sábado, 22 de junho de 2013

If We Only Have Love

                                
                                                          Jacques Brel
 
If we only have love
Then tomorrow will dawn
And the days of our years
Will rise on that morn

If we only have love
To embrace without fears
We will kiss with our eyes
We will sleep without tears

If we only have love
With our arms opens wide
Then the young and the old
Will stand at our side

If we only have love
Love that’s falling like rain
Then the parched desert earth
Will grow green again

If we only have love
For the hymns that we shout
For the songs that we sing
Then we’ll have a way out

If we only have love
We can reach those in pain
We can heal all our wounds
We can use our own names

If we only have love
We can melt all the guns
And then give the new world
To our daughters and sons

If we only have love
Then Jerusalem stands
And then death has no shadow
There are no foreign lands

If we only have love
We will never bow down
We’ll be tall as the pines
Neither heroes nor clowns

If we only have love
Then we’ll only be men
And we’ll drink from the Grail
To be born once again

Then with nothing at all
But the little we are
We’ll have conquered all time
All space, the sun and the stars.

Rayom Ra
 
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domingo, 16 de junho de 2013

Os Protestos Não São O Que Parecem


       De início, parecia bobagem, pessoas protestarem contra o aumento das passagens de ônibus, em duas capitais brasileiras. Afinal, sabe-se que todo ano há uma elevação nas tarifas para acompanhar a eventual inflação do período.

       No entanto, não só os protestos continuaram, como também se disseminaram por outras capitais e até cidades do interior. Quem tem algum discernimento capta que aí se encontra uma mensagem maior, de indignação, não exatamente contra o preço das passagens, mas contra o descalabro a que assistimos cotidianamente, através da mídia, dos donos do poder.

       É com tristeza que constatamos o escárnio jogado na nossa cara, contribuintes ‘generosos’ da fazenda federal, quando observamos políticos provados corruptos, ocuparem cargos de destaque no Congresso Nacional, como se ali fossem colocados exatamente para desafiar a decência e contemplar a impunidade. Fazendo valer a expressão: “ganha, mas não leva”. Foram considerados culpados mas não serão punidos porque apostam na decorrência do prazo.

       Sinto que tais manifestações se utilizam do “suspiro” dessa panela de pressão prestes a explodir, o aumento das tarifas, para demonstrar, mesmo que inconscientemente, o desagrado maior com o modelo de política a que estamos submetidos nos últimos anos.

       O brasileiro não é covarde. Sempre soube se indignar com menor ou maior veemência no decorrer da sua história. No entanto, nos dias atuais, parece haver uma espécie de entorpecimento que cai como um manto sobre a população, impedindo-a de se indignar contra os desmandos, o autoritarismo, as mentiras, os subornos, a corrupção que grassa de modo inclemente em todos os setores da sociedade.

       Quem pensou que os programas sociais iriam calar a população eternamente, se enganou. Isso porque a utilização do dinheiro público para comprar a consciência dos menos providos tem limite. Em algum nível, o povo deve compreender o que está acontecendo. Criticava-se o chamado “voto de cabresto”, de outros tempos, e o que vemos hoje? Um eufemismo de tudo o que já conhecemos.

       Sob o ponto de vista mais elevado, acredito que isso também seja parte da infusão de luz a que estamos sendo submetidos, principalmente desde que a Terra entrou totalmente no cinturão de fótons. Não temos um ditador ocupando o governo há décadas, mas temos outra espécie de ditadura, talvez até mais perniciosa, que nos acossa, e se temos que ir para a luz, há a necessidade de que venha à tona o que precisar ser eliminado, porque o seu tempo chegou.

       Vamos continuar observando os acontecimentos, enviando muita luz para toda essa situação, na expectativa de que neste lado do planeta – Brasil – a limpeza também seja feita para que o processo evolutivo em que estamos imersos possa se consolidar.

       Que a cautela, a confiança, a emanação de bons pensamentos e a intenção de vivermos em um mundo equilibrado e harmônico sejam a tônica de todos aqueles que acreditam que o jogo acabou e que precisamos iniciar algo muito novo e diferente de tudo que já vivenciamos.

       Só assim valerá a pena estarmos aqui neste momento, encarnados na Terra, cumprindo com a nossa importante missão de experimentar a vida em uma dimensão densa, porém cheia de desafios, oportunidades, crescimento e por que não, alegrias.

       Ivete Adavaí [http://adavai.wordpress.com/2013/06/14/os-protestos-nao-sao-o-que-parecem/14 de junho de 2013. 

