domingo, 23 de abril de 2017

Exercício Respiratório para Controlar os Pensamentos - Paul Brunton

Subrahmanyam Iyer e Paul Brunton 
  O estudante que haja completado a terceira etapa da meditação delineada no capítulo anterior, revela com isso haver deitado a mão na charrua com paciência beneditina e esforço ardoroso. Encetou uma tarefa que apela para algumas das melhores qualidades do caráter humano e algumas das mais inusitadas capacidades mentais. Seu empenho é deveras digno de louvor, por que tem de leva-lo a cabo sozinho, na solidão de seu próprio cômodo, e sem contar com o estímulo gregário que o estudo coletivo oferece aos alunos de matéria outras que não o autoconhecimento. A linha de reflexões que estas páginas lhe traçam é precisamente a mais bem adequada à meditação solitária.

  Tivesse ele a rara felicidade de se achar em estreita associação com um Adepto que demonstrasse em si próprio o alto atingimento que ele busca, e então, com toda a probabilidade, o labor de tal meditação interrogativa se lhe tornaria bem menor. Um tal instrutor, com um simples e intencional contato pessoal acende o fogo da experiência pessoal naqueles que combinam suas aspirações pelo ideal com sua fé no Instrutor. Este, em poucos minutos, dará mais a um discípulo do que se poderia obter durante muitos meses de labor solitário.

  É sumamente difícil encontrar-se um Adepto no mundo moderno, conquanto não faltem seus fracos imitadores, e por isso estas páginas foram escritas para prestar uma pequena ajuda ao estudante que só conta com seu esforço pessoal. Se ler estas páginas com aguda atenção, acendrado interesse e genuíno desejo de descobrir a verdade à custa de banir os preconceitos pessoais; se absorver o seu conteúdo de sorte que a mera leitura do livro lhe ministre uma experiência interna, então ele irá longe e logrará um atraente prêmio espiritual por seu trabalho.

  Se estas páginas forem lidas de maneira correta, com profunda atenção e entranhado sentimento, poderão despertar as energias secretas latentes no ser humano, e então a própria leitura proverá o estudante de uma genuína experiência espiritual. Pois não só traça uma senda para o seu eu divino, como habilita o estudante sincero a percorrer toda essa senda.

  O final desta terceira etapa encerra o período preparatório da viagem interna do estudante. Até aqui ele tem trabalhado duramente em suas práticas, mas sem muita recompensa tangível; doravante ele ingressará num curso onde obterá novas experiências, que lhe prognosticam a esplêndida meta final que o aguarda e o compensará amplamente por todo mínimo esforço feito. Todas as dúvidas começarão a desaparecer gradativamente, todas as incertezas se desvanecerão progressivamente dele, pois encontrou a senda certa para o autoconhecimento.

  Até aqui temos sondado os recessos misteriosos do eu, temos trilhado parte do caminho com a ajuda da faculdade do pensamento, mas não se pode chegar à natureza quintessencial do eu apenas com essa ajuda. Podemos agora perceber quanto é o homem esmagado contra as barreiras do mistério tão logo começa a pensar de maneira realmente profunda. Onde o pensamento não pode ir, algo mais está para surgir e conduzir-nos para adiante. O pensamento racional nos proporciona um esplêndido instrumento para compreender a vida e o mundo até certo ponto, mas é um erro imaginar que por isso seja o único instrumento útil para nós.

  O novo elemento é a intuição, a compreensão direta. Quando falha o pensamento, podemos encontrar este estado de guia intuitivo, por meio de uma busca sutil e eterna. Está aqui, dentro de nós, e ao alcance de todos está a sua descoberta. É este o significado da frase de Jesus: “Buscai e achareis”. Poucos são os que se dão ao trabalho de inquirir-se internamente, por isso, poucos são os que acham.

  Como se há despertar a intuição?

  Quando o intelecto analítico e raciocinador afrouxa a sua atividade, então a intuição encontra um campo limpo onde manifestar-se. Quando as vagas do pensamento não mais se levantam nem caem na superfície da mente, esta se torna qual lago calmo e diáfano em que o sol da intuição pode refletir sem empecilhos nem distorções. É, pois, necessário, encontrar-se meios de reduzir a constante agitação do intelecto.

  Isso se consegue por um duplo processo. O primeiro consiste de um esforço para dirigir os pensamentos ao longo de um canal simples e de determinada espécie, isto é, da concentração numa elevada ideia abstrata. Se praticastes rigorosamente os exercícios de meditação já indicados, ou deliberadamente vos dedicastes a inspiradas obras artísticas, então parte deste processo terá inevitavelmente sido executada em grande extensão e começarão a ser percebidos relâmpagos de intuição.

  O segundo processo implica no domínio da respiração. A razão disto é que existe uma profunda conexão entre a respiração e o pensamento. Os movimentos respiratórios se sincronizam, de maneira muito notável com os movimentos do pensamento. O respirar parece um ato demasiado simples, e talvez pareça estranho que deva exercer qualquer efeito sobre a ação mental, porém as investigações e as experiências provam concludentemente este fato. A maioria das pessoas subestima o poder da respiração, porém os antigos jesuítas no Ocidente e os iogues na Índia, mais sábios, incluíram os exercícios respiratórios em seu sistema de treinamento. Os que não estudaram o assunto não podem compreender as surpreendentes transformações que se podem produzir no corpo e na mente pela simples mudança do ritmo respiratório.

