segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Realizar Evocando a Vontade - O Tibetano

"Extratos da Regra Quatro de “As Catorze Regras para a Iniciação Grupal”

  O homem comum vive e tem o seu ser no mundo de significados; o iniciado e o Mestre têm seus enfoques no mundo do Ser. São todo vontade iluminada pelo amor, o qual os vincula com o mundo de significados, sendo capazes de desenvolver uma atividade inteligente que os relacione com o mundo da forma e isso indica vida.

  O desejo do iniciado é agora entrar em atividade e também expressar o amor. Essas qualidades são partes integrantes de sua equipe e expressão, porém jazem abaixo do umbral da consciência (analogia superior das atividades automáticas do corpo físico, que realizam seu trabalho sem o homem ter consciência disso). Dirige seus esforços até algo que significa muito pouco para os que leem estas palavras; os dirige até o conhecimento do Ser, incomovido, imutável e vivente, que somente pode ser compreendido no conceito que encerra os términos “não é isto nem aquilo”. Não é pensamento ou desejo; é nada. Tão pouco o expressam as palavras “eu sou”, nem “eu não sou”, senão: “Eu Sou Esse Eu Sou”. Tendo explicado isso, sabem o que quero significar? A vontade de ser se tem encontrado a si mesma através da vontade ao bem.

  Portanto, os dezoito fogos devem se apagar; as vidas menores (personificando o princípio forma, desejo e pensamento), soma total da criatividade, baseada no amor magnético, retornam ao depósito da vida e só deve permanecer aquilo que as fez vir à existência, a vontade central, conhecida pelos efeitos de sua radiação ou alento. Esta dispersão, morte ou dissolução, em realidade, é o grande efeito produzido pela Causa central; em consequência o mandato é:

DEVEM REALIZAR EVOCANDO A VONTADE

  Esse tipo de morte é sempre produzido pelo grupo, porque desde o primeiro momento constitui a inequívoca expressão da atividade da alma – conscientemente influenciada pela Mônada ou Pai – sendo uma atividade grupal que decide o retorno das vidas menores ao depósito geral, desde o momento em que se evidencia que a experiência na forma haja cumprido seu propósito e a forma tenha chegado a tal grau de elasticidade e capacidade que, praticamente, tenha alcançado a perfeição, que culmina definitivamente na quarta iniciação.

  Ao finalizar o grande ciclo de vida da alma, sobrevivido durante eons, se acerca o momento em que deve terminar a apropriação da forma e a experiência nos três mundos. O discípulo encontra seu grupo no ashram do Mestre; então, conscientemente e com plena compreensão domina a morte – o tão temido inimigo da existência. Descobre que a morte é simplesmente um efeito produzido pela vida e por sua vontade consciente, e o método para dirigir a substância e controlar a matéria. Isto chega a ser conscientemente possível por haver desenvolvido a percepção de dois aspectos divinos: atividade e amor criadores, e, estando agora focalizado no aspecto mais elevado, sabe que ele é a Vontade, a Vida, o Pai, a Mônada, o Uno.

  Ao finalizar o estudo da Regra Quatro devemos considerar duas coisas:

  - O método de evocar o aspecto Vontade.
  - O processo para reconhecer o aspecto Vida, a Mônada, o Pai nos Céus.

  O resultado de ambos está descrito nas palavras finais desta regra:

  3. As rodas menores nunca devem girar no tempo nem no espaço. Só a Roda maior deve girar e avançar.

  Aqui temos um ponto que desejaria aclarar, uma vez que abre a porta até novos conceitos, ainda que, todavia, não seja possível defini-los de forma tal que a massa possa compreendê-los, inclusive os discípulos que leem estas palavras não o conseguiram plenamente. Somente quem haja recebido a terceira iniciação os interpretarão corretamente.

  A literatura esotérica se refere repetidas vezes aos fatores tempo e espaço como se existisse uma diferença básica entre os mundos onde ambos regem e os aspirantes e iniciados atuam livremente. Constantemente se recorda ao aspirante que o tempo é de natureza e manifestação cíclica e que o “espaço é uma entidade”. Deve haver necessariamente alguma compreensão para estes termos se quisermos que aquilo que a vontade controla (quando evocada) penetre à consciência conhecedora do pensador.

  Espaço e substância são termos sinônimos; substância é o conjunto de vidas atômicas com as quais estão construídas todas as formas, Esse tema está abordado extensamente em Um Tratado Sobre o Fogo Cósmico. Constitui uma verdade científica e ocultista. Sem dúvida, substância é um conceito da alma e somente conhecida realmente pela alma. Portanto, depois da quarta iniciação, quando se tenha completado o trabalho da alma e desapareça o corpo da alma, só resta o que se há realizado na substância como contribuição – individual, grupal e planetária – na soma total da manifestação. O único que permanece é um ponto de luz, consciente e imutável, percebendo dois extremos da expressão divina: o sentido de identidade individual e o sentido de universalidade. Ambos estão fundidos e mesclados no UNO, do qual o divino Hermafrodita é o símbolo concreto – a união em um dos pares de opostos, positivo e negativo, masculino e feminino. Este é o estado de ser que denominamos monádico, onde não se percebe diferença entre ambos (tratarei de levar essas ideias ao nível de inteligência do aspirante) porque se sabe que não existe identidade separada da universalidade nem se pode apreciar o universal, independentemente do conhecimento individual, e esta compreensão da identificação de parte do todo, tem seu ponto de tensão na vontade de ser, qualificada pela vontade ao bem e desenvolvida (desde o ângulo da consciência) pela vontade de saber.

  Na realidade, são três aspectos da divina vontade que existe em forma perfeita no Logos Solar e tem seu meio de expressão através do Logos planetário. Portanto, dita vontade atua de sete maneiras por intermédio das qualidades viventes dos sete Logos planetários, que se expressam por meio de sete planetas sagrados. Eles dedicam seus esforços em levar todas as formas de vida dentro da órbita de Suas influências, na medida em que hajam demonstrado reconhecimento e comprovado suas existências. Em consequência, é evidente que em cada um dos sete planetas sagrados predominará um aspecto da divina vontade.

  Este é o significado de Espaço – campo onde os estados de Ser são levados à etapa do reconhecimento. Quando se tenha alcançado essa etapa e o Conhecedor, a alma, esteja plenamente consciente e possua total percepção, então se introduz um novo fator que também afeta o espaço – ainda que de forma distinta – porém se relacionando com a Vida monádica. Esse fator é o Tempo. O tempo está relacionado com o aspecto vontade e depende da vida dinâmica, autodirigida, que mediante a periódica ou cíclica aparição, produz e demonstra a persistência do enfoque dinâmico da intenção.

  Do ângulo da Vontade ou o Pai, essas aparições no tempo e através do espaço são uma parte tão insignificante da experiência da Entidade vivente em Sua vida em planos que não são o físico, emocional nem mental, que se os considera como não vida. Recordar-lhes-ei que para entender isso se deve compreender a totalidade na luz da parte; ao Macrocosmos na luz do microcosmos. É tarefa difícil e necessariamente muito limitada.

  O discípulo sabe ou está aprendendo que ele não é isto ou aquilo, senão a Vida mesmo. Não é o corpo físico ou sua natureza emocional, nem em última análise (frase muito esotérica), a mente ou aquilo a que ele conhece. Está aprendendo que isso também deve ser transcendido e superado pelo amor inteligente (o qual só é possível depois de desenvolver a mente) e começa a conhecer-se como alma. Posteriormente, chega o terrível “momento no tempo” quando, pendente no espaço, descobre que ele não é alma. Então, que é? Um ponto da divina vontade dinâmica focado na alma, chegando à Consciência do Ser pelo emprego da forma. Ele é Vontade, o regente do tempo, o organizador do espaço. Isso faz, tendo sempre presente que tempo e espaço são “joguetes divinos” e se pode utilizar ou não da vontade.

  Poderíamos expor as duas últimas frases desta regra, da seguinte maneira: a evocação da vontade envolve a identificação com o propósito maior. As pequenas vontades das pequenas vidas devem fundir-se com a vontade maior do todo. O propósito individual deve identificar-se com o propósito grupal, que constitui a medida do propósito do Todo ou Vida Una, que as pequenas vidas podem captar em qualquer momento dado, em tempo e espaço. Neste sentido, esotericamente compreendido, o tempo é um acontecimento – que a filosofia tateando para chegar a uma expressão da consciência iniciática, assinala agora.

  Ao final e literalmente, quando se tenha alcançado o fim da senda da evolução e materializado o plano em tempo e espaço, restará somente o propósito divino e a Vida omni envolvente. Isso se deve aos giros da grande Roda da Vida que faz girar as rodas menores, em tempo e espaço. Uma vez que, portanto, o ser humano é impulsionado primeiramente por este desejo, depois pela aspiração de alcançar uma meta visualizada, logo pela vontade egoísta que lhe revela a natureza da vontade: a persistente dedicação a algum propósito considerado desejável, a que dedica todos os seus esforços. Tendo esgotado todas as metas tangíveis, a vida interna obriga o homem a ir até o intangível e a qualidade de sua vontade começa a mudar. Descobre então uma vontade maior que a sua, e lentamente começa a identificar-se com ela; vai de etapa a etapa, de um propósito alcançado a outro superior; cada passo o afasta de sua pseudo vontade e o cerca a compreensão do significado da vontade divina ou propósito.

  Poderia dizer-se, a fim de trazer ao claro o método empregado para realizar o anteriormente dito, que levando a cabo o plano, o discípulo conhece a natureza do propósito; porém, o propósito em si somente pode captá-lo quem está desenvolvendo a consciência monádica. Não é a consciência monádica conforme conhecem os seres humanos, senão este estado de captação que não é consciência nem conhecimento, segundo entende o místico, nem identificação como denomina o ocultista, senão algo que aparece quando os três são reconhecidos e registrados no tempo, dentro da órbita do espaço.

  Tendo dito isso, lhes perguntaria se com isso são mais inteligentes, e de que terá valido escrever estas palavras se não as entendem.

  Escrevo por duas razões. Primeira, porque minhas funções e deveres (como Mestre de Sabedoria) consistem em introduzir ideias na mente do homem e fazer descer ao reino das palavras certos conceitos que estão surgindo, de modo a começar a exercer influência em nível superior dos pensadores, os quais são responsáveis por precipitar profundamente as ideias na consciência humana. Segunda, escrevo para a geração que, ao finalizar-se este ciclo, virá expressar ativamente o pensamento, iniciará a armação, a estrutura e a trama da nova era, a qual começará com certas premissas que hoje constituem o sonho dos mais exaltados sonhadores e que desenvolverá a civilização da era aquariana. Esta era futura será predominantemente de integração, idealismo e consciências grupais, assim como a era pisciana foi de desenvolvimento e ênfase da personalidade com enfoque e consciência na personalidade.

  O egoísmo, tal como o entendemos hoje, desaparecerá gradualmente, porque a vontade do indivíduo se fundirá voluntariamente na vontade grupal. Portanto, é evidente que isso poderia muito bem acarretar uma situação ainda mais perigosa, porque o grupo constituiria uma combinação de energias focadas, e a não ser que ditas energias estejam direcionadas até ao desenvolvimento do Plano (que coordena e torna possível o propósito divino), teremos a consolidação gradual das forças do mal e do materialismo sobre a Terra. Não falo por falar; estou tratando de demonstrar a necessidade de se consagrar indefectivelmente, a quem esteja espiritualmente orientado, à tarefa de desenvolver a vontade ao bem na Terra e também demonstrar a absoluta importância de fomentar a boa vontade entre as massas.

