sábado, 14 de novembro de 2009

Informações

Reabro o blog para informar que meu livro "O Monoteísmo Bíblico e os Deuses da Criação", e outras obras e textos de minha autoria, se encontram a disposição dos leitores no site (aponte a seta e clique) Rayom Ra on Scribd  para entrar na minha página. Caso deseje, os referidos textos e obras completas poderão lá ser lidos on line na íntegra, ou baixados em downloads.

Já antes, por gentileza do amigo FrZandor, meu trabalho "Considerações Sobre a Criação" fora colocado no referido site, o que muito me animou, e a quem fiquei muito agradecido.

Sejam bem vindos. Abraços a todos.

Rayom Ra

terça-feira, 2 de junho de 2009

O RETORNO EM OUTUBRO DE 2010

Que bom retornar ao blog esperando novamente contar com sua prezada participação. Como os amigos puderam observar o blog foi dado como encerrado, mas está retornando às atividades.

Espero, como antes, poder dar continuidade com sua inestimável participação.

Abraços a todos.

Rayom Ra

Juízo, Afinal

O reinado vem ao seu final,
As inclementes trevas de Satan,
Que à Terra impregnaram,
Voltam-se aos seus!
Hediondos homens transpirantes de horror,
Cheirando suores da Besta!
Bocas impuras, mãos sanguinolentas,
Possuídos, deteriorados!
Amantes do desamor!
Vivei, oh, servidores do mal,
Os vossos derradeiros dias!
Dizei a vós, aos vossos,
Ao negro deus que adorais,
Que vossas missões ao termo estão a chegar!
Jurai, ainda assim, fidelidade,
Porque as sombras são as vossas moradas!
Ouvi, ao longe, os rumores,
Dos clangores,
Os Arautos a tocar!
Tocai, tocai, Arautos, as vossas trombetas!
Fazei tremular gloriosos estandartes!
Anunciai aos homens de Deus,
A nós, que vos aguardamos,
Que os tempos chegados,
Enfim vão terminar!
A Luz para sempre triunfará,
Sob os raios já vibrantes,
Da Era de Aquário!

De Rayom Ra

[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

Bala Perdida

Bala perdida zunindo no ar,
De chumbo, perfeita; é comum; é letal!
Artefato explosivo, perigo nas mãos,
De um feroz João Sem Alma,
Inimigo da vida!
Projétil do mal que o Brasil também faz,
Tormento de homens que têm coração,
E dos filhos e jovens que amam a vida!
Objeto comprado de alguém sem pudor,
Traidor de seu sangue, o amigo, a nação!
Pobre do Judas só trinta levou,
Hoje é mais, são bem mais,
Quem dá mais?

De Rayom Ra

[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

domingo, 31 de maio de 2009

Considerações Sobre a Criação - VIII (final)

1. Que é mundo atmico?
R. É o mundo que o Logos plasmou segundo o atributo divino da vontade. A intradependência de ambos os universos, vem estabelecer uma relação direta do mundo atmico com as formas densas, condicionando-as, não obstante, à qualidade da inércia.

2. Por que o mundo denso precisa estar condicionado à qualidade da inércia?
R. As três principais qualidades que o Logos despertou na matéria pregenética a fim de poder propagá-la e construir o universo seguem padrões inteligentes. Segundo postulados esotéricos, o mundo fenomenal no seu todo é o princípio negativo oposto ao princípio positivo representado pelo universo superior. Poderíamos denominar esta oposição como o equilíbrio dinâmico do sistema solar na sua macro vida.
Sendo a totalidade do universo fenomenal um bloco opositor ao universo não fenomenal, e vice-versa, a situação permanece definida na sua generalidade. Entretanto, os desdobramentos nas atividades dos reinos clamam por duais condições a fim de que haja sempre a garantia de perene propagação das vidas, dentro dos princípios de causa e efeito. Esses minuciosos fatores que produzem o movimento proporcionam, conseqüentemente, as experiências e os avanços. Neste quadro, os elementos positivo e negativo precisam necessariamente estar presentes, em interações de relatividades apesar do universo fenomenal ser pólo negativo na sua totalidade. Esse fato, pelo aparente paradoxo, suscita reflexões quanto ao relativismo de todas as coisas e à necessidade de se conduzir a concepção da Vida para patamares maiores, onde se ampliem as noções de imanência e transcendência.
Sendo atma a vontade do Supremo Logos e sendo esse atributo inerente à Vida em todo o sistema solar, ao existir a inversão ou o rebatimento de um primeiro universo desdobrando outro, a vontade, neste último, também estará presente. Pelas leis da criação, a energia e a força empregadas pelo Logos para a construção do sistema solar, chegam a um ponto final na sua expansão quando a energia se condensa ao máximo e produz a matéria física.
As três qualidades de movimento, ritmo e inércia, despertas pelo Logos, virão estimular a matéria intrapenetrante e envolvente aos mundos inferiores, a criar características diversas nas muitas faixas vibratórias dos reinos da natureza. Mas devido ao fato de o mundo físico denso ser o depositário da maior solidez da matéria, este propósito vem oferecer às vidas aqui mergulhadas condições de lentas e graduais experiências, de acordo com o ritmo também lento da percepção consciente das imaturas vidas. Portanto, não existe inércia absoluta nas formas densas do mundo físico, pelo fato das três principais qualidades da matéria estar presentes nos interstícios de suas estruturas atômicas e moleculares.

3. Como entender melhor a relação vontade x inércia?
R. A vontade de atma é o atributo que no ego terreno aciona a consciência “Eu Sou” a fim de realizar-se no “Eu Sou Um com Deus.” Entretanto, a vontade na sua essência emana poderes cósmicos que reúnem e distribuem energia e, principalmente, força, de um universo a outro bem como de um para outro sistema solar. O Logos Criador provoca a propagação desse essencial atributo a fim de que os universos sejam investidos de uma alma dinâmica, necessariamente de caráter evolutivo. Se esse fator progressista e unificador existe na alma universal, existirá também em todas as formas e elementos da matéria conformadora dos mundos aonde a ação da alma universal se fizer sentir.
O universo fenomenal, constituído dos mundos mental concreto, astral e físico é um universo de aparência: é Maia ou ilusão. Nesta concepção, o Logos estabeleceu um tempo para que acontecesse a manifestação desse universo fenomenal, segundo uma cronologia cósmica. A vontade, portanto, é móvel propulsor na mente do Logos, sendo necessário que a vida pluralizada no universo fenomenal a incorpore e a realize em todos os estágios do plano evolutivo.
Nos registros mundiais condicionados ao tempo, compreendido os parâmetros do tempo unicamente pelos movimentos de rotação e transladação do planeta Terra, a matéria densa parece estar caracteristicamente estática. A astronomia acusa o permanente mecanicismo dos corpos celestes e a física postula as condições que fazem com que os corpos saiam da inércia e produzam movimento. Tudo, entretanto, subordinado ao relativismo de ação e reação.
A vontade está presente na mente humana, o que vem provocar a ânsia de possuir. Mas o enigma da vida está ainda longe de ser desvelado pela mente humana, mesmo porque as condições ambientais do planeta se modificam a um ritmo cíclico próprio e peculiar segundo as variáveis condições cósmicas. As ciências acadêmicas já descobriram grandes segredos da natureza ocultos na composição do átomo, e extraem energia da matéria ou experimentam condicionar matéria da energia. Estas descobertas e experimentos vêm demonstrar que a inércia é somente um fator necessariamente atuante na matéria densa. A vontade, portanto, excede e ultrapassa a inércia, todavia a qualidade da inércia permanece sob as leis de conservação da matéria.

4. Que é mundo anupadaka?
R. É o mundo chamado monádico, ou residencial das mônadas. Deste mundo as mônadas atuam criando condições especiais a fim de que as vidas estejam estruturalmente organizadas para realizar as viagens de ida e volta, através dos mundos criados pelo Logos.

5. Que são mônadas?
R. Mônadas são essencialmente conhecidas como “espíritos puros”. As mônadas se manifestam basicamente sob sete diferentes condições que determinam suas tendências no campo do conhecimento chamado sistema solar. Cada mônada vem à existência pelo Primeiro Logos e permanece no mundo anupadaka sem dali submergir nos demais mundos. Uma mônada é portadora das mesmas condições com que foi criada, permanecendo assim por todo o decurso de seu processo evolutivo. Portanto, as sete condições básicas são sete grupamentos que reúnem, cada um, grande número de mônadas, e cada grupamento tem características diferentes dos seis outros.

6. O que acontece com as mônadas no mundo anupadaka?
R. O mundo anupadaka propicia às mônadas trabalhar próximo ao Laboratório do Logos, que é o mundo adi. As mônadas e o Logos são portadores da Idéia da Criação, porque surgem do Princípio Único ou Causa Primeira. As mônadas são também conhecidas como unidades de consciência e participam ativamente na consecução de um manvantara. Uma mônada que cumpriu sua participação em todos os mundos colhendo as experiências que o sistema solar pode oferecer, estará, em tese, realizada nesta grande etapa. Partirá, em seguida, para novas experiências noutros universos.
A atividade desenvolvida por uma mônada no Grande Plano da Criação como de nosso sistema solar, compreende, em tempo terreno, alguns trilhões de anos. Para a mônada, todavia, a percepção consciente deste tempo é bem menor. Os mundos do universo não fenomenal transcendem ao tempo ajustado por dias e noites, sendo computados por ciclos cósmicos. Neste processo, acha-se incurso o mundo anupadaka.