  Uma criança sabe que um rápido sopro no leite fervendo o esfria, e que o mesmo sopro feito na mão gelada a aquece. Contudo, nós ainda não compreendemos que também se pode empregar a respiração para resistir às moléstias do corpo, suportar os efeitos do intenso calor ou frio, e modificar o teor de nossos pensamentos. Considerais por um momento, que quando vos achais excitado, vossa respiração se torna curta e rápida, mas quando vos achais mergulhados em profundos pensamentos, ela se torna lenta e silenciosa. Observai um homem que respire em solavancos tumultuosos e vereis que seus músculos estão igualmente agitados. Não demonstra isto quanto de entrosamento existe entre a respiração e a mente?

  A respiração é normalmente uma função inconsciente da vida. Qualquer tentativa para alterá-la se converterá prontamente numa função consciente. E assim, o estudante desejoso de afetar a sua mentalidade através da respiração, deverá reservar breves períodos em que deliberadamente altere o seu ritmo respiratório. Se estes períodos forem utilizados da maneira adiante descrita, obedecendo cuidadosamente às instruções simples que seguem, os efeitos resultantes sobre seus pensamentos serão no devido tempo os mais marcantes. É importante que não se afaste dessas instruções nem jamais as varie.

  Aqui é essencial uma palavra de advertência contra a prática indiscriminada de respirações, divulgadas por publicações sobre Ioga indiana. Com um instrutor para guiar e proteger, torna-se segura a senda do controle da respiração da Ioga, mas sem tal assistência é uma senda sumamente perigosa. Como me disse certa vez um grande Iogue indiano, enquanto estávamos sentados à sombra de um pequeno bosque: “Os antigos mestres que conheciam os diferentes efeitos das diversas respirações, nos dizem que através da respiração podemos tornar-nos tão poderosos como os deuses, como podemos também cair na insânia em incuráveis moléstias e em morte súbita. Compreendereis então que onde as recompensas são tão grandes, os perigos não são menos grandes. Em nosso sistema há exercícios para diferentes finalidades, e se alguns são inofensivos, outros, se erroneamente feitos, poderão ser de graves consequências”.

  Todavia, o exercício respiratório aqui indicado não oferece perigo e pode ser praticado sem receio. Este é o único tipo de exercício de Ioga, que se pode praticar seguramente, embora sem a supervisão de um instrutor, ao passo que, por outro lado, é tão simples que ninguém pode deixar de praticá-lo acertadamente. Mas as pessoas que sofrerem de moléstias cardíacas, não deverão praticar qualquer espécie de exercício respiratório.

  Este exercício consiste em reduzir o ritmo da respiração até um ponto abaixo da média normal. Não se pode descrever aqui o ponto preciso, pois varia com os diferentes tipos de pessoas, em parte de acordo com a capacidade variável dos pulmões e em parte de acordo com os diferentes graus de sensibilidade nervosa. A pessoa comum, de boa saúde, respira aproximadamente quinze vezes por minuto. Não obstante, a redução completa não deve ser feita num golpe; é sempre preferível introduzir essas alterações gradativamente, e não de maneira violenta.

EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO

  Começai exalando muito lentamente, depois inalai suavemente, em seguida retende a respiração momentaneamente, e afinal expirai de novo. Fazei isso com plena atenção e olhos fechados. É importante que o estudante verta toda a sua consciência nesta respiração, até lhe parecer viver nela durante todo aquele tempo.

  Este exercício é para ser praticado pelos principiantes durante cinco minutos – e não mais. Os estudantes adiantados podem estender o período sucessivamente até dez, quinze e vinte minutos, à medida que progridam. Ninguém deve ultrapassar o último limite.

  Requer-se um esforço a sós, lento, regular e tranquilo. Não deve haver nenhuma respiração profunda que seja tensa ou violenta, pois isso frustraria o objetivo do estudante, mas deve reinar um completo relaxamento muscular. Pode-se tomar como sinal de êxito quando o ritmo da respiração flui suave e espontaneamente, de tal sorte que não mova uma pluma colocada diante de suas narinas. Contudo, se a qualquer momento sentir o mais leve incômodo ou ânsia na respiração, deve parar imediatamente e inteirar-se de que seu exercício está sendo feito errado.

  Que respire por ambas as narinas: qualquer estudante americano ou europeu que pratique a respiração Iogue alternando as narinas está pondo em grande risco sua saúde e sanidade. Abandone-a, pois. Pulmões dilatados constituem o menor perigo. Tais exercícios artificiais e contrários à natureza são geralmente praticados tendo em vista a obtenção de poderes psíquicos: nada têm de comum com o domínio natural aqui proposto como meio de aquietar a excitação mental e tornar a respiração tão plácida quanto a de um bebê no ventre materno.