  Se isso não for feito até ao término da terrível depuração global, levada a cabo até agora, a etapa final será pior do que a primeira (1). O egoísmo individual será substituído pelo egoísmo grupal, que, em consequência, será mais poderoso por sua dedicação, enfoque e resultados malignos. As pequenas rodas podem continuar girando em tempo e espaço, obstaculizando o girar da Grande Roda que – também em tempo e espaço – é a roda da humanidade. Tanto o Homem Celestial como o ser humano estão desenvolvendo esta roda de qualidades e atributos divinos.

  (1) Nota de Rayom Ra: “Esta referência do mestre D.K., nos traz à lembrança o fato de que, na atualidade, as energias que conduzem a uma etapa grupal estão cada vez mais evidentes em todos os reinos. Vemos a miúde, e mais claramente pelas reportagens em TVs sobre a vida animal, em como esse instinto grupal atua cada vez mais arrasadoramente nas ações predatórias das espécies, a usarem de estratégias coletivas a fim de conquistar suas presas, sejam estas fortes ou fracas. Há claras metodologias inteligentemente concatenadas e desempenhadas entre as espécies para atingirem seus objetivos de sobrevivência. Isso vem se tornando cada vez mais eficiente; prova de que algo a mais acontece no mundo animal.
  Entre os homens de todas as sociedades do mundo, o procedimento grupal ou corporativista em áreas das representatividades vitais da vida das nações, e na generalidade de todas as profissões, atinge requintes e meticulosidades para crescentes atos criminosos incrivelmente bem engendrados e assustadores.
  Os objetivos são sempre os mesmos sob as rédeas do egoísmo impiedoso, na visão de que as riquezas e os bens materiais obtidos de qualquer maneira e acumulados em grandes escalas – fontes do deslumbramento – compensarão a todos os riscos profissionais, morais e de liberdade a que os grupos afanosamente se submetam. Mesmo criminosos instintivamente violentos, cruéis assassinos, sem a menor piedade e consciência, que vivem camuflados em suas comunidades, não se furtam a arriscar tudo, organizando cuidadosos planos de assaltos e roubos a céu aberto, ou em qualquer outro local onde haja a oportunidade, causando inúmeras vítimas fatais, que para eles são meros números frios de uma contabilidade macabra.
  Não foi por acaso que o grande missionário Francisco Cândido Xavier alertou da moratória dada por Jesus, um dos regentes da Terra, em que as populações e mentores governamentais de todas as nações deveriam se posicionar no sentido de que passassem a conviver com justas e honestas relações de mútuos auxílios e pacíficas convivências.
  De outro modo, a continuar essas situações hoje verificadas de ódio, mortandade, exploração e escravidão econômica de nações poderosas em fechados conluios sobre as nações mais necessitadas e reféns de sistemas mundiais, inúmeras comoções e catástrofes planetárias, de maiores magnitudes, serão liberadas já a partir de 2019 para os devidos drenos das energias negras e egoísticas, raízes de tantos males às famílias humanas.
  Esse alerta de Jesus, pela mediunidade de Chico Xavier, vem encontrar respaldo nas antigas profecias da Franco Maçonaria, onde a partir de 2019 acontecimentos importantes de ordem mundial se precipitarão pela Terra, e os anos subsequentes serão igualmente marcantes, principalmente 2022, ano do armagedom.
  Porém, Jesus alerta objetivamente que esses acontecimentos catastróficos irreversíveis começarão em 2019, inclusive, caso as nações mais responsáveis pelo estado atual de destruição dos valores humanos não retrocedam de seus objetivos egoísticos”.

  O aspecto vontade da divindade só pode expressar-se por meio da humanidade, pois o quarto reino da natureza está destinado a ser o agente da vontade para os três reinos subhumanos. Portanto, foi essencial que a humanidade desenvolvesse o espírito includente, e a tendência para a identificação espiritual, como passo preparatório para o desenvolvimento da resposta ao propósito divino. É essencial que os discípulos do mundo desenvolvam a vontade ao bem, para que o comum da humanidade possa expressá-la. A vontade ao bem dos conhecedores do mundo é a semente magnética do futuro. A vontade ao bem é o aspecto Pai, ao passo que a boa vontade é o aspecto Mãe, e por relação de ambos se poderá erigir uma nova civilização, baseada em sólidas linhas espirituais (ainda que totalmente distintas).

  Recomendo que guardem este pensamento em suas consciências, porque significa que em futuro imediato haverão de nutrir dois aspectos do trabalho espiritual, pois disso depende a esperança de uma longínqua felicidade e a paz mundial. Devem chegar ao novo grupo de servidores do mundo e desenvolver nele a vontade ao bem e também simultaneamente às massas, levando-lhes a mensagem de boa vontade.

  A vontade ao bem é dinâmica, poderosa e eficaz; está baseada no conhecimento do plano e na reação ao propósito, tal como o sentem os iniciados em contato consciente com Shamballa, ou os discípulos que similarmente formam parte da Hierarquia, que, porém, ainda não podem fazer contato com o Propósito central ou Vida. Não havendo recebido a terceira iniciação, desconhecem em grau maior à vibração monádica. Para eles seria tão perigoso fazer contato com Shamballa (antes da terceira iniciação, quando todas as tendências da personalidade ainda não tenham sido eliminadas) como seria ensinar às massas as técnicas da vontade, o que seria mais eficaz sua egoística vontade. A pior dificuldade estriba em que o discípulo destruiria a si próprio e o homem comum se prejudicaria.

  A exegese da Regra Quatro é necessariamente breve, pois seu significado é tão profundo que requer ser estudado cuidadosamente frase por frase e, ainda assim, está muito fora da compreensão da maioria dos leitores. Sem dúvida, será de valor para os discípulos reflexionar sobre seus distintos significados (há vários) e implicações esotéricas.

  Fonte: Tratado Sobre Los Siete Rayos – Los Rayos y Las Iniciaciones, Tomo V Siete Rayos – Por Alice A. Bailey / Mestre Djwal Khull

  Tradução Espanhol/Português: Rayom Ra

Rayom Ra
Http://arcadeouro.blogspot.com.br

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O Pentagrama, a Estrela Microcósmica

  Visto que as forças têm de descer a fim de continuar fazendo, fazendo e fazendo o trabalho alquímico, temos de elevar a serpente do corpo físico, do corpo vital, do corpo astral, do corpo mental e do corpo causal a fim de realizarmos a estrela microcósmica: os cinco corpos, as cinco serpentes, as cinco iniciações dos mistérios maiores”.

  O pentagrama representa o Salvador do Mundo, o Verbo de Deus feito carne. Isso nos lembra do Evangelho de João, quando ele se referia ao mundo de Deus, dizendo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevalecem contra ela.” – João 1:1-5

  Sempre falamos sobre esses belos versos de João, uma vez que estamos seguidamente pontuando que o Senhor Cristo, no Livro da Revelação disse: “Eu (Eheieh – Kether – o Yod) Sou o Alfa e o Ômega (IAO) o início e o fim”. O Pentagrama é um símbolo que nós, gnósticos, usamos a fim de nos protegermos das forças negativas. Existem diversos símbolos que hoje explicaremos em resumo por que implica em muitas coisas.

pentagram 800
Figura 1

Tetragrammaton

  E uma vez que o Pentagrama, a Estrela Microcósmica, é a Palavra de Deus feito carne, as palavras escritas nele estão relacionadas com diferentes alfabetos. Comecemos com a palavra escrita ao seu redor que diz “Tetragrammaton”. Conforme vemos, Tetragrammaton está escrita com letras latinas; de nenhuma forma é uma palavra grega, que significa “as quatro letras nominativas de Deus”, que na cabala, em hebraico, é soletrada Iod-Hei-Vav-Hei (יהוה). Estas quatro letras estão escritas no braço direito do pentagrama. No braço esquerdo está escrito “Adam” com as letras hebraicas Aleph-Daleth-Mem-final.
Adam

Figura 2

  No alfabeto hebraico há dois Mems: um Mem aberto que é escrito no início ou meio de uma palavra, e um Mem fechado para o final da palavra. Mem-final é fechado simbolizando um útero fechado. Um Mem aberto simboliza um útero aberto;
mem-open.closed


Figura 3

  O Mem-final de “Adam” tem sido escrito de diferentes formas; por exemplo, observemos o pentagrama de Eliphas Levi, que mostra em detalhes sobre isso:

eliphas-levi-pentagram
Figura 4

  Quando vemos a imagem do pentagrama neste livro, observamos que a letra Mem-final é um tipo de “mão fechada”. Após ter sido recopiado inúmeras vezes, o símbolo ficou distorcido. Assim, algumas pessoas agora pensam que o Mem-final é uma letra Nun seguida pela letra Iod, que em vez de Adam significaria Adonai (Aleph-Daleth-Nun-Iod). Porém, isso é um engano causado pela pouca legibilidade do Mem-final no pentagrama desenhado por Eliphas Levi.

  Assim, a palavra hebraica no braço esquerdo não é Adonai, mas Adam, por que o pentagrama representa o homem andrógino feito à imagem de Deus, chamado o Adam Solus ou Adam-Iod-Havah, que é o Microcosmos representado pelos cabalistas do Livro de Zohar com o termo Microprosopus, que está escrito com duas palavras hebraicas, Adam Iod-Havah, ou Adam Chavah (Adam Eve), respectivamente, em cada braço.

  Adam Chavah (Adam Eve) formam o Tetragrammaton, uma vez que Adam (após a separação dos sexos) simboliza o falo, o lingam, como a mulher representa a vagina, a yoni. Adam (Adão) está relacionado com a letra Iod. Desse modo, quando escrevemos a letra Iod sozinha, ela representa Adam, por que Iod simboliza o falo e porque a letra Iod tem o valor numérico de dez, que representa as dez sephiroth.

  Na Árvore da Vida, as dez sephiroth as encontramos atrás da sagrada imagem de Zohar. Os cabalistas do livro de Zohar colocam o grande homem Adam Kadmon, também chamado Arik Anpin – a vasta face ou semblante – atrás da Árvore da Vida. A cabeça de Adam Kadmon está no infinito, que na cabala é chamado a Árvore da Vida. Seu tronco está em Briah, o mundo da criação. Sua cintura está em Yetzirah, o mundo da formação e dos anjos. E em Assiah ele representa o mundo da ação com um pé na água e o outro pé na terra. Esse é o símbolo daquele homem gigante, ou daquele Adam gigante, chamado Macrocosmos. Nesse sentido, macro significa gigantesco.

Arik-Anpin
Figura 5

  O pentagrama é um símbolo do microcosmos. Eis porque Adam é chamado a estrela microcósmica. Lembremos-nos estar escrito que Adam, o homem, é o Microcosmos do Macrocosmos. Eis porque sustentamos que a palavra escrita no braço esquerdo é Adam e no direito é Iod-Hei-Vav-Hei. Desse modo, a estrela microcósmica é feita à imagem de Arik Anpin, a estrela gigante. Quando dizemos Iod, dizemos Adam. Iod relaciona-se com as dez sephiroth que sintetizam os quatro mundos da cabala. O restante das letras do Tetragrammaton (יהוה) forma a palavra (הוה) Havah, cujo nome é Eve.
AdamEve
Figura 6

Criou Deus (Elohim), pois, o homem (Adam) à sua imagem, à imagem de Deus (Elohim) o criou; homem (Adam) e mulher (Havah) os criou” – Genesis 1:27

  Assim, na cabala, Iod-Havah (יהוה) significam Adam (י) Eve (הוה). Assim é porque na Conjuração dos Sete do sábio Salomão, está escrito: “Em nome de Adam e Eve, que são Iod-Havah (יהוה) despareceu Lilith! Deixem-nos descansar em paz Nahemah.