7. Como entender melhor este pensamento?
R. O tempo, ao final de tudo para a mente humana, é uma abstração. A mente humana, voltada para as experiências na matéria densa, não consegue aquilatar a verdadeira origem do tempo. É necessário, para noções superficiais não somente do tempo, mas também de espaço, energia, matéria, força, etc., que se estabeleçam parâmetros relativos aos efeitos produzidos na matéria, a fim de que se obtenha algum entendimento. Esses parâmetros calcam-se, principalmente, na experiência pela observação. Para o entendimento das idéias mais avançadas, criam-se símbolos.
Os símbolos evoluem e se transformam em fórmulas numéricas, algébricas, equações e etc., tornando cada vez mais complexas as manobras do intelecto. Tratados acadêmicos de física, química, matemática, astronomia e de ciências mais modernas, tentam explicar os fenômenos acontecidos no mundo. O homem evoluiu bastante sob o aspecto do conhecimento da matéria e de suas leis de conservação e transformação. Entretanto, quanto mais avança nos experimentos da matéria, mais se interioriza numa outra realidade invisível, - somente sentida, - que é a energia universal. Essa possibilidade de energia é a manifestação mais palpável de uma realidade não alcançada ainda pela mente concreta do homem, acostumada a tratar a matéria como algo sólido, estável, relativamente dominada pela lei da inércia e explorada em seus diversos ângulos pelos métodos científicos.
Mas enquanto a mente concreta do homem simboliza o tempo, procurando estabelecer relações de efemérides, esta contagem, verdadeiramente, escapa ao humano. Em anupadaka, como em atma ou buddhi, o tempo é universalmente compreendido por ciclos cósmicos, sob os quais efemérides infinitamente mais amplas se iniciam e se completam. Naquelas dimensões, não existe passado nem futuro, mas o momento linear em perfeita integração de espaço e movimento.

8. As efemérides dos ciclos cósmicos coadunam-se com a formulação simbólica de tempo e espaço na Terra?
R. As noções de tempo e espaço, calcadas no cérebro humano, evidentemente tornam impossível ao homem terreno absorver o mecanismo das efemérides cósmicas acontecidas no universo superior. Os mundos do universo fenomenal e, principalmente, da matéria densa, ao absorverem os influxos dos arquétipos cósmicos, reagirão lentamente. Não existe propriamente inércia, mas sim a qualidade da inércia atuando sobre a matéria. Assim, o mundo físico material e os mundos imediatamente superiores que conformam o universo fenomenal, sustentam na outra ponta o equilíbrio das mutações cósmicas nos seus ciclos evolutivos.
Entretanto, o fator tempo computado nas esferas do universo superior, em termos gerais existirá no mesmo coeficiente de velocidade com que convive o universo inferior, notadamente o mundo físico. As transformações produzidas na matéria sutilíssima daqueles mundos superiores é que repercutem na matéria do universo fenomenal em proporções diversas de mutabilidade. Isto significa que a aparente lentidão das transformações da matéria densa estão calculadas sob interações de muitos fatores co-existentes para, num ritmo próprio, absorver a velocidade do tempo acontecida num universo sobreposto.

9. Como entender melhor estes acontecimentos paralelos e ao mesmo tempo integrados?
R. O universo é todo integrado e qualquer alteração de ordem cósmica ocorrida no relativismo do tempo terreno ou fora dele, produzirá um resultado por menor e insignificante que venha parecer. A Inteligência do Logos é incondicionada e absoluta em todo o sistema solar por ser Ele o próprio Espírito do universo. Assim, Ele está dentro e fora, imanente e transcendente, onipresente e onisciente. Para criar situações diversificadas que atendam as necessidades da Vida em seu processo evolutivo, o Logos edificou o universo fora do tempo real onde nas esferas superiores as sementes dos arquétipos cósmicos são trabalhadas para conduzirem as idéias que ciclicamente virão edificar novas situações no sistema solar.
Mas no seu magnífico pensamento o Logos também criou mundos para condicionar vidas aos fatores relativos de tempo e espaço. As vidas mergulhadas nesses mundos não estão ainda preparadas para entender o mecanismo que regula o cosmos fora destes parâmetros convencionais. Todavia, este detalhe temporário não implica em que se possa acreditar que essas vidas se mantenham totalmente aparte da roda que gira movimentando os universos.
É bastante e necessário que se entenda que as dimensões ou mundos que produzem o condicionado tempo também vivem simultaneamente no incondicionado tempo. Entretanto, devido especificamente aos princípios cósmicos modificadores do universo inferior num quadro geral de causas e efeitos, há o enlace dos ciclos aprisionadores de nascimento, vida e morte em que esta natureza encontra-se subjugada, aonde as vidas precisam cumpri-los. Estas experiências são parte do processo evolutivo que a Vida na sua totalidade necessita auferir, e delas libertar-se para avançar no carma do sistema solar.

10. Que é mundo adi?
R. É a dimensão onde o Logos atuou e ainda atua para a consecução do Grande Plano da Criação.

11. Sendo o Logos criador do Sistema Solar, porque deve atuar do mundo adi já anteriormente criado?
R. Naturalmente que o Logos está presente em cada partícula de matéria quer nos sóis físico, mental ou espiritual, quer em todas as formas de qualquer dimensão. Ele é a imanência que impulsiona a Vida sob todos os aspectos da evolução. O Logos, naturalmente, é a entidade possuidora de um centro de energia e força de onde tudo emana. Sua fantástica aura se ajusta ao tempo, espaço, matéria, alma, espírito e a todas as coisas já criadas ou que ainda virão à existência, detendo universal domínio sobre todos os elementos.
Ao denominarmos este Poder Criador de Espírito Universal, Invisível Presença, Imanência, Transcendência, Pai, Deus, Moto Perpétuo, Moto Contínuo, etc., pouco estaremos traduzindo de Sua real Vida. Mas sabemos que os produtos de Sua Inteligência plasmática, envolvente, ou onisciente que seja, terão tido um princípio e terão um fim, mesmo que entendamos paradoxalmente esse fim como o infinito dentro do finito.
Sabemos também que o universo de nosso sistema solar se originou de uma Ideação concretizada. Assim, para realizar objetivamente o universo solar e o Plano da Criação, o Logos precisou apoiar-se nalgum ponto e este ponto foi o mundo adi, onde estabeleceu sua indescritível base e dali continua atuando.

12. Se o mundo adi foi criado anteriormente ao Logos, não teria sido este o primeiro ato da criação?
R. Ao acionarmos o intelecto para tentarmos entender os princípios que originaram o sistema solar e a decorrência de suas etapas, esbarraremos, sempre, em limitações. A única maneira de realmente entendermos um acontecimento de magnitude cósmica, em pequena proporção, é pela inclusão de nosso espírito num plano de observação. Como, entretanto, a mente humana não possui suficiente elasticidade para envolver os acontecimentos cósmicos em todas as dimensões, na sua total contextura, ela somente obterá lampejos do que foi apreendido pelo espírito num determinado reflexo do instante. Esta é a base inicial em que se apóiam grandes vidências e profecias.
Ao entendermos que adi foi o primeiro ato da criação, não estaremos considerando a totalidade do pensamento do Logos. O primeiro ato da criação foi a Ideação que o Deus Incognoscível exalou para o Logos. Do invisível, o Logos vislumbrou o círculo de sua manifestação e numa só concepção traçou linhas de futuros acontecimentos que seriam as materializações dos mundos.
A matéria de adi é particularmente semelhante a do mundo interior de onde surgiu o Logos, embora essa matéria naquela situação reunisse certas condições inacessíveis ao pensamento, e após sua manifestação objetiva, já sob as injunções de fatores co-existentes com o espaço-tempo, reunisse outras condições indispensáveis ao que se requeria. Antes mesmo de atuar na matéria pregenética, o Logos já fez adi de sua plataforma. Mas como o projeto da Grande Manifestação ou manvantara dos indus, estivesse pronto em seu pensamento, seu primeiro ato de concretização foi realmente introduzir fohat na matéria pregenética, a fim de conceber o fogo criador (ou luz) que acrescentaria qualidade à matéria conformadora dos mundos.

13. Quais as características principais de adi?
R. Pouco poderíamos comentar objetivamente de adi pelo fato de ser para nós o desconhecido mundo onde o Deus do sistema solar trabalha. As palavras jamais são fiéis para ilustrar ou definir fragmentos de situações superiores a que venhamos captar. Grandes Seres, tendo já concluído seu tempo de evolução nos mundos do sistema solar, ao alcançarem adi vêm assumir outra identidade por possuir entendimento amplo e mais completo do espírito planetário e do esquema de que nosso sistema solar é parte.
Em adi, outros luminosos seres também trabalham sob a orientação do Senhor do Mundo. O que poderíamos, entretanto, afirmar é que a matéria de adi é pura energia na mais alta concepção e, através de adi, o pensamento integrado de outros sistemas solares vem penetrar o nosso sistema solar.

14. Como é esse pensamento integrado?
R. O pensamento do Logos tem outra concepção, sendo essencialmente Inteligência. A transmissão dessa Inteligência é conduzida pela qualidade da energia que vem integrada ao éter e nele permanece até encontrar ancoradouro num outro sistema solar. Cada Logos é portador de uma particular característica que necessita adicionar ao outro, e que de outros necessita também receber. Mas estas formulações são somente possíveis quando os sistemas solares da mesma forma atinjam certas gamas de luz e força, que adicionadas à energia do pensamento integrado, produzam suficientes qualidades para permitir atrações e respostas.
O nosso sistema solar necessita ainda desenvolver essa soma de atributos em proporções cada vez maiores, para poder integrar-se em níveis superiores aos outros sistemas solares de seu esquema. Esse trabalho é gradual e paulatino, compreendendo, ao final de muitos ciclos, resultados parciais de cada planeta e de sua própria cadeia. O pensamento integrado ao alcançar nosso sistema solar através do mundo adi, é trabalhado e diversificado para mundos e planetas. Após ser adicionado de qualidades específicas de suas cadeias planetárias, e tendo armazenado suficiente soma de luz e força, o pensamento integrado poderá ser reenviado para os outros seis sistemas solares.
Desse modo, observamos que tanto o universo inferior quanto o superior existem por motivos que vão muito além das concepções humanas limitadas à criação de nosso sistema solar. E tudo o que se diz e se propala da matéria e suas organizações são conhecimentos que necessitam avançar para uma idéia de integração cósmica em apropriações paulatinas de um para outro sistema solar. Depois, certamente, essa expansão objetivará outras metas, outros conjuntos de sistemas solares dentro e fora de nossa galáxia, e assim sucessivamente com todo o universo material e não material.

