terça-feira, 27 de setembro de 2016

Iniciações Maiores

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  Vamos entrar agora nos estudos sobre as iniciações maiores, cuja obra mais completa que conhecemos sobre o assunto intitula-se Iniciação, Humana e Solar, enviada ao mundo pelo Mestre Djwhal Khul através da grande iniciada Alice A. Bailey, de cujas exposições alinharemos adendos juntamente com trechos de outra obra dos mesmos autores.

  Que é mesmo iniciação, para que serve? Esse termo é restrito a certas condições especiais e ao mesmo tempo amplo para todas as circunstâncias da vida humana em suas áreas tecnológicas, científicas, culturais, esportivas, religiosas, esotéricas e outras onde se exijam estudos, práticas e metodologias, servindo para melhor preparo e adestramento técnico a quem nas áreas se inclui operativamente. A iniciação introduz estudiosos aspirantes para uma outra realidade melhor, estribada em leis e métodos, e os provê de outra visão mais ampliada de sua área e daquelas que com ela se intra-relacionem, possibilitando melhores parâmetros de observações da vida sob ângulos antes não observados. Consequentemente, oferece ao indivíduo a possibilidade de um alargamento de consciência que pode deter elementos principais negativos ou positivos, dependendo da inclinação pessoal, o que deixa a descoberto os fundamentos do bem e do mal e exemplifica aos esotéricos a questão das opções dos caminhos da magia branca e magia negra. Dizer-se que um indivíduo adestrado numa profissão que requeira conhecimentos técnicos, ou iniciado numa ideologia qualquer, que, por suas atitudes contrárias ao humanismo, seja alguém sem consciência, é pura bobagem. A consciência no bem ou no mal é a consciência que trabalha sempre com valores relativos, e esses valores, e os resultados que provocam, serão mais poderosos quando manipulados por uma vontade dinâmica firme e constante nos seus objetivos.

  Hitler foi mau para o mundo por que a conquista almejada a que se lançou destruiu vidas e instituições, porém sua consciência não o traiu embora seus objetivos – determinados pelos seus valores inteligentemente concatenados – fossem contra a raça humana ou não.
 
  Tesla e Einstein não foram considerados maus porque seus inventos vieram proporcionar tecnologia e conforto para bilhões, no entanto os inventos de ambos somados a outros, já produziram milhões de mortes direta ou indiretamente, ou sob as mais cruéis condições que a tecnologia no seu lado negativo pode exercer.

  A ciência e a tecnologia que todo o planeta hoje desfruta obtiveram incríveis impulsos e desdobramentos em poucas décadas, justamente pelos motivos que o ditador Hitler promoveu com tudo o que arrastou e sua máquina de guerra necessitou inventar. Racismos à parte, apesar de cidades transformadas em entulhos e vidas que a guerra consumiu, a ciência tecnológica desenvolvida pós guerra através do exército de cientistas nazis satisfez altamente e enriqueceu homens de todas as raças, credos e etnias, e nesse aspecto ninguém contesta e nem reclama, mas aproveitam, embora por um lado os ideais racistas de tais cientistas se mantivessem blindados em seus íntimos, e por outro lado o sentimento inconsolável, o ódio e a inextinguível mácula das perdas humanas persistam nas famílias de todas as pessoas afligidas.
      
   Portanto, a expansão da consciência humana naquilo a que se chama iniciação, seja ela em tempos de paz ou de guerras, ou em tensões e lutas sob o instinto de sobrevivência, não se mede unicamente por uma só polaridade, nem pela quantidade neste mundo de relativos, mas pela direção que entendemos os seus movimentos. Os resultados do arbítrio das consciências nos rolamentos de energias e forças é que virão gerar os benefícios ou malefícios, se a favor ou contra as perenes correntes evolucionárias da natureza em suas arrancadas periódicas mais intensas, segundo dualidades. Mesmo a intenção positiva mal alicerçada pode acarretar desastres, ou a intenção negativa bem alicerçada pode resultar em equilíbrio ou benefícios. Estas oscilações dualísticas precisam ser sempre ajustadas para determinar o equilíbrio dos contrários, porém isso nem sempre é possível senão através das compensações da própria natureza através da pressão incontrolável na psique e inconsciência de populações.

  Nestes aspectos, são raros os homens que saibam lidar corretamente com as polaridades contrárias segundo suas visões e consciências ao penderem ao equilíbrio, sem permitir que as forças revoluteantes busquem cegamente seus pontos de atração e ancoragem tanto para um lado como para o outro. Daí, alguns exemplos destacados de líderes mundiais estarem operando numa única polaridade, agindo muito mais através de suas inconsciências ao refluxo das forças, do que com suas visões ampliadas. E daí as muitas guerras incompreensíveis e inaceitáveis para intelectuais e por grande parte da massa humana, que clamam por soluções pacíficas, mas somente possíveis se a pressão das forças possa ser de alguma sorte sublimada ou direcionada consciente e coletivamente para escape, ou através de ações não destrutivas.

  E nesses casos, todas as vidas agrupadas direta ou indiretamente em torno daqueles momentos – não importando os limites geográficos nem suas origens étnicas, raciais ou nacionais – que tenham sido partícipes de acontecimentos gerados negativamente no passado, cujas consequências trouxeram grandes bloqueios e desvios ao presente, ou por haverem pendido por demais objetivamente na polaridade positiva alterando o equilíbrio dos fatores duais em seus andamentos progressivos, deterão também grandes ou menores parcelas de responsabilidade na lei de causa e efeito. Pois é sabido que se pode ferir essa lei em ambos os vetores e não somente pelo vetor negativo; assim, valores positivos levados estupidamente a extremos invertem ao negativo causando desordens, chamadas caos. O mesmo se pode exemplificar com o fenômeno de um foco de luz ininterrupta e extremamente intensa que não encontrando profundidade se torna negativamente destruidora. Eis por que a dualidade exige sempre luz e sombra como dias e noites.

  Tenhamos agora uma idéia mais aproximada de os fatores evolucionários conducentes a primeira e a segunda iniciações maiores, que nos interessam mais de perto pelo maior número de aspirantes das várias escolas das inúmeras atividades místicas, magísticas, esotéricas e científicas. Diz AAB:

  Hoje, à medida que entramos na Nova Era tem aplicação a simbologia da quarta iniciação, A Renúncia; os homens enfrentam a necessidade de renunciar aos valores materiais para substituí-los pelos espirituais. O fermento do processo iniciático continua minando o materialismo da raça humana, revelando cada vez mais a realidade subjacente no mundo fenomênico (único mundo reconhecido pelos lemurianos) e, ao mesmo tempo, proporcionando esse campo cultural de experiência, no qual os filhos dos homens que estão preparados para ele, podem passar pelas cinco iniciações, tecnicamente entendidas. Este é o fator importante, por conseguinte é nosso ponto de partida.

  O processo histórico pode revelar e revelará a entrada gradual da humanidade nas “zonas iluminadas” de consciência sempre em expansão; nas ditas zonas o caminho do desenvolvimento evolutivo tem conduzido a raça humana diretamente a etapa onde há muitos, muitos (milhões se considerarmos a humanidade – os que hoje estão encarnados e os que não estão por acharem-se nos planos internos) que têm podido sair do campo iluminado dos três mundos e penetrar noutra zona, onde a luz da mente pode fusionar-se com essa luz maior da alma. Eles têm passado ( em vidas anteriores ainda que não recordem) pela experiência e a iniciação do nascimento e, como resultado disto, aquilo que pode revelar o que a mente é incapaz de iluminar, está agora desenvolvendo e se fusionando dentro deles. A “luz da vida” já está disponível e num sentido muito mais literalmente verdadeiro do que se pode perceber na atualidade, e cada sucessiva iniciação demonstrará com mais clareza este fato.

  A iniciação do Nascimento seguiu-se sobre as experiências de muitos, e isto se demonstra efetivamente nas vidas dos que estão conscientes e voluntariamente orientados para a luz, vendo um mundo mais amplo que de seus próprios interesses egoístas; são sensíveis à vida crística e a consciência espiritual de seus semelhantes, visualizando um horizonte e panoramas de contatos não percebidos pelo homem comum; se dando conta de uma possível realização espiritual, que está escondida e não desejada por aqueles cujas vidas estão condicionadas inteiramente pelas emoções ou pela mente concreta inferior. Nesta etapa de desenvolvimento possuem um sentido de dualismo consciente, conhecendo a realidade da existência desse “outro algo” que não é o não-eu fenomênico, emocional e mental.

  A primeira iniciação poderia ser considerada a meta e a recompensa das experiências místicas; esta não é fundamentalmente uma experiência ocultista no verdadeiro sentido do termo, porque raras vezes é exatamente compreendida, ou se prepara conscientemente para ela, como é o caso das iniciações posteriores, razão pela qual as primeiras duas iniciações não são consideradas maiores. Na realização mística há, lógica e normalmente, uma ênfase posta sobre o dualismo, porém na nova zona do desenvolvimento – onde uma iniciação após outra são primeiramente visualizadas; logo se luta por elas e depois se logra – se obtém a unidade e desaparece o dualismo. Por tanto, os estudantes devem recordar o seguinte definido conceito esotérico:

  O caminho místico conduz à primeira iniciação. Tendo cumprido seu propósito, se renuncia a ele, então se segue o ‘caminho iluminado’ esotérico, que conduz às zonas iluminadas dos estados superiores da consciência.