 Assim, as letras hebraicas יהוה no braço direito formam o Tetragramaton, que é a palavra escrita com letras latina em redor da estrela microcósmica. Entretanto, no meio da face da estrela microcósmica, encontramos a letra grega Alpha, que pode também ser a letra “A”, Aleph, ou a grega Alpha. Alpha e “A”, em latim, tem o mesmo formato. Em hebraico, o símbolo antigo de Aleph Descrição: ancientalephtem também três linhas; contudo, a presente letra Aleph (א) é diferente; é formada por uma linha transversa, desenhada do topo esquerdo para baixo, para a direita; e acima, à direita, tem um ponto e outro ponto na linha de baixo, à esquerda; então Aleph é formada por três linhas, que são as mesmas três linhas da letra Alpha (A).

  Aleph é a respiração soprada por Deus dentro do nariz de Adam. Eis porque a letra Aleph se encontra no começo da palavra Adam; podemos ver a forma de Aleph (א) no braço esquerdo do pentagrama. Então, seja Aleph, Alpha, ou o “A” do alfabeto latino, está representando a trindade, as três forças primárias: Kether, Chokmah e Binah. Aleph é o que chamamos na cabala o símbolo do vento, o ar.

  “A” Aleph, a respiração, o som do vento, está simbolizado no México antigo pela língua triangular da face, no meio da runa Olin (vontade e movimento), que é o perfeito centro do calendário asteca.


Rune-Ollin-and-Os
Figura 7

  A runa Olin, entre os nórdicos, é um triângulo aberto com duas linhas em “X” sobressaindo em cada lado; é chamada a runa thorn, que simboliza a força de vontade. A runa thorn é sempre colocada na cabeça de Adam Solus, conforme mostrada na cabeça do Ollin Tonatiuh “Movimento do Sol”. Thorn está relacionada com a coroa de espinhos de Cristo, que simboliza a força de vontade que deveríamos usar a fim de controlar o vento, a mente, a cabeça. Eis porque ensinamos a todos os gnósticos seguidores desta doutrina a começarem os movimentos do signo mágico do pentagrama, pelo desempenho do formato da runa thorn.

  Se não tivermos o alfabeto rúnico em mão é melhor ter o livro Runas Mágicas, escrito por Samael Aun Weor.

  Agora, a runa thorn é feita desse modo: abrimos as pernas e tocamos as pontas das mãos em nossa cabeça. É assim como a runa olin, que significa movimento, vento, ar, é formada no primeiro formato de movimentos que estejamos desempenhando – assim como podemos ver no vídeo chamado Estrela Microcósmica.

  Veja em vídeos:

microcosmic star

Figura 8

  O primeiro movimento é a abertura de nossas pernas, colocando as pontas de nossas mãos no topo de nossa cabeça. Isso é thorn, que representa o salvador do mundo, a vontade cósmica, o terceiro aspecto da Sagrada Trindade em Briah, que é Pai-Mãe-Filho. É isso, precisamente, que temos de compreender quando começarmos desempenhar o signo do pentagrama.  


microcosmic-star-animation-thorn
Figura 9

O Dois e o Três

  Por que temos os números um e dois no lado direito? Por que temos os números um, dois e três no lado esquerdo? Porque nos números um e dois estamos vendo a dualidade uma vez que o pentagrama é dual, como podemos ver: esquerda e direita.

pentagram
Figura 10

  O signo de Marte está em seus braços, representando a força de vontade. No braço direito está o signo de Marte, que é um círculo com uma seta. É uma força masculina que também se expressa, ela mesma, no lado feminino, pois se disessemos que somente homens tem força de vontade, seria um absurdo. Mulheres também têm força de vontade. E, naturalmente, a força de vontade feminina está representada pelo mesmo símbolo, com a exceção de que tem uma linha vertical cruzando a seta que se encontra no braço esquerdo.

  Do mesmo modo, com os pés: um é feminino e o outro é masculino. Aquele da direita é masculino, o da esquerda é feminino.

  Vejamos também o centro: o Sol é masculino e a Lua é feminina. Então, essas são as duas polaridades: Adam-Eve, que são também representadas na recitação das palavras Iod-Hei-Vav-Hei. O tetragramaton Iod-Hei-Vav-Hei, significa falo-útero, homem-mulher. Essa é a dualidade. Porém, essa dualidade está relacionada com a trindade que está representada na parte superior do triângulo da Árvore da Vida, formada pelos dois braços juntos sobre a cabeça. Como podemos ver o triângulo Kether, Chokmah, Binah é formado por ombros e braços quando tocamos as palmas das mãos sobre a cabeça.

  O nome sagrado de Deus יהוה tem de fato três letras, por que a letra “ה” (Hei) em יהוה está escrita duas vezes. A dica para a pronúncia esotérica própria de יהוה, jaz oculta no nome hebraico אליהו (Elijah), que os hebreus pronunciam EI-IAO (Deus-IAO). Eis porque o sacerdócio iniciado pronunciava יהוה como IAO, que representa Kether, Chokmah, Binah.

  Esse é o motivo porque os números um-dois e um-dois-três estão acima dos ombros da estrela, uma vez que essa é a indicação de que a dualidade (Pai-Mãe) emerge da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

  Agora, outra trindade aparece daquela dualidade que emerge da trindade superior. Essa segunda trindade é: Pai, Mãe e Filho. Precisamos compreender que há duas trindades ocultas em יהוה. A primeira é Pai, Filho e Espírito Santo "יהו" em Atziluth, que emerge do imanifesto "ה", o Ain Soph, o Absoluto. Agora, através do Espírito Santo Binah, em Atziluth, emerge o manifestado "ה" em Daath, em Briah, a fim de formar "יהוה" a dualidade, Falus-Útero-Pai-Mãe. Daí que, de "יהוה" Falus-Útero-Pai-Mãe em Briah (criação) emerge o Pentagrama, a estrela microcósmica que é o Filho, representado nas palavras Zeir Anpin, que no Livro de Zohar é chamado Microprosopus, o homem, Adam.

kabbalah-the-tree-of-life
Figura 11

  Adam, o homem, tem sete corpos. Adam, o homem, é Chesed, Geburah, Tiphereth, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth: as sete sephiroth; é por isso que o pentagrama tem de ter os sete metais, uma vez que em seu interior estão guardados os sete corpos. Todos estão entre Adam e Eve: Iod-Havah, Iod-Hei-Vav-Hei, o Adam Andrógino.

  Então, a segunda trindade de que estamos tratando (Pai-Mão-Filho), um, dois, três, está simbolizada nos números acima do pentagrama. No antigo Egito, essa Trindade – Pai, Mãe, Filho – era chamada Osiris, Isis, Horus, Osiris, o “Yod” em Briah, representa a trindade "יהו" de Atziluth; Isis o “Hei” em Briah, representa o imanifesto e manifestado "ה"; e Horus, o “Vav” “I” em Briah representa o Carneiro (o cordeiro) com sete chifres, o Filho, a palavra de Deus feito carne nas sete colunas espinhais. O Filho é o Salvador do decaído "ה" (Malkuth – Assiah).  Salvador em hebreu é Yeshua, que é Jesus em inglês (e em outros idiomas). Horus, Yeshua e Jesus representam o mesmo símbolo.

  Então, como vemos, o Tetragrammaton e as dez sephiroth da Árvore da Vida estão representados no pentagrama. Eis porque quando falamos da Árvore da Vida, sempre dizemos do lado direito, do esquerdo e do pilar central. Esses são símbolos que precisamos aprender como usá-los através de nossa intuição, visto que, é por nosso coração que compreendemos os símbolos e é como os estudamos. Isso é algo que temos de nos habituar em como fazer. O seguinte destaque explica isso: 

  “Devemos mergulhar na ciência básica da interpretação de Sonhos, na Lei das Analogias Filosóficas, na Lei das Analogias dos Contrários e na Lei das Correspondências e Numerologia”. Samael Aun Weor.

  A Doutrina Secreta de Anahuac

  Quando entramos nesses estudos precisamos entender que temos de aprender uma nova linguagem. Essa nova linguagem está relacionada com nosso Deus, nosso Espírito. Não é alguma coisa que tenhamos de aprender para, exatamente, precisarmos impressionar alguém. Isso é algo bastante comum com qualquer gnóstico, qualquer iniciado, uma vez que ao entrarmos no mundo dos sonhos, as imagens astrais refletem-se no espelho mágico da imaginação e precisamos jamais traduzir aquelas imagens literalmente, devido a elas serem unicamente representações simbólicas de ideias arquetípicas. Devem ser manobradas do mesmo modo com que manobramos os símbolos algébricos. Não é irrelevante afirmarmos que tais tipos de ideias descem do puro mundo do espírito.

  O que seria aquele mundo do espírito de que aquelas formas arquétipas são provenientes? Aquele é o mundo de Atziluth.

  Runas
 
  Invocamos aquelas forças quando começamos a desempenhar aquele signo chamado runa thorn sobre nossa cabeça, que é o filho do Cristo Cósmico, o Filho do Homem. Eis porque todos os simples movimentos ao desempenho da estrela microcósmica trazem um significado.

  Por exemplo, quando começamos o primeiro movimento, conforme mostrado no vídeo da estrela microcósmica, normalmente começamos com nossos braços esticados junto ao corpo. Então, o primeiro movimento começa pela abertura de pernas para a direita. E por que estaremos fazendo aquele movimento? Se soubermos do alfabeto da natureza – que está por trás dos alfabetos hebraico, latim e grego, mostrados em redor e por dentro do pentagrama – veremos que estamos fazendo a letra A com nosso corpo, chamado runa Ar.
 
rune-ar
Figura 12

  É assim que formamos a runa A do alfabeto rúnico, quando desempenhamos o primeiro movimento da estrela microcósmica. Esse A ou Ar é o alfa na cabeça do pentagrama. O pentagrama, nele mesmo, é formado por cinco alfas. Motivo pelo qual é também chamado Pentalfa: cinco alfas.

   Se observarmos nosso corpo, quando movemos nossa perna direita para formar um ângulo aberto, e daquela posição, abrindo nossos braços para a direita e esquerda, vamos notar que teremos formado um alfa (runa Ar) entre nossas pernas, um alfa (runa Ar) entre cada um de nossos braços e pernas; então teremos formado três alfas, e dois outros alfas (duas runas Ar) formados pelos dois outros espaços entre o vértice e nossos braços, a significar braços e cabeça: assim, no total de cinco alfas (cinco Ars). Essas cinco runas, alfas, formam o Pentalfa.


microcosmic-star-animation-alpha
Figura 13

  Eis porque a estrela microcósmica começa com a letra A, Aleph, a respiração de Kether. As três linhas da letra Aleph representam a trindade, porque Kether é a cabeça da trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Aleph simboliza a força de vontade do Ancião dos Dias em ação: O Grande Vento (Aleph) é a terrível Lei do Ancião dos Dias”. – Samael Aun Weor.

  Novamente: um alfa (runa Ar) abaixo entre as pernas, outros dois alfas em cada lado abaixo dos braços estendidos. Outros dois acima dos braços, cinco no total, formando o Pentalfa (cinco Ars). Isso é o que estamos descrevendo com relação ao corpo.

