terça-feira, 12 de maio de 2026

Um Pouco de Ramatís

Pergunta: Então poderíamos supor que, muitas vezes, são os próprios mestres e líderes de filosofias ou doutrinas perturbadoras, que depois devem imolar-se em futuras existências físicas, para despertar os seus próprios discípulos ou seguidores iludidos no passado?

Ramatís:  Sem dúvida: aqueles que hipnotizaram algumas almas para o culto de suas doutrinas subversivas, aniquilantes, negativistas ou fesceninas, renascem posteriormente com a obrigação de se tornarem os "alvos" principais e responsáveis pela reforma e recuperação espiritual dos seus seguidores, ainda confusos na senda da espiritualidade.

Sob a disciplina férrea, mas justa, da Lei Sideral, que retifica, mas não castiga, eles retornam ao cenário do mundo físico e se situam no seio das famílias terrenas, comprometidos em despertar da ilusão intelectiva, da hipnose dos sentidos passionais ou da escravidão do ateísmo infeliz, aqueles mesmos que os seguiram tolamente no passado. Mas nessa tarefa sacrificial nada lhes é imposto arbitrariamente; é a sua razão esclarecida e a certeza de reduzir o seu débito cármico o que os faz aceitar conscientemente o serviço doloroso a favor do próximo, e também em seu próprio benefício.

É certo que a família ignora a razão dos acontecimentos dolorosos que eclodem, constituindo as desventuras no roteiro evolutivo em comum. E assim se formam os quadros de sofrimento redentor; aqui é o filho que nasce com a enfermidade congênita e arrasta-se torturantemente, provocando angústias nos seus consanguíneos; ali é o chefe de família que, arrasado por cruel enfermidade e resistente a todos os esforços da Medicina oficial, marcha tristemente para a cova terrena, lacerando os corações familiares; acolá, estranha enfermidade agride a filha querida, fazendo-a palmilhar a "via crucis" de todos os consultórios e instituições psicopáticas, enquanto faz estrugirem gritos estranhos e magoa a todos com palavras de baixo calão.

Mas a lei está vigilante, e quando o desespero já se instalou no seio da família acabrunhada, eis que se opera então o milagre: sob fortuita coincidência, surge o médium curador, que faculta ao filho recuperar os movimentos físicos atrofiados desde o berço, ou restitui a saúde ao chefe da casa já desenganado pela Medicina, ou ainda, graças a dedicação de alguns adeptos da doutrina espírita, esclarece-se o espírito obsessor que torturava a filha querida. Deste modo, o Espiritismo é aceito no lar, que se faz venturoso, e os postulados da imortalidade do espírito penetram na alma daqueles que viviam escravizados aos dogmas infantis ou à absoluta descrença.

Abalam-se as velhas convicções ateístas e os sectarismos condenáveis esposados no seio da parentela, graças à cura milagrosa de alguns dos seus familiares através da singeleza da água fluída do receituário mediúnico ou do passe espírita. E o Alto, através daqueles mesmos que, muitas vezes, no passado, abusaram do mando e do intelecto em desfavor do próximo, ministra-lhes novos conceitos de vida superior, servindo de suas carnes maceradas ou dos seus nervos atrofiados. Os conceitos errôneos ou negativos de ontem são compensados pelo sacrifício da dor física ou psíquica do presente.

Pergunta: No caso do filho doente ou da filha obsediada que, depois de curados miraculosamente pelo espiritismo, convertem a família descrente, não poderia tratar-se de espíritos bons, que aceitam o sofrimento sacrificial com o intuito magnânimo de ajudar os seus afetos encarnados para mais breve ascensão espiritual?

Ramatís: - Já vos dissemos que, mesmo no Espaço, não há regra sem exceção, pois Jesus, espírito excelso e justo, não hesitou em mergulhar nas sombras do vosso mundo, para salvar os homens ignorantes de sua realidade espiritual. Sem dúvida, espíritos boníssimos também descem à carne e se ajustam à família consanguínea terrena, com o fito único do despertar espiritualmente os seus velhos afetos milenários. Em alguns casos, eles se sacrificam heroicamente a fim de socorrer os próprios adversários pregressos e que ainda se demoram hipnotizados pelas filosofias destrutivas ou doutrinas enfermiças do mundo material.