  Este exercício se baseia no simples fato de que a respiração é um vínculo entre a mente e o corpo, pois ela supre o cérebro de sangue arterial. Diminuir o ciclo é encurtar o suprimento de sangue ao cérebro, e, portanto, retardar o ciclo de pensamentos. “A respiração é o cavalo e a mente é o cavaleiro”, dizem os tibetanos. Assim, a tensão e o relaxamento do cérebro, o aparecimento e o desaparecimento dos pensamentos, se correspondem em harmonia peculiar com o ciclo respiratório e podem ser colocados sob domínio.

  O efeito sobre o estudante causado pelo afrouxamento do ritmo de sua respiração, será um bom humor, uma calma derivada da constante vibração do pensamento, um óleo santo derramado sobre o agitado mar da vida, e uma condição mental mais abstrata. E a aplicada concentração de sua atenção o fará esquecer outras coisas durante aquele ato, de sorte que ele sentirá haver-se tornado “um filho da respiração”, por assim dizer. Ele se engolfa totalmente no processo da respiração modificada, funde com ela sua mente, submerge todos os demais pensamentos em observá-lo, e assim se torna temporariamente transformado numa pessoa mais sutil e sensível. Uma etapa tal não se alcança imediatamente, senão após semanas de exercícios regulares.

  A influência destes exercícios tão simples sobre a mente dificilmente pode ser apreciada pelos que nunca os puseram em prática; restauram um ritmo harmonioso na máquina humana, e podem transformar um coração agoniado num coração pacífico com todo o mundo.

  Há anos um bem conhecido jornalista da Fleet Street (Rua da Esquadra) foi inesperadamente promovido a editor de um famoso jornal de Londres. Ele era escocês, e naturalmente ambicioso, de sorte que resolveu fazer o máximo por “melhorar” tudo em seu novo posto. Não se poupou nenhum esforço, mas conduziu-se como um feitor de escravos para tornar um êxito a sua função de editor. E trabalhou tão arduamente, sobrecarregou-se de tantas responsabilidades, que soou a hora em que a ultrajada Natureza lhe exigiu o seu inexorável preço. Sofreu um colapso e teve que ser afastado de seu cargo e de seu posto por exaustão nervosa.

 Passou vários meses num sanatório à beira mar, recuperando-se lentamente seus desgastados nervos e depauperado corpo. Mas foi só depois de lhe haver sido ministrado este exercício respiratório, que ele acelerou o seu restabelecimento e pôde retornar à Fleet Street, e não apenas como um homem curado, mas como um homem novo. Toda a sua visão de vida se transformara pela prática deste simples exercício. Daí em diante foi capaz de aprofundar a vida, de aprender a finalidade espiritual por trás de todas as coisas e de sentir a divina harmonia subjacente em todas as discordâncias da existência moderna.

  Além desse seu objetivo específico, este exercício também poderá ser aplicado em outras ocasiões, durante o dia. Se em qualquer ocasião, vosso autodomínio for sacudido por violentas paixões ou distúrbios emocionais, quaisquer que sejam, recorrei imediatamente à prática deste exercício respiratório, até que o perigo tenha passado. Sob tais condições, notar-se-á a sua grande eficácia.

  No entanto, para os propósitos deste exame de si mesmo, o estudante deve praticar o controle respiratório só imediatamente depois de terminado o exercício de meditação. Ele terá chegado a um aparente beco sem saída no final de sua meditação, em que parece haver um branco muro mental. Pois, tendo interrogado o corpo, os sentimentos e o intelecto, cada um por sua vez, não terá conseguido encontrar em cada um deles o “eu” ilusório que busca. Ele se defrontará com o nada, pois o que é que existe num homem depois de eliminado o corpo, os sentimentos e o intelecto? Com isso ele termina a sua meditação, finda com o suplício de seu cérebro com introspecções pouco comuns, e volve sua mente para o exercício acima, de controle respiratório.

  Ao lograr sucesso nesta prática, começará a obter um estado mental em que os pensamentos jazerão silenciosos como serpentes encantadas. Começará a obter a placidez mental, que é um dos principais objetivos da Ioga indiana, mas o conseguirá sem ter de suportar a tensão, luta e perigo envolvidos nos exercícios respiratórios “ióguicos” que indivíduos insensatos tornaram indiscriminadamente conhecidos ao Ocidente.

  Fonte: O Caminho Secreto, por Paul Brunton
  Editora Pensamento
Rayom Ra
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sábado, 15 de abril de 2017

Magia - A Grande Ciência


  Segundo Deveria e outros orientalistas “as nações mais antigas, mais cultas e ilustradas, consideravam a Magia como uma ciência sagrada inseparável da religião(1) Os egípcios, por exemplo, constituíam-se em um dos povos mais sinceramente religioso, como eram e ainda são hoje em dia os indus. “A magia consiste no culto dos deuses, e se a adquire mediante esse culto”, dizia Platão. Como, pois, uma nação que, graças ao irrecusável testemunho de inscrições e papiros, fazendo assim provar que havia crido firmemente na Magia durante milhares de anos, podia ter sido induzida ao erro por espaço de tanto tempo? É provável que gerações após gerações de uma hierarquia ilustrada e piedosa, muitas das quais levaram uma vida de martírio próprio, de santidade e ascetismo pudessem continuar a enganarem-se a si próprias e enganando ao povo (ou tão somente a este último), por prazer de perpetuar a crença nos “milagres?”.