  Agora, quando abrimos nossos braços como em cruz e começamos os movimentos, então estaremos desempenhando com o corpo o que no alfabeto rúnico é chamado a runa Hagal.


rune-hagal
Figura 14 

  O “H”, Hagal é feito por um X cruzado pela linha horizontal ou vertical; sendo um “H” ou um “X” cruzado por uma linha horizontal ou vertical, simbolizando a runa Hagal.

  Um padre católico perguntou a um magista azteca: “Como você dá um nome a Deus?”, e o magista asteca respondeu-lhe com um profundo suspiro. Esse suspiro é a vogal “H”; por isso que a palavra “breath” (suspiro) tem a vogal “H”. A letra “H” é uma vogal apesar de os gramáticos não afirmarem assim. O “H” é a respiração da vida, a ígnea respiração”. – Samael Aun Weor – Os Sete Mundos.

  Desse modo, se observarmos o movimento que fazemos quando desempenhamos a estrela microcósmica, iremos notar que estamos formando a runa Hagal. Segundo o nórdico ou alfabeto rúnico, todas as letras rúnicas estão ocultas dentro da runa Hagal, o “H”, ou o hebraico “Hei”, a respiração ígnea de Deus. Essa runa é poderosamente mágica; oculta o mistério da palavra. É por isso que repetimos:

  No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus

  Assim, o pentagrama trás o alfabeto rúnico de muitas maneiras, uma vez que ele provém das runas. Ou seja, as runas são a origem do pentagrama.

rune-sig
Figura 15

  Por exemplo: se observarmos o pentagrama cuidadosamente, veremos que está relacionado com a runa Sig, que tem a forma de relâmpago com três linhas ou a forma do raio de Júpiter (IO-Piter), que vem do céu. A runa Sig está relacionada com a Mãe Divina, o poder do kundalini. O nome, no alfabeto rúnico, da Mãe Kundalini é Sulu-Sig-Sig, que é o sol central, a força de Cristo. Por exemplo: se traçarmos a forma do pentagrama, veremos a runa Sig, que é feita de três linhas na forma de raio; a runa Sig está oculta no formato do pentagrama. É como um raio em cada lado do pentagrama; abaixo, esquerda, direita e acima. Ouvimos raios que silvam como serpentes quando fazemos a runa Sig, que é a Mãe Divina, símbolo do kundalini, então todo o poder da Mãe Divina Kundalini está no pentagrama.

  A runa Sig está inclusa no interior da runa Hagal, uma vez que o X cruza por uma linha horizontal ou vertical, simbolizando a força completa da Mãe Natureza.

  Samael Aun Weor explica que quando traçamos o signo Hagal no papel e nos concentramos nele, então podemos invocar qualquer anjo dos elementos seja um elemental ou um anjo do fogo, água, terra ou ar – criaturas dos quatro elementos. Os quatro elementos estão relacionados com Iod-Hei-Vav-Hei, o Tetragrammaton.

  A runa Hagal é feita de seis pontas, que em hebreu e em símbolos tibetanos está relacionada com a estrela de seis pontas. Quando trabalhamos com as forças da natureza, trabalhamos com a runa Hagal, que é a mesma Estrela de Davi, a estrela de seis pontas, que também está oculta nos movimentos do corpo do pentagrama. Eis porque debaixo do braço direito do pentagrama, onde está escrito Iod-Hei-Vav-Hei, encontramos a Estrela de Davi, que é o signo mágico que controla os quatro elementos. Não podemos então ver o quão belo é estar tudo incluído?

rune-hagal-2
Figura 16

Desse modo, se estivermos desempenhando os movimentos do corpo relacionados com a estrela microcósmica, através deles estaremos unificando o macro com o micro, o grande com o menor, pois o alfabeto rúnico está relacionado com os movimentos do corpo.

  Precisamos ressaltar que o alfabeto rúnico é a origem dos alfabetos latino, hebraico e grego. Sim, o alfabeto rúnico é mais velho que o alfabeto hebraico. Eis porque quando vemos o pentagrama podemos somente ver nele as letras rúnicas, por meio de nossa imaginação. O alfabeto rúnico está relacionado com as forças do cosmos, do universo. Essas forças cristalizam através dos movimentos do corpo e são mostradas nas letras hebraicas, no Alfa grego, letras Omega e letras latinas da palavra Tetragrammaton.

  O Tetragrammaton está relacionado com os quatro exorcismos dos elementos: os exorcismos do ar, do fogo, da terra, e da água. Quando estivermos desempenhando os movimentos do corpo da estrela microcósmica, estaremos invocando a força dos elementos. Então, ao sermos conscientes disso, naturalmente estaremos fazendo isso também conscientemente. Assim sendo, quando desempenhamos o selo, permanecemos protegidos das forças negativas, uma vez que estaremos invocando e transmutando as forças dos elementos, na medida em que desempenhamos os movimentos da estrela microcósmica mostrados no vídeo. Repetimos: esses movimentos do corpo, se observarmos claramente, estão relacionados com a runa hagal, que inclui todas as demais runas. Contudo, cada movimento relaciona-se com diferentes forças rúnicas, que é o alfabeto da natureza, o alfabeto nórdico muito antigo.

Os Olhos de Deus

Zeus
Figura 17

  Há dois olhos abertos na cabeça do pentagrama; esses olhos representam Júpiter / Zeus, o pai de todos os deuses, representado pelo signo do metal estanho, acima de seus olhos. Acima do símbolo de estanho há um círculo simbolizando as glândulas pineal e pituitária, nos dando os olhos abertos de Deus. Eles estão abertos porque Deus nunca dorme. Ele, IO-Piter, Júpiter, que é Deus, está sempre acordado.

  Quando em meditação podemos experienciar Kether, a cabeça da Árvore da Vida, e quando o vermos, Ele pode apresentar-se com olhos de peixe, a significar que estão sempre abertos. Seus olhos estão sempre se movendo para a esquerda e para a direita; para a esquerda e para a direita, a significar que além de sempre acordado está consciente de todas as coisas à esquerda, e de todas as coisas à direita, de todo o mal e de todo o bem, pois Ele é Deus, Júpiter, o Pai de todos os deuses.

  Mas quem é Júpiter? Ele é IO-Piter. IO é o dualismo do um-dois, o número um e o número dois; IO: falo-útero, Iod-Hei, ou Iod-Havah como é dito na cabala. Sim, dentro do IO-Piter está o andrógino. Piter é Peter, Patar, Pater em latim, o Pai de todas as Luzes. Assim, IO-Piter é: Pater Noster que estás no céu santificado seja o teu nome.

  Júpiter é IO-Patar ou Pater, como se diz em latim. De Patar vem Peter o apóstolo (Pedro), que se assenta na glândula pineal, porque Peter é aquele que, através da glândula pineal, controla as forças sexuais, embaixo, em nossas glândulas sexuais. Então, Peter, IO-Peter encontra-se em nossa glândula pineal. É por isso que os olhos abertos estão ali. Precisamos despertar a consciência como em Deus.
   
  Quando desempenhamos o movimento da runa Thorn sobre a cabeça – após termos formado a runa Ar, com pernas abertas e após termos formado o “A” ao abrirmos nossos braços para a direita e para a esquerda, formando a estrela microcósmica, começamos então evocar as forças do Pai, uma vez que o Pai está acima: seja Pai, Filho e Espírito Santo, ou seja, Pai-Mãe, ou Pai, Mãe, Filho – o Pai será sempre o primeiro, o número um.

  A Garganta

  Na glândula pineal, o Pai é o Espírito Santo, Binah, mas quando Ele se desdobra em Ela (o fogo criativo), então é formado o primeiro par divino inefável, o criador Elohim ou Ruach Elohim que, de acordo com Moisés, cultivou as águas sexuais no começo do mundo. É assim que entendemos o que está escrito em Latim:

  Exorcismo do Ar

  “Spiritus Dei ferebatur super aquas, et inspiravit in faciem hominis, spiraculum vitae, sit Michael dux meus, et Sabtabiel servus meus, in luce et per lucem.  
  Fiat verbum halitus meus, et imperabo spiritibus aeris hujus, et refrenabo equos solis voluntate cordis mei, et cogitatione mentis meae et nutu oculi dextri.  
  Exorciso igitur te, creatura aeris per Pentagrammaton et in nomine Tetragrammaton, in quibus sunt voluntas firma et fides recta.  Amen, Selah (hebreu), Fiat (Latin), So be it (English)”.

  Essa recitação latina tem de ser memorizada porque, conforme dissemos em outras palestras, o latim é uma linguagem mântrica do Espanhol, Inglês, Francês, Italiano, Português, etc. Desse modo, devemos pronuncia-la com força. Agora, vamos compreender o que a tradução latina significa:

  O Espírito de Deus se moveu através das águas e soprou na face do homem a respiração da vida. (Essa respiração é Aleph, símbolo do ar. Por conseguinte, invocamos os anjos). Seja Miguel, meu condutor, e Sabtabiel meu servo na luz e pela luz.
  Possa minha respiração tornar-se uma palavra e comandarei os espíritos dessa criatura do ar, freiarei os corcéis do sol pela vontade de meu coração, pelo pensamento de minha mente e pela visão de meu olho direito. Desse modo, eu te exorciso, criatura do ar, pelo Pentagrama e em nome do Tetragrammaton onde estão minha firme vontade e verdadeira fé”.

  Este exorcismo acha-se impresso em muitos livros de Samael Aun Weor. O Mestre Samael sempre deu este Exorcismo do Ar a fim de invocar as forças do ar, que estão relacionadas com a cabeça. Conforme vemos, Aleph (símbolo do ar) forma o nariz e a boca. O exorcismo explica muito bem que temos de respirar o Verbo de Deus. Lembremos-nos que no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Aleph simboliza o Espírito de Deus, que pairava sobre “a face” das águas. Aleph é Kether, Chokmah e Binah. Em hebraico essas águas do céu são chamadas Schamayim – as águas ardentes do paraíso carregadas com a energia Crística.

  Agora, se observarmos quando – da posição da estrela microcósmica –  com pés, braços e mãos abertos na esquerda e na direita, começarmos estendendo nossos braços e mãos acima de cada lado de nossa cabeça, estaremos desempenhando outra runa, que é a runa Man. Em outras palavras: a runa M.

rune-man-2
Figura 18

microcosmic-star-animation-m

Figura 19

  Então, daí em diante, ao desempenharmos a runa Thorn, entenderemos que quando descemos nossos braços até nossos ombros, estaremos invocando as forças da vontade do Espírito de Deus na glândula pineal, a fim de descer e fecundar nossa garganta (o útero do Verbo) através do desempenho de uma variante da runa “M”, Mãe. É dessa maneira como o exorcismo do ar está relacionado com a cabeça, com o Tetragrammaton. Daí, quando estivermos fazendo aqueles movimentos, compreenderemos que é aquilo o que o exorcismo explica. Isso não significa que devemos recitar o Exorcismo do Ar quando desempenhamos aqueles movimentos. A compreensão de que se mencionamos isso aqui é somente para ensinar que quando realmente nos desempenharmos disso, estaremos de fato invocando as forças de Deus – a trindade e a dualidade – em nossa garganta, que é simbolizada pela sefira Daath, onde o Verbo é feito carne.
  
  Essas são as duas variantes da runa M no alfabeto rúnico. M está relacionada com as águas superiores ou inferiores. M é Man, manas, mente, a cabeça e a matriz latina, mãe, matrix [o M invertido, de woman (mulher), womb (útero) e Word (palavra, verbo)] e também mano em espanhol. Mano é mão. Todos os simples movimentos que estejamos fazendo estão com nossas mãos, com nossa vontade, com as duas polaridades, masculina e feminina de Marte em ambos os lados do pentagrama. O feminino W, à esquerda, está relacionado com as Walküre (Valquirias), mulheres com força de vontade, que também representam os elementais da natureza: gnomos, pigmeus, salamadras e ondinas – todos os elementos da natureza que estaremos invocando quando estivermos desempenhando a estrela.