Muitas vezes, quando essas almas sublimes comprovam a inutilidade dos seus esforços para inspirarem do Além os seus pupilos negligentes e conduzi-los ao Bem e à Sabedoria Espiritual, decidem-se a habitar o mundo físico por amor a eles. Assim, como foi o excessivo amor de Jesus que, apiedado do sofrimento humano, o conduziu para a Terra e não alguma culpa cármica de crucificação, muitas almas angélicas também abandonam o plano paradisíaco sob o penoso sacrifício de se encarnarem no seio da família terrestre para despertar-lhes os sentimentos crísticos.

Muitas delas, quando renascem junto de adversários empedernidos, enfrentam as situações mais cruciantes para atenuar a fereza, o ódio e a violência que ainda vicejam entre eles. Movidas pela compaixão do anjo, envidam todos os esforços para subtraí-los às tragédias odiosas, que no futuro engendram os carmas torturadores. Algumas vezes, são sacrificadas pelas próprias almas delinquentes, as quais tentam salvar dos padecimentos inenarráveis que as esperam nos charcos do astral inferior. Mas ainda sentem-se felizes quando conseguem atear-lhes o fogo do remorso ou do arrependimento, provocando-lhes os primeiros impulsos da redenção espiritual.

Repetimos-vos, no entanto, que Deus não é vingativo, nem sádico, e assim não cria a obsessão incurável, a doença fatal, o aleijamento deformante ou qualquer outra desventura destinada ao ser humano. Ele só objetiva a recuperação venturosa de todos os seus filhos eternos. Tais acontecimentos trágicos ou mórbidos são apenas frutos exclusivos da debilidade moral e da ignorância do homem que mal balbucia as primeiras letras do alfabeto da vida imortal.

 [Extratos da obra Mediunismo - capítulo IV, por Ramatís, através de Hercílio Maes]

                                                    Rayom Ra
                           http://http278arcadeouro.blogspot.com

quinta-feira, 30 de abril de 2026

A Gênesis da Grande Face Negra - Excerto

  Um poder viajando através do espaço, deixava atrás de si o permanente rastro de sua presença. Um som semelhante a uma avalanche acompanhava aquele poder, mas era algo grotesco, jamais ouvido, que se encaminhava pelo ar como rolasse adiante de um dilúvio em permanente e incontida expansão. Havia intensa escuridão, no entanto era possível discernir o progresso do poder. Em certo instante, Sorman deteve a impressão de o avassalador som e o sensorial poder estarem amalgamados numa só ação, e deslizarem por uma inconcebível esteira no fenomenal espaço de um vasto, profundo e insondável oceano etéreo. Até então, ele ficara preso àquelas imagens que, apesar de imensuráveis, cabiam num monumental plano cartesiano; mas de repente, sentiu um deslocamento e trasladou de seu horizonte de observação para outra dimensão, muito acima daquelas voluptuosas e verdadeiramente indescritíveis projeções. E nessa nova situação no universo, num ponto qualquer fora do espaço-tempo, voltou a contemplar a aterradora e fantástica figura.

  A incomensurável Face Negra ocupava agora todo o espaço alcançado pelo campo visual de Sorman. Perplexo, ele tentou desviar-se da imagem; buscou uma brecha por onde pudesse concentrar sua atenção a fim de escapar da visão, mas a falta de outra qualquer referência, por menor que fosse, trouxe-o inexoravelmente de volta para a total contemplação. Era tão gigantesca a aparição – segundo podia supor pela astronômica projeção – que conteria a todos os átomos de uma existência cósmica, em todos os seus mundos de enigmáticas e simultâneas dimensões.