Rayom Ra 

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sábado, 15 de junho de 2013

Quem Verdadeiramente Deseja Tornar-se Ocultista



“Quem, verdadeiramente, deseja tornar-se ocultista, deverá dirigir-se pelos seguintes conselhos: 

       Ser humilde e modesto; ouvir e pensar muito mais do que falar, quando falar ser sincero; evitar tudo o que possa ferir o sentimento de outrem; acostumar-se a ouvir opiniões alheias, sem as contrariar; dar sua opinião, quando for pedida, mas não a impor nem por eloquência, nem por desejo de mostrar que sabe mais ou que é mais adiantado do que o outro; viver de modo que não se deixe iludir pela ambição, pelo desejo de êxito, ou pelo amor de glória ou distinção na sua atividade pessoal ou social, mas preferir sempre antes servir do que brilhar.

       Não deve dar grande importância aos bens materiais, mas deve usá-los com prudência, para os fins de utilidade sua e alheia, de conformidade com sua posição social. Deve dominar-se a si mesmo, e ser tolerante aos erros dos outros. Deve conservar sempre a equanimidade, aconteça o que acontecer; viver no presente, e não se queixar do passado; esforçar-se sempre por ouvir, e cada vez mais clara, a voz da consciência, que lhe fala no silêncio, nunca esquecer que Deus se manifesta aos que são amigos da paz, harmonia, verdade e justiça.

       Um verdadeiro ocultista está sempre alegre e esperançoso; e com sua alegria, vence as tristezas que encontra, tanto em si próprio como em outros. Se cultivardes o dom de constante alegria no vosso coração, facilmente afastareis qualquer acesso de dor, melancolias ou perturbações; e a vossa presença, vossa palavra e vossa ação poderão acalmar as dores alheias.

       Nunca se deve dizer a um doente algo que diminua a sua coragem e esperança de sarar, pelo contrário, aconselhai-lhe que não se aflija, que não se perturbe, mas que tenha confiança em sua cura. Dirigi-lhes pensamentos sadios, generosos e esperançosos; se não for possível revestir tais pensamentos em palavras, dirigi-vos ao doente mentalmente nos momentos oportunos e principalmente quando ele estiver dormindo.

       Se vós mesmos sentirdes alguma enfermidade ou irregularidade nas funções de vosso organismo, concentrai-vos sobre o lugar afetado, respirai profundamente e ordenai, mentalmente, ao respectivo órgão que trabalhe normalmente; falai com vossos órgãos – mentalmente – como se falásseis com um empregado vosso, esforçando-vos para lhes expor a necessidade de funcionar bem, para a coletividade, que é a vossa personalidade; expressai vosso desejo que o sangue circule livremente; que os tecidos gastos sejam expelidos e substituídos por novos; que a harmonia geral seja restabelecida, etc. Depois de referirdes algumas vezes tais ‘“colóquios”’, afirmai (sempre mentalmente) que a saúde começa a restabelecer-se; que as dores estão diminuindo e desaparecendo; que o respectivo órgão recupera a força normal, e que, em breve, o corpo estará perfeitamente são.

       Onde for possível, fazei, ao mesmo tempo, passes magnéticos na respectiva região do organismo. Semelhante tratamento pode também ser aplicado para outra pessoa.

       Como diz A. Victor Segno, na sua obra A Lei do Mentalismo: nunca se dever permitir que permaneça no quarto a pessoa que não tenha pensamentos favoráveis para o restabelecimento do paciente. Se o paciente tiver vontade forte e confiança em si, não será tão afetado pelos comentários e pensamentos adversos, como a pessoa que tiver vontade fraca. Se o paciente tiver vontade forte apressará seu próprio cérebro. Na verdade, qualquer pessoa que tenha vontade forte viverá, embora passe por todos os acidentes e moléstias que matariam a outra de vontade fraca.

       Em casos de dor, como sejam câimbras, nevralgias, reumatismos, dores de cabeça, de dentes, ouvidos, etc., o Mentalismo será muito efetivo. Todas estas dores resultam de uma congestão que produziu inflamação dos tecidos e nervos. A circulação do sangue deve ser estimulada nas partes congestionadas para que a obstrução seja logo removida. A mente do paciente deve ser dirigida para as partes afetadas, com o fim de governá-las. Para que isto seja mais efetivo, deve colocar a mão sobre a área doente, fixando nela o pensamento com o fim de que a circulação aumente, dissolvendo a congestão e desfazendo a dor. Deve ter a mente firme na parte afetada, porém logo desviar o pensamento para outra coisa, dizendo-lhe: ‘a dor já passou e logo ficará bom’. Deve dizê-lo com confiança, para que o pensamento se grave na mente dele. Tendo conseguido isso, o paciente concordará que a dor passou e ficará logo bom.