  Dizem que os fanáticos são capazes de qualquer coisa para inculcar a crença em seu deus e em seus ídolos. Porém, a isso contestaremos que em tal caso os brahamanes e os rekhget-amens ou hierofantes egípcios não houvessem popularizado a crença no poder do homem mediante as práticas mágicas, para disporem dos serviços dos deuses; deuses que na realidade não são outra coisa que as potências ocultas da natureza, personificadas pelos mesmos sacerdotes instruídos, em que eles veneravam tão somente os atributos do Princípio Uno desconhecido e sem nome.

  Como expressa muito notadamente Proclo, o platônico: “Quando os antigos sacerdotes consideravam que existia certa aliança e simpatia mútua entre as coisas naturais e entre as coisas manifestas e os poderes ocultos, e descobrissem que todas as coisas subsistem no todo, fundaram desta mútua simpatia e similitude uma ciência sagrada.... e aplicaram para fins ocultos tanto a natureza celestial quanto a terrestre, graças as quais, e por efeito de certa similitude, deduziram a existência de virtudes divinas nesta mansão inferior”.

  A Magia é a ciência de comunicar-se com potências supremas e supramundanas e dirigi-las, assim como de exercer comando sobre as de esferas inferiores; é um conhecimento prático dos mistérios ocultos da Natureza, conhecidos unicamente por uns poucos, por razão de serem tão difíceis de aprender sem incorrer em pecados contra a Natureza.

  Os místicos antigos e os da Idade Média dividiam a Magia em três classes: Teurgia, Goécia e Magia Natural. “Desde há muito tempo, a Teurgia tem sido apropriada como a esfera particular dos teósofos e metafísicos, disse Kenneth Mackenzie. A Goécia é magia negra e a Magia natural ou branca se tem elevado saudável com suas asas a uma alta posição de um estudo exato e progressivo”. Os comentários colocados por nosso copioso e sábio irmão são dignos de atenção.

  Os desejos materiais, realistas dos tempos modernos, têm contribuído para desacreditar a Magia e pô-la no ridículo. A fé (em si mesmo) é um elemento essencial na Magia, e existia muito tempo antes de outras ideias que presumem sua preexistência. Tem-se dito que se requer de um sábio para se fazer de louco e as ideias de um homem devem ser exaltadas quase até a loucura, isto é, as aptidões de seu cérebro terão de aumentar até um nível muito mais elevado que o baixo e miserável estado da civilização moderna, antes que ele possa converter-se num verdadeiro mago; por que ele, ao ir-se em busca desta ciência, implica a certo grau de isolamento e abnegação.

  Um isolamento muito grande, por certo, na sua realização constitui-se por si só num fenômeno maravilhoso, num milagre. Por outro lado, a Magia não é nenhuma coisa sobrenatural. Segundo expõem Jâmblico: “eles, por meio da teurgia sacerdotal, declaram que podem remontar às Essências mais elevadas e universais e até aquelas que estão sobre os destinos, isto é, até Deus e o Demiurgo, sem fazer uso da matéria nem assumir coisa alguma, exceto a observação de um tempo razoável”.

  Alguns já começam a reconhecer a existência de poderes e influências sutís na Natureza, do que até agora nada sabiam. Porém, como justamente notou o doutor Carter Blake: “o décimo nono século não é aquele que tenha observado a gênesis dos novos métodos do pensamento nem a consumação dos antigos” ao que adita Mr. Bonwich: “se os antigos sabiam muito pouco de nosso modo de investigação dos segredos da Natureza, nós sabemos menos ainda daquilo que empregavam.

  - [Magia: Sabedoria: a Ciência e Arte de utilizar conscientemente poderes invisíveis (espirituais) para produzir efeitos visíveis. A vontade, o amor e a imaginação são poderes mágicos que todos possuem, e aquele que sabe a maneira de desenvolvê-los e servir-se deles de um modo consciente e eficaz, é um Mago.

  Aquele que os emprega para o bem pratica a magia branca; e o que os usa para fins egoístas ou maus é um mago negro. (2) Paracelso, emprega a palavra Magia para designar o mais elevado poder do espírito humano para governar todas as influências exteriores com o objetivo de fazer o bem. A ação de servir-se de poderes invisíveis para fins reprováveis o denomina de necromancia, por que os elementais dos mortos são frequentemente utilizados como meio de transmitir más influências. A feitiçaria não é Magia. Fala-se desta na mesma relação que as trevas detêm com a luz. A feitiçaria trata das forças da alma animal; a Magia trata do poder supremo do Espírito. (F. Hartmann)].