De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

sábado, 30 de maio de 2009

Nossas Vidas Atômicas – VI (final)

Mesmo depois da fragmentação de Atlântida, os povos que se formaram posteriormente, foram constituídos daquelas mesmas almas que habitaram o continente. Houve tanto populações com misturas e caldeamentos de vários grupamentos étnicos, como civilizações gloriosas de etnias mais apuradas pelos mentores das raças, desenvolvendo culturas mais avançadas que deram impulsos aos valores humanos.

No entanto, todos os povos e civilizações sempre se viram às voltas com a contaminação das forças negras que jamais deixaram de assolar os seres humanos. A magia negra sobreviveu pelos milênios, estimulada pelo mal que continuou a aportar em nosso planeta. Sempre que os desregramentos morais e as práticas desenfreadas da sexualidade se espalharam nos impérios faustuosos, viriam demarcar o início do fim. Sempre que isso aconteceu, os impérios que já se autodestruíam moralmente tiveram seus territórios invadidos por povos conquistadores sedentos de sangue e vinganças, ou sofreram seguidas destruições por fenômenos naturais. E em todos, o domínio do mal e as práticas da magia negra estiveram presentes como componentes influentes para a inversão dos valores.

A grande maioria dos seres humanos trouxe heranças cármicas da Atlântida. Os átomos que formam os tecidos dos corpos espirituais estiveram contaminados com a energia destrutiva do elemental produzido pela magia negra largamente praticada, o que vem demandando muitos milênios para ser expurgada a custa de sofrimentos físicos e morais. Esse elemental, entretanto, veio sendo recriado regularmente pelas novas e constantes práticas da magia negra, onde os sacrifícios humanos e de animais, os rituais devassos e satânicos fazem exudar a energia inferior transmutada para suas forças repugnantes. Além disso, os adeptos trabalham constantemente toda a sorte de iniquidades, violência e crimes pelo mundo, que são poderosas ferramentas aprisionantes das almas, assim conseguindo acumular mais energia inferior de que necessitam. Dessa maneira, a energia destrutiva veio novamente rearticular os mesmos átomos que a cada reencarnação novamente se reagrupam nos corpos sutis daqueles que aderem às antigas e demoníacas práticas.

Os átomos residentes em nossos corpos denso e espirituais são inteligentes e desenvolveram uma linguagem de comunicação entre suas coletividades em seus campos de ação. Há uma verdadeira hierarquia de átomos nos corpos humanos tanto do bem quanto do mal. Não é somente pelo fato de pessoas serem religiosas ou adeptas de escolas do ocultismo que estarão livres e libertas das ações das forças destrutivas dos átomos malignos. Esses átomos contaminados há milênios, residindo nos interstícios das moléculas que lhes servem de quartel, distribuem-se por todo o organismo espiritual. E mesmo aqueles átomos que não são comandados pela energia destrutiva dos evos atlantes, se reforçam com outras energias dissonantes, produtos das más ações e maus pensamentos do ego humano. Não é sem razão que todas as religiões oficiais e renomadas organizações esotéricas, pautam suas instruções com normas de procedimentos a fim de não municiar ainda mais aos átomos destrutivos com energias inferiores.

Essas normas básicas, e outras sugeridas conforme o candidato a uma nova vida se disponha a avançar, se postas em verdadeira prática virão aos poucos alterar e inibir o vigor e o fluxo das forças atômicas atrelantes de sensações de baixo teor vibratório, e que empurram o ser humano para baixo criando o seu inferno astral.

As pessoas de fortes paixões desregradas estão dominadas por categorias de átomos aprisionantes, que possuem áreas específicas de ação onde há átomos líderes de grupamentos de células. A energia corrente em seus corpos astrais constituem certas formações que se configuram em réplicas mal feitas de seus corpos físicos, que se externam e se locomovem em derredor como algo independente. Essas formas auto-criadas detém átomos tão iguais quanto aos que as pessoas trazem em suas contexturas espirituais, pois seu magnetismo atrái dos ambientes saturados e de pessoas de iguais vibrações, átomos semelhantes. Ou os átomos transitam das formas criadas artificialmente para os corpos espirituais das pessoas nessas condições, por conduto das auras contaminadas.

Rituais de magia negra com imolações de animais e orgias sexuais produzem novas formas elementais de grupamentos de átomos destrutivos, que são lançados sobre as auras de vítimas encomendadas, levando-as a baixar seus padrões vibratórios e assim permitir que outros átomos inferiores ingressem no sistema de seus corpos e permitam a sintonia mais freqüente com seres malignos que se aproximam. Os átomos destrutivos recém-chegados procuram de todas as formas dominar as emoções e os pensamentos das vítimas, estimulando aos atos e hábitos diversos e perniciosos, a vícios de alcoolismo e drogas, como a paixões incontroladas, produzindo com isso doenças ou infernizando suas vidas familiares e profissionais. Os átomos malignos que já existiam nos corpos espirituais contaminados se vêem reforçados pela ação visitante e aumentados em suas colônias, passando também a trabalhar com maior desenvoltura, justamente para dominar de vez os sistemas orgânicos e comandar as vontades dos egos.

Religiosos, esotéricos, umbandistas, se praticantes convictos e atentos, detem recursos imediatos e práticos para combater essas invasões obsessoras que se aproximam perniciosamente, afastando as ameaças.

Entretanto, há doenças que emergem nos seres humanos independentemente de qualquer outra ação externa, pois são o resultado das energias corrosivas dos átomos, mantidas prisioneiras em suas almas, mas que precisam ser drenadas. Eis porque há doenças cármicas jamais curadas, porém aliviadas em seus males por uma vida de auxílio ao próximo. Outras há que podem ser curadas. Nesse particular, o câncer cujas causas orgânicas se revelam como um desequilíbrio dos elétrons nos interstícios de moléculas dos tecidos dos corpos espirituais, pode do mesmo modo ser curado ou combatido com sucesso pela espiritualização. As novas energias com que o espiritualista convive em seus trabalhos espirituais desarticulam as colônias dos átomos infectantes e recuperam a saúde de células cancerígenas.

Se a medicina oficial já consegue avanços sobre a cura do câncer por medicamentos mais fortes e inibidores, as causas podem não ter sido atingidas e o mesmo câncer vir retornar em vida futura para o necessário dreno dos corpos mentais, astrais e etéricos dos afetados. No entanto, há casos em que o dreno das energias corrosivas já estaria se esgotando do carma individual e a cura total ou parcial através da medicina pôde ocorrer.

Há, enfim, inúmeros casos envolvendo carmas que não dariam para enumerar ou exemplificar, mas em todos eles os átomos são os veículos da materialização do mal, segundo a vontade e liberdade do indivíduo ao realizar os vínculos com as situações comandadas por energias destrutivas.

De Rayom Ra.
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Considerações Sobre a Criação - VII

1. Existem habitantes no mundo mental?
R. Sim, todos os mundos do nosso sistema solar são habitados. A energia Vida ao entrar na esfera chamada planeta Terra, estabelece ancoradouros nos planos que o circundam. As vidas que migraram do orbe anterior, ao impulso descendente do arco involutivo, buscam na Terra novo estágio, de acordo com seus níveis mentais. Há em torno da Terra um círculo-não-se-passa, em réplica ao círculo maior, estabelecido pelo Logos ao criar o sistema solar. Uma vez mergulhada no círculo-não-se-passa do orbe terreno, a quase totalidade do “quantum” de Vida destacado pelo Logos para evoluir em nossa cadeia, terá todos os necessários recursos para adquirir novas experiências. Esse especial enfoque na Terra, produzido pela cuidadosa concentração e atenção do Logos, segue ao cumprimento das diretrizes evolutivas por ele mesmo impostas, no curso do Grande Plano da Criação. Assim, os diversos planos que envolvem a Terra terão sido devidamente organizados para receberem reais e proveitosas condições de abrigar as vidas que por milênios aqui permanecerão. Nisso inclui-se o mundo mental com suas duas principais divisões.

2. A Vida cessa de existir nos planetas pelos quais a Onda de Vida atuou e depois partiu?
R. Cada planeta que recebeu a Onda de Vida do Criador deterá núcleos de menor expressão após a Onda de Vida ter partido. Essa situação permite que os moldes dos reinos que foram construídos a fim de abrigar as miríades de formas de vida, não se dissolvam completamente. Com isso, os moldes poderão ser reutilizados quando um novo giro da Onda de Vida venha novamente alcançar aqueles planetas. Essa manobra proporciona considerável economia de tempo e esforços para a consecução de outras etapas do plano evolutivo em nossa cadeia.

3. De que maneira esse fato acontece?
R. Cada um dos sete planetas de nossa cadeia entra num processo de vibrante enfoque todas as vezes que a Onda de Vida neles vem ancorar-se. A partir desse instante, todos os reinos passam a ter ativa participação na vida planetária, e o próprio planeta sai de sua condição não manifestada para a manifestada. Esse fenômeno acontece porque a Vida marcha em bloco. Os planetas que vão ficando para trás, e que não possuem orbes físicos densos, entrarão num estado de repouso chamado pralaya individual, após a passagem da Onda de Vida. Entretanto, os moldes básicos dos reinos, bem como algumas vidas estagiárias, podem neles permanecer por mais tempo auxiliando-se mutuamente e buscando manter os reinos em boas condições. Esse trabalho apresenta algumas variantes de acordo com a necessidade das vidas ali estagiárias com a qualidade do trabalho local desenvolvido pelos mestres construtores, e segundo as condições do próprio planeta.
Já os planetas que possuem corpos físicos densos, permanecerão objetivamente com certos núcleos em atividade por mais tempo, ou seja, até que a Vida ancorada num ou noutro planeta, também físicos, parta definitivamente para os mundos superiores tendo ali se esgotado o sétimo e último giro da Vida. Após isso ter acontecido os referidos planetas terão as suas expressões físicas desintegradas.

