domingo, 31 de julho de 2016

Minha Alma Sua Alma - (1)

   1. Há diferenças nas conceituações de alma entre a psicologia e o esoterismo?

  R. As diversas conceituações da psicologia sobre a alma, e dualismo corpo-alma não alcançam efetivamente a mesma realidade observada pelas correntes esotéricas. Muitos se horrorizam quando se diz que as psicologias freudianas e a junguiana não nasceram somente de estudos e cogitações de seus introdutores e que eles foram buscar os elementos principais dessa ciência nos estudos de religiões esotéricas e antigas mitologias. Efetivamente, eles pesquisaram as religiões esotéricas orientais, as riquezas mitológicas dos povos e as relações análogas de qualidades e defeitos dos heróis, deuses e semideuses com os elementos da psique ou anima, considerados mais modernamente arquétipos. E eles mesmos confessam em suas biografias essa volta ao passado.

  2. Seria possível conciliar essas correntes ao tratar da alma?

  R. Para o estudante das ciências esotéricas sem formação superior, o formulismo de teorias dos homens da cátedra sobre a psique, as exposições e exemplificações sobre o funcionamento do ser biológico e suas relações somáticas no conjunto dualista, mente-corpo, tornam a leitura demasiado laboratorial. Ademais, as noções de consciência, subconsciência e inconsciência explicadas pela psicologia conduzem naturalmente para o patamar do homem-matéria e seus problemas com a personalidade. Nessa linha, sob a égide das suas pesquisas e organizações dos elementos mentais para a formulação e fundamentação de suas bases, constata-se que a psicologia é uma ciência de leitura formalmente acadêmica e como tal firma-se ainda, em princípios básicos materialistas. Entendem, no entanto, esotéricos, que enquanto a psicologia acadêmica não conseguir avançar no conhecimento verdadeiro da síntese criador-natureza-homem, não virá encontrar o caminho que lhe estará destinado no panorama futuro da história das raças.

  A alma, segundo correntes da psicologia é vista como um refluxo da mente, talvez uma perspectiva e não uma substância. Sob essa invisibilidade, a mente é tratada de modo geral com incertezas, sem uma definição robusta e efetiva, senão hipotética; podendo nascer do cérebro ou não; com isso o problema permanece aqui encravado. E isso conduz bem mais à materialidade do ser humano, pois a alma, existindo, estaria unicamente circunscrita às interações da personalidade. Questões como essa e suas elucubrações alimentam as discussões sem que se chegue a uma conclusão definitiva, o que vem repetidamente evocar a imagem de o homem continuar a ser o enigma central da natureza. E de fato, o homem continuará indesvendável enquanto os pesquisadores se ativerem unicamente ao relativismo do ser biológico com formações ancestrais desconhecidas.

  3. Qual é a noção de arquétipos aplicada nesse caso?

  R. Os arquétipos, no esoterismo, detêm outras conotações mais reais e aprofundadas, superiores às tendências inatas do mundo imaginativo da mente humana comum. Os arquétipos que as mitologias ajudaram a consolidar, ainda que imprimissem na imaginação valores externos que se atribuíam aos personagens das lendas, eram, na realidade, pré-existentes no âmago da alma humana. O termo arquétipo do grego arkhétypos foi de uso de filósofos neoplatônicos, significando ideias ou modelos, e são energias-formas que se originam do pensamento do Logos Criador. Essas formações ideais vão desde ao pré-modelo de rios, mares, oceanos, montanhas, reinos da natureza, o planeta inteiro, até ao próprio sistema solar. Nos mundos ou dimensões conhecidas pela ciência esotérica há todos os moldes arquetípicos para o homem se auto estruturar no exercício da construção do ser integral, uma vez que em todas essas sete dimensões consideradas o espírito humano faz morada.

  4. Como entender melhor essa última conotação?

  R. Avançando um pouco nesse tema podemos dizer que o Logos Criador somente poderia trabalhar o sistema solar em todas as suas minúcias se partisse de um planejamento pré-ordenado. Noutras exposições já abordamos sobre a criação objetiva do sistema solar, edificado sobre a matéria primordial que o Logos já encontrara à sua disposição no estado chamado de caos. Os arquétipos que se configurariam em realidades palpáveis constituíram inicialmente a ideação na mente do Logos, que através de seus dois outros aspectos objetivos chamados de Segundo e Terceiro Logos, formulariam as matrizes dos cinco mundos ou dimensões, que, na Sua totalidade imanifesta e manifestada, caberia estabelecer. Na realidade, todas as formas visíveis ou não, acusadas pelos sentidos físicos e superiores são objetivas como são as energias que se conjuminam em energias-formas partindo das inúmeras matrizes arquetípicas do pensamento criador.

  Os pré-modelos das formações ideais, anteriormente citados, incluem-se num planejamento de construção de um planeta como a Terra, numa determinada dimensão chamada mundo mental, que são os arquétipos específicos para aquele momento segundo as necessidades de as vidas habitarem o planeta e experimentarem-se nos muitos caminhos evolutivos. Assim, em relação aos quatro reinos concretos da natureza planetária: o mineral, o vegetal, o animal e o humano, os arquétipos consubstanciam suas formações endógenas e exógenas em energias-vidas, a fim de que as vidas planetárias, incluindo naturalmente o homem, se desenvolvam como manifestações completas nos modos subjetivo e objetivo, segundo seus padrões vibratórios.

 5. Houve, de fato, algum proveito em relação ao conhecimento da alma em se estudando mitologias e religiões antigas?

  R. As religiões estudadas pelos introdutores da psicologia proporcionaram elementos sensíveis para a sua edificação como ciência. Todas as religiões oficialmente entendidas tiveram suas origens conceituais, filosóficas, devocionais ou estruturais derivadas dos abrangentes ensinamentos de sábios do oriente. O pensamento religioso do ocidente, contudo, houve tergiversado de um princípio ou lei reconhecida pelos sábios orientais – a reencarnação – que permeia à lógica da evolução da consciência, e se sobrepõe a todos os fatores em que se calcam e se inserem os diferentes acontecimentos raciais, sociais, os casos gerais e os particulares. 
                   
  Portanto, a revelação de um processo reencarnacionista cuidado e administrado como fator inerente a um plano evolucionário, em que todos têm obrigações e direitos no mundo, e deveres a cumprir, quer sejam pessoais, familiares, em prol de coletividades, ou espirituais, não somente foi como ainda é refutada pela esmagadora maioria de religiosos desde a era do despotismo cristão. Aos cleros que obstruíram ou corromperam essas mensagens, jamais interessaria o entendimento de verdades nesse teor pelo povo, porque suas ações sacerdotais já eram centralizadoras e elitistas, com poderes feudais ou políticos sobre reinos e nações, estando a salvação das penas do inferno unicamente em suas mãos.

  Tal omissão dirigida e manipulada pela organização religiosa cristã, da mesma forma teve acolhida nos primeiros estudos da psicologia como ciência acadêmica, o que, evidentemente, trouxe um prejuízo muito grande para as verdadeiras conceituações de alma e individualidade, pois não há como excluir-se de considerar uma linha evolucionária da individualidade à obrigatoriedade de seguidas interpolações na Terra. Sem a inclusão desses inevitáveis fatores tanto a visão real acerca de o homem-personalidade como as conjeturas em direção ao ego-alma ficam desmontadas.

  As mitologias, por outro lado, formaram um conjunto de situações em que se misturavam poderes terrenos e espirituais de seres hierárquicos personalizados em deuses e heróis, em permanentes lutas com as forças contrárias. Essas variações aportadas às mentes humanas fizeram também emergir necessários e inteligentes simbolismos veiculados às lendas ou às situações reais acontecidas, representando as múltiplas faces do ego em meio às forças duais em pares de opostos.