  Como se vê, ambos os caminhos são essenciais; atualmente o caminho místico é o da maioria, e um grande e crescente número de místicos surgirá das massas humanas modernas; paralelamente a este, o caminho esotérico atrai cada vez mais aos intelectuais do mundo. Sua experiência é basicamente religiosa, tal como o clero ortodoxo compreende a palavra. O caminho da ciência é profundamente necessário para o gênero humano, como é o da religião, pois Deus se encontra igualmente em ambos. O caminho científico conduz o aspirante ao mundo das energias e forças, o verdadeiro mundo do esforço ocultista, revelador da Mente Universal e a atuação dessa grande Inteligência que criou o universo manifestado. O novo homem que chega ao nascimento na primeira iniciação deve pisar e pisará o caminho ocultista ou científico, que o conduz inevitavelmente fora do mundo do misticismo, levando-o à segura e científica percepção de Deus como vida ou energia.

  A primeira iniciação marca o princípio de uma vida e um modo de viver totalmente novos e assinala o começo de uma nova forma de pensar e de percepção consciente. A vida da personalidade nos três mundos tem nutrido durante eons o germe desta nova vida e tem fomentado a diminuta chispa de luz dentro da relativa obscuridade da natureza inferior. Este processo está chegando agora ao seu fim, ainda que nesta etapa não seja interrompido totalmente por que o ‘novo homem’ tem que aprender a caminhar, falar e criar; sem dúvida, a consciência se enfoca noutra parte. Isto conduz a muita dor e sofrimento, até que o iniciado venha tomar a decisão definitiva, regular uma nova dedicação ao serviço e se preparar para receber a iniciação do Batismo.

  Os membros do novo grupo de servidores do mundo deveriam estar na expectativa de quem dão sinais de haver passado pela experiência do ‘nascimento’ e ajudá-los a obter maior amadurecimento. Deveriam supor que todos que realmente amam seus semelhantes, se interessam pelos ensinamentos esotéricos e tratam de disciplinar-se para alcançar maior beleza da vida, são iniciados e passaram pela primeira iniciação. Quando descobrem quem busca a polarização mental e evidenciam desejo e aspiração para pensar e saber, conjuntamente com os sinais característicos de ter recebido a primeira iniciação, podem considerar com toda probabilidade, sem lugar a dúvidas, que tais pessoas receberam a segunda iniciação ou estão a ponto de tê-la. Então saberão com toda a clareza qual será seu dever. Mediante essa aguda observação por parte dos servidores do mundo, se vai ampliando a fila de novo grupo. A oportunidade e o estímulo hoje são tão grandes que todos os servidores devem estar alertas, desenvolvendo em si mesmos a capacidade de registrar a qualidade que deve ser buscada, ajudando e guiando de tal forma, que unirão num grupo cooperador estes discípulos e iniciados que devam preparar o caminho para Cristo.

  A primeira iniciação deveria considerar-se como instituindo uma nova atitude nas relações, que, todavia, não sucede. As relações reconhecidas até agora, falando de forma geral, foram instituídas, cármicas, física e emocionalmente, sendo, maiormente, objetivas e predominantemente concernem ao plano fenomênico, com seus contatos, deveres, responsabilidades e obrigações. Sem dúvidas, as novas relações que devem ser acrescentadamente reconhecidas são subjetivas e têm muito poucos indícios fenomênicos. Abarcam o reconhecimento de quem deve ser servido; envolvem a expansão da consciência individual até uma crescente percepção grupal; conduzem eventualmente a responder ansiosamente à qualidade hierárquica e a atração magnética do ashram.

  Este desenvolvimento, na identidade das relações, conduz finalmente ao reconhecimento da Presença de Cristo e não à relação com Ele. Não temos porque nos ocuparmos da relação do Logos Planetário e Seu reconhecimento. Todas estas relações começam no seu mais verdadeiro significado e com um objetivo corretamente entendido no nascimento do “novo homem’. Cristo se referiu a ele quando disse: ‘A menos que um homem nasça de novo, não poderá ver o Reino de Deus”. Emprego aqui a terminologia cristã, porém prefiro falar do ‘novo homem’ em vez da frase estritamente cristã ‘o nascimento do Cristo-menino no coração’. Mediante a pedra angular das relações, os servidores do mundo farão contato com os iniciados e os discípulos aceitos do mundo e descobrirão a esses aspirantes que podem ser ajudados e treinados.

  Chamarei a atenção sobre outro ponto. No mundo fenomênico do ser humano comum que não tenha passado a experiência iniciática do renascimento, a ênfase tem estado sempre no que está hoje sobre a relação dual dos sexos, dando testemunho delas as novelas, as obras de teatro, os filmes e os assuntos dos homens. A criatividade se expressa justamente na propagação da raça, efetuada pela relação masculina e feminina, ou pelos pólos positivo e negativo da família humana. Isto é correto e bom e forma parte do Plano Divino. Ainda que os homens hajam prostituído suas faculdades e envelhecido suas relações, o plano básico é divino e ideal. Depois da primeira iniciação, toda a relação sexual se transfere gradual e constantemente ao lugar que corresponde, como uma mera fase natural da existência nos três mundos e como um dos apetites normais e corretos, porém a ênfase cambia.

  A experiência e a analogia superiores e aquela do qual o sexo físico é somente o símbolo, se faz evidente. No lugar de masculino e feminino surge a relação magnética entre a agora negativa personalidade e a alma positiva com a consequente criatividade nos planos superiores. O centro coronário e o centro entre as sobrancelhas (ajna) são os agentes desta relação e eventualmente – por meio do corpo pituitário e a glândula pineal – condicionam a personalidade, permitindo sua fusão com a alma.

  Tenho ensinado que a atividade e a inatividade dos centros condicionam à personalidade, atuando por meio do sistema endócrino; que as energias canalizadas e as forças por elas geradas, podem ser controladas e dirigidas pela alma – o homem espiritual. Tenho dito também que a energia do centro sacro (o centro mais interior e ativo no momento da primeira iniciação) deve ser transmutada e elevada ao centro laríngeo, transformando-se assim o ato criador físico em processo criador que produz o bom, o belo, o verdadeiro. O abc do conhecimento fundamental é a transmutação do sexo. Nesse processo transmutador os homens têm cometido grandes erros e têm abordado o tema desde dois ângulos:

  1. Têm tratado de suprimir o desejo natural, esforçando-se por destacar o celibato obrigatório, desviando assim com frequência a natureza e submetendo ao ‘homem natural’ a regras e regulamentos que não estavam na intenção divina.

  2. Têm tratado de esgotar – no outro extremo – o desejo sexual normal por meio da promiscuidade, da libertinagem e perversões, prejudicando-se e sentando as bases para as dificuldades que se produzirão em muitas encarnações futuras.

  A verdadeira transmutação é, em realidade, o alcance de um correto sentido de proporção em relação a qualquer aspecto da vida humana e, no que respeita aos homens atualmente, têm particular referência ao centro sacro e às energias que o põe em atividade. Quando o devido reconhecimento do lugar que a vida do sexo deve ocupar na vida diária paralelamente à concentração mental no centro laríngeo, este centro automaticamente chegará a ser magnético, e atrairá para cima as forças do centro sacro através da coluna vertebral ‘ao lugar da construção criadora’; então a vida sexual normal não se atrofiará e estará regulada e recolocada no seu correto lugar, como uma das faculdades ou apetites comuns dos quais foi dotado o homem; a vida sexual é controlada quando não se tem um interesse direto e está subordinada a lei do país, com respeito a sua relação com o pólo oposto – negativo e feminino ou positivo e masculino.

  Para o aspirante isto se converte principalmente em agente que cria os veículos necessários para as almas que encarnam. Desta maneira, por força do exemplo, evitando todos os extremos, aplicando as energias corporais a coisas superiores e aceitando às leis do país de residência, as atuais desordens e o abuso do princípio sexual, cederá lugar a vida ordenada e ao correto emprego desta primordial função corporal.

  A vida física pode regular-se quando a personalidade suficientemente integrada e coordenada, e o centro ajna (o centro entre as sobrancelhas) estejam ativos e controlados pela alma. Isto tem um efeito imediato – automaticamente induzido – sobre a glândula vinculada a dito centro, que se converte numa parte equilibrada do sistema endócrino geral, evitando-se o desequilíbrio anterior. Simultaneamente o centro coronário se faz ativo, como resultado da percepção mental, a meditação e o serviço do aspirante, o qual põe em atividade a glândula vinculada, a pineal. Tudo isto é também o abc do ocultismo.

  Frequentemente se omite em consideração normal o fato de que a crescente atividade destes dois ‘pontos de luz na cabeça’, se relacionam basicamente com o que ocorre nos centros básico e laríngeo, enquanto prossegue o processo transmutador, e as energias do centro sacro se reúnem no centro laríngeo, porém sem retirar toda a energia do centro inferior. Desta maneira, se mantêm de forma apropriada sua atividade normal. Então entram em correspondente atividade os dois centros da cabeça, se afetam reciprocamente os elementos positivo e negativo e brilha a luz na cabeça; se estabelece uma linha de luz entre os centros ajna e coronário que permite a livre interação, portanto entre o corpo pituitário e a glândula pineal. Quando existe esta linha de luz e há uma relação desobstruída entre os dois centros e as glândulas, então ‘é possível a primeira iniciação’.