4. Como são os habitantes do mundo mental?
R. O mundo mental concreto abriga vidas adiantadas ou atrasadas em relação aos seus grupamentos nos giros já acontecidos da Onda de Vida, que permanecem em espera para de novo se manifestar, e que ainda assim lá trabalham. Nesse panorama, há também a inserção daquelas vidas do atual giro que, se adiantando em relação às demais, alcançaram níveis mentais superiores. Mas estando ainda encarnadas, somente irão de maneira total e integral para aqueles níveis superiores após perderem seus corpos físicos. Há mestres da sabedoria em diversos graus que nos quatro subplanos do mundo mental concreto realizam atividades voltadas ao desenvolvimento e evolução dos reinos planetários.
Já nos subplanos do mundo mental abstrato, residem vidas cujas mentes começam a se desligar do carma humano e planetário. Essas vidas alcançaram certo grau de maestria e algumas fazem parte da Grande Fraternidade Branca, ocupando cargos menores. Os destinos das vidas na Terra, em termos objetivos, estão ligados a essas grandes vidas que tomam decisões importantes. Esse fato acontece por tratar-se de um mundo intermediário entre dois grandes universos, e onde é possível ter um discernimento mental mais abrangente.

5. Que outros importantes acontecimentos têm lugar no mundo mental abstrato?
R. O mundo mental abstrato é determinante para a entrada das vidas nos mundos superiores. Mas isso somente pode acontecer quando muitas experiências venham acumular-se na bagagem do ego. No mundo mental abstrato reside o corpo causal do ego, que estabelece a soma e o valor das suas aquisições na caminhada evolutiva. A alma, verdadeiramente, reside no mundo mental abstrato e está em direta e permanente relação com o corpo causal. Os mundos superiores apoiam-se no mundo mental abstrato para constituir o grande triângulo cósmico: atma-buddhi-manas. Aqui a Vida reveste-se de outra expressão ao estabelecer simultânea relação com os mundos mais acima, sob a fusão de três grandes princípios: mente, razão e vontade. A alma é o ponto focal permanente para os objetivos do ego terreno, porém a partir de um determinado momento do ciclo evolutivo, a alma vem polarizar toda a sua sabedoria e poderes no ego terreno absorvendo-o. A alma, em última análise, é o ego superior e se identifica com todas as demais almas no seu próprio mundo.

6. Como as vidas no mundo mental abstrato, participam dos mundos da razão e vontade?
R. Os três mundos, atmico, búdico e manas(abstrato), ao cederem um átomo respectivo a cada vida, dão formação ao que o esoterismo teórico denomina de tríade superior. Em oposição a essa formação constitui-se a tríade inferior, com átomos dos mundos manas(concreto), kama(astral) e sthula(físico-etérico). Uma vida em evolução precisará galgar todos esses mundos, passo a passo, ganhando experiências que são galvanizadas por essas tríades. A vida que alcança a plenitude da alma, estando polarizada no mundo mental abstrato, estabelece imediato contato com as correntes do pensamento intuicional e da vontade espiritual, através da intrarrelação desses átomos. Nos mundos do universo inferior a ascensão gradual de uma vida requer grandes sacrifícios e inestimável dispêndio de energia e força. Devido à densidade da matéria dos mundos inferiores, dos quais o ego terreno detém corpos, a expansão da consciência fica limitada a um momento em cada encarnação, e a um espaço definido de sua manifestação. A alma, entretanto, a partir de certo estágio da evolução, ao tomar definitivamente as rédeas da vida, virá determinar os objetivos mais imediatos daquela vida. Existirá, por assim dizer, uma ação tutelar permanente da alma em relação à vida, apesar de todos os erros ainda cometidos pelo ego terreno.
Nos mundos superiores a situação é diferente e a vida não está mais subjugada a um carma dual e aprisionante, do qual necessitará escapar pelo uso da razão e conhecimento, como acontece com o ego terreno. O carma da vida já identificada com sua alma traz uma conotação inteiramente evolutiva, liberta de erros que geram resgates terrenos. A vida, nesse estágio, se posicionará num dos sete caminhos que necessitará trilhar, ainda que não esteja perfeitamente consciente da escolha. A escolha definitiva do caminho somente se dará mais adiante, após a vida ter adquirido outros valores. Entretanto, por natural inclinação, a vida realizará desde logo tarefas dentro de um plano de trabalho que as satisfaça, e isso implica atuar dentro de padrões superiores, em relação direta com a tríade atma-buddhi-manas.

7. Que é mundo búdico?
R. É o mundo em que os atributos distinguem a razão pura. A energia que emana desse mundo flui mais livremente para o mundo astral, que é seu ponto referencial na integração dos universos. Entretanto, a energia adstrita aos mundos mental abstrato e concreto pode ser modelada pela energia búdica, nas formulações do pensamento.

8. Por que o mundo astral é o ponto referencial do mundo búdico na integração dos universos?
R. Essa relação pode ser explicada pelo admitido fluxo das pontas do triângulo superior, formado de atma-buddhi-manas(abstrato). O desenho cósmico desse triângulo superior requer uma contraparte, que é o triângulo inferior, constituído de manas(concreto)-kama-sthula. Essa oposição sugere a harmonia pela união dos contrários. Não é sem razão que a estrela de seis pontas resulta do entrelace de dois triângulos. A posição de um dos triângulos sugere que o vértice voltado para baixo esteja a indicar a descida da energia, ao passo que o outro, com o vértice voltado para cima, a ascensão. Evidentemente esses triângulos configuram um pensamento esotérico dirigido e planificado. A relação verdadeira de equilíbrio entre os mundos não acontece nesse tipo de alinhamento, pois os mundos se sustentam, num contexto geral, segundo a natureza diferenciada da matéria e, todos, interligam-se num eixo imaginário.
O mundo astral possui o pensamento-forma arquetípico construído pelo Logos, com a característica de estimular sucessivas impressões para se plasmarem em desejos. Os desejos despertam emoções, e essas repercutem de volta na tessitura da matéria do corpo astral, misturando-se aos desejos. Isso resulta em fortalecimento e maior substância ao pensamento-forma pessoal na aura mental-astral de um ego terreno. Os desejos e as emoções, se deixados livres, produzirão sempre novas formas astrais. A energia búdica, por outro lado, ao ingressar nas camadas da matéria astral, virá imprimir outro ritmo às combinações daquela matéria. Essa situação remete a um terceiro fator, que é um direcionamento da consciência para a razão lógica e sensata. Diria que o desejo queima, mas a razão cura.

9. Como entender melhor a relação de um mundo não fenomenal com outro circunscrito à lei de causa e efeito?
R. As energias dos dois universos, simbolizados pelos triângulos, interagem ao curso da consecução do plano evolutivo elaborado pelo Deus de nosso sistema solar. Isso vem provocar um resultado que é calculado pela ação de um universo sobre o outro. Esse fator, realmente determina uma relação de causa e efeito, o que vem influir não somente nas vidas submersas no universo inferior, como em todo o sistema solar. O efeito gerado do pensamento do Logos, a partir do universo superior, não retroage à causa da maneira como acontece nos mundos do universo inferior. Isso porque as vidas que se embaraçam nos fatores relativos de causa e efeito, já estão incursas no processo evolutivo do universo fenomenal como seres pensantes, sob um arbítrio também relativo. A concepção de causa e efeito entre esses dois universos vem revelar-se, em última instância, pelo acontecimento final de um universo que absorve o outro, o que traz de volta, num processo cíclico, o “quantum” de energia que particularmente foi empregado pelo Logos na construção dos mundos inferiores. Quando ambos os universos estiverem novamente amalgamados em forma e conteúdo, como planejado na mente do Logos, então um grande ciclo ou manvantara se terá completado.

10. Por que razão o Logos necessitou operar com dois universos?
R. Em verdade não há propriamente dois universos distintos, formados por diferentes concepções pelo Deus Criador. Há, sim, situações diversificadas que foram criadas no sistema solar para poderem comportar, desenvolver e ampliar estados de consciência. A consciência do Logos independe das situações por Ele mesmo criadas nas diversas dimensões do universo, porque, em última análise, Sua consciência é o próprio sistema solar com todas as suas implicações. A consciência da Vida manipulada pelo Logos, estando impregnada do Seu Espírito, é que virá passar pelo processo evolutivo. A crescente consciência da Vida, subjugada e circunscrita à do Logos, propicia ao mesmo Logos, pelos incessantes câmbios energéticos, não modificar Sua consciência, porém “sentir” os avanços da Vida. Os termos evoluir, avançar ou progredir, pela limitação de nosso vocabulário, não atendem ao real significado das situações superiores. A “evolução” do Logos, num contexto de um corpo cósmico constituído por sete sistemas solares, acontece em direta relação com a Vida imanente por Ele conduzida. Quando a consciência do Logos estiver perfeitamente aportada à Vida imanente, na qualidade e proporção que Ele projetou para esse manvantara, então esse plano evolutivo estará vencido e completado. Mas até que isso aconteça, os “avanços” do Logos prosseguirão por períodos e ciclos desenvolvidos durante as três encarnações do sistema solar.