  Mas ao invés de pavor, como na primeira visão de muitos meses atrás, Sorman petrificava. Algo congelara-lhe todas as reações; somente o sentido interior da visão e o da audição passaram a agir-lhe como as únicas coisas vivas. Nessa nova e inusitada condição, podia então observar que a descomunal e infinita Face Negra estava de olhos fechados, e soprava. O avassalador som, antes ouvido, sendo exatamente o mesmo agora percebido através de seus lábios entreabertos, trazia consigo o poder que de inicio ele acusara. Ela soprava por um tempo de sensação interminável, e o som e o poder juntos, eram sustentados e lançados para distâncias inimagináveis, muitíssimo além de tudo quanto a mente finita poderia suspeitar ou conjeturar. E quando aquele alento terminou, a boca falou lenta e prolongadamente, com voz rouca e grave, à semelhança de esdrúxulo e abismal ruído resultante do atrito de muitos metais pesados: FAAAÇAAA-SEEE!

  A boca permaneceu aberta; imediatamente partiram dela milhões de formas negras que eram atravessadas por dois grandes raios ígneos provenientes de seus olhos. As formas não incandesciam. Eletrificavam! Tornavam-se transparentes véus ampliados elasticamente a cobrir todos os espaços por onde o poder e o som haviam antes propagado. Ao cabo de algum tempo, enquanto perdurara a percepção dessas últimas imagens, a Face vestira sorriso sarcástico e diabólico, ficando seus olhos apertados e repuxados. Em seguida, a forma total passou a menos densa, cada vez mais etérea, até desmanchar completamente, vindo se transformar numa infinita película negra de sutilíssima tessitura, finalmente pousando sobre todas aquelas coisas infundidas no universo, permeando-as como água jogada sobre a areia, nelas permanecendo.

  Ao acordar, Sorman estava trêmulo. Impressões, em sucessões, impregnavam-lhe o cérebro. Mediante a incapacidade de mentalmente controlar o emocional, ele se levantou um tanto atordoado, indo ao banheiro a fim de tomar uma ducha. Reagiu bem, e enquanto se vestia, trouxe uma das mãos adiante do ventre examinando-a no dorso e dedos. Estava absolutamente firme, muito embora ainda lhe percorresse um leve tremor por todo o corpo, semelhante a rápidas descargas elétricas.

Capítulo XIII - Parte II de "A Face Negra da Terra" - por Rayom Ra

Parte I
https://arcadeouro.blogspot.com/2023/11/a-face-negra-da-terra-i-r.htm
Parte II
Parte III