  Quando isto tem lugar não deve interferir-se por que a tarefa de transmutação, levada a cabo entre os centros inferior e superior e a relação entre os dois centros da cabeça está concluída e estabelecida plena e finalmente. A linha de luz segue sendo tênue e instável, porém existe. A energia liberada na primeira iniciação e distribuída aos centros sacro e laríngeo (por conduto do centro coronário em lento despertar) leva o processo de transmutação a uma conclusão exitosa e estabiliza a relação dentro da cabeça. Este processo pode consumir várias vidas de esforço, que se vai intensificando constantemente por parte do iniciado-discípulo.

  Deste modo se inicia o trabalho de reforma mágica, e é aqui onde exerce influência o sétimo raio (que rege a primeira iniciação); uma das funções deste raio consiste em unir a alma e o corpo, o superior e o inferior, a vida e a forma, o espírito e a matéria. Esta é a tarefa criadora que enfrenta o discípulo, empenhado em elevar as energias do centro sacro ao centro laríngeo e em estabelecer uma correta relação entre a personalidade e a alma. Assim como o antahkarana deve ser construído e estabelecido como ponto de luz entre a Tríade espiritual e a personalidade fusionada com a alma, também uma ponte similar ou analogia se estabelece entre a alma e a personalidade e, em conexão com o mecanismo do discípulo, entre os dois centros da cabeça e as duas glândulas dentro da cabeça.

  Quando esta linha de luz haja relacionado os aspectos espirituais superior e inferior, e quando os centros sacro e laríngeo estejam verdadeiramente alinhados e relacionados, o iniciado-discípulo se transforma num trabalhador criador de acordo com o Plano Divino e num ‘expoente mágico’  do divino trabalho de construção; então ele é uma força construtiva, que manipula conscientemente a energia no plano físico, criando formas como expressão da realidade. Este é o verdadeiro trabalho de magia.

  No trabalho criador, como podem ver, três energias são, portanto, levadas a uma atividade relacionada:

  1. A energia concentrada no centro ajna, que indica a vida da personalidade.

  2. A energia concentrada no centro coronário, como resultado da atividade da alma.

  3. A energia do sétimo Raio de Ordem Cerimonial ou Magia que torna possível a verdadeira atividade criadora de acordo com o Plano Divino.

  Nada de espetacular tenho a dizer sobre a primeira iniciação; o iniciado-discípulo segue seu trabalho na debilmente iluminada ‘caverna do nascimento espiritual’; deve continuar sua luta para revelar a divindade, principalmente no plano físico – para nós simbolizado na palavra ‘Belém’, que significa a ‘casa do pão’ ; deve aprender a função dual de ‘elevar até a luz as energias inferiores’ e, ao mesmo tempo, ‘fazer descer as energias superiores à expressão corporal’. Assim se converte num mago branco.

  Nesta iniciação vê, pela primeira vez, quais são as energias maiores que deve levar à expressão, e esta visão está resumida no Antigo Comentário, nas seguintes palavras:

  Quando o Cetro da Iniciação desce e toca a parte inferior da coluna vertebral, se produz uma elevação; quando os olhos se abrem à luz o que deve descer à forma é então percebido. A visão é reconhecida. Assume-se a responsabilidade do futuro. A caverna se ilumina e aparece o novo homem’.”

  Retomamos o tema da inevitabilidade da iniciação. No aspecto esotérico de que estamos tratando, as iniciações são conquistas alcançadas pela consciente auto-aplicação de cada indivíduo nos caminhos de um aperfeiçoamento espiritual. Das longínquas terras de Atlântida até os solos de conquistas árias, os muitos percursos de suas personalidades o conduziram a deixar cada vez mais para trás seus atavismos animal-homem para exercitar outros valores encontrados em momentos gloriosos de religiões, cultos e comemorações de forças superiores, quando mal tinha saído da infância espiritual. Milênios são passados e os grandes que o conduziram até o momento em que ele tomará nova e importante decisão para sua realização pessoal, o observam.

  Desde os primeiros lampejos de uma nova consciência seus passos se tornaram mais largos e apressados, foram mais bem programados e sempre seguidos, a fim de que não se perdesse ou não fosse arrebatado definitivamente para o lado dos malignos que espreitam e seduzem. A pré-iniciação não é mais para ele vencer provas de resistência física e de coragem, e depois fazer juramentos de silêncio e obediência às regras da comunidade ou casta com que seguiu em muitas vidas, para então dedicar-se aos ofícios e viver em reclusão. O candidato agora avança para um despertar maior, um crescimento de consciência que o fará cruzar outro e mais importante portal, localizado nas vias internas de seu ser. Ele é consciente de que esse momento se aproxima para sua vida; nas escolas do conhecimento ou nas atividades espirituais a que se dedica ele é alertado para as provas do mundo. Ele sente as energias vivas a percorrer seu corpo, a sensação é verdadeira, a ânsia cresce e a custo é contida; a aspiração provoca-lhe, vez por outra, um gotejar de lágrimas que as domina, mas ele chora intimamente de gratidão e amor!

  Essa é a iniciação que milhões na humanidade alcançaram, não somente pelo caminho probacionário consciente e nem por esse tipo de reconhecimento devocional. Muitos avançam pelos caminhos naturais, pelos objetivos materiais da ciência e organização concreta do pensamento, pela concentração mental a objetivos de suas atividades profissionais e ao alcance de certos níveis da intuição. Outros milhões suplantam certas injunção do egoísmo atávico, quer sejam religiosos ou não, e buscam nas agruras das diferenças sociais suas relações de trabalhos, seus campos de atividades. E daqui emergem puros representantes da vontade popular por um mundo melhor, que imantam seus egos da energia do serviço e dedicação em primeiro lugar.

  Shamballa, principalmente, detêm total controle sobre as grandes religiões mundiais nos seus trabalhos de manter a humanidade necessariamente concentrada num propósito espiritual, bem como estabelece normas e condições para as instituições ocultistas, fundadas pelos mensageiros da Fraternidade Branca, vir a preparar candidatos para um crescimento de consciência, e, portanto, para colocá-los tanto quanto possível conscientemente, diante dos Portais das iniciações.

  (15) Nirmânakâya – (sanc.) Uma coisa inteiramente distinta, em filosofia esotérica, de significado popular que se dá a esta palavra e das idéias dos orientalistas. Alguns denominam o corpo nirmânakâya , no suposto, provavelmente, de que é uma espécie de condição nirvânica, durante a qual se conservam a consciência da forma. Outros dizem que é uma espécie de Trikâya (três corpos), com o ; e também que <é o avatar encarnado de uma divindade>, e assim sucessivamente. No ocultismo, por outro lado, diz-se que Nirmânakâya, ainda que signifique literalmente um transformado, é um estado ou condição. (...) Como Nirmânakâya, sem dúvida, o homem deixa para trás somente o corpo físico e conserva todos os demais princípios, exceto o kâmico (dos desejos R/R), porque o extirpou para sempre de sua natureza, durante a vida, sem que possa jamais ressurgir em seu estado post mortem.

  Assim, pois, ao invés de entrar numa bem-aventurança egoísta, elege uma vida de próprio sacrifício, uma vida que termina somente com o ciclo de vida, a fim de poder ajudar a humanidade de um modo invisível, porém sumamente eficaz. Portanto, um Nirmânakâya não é, como se crê vulgarmente, o corpo senão aquele que seja um chutukta ou um khubilkhan, um adepto ou um yoguî durante a vida, que se tenha convertido desde então num membro daquela Hoste invisível que sem cessar vela pela humanidade e a protege dentro dos limites cármicos. (...) Nirmânakâya – literalmente - (HPB)

  Prossigamos com AAB:

  “A Iniciação, ou processo de expansão da consciência, faz parte do processo normal do desenvolvimento evolutivo, encarado de um ponto de vista mais amplo e não do ponto de vista do indivíduo. Quando analisado do ponto de vista individual, passou a ser limitada, até o momento em que a unidade em evolução definitivamente aprende (em virtude de seu esforço próprio, auxiliado pelos conselhos e recomendações dos Instrutores atentos da raça) e alcançou um ponto em que possui determinada gama de conhecimentos de natureza subjetiva, do ponto de vista do plano físico. É na natureza daquela experiência que um estudante de uma escola compreende, repentinamente, ter dominado uma lição e que a lógica de um tema e o método do procedimento lhe pertencem para seu uso inteligente. Esses momento de assimilação inteligente acompanham a Mônada em evolução, através de sua longa peregrinação (...).
  Cada iniciação representa a aprovação do aluno para um curso mais adiantado na Câmara da Sabedoria; marca o brilho mais intenso do fogo interior e a transição de um ponto de polarização para outro; possibilita a conscientização de uma crescente união com tudo e a unidade essencial do Eu com todas as demais unidades (...).