11. Que outros importantes fatos ocorrem neste particular?
R. Na consecução da Idéia do Logos, há que existir para a Vida condições que se encaminhem da relatividade existente nos mundos, onde os fatores se comportam em dualidades, até aquelas de mundos onde existam situações mais completas e unificadas. Essas condições vêm requerer eventuais separações nos níveis de consciência das vidas, ao curso de suas evoluções nos reinos e espécies. Mediante esses necessários recursos, a Vida, na sua totalidade, pode auferir com maior segurança e eficiência dos resultados das ações quantificadas. Os dois universos são somente aparentes, mas em assim existindo, propiciam às vidas campos apropriados para o processo evolutivo.
Quanto ao fato de um universo absorver ao outro, é uma decorrência seqüencial no planejamento do Logos que acontece em todos os mundos, ao cabo de determinados períodos de suas existências. O mundo físico denso, por exemplo, um dia virá a ser absorvido pelo mundo etérico; esse último, pelo mundo astral, e o astral, por seu turno, pelo mundo mental. O resultado desse processo produzirá então que a matéria se dissolva em formas de energia para ser reabsorvida pelo universo superior. Esse acontecimento cíclico é um processo invertido, pois ao início de tudo foram necessários bilhões de anos terrenos a fim de que os impulsos do Logos concretizassem cada mundo. Nessa etapa de final de um manvantara, acontecerá, pois, o sentido inverso à materialização, embora com maior velocidade.

De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Dúvidas e Ceticismos Sobre a Bíblia, Sempre - I

Os aspectos religiosos foram no passado relativamente aceitos sem muitas discussões, muito embora sem provas concretas suficientes, mas com os historiadores dando crédito material aos textos bíblicos quando identificavam cidades ou locais fisicamente conhecidos ou não.

Hoje, porém, esta visão mudou e conturbou completamente uma possível coerência no processo histórico, sob cujos desdobramentos os textos bíblicos em diversas ocasiões convergiriam. O que mais causa divergências e cisões entre arqueólogos, sociólogos, historiadores e pesquisadores são as diferentes constatações de que as culturas dos povos se teriam desenvolvido em períodos não coincidentes com aqueles asseverados pelos textos bíblicos. Em alguns casos, se afastam de tal forma dos relatos religiosos que robustecem ainda mais a colocação dos argumentos díspares de quem diverge. Mesmo o Egito não escapa do esquadrinhamento de fatos imprecisos ou inexistentes e que produzem hiatos na sua memória arqueológica, por não existir elos seqüenciais de elementos concretos corroborantes com as narrativas bíblicas.

De Adão historicamente nada se pode comentar, exceto que o texto bíblico descreve propositalmente o paraíso no lugar onde existiu a antiga Mesopotâmia. O que Adão teria realizado não é cabal nem procedente, mesmo porque quase nada é dito de seus hábitos em comum com Eva no Jardim do Éden. A única trilha a seguir no contexto religioso é aquela deixada por seus descendentes até Noé. Não há, portanto, conteúdo em Adão e Eva como personalidades, sobre as quais se pudessem analisar e inferir racionalmente como a história necessita.

De acordo com meus cálculos, o começo da povoação da terra com Adão e Eva teria acontecido a aproximadamente 6045 anos, cifra esta que considero insignificante perante os anais universais e cronologia humana. Julgo, porém, que o cálculo judaico de 5768 anos, dessa mesma distância de pólos humanos, possa ser explicado pela sabedoria milenar cabalística. A data popularmente fixada do início de seu calendário é a de 07 de outubro de 3760 a.C., o que não muda a espinha dorsal de meus cálculos, pois atingiria os 653 anos que Adão ainda viveria até atingir 930 de idade. Porém, a cabala caldeu-hebraica mantém tradições herméticas onde se guardam explicações mais profundas não só dos sistemas numéricos relacionados com as forças divinas, como crônicas e livros sagrados de uma sabedoria antiqüíssima.

Teria sido a Mesopotâmia realmente o Jardim do Éden? Que a Mesopotâmia foi o berço da civilização dos povos do oriente médio não há dúvidas. Muito embora ramos étnicos semíticos tivessem alargado o círculo de seus grupamentos nômades para mais além dos rios Tigre e Eufrates, é inegável a influência por eles recebida dos povos culturalmente adiantados viventes na Mesopotâmia.

Noutro texto já citei os sumérios de cuja cultura sócio-religiosa surgiria mitologia plena de lendas. Ligavam-se essas lendas em muitas instâncias ao aparecimento do homem na Terra, aos deuses cósmicos e terrenos e as suas constantes lutas decorrentes da dualidade bem-mal. Adotaram cultos e crenças politeístas, códigos morais disciplinadores de bens e valores, mas não organizaram propriamente uma religião sobre bases espirituais. Os deuses representavam forças naturais e cósmicas, e os sacerdotes estabeleciam critérios temporais em seus cultos, pois segundo consta os sumérios não se preparavam para a morte com as mesmas noções de paraíso e inferno externadas por outros povos, como, por exemplo, os gregos e egípcios. Mesmo assim, possuíam muitas noções de valores transcendentais ao mundo material, inclusive realizando rituais de magia e oferendas aos deuses com base nas afinidades astrológicas.

Em virtude desses fatos, acredito ser altamente improvável não terem conhecido também a crença da reencarnação e de regiões suprafísicas, onde as almas lá permanecem entre uma e outra interpolação na matéria. Essas crenças, no entanto, já eram profundamente conhecidas das religiões orientais quando tratavam do carma e de seus efeitos retroativos aos bons ou maus atos praticados na Terra.

Todavia, o Gênesis bíblico ao prefaciar em poucas linhas o Velho Testamento com a criação da natureza terrena e humana, sob uma cosmogonia bastante resumida, não explicaria o necessário, deixando aos historiadores e pesquisadores modernos uma única saída a fim de tentar entender a razão e o sentido de tal revelação. E como os operadores das ciências materiais são na prática inerentemente agnósticos ou ateus, o concretismo é a única e perfeita razão de suas pesquisas.
Mesmo reconhecendo no ser humano uma psique reveladora de sensações, pensamentos e toda a sorte de emoções, não é competência das ciências anelar filosoficamente algo imaterial sobrepondo-se ao material. Nem atribuir um Deus invisível e intangível a quem a psique, anima, ego ou superego instintivamente reverencia, se dobra e oferece segundo sua cultura. Na realidade, permeia-lhes a alma física do anacronismo que procuram exorcizar com esforço racional e tecnológico.

E não obstante, um inevitável paradoxo os obriga a seguidamente reconhecer um paradigma invariável, persistente e inexplicavelmente constante com a inclinação humana, que vem revelar sempre na alma dos povos a imorredoura certeza a algo invisível e superior a todas as demais vidas e forças da natureza. Dessa maneira, partindo das crenças de genealogias dêiticas de povos pré-existentes aos judeus, a pesquisa procurou analogias e paralelos para entender a cosmogonia bíblica. E não foi difícil encontrar coincidências no Gênesis bíblico com os relatos mitológicos sumérios.
                                                                   [ Segue ]
Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]

Dúvidas e Ceticismos Sobre a Bíblia, Sempre - II (final)

Evidenciava-se que os sumérios tinham chegado à Mesopotâmia antes do povo judeu, subjugando com suas milícias e adiantada cultura os semitas ali viventes, conforme já anotei. Alguns registros históricos apontam 10.000 anos de existência da civilização suméria; outros levantam suspeitas e suposições de que esse tempo possa ser maior, puxando a lenda do Jardim do Éden para um período ainda mais recente. Os cananeus, que anteriormente viviam pela região da Mesopotâmia, seriam antes da invasão suméria pequenas e esparsas tribos semitas que não podiam representar uma influente cultura. Mas somente após o êxodo do Egito, e com a civilização suméria decaída e fragmentada, que os judeus teriam chegado a Canaã dos cananeus na Palestina com sua força militar e religião monoteísta, lá se instalando. Admite-se que os cananeus, nessa época, já utilizavam o termo hebreu para designar seu ramo étnico, que os judeus somente após a conquista de Canaã absorveriam e adotariam. Portanto, hebreu antes do êxodo, não seria somente epíteto de especial ramo semítico israelita conforme atribuíam a Moisés e ao povo judeu escravo no Egito.

Além disso, o hebraico é um idioma muito mais antigo, originário da África e lá existente há mais ou menos 8.000 anos a.C., levado para a Ásia e depois falado tanto por fenícios como por cananeus. Sua forma escrita, mais tarde trabalhada pelos rabinos judeus que lhe introduziriam sinais massoréticos, estabelece similitudes com o aramaico falado por Jesus e alguns povos da antiga Palestina e Mesopotâmia. Desse modo, os sumérios teriam sido muito anteriores aos judeus do Velho Testamento e não poderiam de forma alguma se revestir com um proselitismo judaico, senão o oposto visto a cultura politeísta suméria, durante milênios, ser a mais forte e assimilada forçosa ou casuisticamente pelos povos espalhados desde a Síria Oriental até a Mesopotâmia.

Apesar de alguns historiadores serem cautelosos num julgamento definitivo sobre a realidade ou não da existência dos patriarcas bíblicos, outros demonstram o mais profundo ceticismo quanto ao fato. No entanto, grande número de pesquisadores no mundo inteiro está interessado unicamente em comprovar a veracidade dos relatos bíblicos sem preconceitos. Achados arqueológicos têm sido para uns a via única comprobatória de falhas e inverdades dos relatos do Velho Testamento. Duas conhecidas correntes de estudiosos, nos Estados Unidos e na Europa, divergem em vários pontos sobre critérios interpretativos dos elementos arqueológicos coligidos.

A Maximalista se apresenta não radical, comedida, postulante da aceitação de fatos bíblicos como sendo históricos desde que não possam ser contestados nem sejam comprovadamente falsos. Já a corrente Minimalista desconsidera e julga falsos os fatos onde não haja evidências possíveis de comprovação.
A mim me parece haver grande precipitação dos Minimalistas em julgar fatos bíblicos desta forma, pois dificilmente há consenso ou absoluta certeza de uma amostra arqueológica ou documento histórico serem eminentemente comprobatórios de mentiras e enganos, ou suficientes de per si para conclusões definitivas.