       O ocultista deve cuidar sempre para que tenha boa saúde. Para esse fim, podeis, em momentos convenientes, fazer o seguinte tratamento preventivo:

       Tomando uma posição cômoda, respirai profunda e lentamente, e repeti algumas vezes o seguinte mantra: ‘Eu absorvo do Universal Reservatório da Energia, uma provisão suficiente de Energia Vital, para animar e fortalecer o meu corpo, dando-lhe mais saúde, mais vigor, mais atividade, mais energia e mais força. Aum!’

       Em seguida, concentrai a idéia sobre a grande provisão de Energia Vital (ou Prânica) do Universo, que está cheio dela. Elevai os pensamentos às regiões mentais mais altas, esforçando-vos por imaginar-vos dentro de um lago, onde, em algum lugar esteja ar puríssimo, e donde incessantemente desçam raios de Força Vital, banhando-vos e produzindo em vós uma sensação de agradável corrente magnética que vos enche de alegria, vigor e energia. Permanecei alguns momentos nesse estado e, em seguida, levantando-vos, agradecei a Deus, com as seguintes palavras:

       ‘Graças te dou, meu Pai, que me forneces, agora e sempre, as forças necessárias à conservação e restauração da minha saúde. Unido com as Tuas Forças, sempre serei sadio, a fim de trabalhar para o bem da humanidade. Amém!”
(Lições Práticas de Ocultismo Utilitário – Francisco Waldomiro Lorenz).

       As iniciações do passado, como vimos tratando nos capítulos anteriores, elevavam os candidatos às classes sacerdotais e nelas eles permaneciam em seus cargos exercendo diversas funções sagradas e burocráticas. Iniciados recentes assessoravam aos sumos sacerdotes e aos de postos inferiores, nos serviços menores. Sacerdotes nem sempre eram elevados aos postos de maiores relevâncias nos esquemas de trabalhos das Hierarquias, entretanto, para muitos deles, foram dispensadas forças e poderes que os tornaram respeitados e até temidos. No entanto, ainda que iniciados nas magias realizassem alguns prodígios, eles os demonstravam aos níveis da personalidade. Suas forças e o conhecimento de como utilizá-las estiveram ligadas somente às leis físicas e aos seus efeitos objetivos.

       O magnetismo empregado em vários ofícios religiosos, a hipnose, as curas, os domínios dos arcanos e as materializações ocorridas nos rituais secretos egípcios, são alguns dos exemplos desses poderes consolidados pelos magos que atraiam forças sustenedoras das egrégoras pelas mentes de todo o corpo de iniciados de todas as categorias, direcionando-as à matéria. Essas manipulações de energias e forças fundamentadas sobre rituais, com auxílio de valiosos implementos mágicos em que a profunda ciência da magia era empregada, foram, sobretudo, supervisionadas pelos deuses - conforme seguidamente vimos nos referindo - que nada mais eram, em determinados ciclos, do que os iniciados de Vênus, auxiliares de outras hierarquias e mestres de graus superiores da Grande Fraternidade Branca fundada por Sanat Kumara aqui na Terra.

       Os iniciados que desde tempos imemoriais trabalham para a evolução da Terra, que se destacaram como fundadores de religiões, cultos ou ensinamentos de artes ou magia, normalmente se elevaram às duas primeiras grandes iniciações, mas somente após algumas eras puderam alcançar status mais significativos que os conduziriam a superar algumas de suas limitações e a exercer posições de maior realce nos quadros da Hierarquia do Mundo, obtendo, especialmente de Shamballa, superiores graduações.

 
       “A iniciação, ou o processo de expansão da consciência, faz parte do processo normal do desenvolvimento evolutivo, encarado de um ponto de vista mais amplo e não do ponto de vista do indivíduo. Quando analisada do ponto de vista individual, passou a ser limitada até o momento em que a unidade em evolução definitivamente aprende que (em virtude de seu esforço próprio, auxiliado pelos conselhos e recomendações dos instrutores atentos da raça) alcançou um ponto em que possui determinada gama de conhecimentos da natureza subjetiva, do ponto de vista do plano físico. 

       É na natureza daquela experiência que um estudante de uma escola compreende repentinamente, ter dominado uma lição e que a lógica de um tema e o método do procedimento lhe pertencem para seu uso inteligente. Esses momentos de assimilação inteligente acompanham a Mônada em evolução através da peregrinação. O que foi até certo ponto mal interpretado neste estágio de compreensão, é o fato de que, em vários períodos, a ênfase é posta nos diferentes graus de expansão e a Hierarquia sempre se esforça por conduzir a raça até o ponto em que as suas unidades terão alguma idéia do próximo passo.