   6. A moderna psicologia ocidental não está se voltando agora para as relações esotéricas das religiões orientais?

  R. Sim e esse embrião é um trabalho de mentes mais abertas de investigadores que buscam conceitos e modelos mais dinâmicos que atinjam outras áreas da alma não exploradas oficialmente pela psicologia ocidental, mas que há milênios estão presentes na sabedoria das religiões esotéricas orientais.

  A psicologia oriental em suas áreas de trabalho não descarta jamais a estrutura da alma segundo os ensinamentos bramânicos, do zen e dos diversos ramos do budismo dentre outras religiões. Há na formação acadêmica oriental profundas e indissolúveis raízes da sabedoria espiritual nas relações do homem inferior com o homem superior. Essas assertivas podem ser perfeitamente constatadas nos livros sagrados dos vedas guardados desde tempos recuados pelas castas sacerdotais, estando os ensinamentos aplicados em suas práticas meditativas diárias e nos seus rituais.

  7. Há muitos pontos discordantes entre as escolas ocidentais e orientais da psicologia?

  R. Evidentemente. A psicologia ocidental tem também inegáveis valores e aplicativos que dão resultados positivos aos problemas dos homens de vidas agitadas em vista de um desenvolvimento mental muito mais direcionado à matéria. Grandes pesquisadores estudam incansavelmente as reações da psique e buscam adaptá-las a um quadro de incidências e patologias a que devam ser tratadas segundo métodos cada vez mais aperfeiçoados. Os problemas, entretanto, nesses tumultuados tempos excedem às soluções, pois a psique do homem mundial passa por processos de ebulições e transformações devido ao momento planetário de aceleração vibratória que afeta todas as estruturas atômicas e formações dos sistemas orgânicos subjetivos e objetivos do ego.

  Certo percentual da população mundial do século XXI não reage mais como há algumas décadas. Há outros elementos motivadores que agora fazem parte de seus valores mentais, emocionais e culturais, grandemente influenciados pelas novas e poderosas energias que ao permearem o planeta vêm também instar-se mais diretamente em todas as áreas humanas sensitivas e responsivas. O homem da atualidade dá diariamente rápidas respostas aos complexos sistemas de vida material e profissional, mas clama consciente ou inconscientemente pela necessidade de uma reciclagem íntima, um entendimento mais profundo do porquê de sua própria vida, e pelas aberturas de caminhos interiores que lhe possibilitem encontrar a verdade em si próprio e ancorar-se ao mundo com maior certeza. Os descontroles e os problemas com vícios, drogas e violência são inegavelmente reflexos desses problemas que a muitos afligem sem que encontrem um norteador verdadeiro.

  Esses fatos, o esoterismo consegue entender embora suas explicações para leigos, à mente cética e à imensa gama de religiosos ortodoxos sejam encarados como algo fora de propósito. Alguns desses problemas encontram barreiras ainda irremovíveis às suas abordagens devido ao forte pensamento cético e materialista que a ciência ocidental desenvolveu em oposição à formação espírito-matéria do homem e suas decorrências, o que não acontece de maneira geral com a psicologia e medicina orientais.

  Podemos citar, por exemplo, que certos postulados da tradição esotérica religiosa migraram para a psicologia oriental dando ênfase ao conhecimento sobre reencarnação e seus efeitos gerados de causas passadas na atual personalidade. Assim, o que a psicologia ocidental entende como subconsciente num processo de memória de elementos mentais numa só vida, ou herdados geneticamente, os orientais entendem também como samskara ou formas cumulativas de energia originadas em vidas passadas, que forçam às reencarnações, a fim de que novamente sejam trabalhadas pela nova personalidade. Por outro lado, a superconsciência para as correntes mais tradicionais da psicologia ocidental, é nebulosa e não oficialmente reconhecida. Esse mesmo elemento supernal encontra-se perfeitamente embutido nas conceituações orientais mais elevadas de anima, transcendendo em muito às estruturas do ego pessoal – da personalidade em si e de seus mais elevados atributos – representando um  estado superior da consciência a ser atingido pelas técnicas da meditação, conhecido como samadhi, que levará o praticante a mergulhar em total abstração e bem aventurança.

  8. Como entender melhor o papel das mitologias e suas relações com a alma?

  R. A humanidade se desenvolve em ciclos muito longos que fogem à cronologia terrestre; uma parte dela regride a um tempo quando a Lua era o planeta de enfoque principal de nossa cadeia planetária. Muitas outras almas, hoje viventes em personalidades terrenas em diversos países, recuam ainda mais nesse quadro evolucionário, chegando a um tempo de bilhões de anos passados, quando da primeira encarnação do atual sistema solar. Essas situações são por demais complexas para uma exposição minuciosa e detalhada num simples trabalho como este aqui apresentado.

  Podemos, entretanto, comentar que os ciclos de evolução de nossa humanidade são em certo grau heterogêneos, abarcando situações gerais e especiais em raças e etnias, cujo número de almas em seus processos evolucionários originais nada tem a ver com os aspectos unicamente desenvolvidos no planeta Terra. Assim é que almas introduzidas em certas raças e etnias provieram de outros planetas e se albergam por necessidades as mais diversas, naqueles segmentos raciais e culturais da Terra, a fim de prosseguirem nas suas caminhadas rumo à realização mais próxima, que é a libertação final do carma aprisionante. E enquanto uma parte da humanidade já é o suficiente evolucionada em consciência, a ponto de entender certo número de postulados da ciência espiritual e ciência concreta, outra parte vem avançando lentamente, egressa de níveis mais baixos do período lunar e, particularmente, do reino animal, após a grande onda de individualizações animais-homens verificada ainda nos idos de Atlântida.

  A evolução humana na Terra não está largada a uma simples vontade de um distante Deus onipotente como julgam muitos, ou como debocham os materialistas céticos de visão imperfeita enredados em pensamentos unicamente concretos. O Logos Criador manifestou-se num círculo de existência em que o sistema solar é o seu próprio corpo e consciência. E dentro desse espaço-tempo e sob dimensões atemporais, as hierarquias criadoras e mantenedoras do programa evolucionário vêm desde os primórdios da criação trabalhando com autoridade e sapiência a fim de levar adiante a consecução do plano. Portanto, os deuses da criação são prepostos do Logos que sob a responsabilidade de ajudar a levar adiante o plano adrede elaborado, se envolvem com todos os aspectos evolucionários das miríades de vidas em todos os reinos, em todos os planetas e cadeias planetárias do sistema solar.

  Assim, no passado, em ciclos de desenvolvimento da consciência humana, houve também a necessidade de as Hierarquias estimularem nas almas uma visão metafísica de genealogias criadoras, o que foi feito com habilidade calcada em experiências obtidas de outras interpolações noutras cadeias de nosso sistema solar ou fora dele. Alguns mestres avançados da cosmogonia solar e da cosmogonia lunar precisaram encarnar-se na Terra e aqui se revelarem em semideuses ou heróis a fim de implantar determinadas forças e energias responsáveis por estimular e magnetizar os átomos dos corpos das personalidades nas sociedades diversas. Com isso, valores antes desconhecidos na consciência terrena de milhões puderam ser despertos e trabalhados pelos mestres encarnados, e nutridos em seus aspectos mentais-emocionais através de modelos terrenos do entendimento objetivo como – em certa escala aprofundada para muitos – em modelos mais elevados de projeções arquetípicas em seus campos vibratórios de energias e forças.