Por outro lado, a arqueologia não encontrou ainda meios para definir uma data precisa, ou o mais aproximado possível, de quando definitivamente o dilúvio teria ocorrido, se de fato ocorreu conforme diz o Velho Testamento. Cientistas são categóricos em afirmar que pelos estudos dos solos, acidentes geográficos e condições ambientais de muitas regiões dos continentes, até o momento não há indícios de que há milênios tenha de fato acontecido uma inundação daquela magnitude.

Estudos acurados indicam também que seria impossível a natureza provocar inundação de uma só vez em todo o planeta, cobrindo montanhas, oceanos, mares e rios em somente quarenta dias de chuva. Mesmo chovendo mais do que quarenta dias, se verificaria aumento de volume ínfimo de água por toda a Terra, embora para nós esse mesmo volume viesse a se revelar assombrosamente grande. Ademais, segundo ainda afirmam homens das ciências, a natureza, além de tudo, não reúne condições de formar tanta elevação de nuvens que possa precipitar uma inundação em escala planetária.
O Noé bíblico, tanto quanto Abraão, Jacob, José e Moisés, são reconhecidos e respeitados pelo Islam que, principalmente, consideram Abraão um muçulmano da maior envergadura. Esta atribuição se deve por sua aceitação e fé a um Deus único, pois nos tempos dos patriarcas não existia ainda cristianismo ou islamismo.

A maior das polêmicas envolve a criação da Bíblia. A tradição sacerdotal (a mesma que religiosa) atribui a Moisés a autoria dos cinco primeiros livros. Investigadores rechaçam a existência de Moisés, sua origem hebraica e todos os seus atos fantásticos praticados no Egito e fora dele, obedientes à vontade do Deus de Israel. Os fatos concatenados pela arqueologia e pesquisadores não seqüenciam uma relação histórica conducente ao libertador hebreu.

A história não desata e os religiosos somente repetem a Bíblia. Neste ponto, as duas correntes são inconciliáveis, mesmo por que o religioso crê, imagina e se satisfaz. A história, ao contrário, manuseia, tange, rearticula e procura comprovações sem o quê nada pode guardar, afirmar ou restabelecer. E as discussões continuam.

De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ontem e Hoje, Deuses e Ceticismos

Na cronologia histórica o monoteísmo não determina um final à existência de deuses solares. Nenhuma crença ou nova verdade pode apagar todas as verdades anteriores ou as substituir para sempre. Muito menos em se tratando da humanidade e seus períodos de evolução cíclica de consciência.

O monoteísmo egípcio já aparecera antes do monoteísmo hebreu com Amenophis IV, o fundador do culto a Aton, chamado também de Amenhotep IV ou Akhenaton, sem que os altos sacerdotes egípcios propagadores do monoteísmo, entendessem que o banimento dos deuses criadores, substituídos pela gestão de um único e absoluto deus solar, seria para sempre. Sabiam que não seria simplesmente dessa maneira porque eram iniciados nos verdadeiros mistérios e conhecedores das funções dos deuses.

Moisés ao implantar o monoteísmo hebreu e tentar estabelecer uma religião racial única e especialmente revelada para seu povo falhou nessa intenção, por três principais e incontornáveis motivos. O primeiro, foi de precisar estabelecer leis morais e sociais; o segundo, foi de precisar construir uma arca e montar uma tenda para Deus; e o terceiro, foi de precisar introduzir um culto de magia. Houve, nesses eventos, não só a inserção dos hábitos sócio-religiosos da milenar cultura egípcia, como de práticas de sacrifícios e imolações animais já antes utilizadas em rituais de povos politeístas. Não existiu, portanto, a originalidade absoluta de um credo monoteísta judeu como pretendido, mas sim casuísmos. A bem da verdade, o Egito sempre esteve presente na alma de Moisés e dos hebreus e jamais deles se apartou, não importando o fato da troca de um panteão de deuses para uma só e absoluta divindade.

Entretanto, o monoteísmo criaria raízes e grassaria por todo o oriente médio e mais tarde fundamentaria a própria religião cristã espalhando-se pelo mundo.

Na versão esotérica da criação, os deuses solares estiveram e estão sempre presentes na Terra. O politeísmo, na realidade, nunca foi descartado das hostes criadoras de todos os reinos. A máxima budista de que não há um Deus, - mas deuses criadores, - desapareceria diante das pregações religiosas monoteístas, embora os fundamentos das existências do universo e de nosso sistema solar sempre evocaram um Onipotente, no que concordam os budistas com esse pensamento brahamânico.

Ou seja, há o Imanifesto e Impronunciável, o Ininteligível Brahman. Abaixo Dele há a trindade Brahma-Vishnu-Shiva e abaixo da trindade, ao alcance de nossas humanas compreensões, desfilam os deuses criadores e mantenedores de nosso sistema solar.

Há suficientes argumentos sobre a existência de muitas hierarquias de seres superiores, que são exatamente os deuses solares dos antigos, e, por aparente incoerência, são os introdutores dos monoteísmos egípcio e judeu. Não há como fugir dessa verdade e não me incomoda, em absoluto, a crença cristã monoteísta, porém a aceito com conceitos acima das considerações religiosas. A trindade cósmica de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo, ou dos três Logos dos antigos gnósticos, vem em si mesma impregnada da necessidade de um trabalho colaborador de gerações politeístas. É bem diferente a explicação gnóstica sobre a trindade, daquela esposada pelas religiões cristãs. Nos cultos Ofitas, a trindade se desdobra em quatro, na tetraktys, com Sophia procedendo de Sigé-Bythos-Ennoia, o que a concepção indu mostra-nos algo parecido. No induísmo, o Brahman Supremo, Incognoscível e Incorpóreo, gera uma emanação temporal que faz nascer o Brahmâ masculino e imanifesto que vai resultar em três Logos ou Deuses Absolutos. Mas do terceiro Logos imediatamente emana Anima Mundi, a Alma Universal, e em seguida diversos deuses hierárquicos vêm atuar a fim de levar adiante todo o Grande Plano da Criação para o sistema solar.

A Bíblia por si só é um livro polêmico de onde não se conseguem provas inequívocas de suas narrativas. Porém, qual das grandes e significativas religiões mundiais conseguiu realmente provar suas inteiras origens senão basear-se muito mais em crenças e crônicas do que em provas materiais? E pareceria mesmo incongruência ter-se de apelar unicamente às provas materiais a fim de se reconhecer a legitimidade de uma religião.

Se uma religião possui um livro sagrado com o credo de fé e os preceitos morais conducentes aos bons atos para agregação positiva do ser humano em sociedades, as demais provas materiais sobre seus fundadores tornam-se secundárias. Se os céticos não se satisfazem com a fé e nem com os livros sagrados, pior para eles. Mesmo dez mil provas materiais nunca os convencerão, pois o ceticismo é fundamentalmente intolerante.

As ciências se por um lado ajudam no reconhecimento de fatos religiosos, por outro lado vêm aumentar o ceticismo e o ateísmo. Os laboratoristas céticos jamais se deixam dobrar diante de provas arqueológicas que contrariem suas doutrinas científicas materialistas, e a elas adicionam sempre hipóteses dúbias logo transformadas em teorias a compendiar teses contrárias. Sob essas manobras, a história das religiões e a validade dos feitos de seus grandes homens deixam de ser possibilidades reais, vindo cair no patamar das lendas no imaginário crente. E fica valendo somente a história oficial montada por autoridades céticas com auxílio de fragmentos arqueológicos que lhes interessem.

Nada é perfeito nesse mundo, muito menos são as religiões. A história já demonstrou o quanto o homem foi capaz de destruir, fosse ele religioso ou não. Mas não conseguiu demolir a certeza no invisível que os povos possuem em suas crenças desde um passado remoto. O homem biológico é sempre o mesmo. As crenças não fazem seu conteúdo de massa e ossos ser diferente. Mas é possível reconhecer no verdadeiro religioso atitudes instintivas e gestos espontâneos que o ateu não possui. Somente isso já serviria para demonstrar que a religião atua de fato de dentro para fora, embora o cérebro seja o elemento de contato entre a fé e a realidade concreta.

Assim, dentro do ceticismo moderno cada vez mais estimulado pelas instituições acadêmicas, as grandes verdades milenares guardadas e mantidas pelas religiões anteriores ao cristianismo, notadamente orientais, vão sendo desmerecidas e ridicularizadas pelos adoradores da tecnologia. Os homens voltados unicamente para o materialismo já edificaram um pedestal de barro e ali depositaram seu deus único e verdadeiro - as ciências num todo, - destituindo o Deus Onipotente e seus prepostos. E resolveram fechar seus ouvidos aos esotéricos que demonstram que a linguagem oculta e simbológica dos mestres da sabedoria milenar oriental, pode ser na atualidade perfeitamente decodificada para auxiliar nas interpretações do que as ciências somente agora descobriram. E também orientar para a aceitação de determinados caminhos que ajudem a deslindar outros enigmas científicos.

A linguagem científica é naturalmente técnica, especializada e complexa. A física, a química e a matemática estão presentes em quase todas as teses e descobertas. O deleite dos homens ateus das ciências é justamente esse: pertencer a uma casta fechada, elitista e destacada; falar uma linguagem própria seletiva, codificada, ininteligível ao populacho e inacessível ainda aos neófitos, e trabalhar teorias e experimentos sob uma égide humano-dêitica implementadora do progresso mundial. Portanto, eles são as ciências!