   (1) A respeito desta colocação, os ensinamentos da igreja cristã sobre um mundo espiritual superposto ao mundo físico da maneira como são passados, para muitos estudantes de magia é algo desprezível mantido por pessoas ignorantes, bem diferentes de uma realidade científico-espiritual somente encontrada em grandes e tradicionais escolas de mistérios. Nada mais enganoso e discriminatório, em relação aos maus estudantes daquelas boas escolas, pois no Velho e Novo Testamentos são encontradas iniludíveis referências da simbologia oculta que magos entendiam, a começar por Moisés que escreveu o Pentateuco.
  A magia está não somente embutida em toda a simbologia da Igreja, mas também claramente assente na sua liturgia e muito mais especialmente, na missa, copiados todos esses básicos modelos da antiga gnose como forças em si mesmas, sendo peças importantes e incontestes na infraestrutura da igreja de Cristo na Terra. 
  O estudante de magia que despreza qualquer derivação ou denominação da igreja cristã, por acha-la estúpida e idólatra, enredada no mercantilismo da fé e artífice dos inomináveis crimes praticados contra a humanidade, precisará antes de tudo entender que o cristianismo atravessou uma era negra da humanidade, em que grandes representantes de Deus na Terra precisaram em muito ocultarem-se das forças opressoras por que a humanidade necessitava viver nela mesma o seu resgate cármico acumulado, conforme bem alertou Jesus ao dizer: “Não penseis que vim trazer paz a Terra, não vim trazer a paz, mas a espada”. Entendamos aqui onde está o ensinamento oculto e onde está a profecia terrena.
  Os mansos e sábios que se ofereceram ao mundo e que de tempos em tempos foram supliciados e martirizados pelos déspotas mandatários, a isto desejaram passar para que o exemplo da fé trazida pelo Maior de Deus, que encarnou a verdadeira Luz, fosse reforçado e lembrado sem véus, pois além de suas corajosas pregações, dos amargores e traição, foi cruelmente crucificado pelos homens sem luz, perdoando-os.
  Lembremos também que homens com indignas participações sacerdotais na necessária religião cristã, sabotaram os mais coerentes princípios esposados pelo Grande Mestre e Profetas inspirados, sendo hoje, muitíssimos deles, pela lei de causa e efeito, os ancestrais de suas próprias e atuais encarnações. (Rayom Ra)

  (2) Neste particular é sabido que os praticantes da magia branca usam os poderes da natureza na curva ascendente do arco de manifestação da Vida, na forma de elementos positivos em evolução. O mago negro utiliza-se dos poderes descendentes do arco para seus atos nefandos. Sabemos que o arco compreende de um lado as forças e hierarquias de seres elementais que descem para a formação dos planos ou dimensões, trazendo nele a natureza “involucionária” na sua polaridade negativa. Opostamente, o outro arco leva para cima todos os habitantes de reinos e hierarquias de seres elementais nas suas realidades evolucionárias, após incontáveis eras de experiências e avanços. (Rayom Ra)

  Fonte: Glosario Teosofico por HPB
  Tradução Espanhol/Português – Rayom Ra

Rayom Ra
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

A Chave da Magia

Emerald Tablets Of Thoth: 50,000 Year Old Tablets Reportedly From Atlantis

TÁBUA VI – A TÁBUA DAS ESMERALDAS
  A história das tábuas traduzida nas seguintes páginas é estranha e muito além da avaliação pelos métodos científicos modernos. Sua antiguidade é estupenda, datada de uns 36.000 anos a.C. O escritor é Thoth, um rei sacerdote Atlante que fundou uma colônia no antigo Egito depois do afogamento da pátria mãe.

  Ele foi o construtor da Grande Pirâmide de Giza, erroneamento atribuída a Keops. Nela, ele incorporou o conhecimento de sua sabedoria antiga e também seguramente resguardou registros e instrumentos da antiga Atlântida. Por uns 16.000 anos ele governou a antiga raça do Egito, desde 52.000 a.C. aproximadamente até 36.000 a. C. Nesse tempo, a antiga raça bárbara, na qual ele e seus seguidores haviam se estabelecido, tinha se elevado a um alto grau de civilização.

  Thoth era um imortal, ou seja, ele havia conquistado a morte, indo-se somente quando quisesse e não sendo então através da morte. Sua vasta sabedoria o fez governar sobre as várias colônias atlantes, incluindo as do Sul e as da América Central.

  Quando chegou o tempo de deixar o Egito, criou a Grande Pirâmide na entrada dos Grandes Salões de Amenti; colocou nela seus registros e pôs guardiões para os seus segredos dentre os mais evoluídos de sua gente.

  Em tempos posteriores, os descendentes desses guardiões tornaram-se sacerdotes das pirâmides para quem Thoth tornou-se uma divindade como o Deus da Sabedoria; ele que portava os registros para aqueles da era da escuridão que se seguiu após a sua morte. Pela lenda, os Salões de Amenti se transformaram em inframundos, os Salões dos deuses, onde as almas passavam por julgamentos após a morte.

  Durante eras posteriores, o ego de Thoth entrou em corpos de homens na forma descrita nas tábuas, e como tal, ele encarnou três vezes. Na última, foi conhecido como Hermes – o três vezes nascido. Nesta encarnação, deixou escritos conhecidos para os ocultistas modernos como As Tábuas das Esmeraldas, uma exposição posterior e muito menor dos antigos mistérios.