  9. De que modo se davam as relações arquétipos/mitologias/homem?

  R. Sabem os esotéricos que todas as transformações e implementos evolucionários do ser humano em seus níveis mentais, emocionais ou físicos são acionados no sentido único de cima para baixo. Todas as experiências de sucesso que resultam em benefício da humanidade: os novos conceitos científicos, religiosos, esotéricos, filosóficos e as realizações que mais se respaldem nos métodos de adestramento, disciplina, aquisição e desenvolvimento dos valores humanos, se desenham adredemente em gráficos desde o mundo dos arquétipos. Cabe aos líderes e mentes destacadas do mundo físico captar, perceber, decodificar, incorporar ou materializá-los, mediante seus próprios esforços e capacidades.

  Os processos e métodos a serem desenvolvidos para o benefício do mundo, emergem, periodicamente, de complexos ciclos, em protótipos de ideias germinais de energias-formas que cruzam o espaço-tempo sob cronologias terrenas. O dinamismo de leis cósmicas conjuminadas às projeções de momentos astrológicos especiais provocam revoluções no pensamento humano nas diversas sociedades e culturas. Em épocas especiais da história universal, quando as humanidades atravessavam períodos de intensas ebulições das forças astrais, houve propositais enfoques de determinadas efemérides e a criação de novos eventos a fim de estimular o pensamento pela busca de valores mais bem qualificados. Essas vertentes sempre foram administradas pelas Hierarquias Criadoras que precipitavam ao mundo terreno almas adiantadas com a mensagem de levar adiante o desenvolvimento dos germinais arquétipos que se plasmavam na matéria mental da humanidade.

  Esses momentos e suas implicações sempre foram extremamente aprofundados pelos trabalhadores das Hierarquias Criadoras de nosso sistema solar a fim de que não somente o Grande Plano da Criação, do Logos Solar, tivesse a garantia da continuidade e progresso, como não se interrompessem os fluxos progressistas que pervagam o éter universal atingindo outros sistemas solares e seus respectivos planos de criação na Via Láctea. Nosso sistema solar pode parecer insignificante perante uma totalidade cosmológica, no entanto sua importância é computável numa engrenagem extraordinariamente gigantesca para nós seres humanos acostumados com parâmetros menores que abarcam tempo, espaço, matéria, dimensões, atemporalidade, energias, forças, polaridades e tudo mais concebido e pré-ordenado pela Inteligência Absoluta e imperscrutável.

  Assim, em tempos idos, quando certo percentual da humanidade começava a atingir a idade adulta, e elementos da alma precisavam ser mais bem estimulados e reconhecidos pela consciência terrena, as Hierarquias Criadoras iniciaram o aprendizado de tais valores sob a égide de ciclos cósmicos favoráveis aos eventos.

  As relações arquétipos/mitologia/homem podem ser consideradas como na formatação de duas grandes egrégoras de energias e forças que se complementam. Essas relações são sempre conflituosas, pois expõem o contato direto de polaridades positivo x negativo tanto nas essencialidades das germinais energias-formas arquetípicas como nas personificações terrenas dessas energias e forças.

  10. Como entender melhor essas últimas referências?

  R. Os arquétipos, modelos, ou matrizes essenciais, não são figuras amorfas que precisam ser submetidas às ações diversas, a exemplo de um oleiro que amassa o barro para a formatação de tijolos, vasos ou ânforas. Os arquétipos existem em ideações já concluídas no mundo mental em estado de repouso, no aguardo de que as forças criadoras nelas se manifestem pela Inteligência do Criador, dirigidas pelos Seus Ministros ou prepostos para as muitas finalidades nos mundos inferiores. As ações, como já dissemos, são previamente calculadas ao auxílio de um calendário cósmico envolvendo uma série de situações coordenadas sob o mecanicismo de forças astrológicas favoráveis a novos eventos, em consonâncias com as manifestações temporais e cíclicas de determinadas leis cósmicas de difícil compreensão pela mente humana.

  O moderno esoterismo nos traz ensinamentos propícios a que possamos partir de níveis mais elevados do entendimento dessas e outras efemérides de âmbitos cósmicos, visto a comunidade esotérica estar já o suficiente avançada para aplicar-se a estudos mais amplos, prescindindo assim de grande número dos simbolismos mitológicos. Daí, podermos dizer que há sete grandes forças cósmicas chamadas raios, que vindos do Logos Solar, incorporam materializações, se assim podemos nos referir, em sete planetas considerados sagrados. Esses sete raios chamados Logoi são personificados em sete iniciados de status muito elevado que nas sete cadeias planetárias principais de nosso sistema solar comandam o desenvolvimento delas, segundo suas características e qualidades, desempenhando-se nas funções de Ministros do Logos Solar. Esse assunto encontra-se esboçado na segunda parte de nossa obra: O Monoteísmo Bíblico e os Deuses da Criação.

  As Hierarquias Criadoras sob a égide desses raios cósmicos, então formatam as principais situações em que os seus representantes nos mundos mais elevados deverão trabalhar as forças e energias a fim de que após laborioso trabalho consigam magnetizar essas forças na Terra, nas culturas das civilizações cujos enfoques e atenções principais do momento para ali estejam convergidos.

  As forças e energias dos raios cósmicos se manifestam em sete principais poderes que geram qualidades diferentes. Essas sete manifestações de raios, apesar de suas indescritíveis potencialidades, são, não obstante, subraios de um único raio de um conjunto de sete grandes raios cósmicos que não podem se manifestar senão periodicamente nos centros maiores dos sistemas solares, os seus sóis. O Sol de nosso sistema solar dispensa as energias e forças de um só raio cósmico a cada encarnação, pois os atributos de todo o sistema solar, em que o Sol representa seu principal centro gerador, estão incorporados, exatamente, num único desses raios. Como não existem nas periodicidades das leis cósmicas estados de forças e energias blindados, os sete raios se comunicam em sete planos ou dimensões através dos seus respectivos sete subplanos. Assim, um grande raio cósmico detém sete variações, cada uma incorporando um atributo especial, e cada variação deste raio possui sete outros subraios com os mesmos respectivos atributos em graduações diversas.

  Evidente que quanto mais as variações de raios em seus subraios comandem certos períodos ou situações, as potencialidades em âmbitos diversos serão bem menores do que aquelas mais próximas das origens de seus raios sintetizadores. Como exemplo, podemos citar que nosso sistema solar incorpora as potencialidades do segundo raio cósmico, onde nesse momento afloram as qualidades do amor-sabedoria, que é seu principal atributo. Daí, enfatizarmos mais uma vez, que todas as manifestações de raios no sistema solar, provindos de nosso Logos, são de um ou outro dos sete subraios do segundo raio cósmico. E sempre que se verifica a periodicidade das regências desses raios, que podem ser simultâneos não obrigatoriamente em contagem ordinal, o segundo raio na relação dos sete responderá com maiores potencialidades quando de sua relação 2-2 (segundo raio, segundo subraio).

  Esses raios, necessário alertar, possuem inerentes atributos e qualidades diferenciados que consubstanciam, dominam e influenciam as principais características de miríades de vidas nascidas sob suas influências em seus reinos, mas não impedem que energias de outros raios cósmicos cheguem diretamente a todos os reinos da natureza, provenientes de outros sistemas solares em diferentes variações de atributos e potencialidades, vindo também influenciar os reinos, segundo um organograma maior de intrarrelações.

  Esse quadro de manifestações cósmicas de raios, períodos de regências e resultados de suas influências na natureza terrena são somente revelados nos estudos de uma astrologia superior à tradicionalmente conhecida. Nos aspectos da astrologia iniciática, relacionada a poderes cósmicos, as regências planetárias e influências de signos não correspondem às mesmas tradicionais das previsões de horóscopos pessoais ou gerais. As diversas abrangências da astrologia iniciática, dizem respeito às causas maiores que atuam em nosso sistema solar e somente incorporam poderes em iniciados da sabedoria oculta por que as respostas de suas conjunturas atômicas e conscienciais diferem do homem comum.