Nesses termos, a conciliação é impossível. A ambiciosa mente científica não entende os objetivos mentais e espirituais dos sábios das religiões esotéricas. Antes, desdenham-nos, pois reafirmam que não fosse o dedicado trabalho cético, investigativo e experimental o mundo hoje estaria milênios atrasado, e as conquistas humanas que só as ciências permitiram alcançar não teriam acontecido. Porém, a sabedoria das ciências materiais avança do cérebro para fora e se limita a um mundo turbulento tridimensional, ao passo que a ciência esotérica perpassa a alma humana, avançando intimamente e em paz ao infinito.

Considerando o lado esotérico da sabedoria do mundo, pode-se afirmar que as ciências humanas avançaram extraordinariamente num curtíssimo espaço de tempo, comparativamente ao imenso passado ancestral, porque os deuses assim quiseram. Os deuses fizeram os homens redescobrir as ciências ao invés de os homens por si mesmos as terem descoberto. Há um organismo diretor emanando dia e noite sobre a Terra e sobre os homens. Todos os avanços das áreas humanas seguem um cronograma implícito nos caminhos da evolução. Deus assim quer; O Logos assim garantiu, e as hierarquias do conhecimento e sabedoria fazem-no funcionar através das pobres e orgulhosas criaturas humanas. Se os homens de ciências realmente soubessem que são meros instrumentos da vontade de Deus, ficariam imensamente envergonhados pelo ceticismo. Mais ainda, por entregar os produtos de suas pesquisas aos monopólios internacionais que dominam e escravizam povos.

Quando o grande sábio e inventor croata Nikola Tesla afirmou que há abundante e inextinguível energia livre no planeta, facilmente manipulável para uso gratuito de todas as pessoas, o fizeram calar-se. Aquele fantástico cérebro disse em sua autobiografia que desde a infância ouvia vozes e comunicações mentais, que costumava ter visões, e em ocasiões de ampliação de consciência ficava doente, sendo obrigado a descansar e recuperar-se. Declarava que seu conhecimento científico lhe era transmitido por extraterrestres.

E pelas experiências científicas de Tesla caberia aqui a pergunta: seriam os extraterrestres os deuses solares da criação? Acho que sim, porém nem todos!

De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nossas Vidas Atômicas - V

O mundo atômico é muito mais dinâmico e pulsante nos corpos espirituais. Há uma herança em nosso íntimo de um passado distante. Todo o bem que vivemos intimamente bem como os males, as doenças, e muitas das limitações humanas são decorrentes de causas que envolvem as vidas atômicas. Quando o homem aceitou as sugestões dos malignos que aportaram na Terra veio quebrando as cadeias que os átomos saudáveis formavam em seus corpos, dando ensejo a que pelos milênios vindouros uma contaminação se estendesse por toda a sua alma.

As energias que atravessam as camadas atmosféricas do globo planetário vitalizam os átomos e assim eles podem sempre agir dinamicamente em seus processos naturais de vida e transformações da matéria. Os povos de Atlântida, muito embora tivessem tido uma longa vida de avanços e apogeus em suas civilizações como, por exemplo, períodos de 100.000 anos de paz e aprendizados, tiveram também decadências. Apesar das guerras que povos mais gloriosos eram obrigados a empreender, suas constituições físicas e espirituais, até certo período, não haviam ainda se contaminado com as formas da magia negra que o mal traria posteriormente para a Terra. Foi somente após essa contaminação que a Atlântida passou a revelar sua face negra começando a surgir as batalhas entre o bem e o mal em proporções continentais.

Por milênios as forças do mal se reforçaram e granjearam adeptos que fundaram organizações unicamente para as práticas da magia negra. Horrorosos rituais com sacrifícios humanos e de animais se tornaram comuns em muitos grupamentos étnicos. Os representantes da face negra vindos de fora do planeta trabalharam intensamente o magnetismo que o usavam como hipnose para dominar as pessoas e as tornar suas vítimas e servidoras. Quando o mal triunfava e os principais e estratégicos postos dos governos atlantes estavam sob o controle dos magos negros, a Hierarquia Planetária houve de provocar a inversão dessas forças negras e o afundamento de muitas extensões de terra e grandes ilhas onde habitavam as etnias corrompidas. Isso foi feito inicialmente num só e grande golpe, mas ao longo dos anos, como não cessassem ainda as práticas malignas, novas extensões de terra continuaram a sofrer destruições parciais ou totais.

As resenhas sobre as catástrofes do continente de Atlântida nos dão conta de que houve a cisão do enorme continente e partes dele afundaram de imediato; outras partes ficaram isoladas em muitas ilhas. Sabe-se também que continentes ou terras, obedecem geologicamente a uma morfologia adrede delineada, funcionando como uma balança de dois pratos. Ou seja, quando um segmento geológico é invertido para dentro do orbe, nalgum outro lugar reverte outra parte em contraposição. Assim deve ter acontecido com ilhas e terras que se elevariam acima do horizonte relativo, passando a constituir-se em novos solos e acidentes geográficos, em âmbitos planetários.

Em 75.025 a.C., aconteceram novas explosões de gás, maremotos e terremotos que destruíram as ilhas de Ruta e Daitya. Nessa ocasião, o Egito novamente submergiu temporariamente repetindo o acontecido há 200.000 anos. Em 9.564 a.C. uma terceira inundação cobriu o mesmo Egito, porém dessa vez por pouco tempo. Temos, a propósito, um relato encontrado num dos livros Maia do Yucatán, segundo o qual há a seguinte descrição dos momentos finais à submersão de Poseidonis, a última significativa ilha remanescente da civilização atlante:

"No ano 6 Kan, no 11º. Muluc do mês Zac, ocorreram terríveis terremotos, que continuaram ininterruptos até 13º. Chuen. O país de colinas de barro, a terra de Mu, foi sacrificado, duas vezes lançado ao ar e de repente desapareceu durante a noite. O chão continuou a ser sacudido por forças vulcânicas. Sob essa pressão a terra afundou e levantou diversas vezes em vários lugares. Finalmente, os movimentos estancaram na superfície e dez países tinham sido separados, encontrando-se aos pedaços. Incapazes de sustentar a força das convulsões, eles afundaram com os 64.000.000 de habitantes, 8.600 anos antes desse livro ser escrito."

O que entendemos desse relato é que a ilha de Poseidonis representava o centro principal da civilização atlante naquele momento, mas havia outros países ou reinos, e ilhas menores habitados. Após as convulsões Poseidonis afundou, acontecendo o mesmo com os demais países.

Muitos povos que habitavam espalhadamente esse grande continente, nos momentos dos cataclismos ficaram separados pelas águas em locais longínquos, ou em continentes como a África, que abrigaria muitas etnias da raça negra, ou nas Américas, onde a cultura indígena permaneceria até as invasões pelos europeus. Outras partes preservadas ou emergentes, mais tarde se agregariam política e geograficamente idealizadas em cinco continentes. Essa separação permitiu que por milênios muitos povos desenvolvessem suas culturas isoladamente dos demais continentes, e mantivessem muitas tradições dos tempos de Atlântida. No entanto, houve grupamentos e etnias que desde o início tinham sido especialmente preservados das hecatombes, e antes das destruições foram conduzidos a salvo para distantes regiões. Nesses locais, por milênios desenvolveriam civilizações esplêndidas sem nenhum contato com qualquer outro povo, desaparecendo após cumprir seus ciclos de manifestações sem que delas o mundo tivesse tido notícias.

O mal, entretanto, uma vez disseminado na Atlântida, sempre retornaria naqueles que dele se haviam contaminado, através de suas centenas de reencarnações. É sabido pelos esotéricos que tudo o que realizamos na Terra ou deixamos de realizar, permanece registrado na memória dos átomos de nossos veículos astral e mental, ou em nosso corpo causal sob especiais relações de sucessos ou de lacunas. Desse modo, permaneceu na humanidade a contaminação da energia deletéria e desagregante que se impregnara em seus átomos, por conta das muitas ações da magia negra. O que passou a existir na Atlântida, pouco antes de sua destruição, foi a expansão a níveis praticamente continentais de um grande elemental artificialmente construído pelos magos negros, que era uma espécie de campo de energia negativa, produto dos muitos sacrifícios, das práticas malévolas e rituais satânicos.

É também sabido pelos esotéricos que as ações empreendidas por uma coletividade em direção a um objetivo em comum, constroem um campo de energia ou força onde cada unidade dá e recebe, ficando, portanto, associados e implicados naquelas realizações. É, basicamente, o mesmo princípio da construção das chamadas egrégoras. Os ocultistas repetem sempre a máxima de Hermes Trimegisto: “como é em cima é embaixo, como é embaixo é em cima”. E Jesus já dizia em suas pregações que “aquilo que ligamos na Terra ligamos no céu, e o que desligamos no céu desligamos na Terra”.

Assim, a hierarquia de nosso planeta ao provocar a destruição do continente de Atlântida, primeiro reverteu a energia do gigantesco elemental construído de matéria “etéreo-astral” a cada um que dela participava, nas medidas de suas entregas, o que deve ter causado, imaginamos, implosões íntimas e sofrimentos atrozes. Mas essa energia permaneceria entranhada nas colônias atômicas malignas dos corpos astrais e mentais de seus co-participes, não podendo ser descartada sem mais nem menos, senão ao cabo de muitos milênios por meio de doenças expiatórias e drenantes, a exemplo de cânceres e outros males. Além disso, a energia condicionada nos átomos contaminados pressionaria a memória subconsciente de cada ego, buscando condições externas idênticas as do passado para de novo se manifestar. Assim, a magia negra em todos os tempos pós-Atlântida conseguiu “acordar” muitos dos antigos adeptos e seguidores reencarnados, reorganizando cultos ou fraternidades em todo o mundo. Desse modo, as muitas reencarnações dos povos definiriam um tipo cármico para cada individuo, famílias, grupamentos étnicos, raças ou nações.