  A iniciação conduz até a montanha donde se pode conseguir uma visão do eterno Agora, no qual o passado, o presente e o futuro, coexistem como uma unidade; uma visão do espetáculo das raças, com o fio dourado da linhagem transmitido através de inúmeros tipos; uma visão da esfera dourada que encerra, em uníssono, todas as inúmeras evoluções do nosso sistema, o dévico, o humano, o animal, o animal, o vegetal, o mineral e o elemental, e através do quais a vida pulsante pode ser vista claramente, batendo em ritmo regular: uma visão do pensamento-forma do Logos no plano dos arquétipos, uma visão que cresce, de iniciação em iniciação, até abraçar todo o sistema solar (...).

  A iniciação envolve cerimônia. É este o aspecto que foi enfatizado nas mentes dos homens, talvez excluindo um pouco o verdadeiro significado. Basicamente envolve a capacidade de ver, ouvir e compreender e de sintetizar e correlacionar o conhecimento. Não abrange necessariamente, o desenvolvimento das faculdades psíquicas, mas proporciona a compreensão interna que vislumbra o valor subjacente das formas e reconhece a finalidade das circunstâncias ambientais. É a capacidade que percebe a lição a ser aprendida em qualquer ocorrência e acontecimento e, através destas compreensões e reconhecimentos, a leva ao crescimento e à expansão, a cada hora, semana e ano. “

  São nove as grandes iniciações a que se destinam os que avançam nos caminhos da humanidade. As duas primeiras, denominadas respectivamente de Nascimento e Batismo, usando-se a terminologia cristã, não são, no entanto, consideradas grandes iniciações, porque, conforme antes mencionado, se atém muito mais ao aspecto forma ou personalidade em processo de controle pelo Ego ou Alma. Portanto, as sete seguintes são as iniciações consideradas as grandes e a terceira passa a ser a Primeira, e todas são assim colocadas em três principais grupos:

  “1. Cerimonial Efetivo, baseado na exteriorização.

  Primeira Iniciação - O Nascimento
  Segunda Iniciação – O Batismo


  2. Representação Simbólica, baseada na visualização espiritual.

  Terceira Iniciação  - A Transfiguração
  Quarta Iniciação    - A Renúncia
  Quinta Iniciação    - A Revelação

  3. Iluminação por Meio da Revelação, baseada na Luz vivente.

   Sexta Iniciação    -  A Decisão
   Sétima Iniciação -  A Ressurreição
   Oitava Iniciação  -  A Transição
   Nona Iniciação    -  A Negação.

  “Nas primeiras duas iniciações, o Hierofante é o Cristo (aquele que estará presente – R/R), o Instrutor do Mundo, o Primeiro Nascido entre muitos irmãos, um dos primeiros de nossa humanidade a atingir a iniciação”.
         
  Sobre o discípulo:

  “Um discípulo é alguém que, acima de tudo, está empenhado em três coisas:

  1. Servir à humanidade.

  2. Cooperar com o plano dos Grandes, tal como o vê, e da melhor maneira possível.

  3. Desenvolver os poderes do Ego, expandir sua consciência até que ela possa funcionar nos três planos, nos três mundos e no corpo causal; seguir a direção do Eu Superior e não os ditames de sua manifestação tríplice inferior (a personalidade – R/R)”.

  Sobre a Transição da Humanidade:

  “Na era pisciana que está finalizando, a juventude de todos os países tem sido educada sob a influência de três idéias fundamentais. O resultado obtido pela aplicação de tais idéias poderia ser expresso por meio das seguintes interrogações:

  1. Qual será minha vocação para poder obter do mundo material tudo o que meu estado social e minhas necessidades exigem?

  2. Quem são as pessoas superiores a mim? A quem posso dirigir-me? A quem devo admirar? Quem são inferiores a mim na ordem social e até onde posso ascender à escala social e me beneficiar?

  3. Desde minha infância tenho sido ensinado que minha inclinação natural é fazer o mal, ser perverso, ou (se o meio ambiente é estreitamente ortodoxo) que sou um miserável pecador e indigno de obter a felicidade futura. Como posso escapar das consequências de minhas predileções naturais?

  (...) A raça deve se livrar, em seu devido tempo, dessas tendências distorcidas e ideais retrógrados. A compreensão disto tem levado a que algumas nações ponham demasiada ênfase sobre o bem racial e nacional e sobre o Estado como entidade, o que tem socavado a estrutura hierárquica da ordem social (...).   Não falo aqui no sentido político nem em defesa de nenhum sistema de governo. Uma atividade forçada e uma responsabilidade imposta relegam, à maioria de quem está assim preparada, à etapa infantil, ou estado de infância, quando, em realidade, a humanidade deveria estar alcançando a maturidade, carregando voluntariamente a responsabilidade e com o exato sentido do verdadeiro valor das normas da vida. O sentido de responsabilidade é um dos primeiros sintomas que indica que a alma do indivíduo está despertando. A alma da humanidade, na atualidade, está também despertando massivamente, daí os seguintes indícios:

  1. O aumento de sociedades, organizações e grandes movimentos para a melhoria da humanidade.

  2. O crescente interesse do povo para o bem estar geral. Até agora, unicamente as altas esferas sociais se tem interessado por ela, seja por razões egoístas de auto-proteção ou por um paternalismo inato. Os intelectuais e os profissionais têm estudado e investigado ao bem estar público desde o ponto de vista mental e do interesse científico, baseando-se no geral e material, e a classe media inferior tem estado, como é natural, envolta nos mesmo interesses, porém desde o ponto de vista dos lucros financeiros e comerciais. Atualmente esse interesse tem descido às profundezas da ordem social e todas as classes estão agudamente despertas e alertas para o bem estar geral, nacional, racial ou internacional. Isto é muito bom e por sua vez um sinal alentador.

  3. Os esforços humanitários e filantrópicos estão no seu apogeu, a par das crueldades, ódio e anormalidades, qua a separatividade, as ideologias nacionalistas excessivamente acentuadas, a agressividade e a ambição, têm engendrado na vida de todas as nações.

  4. A educação está se convertendo rapidamente num esforço massivo e as crianças de todas as nações e de todas as classes sociais estão se equipando intelectualmente mais do que nunca. Este esforço tende, em sua maior parte, a permitir-lhes que enfrentem as condições materiais e nacionais, que sejam úteis ao Estado e não gravitem economicamente sobre eles. O resultado geral está, sem dúvida, de acordo com o plano divino e, sem a menor dúvida, é bom.

  5. O crescente reconhecimento por parte das autoridades de que o homem da rua está se convertendo num fator importante nos assuntos mundiais. A imprensa e o rádio chegam até ele, e hoje tem a suficiente Inteligência para formar sua própria opinião e tirar suas próprias conclusões. Isto se acha ainda em estado latente, porém os sintomas de esforço que realiza, saltam à vista, por isto estão controladas a imprensa e o rádio (e todos os demais meios de comunicação mais atuais – R/R) de uma maneira ou de outra, em todos os países, pois nunca será possível evadir permanentemente a estrutura hierárquica que subjaz em nossa vida planetária. Este controle se divide em duas categorias principais:
  1. Controle financeiro, como nos Estados Unidos.
  2. Controle governamental, como na Europa e Gran Bretanha.

  Ao povo se diz unicamente o que lhes é conveniente; a reserva e a diplomacia secreta matizam as relações de governos com as massas e é lamentável a impotência do homem da rua (ante a autoridade das esferas políticas, decisões condicionantes tais como a guerra e a paz, imposições teológicas, assim como questões econômicas) ainda que não esteja tão grave nem tão definida como estava antes. A alma da humanidade está despertando e a atual situação pode ser considerada como temporária.
  Os futuros sistemas de educação terão por objetivo preservar a integridade individual e promover o sentido de responsabilidade individual; estimulará o desenvolvimento da consciência grupal no que se refere às relações básicas individuais, nacionais e mundiais, enquanto se exteriorizam e organizam a capacidade, o interesse e a aptidão. Ao mesmo tempo, se procurará intensificar o sentido da cidadania, tanto no mundo esterno tangível do plano físico como no Reino de Deus e das relações entre as almas (...).

  Trataremos de enumerar certos fatos sobresselentes, ainda que sejam considerados como tais pelos esotéricos, exceto para o mundo em geral, porém estamos trabalhando ou tratando de trabalhar como esotéricos, esses fatos são:

  1. Existem certas idéias básicas que tem aparecido no transcurso do tempo e têm levado a humanidade a sua atual etapa de evolução. As idéias constituem a substância do impulso evolutivo.

  2. Existe um controle oculto que tem persistido através das épocas, que se pode entender do plano que está surgindo definidamente, que diz respeito à consciência do homem.

  3. Todo crescimento se realiza através da prova, da luta e da perseverança; a isto se deve o moderno cataclismo atual. Significa um empuxo até a luz, a luz do mundo, como também ao antahkarana grupal.

  É evidente que grande parte do que me é possível dar nestes ensinamentos não terá aplicação imediata, porém se pede aos leitores que reflitam e pensem sobre as linhas que posso indicar-lhes, porque somente dessa maneira se irá formando um núcleo de pensadores que responderão às novas idéias educativas, então será possível à Hierarquia Espiritual de Mestres obter os resultados esperados em Seu trabalho para levar adiante o Plano de Deus”.  