  Dessa maneira, as Hierarquias coordenam no mundo mental e astral os tipos característicos de forças dos raios, por grupamentos, que refletirão na Terra relações de energias e forças necessárias a estimular e incorporar no humano elementos para a evolução coletiva das almas. Em âmbito global, os estímulos conscientes e inconscientes dessas energias e forças incorporadas na consciência humana – ao devido tempo exercitadas e desenvolvidas – virão também servir para ampliar necessárias qualidades ao corpo planetário.

   11. Como entender melhor essa incursão de formas arquetípicas nas relações almas/corpo planetário?

  R. Os grupamentos de energias e forças que as Hierarquias Criadoras determinam estabelecer nos mundos acima do físico, denominados por nós forças arquetípicas, são também comumente chamados egrégoras. Esses elementos de raios em atributos e qualidades dispensados a incorporar em semideuses e heróis humanos, foram idéias protótipos das formas mentais e astrais daquilo que se iria configurar no mundo físico. Os átomos de todas as formas de energias dos mundos que envolvem nosso sistema solar trazem a mensagem indissociada da criação-evolução.

  Assim, as energias e forças que permeiam os campos vibratórios dos protótipos arquetípicos, separados por grupamentos de egrégoras, naturalmente se inclinam a criar modelos de múltiplas formas, tipos e situações inatas aos próprios impulsos da inteligência ativa do Criador, e segundo a nota específica que nosso planeta e sistema solar precisam cada vez mais desenvolver e ampliar no panorama cósmico.  Desse modo, nos tempos de implantações mitológicas na face da Terra, as Hierarquias Criadoras puderam trabalhar nos mundos superiores as características desejadas nos grupamentos de raios da humanidade, idealizando seres superiores em que as forças cósmicas personificadas estimulassem a exercitar valores e qualidades que convergiriam não somente para os ensinamentos esotéricos de ordem, hierarquia e comandos de forças da natureza planetária, como do empíreo.

  Já naqueles tempos os iniciados desenvolviam tratados de astrologia em que descobriam sempre novas minúcias nas ações das forças cósmicas nos seus impactos na natureza e nas personalidades, bem como sabiam que todo o processo de iniciações anelava-se aos fluxos das forças solares e planetárias. Desde Atlântida as revelações aos iniciados detinham contextos sobrenaturais, pois era sabido que já na concepção e geração de um corpo biológico, as forças dos astros polarizam a alma nascitura imprimindo-lhe características que permanecerão por toda a vida, indissociadas às inclinações de seus atos, pensamentos e desejos. E esses aspectos eram entendidos por simbolismos.

  Há e sempre houve a hierarquização de forças cósmicas sob características astrológicas tanto do sistema solar como fora dele. Há poderes diversos incorporados em planetas que atuam sobre os mundos e vidas de reinos, de acordo com os ciclos que se iniciam e se consomem nas periodicidades das leis cósmicas. Esses ciclos não somente se repetem em seus mecanicismos de trânsitos planetários, mas, principalmente, trazem à evolução os próprios planetas pelos quais e sobre os quais os poderes atuam em escalas cada vez mais elevadas. Sabem os esotéricos que os corpos planetários projetados para serem representativos de um esquema astronômico, têm vidas evolutivas no espaço-tempo no mundo físico concreto, mas também em dimensões acima, nascendo, evoluindo e desaparecendo temporária ou definitivamente a um panorama cósmico de eterna renovação.

  As primeiras conotações mitológicas disciplinadoras para a corporificação hierarquizada de forças e poderes por deuses e seres superiores, surgiriam, sem dúvida, nas últimas fases do desenvolvimento atlante, quando o Egito aparecia como celeiro de grandes realizações iniciáticas. Podemos considerar que nesse período, os iniciados que ali atuavam sob e sobre atributos mitológicos, manifestavam-se com grande inteligência e visão sob a orientação da Hierarquia Planetária, ao comando de Sanat Kumara. A psicologia de massas que escalões da Hierarquia Planetária introduziam nas populações terrenas, trazida de seus conhecimentos desde a cadeia do período lunar, terminada há milhões de anos, enriquecidos ao cabo de milhões de outros anos de trabalho construtivo em prol da evolução humana na Terra, ajudaram-nos a estabelecer diferentes referências mitológicas entre povos de culturas diversificadas.

  Assim, exemplificando algumas, tivemos que na Ásia os deuses detinham qualidades e poderes característicos à idiossincrasia subracial mongol; no Egito construiriam caracterizações com elementos que influenciariam outros povos nômades ou semitas de raízes primeiramente atlantes e mais tarde ários; na Europa, detinham características arianas nórdicas e helênicas, posteriormente romanas. Haveria, ainda, mesclas com mitologias dos povos eslavos, africanos, ameríndios e de outras regiões do planeta, sobre aspectos atlantes cunhados pela memória Tolteca, cujo domínio de mais de 100 mil anos teria se expandido por quase todo o globo, muito antes de as Américas formarem um continente somente conhecido por navegadores da antiguidade.

  Alguns dos propósitos de as mitologias terem sido implantadas nas civilizações do mundo sob as premissas de ordem e obediências hierárquicas foram com a intenção de que pudessem desenvolver a imaginação e poderes anímicos, ao mesmo tempo deixassem imprimir nas suas memórias populares de maneiras robustas que o mundo é um campo de forças em permanente revolução. E essas forças que precisariam ser conhecidas e trabalhadas sob condições gerais e especiais, possuem guardiões de poderes que no lado positivo velam pelos humanos e os auxiliam nas suas dificuldades, e no lado negativo atraem incautos para situações de escravidão ou atrasos. Outro propósito subjacente e inter-relacionado era o de exercitar o ritmo das incorporações de energias superiores para o futuro controle do ego-mental sobre os impulsos instintivos e emocionais, implementado pelas invocações ritualísticas e seus aparatos.

  Dos estágios evolutivos de antigas civilizações acontecidos há relativamente poucos milênios, em que o desenvolvimento da imaginação e poderes anímicos formariam o cerne dos processos impressionistas das mitologias, hoje emergem milhões de homens e mulheres com necessária sensibilidade intelectual e mediúnica, capazes de polarizar, trabalhar e requalificar energias e forças mentais antes desconhecidas.

  12. Ainda não está clara a maneira como a mitologia pôde se identificar com elementos da alma.

  R. O ser humano tem dois principais níveis que costumamos denominar ego superior e ego inferior. Na realidade, a alma humana nada mais é que a composição de uma estrutura que para sua manifestação depende de fatores internos e externos. O ser humano não existe de fato como entidade imortal, por que seus componentes egóicos estão adstritos às formações construídas no espaço-tempo. O ego superior é energia-consciência em grau mais alto e refinado, onde seu conteúdo tende a uma perfeita síntese e identidade em níveis de equivalência com outras almas de mesmo calibre, ao passo que o ego inferior é a personalidade pluralizada em bilhões de tipos com diversidades de experiências em quatro gradações diferentes de matéria. O homem, como hoje o conhecemos objetiva e subjetivamente, é uma entidade psíquica com tempo finito – repetimos – sob o imperativo da periodicidade do nascer-viver-morrer-renascer, subjugada aos princípios de causa-efeito-causa, temporais, que será extinta tão logo a mônada deixe de nela fixar-se, depois de obtidas todas as experiências que necessitava.

  Ambos os níveis egóicos citados são permeados por poderes psíquicos distintos que, de uma forma ou de outra, influenciam e são influenciados por ideias ou ideais que se transmitem e se distinguem pelas colorações de suas vidas atômicas. Sobrepondo-se a esses dois níveis, a mônada ou espírito puro, é a criação infinita fora do espaço-tempo, encarnada no sistema solar, saída do primeiro e imanifesto aspecto do Logos, quando esse separou espírito e matéria para vir à existência objetiva como Logos Criador, personificado em dois outros aspectos.