  A runa Man é uma súplica, de tal forma que as forças do céu “Man”: a “Mulher”, o Útero do Mundo, o Filho, descerão em nossa garganta. Em consequência, quando elevamos nossos braços ao paraíso, o que estamos fazendo é uma súplica: às três forças primárias, ao nosso Pai-Mãe em nosso íntimo, aos nossos números um e dois e aos números um, dois e três. Por conseguinte, desempenhamos o triângulo, a runa Thorn, acima de nossa cabeça, a fim de que a súplica seja inteiramente atendida, uma vez que todas as coisas que vêm de cima descem através do Verbo, o Filho do Homem, simbolizado em Thorn, a coroa de espinhos em nossa cabeça. Assim, ecce homo, contempla o Homem e autorealiza aquele Homem.

  Tendo desempenhado aquela súplica, trazemos os braços abaixo dos ombros, formando assim o W ou o M invertido (conforme já explicado).

  Então, desempenhamos novamente a posição da estrela microcósmica, o Pentalpha – aqui, temos a dualidade (o M e o W) em nossas mãos – as duas vontades.

  Agora, trazemos os braços em baixo, para a esquerda e para a direita, por conseguinte, desempenhando outra runa: Tyr. A runa Tyr é o T do alfabeto, e também é a Tav do alfabeto hebraico. Aleph é a primeira letra, e Tav, a última do alfabeto hebraico. Tav, relacionada com a runa Tyr, é como uma seta apontando para o céu. Formamos a seta com nosso corpo e braços. Essa é Tyr, Tav.
rune-tyrFigura 20


União

  Lembremos o que disse o Senhor: ”Eu Sou Alfa e Ômega”. A letra ômega está, precisamente, na região sexual do misterioso pentagrama. Ômega é a última letra do alfabeto grego, que coincide com a letra Z, ou Zeta, semelhante à runa Sig. Lembremos que falamos sobre a runa Sig.

rune-sig

Figura 21

  A runa Sig está relacionada com a Zeta, Z, e também com o S.

rune-zeta
Figura 22

  Eis porque o símbolo do fogo do kundalini, o som da serpente, é SSSSSSSSS, seja em S ou mesmo em Z, ZZZZZZZZZ, que é bem no final do alfabeto latino. É por isso que está escrito que o Grande Arcano é A.Z.F.

  A é Aleph e Alfa, que está relacionado com todos esses, conforme estamos explanando aqui, em síntese: o Pentalpha, o vento, o ar, a respiração, a palavra, é Aleph que também é A.

  Z, a última letra do alfabeto latino, está relacionada com a runa Sig, o fogo do kundalini, que se inclui dentro do chackra Muladhara (chakra coccígeo). Assim é porque na posição com as mãos abaixo, as cruzamos sobre a região sexual para fazermos o signo da runa Gilbur.

microcosmic-star-animation-gibur

Figura 23

  Ao cruzarmos as mãos sobre os órgãos sexuais, estamos cruzando a vontade masculina e a vontade feminina, a direita sobre a esquerda. Isso representa a união sexual do homem com a mulher, Magia Sexual, Maithuna. As mãos estando sobre o Ômega do alfabeto grego, onde encontramos o Sig, o Z do alfabeto latino, o fogo cruzado da runa Gibur. A.Z.F. É isso o que estabelecemos; A (a respiração, o Pai) e Z (a Mãe, o Ômega ou Tav, a cruz, o fogo cruzado da runa Gibur através das águas do sexo), sendo iguais ao (F) a runa Fa, fogo (F) do coração, o fogo do kundalini. É assim porque através do amor estamos unindo as duas forças, o Alfa e o Ômega. A.Z.F: A e Z são iguais a F, a runa FA, a maravilhosa força do amor.

  Há outra runa do alfabeto rúnico que explica isso: Laf. A runa Laf é a letra L. Laf está representada de uma forma simples, como uma linha vertical e uma linha transversal.
rune-laf
Figura 24

  Assim, como podemos ver, diante de nós cruzamos nossas mãos sobre os órgãos sexuais e nosso corpo forma dois Lafs. Em outras palavras, a runa Tyr é formada por dois Lafs: o da direita é “El” e o da esquerda é “Elah”. El e Elah em hebraico são Deus e Deusa. Em latim ou espanhol, el e ela significam “ele e ela”. Então, os dois L’s, dois Lafs, formam o M de matrimônio. Do mesmo modo, “ele e ela” estão unidos quando sexualmente os cruzamos, unindo simbolicamente nossas mãos sobre nossos órgãos sexuais, daí formando a runa Gibur.

  Como podemos ver, tudo nos movimentos da estrela microcósmica está relacionado com o alfabeto de Deus, que é o alfabeto rúnico, as runas relacionadas com as forças da natureza. Estamos movendo as forças do Macrocosmos dentro do Microcosmos. Eis porque todas as coisas têm uma explicação.

  Não devemos fazer nossas práticas espirituais mecanicamente. Os estudantes gnósticos desempenham o signo da estrela microcósmica a fim de se proteger, porém fazem isso inconscientemente, mecanicamente, e meramente imitando outros. Não sabem o significado do que estão fazendo, o porquê daqueles movimentos. Estamos explicando aqui em síntese porque não podemos abordar longamente, entretanto estamos dando exatas dicas. Obtenham o livro “Runas Mágicas” a fim de compreenderem sobre o alfabeto rúnico que está oculto atrás do Pentalpha, visto que, na superfície da misteriosa estrela, somente é possível vermos as letras dos alfabetos hebraico, latino e grego. Ainda, o alfabeto rúnico está abstratamente atrás disso. Temos de ver isso com olhos do espírito, com os olhos abertos do pentagrama, uma vez que a estrela microcósmica está relacionada com as forças da natureza. Eis porque ela é tão poderosa. É o mais poderoso símbolo de Cristo.

  Agora, quando estivermos desempenhando todos aqueles movimentos, com nosso corpo, todas aquelas runas, lembremos que em nossas mãos e em todos os plexos de nosso corpo temos chakras. Estaremos invocando e atraindo forças de dentro de nosso corpo, de nossa alma e de nosso espírito. O alfabeto rúnico inteiro se encontra sintetizado na runa Hagal, que está relacionada com as forças da natureza dentro de nós, em nosso íntimo.

  Ao desempenharmos o signo de Zeta ou runa Gibur ou Swastika, sobre nossos órgãos sexuais, e permanecermos com as mãos cruzadas sobre nossos órgãos sexuais, não significa o final da estrela microcósmica, mesmo que algumas pessoas confusas acreditem nisso. Não. Devemos continuar uma vez que, com esse movimento, já evocamos as forças superiores e elas desceram se interiorizando em todas as partes de nosso espírito, alma e corpo físico, para finalmente se alojarem em nossas glândulas sexuais. Entretanto, o que devemos fazer com todas essas forças cósmicas? Temos de transmuta-las porque temos de desempenhar, criar a estrela microcósmica dentro de nós, uma vez que sendo nós o micro, precisamos nos tornar a estrela microcósmica que é o reflexo, ou a imagem da estrela macrocósmica. E o único caminho para fazermos isso é através do desempenho da runa Hagal dentro de nós. É por isso que quando estamos com as mãos cruzadas sobre nossos órgãos sexuais, fechamos as pernas a fim de formarmos uma linha vertical com nosso corpo. Então, elevamos nossas mãos em direção de nosso peito (Tiphereth) e por esse movimento, estaremos colocando a runa “X”, o Gibur, conforme vemos os braços cruzados, sobre nosso peito. Isso significa transmutação sexual.  Daí, estarmos formando a runa Dagaz, o D (Deus, Daath). A runa Dagaz dos Faraós.

Pharaoh
Figura 25

  Por que achamos que os faraós tinham os braços cruzados, o chicote e o cetro sobre o peito? O corpo é a linha vertical, e os braços formam o X no meio daquela linha vertical; daí a formarem a runa Hagal que é o resultado de duas vontades (o chicote e o cetro), Dagaz, que é a runa da transmutação. Então, todo o poder do Verbo (Hagal) está desenvolvido através da transmutação (Dagaz). Faraós são Mestres auto-realizados do Day (Dagaz), porque Hagal oculta dentro deles o alfa e o ômega, o A e o Z, o Aleph e o Tav. Por isso, o alfabeto inteiro, o Verbo, está dentro deles. Por que isto? Porque eles auto-realizaram tudo dos arquétipos do Verbo através de Dagaz, a transmutação da energia sexual, visto que os poderes de Deus que descem das alturas cristalizam-se na energia sexual. Esse é o poder do Logos

  É verdade, não é mentira, é certo, pois, estarem mutuamente dependentes; o superior a ajustar-se com o inferior e o inferior com o superior, a fim de realizarem aquele verdadeiramente maravilhoso trabalho.

  Todas as coisas devem as suas existências à vontade de um Único; então todas as coisas devem suas origens a Uma Única Coisa, a mais oculta, pelos arranjos do Único Deus.

  O Pai dessa Uma Única Coisa é o Sol, a Mãe é a Lua, o Vento carrega aquilo em sua barriga; mas sua ama é uma Terra Espiritual. Essa Uma Única Coisa é o Pai de todas as coisas no Universo, seu poder é perfeito após se ter unido à Terra Espiritual.

  Separemos aquela Terra Espiritual da densa ou bruta por meio de [a runa Dagaz] um calor suave, com muita atenção. Em grande medida, eleva a Terra até o Paraíso, e o superior e o inferior estarão aumentados em poderes.

  Por meio disso, participaremos das honras do mundo inteiro. E as trevas sairão de nós.

  Esta [runa Hagal] está na força de todos os poderes. Com isso, seremos capazes de superar todas as coisas e transmutar tudo o que seja sutil e o que seja rude. Foi desse modo que o mundo foi criado; os arranjos que seguem essa via estão ocultos (no Pentalpha). Nesse (Pentagrama) encontra-se oculta a Sabedoria do mundo inteiro.

  Assim, por meio de todos aqueles movimentos do corpo, estaremos dizendo: “Estou invocando as forças do Elohim ao alto para meu corpo abaixo, e assim todas as forças descem em meus órgãos sexuais como num final de jornada”.

  Ao invocarmos essas forças temos de coloca-las dentro de nossa alma, coração e Nous, o que significa desempenharmos a runa Hagal através da runa Dagaz. Desse modo, ao estarmos exatamente fechando nossas pernas e elevando as mãos cruzadas ao peito, formamos a runa Hagal, conforme mostrada no verdadeiro calendário asteca, o Olin. Esses movimentos significam todos os poderes criativos e assim o universo estará dentro de nós, graças a Dagaz (transmutação). Esse é o significado do movimento final do corpo da estrela microcósmica, o pentagrama.
  
microcosmic-star-animation-hagal-2

Figura 26

  Pechad: Medo

  Em cada lado do pentagrama, ao nível da cintura, estão escritas duas palavras hebraicas. À esquerda está escrito pechad (פחד), que significa medo. Pechad está relacionada com a coluna esquerda da Árvore da Vida, com Geburah, justiça. Pechad significa que temos medo das leis, ou seja, tememos Geburah, a justiça de Deus. Não significa que temos de ter medo de Deus. Significa que temos de compreender aquelas leis, porque se não as seguirmos não nos autorealizamos, não adquirimos aquela estrela microcósmica dentro de nós. Assim, pechad é esse tipo de medo.

 
pentagram 800
Figura 27

  Eis porque pechad (פחד) está junto aos órgãos sexuais, em ômega. Ao estarmos desempenhando a transmutação, ficamos temerosos, cuidadosos de não desperdiçar a força sexual que evocamos e colocamos em nossos órgãos sexuais. Normalmente, as pessoas desperdiçam essa força e por isso não estão interessadas em (Dagaz) transformação da psique ou em adquirir uma realização interior de seu Ser. Somente aqueles que queiram a auto-realização estarão interessados na transmutação daquele fogo que desce para os órgãos sexuais.