  Vamos então para as apreciações de AAB sobre a segunda grande iniciação, a qual já mencionamos:

  “A Segunda Iniciação – O Batismo no Jordão. A iniciação que vamos estudar é, quiçá, uma das mais importantes, por que concerne nesse aspecto da personalidade o que apresenta maior dificuldade para todos: o corpo emocional ou astral. Atualmente a massa humana é arrastada pelas emoções e por uma resposta sensória às circunstancias; não é impelida geralmente por uma reação inteligente à vida, tal como é. A reação normal e geralmente violenta serve só para aumentar a confusão e as correspondentes dificuldades, produzindo vórtices de energia, miragem e ilusão incontrolados. Ainda que ao mesmo tempo possa produzir um aspecto salvador em alguns casos, a violência da prova astral e a potência da tentação astral (como podia também chamar-se), conduzem a uma esfera de sofrimento grandemente acrescentada. A isto pode agregar-se a inclinação materialista da maior parte das soluções apresentadas, atraindo a força de Maia mundial e complicando grandemente o problema.

  Por mais penoso que possa ser tudo isto e ainda que signifique o fim desta era e a cessação da vibração e qualidade atlantes, levada a cabo tão poderosamente neste ciclo ário, sem dúvida, indica o alcance de uma oportunidade definidamente racial. A humanidade – numa escala relativamente ampla – enfrenta a segunda iniciação, ou a Iniciação do Batismo. (quando se alcança uma iniciação já se insere aos parâmetros pré iniciatórios da seguinte; é o caso da humanidade, atualmente na sua primeira iniciação – R/R).

  O conceito de batismo está sempre associado com o da purificação. A água tem sido sempre um símbolo da purificação e também do plano astral, com sua instabilidade, tormentas, intranqüilidade, dominadora reação emocional e sua flexibilidade, que a faz um agente muito proveitoso para a faculdade que possui o homem não remido de construir formas mentais enganosas. Reage a cada impulso e desejo e a toda ‘atração’ magnética possível, provenientes do aspecto material ou substancial da natureza-forma. Em seus ciclos de tranquilidade, reflete também o bem e o mal; portanto é o agente do engano quando é manipulada pela Loja Negra, ou de reação aspiradora quando é influenciada pela grande Loja Branca, a Hierarquia Espiritual de nosso planeta. É o campo de batalha entre os pares de opostos; o problema se complica porque os homens devem aprender a reconhecer esses opostos antes de estar em condições de fazer a correta eleição que conduz à vitória espiritual.

  Atualmente, o desejo de paz a qualquer preço, de alimento adequado, de calor e vivenda, de restabelecimento da estabilidade e seguridade, e de cessação da ansiedade, controla o conjunto das reações humanas e fazem que o plano astral seja de tanta importância para os homens e para as decisões mundiais. Isto é tão predominantemente assim que o conhecimento que a mente poderia revelar, e do qual os intelectuais são os custódios, se perde de vista e tem pouca influência.

  Na terceira iniciação se estabelece finalmente o controle da mente iluminada pela alma, assumindo esta a posição dominante e não a forma fenomênica. Então se transcendem todos os limites da natureza-forma. A visão desta transcendência é comunicada no momento da segunda iniciação sob o simbolismo de uma purificação levada a cabo positivamente.

  Aqui não faço apologia sobre o relato bíblico desse processo purificador, o qual resume simbolicamente a natureza aquosa do plano astral e é ‘lavado pela água’ do iniciado. Expresso a forma puramente atlante do processo iniciático, dando-nos um conceito do descenso na água e a ascensão fora da água, em resposta a uma Palavra de Poder desde o alto. A presença ária a esta mesma iniciação não tem sido, todavia, plenamente compreendida.

  A segunda iniciação – tal como se leva a cabo agora -  é até certo ponto uma das mais difíceis. Envolve a purificação, porém a purificação pelo fogo, simbolicamente compreendido. A oculta ‘aplicação do fogo e água’ produz resultados muito sérios e devastadores. A água, sob a ação do fogo ‘é reduzida a vapor’, sendo o iniciado submergido nas névoas e miasmas, nas ilusões e nas brumas. O iniciado deve sair do estado de névoa e ilusão e das atuais brumas dos assuntos humanos sairá também eventualmente a humanidade. O êxito do iniciado individual é a garantia do destino racial. As complicações que produz a conjugação da água e fogo nesta época ária, são muito maiores que as produzidas totalmente pela água na época atlante; a era atual é kama-manásica (desejo-mente) e não simplesmente kâmica ou estritamente astral. Portanto, recordem quando lerem essas palavras, porque falo simbolicamente. Hoje o fogo da mente deve considerar-se em conjunto com a água do desejo, daí a maioria dos problemas da humanidade. Devido a isso a segunda iniciação é uma das mais difíceis pelas que o discípulo moderno deve passar.

  Sem dúvida, o resultado do processo iniciático moderno é de ordem muito superior. Esta afirmação tem relação com o evidente fato de que a Hierarquia e seu pessoal, que está em processo de reunir-se, será de uma ordem superior a anteriormente responsável de guiar a humanidade. Uma humanidade mais avançada exige uma Hierarquia e uma supervisão hierárquica também mais avançadas; isto tem sido sempre assim. O processo evolutivo abarca tudo o que é. Até Sanat Kumara aprende e progride de uma relativa imperfeição para a perfeição.

  Este batismo de fogo (ao qual se faz referência nas Escrituras Ocidentais) contém em si inevitavelmente a aceitação da dor, num grau até agora desconhecido. Uma vista superficial aos assuntos mundiais revelará a verdade desta afirmação.

  Portanto, que sucede realmente e quais são os principais fatos envolvidos? Muito dependerá de minha resposta e da interpretação que a dêem. Por conseguinte, lhes pediria considerar cuidadosamente minha resposta a estas duas perguntas.

  Sob a influência do ciclo pisciano, que está por finalizar, o Sexto Raio do Idealismo ou Devoção tem estado predominantemente ativo. É o raio da determinação centralizada e – desde certo ângulo – o raio do cego proceder. O indivíduo, o grupo, ou a humanidade, vê unicamente um só aspecto da realidade num determinado momento (a causa da etapa atual do homem em processo evolutivo), sendo por geral o aspecto menos desejável. Tudo mais é uma incógnita para eles; veem só uma imagem; seu horizonte se limita a um só ponto do compasso (falando esotericamente). Para a massa humana, o aspecto visualizado da realidade, pelo qual os homens viveram e morreram, foi o mundo, a comodidade, as posses e as empresas materiais; isto hoje o testemunham incontroversamente os movimentos laboristas e as tendências evidentes nas Nações Unidas. Para um grupo relativamente pequeno de seres humanos, o mundo da inteligência aparece como algo primordial e o regente desejado ou o fator controlador é a mente concreta. Portanto, tudo permanece dentro da zona de controle e dos interesses materiais.

  O centro plexo solar é, em consequência, o fator dominante, porque – mesmo no caso dos intelectuais – o desejo de bem estar material, de posses territoriais e de decisões materiais governamentais e econômicas planejadas, controla e move ao indivíduo, ao grupo e à nação. Esses não são necessariamente errôneos, porém (no conceito atual emoção-desejo) se os situa numa posição destacada e se os considera como de natureza causal, sendo sem dúvida, de natureza fundamentalmente secundária; sua natureza essencial produz efeitos, pondo a ênfase sobre a palavra ‘efeitos’. A humanidade mesmo em seus estratos avançados não pode, todavia, pensar em níveis causais.

  Qual é a meta básica do iniciado que tenha recebido a segunda iniciação? Pedir-lhes-ia apartarem-se conscientemente do conceito de absorção de esforços no processo de iniciação e reconhecer o conceito de que seu efeito é iniciático e assinala um começo e não uma culminância. Portanto, que tem diante de si o iniciado que tenha penetrado na água purificadora, melhor dizendo, no fogo? Ao que se terá consagrado? Que sucederá dentro da ‘zona de vivência’ (quisera que se familiarizassem com esta frase), e que resultados terão lugar dentro do mecanismo com aquele que se aproxima do lugar da iniciação? Estes são fatores e também aspectos importantes dos processos da vida que devem condicioná-los. Ao finalizar o processo iniciático certas energias e aspectos divinos devem ser reconhecidos por ele, pois desempenham agora uma parte de seus pensamentos e propósitos – energias que até então (ainda que presentes) estavam passivas e não controlavam.

  O iniciado tem diante de si a terceira iniciação da Transfiguração. O enfrenta uma grande transição desde o enfoque aspiracional emocional a outro enfoque inteligente e pensante. Desprendeu-se, teoricamente pelo menos, do controle do corpo e natureza astrais; tem, todavia, muito por fazer; antigos desejos, velhas reações astrais e emoções habituais seguem sendo poderosas; porém, trabalhou uma nova atitude perante elas e uma nova perspectiva ante o corpo astral. A água, o fogo, o vapor, o visionismo, a ilusão, a má interpretação e a contínua emotividade, seguem significando algo específico e indesejável para ele. Agora é negativo a seus chamados e positivo para o exigente enfoque superior. O que é agora ama e anela, deseja e planeja: se acham noutra dimensão superior. Por estar disposto a receber a segunda iniciação assentou o primeiro golpe em seu egoísmo inato e tem demonstrado sua determinação de pensar em términos mais amplos e includentes. O grupo começa a significar para ele mais que ele mesmo.