  Tanto o ego superior como o inferior foram projetados em processos endógenos análogos em que suas formações ideais se dariam, primeiramente, em período involutivo num arco de descida, e depois num arco evolutivo onde nessa subida  a chispa divina emanada da mônada pudesse ascender e brilhar nos interstícios da matéria, extraindo da própria matéria forças e poderes latentes. O ego inferior se constrói no relativismo das causas do movimento, inércia e ritmo, e vai se descobrindo na medida em que é atuado pelas leis da natureza. Entendemos todos os invólucros do ser humano, em seus níveis mentais, emocionais e físicos, por matéria, e a presença da inteligência criadora sob a forma de energia, por consciência da própria matéria, resultando essa relação numa concepção energia-vida.

  O homem pode passar milhões de anos coletando experiências e informações sem que haja propriamente incorporado princípios que lhe permitam ascender verdadeiramente à Alma Imortal ou simplesmente jamais ascender. A alma humana, em verdade, não é imortal, por que está na transitoriedade das leis da natureza sob a égide das forças imutáveis que regem a mutabilidade de todas as coisas, como afirma o antigo e correto aforismo.
  As mitologias foram construções à parte sob elementos arquetípicos que buscavam, principalmente, resultados na alma, estimulando a incorporação de símbolos em processo criativo sob a injunção de energias e forças. Na realidade, em processos diversos, despertaram poderes com os quais o homem sempre conviveu embora, comparativamente, poucos deles detivessem noções, mas sequer tivessem antes sabido de suas naturezas duais e de suas incorporações.

  13. Que são esses poderes configurados nas mitologias que a alma necessitava deles apropriar-se?

  R. Apesar de os protótipos de energias e forças arquetípicas idealizados em grupamentos pelas Hierarquias Criadoras atingirem a grande massa humana das civilizações, exaltando poderes de magias, os seus mentores não podiam deixar de observar os vários outros caminhos calcados sob leis evolucionárias nos quais existem múltiplas abrangências. Essa variada gama de inclinações encontrava-se, justamente, nas originais forças dos sete raios, modeladores dos gostos e tendências das personalidades. As mensagens dos dramas dos deuses, semideuses e heróis mitológicos ao serem absorvidas pelas impressionáveis mentes das populações ao cabo de milênios, provocavam o despertar de linhas de energias e forças nos seus cérebros astrais e mentais que pouco a pouco subiam, indo encontrar os respectivos campos arquetípicos onde cada individualidade ali se albergava e se reabastecia. As relações personalidade-alma ganhavam assim incorporações de elementos subjacentes nas mais variadas colorações das personalidades, muito embora os simbolismos e alegorias fossem muitas vezes entendidos como realidades concretas.

  As mitologias sempre destacaram conquistadores que entravam em permanentes conflitos, pugnas e guerras, e isso esteve ligado aos seres sobrenaturais isolados ou em coletivos, dotados de forças mágicas. Conquanto as interpretações que muitos detivessem fossem de uma realidade concreta, aquelas mesmas alegorias e simbolismos eram dos mais profundos significados para os estudantes de magia, ocultismo e filosofia hermética. Na verdade, esse sempre foi o cerne de todos os esforços das Hierarquias Criadoras por que os simbolismos mitológicos ocultavam enormes concentrações de energias e forças, provando que as buscas de suas revelações pelos estudantes e iniciados de todos os graus do esoterismo – e as situações que os envolviam – eram um campo de tremendas lutas e provações. E na medida em que os simbolismos eram decifrados nos processos iniciáticos, os estudantes incorporavam deles adicionais forças, despertando com isso novas somas de poderes internos para o avanço consciente no caminho.

  Os poderes internos eram e ainda são as capacidades de um indivíduo em auto-afirmar-se em situações normais ou especiais; de conseguir sintonizar-se com forças superiores que o assistem e de produzir no mundo realizações que pessoas comuns, cultas ou incultas, destituídas dessas aquisições, não conseguem. Os poderes, normalmente, estão sintonizados com forças especiais que o indivíduo consiga suportar. Os métodos e processos sempre foram ensinados e sustentados por almas de vanguarda, estando essas forças a atuar tanto externa como internamente ao mundo. Em certas épocas da antiguidade, métodos e processos foram organizados pelas mediações de pensadores independentes que obtiveram epítetos de fundadores de escolas de sabedoria sob características próprias e notoriedades de seus fundadores e seguidores mais ilustres. Apesar de algumas dessas independências, na maioria das sociedades os métodos, técnicas e processos foram modelos mais gerais e tradicionais em âmbitos raciais ou étnicos sob as diretrizes de governos teocráticos. Assim, as crenças e práticas religiosas em algumas civilizações antigas, transformaram-se em celeiros oficiais de culturas esotéricas e místicas.

  Às castas sacerdotais sempre couberam as responsabilidades de formar indivíduos sob determinadas regras de estudos e realizações práticas do conhecimento oculto. E essas responsabilidades também abarcavam e se estendiam às formulações de lendas mitológicas e suas divulgações, disfarçadas em alegorias populares e simbolismos. Desse modo, foi possível muito do conhecimento oculto manter-se resguardado e preservado através dos séculos e milênios, e algo daquele conhecimento ficou gravado no imaginário popular mesmo quando as culturas decaíram e algumas desapareceram.

  14. Por que foi necessário um conhecimento dual das mitologias em faces populares e ocultas?

  R. Como dissemos anteriormente, o processo evolucionário na Terra não chegou a ser sempre homogêneo mediante a inclusão de diversos fatores no desenvolvimento dos povos. E nem poderia. Os quadros da evolução humana mostram sempre grandes diferenças mentais, culturais e de consciência, que modernamente os educadores erradamente pensam poder suprir e melhorar unicamente pela educação escolar acadêmica. O que distingue um homem de outro em valores mentais e espirituais são aquisições de verdadeiro conhecimento conquistadas em muitas e variadas encarnações. Não há mágicas e nem fatores genéticos trabalhados pela ciência ou sistemas de ensino acadêmico que consigam diminuir as lacunas de experiências não conquistadas por um ego que não tenha tido suficientes encarnações na Terra, ou, nos piores exemplos, que tenha desperdiçado suas oportunidades de vidas terrenas em eventos ou situações inócuas ou negativas.

  Mesmo quando uma civilização de alguns milhões de pessoas atingisse um ponto mais alto na escala evolucionária, como acontecido no passado, sobre cujos acervos mentais e culturais os mentores das Hierarquias pudessem programar novos ciclos de desenvolvimento, haveria, como sempre houve, profundas diferenças em camadas sociais. Desse modo, nunca foi possível ensinamentos completamente abertos de segredos do homem e da natureza a serem passados sem restrições e prévia seleção de candidatos. Tanto quanto ao pouco desenvolvimento mental de faixas sociais, como à frouxidão de caráter e acentuado egocentrismo revelados por percentuais de homens cultos, porém sedentos de paixões e desejos mundanos, houve e há a obstrução e impraticabilidade de se obter bons resultados num processo iniciático. Sempre que essas regras são imprudentemente violadas os resultados se provam ruins ou profundamente prejudiciais, quando não catastróficos, como muitas vezes acontecido com iniciados que utilizaram os poderes adquiridos para benefícios pessoais ou caíram em desregramentos.

