profetas, cujos descendentes, mesmo em vossos dias, revelam ainda notável dom de profecia, tais como Schneider e, principalmente, Nostradamus, o vidente francês.

Moises, Samuel, Elias, Eliseu, Isaias, Ezequiel, Daniel, Joel, Jeremias, Amós, Zacarias, Malaquias, e muitos outros, foram profetas de sucessos comprovados nos livros sagrados, onde se diz que eram profundamente tocados pela graça do Senhor dos Mundos! Posteriormente os apóstolos Pedro, Mateus, João Evangelista e outros discípulos de Jesus, que ouviram o Mestre predizer as dores de vossos dias, também foram tocados pela graça de profetizar. Finalmente, Jesus, o Sublime Enviado, ao considerar o “Fim dos Tempos” e o “Juízo Final”, também usou a linguagem sagrada da profecia”. (Mensagens do Astral).

Conforme vimos, segundo o testemunho de um irmão essênio, Jesus teria sido retirado da cruz, tratado com a terapia medicinal da comunidade essênia, revivido e se albergado entre eles, logo seguindo ao encontro de seus discípulos. Não obstante, pouco tempo depois morreria, deixando instruções aos seus seguidores.

Entretanto, na obra Pistis-Sophia atribuída às pesquisas gnósticas de Valentin, Jesus, após a crucificação, viveria por mais onze anos ensinando os mistérios da gnose aos seus discípulos e mulheres de sua confiança. Nestas reuniões, Jesus respondia a perguntas e dizia como subira às esferas e enfrentara as ordens de eons, dominando-os e os fazendo obedientes. Sobre os Eons, ou Aeons, assim se manifesta HPB:

“Eon ou Eons [Aión em grego; Aeon em latim]. O tempo, a eternidade. Períodos de tempo. Nesse sentido Eon equivale à voz castelana ‘evos’. Emanações procedentes da essência divina e seres celestiais. Entre os gnósticos eram gênios e anjos. Eon é também o primeiro Logos (Doutrina Secreta, I, 375). ‘Eternidade’, no sentido de um período de tempo aparentemente interminável, porém que apesar de tudo tem limite, ou seja, um Kalpa ou Manvantara (id. I,92) Os Eons (Espíritos Estelares), emanados do Desconhecido dos gnósticos, são inteligências ou seres divinos, os Dhyân Chohans da doutrina esotérica.”

Selecionamos outra explanação, extraída da obra “The Gnostics and Their Remains”, por C.W. King, como segue: “É suficiente observar aqui que a teoria inteira lembra a Bramânica, pois naquela teogonia cada manifestação de um Ser Supremo, referida vulgarmente como uma divindade auto-existente e separada, tem uma parte feminina, a exata contraparte dele mesmo, através de quem, como um instrumento, ele exerce seu poder – expressando o que a doutrina explica sobre a outra metade, seu ‘Durga’, - Virtude Ativa -. Este último nome ‘Virtude’ realmente figura na lista de Emanações gnósticas, e o grande Aeon, Pistis Sophia, em sua segunda ‘confissão’ perpetuamente se autocensura por ter deixado sua parte masculina, em sua própria morada, a fim de ir a busca da Luz Supernal, ao passo que igualmente o reprova por não descer ao Caos a fim de ajudá-la,”

A questão sobre Pistis Sophia é algo complexo, que Jesus explicava aos discípulos. Sabe-se que no sistema Ofita (Ophites) - fraternidade gnóstica do Egito - Sophia era representada como uma das emanações do Logos. Vejamos o que nos relata HPB sobre o assunto:

“Fraternidade Gnóstica do Egito e uma das mais primitivas com o nome de ‘Irmãos da Serpente’. Floresceu no começo do século II e, ao passo que sustentava alguns dos princípios de Valentino, tinha seus próprios ritos ocultos e simbologia. Uma serpente viva, que representava o princípio Christos (isto é a Mônada que se reencarnaria em Jesus, o homem) era exibida em seus mistérios e venerada como um símbolo de sabedoria – Sophia – representação de todo-bem e todo-sábio. Segundo eles, da tríade Sigé-Bythos-Ennoia, procede Sophia, constiuindo-se assim na Tetratkys de que, por sua vez, emana o Christos latente desde toda a eternidade na essência do Absoluto, como latente estava também o Logos. Assim, pois, Christos é ‘um em essência’ com todos os demais princípios emanados do Absoluto; porém, ontologicamente (ser que tem uma natureza igual aos outros seres) considerado é uma entidade andrógina constituída pelos elementos Christos e Sophia que se infundiram na pessoa de Jesus.