       Cada iniciação representa a aprovação do aluno para um curso mais adiantado na Câmara da Sabedoria; marca o brilho mais intenso do fogo interior e a transição de um ponto de polarização para outro; possibilita a conscientização de uma crescente união com tudo que vive e a unidade essencial do Eu com todas as demais unidades. Resulta num horizonte que se expande continuamente até abarcar a esfera da criação; é uma crescente capacidade de ver e ouvir em todos os planos. Representa maior consciência dos planos divinos para o mundo e maior habilidade de penetrar naqueles planos e desenvolvê-los. É o esforço, na mente abstrata, para ser aprovado num exame. Representa a melhor turma na escola do Mestre, e está ao alcance daquelas almas cujo carma o permite e cujos esforços são suficientes para a consecução do objetivo.

       A iniciação conduz até a montanha donde se pode conseguir a visão, uma visão do eterno Agora, no qual o passado, o presente e o futuro, coexistem como uma unidade; uma visão do espetáculo das raças, como o fio dourado da linhagem transmitido através de inúmeros tipos; uma visão da esfera dourada que encerra, em uníssono, todas as inúmeras evoluções do nosso sistema, o dévico, o humano, o anima, o vegetal, o mineral e o elemental, e através dos quais a vida pulsante pode ser vista claramente, batendo em ritmo regular; uma visão do pensamento-forma do Logos no plano dos arquétipos, uma visão que cresce, de iniciação em iniciação, até abarcar todo o sistema solar.

       Na primeira iniciação, o controle do Ego sobre o corpo físico dever ter atingido um alto grau de consecução. “Os pecados da carne”, como diz a fraseologia cristã, devem estar dominados; a gula, a embriagues e a licenciosidade não devem mais ter influência dominante. O elemental físico não mais encontra suas exigências obedecidas; o controle deve ser completo e a tentação, morta. Uma atitude geral de obediência ao Ego dever ter sido atingida e a aquiescência em obedecer deve ser bem pronunciada. O canal entre o superior e o inferior se alarga e a obediência da carne é praticamente automática.

       O fato de nem todos os iniciados atingirem o nível deste modelo pode ser atribuído a várias causas; mas a nota que eles emitem deveria estar sintonizada com a retidão; o reconhecimento de seus próprios defeitos, que eles evidenciarão, será sincero e público e sua luta para ajustar-se ao modelo mais elevado será conhecida mesmo que a perfeição não tenha sido alcançada. Iniciados podem cair, e caem mesmo, e por isso ficam sujeitos à sanção da lei que pune. Eles podem através dessa queda prejudicar o grupo e prejudicam e, por isso, estão sujeitos ao carma da compensação, tendo de expiar o mal através de um serviço prolongado posterior, quando os próprios membros do grupo, mesmo inconscientemente, aplicam a lei; seu progresso será seriamente obstaculizado, perdendo-se muito tempo no qual eles devem esgotar o carma com as unidades prejudicadas.”
(AAB)

      Todas as experiências por que passarão os futuros iniciados lhes serão surpreendentes. O trabalho de criar uma consciência sobre valores espirituais ligados às várias frequências de energias, e poderes de forças, que a cada vida os iniciados aos poucos vieram experimentando, ajudaram-nos a ativar os seus corpos etéricos, astrais e mentais com maior profundidade do que acontecido com a humanidade em seu caminho natural. No entanto, nas fases em que os iniciados precisaram trabalhar mais intensamente seus valores internos, eles foram obrigados a se despir de algumas prerrogativas de uso consciente de forças. Nesses estágios, seus mestres os enviaram para renascer em civilizações, principalmente asiáticas, onde a introspecção, a meditação, a retidão absoluta e o desinteresse pelo mundo os levariam a isolar-se para conhecerem-se melhor e abrir canais etéricos e astrais para o melhor fluxo de energias superiores.

       No entanto, nas encarnações posteriores em que puderam fazer uso de alguns poderes, o perigo os rondou e tendo caído estancaram seus progressos, precisando encarnar-se outras vezes somente para corrigir os erros. Nestes casos, que infelizmente foram bastante comuns, o andamento da humanidade em seus próprios passos avançou proporcionalmente mais que eles nos seus atalhos pelos processos iniciatórios. Há iniciados que de fato pararam no tempo, precisando de seguidas encarnações ao longo dos anos, para conseguir reativar suas forças esotéricas, embora o mundo lhes tenha oferecido elementos com que pudessem também lapidar-se e crescer. O carma corrretivo foi sempre aplicado aos faltosos.

       Prossigamos:

       “Em Pimander, (13) Hermes todavia incluído na categoria de discípulo, recebe os ensinamentos de Pimander, ou seja, a consciência superior diretora do homem quando se submete às ordens da inteligência soberana ou divina. Segundo essas orientações, primeiramente o discípulo precisa saber observar o espetáculo do mundo criado no qual cada ser é a imagem de uma realidade superior. Deve admitir a ciência para possuir maiores meios de cercar-se da inteligência infinita e aperfeiçoar-se no conhecimento. 