  Sob essa sábia visão os mestres raciais determinaram que os segredos mitológicos encobertos e disfarçados pelas alegorias e simbolismos fossem elaborados a fim de despertar a imaginação e desenvolver qualidades e poderes em dois níveis básicos com diferentes padrões mentais: o popular e o iniciático oculto. Assim, os mesmo símbolos que serviam a um padrão mental das sociedades serviam ao outro, mas transmitiam energias e forças de variadas teores e frequências tanto quanto neles as pessoas se concentrassem e trabalhassem diferentemente em seus eventos e efemérides sob orientações sacerdotais.

  15. Como entender melhor a questão de apreciação dos mesmos símbolos para dois padrões mentais com diferentes resultados?

  R. Costuma-se dizer que o Deus é o macrocosmos e o homem o microcosmos. Isso é admitido no mundo do ocultismo como verdadeiro, embora seja somente possível demonstra-se esse axioma por analogias. No entanto, os avanços nos campos do ocultismo são diferentes dos avanços conceituais e práticos da ciência porque o ocultista se realiza experimentando em si mesmo as transformações que busca acrescentando poderes internos, ao passo que o cientista opera somente com a matéria externa e ao seu processo exógeno, e salvo as exceções, suas relações de conhecimento e evolução do ser interno se polarizam em maior escala num plano da mente concreta bastante inferior ao do ocultista avançado.

  Embora as leis da evolução se apliquem a todos indistintamente, as aquisições e avanços são proporcionais aos seus entendimentos, aplicações e experiências. Nos povos incultos de outrora, os enredos mitológicos e os cultos devocionais em direção aos deuses e deusas protagonistas de fenômenos na natureza ou de domínio e comando de situações, serviram também para despertar valores na alma e sintonizarem-se com os campos menores de energias e forças do humano para o espiritual.

  A personalidade, que no esoterismo é vista como o quadrado, constituída exatamente de quatro corpos que são o físico, o etérico, o astral e o mental, pode, por si mesma, acumular forças e poderes com que regerá seus assuntos no mundo com maior ou menor mestria. Há, na atualidade, em cultos místicos, mediúnicos, religiosos e de magia toda uma preparação para as realizações externas de eventos ou sessões de trabalhos, conjuntamente aos estudos e práticas dos métodos de adestramento dos corpos astrais e mentais de afiliados. Há, portanto, diferentes formas de abordagens, evocações e anexações de forças superiores em relação ao humano. Essas preparações litúrgicas em diferentes padrões, segundo as crenças, vêm precedidas de fortes disposições mentais e emocionais de fé e certeza de suas verdades, o que provocam constantes redemoinhos de forças astrais e mentais nas formações de egrégoras onde se corporificam os poderes personificados em homens, seres, deuses, mensageiros, santos, mártires, etc. aumentando assim quantitativa ou qualitativamente o teor vibratório daqueles campos vibratórios.

  O estudante do ocultismo, não obstante, trabalha com ambas as faces dessas criações, sabendo que as corporificações de poderes existem de fato em proporções e sintonias diversas com a psique humana. Todavia, essas forças e comandos de poderes ao alcance popular, com milênios de existências nas mais variadas personificações, são de fato construções que encobrem o lado mais interno e oculto de outra realidade mais sutil e mais poderosa sob o ângulo da alma em seu aspecto superior. O iniciado nos segredos ocultos sabe distinguir e operar com ambas essas faces em suas mais diversas tendências, pois é necessário que sobre essas construções mentais e astrais realize obras na Terra em prol da evolução da consciência humana a fim de que o humano não perca suas ligações com o espiritual.

  16. Há referências de que semideuses e heróis mitológicos andaram pela Terra, como então colocar esses acontecimentos nos simbolismos?

  R. Reportemo-nos ao exemplo de Jesus quando andou pela Terra e foi protagonista de vários eventos e narrativas relatados nos evangelhos. Ao mesmo tempo em que os fatos iam se sucedendo em sua carreira missionária, ele ia compondo um delineamento progressivo de um caminho muito bem sedimentado para todos os seus seguidores tanto em suas visões religiosas quanto nas místicas e ocultistas.

  Os nomes de locais, cidades e pessoas sempre evocaram analogias com os simbolismos a que os estudantes do esoterismo precisam trabalhar para fixar em seus conscientes as relações de forças com as qualidades internas da alma, necessárias a estimular ou aperfeiçoar. Do trabalho desses elementos internos e suas correlatas posturas e aplicações no cotidiano vai nascendo e se consubstanciando um novo ser dentro da própria alma, que postulará sempre mais liberdade de voar aos domínios superiores a fim de melhor conhecer e incorporar. No caso de Jesus, a montagem do cenário em que se desenrolaria a história de sua vida já estava pronto quando ele encarnou na Terra. Do mesmo modo, todos os discípulos e personagens destacados e coadjuvantes já haviam sido trabalhados, antes mesmo de encarnarem, no sentido de que representassem seus papéis em respectivos tempos de suas aparições a fim de que os fatos temporais se encaixassem com os fatos simbólicos atemporais, que seriam as pistas para que os estudantes mais avançados de tempos vindouros neles conseguissem se inserir.

  Para que acontecesse na Terra a elaboração adrede, Jesus teria que desempenhar o papel simultâneo de O Conhecedor, O Conhecimento e O Campo do Conhecimento, como ele mesmo diria já incorporado da presença crística: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vai (ou vem) ao Pai senão por Mim!”. Nada se constrói na Terra, no sistema solar ou universo, que não seja pelas manipulações conscientes de energias e forças inerentes à matéria e não matéria. E Jesus teve de fortalecer seu campo vibratório com energias e forças terrenas e de planos mais elevados. Desse modo, seus discípulos foram por ele trabalhados e despertos em suas efetivas aquisições iniciáticas de outras encarnações, no sentido de consubstanciarem Sua egrégora aqui na Terra, sob a qual atuarem e realizarem a missão. E essa força e energia que o Cristo empregou externamente e também extraída de sua própria presença e mestria, atravessaram os milênios para dar suporte às energias que a era pisciana necessitaria fixar no planeta em conjunção com as atuações dos demais raios, principalmente, naquela ocasião, de magnitude do sexto raio.

  No caso de semideuses e heróis mitológicos que andaram pela Terra, foram os mestres e iniciados mais capazes que desde os arquétipos construídos pelas Hierarquias Criadoras nos mundos mental e astral que assim se corporificaram. Estando na Terra, eles ajudariam a fortalecer seus campos de forças ou egrégoras com as energias e forças dos elementos cujos segredos conheciam, estabelecendo pontos referenciais onde as energias e forças cósmicas pudessem ali ancorar-se. E pelas correntes formadas pelos discípulos e seguidores, adicionadas às forças mentais e astrais dimanadas da alma popular, mais ainda eles se fortaleceram edificando egrégoras que por milênios se manteriam como base e referências para a construção de mitos e poderes de magias para outras civilizações ou etnias planetárias.

  17. De que maneira isso veio acontecer?

  R. Ao analisarmos os cultos e religiões de alguns povos de continentes constataremos invariavelmente em todos eles a hierarquização de forças e poderes, por mais primitivos que fossem os seus conceitos e visões. Esses memoriais atávicos são resquícios de um passado muitas vezes de milhares ou milhões de anos que resistiram a todos os períodos da cronologia humana. Muitos ramos de etnias atrasadas revelam a memória ancestral de quando as raças foram gloriosas em certas épocas e cujas histórias mitológicas viraram lendas de heróis terrenos, misturadas a virtuais fatos de heróis sobrenaturais. Esses ramos étnicos, normalmente em lentos processos de extinção, revelam o andamento das leis naturais aplicadas a grupos, nações e povos inteiros, bem como, em devidas e proporcionais características, a grupamentos de espécies dos demais reinos não humanos.