Também de Sophia emanou Achmoth (sabedoria inferior ou Hakhamoth). Christos é a sabedoria perfeita. Temos, pois, que Christos é o mediador e guia entre o Pai (a Mônada) e o homem espiritual, assim como Achmoth é a mediadora entre o mundo mental e o mundo físico. Assim, Jesus Cristo dizia: ‘Ninguém pode chegar ao Pai senão por mim’. Por outra parte, Ophis (segundo Logos) e Sophia são os desdobrados princípios de uma entidade andrógina, ou seja, respectivamente, a sabedoria masculina e a sabedoria feminina, ou de outro modo, a Sophia Maior – Sophia Pneuma (Espírito Santo manifestado ou Mente Arquetípica de todas as coisas) e a Sophia Menor (Ophis) ou Espírito Santo manifestado na pessoa de Jesus, a quem, por esta razão, representavam os Ofitas com os atributos da Serpente Ophis. (A Doutrina Secreta, pgs 223-4-5)

O conhecimento das Emanações ou Aeons, a gnose o herdaria da sabedoria dos Brâmanes, que teve passagem pelo budismo, visto o próprio Buda reconhecer que havia deuses criadores, e Sophia ser a mesma Aditi dos indus, a Virgem Celestial, com seus sete filhos. Portanto, a gnose dos essênios, trazida dos evos budistas, ensinada por Jesus e pelos gregos, é de uma só fonte cultivada desde os primórdios da quinta raça.

Deste modo, Jesus teria dado muitos ensinamentos gnósticos e instruções aos seus discípulos e grupos de seguidores para que os espalhassem pelo mundo, em seus onze anos de existência pós crucificação, como atestam documentos e relatos. No entanto, há ainda outras versões sobre seu tempo de vida, mesmo antes da sua chegada a Jerusalém. Jesus, segundo os gnósticos, fundou a seita dos Nazares, sendo ele realmente de Nazareth, na Galileia, e segundo o código dos nazarenos, teria 40 anos de idade ao chegar a Jerusalém pela primeira vez.

Notável seria a trilha seguida por Jesus, após se ter desembaraçado das obrigações com seus discípulos, vindo terminar no Tibet. Sobre isso, haveria também muitas conexões anteriores, pois antes de iniciar sua missão, e no período em que se preparava para tal, o mestre teria estado sob os cuidados da irmandade essênia, depois viajaria para o Egito onde receberia iniciação dos hierofantes e partiria em viagem pelo mundo, notadamente o oriente. Neste particular, o importante livro “Jesus, a Verdade e a Vida”, por Fida Hassnain, Ed. Pensamento, traz inúmeras e inéditas informações sobre Jesus e os profetas que o antecederam.

O autor revela que em Kerala, os judeus eram divididos entre as seitas Branca e Negra, cada grupo reivindicando o direito de ser o seguidor original do judaísmo. E na Caxemira existe o sepulcro de Moisés que é cuidado por pessoas que têm características físicas dos judeus. O sepulcro chamado de Hazrat Mosa ou Moisés, localizado na colina de Nebo-baal.em Bethpor, fica entre dois cedros. A tradição conta que Moisés veio para o lugar onde permaneceria até sua morte. O sepulcro é um santuário na Montanha de Nabu, e a população se refere a Moisés como o “Profeta do Livro” que lá pregara a palavra de Deus.

Há duas relíquias guardadas, relativas a Moisés. Uma delas é um bastão de madeira, chamado Assa-i-Mosa e a outra é a Pedra de Moisés, conhecida por Ka Ka Pal. O bastão é exposto publicamente sempre que acontecem inundações ou epidemias. Existe, porém, a opinião de que esse bastão pertenceu a Issa como Jesus é chamado, que lá também estivera.

Segundo ainda relata o autor do livro, a pedra, Ka Ka Pal, de mais ou menos quarenta quilos, pode ser elevada do solo em 91 centímetros, por onze dedos ao ser simultaneamente tocada, e ele participou de tal experiência com mais dez pessoas, vendo-a de fato elevar-se. Já com dez dedos nada conseguiram.

Jesus dos 12 aos 30 anos se ausentaria, conforme dissemos, passando muitos anos em países do oriente. O mesmo autor desse livro traz-nos a informação de que numa de suas visitas a um mosteiro budista, ele não conseguiu ver os manuscritos que pretendia sobre a passagem de Jesus por lá, devido a estarem preservados dos visitantes e turistas, pelo fato de alguns terem sido destruído por autoridades da igreja e religiosos que os haviam pedido para lê-los. Mas no Nepal, em Kapilavastu, os monges o receberam, informando que Jesus tinha vivido com os budistas por seis anos, como monge, participando de ritos religiosos, orações e meditações. Adquiriu ensinamentos de Buda e o domínio dos Sutras (escrituras sagradas, aforismos e sentenças), dos Vinayas (disciplina, educação, humildade, docilidade, etc.) e Abhidharma (metafísica budista), começando a proferir sermões, sendo incluído na lista de notáveis ou Arhats.