  O que sucedeu, falando tecnicamente? As energias do centro plexo solar são transferidas desde o centro principal de distribuição abaixo do diafragma no centro cardíaco. – um dos três centros principais ao qual devem ser transferidas todas as energias inferiores. Na primeira iniciação se lhe concedeu a visão de uma criatividade superior, e a energia do centro sacro começou sua lenta ascensão ao centro laríngeo. Na segunda iniciação se lhe concede uma visão de um enfoque superior e seu lugar no todo maior começa lentamente a revelar-se. Uma nova criatividade e um novo enfoque são suas metas imediatas, e a vida para ele não pode voltar a ser a mesma. As antigas atitudes e desejos físicos podem às vezes assumir o controle; o egoísmo pode seguir desempenhando uma parte importante em sua expressão de vida, porém – subjacente neles e os subordinando – haverá um profundo descontentamento acerca das coisas tal como são, e angustiosos sofrimentos de fracassos. Neste ponto o discípulo aprende a utilizar o fracasso e a reconhecer certas diferenças fundamentais entre o natural e objetivo e o sobrenatural e subjetivo.

  A exposição destas idéias converteu o conceito da iniciação em algo útil para vocês? Qualquer iniciação que não tenha sua interpretação nas reações diárias prestará pouca utilidade e basicamente será irreal. A irrealidade de sua apresentação tem conduzido na atualidade que a Sociedade Teosófica seja rechaçada como agente da Hierarquia. Anterior e previamente a seu ridículo ênfase posto sobre a iniciação e iniciados e a seu reconhecimento dos discípulos probacionários como plenos iniciados, a Sociedade fez um bom trabalho. Sem dúvida falhou ao não reconhecer a mediocridade nem a compreender que ninguém ‘recebe’ a iniciação nem atravessa essas crises sem a prévia demonstração de uma ampla utilidade e uma capacidade treinada e inteligente. Talvez não seja assim no que concerne a primeira iniciação, porém a segunda iniciação envolve como antecedente, uma vida útil e consagrada, e uma manifesta determinação de entrar no campo do serviço mundial. Também deve haver humildade ao expressar o conhecimento da divindade que existe em todos os homens. Nenhum dos assim chamados iniciados da Sociedade Teosófica (exceto a senhora Anny Besant) se ajustou a esses requisitos. Eu não teria chamado a atenção sobre sua orgulhosa demonstração, não fosse essas mesmas pretensões e ilusões terem sido apresentadas ao público. Agora considerarei o problema da liberação das limitações da matéria e apresentarei o tema de forma prática.

  Talvez haja uma opinião definitiva de que o reino das emoções e da susceptibilidade às reações emocionais, constituem a principal limitação humana – tanto do ângulo individual como do nacional. Sabe-se, por exemplo, que o demagogo exerce domínio em todas as partes da opinião pública, sendo uma pessoa que atua enfaticamente sobre as emoções humanas como também sobre o egoísmo humano. A medida que a raça progrida até uma expressão mental, essa influência destoante será cada vez menos importante e uma vez que as massas (constituída de milhões dos assim chamados “homens da rua”) comecem definitivamente a pensar, o poder do envolvimento demagogo terá desaparecido. A luta principal no mundo atual é da liberdade do cidadão comum para pensar por si mesmo e chegar assim às suas próprias conclusões e decisões. Aqui se encontra a principal disputa entre a Grande Loja Branca e a Loja Negra.

  É uma batalha na qual a humanidade mesma é o fator decisivo, razão pela qual a Loja Negra vem atuando por intermédio do grupo que controla o destino da Rússia e também por intermédio do movimento sionista (16) Os líderes da União Soviética trabalharam inteligente e poderosamente contra a liberdade humana e, particularmente, contra a liberdade do pensamento. O comunismo em si não tem tal objetivo; a política totalitária dos governantes nacionalistas é desastrosa, além de sua ambição e ódio pela verdadeira liberdade. O sionismo representa hoje a agressão e o emprego da força, sendo a nota chave e outorgamento para permitir arrebatar quanto se queira, sem ter em conta os demais povos e seus direitos inalienáveis. Esses pontos de vista se opõem à posição adotada pelos líderes espirituais da humanidade e, portanto, os líderes do movimento sionista e o grupo que dirige e controla a política russa, vão contra a política da Hierarquia Espiritual e do bem perdurável do gênero humano.

  A liberdade do espírito humano, a liberdade de pensar, governar, adorar a Deus como dita o inato instinto e humano desejo, sob a influência do processo evolutivo, e a liberdade de decidir sobre a forma de governo e religião requeridas – são justas prerrogativas do gênero humano. Qualquer grupo de homens ou forma de governo que não reconheça esse direito inato, vai de encontro ao princípio que rege a Grande Loja Branca. A ameaça da liberdade do mundo reside na conhecida política dos governantes da União Soviética e nas duvidosas e falsas maquinações dos sionistas. Em nenhum destes dois grupos há uma verdadeira potência espiritual, e ambos estão condenados ao fracasso, ainda que tenham êxito no aspecto da aquisição material; do ângulo espiritual estão condenados. (17) Os condutores da empresa russa contra a liberdade do indivíduo também o estão, por que inerentemente o homem é livre e fundamentalmente divino, e se assegura (desde uma visão de largo alcance) que as massas humanas na Rússia e nos seus ‘estados satélites’, com inclinações comunistas, inevitavelmente reagirão em forma divina e potente.

  A verdadeira plataforma comunista é sã; é a fraternidade em ação, e não vai – na sua plataforma original – contra o espírito de Cristo. O comunismo intelectual e oficial imposto por um grupo de homens ambiciosos e às vezes maus, não é saudável; tão pouco se adere à verdadeira plataforma comunista, senão que está baseado em ambições pessoais, amor ao poder e interpretações dos escritos de Lênin e Marx, que também são pessoais e contrários ao que quiseram significar ambos os homens, assim como os teólogos da igreja interpretam as palavras de Cristo de forma tal que não têm relação com Sua intenção original. Os governos da Rússia não trabalham verdadeiramente para o bem do povo, como não faz o sionismo acadêmico, nem levam a cabo seus projetos por razões humanitárias. Porém, o triunfo final está nas mãos do povo, por que o coração do povo em todas as nações é basicamente são, fundamentalmente bom e inclinado para Deus. E a isto, desprezam os governantes do regime comunistas.

  Os condutores do movimento agressivo sionista constituem um verdadeiro perigo para a paz mundial, e o desenvolvimento humano e suas atividades têm sido apoiados pela política de conveniência dos Estados Unidos da América e em menor grau pela Gran Bretanha, devido à influência dos Estados Unidos. Os sionistas têm desafiado às Nações Unidas rebaixando seu prestígio, e têm feito que sua posição seja tanto negativa como negligente para o mundo. Os sionistas têm perpetrado o maior ato agressivo desde a fundação das Nações Unidas e têm sido bastante hábeis para obter o apoio das Nações Unidas, transformando a ‘recomendação’ original das Nações Unidas numa ordem. A lei da força, da agressão e da conquista territorial pela força das armas está hoje demonstrada pelos sionistas na Palestina, assim como pelo poder do dinheiro para comprar governos. Estas atividades vão de encontro a todos os planos da Hierarquia Espiritual e marcam um ponto de triunfo das forças do mal  - temporariamente detidas pela derrota do maligno grupo que Hitler reuniu ao ser redor – envolto a organizar seu ataque sobre o desenvolvimento espiritual da humanidade. (18)

  (16) “Acreditamos que essa mensagem aconteceu durante a segunda grande guerra mundial, portanto, antes da fundação do Estado de Israel, ocorrida oficialmente através dos dispositivos da ONU em 29 de novembro de 1947. Estamos mantendo a integralidade do comentário embora os governos tenham mudado e hoje a situação mundial se encontre muitas vezes mais complicada. No entanto, os princípios de liberdade esposados pela Loja Branca são sempre os mesmos em qualquer época e todas as manifestações em contrário ou usurpações dos direitos humanos estarão contra a livre expressão do espírito e do pensamento, estipulados no Plano de Deus para toda a criação” (R/R).

  (17) “A alusão aqui destaca o fato de que o mundo é governado pela Hierarquia Oculta que busca sempre coordenar a evolução das raças segundo a projeção do Grande Plano do qual essa Hierarquia é tutora. No entanto, desde passadas civilizações, as raças se têm desviado seguidamente dessa projeção e a Hierarquia sempre trabalha nos ajustes que conduzam todos os destinos ao objetivo principal. Para que haja sentido nas situações cármicas de grupos e nações, há que existir a implantação de forças espirituais que possam manter os povos nos seus rumos evolucionários segundo suas necessidades materiais, científicas, filosóficas e inclinações religiosas e psicológicas. O papel de liderança dos povos precisa ser desempenhado por verdadeiros homens intuitivos e obstinados a seguir o leme das conquistas dentro dos padrões disponíveis e oferecidos aos diversos carmas nacionais. Nesses casos, a despeito de todos os problemas internos ocorridos nas vidas dos povos, as forças da Grande Loja Branca estarão presentes. Em contrapartida, quando há a usurpação de forças contrárias às situações estabelecidas pela Hierarquia Oculta, esses líderes da via esquerda carecerão das forças inerentes dos padrões arquetípicos evolucionários, liberados para os povos.