  As tábuas traduzidas neste trabalho são dez, que foram deixadas na Grande Pirâmide à custódia dos sacerdotes das pirâmides. As dez estão divididas em treze partes em nome da conveniência. As duas últimas são tão grandes e de tão largo alcance em sua importância que na atualidade estão proibidas de serem liberadas para o mundo. Sem dúvida, em seus conteúdos acham-se segredos que se provaram de inestimável valor ao estudante sério.

  Deveriam ser lidas, não uma vez, senão centenas de vezes posto que somente assim o verdadeiro significado consegue ser revelado. Uma leitura casual dará vislumbres de beleza, entretanto um estudo mais intenso abrirá veredas de sabedoria ao buscador.

  Mas agora umas palavras de como estes poderosos segredos se revelaram ao homem moderno depois de estarem escondidos por tanto tempo:

  Há uns 130 anos a.C. o Egito, o antigo Khem, estava em confusão e muitas delegações de sacerdotes foram enviadas a outras partes do mundo. Dentre aquelas havia alguns sacerdotes da pirâmide que portavam as Tábuas das Esmeraldas como um talisman, com que podiam exercer autoridade sobre os sacerdotes menos avançados de raças descendentes de outras colônias atlantes. Entendia-se da lenda que as tábuas davam ao portador a autoridade de Thoth.

  O grupo particular de sacerdotes que portava as tábuas emigrou para o Sul da América onde encontrou uma raça florescente, os Maias, que conservavam muito da sabedoria antiga. Os sacerdotes então ficaram entre eles e permaneceram. No século X, os Maias se haviam estabelecido ao largo do Yucatan e as tábuas foram colocadas debaixo do altar de um dos grandes templos do Deus Sol.

  Depois de os espanhóis terem conquistado os Maias, as cidades foram abandonadas e os tesouros dos templos esquecidos. Deveria ser entendido que a Grande Pirâmide do Egito foi e é, não obstante, um templo de iniciação dos mistérios. Jesus, Salomão, Apolônio e outros foram iniciados ali. O escritor (que tem uma conexão com a Grande Loja Branca que também trabalha através do sacerdócio da pirâmide) foi instruído para recuperar as antigas tábuas e retorna-las para a Grande Pirâmide. Isso, depois que foram terminadas as aventuras que não necessitam ser detalhadas aqui. Antes de retorná-las deram-lhe a permissão para traduzi-las e conservar uma cópia da sabedoria gravada nas tábuas.

  Isso se passou em 1925 e somente agora se tem a permissão para que parte daquilo seja publicada. Espera-se que muitos se enganem. Entretanto, o verdadeiro estudante lerá entrelinhas e ganhará sabedoria.

  Se a luz estiver em você, a luz que está gravada nessas tábuas responderá.

  Agora umas palavras para explicar como é o aspecto material das tábuas: consistem de doze tábuas verde-esmeralda, formadas de uma substância criada através de transmutação química. São imperecíveis, resistentes a todos os elementos e substâncias. Com efeito, a estrutura celular e atômica está mantida, nenhuma alteração teve lugar, nunca. Nesse aspecto, caso seja feita, violar-se-á a lei material da ionização.

  Sobre elas estão gravados caracteres em antigo idioma atlante; caracteres que respondem às ondas do pensamento, liberando a vibração mental associada com a mente do leitor. As tábuas estão unidas com aros de ligas de cor dourada suspensos por uma barra do mesmo material. Demasiado para aparência do material.

  A sabedoria ali contida é a base dos antigos mistérios. E para aquele que lê com olhos e mente abertos, sua sabedoria deverá aumentar cem vezes. Leiam. Creiam ou não, porém leiam. E a vibração ali encontrada despertará uma resposta em suas almas.

  Nas próximas páginas, revelarei alguns dos mistérios que não obstante têm sido somente tocados ligeiramente quer tenham sido por mim, por outros mestres ou por estudantes da verdade.

  A busca do homem pelo entendimento das leis que regulam sua vida tem sido interminável. No entanto, exatamente por trás dos véus que protegem os planos mais elevados da visão material do homem, a verdade tem existido pronta para ser assimilada por aqueles que alargam sua visão, mirando em sua busca o interior, e não o exterior. No silêncio dos sentidos materiais jaz a chave que revela a sabedoria. O que fala não sabe; o que sabe não fala.

  O conhecimento mais elevado é impronunciável, posto que existe como uma entidade em rotas alternativas que transcendem todas as palavras ou símbolos materiais. Todos os símbolos não são mais do que chaves para as portas que guiam às verdades, e muitas vezes as portas não se abrem por que as chaves parecem tão grandes que as coisas estando muito além delas não nos são visíveis.

 Se pudermos entender todas as chaves, veremos que todos os símbolos materiais são somente manifestações, representações de uma grande lei e verdade, e começaremos a desenvolver a visão que nos permitirá penetrar mais além dos véus.

  Todas as coisas em todos os universos se movem de acordo com a lei, e a lei que regula o movimento dos planetas não é mais imutável do que a lei que regula as expressões materiais do homem.