Após a crucificação, fala-se que Jesus teria viajado para a Grã-Bretanha em companhia de José de Arimathéia e permanecido durante algum tempo em Glastonburry, onde depois iria para a Índia e finalmente Tibet. No Tibet, aconteceria uma das mais incríveis descobertas do senhor Fida Hassnaim: o sepulcro preservado e conhecido como Rozabal, em Anzimar, Khanyar Srinagar, a capital de verão da Caxemira guardando a memória de Yuzu Asaph, cujas muitas semelhanças com Issa ou Jesus não podem ser ignoradas. O pesquisador conseguiu traduzir um documento legal de posse do sepulcro, concedido pelo Principal Legislador Muçulmano da Caxemira, documento genuíno e selado,

Diz ainda o Senhor Fida que Raja Gopadatta governou durante 49-109 d.C., portanto, por este registro atesta-se que o profeta Yuzu Asaph chegaria a Caxemira no meio do primeiro século d.C. ficando a pergunta se seria mesmo Yuzu Asaph ou Jesus disfarçado.

Mais tarde, em 1975, em visita ao local o senhor Fida removeria a lama de uma laje a um canto do sepulcro descobrindo impressas duas pegadas que após estudos e acurados trabalhos revelariam ser de alguém que teria sofrido flagelos por cravos, exatamente nos lugares onde Jesus teria sido afligido. A foto das solas dos pés encontra-se no livro como documento inalienável.

Há outros relatos por pesquisadores diversos e independentes, que trazem novas evidências de que Jesus não pode ter morrido na cruz e depois ter sido visto ou comentado em lugares diferentes. Demonstra-se, assim, que o Jesus histórico e o Jesus místico sob esses fatos convergem, mas a história oficial e a religião cristã não consideram procedentes os inúmeros testemunhos e documentos conhecidos pelas tradições do oriente. E admitimos que se esses elementos viessem a ser reconhecidos, e outros mais como o nascimento carnal de Jesus, tanto o capítulo da história oficial como a história da religião cristã sofreriam uma derrocada em muitos de seus principais postulados e uma revolução na ideologia cristã necessitaria ser procedida.

[Os textos do Arca de Ouro, por Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citadas as origens. A história de Jesus, descrita na bíblia, em muitas instâncias nos remete a fatos sobrenaturais que à luz de nossas mentes racionais não se consegue entender ou aceitar senão, unicamente, pela fé. Embora aquelas passagens mais marcantes estejam permeadas por simbolismos propositalmente inseridos, pois os ensinamentos do Grande Mestre envolvem algo ainda maior do que se possa comumente imaginar, é nítido que os quatro evangelhos apresentam relatos em três dimensões ou faces.]

                                                                       Rayom Ra
                                                   http://278arcadeouro.blogspot.com 


  

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Épicos

                          São vozes em grande profusão,
                          Que mais e mais daqui as ouço,
                          Homens e mulheres os vejo agora,
                          A cantar e a cantar!

                          Que vêm marchando sem parar,
                          À invisível e um só comando,
                          Portando às mãos os estandartes,
                          A tremular e a tremular!

                          Decididos são os seu passos,
                          Translúcidas são as suas vestes,
                          Celestiais são os seus rostos,
                          A vislumbrar e a vislumbrar!

                          Tamanha epopeia será esta,
                          De tão intensa comemoração,
                          Incrível exército a vir chegando,
                          A marchar e a marchar!

                         Cem mil ou mais eles serão,
                         Não vejo o fim de todas hostes,
                         E os seus hinos jamais cessam,              
                         A vibrar e a vibrar!

                                                 Por Rayom Ra
                                                 Direitos Reservados












terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A Caminho dos Alpes

                               Caminho a passos cada vez mais lentos,
                               Seguindo assim, solitariamente,
                               Sem jamais me voltar: olhos atentos,
                               Por uma estreita trilha, unicamente!

                               Silêncio acolhe ao meu ser contrito,
                               Densa névoa como em manto envolve,
                               Nada ouço sigo ao meu próprio rito,
                               Onde minh'alma dentro em mim revolve!

                               E nessa névoa consigo entrever,
                               Pequenos espaços que logo os alcanço,
                               Após cada passo e sem me deter,
                               No trajeto me vou e aos poucos avanço!

                               Inspiro anima que por mim adentra,
                               Trazendo a presença que me socorre,
                               Como se fora um alentador mantra,
                               Que o devoto evoca e nele recorre!

                               E de súbito um pensamento voa,
                               A descer onde no meu ser se instala,
                               Suave e transparente qual garoa,
                               Do modo como a natureza fala!

                               E quando mais de meio mundo dorme,
                               Eu acordado e já bem desperto agora,
                               Busco ouvir daquela presença informe,           
                               O que ignoto existe nesta mesma hora!

                               E aos sussurros em doce voz escuto,
                               Inesperada ode que na alma adentra,
                               Como de um bálsamo no ser produto,
                               Que tão bem acorre, alivia e encentra!

                               E aquela presença com voz serena,
                               Que se tanto bela penetrante era,
                               Em clara nuvem e figura amena,
                               Suave se abria como em primavera!

                               "Venho dos templos longínquos ardentes,
                               Nas asas do tempo ao nascer da aurora,
                               Às nuvens dissolvo e clareio às mentes,
                               Mesma alma inda sou como fora outrora!" 

                                                               Por Rayom Ra
                                                               Direitos Reservados





















                               

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Sempre Estarei!