  Em consequência, pelos princípios regulados a que estão submetidas todas as nações, os revoltosos usurpadores tomam a cruz cármica sobre seus próprios ombros, sem o auxílio e dispensação inteligente de forças da Grande Loja Branca; logo estarão fadados ao fracasso mais cedo ou mais tarde. Cremos que isso veio suceder com a antiga União Soviética, cuja dissolução foi sintomática, e começa a acontecer com a China embora num enfoque diferente e com maiores razões de sucesso material, o que não significa, exatamente, que está tudo resolvido e o objetivo final vá ser naturalmente alcançado, pois as discrepâncias, os privilégios, as injustiças e crimes étnicos e a falta de um verdadeiro programa de amparo social ao povo pelas agências do governo, são ainda extremamente aberrantes e demandarão muitos anos para serem corrigidos ou nunca. Israel jamais teve um minuto de paz, e jamais terá pelas mesmas razões, enquanto do mesmo modo não se esforçar por corrigir seus erros passados”. (R/R)
      
  (18) “Não é de hoje que se demonstra que as forças do mal influenciam e dominam governos para fins de controle da população mundial e essas forças conduziram para a segunda grande guerra, onde Adolf Hitler seria somente uma peça a mais no tabuleiro das maquinações. Os nazistas tomaram a culpa sozinhos pela terrível catástrofe da segunda guerra que assolou vários povos e etnias. Atualmente se denuncia uma rede muito mais profunda e extensa do que antes se supunha abrangendo num único segmento mais recente, desde os primeiros planos do embrionário movimento sionista anterior a primeira guerra mundial, que a teria fomentado, bem como à facilitação para a tomada do poder por Hitler, depois ao financiar fortemente a Alemanha a fim de que se preparasse para guerra, e ao financiamento dos países do lado oposto para que se endividassem com eles, ao fomento da revolução russa, ao estabelecimento do comunismo para se opor à democracia vigente e ao domínio das finanças mundiais pelo estabelecimento de grandes bancos internacionais, o controle financeiro dos bancos centrais das nações, bem como da ONU e do FMI, dentre outras organizações.

  Estas ações, alinhadas com a Loja Negra, estariam agora reforçadas por extraterrestres do mal – cujas provas testemunhais de suas ações e ingerências no planeta já são muitas, reconhecidas por vários governos, e agora reforçadas pelas declarações e provas incontestes de ex-astronautas e altos funcionários aposentados dos setores principais da NASA, à despeito das sistemáticas negativas céticas e suas peculiares ironias e deboches robotizados pelas forças contrárias. Calcula-se que de cada dez cidadãos americanos cinco já teriam sido abordados por extraterrestres do mal e sofrido algum tipo de abdução, que absolutamente não é nada inconcebível para os ocultistas e místicos que percebem as presenças extraterrestres através dos inter-planos quando aqueles invasores buscam agir com suas intenções malévolas”. (R/R)
      
  O mundo de hoje está, não obstante, dividido em pessoas de más intenções e de grande poder e suas vítimas, além das reações negativas das nações restantes. Nenhuma nação pertencente às Nações Unidas tem tratado de desviar a onda do mal, alinhando-se com outras nações a favor da liberdade. Há somente grupos de homens não iluminados que tratam de controlar os destinos nacionais. Existe, todavia, uma reação emocional de indivíduos nacionais, que não são emotivos, porém estão mentalmente convencidos de que devem seguir certas linhas de atividades conducentes a seu próprio bem individual, ainda que – de modo geral – não sejam boas para os povos envolvidos (19)

  (19) “Conforme vimos nos referindo, atualmente muitas coisas tomaram novos vultos e direções mais complicadas, e por força de reações dos homens lúcidos do mundo - muitos que vieram para encarnações nas últimas décadas - as nações já se esforçam no sentido de tomar providências conjuntas, firmando e celebrando acordos de ajudas mútuas, como no combate ao narcotráfico e às outras ações criminosas internacionalmente organizadas. No entanto, paralelamente aos esforços de controle e saneamento, as forças contrárias estão sempre alertas e buscam sempre enfraquecer essas tentativas e providências, corrompendo os próprios homens de governo através de suas políticas viciadas. Não devemos nos enganar, pois é notório o grande poderio dessa rede maligna que continua a se infiltrar em todas as áreas de atividades humanas sem quaisquer exceções, inclusive a religiosa”. (R/R)
        
  Portanto, voltamos aos problemas do plano astral, ao nível emocional de consciência e a segunda iniciação. Essa iniciação libera os homens do controle emocional e lhes permite trasladar suas consciências aos níveis mentais e controlar, desde o ponto mais elevado de enfoque, suas atitudes emocionais normais e bem integradas. Se lerem novamente as páginas 282-283 (Tratado Sobre Los Siete Raios – Tomo V), encontrarão as três notas chaves para a segunda iniciação e sua técnica. Quisera chamar-lhes a atenção sobre elas, porque nos dão a chave para os problemas mundiais e indicam, ao mesmo tempo, a solução e o caminho de saída do atual impasse. Essa três palavras são: Dedicação. Ilusão. Devoção.

  A dedicação do aspirante invoca o fogo. Temos aqui um enunciado de muita importância. O aspirante nos níveis superiores do plano astral é impelido pelo ’fogo da dedicação’. Isso centraliza imediatamente sua vontade, se estiver manifestada no plano mental. Então o ‘fogo’ atua imediatamente e a primeira reação (como assinalamos anteriormente) é a ‘reunião do fogo e da água’ e, portanto, a produção da névoa, bruma, miragem ou ilusão. Estas quatro palavras devem ser compreendidas simbolicamente. As miragens assim induzidas dependem do raio e da etapa da evolução do indivíduo e da nação. É essencial aprender a pensar em términos mais amplos possíveis. Não me ocuparei deles. Os indivíduos estão descobrindo rapidamente a natureza de suas ilusões, uma vez que têm determinado sua ‘intenção espiritual’; também a ilusão nacional é reconhecida pelos observadores, ainda que raras vezes o façam as nações envolvidas. O fator que conduz à dissipação da ilusão é a devoção, devoção a um indivíduo, a um Mestre (como ensina a Sociedade Teosófica) ou a um projeto idealista. E, finalmente, a ilimitada devoção a seguir o Caminho, a palmilhar o Sendero a qualquer custo e a indesviável adesão ao serviço, considerada como a técnica principal do Sendero.

  A dedicação dá por resultado a ilusão, que é dissipada pela devoção – estas são as notas chaves da segunda iniciação. Não duvidem que o nacionalismo seja o resultado da dedicação a uma posição nacional e particular e produz as miragens que conduzem às dificuldades mundiais.

  Esses três aspectos do desenvolvimento evolutivo devem ser reconhecidos por todo aspirante; sua existência determina o lugar que ocupa no Sendero, a iniciação para a qual se está preparando e a natureza de seu serviço para a humanidade. E qual será o resultado da combinação destes fatores em nossa própria vida? Principalmente dois:

  1. O centro plexo solar é levado, antes de tudo a um estado de atividade quase violenta e impulsiva. Esta atividade é induzida pela dedicação, produzindo inevitavelmente ilusão.

  2. As violentas energias do centro plexo solar serão eventualmente controladas pela qualidade da devoção. Esta qualidade transforma o centro plexo solar num grande centro de distribuição de todas as reações emocionais e todas as ilusões, convertendo-o temporariamente na causa do desastre, conflito, dor e angústia.

  Como resultado de ambos, se põe em movimento uma grande agência transformadora, mediante a qualidade da devoção, e o plexo solar não somente chega a ser um centro distribuidor, senão o fator principal na elevação das energias ativas, tanto físicas como emocionais, desde abaixo do diafragma ao centro cardíaco. Diz-se (e efetivamente é verdade) que o período maior entre iniciações é da primeira para a segunda. Esta verdade deve ser enfrentada, devendo-se, ademais, recordar-se que de nenhum modo é o período mais árduo. O período mais difícil para o aspirante sensitivo e sensível se encontra entre a segunda e terceira iniciações.

  Este é um período de intenso sofrimento, de castigo, por haver aplicado os fatores da miragem e ilusão, ao ver-se envolto pronunciadamente em situações que, durante largo tempo não se aclaram, e o assediado aspirante avança firmemente adiante o melhor que pode, impelido por uma correta orientação e determinação espirituais. Geralmente deve fazê-lo na obscuridade trabalhando sob a ação da mente lógica e compreensiva, porém raras vezes sob a influência da inspiração. Não obstante, o bom trabalho contínua. As emoções são controladas e, necessariamente, o fator mente assume uma importância acrescentadamente correta. A Luz – vacilante e até então incerta e imprevisível – aflui ocasionalmente desde a alma, via a mente, aumentando com frequência as complicações, porém produzindo eventualmente o controle necessário que conduzirá à liberdade.

  Reflita-se sobre essas coisas. A liberdade é a nota chave do indivíduo que enfrenta a segunda iniciação e seu corolário – preparação para a terceira iniciação. Liberdade é atualmente a nota chave do discípulo mundial, e a humanidade exige hoje liberdade de viver, liberdade de pensar e liberdade de saber e planejar.