       Deve estimar esse saber tão necessário acima de todas as alegorias materiais, e por isso há de ser sóbrio, há de depreciar os prazeres físicos que somente concedem satisfação vã e fugaz, que se paga bem caro com o entorpecimento da inteligência. A sabedoria, ao contrário, nos proporciona coisas inefáveis e nos conduz às alturas plenas de luz a que não podem atingir as pessoas comuns. Quando as paixões se quedam dominadas, mas falta no homem a precisa sensibilidade para saber sentir os males que outro homem sofre, o adepto deve abrir seu coração, buscar no alto um guia, um mestre de sua inteligência, e assim ajudado, saberá palmilhar os caminhos do aperfeiçoamento que conduzem a Deus.

       A primeira coisa a se fazer – diz Pimander a seus discípulos – é despir essas vestes que te cobrem, essa roupagens da ignorância, princípio e fundamento da perversidade, cadeia da corrupção, coberta tenebrosa, morta viva, cadáver sensível, sepulcro que contigo levas, ladrão doméstico, inimigo do amor, zeloso com o ódio; que te atraem para baixo, temendo que a percepção da verdade e do bem, te faça odiar a maldade de teu inimigo e descobrir os traidores laços que te envolvem, obscurecendo teus olhos para que não enxergues com clareza, lançando-te na matéria, fazendo que te embriagues com infames volúpias, tudo, em suma, para que tu nunca ouças o que aos teus ouvidos é conveniente ouvir e para que jamais vejas o que para teus olhos seja conveniente ver.

    No Pimander, se especificam as doze imperfeições de que o discípulo precisa se desembaraçar, antes de começar qualquer obra iniciática. A primeira é a ignorância, a segunda a tristeza, a terceira a intemperança, a quarta a concupiscência, a quinta a injustiça, a sexta a avareza, a sétima o erro, a oitava a inveja, a nona os procedimentos maliciosos, a décima a cólera, a décima primeira o temor, a décima segunda a maldade. Essas doze imperfeições governam outras mais numerosas. Pela prisão dos sentidos submetem ao homem inferior e o fazem escravo das paixões. Pouco a pouco se afastam de quem Deus olha com olhos piedosos e aqui está o que consiste o modo e a razão dos renascimentos.

       Em Asclépio encontramos igualmente outros conceitos de índole iniciática. Contém o discurso de Hermes na iniciação de seu discípulo. Hermes o inicia e o demonstra que, não obstante, a multiplicidade de suas manifestações e de suas imagens na teogonia egípcia, não existe mais que um só Deus e que somente Ele tem o direito de receber nossas adorações. Este Supremo Ser é Amon-Ra, a luz secreta, a energia universal.

       (...) Os documentos atribuídos a Hermes têm a imensa vantagem de nos dar a conhecer o valor, a importância da iniciação egípcia. “Todas as posteriores noutros países são muito mais um reflexo da faraônica que uma sucessão legítima e podemos dizer que do ponto de vista esotérico, o Egito finaliza o período iniciático da história do mundo que conhecemos”. (Os Mistérios Iniciáticos – H. Durville).

       (13) “Pymander – O pensamento divino, o Prometeu (14) egípcio e a personificação de NOUS ou luz divina, que aparece e assiste a Hermes Trimegisto numa obra hermética intitulada Pymander”. (HPB)
      
       (14) Prometeu – O Logos Grego que aportando na Terra o Fogo Divino (a inteligência e a consciência), dotou aos homens de razão e entendimento. Prometeu é o tipo helênico de nossos Kumaras ou Egos, aqueles que se encarnando em homens fizeram deles deuses latentes em lugar de animais. Os deuses (ou Elohim) opunham-se a que os homens chegassem a ser (Genesis 3/22) e conhecer. Por esta razão vemos em todas as lendas religiosas que estes deuses castigavam o homem por seu afã em saber. Como expressa o mito grego, por haver roubado do céu o fogo que aportou nos homens, Prometeu foi acorrentado por ordem de Zeus a uma rocha dos montes caucásicos. 

       [O mito do Titã Prometeu tem sua origem na Índia, e na antiguidade era o maior mistério por seu significado]. A alegoria do fogo de Prometeu é outra versão da rebelião de Lúcifer, que foi precipitado ao ‘abismo sem fundo’ (nossa Terra), para viver como homem.  Desnecessário dizer que a igreja fez dele o anjo caído. Prometeu é um símbolo e uma personificação de toda a humanidade em relação com um fato especial que ocorreu durante seu nascimento, ou se já ao que é um mistério dentro do grande Mistério ‘prometéico’. O Titã em questão, doador do Fogo e da Luz, representa aquela classe de Devas ou deuses criadores, Agnichvâttas, Kumaras e outros divinos ,Filhos da Chama e da Sabedoria>, salvadores da humanidade, que tanto trabalharam do relativo ao homem puramente espiritual. 