                                                                
                                   Feliz   porque   me   vou,
                                   Seja  na  noite  seja  no   dia,
                                   Não quero outra coisa fazer,
                                   Só  voltar  de  onde  eu  vim,
                                   Minha   casa   verdadeira,
                                   Que   saudade  vou   revê-la,
                                   Sem   jamais  daqui  partir,
                                   Pois   aqui   sempre  estarei,
                                   Com aqueles que me queiram!
                                                   Por Rayom Ra
                                                      
                                                            

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Olhares de Ego

                           
Estúpido eu sou,
Rocio, alvorada,
Orvalhar, madrugada,
Solene mover, mistério ser!
Repetir-se, esvaecer...
Matutina – estrela linda,
Vênus prata, em astro ainda,
Dalva aurora, ao sol nascente,
Vésper guia, ao sol poente.

Estúpido eu sou,
Segredos de Gaia,
Ardores brotando, magias de Maia,
Terras e húmus assim como estão,
Tempo, outro tempo, essas terras serão,
Eflúvios e cheiros, coisas benditas,
Mulheres, feitiços, coisas malditas,
Pedras, esfinges, portas, portais,
Nuvens e brumas e seres costais.

Estúpido eu sou,
Caminhos da lida,
Árvores, ramos, sementes de vida,
Frutos do bem e do mal,
Tibi sunt Malkuth – a ordem real,
Reino, poder e glória, são meus,
Bato à porta, não podem ser teus,
Idílios, amantes, Maithuna sem fim,
Sem gozo, com gozo, importa-me assim.

Estúpido eu sou,
Magia de templos,
Invoco, evoco seguidos exemplos,
Só creio que eu faço: aqui eu serei,
Mente, sentença: poderes terei!
Caminhos se mostram de outros trilhar,
Me prendo, ignoro eu quero ficar,
Não saio, protejo, apreendo e guardo,
Alivio meu ego ou aumento meu fardo?

Estúpido eu sou,
Tempos são outros,
Procuro olhares a ver novos rostos,
Busco lá fora sentir Nova Era,
Coisa sem nexo eis tudo me espera.
Mídia encantada às imagens guiar,
Almas sem guarda do não despertar,
Não mantos internos; paixões e gaiolas,
Tsunamis a vista e ondas e olas.

Estúpido eu sou,
Pensar que é saber,
Coisa tão fácil jamais pode ser,
Análise, cruz, aresto, implosão,
Palavras ferinas, sem dó, compaixão.
Juras não servem, não sei mais dizer,
Ego impoluto que mais posso ser,
Perdão meu amigo, agora me vou,
Estúpido eu sou, estúpido eu sou!

                                      Por Rayom Ra
                                      Direitos Reservados

                                 Rayom Ra                                   
       http://arcadeouro.blogspot.com.br

sábado, 4 de outubro de 2025

Homem Sua Origem, História e Destino [R]

GALÁXIAS, SÓIS E SISTEMAS SOLARES

 "O autor deste livro do qual estamos divulgando extratos, o senhor Werner Schroeder, de naturalidade alemã, radicado nos Estados Unidos na época da pesquisa para a formação do livro, disse, no preâmbulo da obra, tê-la baseada honestamente do material recebido de guardiões, não revelados seus nomes por ele, em dois pacotes provindos de duas fontes conhecidas e fidedignas: os mensageiros Guy W. Bailard e Geraldine Innocenti, onde um pacote do material confirmava uma fonte e outro pacote confirmava a outra fonte”. [Rayom Ra]

NOSSA GALÁXIA

  Entender as leis fundamentais subordinadas à origem e ao fim de uma galáxia não é tão difícil como se poderia pensar. Toda criação segue a Lei Cósmica e ao um preciso padrão geral pré-determinado. Não há uma seleção natural ao acaso, como alguns cientistas naturais nos levam a crer. Neste padrão de criação, cada indivíduo pode exercitar sua liberdade de escolha. Cada componente de uma galáxia, portanto, evolui num padrão de vida, o qual é uma sucessão de experiências, governadas pelo livre arbítrio. O propósito de uma galáxia é, então, dar às várias formas de vida a oportunidade do crescimento individual.

COMPONENTES DE UMA GALÁXIA

  PLANETA: Um planeta serve para dar às diferentes formas de vida, a saber – a humanidade, anjos e a vida elemental dos quatro elementos ar, terra, fogo e água, oportunidades para expressão própria e crescimento. Cada planeta é governado por várias Inteligências, que administram as Leis Cósmicas à medida que essas se aplicam ao planeta.

  SOL: Um sol é um elemento que dá e sustenta a vida de um sistema solar, contendo ele próprio e vários planetas. Cada sol é governado por duas Inteligências, uma masculina e outra feminina. Nosso sol – foco dos Senhores Solares Hélios e Vesta – é o quarto em distância da nossa galáxia.

  SOL CENTRAL: O Sol Central é o foco da Mente de Deus em uma galáxia. É o dono e doador de toda vida e de todas as coisas nela. Ele pode ser considerado o Sol atrás de nosso sol físico. Nosso Sol Central é o foco dos Seres Divinos Alpha e Ômega. Para a nossa atual consciência limitada isso é o mais perto que podemos chegar a entender da natureza de Deus.