  A maior de todas as leis cósmicas é aquela que é responsável pela formação do homem como um ser material. O grande objetivo das escolas de mistérios em todas as eras tem sido revelar os trabalhos da lei que conecta o homem material ao homem espiritual. O enlace da conexão entre o homem material e o homem espiritual é o homem intelectual, posto que este toma parte tanto nas qualidades materiais quanto nas não materiais.

  O aspirante ao conhecimento mais elevado deve desenvolver o lado intelectual de sua natureza e assim reforçar sua vontade para ser capaz de se concentrar em todos os poderes de seu ser e no plano que deseje. A grande busca da luz, vida e amor começa exatamente no plano material. Levados ao máximo, seu objetivo final é a completa unidade com a concepção universal. A base no material é o primeiro passo; depois vem o objetivo mais elevado da conquista espiritual.

  Nas páginas seguintes lhes darei uma interpretação das Tábuas das Esmeraldas e seus significados secretos, escondidos e esotéricos. Ocultos nas palavras de Thoth estão muitos dos significados que não aparecem na superfície. A luz do conhecimento trazida sobre as Tábuas abrirá muitos campos novos ao pensamento.

  “Leiam e sejam sábios”, porém somente se a luz de suas próprias consciências despertar o profundo entendimento assentado que é uma qualidade inerente à alma.

  As Tábuas Esmeraldas de Thoth

TÁBUA VI
A CHAVE DA MAGIA

  Escuta, ó homem, à sabedoria da magia. Escuta ao conhecimento dos poderes esquecidos. Faz tempo, nos dias do primeiro homem, que a guerra entre a escuridão e a luz começou. O homem de então, como agora, estava pleno tanto de escuridão quanto de luz; e ainda que em algo da escuridão o inferno dominasse, de outra parte a luz tomava a alma. Se antiga é essa guerra, é eterna a luta entre a escuridão e a luz. Ferozmente é pelejada através de todas as eras, usando-se poderes ocultos estranhos ao homem. Adeptos têm sido envoltos com a negrura, lutando sempre contra a luz; porém, outros há que, plenos com resplendor, sempre têm conquistado a escuridão da noite. E onde se encontre, em todas as eras, seguramente saberás da batalha com a noite. Há muitas eras, os SÓIS da Manhã descendo, encontraram o mundo cheio com a noite e aí, nesse passado, começou a luta, a antiga Batalha da Escuridão com a Luz.

  Muitos, naquele tempo, estavam tão cheios de escuridade que fracamente iluminavam com luz a [própria] escuridão. Existiram alguns, mestres da escuridão, que buscaram preencher tudo com sua negrura; buscaram atrair a outros com sua noite. Os mestres do resplendor resistiram ferozmente, e ferozmente pelejaram contra eles desde a escuridão da noite, procurando sempre soltar os grilhões, as cadeias que atavam os homens à escuridão. Aqueles outros usavam sempre a magia negra, atraindo os homens por meio do poder da escuridão. A magia que cobriu a alma do homem com a escuridade. Reunidos como em uma ordem, Os Irmãos da Escuridade, através das eras, se antagonizaram com os filhos dos homens. Caminharam sempre em segredo e ocultos, sendo  ora encontrados ou não pelos filhos dos homens. Para sempre eles têm  caminhado e trabalhado na escuridão da noite. Silenciosa e secretamente usam seu poder escravizando e atando as almas dos homens. Vêm sem serem vistos e sem serem vistos se vão. O homem, na sua ignorância os chama abaixo.

  A escuridão é o caminho de viagem dos Irmãos Escuros, negro caminho de escuridade não da noite. Viajando sobre a Terra eles caminham através dos sonhos do homem. Eles têm ganho poderes da escuridade em seu derredor para fazerem um chamado aos moradores de seu plano de onde saem em formas que são escuras e não vistas pelo homem. Dentro da mente-espaço do homem chegam os Irmãos Escuros. Em torno dela cerram o véu da sua noite. Aqui, através da sua vida, essa alma habita em escravidão, atada pelos grilhões do véu da noite.

  Eles são poderosos no conhecimento proibido uma vez que são uno com a noite. Escuta tu, ó homem maior a minha advertência: livra-te da escravidão da noite. Não entregues tua alma aos Irmãos da Escuridade. Mantenha teu rosto sempre voltado para a Luz. Não sabes, ó homem, que teu pesar tem chegado unicamente através do véu da noite? Sim, homem, presta atenção à minha advertência: luta sempre para cima, volta tua alma para a Luz. Os Irmãos da Escuridade buscam a seus irmãos, aqueles que viajaram pelo caminho da Luz. Posto que eles sabem muito bem que, aqueles que têm viajado longe até o Sol nos seus caminhos de Luz, têm grandes e maiores poderes para atar com escuridade a seus filhos de Luz.