  O Caduceu de Mercúrio
caduceus-gold
Figura 28

  Por que encontramos o Caduceu de Mercúrio no centro do pentagrama? É porque o Caduceu de Mercúrio é o símbolo da Árvore do Bem e do Mal. As duas serpentes entrelaçadas são Ida e Pingala. Temos de controlar essas duas forças, a direita e a esquerda, Ida e Pingala, bem e mal. Temos de abrir as asas do Espírito.

  Do mesmo modo, temos de entender que em cabala as mãos simbolizam as asas que estamos utilizando quando atraímos as forças do alto para as forças de baixo, e, novamente, estaremos agitando, usando nossas asas (mãos) a fim de elevar as forças de baixo para o coração acima. Nossa vontade são as mãos.

  Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” – Salmo 91:12

  Quando cruzamos nossos braços sobre nosso peito, nossas mãos simbolizam as asas de nosso Espírito, as duas asas do Caduceu de Mercúrio ante nosso coração, que é o nível onde as asas se abrem. Quando o fogo do Espírito Santo alcança o nível do Anahata – o chakra cardíaco – então as asas ígneas são abertas. As duas mãos são as duas vontades. Eis porque, falando simbolicamente, quando alguém toca suas mãos sobre o peito, como pássaros, ela está simbolizando as asas do Espírito. Ainda que, em cada um, sejam diferentes as asas (mãos) sobre os órgãos sexuais, os temos ali. É necessário força de vontade para elevá-los até o coração.

  O vento, o ar (Aleph), é precisamente o que invocamos quando dizemos: “Spiritus Dei ferebatur super aquas…etc”. O Espírito de Deus que está acima, agora virá pairar sobre nosso sexo. Contudo, temos de transmuta-lo.  O Espírito de Deus é Ruach Elohim que está acima, no paraíso. Agora, aquele Ruach Elohim ou Espírito de Deus, aquele vento, desce sobre nosso sexo. Assim, ascendemos o fogo do Espírito ao nosso coração com as mãos (asas), que são o símbolo da força de vontade.

  Kaphar: Expiação

  No lado direito do pentagrama, abaixo do signo do sol, encontramos outra palavra hebraica, kaphar (כפר), que significa expiação, também usada para misericórdia. No capítulo 21 do livro do Deuteronomio da Bíblia, está escrito: “Sê misericordioso, Ó Jehovah, junto ao teu povo”. Aqui, a palavra para misericordioso é kaphar, que é soletrada Kaf, Peh e Reish. Kaphar significa expiação, ainda que a palavra para misericordioso seja kaphar em “Sê misericordioso, Ó Jeovah, junto ao teu povo”.

  Bem, é entendido pelas pessoas que a fim de recebermos misericórdia de Deus, é necessário expiar, arrepender-se, resgatar, pagar um débito. Em outras palavras, precisamos lutar para isso. Não é unicamente quando se diz: “Deus, por favor, perdoe-me” e continuar-se cometendo o mesmo pecado. Precisamos meditar, temos de aniquilar o ego, e quando o ego esteja aniquilado e a fonte do mal dentro de nós eliminada, então elevamos os nossos olhos a Deus e dizemos: “Deus perdoe-me, tenha piedade de mim”.  Deus, então diz:”Eu tenho piedade de você porque você não tem ego. Eu o perdoo”. Entretanto, quando alguém esteja pedindo pelo perdão com o ego muito vivo isso não é possível. Misericórdia somente nos vem quando fazemos algo nesse sentido: em outras palavras, quando merecermos.

  Assim é porque estas duas palavras estão junto ao sexo – kaphar e pechad – devido a que desempenhamos esse trabalho através da castidade. Primeiro de tudo, nos tornamos castos por temermos a lei, então quando estivermos purificados mereceremos kaphar, misericórdia.

  Dessa maneira, o que vemos em kaphar e pechad são as duas colunas da Árvore da Vida: misericórdia e justiça. Pechad, temor, é justiça, à esquerda. Kaphar, misericórdia, está à direita. Eis porque na Árvore da Vida, Chesed, que está no lado direito é misericórdia e Geburah é justiça, o oposto. Precisamos trabalhar com os dois pilares da Árvore da Vida: misericórdia e justiça, representados aqui nas pernas do pentagrama.

  Agora, quando cruzamos nossas mãos sobre nossos órgãos sexuais, estamos nos direcionando para pechad e kaphar. Contudo, precisamos eleva-las até o coração. Ao elevarmos essas forças ao coração estaremos trabalhando com aqueles dois pilares, misericórdia e justiça (Jachim e Boaz), dentro de nós. Isso é trabalho alquímico. Quando desempenhamos isso, então entendemos porque o Exorcismo da Água, que encontramos em muitos livros do Mestre, está escrito nesse sentido:

  O Exorcismo da Água

“Fiat firmamentum in medio aquarum et separet aquas ab aquis, quae superius sicut quae inferius, et quae inferius sicut quae superius ad perpetranda miracula rei unius.  
Sol ejus pater est, luna mater et ventus hanc gestavit in utero suo, ascendit a terra ad coelum et rursus a chelo in terram descendit.  
Exorciso te, creatura aquae, ut sis mihi speculum del vivi in operibus ejus, et fons vitae, et ablution peccatorum.  Amen”.

  Esse exorcismo tem também de ser memorizado a fim de controlarmos as forças da água. A tradução é:
  
  Haja firmamento [Tiphereth] no meio das águas [o coração] e separação [Daath] entre águas e águas [de Yesod] debaixo do firmamento [em Eve] e as águas sobre o firmamento [em Adam] para o desempenho do milagre da unidade [o ato sexual]”.

  O sol (in Tiphereth é o Pai, a lua [em Yesod] a mãe, o vento [Aleph], Mercúrio] foi gestadi em seu útero [a medula espinhal]. E ascendeu da terra [a fêmea] ao paraíso [o macho] e de novo desceu do paraíso [o macho] para a terra [a fêmea].

  Eu te exorciso, criatura da [o sexual] água para que se tornem junto aos homens um espelho [imagem] do Deus vivo [Shaddai-El-Chai] em Seus [alquímicos] trabalhos, uma fonte de [eterna] vida e ablução [expiação] dos [compreendidos] pecados”.

  Como interpretar isso? No pentagrama, as águas acima, Schamayim, estão na garganta, Alfa. As águas abaixo, Mayim estão em nossos órgãos sexuais, Ômega.

  Então dizemos; “Haja firmamento no meio das águas” – que é o que o Exorcismo da Água diz – é precisamente quando estamos elevando nossos braços, nossas mãos cruzadas de nosso sexo, para o alto em direção ao peito. Esse firmamento é o coração, porque Tiphereth é o centro da Árvore da Vida. Tiphereth é a alma, e a fim de realizar o firmamento no meio das águas precisamos criar o corpo astral, o corpo mental e o corpo causal, uma vez que finalizamos os movimentos do corpo do pentagrama pela aposição de nossos braços e mãos cruzados sobre nosso peito, que é Tiphereth. Daí, quando chegamos a Tiphereth finalmente dizemos: “Eu finalmente criei a estrela microcósmica, que é o homem à imagem de Deus, uma vez que já criei o corpo astral, o corpo mental e o corpo causal”. Este é o significado da elevação das mãos do sexo ao coração, que é o trabalho alquímico com o Caduceu de Mercúrio. Através disso, estaremos fazendo o que Hermes-Mercúrio disse:

  O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está embaixo é como o que está em cima para realizar-se o milagre de uma coisa”. – A Tábua das Esmeraldas

  E o que é essa uma coisa? É a estrela microcósmica, que é precisamente o que Deus fez quando Ele estava fazendo Adam, o homem andrógino. Quando Deus começou a fazer Adam, o homem andrógino, Ele disse: “Haja firmamento”. Esse firmamento (que em outras palestras explanei) é Israel, as estrelas, os doze signos zodiacais. Lembremos o gráfico do homem de Zohar; o zodíaco está relacionado com o peito do homem gigantesco. Então, o coração é o centro daquelas doze tribos de Israel. Em outras palavras: nosso particular e individual Israel é nosso Tiphereth, o coração, e as doze tribos estão em volta do cinturão zodiacal, os doze signos zodiacais. Esse zodíaco é o firmamento que estaremos evocando, porque o corpo causal está relacionado como as seis leis da galáxia. Ainda, a fim de chegar ao corpo causal, nosso coração, precisamos, primeiramente, criar nossos corpos astral e mental. Desse modo, é assim que se faz o firmamento no meio das águas, visto que estaremos usando as águas de cima e as águas de baixo de dentro de nós.

  Tudo isso está relacionado com a runa Hagal, com as forças dos elementos e a runa Dagaz sobre nosso peito, através do que estará realizada a nossa completa transmutação para o homem microcósmico. Eis porque está escrito: ‘O sol é o pai”. Podemos ver o sol no lado direito do pentagrama. A lua é a mãe, que está à esquerda. “O vento a carregou em sua barriga”. O vento começou em Aleph lá de cima e desceu em Ômega, nosso sexo. Daí, quando transmutamos nossa força sexual, o vento emerge e se eleva como vapor através de nosso coluna espinhal pelos dois cordões, Ida e Pingala, entrelaçados por nossa coluna espinhal. Ele ascende da terra ao paraíso. Tudo porque esse trabalho alquímico que ao todo desempenhamos com nossas águas estão vindo da terra. E o que é essa água? É nosso corpo físico. Essa é que é a terra – nossa fisicalidade. “E se eleva até o paraíso” – até Kether, até a Mônada, uma vez que ela é a única que recebe todos esses poderes. E de novo desce do paraíso para a terra. Visto que as forças têm de descer a fim de continuar fazendo, fazendo e fazendo o trabalho alquímico. Temos de elevar a serpente do corpo físico, do corpo vital, do corpo astral, do corpo mental e do corpo causal a fim de realizarmos a estrela microcósmica, os cinco corpos, as cinco serpentes, as cinco iniciações dos mistérios maiores.

  Por conseguinte, sequencialmente é dito: “Eu te exorciso, criatura da água”. Compreendemos isso? Se quisermos comandar as ondinas da água e formos fornicadores, como pensar que as ondinas da água irão nos obedecer quando seremos escravos do desejo? Temos de controlar essa água, eleva-la a fim de fazermos o firmamento dentro de nós, o que é um longo processo. Tudo desse processo está simbolizado nos movimentos da estrela microcósmica na qual estaremos trabalhando com as letras do alfabeto, e no interior da qual está o mistério do A.Z.F., o fogo, Alfa e Ômega. Foi assim como disse o Mestre: “Eu Sou Alfa e Ômega”. Disse do mesmo modo: “Eu sou A e Z”, o mesmo que quer dizer “Eu sou Aleph e Tav”, porque, conforme vemos, o Verbo contém todas as letras mostradas através de todos os movimentos que desempenhamos. Do mesmo modo, a runa Thorn que em símbolos poderia ser a letra O ou A no sentido alquímico. Cristo diz: “Eu Sou Alfa e Ômega”, significando que Ele é o Verbo oculto dentro de cada letra.