  GALÁXIA: Uma galáxia consiste do Sol Central e vários sistemas solares. Nossa galáxia, em particular, consiste de sete sistemas solares; cada sistema solar, por sua vez consiste de um sol e sete planetas. Portanto, nossa galáxia consiste do Sol Central, sete sóis e quarenta e nove planetas. (*) Algumas galáxias têm milhares de planetas. As galáxias estão em constante movimento e se deslocam em espiral.

  (*) “Sobre esta constatação, que muito nos surpreende, pretendemos buscar maiores elementos na literatura Nova Era dentro de paradigmas esotéricos que melhor nos esclareçam.

  Entretanto, podemos já citar Ramatís, em recentes ditados de sua Obra psicografada, ‘O Astro Intruso’, que nos traz o seguinte: ‘...na Via Láctea existem mais de cem milhões de sistemas solares, e que a cada minuto mais de 25 mil são criados apenas no restrito plano universal que vocês estão habituados a visualizar. Apesar de inúmeros também serem destruídos’.

  Temos aqui, portanto, elementos aparentemente díspares, merecedores de pesquisas a quem as queiram, para respostas reflexivas coadunantes. Admitamos, porém, que, como tudo no Grande Universo é administrado por setores, onde os trabalhadores hierarquizados se lançam a operar funções cósmicas especializadas, que nossa imensa galáxia - a Via Láctea - detenha também inúmeros quadrantes administrados. Nesse caso, nosso sistema solar estaria incluso num desses setores da "grande matriz", a Via Láctea, como, por exemplo, numa sub galáxia No. X sob orientações de seu Sol Central No. N num organismo sistêmico Y, etc. Quanto a nomes e denominações, existirão segundo o teor vibratório e objetivos de cada um desses setores nos respectivos planejamentos para a galáxia. [Rayom Ra]
 
O PLANO DIVINO PARA NOSSA GALÁXIA

  A compreensão da Respiração Rítmica é essencial para entender como uma galáxia é formada e como ela acaba. A Respiração Rítmica é uma atividade natural da vida. Essa atividade consiste em quatro etapas básicas, a seguir:

  1. Inspiração;
  2. Pausa, também chamada de absorção do ar;
  3. Expiração, também chamada de expansão do ar;
  4. Pausa, também chamada de projeção do ar.

  Nas etapas 1 e 2, ocorre a magnetização. Nas etapas 3 e 4 tem lugar a radiação. Na Expiração (etapa 3), o Sol Central primeiro expira os sóis e, então, esses sóis, por sua vez, criam seus planetas nas suas posições orbitais pré determinadas.

  Durante a Pausa (etapa 4), a vida individual (aquela da humanidade, anjos e elementais) ganha oportunidade de se desenvolver e cumprir o seu Plano Divino.

  Depois que isso for realizado, ocorre a Inspiração. Essa acontece na ordem inversa da Expiração. Primeiro, cada sol magnetiza (atrai) seus planetas. Depois, o Sol Central absorve os sóis, juntamente com os planetas.

  A respiração a nível cósmico é, consequentemente, similar à respiração a nível físico. Agora mesmo, nossa respiração é um processo de só duas etapas. Nós inspiramos e expiramos. Originalmente, quando a humanidade chegou a Terra, o homem utilizava a respiração rítmica, a qual inclui uma pausa entre cada inspiração e expiração.

  Deveria ser enfatizado que, quando os planetas são devolvidos à aura do Sol ou do Sol Central, os seres individualizados, tais como a humanidade, continuam a existir. Eles ficam muito confortáveis. Não há necessidade de temer o Sol; ele é tão fresco e confortável quanto à brisa da montanha. Não é quente como pensam os cientistas. Somente quando as correntes de energia solar atravessam a faixa etérica da Terra é que elas manifestam calor. O Sol é o polo eletrônico; a Terra é o polo magnético. A faixa etérica é o elemento através do qual as correntes são diversificadas.

  Existem milhões de sóis no universo, todos com os seus planetas girando a volta deles, diferenciando-se em número e tamanho, porém todos seguindo o mesmo padrão de ritmo, de harmonia e de perfeição sempre expansivo.

A FORMAÇÃO DE NOSSA GALÁXIA

  A formação de nossa galáxia ocorreu na Expiração. A Expiração é dividida em duas partes. Durante a parte 1, os sete Sóis tomam os seus lugares na galáxia e, durante a parte 2, os planetas de cada Sol tomam suas posições. Cada parte é subdividida em sete etapas individuais como segue:

NOSSA GALÁXIA

             SC   #1    #2    #3    #4    #5    #6    #7  

             *1       .       .       .       .       .       .       .      

             *2       .       .       .       .       .       .       .      

             *3         .       .       .       .       .       .       .      
                                              
             *4[A] M      .       .     T.       .       .      .

             *5        .       .       .       .       .       .       .      

             *6        .       .       .       .       .       .       .      