       Prometeu rouba o Fogo Divino para permitir que os homens procedam de um modo consciente na senda da evolução espiritual transformando assim o mais perfeito dos animais da Terra num deus potencial e o fazendo livre para 'tomar pela violência o reino dos céus' . Daí a maldição que Zeus (Júpiter) lançou contra o rebelde Titã. Acorrentado numa rocha Zeus o castiga enviando um abutre que sem cessar o ia devorando às entranhas (alegoria dos apetites e concupiscência), até que Hércules, por fim, o livrou de tão cruel sacrifício. É um deus filantropo e grande benfeitor da humanidade, a qual elevou até a civilização e que a iniciou no conhecimento de todas as artes; é o aspecto divino de Manas que se estende até Buddhi e se funde com ele. É também o Pramantha personificado, e tem seu protótipo no divino personagem Mâtarizvan, estreitamente associado com Agni, o deus do fogo dos Vedas.  O nome Prometeu significa: 'Que vê o porvir, previsor' ”. (HPB)

                                             [ NO ARCO DAS INICIAÇÕES Cap. VII]
Rayom Ra
 
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Princípios e Personalidades [Reflexos do que Somos] (I)

   “A generalidade do ego que o mundo esotérico conhece, circunscreve o tradicionalmente abordado sobre a sua constituição endógena, ou seja, a estrutura fundamentada pelos corpos e suas funções, como também as polarizações, as atomicidades, a aura e aspectos externados pelo eu personalidade ao longo das vidas terrenas. Sabemos que a riqueza do conhecimento chega ao mundo através da sabedoria experienciada por personalidades nas lidas da vida e pela ânsia do saber.

       Nenhuma conquista do homem teria significativamente existido, não fosse pelas personalidades mergulhadas no ocultismo, dedicadas única e exclusivamente às pesquisas das formas, energias, forças e poderes espirituais que resultaram em incrível soma do conhecimento nos mais variados tipos e meios. 

       A ciência do ontem foi o pai-mãe da ciência do hoje. As civilizações gloriosas do passado, onde o conhecimento do oculto aplicado diretamente às vidas das populações pelos sagrados sacerdotes e homens sábios, foram responsáveis por imprimirem nas almas imaturas as energias que se faziam necessárias para futuros despertares de valores maiores para todos.

       Hoje o mundo científico materialista representa para os homens comuns de nossa era o modelo do conhecimento universal. O ceticismo isola e renega o passado, introduzindo na Terra outra história, diferente daquela de longuíssimas eras e civilizações abrigantes de muitos milhões de almas. Omitem, necessariamente, a praticidade do conhecimento oculto introduzido nas antigas sociedades, que, depois, quando as trevas desciam engolfando tudo, foi novamente velado e guardado.

       Neste momento, Nova Era se apresenta para mais um empuxo nas vidas, lado a lado com a eletrônica, atomismos, quantismos, voos espaciais e tantas outras atrações, muitas já conhecidas nos evos do antanho por diversos outros caminhos. Os raios cósmicos e as chamas são as mais recentes reintroduções do saber, direcionados para o conhecimento mais profundo e substancial de egos e reinos.

       A incontáveis gerações em ignotas civilizações, a ciência dos raios e uso das chamas já eram manipulados, embora por poucos eletivos e luminares homens. Agora, nesta Era de Aquário, voltam em obediência à lei cíclica de todas as coisas, porém na espiral de cima.

       De mestre Djwhal Khul retiramos pequeno trecho sobre raios e personalidades e outras pérolas a mais do conhecimento, que assim apresentamos”:
                                                                                                                        (Rayom Ra) 

   
     Há, todavia, um ponto que merece consideração e que poderia ser tocado sob a forma de uma pergunta. O estudante poderia bem inquerir sobre o assunto da maneira seguinte:

    Algumas pessoas abordam o problema do Ser através de uma apreciação mental; outras, através da compreensão do coração; algumas são motivadas através da cabeça; algumas fazem coisas ou evitam fazê-las porque sabem mais do que sentem; algumas reagem ao seu ambiente mentalmente, em vez de emocionalmente.

     O ponto onde procurar a iluminação é se o caminho para alguns não é servir porque eles conhecem mais do que amam a Deus, a Quem, afinal de contas, é apenas o mais íntimo ser deles.