  Letras Sagradas

  Em tempos de antanho, as pessoas somente usavam letras para escrever coisas relacionadas com o Espírito. Assim, em tempos antigos, eles nunca ousavam utilizar o alfabeto a fim de escrever, por exemplo, obscenidade, visto que isso teria sido usar – de modo errado – as letras do Verbo, que é a geometria de Deus cristalizada na matéria. Nos dias de hoje, encontramos todos os alfabetos na internet, dentro de websites e livros, usados para escrever pornografias. Todos estão usando as letras de modo errado. Os povos antigos nunca ousaria tal coisa. Qualquer coisa que escrevessem seria realmente correta, poética, a fim de não criar carma. Eis porque temos de ser cuidadosos com tudo o que escrevermos e dissermos, porque a palavra é geométrica, é a expressão daquelas letras, aqueles arquétipos ocultos por trás do alfabeto rúnico, ou letras hebraicas.

  Lembro-me, por exemplo, quando estive em Israel, andando pelas ruas da cidade santa, de ter encontrado pornografia escrita com letras hebraicas. Não respeitaram as letras, mesmo sabendo tratar-se de um alfabeto sagrado. Atualmente, o único alfabeto que não foi infectado é o alfabeto rúnico; ele ainda permanece com o poder da natureza.

  O alfabeto latino é de fato mais degenerado. Ainda, se traçarmos a runa Hagal e observá-la, veremos como todas as letras do alfabeto latino emergem dele. Verdadeiramente, o alfabeto latino encontra-se oculto dentro da runa Hagal que está relacionada com as forças da natureza, pois a runa Hagal se relaciona com os quatro elementos.

  Assim, eis porque o pentagrama é um poderoso símbolo. Quando estivermos desempenhando seus movimentos, será preciso compreender que estaremos evocando todas as forças do íntimo da natureza e de nosso íntimo. Bem ao pé do pentagrama encontramos o signo de Saturno, que também é o símbolo de liderança. No gráfico do gigantesco homem de Zohar, encontramos que o pé esquerdo está no chão e o direito submergido nas águas. Certo? Isso significa que as forças de Saturno descem da terra. Saturno é Binah, na esquerda. Elas descem para a terra. Eis porque quando trabalhamos os exorcismos da terra, quando queremos controlar o elemento terra, voltamos a face em direção do norte, que está à esquerda da Árvore da Vida; ainda que à sua direita esteja o fogo, que está relacionado com o sul. Tudo isso está relacionado com o pentagrama. Sul é fogo; terra é norte. O leste está acima em Tiphereth, que é o ar; e oeste é Yesod-Malkuth, a água. Quando desempenhamos esses exorcismos, precisamos saber como utilizar os quatro pontos cardeais. Não obstante, a fim de controlar essas forças precisamos ser um alquimista.

  Eu não recitei os exorcismos da terra e do fogo porque são fáceis. Estão escritos em Inglês em muitos livros. Os únicos dois exorcismos que estão escritos em latim são aqueles da água e do ar, porque estão em relação com as águas superiores e inferiores, o Éden superior e o inferior, Schamayim e Mayim na cabala. Pela manipulação dessas duas forças eis como nós (terra) controlamos o fogo, uma vez que o fogo está dentro do ar, da água e de nós próprios, a terra. A terra, naturalmente, é o sal; está relacionada com todas as forças que temos intimamente.

  Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” – Mateus 5:13

  Então, temos de memorizar os exorcismos. É por isso que Samael Aun Weor nos deu os quatro exorcismos: dois deles em latim e os outros em espanhol, inglês, português ou francês ou em qualquer outra língua que estejamos lendo. Temos de saber os quatro de memória. Fogo e terra não são difíceis de memorizar, porém latim sim. Lembremos-nos, no entanto, que são pronunciados em latim porque esta é uma língua mântrica. É bela. Assim, quando soubermos o significado do latim, então saberemos o que estaremos pronunciando. Os quatro exorcismos estão relacionados com o Tetragrammaton, o Nome Sagrado de Deus.

Outros Símbolos

  Observando os símbolos à volta da estrela microcósmica encontramos que acima do braço esquerdo há uma taça, que obviamente simboliza água. Também simboliza a yoni, o sexo feminino. E também simboliza a mente. Eis porque está relacionada com a cabeça.

  Abaixo do braço esquerdo encontramos o grupamento de sete nós com três esferas que representam o Pai, o Filho e o Espírito Santo, as forças da Trindade. Também podem ser simbolizados pela chave mágica, que representa o ar.

  Debaixo do pentagrama encontramos a espada, que simboliza o fogo. Simboliza a energia que se eleva pela coluna espinhal de nosso corpo físico. Ao despertarmos o kundalini e interiormente elevarmos pouco a pouco a energia sexual, recebemos inicialmente uma adaga; porém, quando o kundalini se eleva até nosso cérebro, então será transformado em uma grande espada, uma espada flamígera, que é a primeira arma que a Mônada recebe interiormente – a espada flamígera.  É um símbolo que está debaixo do pentagrama, uma vez que se quisermos aquela espada teremos de toma-la da pedra, a pedra cúbica de Yesod – o sexo. É através da alquimia como podemos fazê-lo. È na pedra como realizar isso, porque é ali que somos temperados. A pedra é Yesod, o sexo, e quando estivermos tomando dele a espada não será num único golpe, conforme mostrado por símbolos em Excalibur. Arthur, que é Ar-Tyr-Man, o rei dos doze cavaleiros, as doze forças, tira então, da pedra, a espada.

  Vemos que isso está relacionado com o mesmo símbolo dos 12. Arthur, que é o AR, o ARA, chega ao altar. O que é o altar de Deus? É a força sexual, o órgão sexual. Esse é o altar. Daí, Arthur, o Rei dos cavaleiros, toma a espada da pedra, que é a pedra cúbica de Yesod. Arthur faz isso pouco a pouco até que finalmente tira a espada da pedra. Essa lenda está relacionada com a primeira iniciação inteira dos Grandes Mistérios.

  Dissemos que a espada é Iod-Hei-Vav-Hei. O tipo perfeito de espada é Iod. O corpo todo da espada é Vav. E os dois lados de espada é Hei-Hei. Então a espada é o poder de Iod-Hei-Vav-Hei se elevando em nossa coluna espinhal. Eis porque os samurais quando desembainham a espada, eles fazem por trás. Eles desembainham a espada de suas espinhas, do osso detrás porque dentro da medula espinhal está a espada, no interior de nossa coluna. A bainha dessa espada está em nossa coluna espinhal. É dali que temos de tira-la a fim de lutar contra os nossos inimigos, sejam eles inimigos internos ou externos.

  Debaixo do Tetragrammaton ou Iod-Hei-Vav-Hei no braço direito do pentagrama, encontramos o signo da Estrela de Davi, símbolo das forças da terra que temos de conquistar, os quatro elementos. A estrela de Davi é igual à runa hagal. Temos de adquirir seu poder.

  A runa Hagal é precisamente a mesma Nahui-Ollin o centro do calendário azteca.

Nahui-Ollin2
Figura 29

  A linha horizontal – cruzando o X – são duas patas de um tigre esmagando dois corações humanos. Essas patas são um símbolo maçônico chamado Aperto Forte do mestre maçon ou da pata do leão. O X é formado por quatro sóis: o sol do fogo, o sol do ar, o sol da água e o sol da terra. Isso é o famoso Nahui-Ollin, ou a runa Ollin Tonatiuh, o quinto sol com sua língua triângular que descreve os quatro movimentos do sol, os quatro elementos em movimento por meio de Dagaz (transmutação), e Gibur (a cruz), a swastica, a fim de adquirir tal poder interior do coração.

  Está muito claro que o signo de Mercúrio está no centro do pentagrama, uma vez que Mercúrio é o signo do ar, e ao mesmo tempo, da água: água acima, em nossa cabeça; água abaixo em nosso sexo. Schmayim acima são as águas ardentes do paraíso; Mercúrio pairando sobre as águas; enquanto que as águas do sexo abaixo são o Mercúrio bruto. Contudo, Mercúrio está acima e abaixo. O Mercúrio bruto é nossa matéria sexual. A alma do Mercúrio é quando elevamos a energia através de nossas asas até o coração. O kundalini é o Mercúrio fecundado. Porém, para tanto, a fim de adquirir perfeição, precisamos aniquilar o Mercúrio seco, que é nosso ego – cristalização de nossa fornicação, cristalização de nossos pecados, defeitos, vícios. Precisamos aniquilar todas essas coisas; é por isso que Mercúrio está no centro – visto o inteiro trabalho que desempenhamos estar com Mercúrio.

  Entretanto, Mercúrio sem Vênus não pode fazer nada. Vênus está relacionada com a força sexual, com a união sexual. Marte tem de estar unida com Vênus a fim que o herói ou a heroína venham nascer entre eles. O signo de Vênus é uma cruz sob uma esfera; o signo de Vênus está escondido dentro do símbolo do chamado Caduceu de Mercúrio: a linha horizontal da cruz é formada pelas asas, que estão sempre abaixo do topo da esfera do grupo que forma a linha vertical da cruz. E isso vem a ser uma síntese do que o símbolo inteiro do Pentagrama é portador e que precisamos entender e compreender através da meditação.

  Obviamente, quando o pentagrama estiver invertido, significa que o micro, o homem, não está fazendo nada daquilo que estamos aqui explanando. É uma pessoa que não é boa em nada, é zero. Esta pessoa somos todos nós. Todos os milhões de pessoas na terra não estão fazendo isso. Elas ignoram o profundo significado do pentagrama; então todas elas são o pentagrama invertido, uma vez que estão direcionando aquelas forças para o abismo. Estão decaindo. Eis porque o pentagrama invertido simboliza um demônio, alguém que está caindo com todas as forças cósmicas. Alguém que é exatamente um inútil, que não se importa nenhum pouco com o que estamos aqui esplanando; que pensa que ao estar justificando a degeneração irá para o paraíso. Entretanto, a estrela invertida está apontando que ela irá para o abismo; uma vez que para subir ao paraíso precisamos ver o pentagrama na sua posição em pé. Através desses três fatores da revolução da consciência é como iremos pouco a pouco, para cima, para cima e para cima. Daí, que, terminamos os movimentos do corpo do pentagrama em cima, e não em baixo.


PERGUNTAS E RESPOSTAS

  1. P. – Quando e como devem os estudantes desempenhar os movimentos? Quando devem fazer isso?

  R. – Os movimentos da estrela microcósmica estabelecem um selo de proteção. Devemos saber como faze-los a fim de estarmos protegidos, a fim de selarmos a nós próprios. Devemos fazer isso, por exemplo, antes de irmos dormir, para nossa proteção física ou antes de sairmos para as ruas. Quando estivermos face ao mundo e quisermos nos selar, então pela compreensão de todos esses movimentos que desempenharmos, imaginamos todas essas forças superiores descendo sobre e interiormente em nós, nos selando naquele dia diante de tudo. Ou se, por exemplo, estivermos no plano astral e tivermos um forte pesadelo ou experiência, então desempenhamos os movimentos do corpo da estrela microcósmica, imaginando tudo o que foi explicado aqui, ou seja, das forças do macro vindo em nós e nos protegendo; então, imediatamente todos os pesadelos cessarão, uma vez que teremos nos selado contra as forças negativas que vieram para nos prejudicar ou que nos estejam prejudicando.