             *7        .       .       .       .       .       .       . 

              H = Hélios e Vesta / M = Mercúrio / T = Terra / SC = Sol Central
               A = Alpha e ômega

  Parte I

  As sete etapas da Expiração são executadas primeiramente pelo Sol Central. A cada etapa um novo Sol é expirado. Isso é realizado numa ordem verticalmente descendente, até que todos os Sóis tenham atingido suas posições pré-designadas. Por exemplo, na etapa I, o Sol número 7 primeiro é expirado, na etapa 2, o Sol número 7 desloca-se para a segunda posição e o Sol número 6 desloca-se para a primeira posição. Essa sequência é repetida até que, na última etapa, o Sol número 7 está mais afastado do Sol Central.

  Parte II

  Agora cabe aos Sóis individuais executarem a função da Expiração. Essa parte da Expiração é feita na ordem horizontal; é também executada em sete etapas. Desse modo, na etapa 1, o primeiro Sol (em referência à distância do Sol Central) expira seu planeta número 7, ao mesmo tempo, o Sol número 2 expira seu planeta número 7, e os demais Sóis o fazem igualmente.
           
  Na etapa 2, o Sol número 1 desloca seu planeta número 7 para a segunda posição orbital (em referência à distância do Sol) e o planeta número 6 para a primeira posição orbital. Simultaneamente, os demais seis Sóis executam a mesma operação do Sol número 1.

  Esse procedimento é seguido até que todos os quarenta e nove planetas tenham assumido suas posições orbitais finais. A Expiração está, agora, concluída e começa a órbita em volta de cada Sól.

  A próxima etapa básica da Expiração é chamada Pausa. O propósito da Pausa é dar individualizações, a saber, humanidade, elementais e anjos, e a oportunidade para a expressão própria e desenvolvimento no planeta.

  Aqui, outra vez, o número sete assume importância primordial. Para que esteja preparado para a encarnação, cada indivíduo tem que passar pelo aprendizado e ganhar experiência ao passar pelas sete esferas, onde ele obtém conhecimento e mestria necessárias para viver num planeta. Consequentemente, a humanidade é dividida em sete raças raízes. Uma vez que encarne no Reino Físico, cada um tem que vivenciar a influência benéfica dos sete Raios para que alcance a Ascensão. Um indivíduo alcança a Ascensão quando ele atinge a mestria em energia e vibração. Essa realização o liberta do círculo de nascimento e renascimento. Os temas “Esferas”, “Raças Raízes”, “Raios” e “Ciclos” serão tratados mais detalhadamente em outro capítulo neste livro.

  O período de uma Pausa ou a Retenção da Expiração para esta Galáxia era para ser de aproximadamente 98.000 anos. Este tempo é necessário para dar às sete Raças Raízes a oportunidade de Ascender. Cada Raça Raiz deveria alcançar a Ascensão em 14.000 anos. A radiação benéfica dos sete Raios (cada Raio tem a duração de 2.000 anos) é necessária para que cada membro de uma Raça Raiz alcance a Ascensão. Há alguma sobreposição na chegada das Raças Raízes, portanto, o número de 98.000 anos é somente uma aproximação. Depois de 98.000 anos, deveria começar a Inspiração. Todos nós sabemos que a perfeição da Terra está longe de estar completa. Bilhões de fluxos de vida não alcançaram a Ascensão. (**) Uma vez que a perfeição tem sido mantida nos outros planetas de nossa galáxia, a Terra está atrasando o Plano Divino para toda a galáxia.

(**) A noção de tempo terreno para o desenvolvimento das Raças Raízes redunda sempre em dificuldade para uma avaliação cronológica que satisfaça. A Teosofia, através de seus reconhecidos expoentes, nos dá cifras obedientes ao calendário terreno, de alguns milhões de anos para o desenvolvimento das sete Raças Raízes. Nossa quinta Raça Raiz, a Ariana, por exemplo, tem em média 1.000.000 anos de existência em seu atual previsto desenvolvimento completo de, aproximadamente, 1.200.000 anos, estando na quinta subraça de um número de sete subraças. Dizem-na ser uma Raça “suis generis” onde o tempo de desenvolvimento de cada uma de suas subraças não se igualaria entre elas e entre as subraças de outras Raças Raízes, e nem o seu tempo total do desenvolvimento se igualaria ao das demais Raças Raízes. A Raça Atlante, anterior a atual, portanto a quarta, nos leva a calcular se ter desenvolvido em tempo incomparavelmente maior que 1.200.000 anos, havendo ainda mais de 5.000.000.000 (cinco bilhões) de seus representantes encarnados em corpos físicos no planeta, em subraças bem definidas desde suas ancestralidades até agora. Cada Raça Raiz tem a sua particular história.

  Já a Raça Lemuriana teria tido um tempo bem mais longo que o de todas as demais raças físicas para sua transformação e evolução completa, havendo ainda poucos ramos representativos na Terra daquela terceira Raça Raiz, a primeira a ter corpos físicos na Terra. As duas outras raças etérico-astrais, a Hiperbórea e a Polar, somadas juntas, teriam se desenvolvido em tempo terreno mais largo que o das posteriores, tendo sido raças embrionárias, surgidas em tempos ainda de plasmação das dimensões planetárias astrais mais baixas e dimensão etérica.