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O Estranho

                                                  I                     
                       Andava eu à margem do rio,
                       Sob  a  manhã  colorida,
                       Onde  o  sol  dava  mais  vida,
                       Ao mundo então que existia!
                       Suas  águas  que  desciam,
                       Viajando sobre um leito,
                       Causavam quão belo efeito,
                       Em minh'alma que as ouvia!
                                           II
                       Respirava o ar perfumado,
                       Que por tudo se exalava,
                       E o viço então despertava,
                       Novamente uma euforia!
                       Voltavam pois as imagens,
                       Dos dias de minha infância,
                       Parecendo sem distância,
                       Quando alegre eu aqui corria!
                                          III
                       E seguindo nova trilha,
                       Prossegui neste caminho,
                       Onde nele aqui sozinho,
                       Triunfante me sentia!
                       Logo então me deparava,
                       Com um largo campo e belo,
                       Onde um verde tão singelo,
                       Mais amante me fazia!
                                          IV
                       Não resistindo sentei-me,
                       À sombra de uma bela árvore,
                       Sob as nuvens como o mármore,
                       Que no céu as via e revia!
                       Então em leve sono eu cai,
                       E um sonho a mim mostrava,
                       O que se configurava,
                       Daquilo que eu não antevia!
                                          V
                       Fora um homem que chegara,
                       E bem mais se aproximando,
                       Já de pronto foi tratando,
                       Do que desejou falar! 
                       E eu dele ouvir consentia,
                       Sem ao menos entender,
                       Daquele seu proceder,
                       Que não o deixava calar!
                                         VI
                      Tão fugaz quanto real,
                      Fora aquela aparição,
                      Que com tal inquirição,
                      A mim deixara a pensar!
                      Estranho enfim me sentia,
                      Com aquele acontecido, 
                      Talvez até estarrecido,
                      Pus-me logo a analisar!
                                        VII
                      Não chegara à conclusão,
                      Mesmo assim algo ficara,
                      De palavras que passara,                                               
                      Pela mensagem a mim!
                      E o trajeto retomei,
                      Outra vez a caminhar,
                      Novamente a palmilhar, 
                      Àquele lugar enfim!
                                        VIII
                      Sem demora então avistei,
                      Local que eu nunca estivera,
                      Nem jamais antes soubera,
                      Aquela forma ele ter!
                      Qual uma diminuta ilha,
                      O seu espaço este seria,
                      Que tão pouco poderia,
                      A uma floresta conter! 
                                         IX
                      Ao pisar ali ao formato,
                      Andava como em recanto,
                      Ouvindo ao longe do canto,
                      Que fora de um sabiá! 
                      Porém um tanto excitado,
                      Prestava alguma atenção,
                      Ao bater do coração,
                      Como a subir na indaiá!
                                         X
                      Mais perto eu logo avistei,
                      Uma bem velha choupana,
                      Que era também a cabana,
                      De quem ali se albergava!
                      Com cuidados fui chegando,
                      E não querendo assustar,
                      Chamei para alguém escutar,
                      Do local que eu me postava!
                                         XI
                      Uma voz então eu ouvi,
                      A dizer-me que chegasse, 
                      Que também logo adentrasse,
                      E com efeito adentrei!
                      Na escura sala eu pisava,
                      Onde simples mesa eu via,
                      Lampião que mal ardia,
                      E cadeiras encontrei!
                                        XII
                      E logo alguém assomou,
                      Que de repente chegava,
                      E já bem perto informava,
                      Estando a mim aguardar!
                      Qual surpresa invadiu-me,
                      Quando assim ele falou,
                      No meu ser algo calou,
                      E um temor veio ficar!
                                        XIII                      
                       E de novo eu me sentia,
                       Tal como estar de repente,
                       Dividido em minha mente,
                       Sem eu poder dominar!
                       O mesmo ser era aquele,
                       Que no sonho me abordara,
                       E comigo ele falara,
                       Buscando comunicar!
                                        XIV
                       Bem parado ali eu fiquei,
                       Comandado como presa,
                       Junto àquela mesma mesa,
                       Sem ao menos me mover! 
                       Sentia-me sem valor,
                       Diante daquele estranho,
                       Com este poder tamanho,
                       Que a nada mais podia eu ver!
                                          XV
                       Finalmente comandou-me,
                       Para que eu me desligasse,
                       E outra vez me coligasse,
                       Com o momento presente! 
                       Esquisito eu me sentia,
                       De novo ressabiado,
                       Ou mais que isso espantado, 
                       Mesmo assim quis ir em frente!
                                          XVI
                       Revelou-me então de pronto,
                       Para que logo eu soubesse,
                       E na mente assim trouxesse,
                       Que a vida é somente instante!
                       A ela de novo a ganhamos,
                       Como se um livro assim fosse,
                       E por nossa inteira posse,
                       A colocamos na estante!
                                         XVII
                       Sob  outras  lições  parti,
                       Para  de  novo  eu voltar,
                       E  novamente  escutar,
                       Sábias  palavras de vida!
                       E  viajante  ao  caminho,
                       Ao  mesmo  lugar  voltei,
                       Mas nada além encontrei,
                       Como a uma joia escondida!