  As mesmas lendas e aparições de heróis terrenos que um dia serviram para impulsionar a evolução de almas em tempos mais recuados aos das mitologias disciplinadoras mais recentes, melhor elaboradas, ainda se mantiveram e se manterão até que haja acontecido a extinção total do grupamento. Esses ciclos de nascimento-evolução-apogeu-decadência-morte estabelecidos pelas leis naturais, sob cujo imperativo as raças humanas estão subjugadas, são inexoráveis e as raças não resistirão ao termo final que se anuncia. Entretanto, as almas que ali vivem em corpos decadentes que se irão transferir para corpos de outros ramos étnicos, continuarão a portar em seus átomos astrais e mentais a memória dessas lendas, que em futuro as ajudarão a assimilar novas idéias sobre a hierarquização de forças sobre a Terra.

  18. As guerras entre deuses e poderes foram também adrede programadas?

  R. As guerras particulares entre os deuses do Olimpo nunca existiram comparativamente as conotação da realidade terrena. Essas transmigrações de qualidades inferiores de invejas, ciúmes, paixões, disputas de poderes e domínios foram antropomorfismos humanos também responsáveis pelas loucuras que populações realizaram ao se deixarem levar pelas sugestões das forças negativas. Alguns fatos mais próximos de possibilidades humanas, num panorama de magias astrais, puderam acontecer como até hoje acontecem. No entanto, as demais ações de grandes poderes e realizações sobrenaturais foram efemérides astrológicas genialmente alegorizados pelos mestres e sacerdotes iniciados também reveladoras de elementos residentes na psique dos candidatos às iniciações cada vez mais elevadas, em cujas provações, algumas vezes longas, anteveem-se as dramatizações íntimas com que o candidato nelas estará inserido, precisando suportá-las e diluí-las.

  Não se pode omitir, no entanto, as inferências de outras forças humanas com poderes negativos terrenos e extraterrestres nas histórias mitológicas que resultaram em guerras, conquistas e perdas de valores. Sobre esses fatos duais houve e há adicionais personagens que se cercaram de poderes e forças opositoras, constituindo verdadeiros reinos e celeiros do mal, dominando situações em várias ocasiões.

  19. Como entender melhor esse assunto?

  R. Sobre magias podemos comentar que é possível a materialização de seres dos planos etéreo-astral, por processos de magia branca ou magia negra, havendo a possibilidade de um relacionamento sexual entre um ser humano e um ser espiritual semi materializado ou mesmo materializado. E esse foi um dos motivos de as lendas afirmarem que heróis haviam surgido na Terra, nascidos de ninfas com humanos ou de seres masculinos etéreo-astrais se terem relacionado sexualmente com mulheres humanas. Fatos verdadeiros nesse teor, com o tempo, se passaram também por simbolismos a fim de não serem levados a extremos e a exageros peculiares de sensacionalistas com mentalidades estreitas ou por deturpadores inconsequentes.

  As guerras que se desenrolaram na face da terra, envolvendo heróis e organizações do mal, se deveram ao fato de que a vida como entendemos em nosso planeta revela-se sob dupla polaridade em todos os sentidos. Os fatos de que temos notícias narrados pela história oficial nos dão o testemunhos de quanto o bem e o mal vêm lutando entre si há milênios. O mal é cósmico tanto quanto é o bem. Em períodos propícios de ciclos astrológicos os extraterrestres de ambas as polaridades podem ancorar-se na Terra com maior facilidade, o que vem acontecendo nesse momento.

  Nesse teor, as guerras antigas trouxeram para a Terra heróis de muitas culturas, reis guerreiros e legiões de soldados com o intuito de defender as raças de um domínio escravizador de seres extraplanetários e de seus segmentos do mal aqui estratificados. Nossa humanidade possui certo número de descendentes de outras esferas planetárias que aqui viveram há milhões de anos. Os registros arqueológicos em cavernas antes nunca exploradas, mas agora descobertas por pesquisadores, revelam figuras rupestres da pré-história mostrando seres astronautas, naves, foguetes e aviões como atualmente conhecemos. Recentemente, na China, arqueólogos descobriram uma cidade soterrada em que uma camada do solo terreno abriga pedaços de objetos feitos com metais desconhecidos, calcinados, com gamas de radiações superiores as de bombas atômicas da nossa atualidade terrena. Isso somente confirma a suspeita de já ter havido provável guerra atômica no planeta, dentre outras coisas.  Os vimanas eram naves voadoras mostradas em figuras clássicas indianas, em meio às guerras entre reis e poderes do bem e do mal. Essas naves são calculadas em terem existido na Terra há no mínimo 15.000 anos, havendo citações nos textos vedantes de poderes extraordinários nos episódios de guerras em que o próprio Krishna participaria.

  20. Em que plano de vida extraterrestre a humanidade se situa na atualidade?

  R. Na verdade, por outros vetores semânticos podemos afirmar que a humanidade inteira é extraterrestre, pois não chegou a esse mundo unicamente através dos elementos da Terra como teimam em afirmar os cerebrais da ciência atéia. A realidade tratada com maior ênfase e ciência infinitamente mais abrangente pelas correntes do chamado ocultismo e esoterismo é de que somos originários de mundos superiores, da essência do Criador, cuja Grande Vida sobrepõe-se a todas as conjeturas da origem da humanidade. No projeto do Grande Plano da Criação estudado e entendido pelas escolas e associações ocultistas e esotéricas estão envolvidos todos os poderes das Hierarquias Criadoras do sistema solar, em atuações nas dez cadeias planetárias existentes, cada uma com sete planetas.

  Para que a vida viesse habitar o planeta Terra precisou haver a inclusão das Hierarquias em auxílio ao plano do Logos Solar ou Deus da Criação. O projeto de vida terrena teve início há alguns trilhões de anos quando da formação de nossa cadeia planetária em mundos superiores. Se nosso planeta físico antes já fora palco de outras formas de vida ou humanidades não incluídas nesse projeto que aludimos, são somente conjeturas. O fato é que uma linha do pensamento esotérico ensina que grande parte da humanidade surgiu antes mesmo de evos lemurianos, cuja datação dessa primeira raça física remete há mais ou menos 18 milhões de anos. Portanto, anteriormente aos lemurianos começaram a surgir os embriões de todas as raças através de dois tipos de humanidade completamente diferentes do que hoje vemos e de que temos notícias. Essas duas raças originais eram de matéria etérica e astral e se desenvolveram com corpos filamentosos e protéicos sendo chamadas raças Polar e Hiperbórea. Os lemurianos viriam a existir depois dessas duas raças não físicas, representando a terceira raça ou a primeira com corpos físicos a pisar o solo terreno.

  Na atualidade, há uma verdadeira ebulição nos conceitos sobre as origens do ser humano. Algumas pesquisas arqueológicas e antropológicas levantam muitos véus sobre mistérios de deuses, heróis e gigantes. Sem dúvida que seres extraterrestres sempre visitaram a Terra, como dissemos anteriormente – os alienígenas do bem e do mal. Os extraterrestres da cadeia planetária de Vênus vieram para cá com Sanat Kumara, em cumprimento a uma etapa do desenvolvimento da humanidade terrena e de nossa cadeia planetária e aqui permaneceram a auxiliar-nos. Já antes, nos períodos em que surgiriam a primeira e segunda raças não físicas, a Hierarquia chamada de Pitris Lunares foi incumbida de cunhar os invólucros daquelas humanidades, a partir de suas próprias (dos Pitris) emanações etéricas e astrais, e até a chegada de Sanat Kumara, já no período lemuriano, ainda trabalhava ativamente nas formações dos corpos físicos lêmures.