  Nesse consequente quadro relativamente ao informado no livro, onde no livro o tempo programado para o desenvolvimento completo das raças como um todo é muito menor que o discutido pelos mestres do ocultismo tradicional, nos restaria realmente reconhecer para a nossa humanidade de todos os ciclos, uma pena bastante pesada em relação as suas dolorosas permanências na Terra, por se ter atrasado enormemente sobre a previsão inicial do Plano Divino. E, logicamente, incluiria atrasos para a emancipação física do planeta, para a sua cadeia de orbes a que o planeta é pertencente, e para o nosso sistema solar e Via Láctea – o que nos causaria apreensão e preocupação pelo futuro.

  E diz-nos ainda a Teosofia que Sanat Kumara chegou a Terra em tempo passado previsto em 16.5 milhões de anos – talvez em 18 ou 20 milhões de anos – quando a Raça Lemuriana estivera ainda no seu estágio de quarta subraça. Porém, uma coisa é certa dentro desse enorme espaço histórico considerado pelas correntes do ocultismo, ao desenvolvimento de nossa civilização humana na Terra: é não se saber incontestavelmente, pelos parâmetros terrenos, quanto tempo as raças teriam levado para serem devidamente formadas pelos manús ou mestres raciais, em tempo simultâneo ou próximo umas das outras, até começarem de fato a exercer, milhões de anos após, os projetos evolucionários que lhes caberiam. Complicada essa noção de tempo e raças, não? [Rayom Ra]

O FIM DE NOSSA GALÁXIA
 
  As sete etapas da Inspiração ocorrem em ordem contrária da Expiração. Como lembramos, durante o último passo da Expiração, todos os planetas se deslocam para suas posições finais e, nisso, o planeta Mercúrio, junto com os outros seis planetas dos outros seis Sóis, deslocaram-se da aura dos seus respectivos Sóis para a posição orbital número 1.

  Aqueles planetas que foram expirados por último, isto é, Mercúrio e os outros seis planetas da coluna vertical número 1, na primeira etapa da Expiração, serão os primeiros a se deslocarem de volta para a aura dos seus respectivos Sóis. Ao mesmo tempo, as outras fileiras verticais de planetas também se deslocarão um passo mais perto dos sete Sóis.

  O mesmo procedimento será seguido durante as seis etapas seguintes, até que todas as fileiras verticais de planetas tenham retornado aos seus Sóis; finalmente, os Sóis, ascendendo verticalmente depois de completadas as sete etapas da Inspiração do Sol Central, retornarão ao cinturão eletrônico do Sol Central. Esse cinturão tem um tamanho imenso.

  Após a conclusão da Inspiração, um Conselho se reunirá e decidirá, outra vez por livre-arbítrio, determinando se Sóis, tais como Hélio e Vesta, desejam se tornar Sóis Centrais, e planetas, tais como a Terra, desejam se tornar Sóis.

  A descrição acima fala dos princípios fundamentais que governam o Plano Divino para a nossa galáxia. Uma vez que a Lei Cósmica é precisa, imparcial e uniforme na sua aplicação, pode-se assumir seguramente, que os mesmos procedimentos se aplicam às outras galáxias. Os Mestres da Sabedoria explicaram a formação da galáxia que foi antecessora da nossa galáxia. Os princípios usados para a formação daquela galáxia foram exatamente idênticos aos que foram usados para a nossa galáxia e que serão agora descritos.

NOSSA GALÁXIA MATRIZ

  Os Mestres Ascensionados não só explicaram a formação de nossa galáxia, como também nos deram detalhes sobre a origem dela. Assim, somos capazes de traçar os primeiros caminhos da evolução dos nossos pais Hélios e Vesta [No esoterismo tradicional chamados unicamente de Logos], bem como os do nosso Sol Central, governado por Alpha e Ômega. Essa investigação também explica a origem dos números 7 e 12, que têm uma influência um tanto determinante na nossa galáxia, no nosso sistema solar e nas nossas próprias vidas.

  De acordo com um ditado transmitido pela Deusa Vesta, a nossa galáxia atual se desenvolveu de uma galáxia anterior governada por dois seres divinos, em inglês soletrado, “Elohae e Eloha”. Elohae representava o aspecto masculino e Eloha, o feminino. Essa galáxia anterior consistia de doze Sóis e cada Sol, por sua vez, era responsável por doze planetas. Ver diagrama abaixo:

SC   #1    #2    #3    #4    #5    #6    #7    #8    #9    #10    #11   #12

*1       .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*2       .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*3         .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*4[A-O].       .       .      H-V  .       .       .       .       .        .        .        .

*5        .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*6        .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*7        .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

                          *8        .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*9        .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*10      .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*11      .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

*12      .       .       .       .       .       .       .       .       .        .        .        .