                                         Por Rayom Ra
                                         Direitos Reservados.
                                         Rio, 20/04/2026


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Agonia e Esplendor

                                                                  I                                            
                                     Hora que me vem chegando,
                                     Agonia  de  partir,
                                     Saudade que vou levando,
                                     Tristeza que vou sentir!
                                                         II
                                     Ouço alguém batendo à porta,
                                     Levanto-me e vou atender,
                                     Quem quer seja não me importa, 
                                     Nada mais tenho a perder!  
                                                         III
                                     Vejo um rosto de mulher,
                                     Que jamais eu tinha visto,
                                     A sorrir como quem quer,
                                     Adentrar com Jesus Cristo!
                                                         IV
                                     Com surpresa e extasiado,
                                     Nada além pude eu fazer,
                                     Só ficar bem ao seu lado,
                                     Minha casa a oferecer!
                                                         V
                                     A medida que adentrava,
                                     Uma luz dela crescia,
                                     Tudo ali se clareava,
                                     E muitos passos eu ouvia!
                                                         VI                                     
                                     De atônito que eu fiquei,
                                     Nada mais pude expressar,
                                     Somente olhando aguardei,
                                     Que ela viesse explicar!
                                                         VII
                                     Mas a casa em si mudava,
                                     Não mais a reconhecia,
                                     Ali o saber ensejava,
                                     E eu saber não saberia!
                                                         VIII
                                     Da moça um leve sorriso,
                                     Dela eu pude perceber,
                                     Como se fora um aviso,
                                     De algo mais acontecer!
                                                         IX
                                     E as visões continuavam,
                                     Nelas eu estava envolvido,
                                     Por imagens que passavam,
                                     Como em filme colorido!
                                                         X
                                     E tudo mais foi subindo,
                                     Eu com os meus pés no chão,
                                     Com a casa inteira se indo,
                                     Como se fora avião!
                                                        XI
                                     Súbito o voo cessou,
                                     Mais assustado eu fiquei,
                                     A perguntar-me onde estou,
                                     Ou tudo aquilo eu sonhei!         
                                                        XII
                                     Porém a porta ela abriu,
                                     E de pronto me acenou,
                                     Seu rosto outra vez sorriu,
                                     Para além ela apontou!
                                                        XIII
                                     E pediu-me a mais chegar,
                                     Onde agora ela apontava,
                                     Assim querendo mostrar,
                                     Algo lá fora que estava!
                                                        XIV
                                     Qual surpresa novamente,
                                     Que por mim vindo grassou,
                                     Ao ver tudo diferente,
                                     Aqui do lar onde estou!
                                                        XV
                                     Luzes e cores intensas,
                                     Sem aos olhos conturbar,
                                     Belas e todas suspensas,
                                     Permanecendo a pairar!                             
                                                       XVI
                                      Então a minha mão tomou,
                                      Com muita delicadeza,
                                      Por dentro ali caminhou,
                                      Na mais perfeita leveza!
                                                       XVII
                                      Num outro canto da sala,
                                      Nova porta então ela abriu,
                                      Mas eu já perdia a fala,
                                      E a minha cor que sumiu!
                                                       XVIII
                                      Olhando aquilo lá fora,
                                      Muitos horrores eu vi,
                                      Seres grotescos agora,
                                      Que antes jamais conheci!
                                                        XIX
                                       Mas a mim ela acorreu,
                                       Minha mão outra vez tomou,
                                       Nova energia me deu,
                                       E o meu coração acalmou!
                                                         XX
                                       Naquela pequena sala,
                                       Dizia coisas por ora,
                                       Quão bela era a sua fala,
                                       Como tão bela é uma aurora! 
                                                        XXI
                                       Mas aos poucos fui caindo,
                                       Em profunda letargia,
                                       E bem longe vinha ouvindo,
                                       Daquela voz que fugia!
                                                        XXII
                                       Quando enfim a mim voltei,
                                       Estava bem ao acordar,
                                       Na poltrona que eu sentei,
                                       Que estivera a descansar!
                                                        XXIII
                                       Na casa andei a tudo olhar,
                                       Nada havia diferente,
                                       Tudo estava em seu lugar,
                                       E eu bem só tão meramente!
                                                        XXIV
                                       Lá fora nada encontrei,
                                       Que eu pudesse acreditar,
                                       Em demônios que avistei,
                                       Ou paraíso ali estar!
                                                         XXV
                                       Daquele dia em diante,
                                       Novo destino busquei,
                                       Nunca jamais da alma errante,
                                       E outro caminho encontrei!