  No entanto, alienígenas usurpadores também entraram em meio à evolução e períodos conturbados do desenvolvimento da consciência humana e aqui se estabeleceram. Esses são resquícios de capítulos guardados na memória dos povos primitivos e nas narrativas bem claras de livros védicos dos indus quando descrevem que os deuses vieram dos céus nos vimanas e guerrearam na Terra. Entretanto, em contraposição aos alarmistas e técnicos da genética em muito especulativa, acreditamos que somente pequena parte da humanidade terrena, nas suposições dos atavismos de seus códigos do DNA, é ainda portadora de genes por alienígenas invasores.

  21. Como conciliar as teorias darwinistas do surgimento do homem com as especulações de um criacionismo programado mesclado com fatores alienígenas?

  R.  A conciliação nos parece ainda distante pela necessidade da imaginação humana em motivar coisas e causas sensacionalistas. Porém, a própria ciência, por segmentos outros não ortodoxos, vai avançado para teorias mais arejadas e compatíveis com fatos diariamente mostrados e comprovados. No entanto, oficialmente para a antropologia acadêmica, o ser humano é ainda uma entidade vista de baixo para cima, do inferior para o superior, com reações desde as mais primitivas e selváticas às mais refinadas e sociáveis, passando do ignorante ao intelectual num único processo evolutivo bastante obscuro.

  O entendimento darwinista das relações homem-natureza, homem-origem, ou mesmo homem-fisiologia, não atende mais às exigências desse montante de fatores que se descobrem sobre as diversas origens dos ramos étnicos da humanidade. Os fatores atávicos em todas as raças não podem ser desconectados nem removidos simplesmente por uma visão elitista acadêmica superada. O homem tem origens raciais e espirituais e esse é o cerne do problema que grande parte de renomados homens da ciência não deseja admitir por serem simplesmente agnósticos ou ateus.

  Os criacionistas esotéricos ou religiosos sempre se colocaram contrariamente a Darwin, e assim se mantiveram. As conclusões da própria ciência nunca foram uniformes, e certo número de pesquisadores, antes defensores de Darwin, hoje já o contradizem, pois os métodos científicos nunca conduziram a nenhuma conclusão plausível de que a evolução, como pretendida, estivesse incursa unicamente em parâmetros naturais e concretos. Não há mais consenso de que o homem tenha evoluído do macaco, e nem consenso há de que tenha evoluído de um ancestral comum, conforme teimosamente ainda reza a cartilha ateísta. Verdade mesmo é que a ONU apresentou um documento oficial e atualizado no qual 500 assinaturas de cientistas em âmbito mundial desacreditam da Teoria de Charles Darwin. Há dentre os assinantes, cientistas membros das Academias de Ciências da Rússia e Estados Unidos e dez cientistas britânicos de Universidades de Wales, Coventry, Glasgow, Bristol, Leeds e do Museu Britânico.

  A despeito de todas as controvérsias entre criacionismo e evolucionismo, as incursões da genética já avançam para outras decifrações do homem em que pese às distorções e opiniões. As modernas descobertas de sequências de DNA, ou genomas, estranhos à vida da Terra e a admissão de presença alien em certos segmentos raciais, já provocam muitas conjeturas e obrigam estudiosos não ortodoxos a se voltarem mais ainda ao passado em busca de novas interpretações da história humana. As religiões e crenças de civilizações antigas passam por um processo revisionista de seus símbolos e histórias; as descobertas arqueológicas têm deixado estarrecidos antropólogos pela profusão de achados que nada tem a ver com as conclusões darwinistas. O caminho percorrido pelo homem até chegar aos tempos hodiernos está fragmentado, ceifado em suas linhas ascensas pelas constatações de crânios excessivamente desenvolvidos para tempos pré-históricos e para modelos raciais mais recentes, que deveriam possuir as mesmas características em todas as populações. Estranhos esqueletos e múmias de diversos tamanhos, até de gigantes, guardados e selecionados em grupos e locais destacados, comprovam a contemporaneidade com certas etnias raciais terrenas que viveram em civilizações extintas, no entanto, como aludimos, guardam características raciais incomuns, sem comparações a quaisquer povos do planeta.

  22. O que essas constatações representam para o mundo cético?

  R. Ao seu modo os céticos e ateus refutam até as modernas conclusões da própria ciência acerca das origens do homem e suas interações com extraterrestres por que levariam à falência as teorias darwinistas. Refutam, principalmente, por temerem que mediante a mudança de parâmetros houvesse a necessidade de se dobrarem à lógica de um processo evolucionário onde a matéria não seja um princípio único, mas esteja subordinada aos princípios de causas superiores, não tendo por si mesma construído o mecanicismo das leis universais hoje compendiadas pela física. Seus argumentos cairiam por terra mediante um desastre sem precedentes, um ruir estrondoso em todos os seus escolhidos segmentos cientificistas e filosóficos sem Deus, sem fé ou sem alma, e impotentes acusariam o banimento impiedoso do evolucionismo cantado em prosa e verso a partir de Charles Darwin.  Logo, necessário evitar-se a todo custo e fingir que não existem.
   
  23. O que representam, afinal, céticos e não céticos, para o processo evolucionário da Terra e sistema solar?
    
  R. Sabem os esotéricos que a Terra na sua essência é um ente cuja manifestação objetiva material se dá através de seus corpos planetários físico, etérico, astral e mental, além de possuir corpos de matéria superior a esses citados. Toda a história dos quatro reinos conhecidos por nossa ciência material e de mais três outros chamados elementais, residentes em mundos superiores, é somente uma face da história do espírito planetário. A humanidade terrena representa para o planeta parte de sua mente e de seu coração. O espírito planetário detém um projeto sobre o qual precisa trabalhar a fim de galgar posição superior em sua cadeia de sete planetas e com isso somar energias, forças e luz cada vez mais qualitativas a fim de que a meta seja cumprida. Todo o sistema solar trabalha girando em torno dessa meta expressada globalmente pelas dez cadeias planetárias.

  Em nosso estágio mental nos é impossível aquilatarmos como se estrutura o processo com adequadas analogias. O que obtemos de informações nos chegam através de iniciados de graduações superiores que, por seus turnos, somente conseguem entender parcialmente esse mecanismo que conjuga a Hierarquia Planetária e outras Hierarquias Solares. O interesse das Hierarquias é um só, ligado ao fato de que o nosso sistema solar representa um corpo de uma cadeia de sete sistemas solares e as projeções futuras darem conta de que o Logos Solar necessita desde já elevar sua consciência nesse planejamento cumprindo sua parte, a fim de que a cadeia solar avance para novas e maiores realizações.

   Somente será possível dobrarmos a presente etapa de nosso sistema solar se houver gerações extraordinárias de luz, energias e forças antes mencionadas que nos facultem avançar ao nível mais alto já alcançado por alguns sistemas solares. Portanto, o avanço em direção a esse status começa no papel evolutivo de cada planeta de uma cadeia planetária, dentre os planetas que formam as dez cadeias que representam o campo evolucionário do sistema solar, e na própria capacidade do Logos Solar em elevar o conteúdo de suas realizações a um estado de transmutação ou sublimação de sua consciência. Alcançando esse samadhi monumental a consciência do sistema solar se graduará para novos desafios cósmicos.

  Essa é somente uma visão imperfeita da realização cosmogonica do Logos Solar ao final de muitas situações e estágios alcançados pelas miríades de vidas nesse Grande Plano da Criação, notadamente a civilização humana. A nós cabe aprender da matéria e do espírito e realizarmos nossas sínteses a fim de que o Logos consiga alcançar Sua própria síntese, pois dentro de Seu círculo de manifestação e Consciência vivemos, nos movemos e temos nosso ser.

    Rayom Ra
                                                  http://arcadeouro.blogspot.com.br 

  Trabalho revisado e reeditado.
                                        
  [O presente material pode ser copiado em partes ou totalmente, e divulgado, desde que sejam mencionados corretamente os créditos do autor]