      Não é este o caminho do ocultista e do sábio, em vez do caminho do místico e do santo? Quando tudo é dito e feito, não é uma questão, primariamente do raio em que se está e do Mestre sob quem se serve no próprio aprendizado? Não é o verdadeiro conhecimento uma espécie de amor intelectual? Se um poeta pode compor uma ode à beleza intelectual, por que não podemos nós expressar apreciação por uma unidade que é concebida da cabeça em lugar do coração? Os corações estão suficientemente bem em seus caminhos, mas não são adequados ao áspero uso do mundo.

     Pode alguém fazer algo mais do que aceitar sua presente limitação enquanto procura tal transcendência como a que é sua pela Divina Lei da Evolução? Não haverá (por comparação) tal coisa como um complexo de inferioridade espiritual da parte dos que são sensíveis (e talvez supersensíveis) no fato de que, enquanto suas vidas intelectuais estão cheias de interesse, não foi possível fazer o deserto de seus corações florir como a rosa?

    Em outras palavras, considerando que alguém sirva em sua aceitação da Fraternidade na Presença do Pai, que diferença faz se o postulado fundamental é para ele um assunto da cabeça em vez do coração?

     Eu responderia a tal questionário: Não é uma questão de raio ou mesmo da distinção básica entre o ocultista e o místico. No indivíduo completo, tanto a cabeça quanto o coração precisam funcionar com igual força no tempo e no espaço, todavia, e durante o processo de evolução, os indivíduos se distinguem por uma predominante tendência em qualquer vida; é somente porque não vemos o quadro todo, que nós traçamos estas separações temporárias. Numa vida o homem pode ser predominantemente mental e para ele o caminho do Amor de Deus seria inadequado.

     O Amor de Deus enche plenamente seu coração e em grau considerável sua aproximação oculta se baseia na percepção mística de vidas passadas. Para ele o problema é conhecer Deus, com o propósito de interpretar aquele conhecimento em amor a tudo. Amor responsável, demonstrado no dever pelo grupo e pela família, é por isso para ele a linha de menor resistência. O amor universal irradiando-se para toda a natureza e todas as formas de vida, seguir-se-á a um mais desenvolvido conhecimento de Deus, mas isto será parte de seu desenvolvimento em uma outra existência.

     Os estudantes da natureza humana (e isto todos os aspirantes deviam fazer) fariam bem em ter presente na mente que há temporárias diferenças. As pessoas diferem em:

     a) Raio (o que afeta predominantemente o magnetismo da vida).
    b) Aproximação à verdade, quer o poder condutor mais forte seja o caminho
         oculto, quer seja o místico.
     c) Polarização, decidindo o propósito emocional, mental ou físico, de uma vida.
     d) Status de evolução, conduzindo às diversidades vistas entre os homens.
     e) Signo astrológico, determinando a tendência de qualquer vida particular.
     f) Raça, submetendo a personalidade ao especial pensamento-forma racial.

     O subraio onde um homem se encontra, aquele raio menor que varia de encarnação a encarnação, dá-lhe grandemente sua tonalidade para esta vida. É sua coloração secundária. Não se esqueçam, o raio primário da Mônada continua-se através do aeon. Não muda. Ele é um dos três raios primários que finalmente sintetizam os filhos dos homens.

     O raio do ego varia de ronda em ronda, e, nas almas mais evoluídas, de raça para raça, e compreende um dos cinco raios de nossa presente evolução. É o raio predominante em relação ao qual vibra o corpo causal de um homem. Ele pode corresponder ao raio da Mônada, ou pode ser uma das cores complementares à primária.

     O raio da personalidade varia de vida para vida até que tenha percorrido toda a gama dos sete subraios do raio Monádico.

     Por isso, ao lidar com as pessoas cujas Mônadas estejam num raio semelhante ou complementar, verão que elas se aproximam com uma simpatia recíproca. Precisamos lembrar, todavia, que a evolução precisa estar muito avançada para o raio da Mônada influir extensamente. Assim, a maioria dos casos não estão nesta categoria.

     Com os homens medianamente avançados, que estão lutando para alcançarem o ideal, a semelhança do raio egóico produzirá compreensão mútua e a amizade seguir-se-á. É fácil para duas pessoas no mesmo raio egóico compreenderem o ponto de vista recíproco e elas se tornam grandes amigas, com inabalável fé uma na outra, pois cada uma reconhece a outra agindo como se fosse ela própria agindo.

     Mas quando (acrescentando à similaridade egóica do raio) se tem o mesmo raio da personalidade, então se tem uma daquelas raras coisas, uma perfeita amizade, um casamento bem sucedido, um inquebrantável elo entre dois. Isto é raro, na verdade.