 Eis porque devemos memorizar aqueles movimentos. Ao lermos no livro do Mestre, “Desempenhe o selo da estrela microcósmica”, saberemos o que seja e o que devamos fazer. Começamos fazendo todos os movimentos, uma vez que já os entendemos e já saibamos o que aqui foi explicado. Entendemos que todas as forças estão dentro de nós.

  O selo dos movimentos do corpo é usualmente feito na Segunda Câmara. Todos os discípulos da Segunda Câmara aprendem como desempenhá-lo. O mestre Samael explica o selo de maneira simples em alguns de seus livros. Antes de deitarmos, devemos desempenhar a estrela microcósmica. Para seu efeito, os braços são elevados até que as palmas das mãos toquem uma na outra sobre nossa cabeça. Em seguida, estendemos os braços lateralmente de modo que permaneçam na posição horizontal, formando a cruz com o restante do corpo. Finalmente, cruzamos os antebraços (o direito sobre o esquerdo) no peito, tocando-o com as palmas enquanto as pontas dos dedos alcançam as partes da frente dos ombros.

  Nenhum outro detalhe, por quê? Porque é algo que todos nós devemos investigar e sabermos praticamente pela intuição.

  Há um monte de pentagramas mostrados em muitos websites; sim, quando entramos na internet vemos que há muita gente que nem mesmo sabe o que seja um pentagrama, e não obstante, mostram muitos em seus websites. Elas se orgulham de saber sobre isso, ainda que não saibam que não sabem; assim, estão unicamente brincando com isso. Outras pessoas gostam de portar um pentagrama a fim de mostrarem que são “más”, mostrarem que estão praticando satanismo, mas na verdade não estão fazendo nada disso. Estão somente perdendo o seu tempo. Na verdade temos de saber o significado disso. Trata-se de um símbolo protetor de muito poder, cujos movimentos em nossos corpos aprendemos como fazer a fim de rejeitar qualquer força negativa, seja intimamente ou fora de nós.

  Dessa maneira, desempenhemos os movimentos da estrela microcósmica por nós mesmo antes de irmos para as ruas ou antes de irmos para a cama, a fim de nos selarmos. Isso nos ajudará. Não façamos isso nas ruas diante das pessoas, porque pensarão que somos insanos. Se quisermos faze-lo diante delas, façamos mentalmente. Porque se fizermos abertamente no centro da cidade, elas olharão e dirão: “esse individuo é realmente desequilibrado”. Não pensamos que queiram dar-lhes essa impressão. Então, façamos o selo ao estarmos a sós, ou diante de outros gnósticos; assim não haverá problemas.

  2. P. – Haverá uma postura apropriada para desempenharmos as Conjurações dos Quatro e dos Sete?  

Blessinghand
Figura 30

  R. – Ao recitarmos qualquer conjuração, coloquemos nossa mão esquerda sobre nosso plexo solar, devido a que em nossso plexo solar existe uma fonte de energia. Quando estivermos transmutando nossa energia sexual acumularemos força solar ali em nosso plexo solar. Assim, ao fazermos a conjuração, coloquemos a mão esquerda ali, porque a esquerda toma, recebe. Por conseguinte, recitemos a conjuração, mostrando o pentagrama que temos em nossa mão direita, ou como dizemos “pelo pentagrama que seguro em minha mão direita”. O que é o pentagrama que seguramos em nossa mão direita? Bem, esse pentagrama está relacionado com nossos cinco dedos. Temos cinco dedos na mão direita, A menos que haja alguém que tenha seis dedos, bem, isso é incomum, porque normalmente temos cinco.

  Ao dobrarmos o dedo mínimo e o anular isso simboliza as duas pernas do pentagrama, e os outros três dedos são os braços e cabeça acima. Esse é o signo do pentagrama na via positiva – os dois dedos dobrados e os três levantados. É assim como desempenhamos a Conjuração dos Quatro e a Conjuração dos Sete, essa é a via, porque estaremos mostrando o poder do pentagrama, que seguramos na nossa mão direita. De outra forma, se dobrarmos o polegar juntamente com o dedo mínimo e deixarmos o dedo indicador e o médio esticados, bem esse símbolo que todos estão pensando é o símbolo hippie de paz – como todos dizem, “Paz, paz”, com a mão desta maneira, ainda que este não seja um símbolo de paz – não, este é o pentagrama invertido: a cabeça e os braços embaixo e as duas perna em cima. Isso é o contrário. Assim, esse não é um signo positivo ou símbolo. Então, temos de colocar três em cima e dois embaixo. Compreenderam? É assim que temos de fazer.

  3. P. – Qual é o significado de “Ishim, assiste-me em nome de Shaddai?”

  R. – Ishim significa o iniciado, ou o homem perfeito de Malkuth. É esse o sagrado nome do Malkuth em Yetzirah – Ishim. Significa “Aqueles que trabalham com o fogo”, porque Ish é fogo. Ishim é plural – em outras palavras, as crianças do fogo – o que em hebraico está traduzido como homens, plural. E realmente assim é, “Crianças do fogo assistam-me em nome do poder do Deus do sexo”, que é Shaddai. Há uma letra Shin na palavra Shaddai. Shin é fogo. Desse modo, Ishim são aqueles que trabalham com alquimia, com transmutação sexual, eles estão trabalhando em nome de Shaddai.

  Ishim, assiste-me em nome de Shaddai” significa que estamos invocando as forças dos iniciados deste planeta Terra que estão trabalhando com alquimia, em nome de Shaddai.

  4. P. – Você mencionou que a espada é a primeira arma que a Mônada recebe. Quais são as outras armas que a Mônada recebe?

  R. – Há muitas armas que a Mônada recebe através das iniciações. Quantas outras? Bem, os símbolos das armas que a Mônada recebe estão em relação com o fogo, água, ar e terra, com todos aqueles elementos que estão relacionados com as quatro criaturas de Ezekiel, com os quatro corpos que temos construído interiormente, após o corpo físico; o vital, o astral, o mental e o causal. A fim de recebê-los precisamos nascer de novo. O primeiro é o fogo, a espada flamígera. O restante das armas e de poderes são adquiridos através das outras iniciações.

  5. P. – A runa Hagal – pode nos dar uma explicação de como é desempenhada?

  R. – A fim de trabalhar com a runa Hagal, devemos traça-la no papel e então fixarmos nossa visão naquela runa. Depois disso, quando retirarmos os olhos daquela fixação, perceberemos que aquela runa se move. Isso é algo que qualquer um pode provar ou verificar. Isso significa que ela está em relação com as forças da natureza. Após traçar a runa e fazer o que temos indicado, podemos invocar qualquer elemental da natureza. Podemos desempenhar os exorcismos. Se quisermos trabalhar com os elementais do ar, então temos de pronunciar: “Spiritus Dei ferebatur super aquas,” , etc. Se quisermos trabalhar com os elementais da água? Então temos de começar com: “Fiat firmamentum in medio aquarum,”, etc. Lembremos-nos que precisamos fazer isso de memória.   

  No exorcismo do fogo, pronunciamos os nomes dos reis do fogo. Michael, rei do raio; Samael, rei dos vulcões e Anael, príncipe da luz astral, etc.

  6. P. – Haverá um caminho físico para desempenharmos a runa Hagal? Vemos isso na estrela microcósmica. Haverá uma prática dedicada simplesmente a uma runa que possamos fazê-la fisicamente?

  R. – Os movimentos da runa Hagal são desempenhados de maneira rotativa ou circular. Enquanto rodamos no sentido horário e enquanto giramos como um dervish, de uma posição reta, braços abaixo juntos ao corpo, começamos levantar os braços lentamente em direção ao alto da cabeça; e enquanto giramos para a direita descemos os braços abertos para uma posição de seta, para novamente permanecermos em posição reta, braços junto ao corpo. Esses movimentos demonstram como a runa Hagal inclui o alfabeto rúnico inteiro.

  Desse modo, giramos exatamente em torno e movemos os braços conforme indicado no símbolo de Hagal. Isso está explicado no livro Runas Mágicas.

  P. 7. – Você mencionou que os alfabetos foram profanados, mas não o alfabeto rúnico. Isso me faz lembrar os nazistas usando as runas de maneira errada.

  R. – Sim, conforme dissemos o alfabeto rúnico não foi profanado, mas obviamente há exceções. Hitler estava usando de modo errado a runa Gibur, que é a suástica. Esse é um ponto importante.

  Encontramos também o alfabeto rúnico e o pentagrama em muitas e diferentes bandeiras de diversos países, como um símbolo. Por exemplo: uma variante de Gibur está na antiga bandeira germânica, e dois Gibur ou Hagals estão na bandeira inglesa. Então, o alfabeto rúnico é realmente usado de muitas maneiras. Hitler usou a runa Gibur (Swastika) de maneira errada. Isso, achamos, é a única exceção, mas uma enorme exceção, verdadeiramente.

  8. – Se uma pessoa é capaz de ver espíritos jinas, que estágio você diria que ela está na relação de vir a tornar-se um homem verdadeiro ou de obter seu corpo astral?

 R. – Bem, realmente não sabemos em qual estágio, porém um feiticeiro ou uma feiticeira pode ver essas coisas. Feiticeiros ou feiticeiras podem entrar na quarta dimensão em estado de jinas, o nível mais baixo, naturalmente. Um feiticeiro ou uma feiticeira podem ver pessoas da quarta e quinta dimensões, relacionadas com as infradimensões. Desse modo, ver alguém da quarta dimensão através de poderes psíquicos não é grande negócio. Tais pessoas podem ser ou não bruxos. Podem estar despertando para cima ou decaindo. Daí que qualquer pessoa consegue despertar sentidos, poderes, a fim de ver pessoas de outras dimensões. É fácil e de fato não significa que essa pessoa seja um ser elevado do paraíso, apesar de que Mestres da Loja Branca, naturalmente, tenham clarividência. Eles veem pessoas da quarta, quinta, sexta e sétima dimensões da Árvore da Vida. Porém, se você está perguntando uma vez que não sabe, obviamente é porque você está adormecido e se você tem somente certos poderes despertos, um desses despertos sabe muito bem porque está desperto e porque está vendo coisas.

  9. P. – Para tornar-se um verdadeiro homem, o aspirante deve edificar seus corpos solares e desintegrar seu ego completamente. Correto?

  R. – Sim, a fim de ser uma estrela microcósmica, um homem verdadeiro, essa pessoa tem de edificar os corpos solares e aniquilar com o ego inteiro, completamente. Então, ele se torna um símbolo de Cristo.

  Por exemplo: o símbolo de Samael Aun Weor é um pentagrama, uma vez que ele é do raio de Marte. Marte é o quinto raio. Daí, que o símbolo de Samael é um pentagrama. Mesmo que ele não fosse Autorealizado, o pentagrama será sempre um símbolo de Samael Marte. Contudo, ele é Autorealizado. O pentagrama é o símbolo que usamos para nos protegermos, uma vez que esse é o seu símbolo. Em alguns livros, o Mestre anotou seu símbolo, que foi, precisamente, um pentagrama com uma espada colocada no meio do pentagrama, com letras hebraicas escritas em redor, e outros símbolos. Esse é seu símbolo: o pentalpha, símbolo de Geburah.
Amém.

POR UM INSTRUTOR GNÓSTICO

Fonte:https://gnosticteachings.org/courses/defense-for-spiritual-warfare/839-the-pentagram-the-microcosmic-star.html

  Tradução Inglês/Português: Rayom Ra

                                                                                   Rayom Ra
                                                           http://arcadeouro.blogspot.com.br