  Escuta, ó homem, ao que vem a ti. Porém, põe na balança se tuas palavras são de Luz. Posto que há muitos que caminham no escuro resplendor e, portanto, não são os filhos da Luz. É fácil seguir seu caminho, fácil seguir o caminho a que eles guiam. Não obstante, ó homem, põe atenção à minha advertência: a Luz somente chega ao que se esforça. Duro é o caminho que leva à Luz. Encontrarás muitas pedras em teu caminho; muitas serão as montanhas para escalares até a Luz. Porém, saibas, ó homem, que aquele que supera estará livre no caminho da Luz. Posto que tu sabes, ó homem, que, ao final, à Luz deves conquistar, e a escuridão e a noite devem se desvanecer na Luz. Escuta, ó homem, e presta atenção a esta sabedoria: inclusa como é a escuridão assim também é a Luz. Quando a escuridão se tenha desvanecida e todos os véus se acabem, ali brilhará da escuridão, a Luz. Inclusa [a escuridão] entre os homens, como existe nos Irmãos Escuros, assim também existe nos Irmãos da Luz. Antagonistas dos Irmãos da Escuridade, buscam eles libertar da noite aos homens. Potentes poderes eles têm.

  Conhecendo a Lei obedecem aos planetas. Trabalham sempre em harmonia e ordem, libertando a alma humana de sua escravidão da noite. Secretos e ocultos eles também caminham. Não são conhecidos para os filhos dos homens. Eles têm sempre combatido aos Irmãos Escuros, conquistado e conquistando o tempo sem fim. Não obstante, a Luz sempre ao final dominará afastando a escuridão da noite. Sim, homem, tenha em conta este conhecimento: sempre a um lado dos três caminham os Filhos da Luz. Mestres do poder do Sol, sempre sem serem vistos, são, porém, os guardiões dos homens. Aberto a todos está o seu caminho, aberto ao que caminhará na Luz. Eles são livres da Escura Amenti, livres dos Salões onde a Vida reina suprema. São eles Sóis e senhores da manhã, Filhos da Luz para brilhar entre os homens. Como o homem eles são e, no entanto, diferentes; nunca estiveram divididos desde o passado. Têm sido Uno na Unicidade eterna através de todo o espaço, desde o início do tempo. Chegaram de cima em Unidade com o Todo Único, desde o primeiro espaço formado e não formado. Eles têm dado ao homem segredos que o homem deverá guardar e protege-los de qualquer dano.

  Aquele que viajar pelo caminho do mestre deve estar livre da escravidão da noite. Deve conquistar o que não tem forma nem configuração, deve conquistar o fantasma do medo. Sendo conhecedor deve este ganhar todos os segredos, viajar pelo caminho que guia através da escuridão e assim sempre diante de si manter a luz de sua meta. Grandes obstáculos encontrará no caminho, mas deve avançar até a Luz do Sol. Escuta, ó homem, o Sol é o símbolo da Luz que brilha ao final de teu caminho. Agora dou-te os segredos. Para enfrentares ao poder escuro, encontra e conquista o medo da noite. Somente conhecendo podes conquistar, somente conhecendo podes ter Luz.

  Agora, dou-te o conhecimento sabido pelos Mestres, o conhecimento que conquista todos os medos escuros. Usa isto, a sabedoria que te dou. Mestre serás dos Irmãos da Noite. Quando a ti chegue um sentimento, atraindo-te ao portal mais escuro, examina teu coração e averigua se o sentimento que tens veio do interior. Se encontrares a escuridade em teus próprios sentimentos, desvanece-os de tua mente. Envia através de teu corpo uma onda de vibração; primeiro irregular e depois regular, repetindo-a uma outra vez até que estejas livre. Começa a Força da Onda em teu Cérebro Central. Dirige-a em ondas de tua cabeça aos teus pés. Porém, se encontrares que teu coração não está escurecido, esteja seguro que uma força está dirigida a ti. Somente por meio do conhecimento podes superá-la. Somente por meio da sabedoria podes tu esperar ser livre. O conhecimento trás a sabedoria e a sabedoria é poder. Alcança-a e terás poder sobre tudo. Encontra primeiro um lugar atado pela escuridade. Coloca um círculo ao teu redor. Permaneça ereto no meio do círculo.

  Usa esta fórmula e serás livre. Eleva tuas mãos até o espaço escuro sobre ti. Fecha teus olhos e atraia a Luz. Chama o Espírito da Luz através do Espaço-Tempo, usando estas palavras e serás livre: “Preencha meu corpo, Ó Espírito de Vida, preencha meu corpo com o Espírito de Luz. Vem desde os Salões onde governam os Sete Senhores. Chamo-os por seus nomes, Eu, aos Sete: Três, Quatro, Cinco, Seis, Sete, Oito – Nove. Por seus nomes os chamo para que me ajudem, me libertem e me salvem da escuridão da noite. Utanas, Quertas, Chietal e Goyana, Huertal, Semveta – Ardal. Por teus nomes os imploro, libertem-me da escuridão e preencham-me com Luz”.

  Sabe, ó homem, que quando hajas feito isto, serás livre dos grilhões que te atam, e abandona a escravidão dos irmãos da noite. Não vês que os homens têm o poder de libertar por meio da vibração dos grilhões que atam? Usa-o quando necessário para libertar-te e a teu irmão. Não deixes que jazas em escravidão da noite. Agora a ti dou minha magia. Toma-la e habita no caminho da Luz. Luz em ti, Vida em ti, que tu sejas o Sol no ciclo superior.

Fonte:HA LLEGADO LA LUZ
Tradução Espanhol/Português - Rayom Ra 

Rayom Ra
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