     Quando se trata de duas pessoas no mesmo raio da personalidade, mas com o raio egóico dissemelhante, é possível haver aquelas amizades breves e repentinas afinidades, que são tão efêmeras quanto uma borboleta. É preciso ter estas coisas presentes na mente e com seu reconhecimento vem a habilidade em ser adaptável. A clareza da visão traz como resultado uma atitude circunspeta.

     Outra causa de diferença pode ser devida à polarização dos corpos. A não ser que também isto seja identificado ao lidar com as pessoas, seguir-se-á uma falta de compreensão. Quando se usa o termo “um homem polarizado em seu corpo astral” – realmente se pensa num homem cujo ego trabalha, principalmente, através daquele veículo. A polaridade indica a clareza do canal. Permitam-me ilustrar.

     O ego do homem comum tem seu habitat no terceiro subplano do plano mental. Se um homem tiver o veículo astral grandemente composto da matéria do terceiro subplano astral e o veículo mental, na maior parte no quinto subplano, o ego centralizará seu esforço no corpo astral. Se ele tiver o corpo mental com matéria do quarto subplano e o corpo astral com matéria do quinto subplano, a polarização será mental. Quando se fala do ego controlando mais ou menos um homem, realmente se pensa que ele empregou em seus corpos matérias dos subplanos superiores.

     Somente quando o homem tiver quase completamente eliminado a matéria do sétimo, sexto e quinto subplanos de seus veículos o ego controlará com interesse. Quando ele tiver empregado certa proporção do quarto subplano, o ego estenderá o seu controle; quando houver certa proporção do terceiro subplano, então o homem estará no Caminho; quando a matéria do segundo subplano predomina, então ele é um iniciado e quando ele tem matéria somente de substância atômica, ele se torna um Mestre. Por isso, o subplano em que o homem está é de importância, e o reconhecimento de sua potencialização elucida a vida.

     A terceira coisa que é preciso lembrar é que mesmo quando estes dois pontos são admitidos, a idade da experiência da alma frequentemente provoca falta de compreensão. Os dois pontos acima não nos levam muito longe, pois a capacidade de sentir o raio de um homem ainda não é para a raça atual. Uma suposição aproximada e o uso da intuição é tudo que é possível por agora. Os poucos evoluídos não podem compreender completamente os muito evoluídos e, num grau menor, o ego avançado não compreende um iniciado. O maior pode entender o menor, mas o inverso não é o caso.

     Relativamente à ação daqueles cujo ponto de realização transcende de muito o de vocês, posso apenas pedir-lhes para fazer três coisas:

     1. Não Julgar. A visão deles é maior. Não se esqueçam de que uma das maiores qualidades que já terão alcançado os membros da Loja é sua capacidade de visualizar a destruição da forma como não importante. Eles se ocupam é com a vida em evolução.

     2. Entendam que todos os acontecimentos são provocados pelos Irmãos com um sábio propósito em vista. Iniciados de graus inferiores, se bem que agentes absolutamente livres, enquadram-se nos planos de seus superiores, assim como vocês fazem em seu caminho inferior. Eles têm suas lições para aprender e a regra do aprendizado é que toda experiência tenha que ser comprada. A apreensão vem da punição que segue um ato mal interpretado. Seus superiores estão atentos para transmutar para o bem situações geradas pelos erros dos que estão em situação inferior no ponto do desenvolvimento.

     3. Lembrem-se também que a Lei da Reencarnação conserva oculto o segredo da presente crise. Grupos de egos chegam juntos para esgotarem certo carma envolvido com dias passados. Os homens erraram pesadamente no passado. A punição e a transmutação são a tarefa natural. A violência e a crueldade no passado amadurecerão seu pesado carma, mas está nas mãos de todos agora transmutar os velhos enganos.

     Tenham também em mente que os princípios são eternos, as personalidades temporais. Os princípios devem ser encarados à luz da eternidade; as personalidades do ponto de vista do tempo. O problema é que, em muitas situações, dois princípios estão envolvidos, um dos quais é secundário. A dificuldade jaz no fato de que (sendo ambos princípios) estão ambos certos. É uma regra para uma orientação segura lembrar sempre que usualmente os princípios básicos (para sua sábia compreensão e adequada utilização) apelam para o uso da intuição, enquanto que os princípios secundários são mais puramente mentais. 

     Os métodos, por conseguinte, necessariamente diferem. Quando se apoiam nos princípios básicos, os métodos mais prudentes são o silêncio e uma confiança alegre em que a Lei trabalha, o evitar toda a intromissão da personalidade exceto os comentários amorosos e sábios e uma determinação em ver tudo á luz da eternidade e não do tempo, acoplados com um esforço constante em seguir a lei do amor e ver somente o divino nos seus irmãos, mesmo se num campo oposto.
                                       [Um Tratado Sobre a Magia Branca]
Rayom Ra
 
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