  Nosso atual Sol Central – governado por Alpha e Ômega – fazia parte dessa galáxia. Era o quarto Sol em relação à distância do Sol Central.

  Nosso atual Sol – o foco de Hélio e Vesta – também fazia parte daquela galáxia anterior; era o quarto planeta em relação à distância do Sol governado por Alpha e Ômega.

  A galáxia anterior completou seu Plano Divino. Toda a humanidade ascendeu e todos os planetas foram absorvidos na aura [cinturão eletrônico] de Elohae e Eloha.

  Cada uma das Inteligências responsáveis por um Sol Central, um Sol ou planeta, decidiram, então, como eles queriam progredir. Sete dos doze Sóis decidiram se tornar Sóis Centrais. Alpha e Ômega estavam entre esses. Eles se tornaram responsáveis por uma galáxia que consistia de sete Sóis, tendo cada Sol sete planetas.

  A escolha desses sete Sóis, de se tornarem Sóis Centrais, estabeleceu que o número sete seria o número governante para a galáxia da qual fazemos parte.

  O número total de Sóis também imprimiu uma marca sobre nossa galáxia. O zodíaco de cada um dos Sóis de nossa galáxia consiste em doze signos, cada um expressando uma virtude de Deus e irradiando aquela qualidade por trinta dias, aproximadamente, do Sol para os planetas. O número de teclas numa oitava num piano, contando as brancas e pretas, é doze. As sete teclas brancas representam os sete Sóis que elegeram e se encontraram qualificados para se tornarem Sóis Centrais. As cinco teclas pretas representam os cinco Sóis que não atingiram essa meta. Todas as individualidades da galáxia anterior, Hélios e Vesta incluídos, têm um Corpo Causal que consiste de doze faixas concêntricas. Todos os indivíduos pertencentes à galáxia, da qual a Terra faz parte, têm um Corpo Causal que consiste de sete faixas concêntricas.

  Hélios e Vesta fizeram a escolha de progredir e então se iniciaram como um Sol, o qual seria o responsável por um sistema solar que consistia de um Sol e sete planetas, incluindo nossa Terra. Os Mestres Ascensionados deram informações adicionais sobre a vida em outros planetas. Eles também deram nomes aos quarenta e sete planetas de nossa galáxia (*) e incluíram algumas explicações como, por exemplo, porque os nomes dos planetas de nosso sistema solar não correspondem plenamente àqueles dados pelos cientistas terrestres.

A CRIAÇÃO DA NOSSA TERRA

  “Assim como acima também abaixo” é uma expressão muito conhecida. Toda manifestação física é precedida por alguma ação em níveis superior e internos.

  A Terra não foi criada em seis dias – em seis períodos de vinte e quatro horas – como declarado na Bíblia. Ela se manifestou por um longo período, como resultado de uma série de decisões e ações envolvendo, principalmente, os sete Criadores de nosso sistema solar. Esses criadores são chamados de Elohim.

  Após Hélios e Vesta decidirem se tornar os Deuses Pai-Mãe do nosso sistema solar eles tiveram que provar, através do direcionamento de raios de luz, que podiam irradiar energia concentrada o suficiente para, primeiro, criar um sistema solar e, depois, manter seus planetas numa certa posição orbital e sustentar a vida daí em diante. Hélios e Vesta passaram por tal iniciação; consequentemente Alpha e Ômega os declararam responsáveis por tal sistema.

  O primeiro decreto criado por Hélios e Vesta foi “Faça-se a Luz”. Através do pensamento e sentimento, Hélios e Vesta determinaram o tamanho dos planetas, suas localizações e o número de fluxos de vida que subsistiria em cada um. Isso poderia ser comparado com o nosso projetar uma casa e seus interiores.

  Quando o padrão de luz foi completado, Hélios e Vesta colocaram o projeto nas mãos da Veladora Silenciosa Cósmica responsável pela manutenção do padrão de nossa galáxia. O nome da Veladora Silenciosa Cósmica é Circulata, um Ser feminino.

  Circulata absorveu o padrão do projeto e aceitou a responsabilidade de manter o Conceito Imaculado para cada planeta até a hora em que Hélios e Vesta designassem a exteriorização de cada um. Os projetos continham os oceanos, mares, rios, lagos, terras, árvores, arbustos e outra vegetação, as montanhas e a atmosfera de cada planeta.

  Quando chegou a hora de criar a Terra, a Veladora Silenciosa Cósmica entregou os projetos para a sua Veladora Silenciosa Planetária. O nome da Veladora Silenciosa Planetária da Terra é Immaculata, também um Ser feminino.

  Então Hélios e Vesta criaram os sete Elohim e os Devas, que dirigiriam os Construtores das Formas. Encontrando-se regularmente em específicos intervalos de tempo, juntos eles começaram a manifestar a Terra em forma física, usando o Padrão de Luz dado pela Veladora Silenciosa Planetária e também o sistema padrão para a criação de um planeta, um processo chamado “as sete etapas para a precipitação”.

  Fonte: Livro, “Homem Sua Origem, História e Destino” por Werner Schroeder – FEEU

Rayom Ra