                                                       Por Rayom Ra
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Mundo Ainda Não Entendeu

Estamos começando a entrar no período mundial mais crítico, onde acontecimentos catastróficos já se precipitam, gerando grandes apreensões e tragédias. Não é de hoje que reconhecidos videntes; médiuns com credibilidade; criteriosos mensageiros espirituais e estudiosos vêm interpretando as previsões bíblicas de tais ocorrências por todo o planeta.

Evidente que homens e mulheres ansiosos por fama também aparecem diante de entrevistadores na internet, como sendo decodificadores das profecias bíblicas escritas há quase dois mil anos. Os interessados pela verdade podem constatar que tais previsões divulgadas ao mundo independem de novas interpretações.
 
Indubitavelmente, os tempos atuais vêm confirmando sobre alertas de Jesus acerca do final dos tempos. Acontece também com as narrativas de João Evangelista no Apocalipse, com as de Nostradamus nas Centúrias e com as de outros inspirados videntes através dos séculos e milênios. Na atualidade, um dos alvos das críticas é também Ramatís com suas claras explanações sobre tais profecias.

Recordemos textos bíblicos finais do profeta João Evangelista, lançados ao mundo há quase dois mil anos:

O Novo Céu e a Nova Terra
                                  
21 Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
3 Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles.
4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passarão.
5 E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
6 Disse-me ainda: tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Eu, a quem tem sede darei de graça da fonte da água da vida.
7 O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus e ele me será filho.
8 Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxôfre, a saber, a segunda morte.

A Nova Jerusalém

9 Então veio um dos sete anjos que tem as sete taças cheias dos últimos sete flagelos, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do cordeiro:
10 e me transportou, em espírito, até uma grande e elevada montanha, e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus,
11 a qual tem a glória de Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, com pedra de jaspe cristalina.
12 Tinha grande e alta muralha, doze portas, e junto às portas doze anjos, e sobre elas nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
13 Três portas se achavam a leste, três ao norte, três ao sul e três a oeste.
14 A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
15 Aquele que falava comigo tinha por medida uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.
16 A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.
17 Mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, isto é, de anjo.
18 A estrutura da muralha é de jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido.
19 Os fundamentos da muralha da cidade estão adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento é de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda;
20 o quinto; de sardônio; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o undécimo, de jacinto; e o duodécimo, de ametista.
21 As doze portas são doze pérolas, e cada uma dessas portas de uma só pérola. A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente.
22 Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro.
23 A cidade não precisa nem do sol nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
24 As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.
25 As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque nela não haverá noite.
26 E lhe trarão a glória e a honra das nações. 
27. Nela nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no  livro da vida do Cordeiro.

22 1 Então me mostrou o rio da água da vida, brilhando como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.
3 Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão,
4 contemplarão a sua face, e nas suas frontes está o nome dele.
5 Então já não haverá noite, nem precisam de luz de candeia, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.

A Certeza do Cumprimento da Profecia Deste Livro
                      
6 Disse-me ainda: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.
7 Eis que venho sem demora. Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.

As Admoestações e as Promessas Finais

8 Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo.
9 Então ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo.
11 Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da injustiça, e o santo continue a santificar-se.
12 E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.
14 Bem aventurado aqueles que lavam as suas vestiduras (no sangue do cordeiro), para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.
15 Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica mentira.
16 Eu, Jesus, enviei meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhante estrela da manhã.
17 O Espírito e a noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida. 

A Conclusão do Livro

18 Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;
19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das coisas que se acham escritas neste livro.
20 Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus.

A Bênção
                                                                                                            
21 A graça do Senhor Jesus seja com todos. 

                                               Rayom Ra
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