  A iniciação da Transfiguração, (...) é a mais importante de todas. De um ângulo particular, está particularmente relacionada com a quinta iniciação – a Revelação – e com a sétima iniciação – A Ressurreição.  As três são concernentes à liberação; liberação da personalidade, liberação da cegueira, ou liberação dos sete planos de nossa existência planetária – planos que se denominam às vezes os da evolução humana e super-humana. Terão observado que ultimamente tenho posto ênfase sobre um aspecto da iniciação poucas vezes mencionado até agora – o aspecto liberdade. O Sendero da iniciação tem sido às vezes denominado o Sendero da Liberação e sobre este aspecto essencial do processo iniciático trato de chamar a atenção. Tenho assinalado continuamente que a iniciação não é em realidade essa curiosa mistura de auto-satisfação, cerimonial e reconhecimento Hierárquico, como apresentam os principais grupos ocultistas. É muito mais um processo de trabalho excessivamente árduo, durante o qual o iniciado se converte no que é. Isto pode encerrar um reconhecimento hierárquico, porém não da forma geralmente imaginada. O iniciado está acompanhado por aqueles que o precederam e não é rechaçado por eles, senão visto, considerado e estimulado a trabalhar.

  Esta série graduada de liberações que dão por resultado o sucesso de uma acrescentada liberação do que tenha ficado para trás em sua experiência, leva consigo a permissão (dada ou endossada pela alma) para prosseguir adiante no CAMINHO. Ditas liberações não são resultado do Desapego, Desapaixonamento e Discriminação. Ao mesmo tempo, a disciplina fortalece e torna possível o árduo trabalho, requerido para passar na prova. Estas quatro técnicas (pois essas são) vão precedidas de uma série de desilusões que, quando são compreendidas e captadas, não deixam ao aspirante outra alternativa senão seguir adiante até a luz maior.

  Quisera que estudasse a iniciação do ângulo da liberação, considerando-a como um processo de liberdades alcançadas com grande esforço. Este aspecto básico da iniciação, quando é compreendido pelo iniciado, vincula sua experiência numa firme relação com toda a humanidade, cuja luta fundamental é a obtenção dessa liberdade ‘pela qual a alma e seus poderes podem desenvolver-se e os homens liberar-se devido a liberdade alcançada individualmente”.

  Fizemos questão de reproduzir 99.9% da íntegra dessas duas digressões e incursões de AAB sob a orientação do mestre D.K., pelo fato de que as iniciações vistas pelos olhos humanos levam a considerações vinculadas ao emocionalismo e ilusões criadas pela personalidade, que é fator grandemente envolvido pelo processo, senão aquela que nas primeiras experiências iniciatórias seja o objetivo principal. Do ponto de vista do alto, a visão dos mestres é bem outra porque o processo iniciatório envolve mudanças de consciências, porém, os resultados que essas mudanças irão gradualmente acarretar na vida do ocultista, este não conhece, o que lhe pode trazer inúmeras dificuldades e demora nos passos sobre o caminho pretendido, devido ainda a viver rodeado pelas sombras de Maia podendo cair nas suas teias.

  Esse trabalho do mestre D.K., não vem desnudar o oculto para mostrá-lo diretamente ao iniciado, porque isso por muitos fatores não é possível e nem contornável. Além disto, mesmo que a senda seja uma, os meios que o iniciado irá deles lançar mãos para arregimentar luz e forças serão vários, dependendo de sua pessoal inclinação, serviços, determinação, vontade e criatividade – nesse ponto a regra é bastante flexível, não sendo possível ser conciso numa só direção. É importante considerarmos e meditarmos sobre as exposições de D.K., por que ele é o mestre sob cuja guarda e de seus discípulos avançados estão justamente às orientações, ensinamentos e supervisões dos conteúdos de provas e cerimônias de iniciações do ocultismo nas fraternidades não sectárias e verdadeiros grupos da Nova Era, de cunhos realmente esotéricos.

  O fato de dedicarmos unicamente espaço para a primeira e segunda iniciações vem do momento evolucionário que atravessa a humanidade tanto na realidade dos homens da ciência e daqueles que com ela levam adiante a renovação dos métodos de ensino e profissionalização, como dos próprios esotéricos, antigos servidores sacerdotais da humanidade. Inúmeros esotéricos não têm formação acadêmica superior nem especialização em nenhum ramo da ciência experimental e laboratorial, mas observam o mundo sob dois planos – o material e o espiritual - e deles emergem para o conhecimento mais aprofundado ao desenvolvimento ativo de uma consciência mais ampliada. A diferença básica e fundamental entre os iniciados do mundo, se assim podemos nos referir, porque sua grande maioria é ainda inconsciente do processo de graduação de valores de consciência sob a ótica de um caminho previamente elaborado pela Hierarquia Planetária, e o discipulado esotérico, é que a primeira classe trata unicamente dos fenômenos da matéria, e ainda terão alguns milênios pela frente para conseguir entender sua realidade intra-dependente de um mundo que começou no espírito do Criador. A segunda classe, dos ocultistas, contudo, já sabe disto e investiga cada vez mais as origens das energias e forças ocultas ligadas diretamente à natureza e aos seus efeitos diretos ou indiretos nos corpos das personalidades e nas suas consequentes ligações com a alma. Os esotéricos sabem que lutam pela libertação de seus carmas e por suas evoluções individuais, mas de todas as formas contribuem para o coletivo da grande irmandade do mundo – a humanidade num plano geral da existência – e a partir desses esforços e concentrações de energias a humanidade também virá auferir de benefícios nas suas lutas por um mundo melhor.

  A primeira e a segunda iniciações são, portanto, as que mais de perto nos interessam, principalmente no ocidente, por isso ficaremos nessas explanações, fechando o tema com um breve quadro elaborado por D.K/AAB que nos traz, em sínteses, os significados a que incorrem os candidatos nas iniciações, quando lhes é dado o momento de por elas passar:

  Primeira Iniciação – O Nascimento. Liberação do controle do corpo físico e seus apetites.

  Segunda Iniciação – O Batismo. Liberação do controle da natureza emocional e da sensibilidade egoísta do eu inferior.

  Terceira Iniciação – A Transfiguração. Liberação do antigo autoritarismo da tríplice personalidade, marcando um momento culminante na história de todos os iniciados.

  Quarta Iniciação – A Renúncia. Liberação do próprio interesse e renúncia da vida pessoal em benefício do todo maior. Até a consciência da alma deixa de ter importância e é substituída por uma percepção mais universal próximo da Mente Divina.

  Quinta Iniciação – A Revelação. Liberação da cegueira que permite ao iniciado ter uma nova visão. Essa visão concerne à Realidade que está mais além de qualquer outra, sentida ou conhecida até agora.

  Sexta Iniciação – A Decisão. Liberdade de escolha.

  Sétima Iniciação – A Ressurreição. Liberação do aprisionamento da vida fenomênica nos sete planos de nossa Vida planetária, sendo, na realidade, a “elevação fora do plano físico cósmico, ou sobre ele”.

  Oitava Iniciação – A Transição. Liberdade da reação da consciência (tal como compreendem essa palavra) e liberação até um estado de percepção, uma forma de reconhecimento consciente que não tem relação com a consciência, segundo se compreende dito término. Poderia considerar-se  como a total liberação da sensibilidade, havendo, sem dúvida, pleno florescimento dessa qualidade que denominamos inadequadamente “compaixão”. Mas não posso dizer.

  Nona Iniciação – A Negação. Liberação de todas as formas de tentação, particularmente no referente aos planos superiores. Deve recordar-se constantemente (daí minha constante reiteração) que nossos sete planos são os sete subplanos do plano físico cósmico. 

Capítulo VIII do Livro "No Arco das Iniciações", por Rayom Ra disponível para leitura em [Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd].


                                                                            Rayom Ra
                                                 http://arcadeouro.blogspot.com.br

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 OBRAS CONSULTADAS

- Iniciação Humana e Solar.
- Os Raios e as Iniciações (tomos de I a V)
- O Discipulado na Nova Era (I e II).
- Tratado Sobre Los Siete Raios (tomos I a IV)
- A Treatise on Cosmic Fire
- La Educacion en La Nueva Era
   (todos acima de Djwhal Khul  e A.A. Bailey)
- Glossário Teosófico – H.P. Blavatski
- El Cuerpo Causal Y El Ego – A.E.Powell
- The Solar System – A.E.Powell
- Lições Práticas de Ocultismo Utilitário – F.W. Lorenz
- Lês Mystiques du Soleil – J. M. Angebert
- Hitler et la Tradition Cathare – J.M. Angebert
- Os Chackras – C.W. Leadbeater
- A Ciência Secreta – Henri Durville
- Los Mistérios Iniciáticos – Henri Durville
- Conceito Rosa Cruz do Cosmos – Max Heindel
- Dogma e Ritual da Alta Magia – Eliphas Levi
- O Chanceler de Ferro – J.W. Rochester
- Enigma Eu – Rayom Ra
- O Monoteísmo Bíblico e os Deuses da Criação – Rayom Ra
- A Bíblia