                                                                         [Segue]
De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

domingo, 24 de maio de 2009

Considerações Sobre a Criação - VI

1. Que é mundo mental?
R. Mundo mental é o mundo intermediário entre as faixas superiores e inferiores do universo de nosso sistema solar. Representa o elo que permite às vidas a ultrapassagem de um estágio evolutivo para outro. A ativação da energia e força pela Mente Universal ou Terceiro Logos vem encontrar sua síntese no mundo mental, de onde atuam os arquétipos formadores dos mundos inferiores. Tanto a ação do Terceiro Logos, na sua potencialidade criativa no universo fenomenal, quanto à do Primeiro Logos, no avivamento e ativação do corpo causal das vidas em ascendente evolução, são produzidas do mundo mental.

2. Em qual escala, exatamente, encontra-se o mundo mental na situação do universo?
R. Há uma consideração matemática e outra simbólica quanto à posição do mental em nosso sistema solar, quando da criação dos cinco mundos. Se entendermos o mundo etérico aparte do mundo físico, o mundo mental com suas duas divisões estará então no quarto nível da escala, contado de baixo para cima. Se, ao contrário, considerarmos o mundo etérico incluso no mundo físico, adotando a nomenclatura físico-etérico para externar uma única expressão, o quarto nível alcançará a divisão superior do mundo mental, chamada mental abstrato.
Por outro lado, ao fazermos a contagem de cima para baixo a partir de Atma, o mundo mental concreto estará no quarto nível. A relação simbólica atribuída ao mundo mental é exatamente a de ser o intermediário entre o bloco superior e o inferior dos planos vibratórios, o que também caracteriza uma simbólica demarcação entre dois estados de consciência com a relação quatro. Conforme sabemos, a cifra quatro representa a estabilidade material e a personalidade com seus quatro corpos de matéria dos mundos inferiores.

3. Como entender melhor a conotação intermediária do mundo mental, relativamente aos planos e respectivas divisões, com a não inclusão do mundo adi e anupadaka?
R. Os mundos adi e anupadaka, sendo os mais altos na escala dos mundos, possuem participações de transcendental importância no universo. No mundo Adi, o Logos estabeleceu o seu laboratório de atividade ao inicio de tudo, quando entrava objetivamente no espaço reservado para a construção do sistema solar. Dali, o Logos começou propriamente a edificar os cinco mundos, através de seus impulsos construtores, tendo ativado na matéria pregenética todas as possibilidades de criação.
Desta maneira, ao estabelecer as condições para a edificação e vivificação do mundo mental, o Logos realizava a idéia da criação de um mundo onde houvesse a intermediação de dois estados de consciência. Os três subplanos superiores do mundo mental formam o mundo mental abstrato; abaixo desta região se iniciam as trocas energéticas na matéria cósmica, estabelecendo-se relações duais e opostas.
Portanto, esta dupla situação configura o mental abstrato num mundo simbolicamente intermediário entre dois grandes universos no mesmo sistema solar. Sob este critério, na parte inferior, os mundos mental concreto, astral e etérico-físico, contam, respectivamente, quinto, sexto e sétimo mundos e formam o universo fenomenal.

4. Os arquétipos que se organizam do pensamento do Logos também detém relações duais?
R. O mundo mental abstrato, sendo a região intermediária entre o universo superior e o inferior, vem realizar, principalmente através do pensamento do Logos, a síntese das polaridades opostas. Abaixo do mental abstrato, o pensamento ideal do Logos vem desdobra-se para atuar em situações ambíguas no universo fenomenal. Tempos depois, quando vidas estarão de retorno a este mundo portando em suas consciências o pensamento da criação fundamentado na ideação do Logos, a dualidade é somente evocada abstratamente, mas demonstrando um pensamento completo, como numa balança perfeitamente ajustada.
Os arquétipos que compuseram as condições de materializar nos mundos inferiores a Idéia Central do Logos para a criação, estabeleceram condições diversas fragmentadas em pensamentos-formas para a necessária atividade pluralizada dos reinos e vidas. Os arquétipos são modeladores tanto das idéias maiores, que mais se aproximam em sínteses do “pensamento-unidade” no Plano da Criação, como das idéias menores, que realizam modificações cíclicas de pequenas amplitudes nos mundos inferiores constituídos de forças duais e opostas. Nas suas origens, estes arquétipos trazem as sementes das relações duais ao desenvolvimento dos pensamentos-formas, que necessitarão ser convenientemente trabalhados pela mente humana, para redundar em realizações materiais propriamente ditas.

5. Como entender melhor estas relações?
R. O universo fenomenal criado pelo Logos é de forças antagônicas que se mantém em equilíbrio, justamente por serem opostas. Nesta idéia, os valores são relativos e determinam situações que se amparam em sustentações intra-dependentes, nas quais nada funciona sem que um elemento venha complementar a outro. Isto é uma lei natural sob o imperativo das causas que provocam a tríplice relação: nascimento-vida-e-morte. Nisto se inclui a ação que produz o movimento. A ação origina-se na mente, quer de uma nova causa gerada por um efeito anterior, quer de um efeito em si mesmo. O movimento segue à ação tal como a energia segue o pensamento.
Os arquétipos construtores da natureza proporcionam os necessários elementos para que haja ação, movimento, reação, causa e efeito e outros agentes nessa grande rede incidente de energias e forças cósmicas nos processos e princípios evolucionários. Há nestas relações energias positivas e negativas, sem o que não se revelaria a necessária dualidade nas formas da matéria. Mas nada atinge objetivos sem a presença de um móvel propulsor. Este móvel propulsor em âmbitos absolutos é inegavelmente o Logos que estabelece os parâmetros de ação, movimento e alcance das mutações naturais dos reinos. E cria o cérebro animal e o humano como fragmentos de Si mesmo. Então o pensamento do homem se pluraliza nos padrões e tônicas dos valores relativos, mas ainda cego quanto à luz divina original. Com isso, novas mutações acontecem na natureza e valores serão subvertidos. Assim, por má condução dos valores naturais, mais do que nunca causa e efeito estarão ativos num plano de infinitas variações.
Isto traz o ego humano a procurar saídas pela reflexão. Entretanto, os arquétipos do pensamento divino esposado pelo Logos, apesar de tudo, permanecem fluindo pelo éter, a exemplo de um oceano vivo. Basta ao homem aprender a sintonizar-se com este oceano de idéias para orientar a diversidade do pensamento terreno em direção a um “pensamento-unidade.” E quando mentes captam um novo tipo de energia presente num dos arquétipos criado pelo Logos, anunciando outra ordem de idéias temporais, e por conseqüência de pensamento renovador, novos valores virão então se afirmar na contemporaneidade.
Ao início deste processo, já mentes superiores desdobram-se para poder sustentar a energia do novíssimo pensamento, até que o humano a incorpore em definitivo. Estas mentes superiores nada têm a ver com o pensamento humano em seu próprio mundo, mas implantam sementes na mente do homem a partir da fluência dos arquétipos que estejam vibrando para a Terra. A partir daí, o próprio homem, com seu destino cármico, passará a ser o instrumento da materialização daquela energia.

6. De que maneira estas sementes do pensamento geradas da energia dos arquétipos vêm influenciar a mente terrena?
R. O homem é por definição o transformador da natureza. Isto porque adquire valores que o impulsionam a agir sempre. Antes do surgimento do homem no cenário terreno no Grande Plano da Criação de que estamos tratando, o mundo estava construído de uma forma em que as mudanças somente ocorriam por ação de fenômenos naturais. Os reinos mineral, vegetal e animal sempre conviveram sob padrões de trocas sem que o meio ambiente fosse significativamente afetado. Assim, os arquétipos que oferecem condições para as transformações ambientais praticamente repousavam, fluindo unicamente pelo éter por ser parte embrionária da vida dinâmica que periodicamente vem estabelecer ações objetivas.
Com o advento dos egos terrenos à vida planetária, esta situação começou a se modificar lentamente, e quando o homem passou a gerenciar o próprio pensamento as transformações ambientais se produziram mais profundamente. O pensamento magnífico do Logos repercute por todos os segmentos da vida, através dos reinos e pela atmosfera, sendo assim o agente executor de Sua própria Ideação. Mas quando chega o instante em que pequenos e grandes ciclos de progresso precisam ter início no planeta, o homem é instado a participar ativamente. Desta maneira, a energia do Logos que fundamenta os mundos circundantes do sistema solar, impulsiona os arquétipos do mundo mental a agir na psique e mente humana.
Este processo provoca que os estímulos desçam pelos arquétipos e inundem a natureza. Os mestres do mundo e trabalhadores ocultos iniciam então a tarefa de veicular esta energia à mente humana para que seja materializada. Daí decorre um esforço conjunto dirigido especificamente para inserção e sustentação de novas idéias em permanente corrente, através de pensamentos-formas, a fim de que sejam captadas pela mente humana e trazidas ao cérebro.
Por outro lado, os egos de nosso tempo, das mais variadas maneiras, através do pensamento sensível ou científico, virão reforçar, respectivamente, a essência dos pensamentos-formas que o Logos deseja materializar na Terra. Como resultado, em diferentes núcleos, nas diversas nações e raças, idéias renovadoras e robustecidas por conotações progressistas, começarão a ser trabalhadas no cérebro do homem, até tornarem-se definitivamente patrimônio da humanidade.

7. Como entender, neste caso, o que seja a idéia materializada?
R. Evidentemente os ideais justificados pelo pensamento do Logos para o mundo terreno, acabam não tendo total sucesso nas suas imediatas materializações, pelo fato da tergiversação de certos princípios que deveriam ser observados pelo humano. Por mundo terreno entendemos os mundos físico-etérico, astral e mental, por estarem implícitos na vida humana do planeta Terra, em expressões diversas da matéria universal, e sob a regência de leis que regulam os fenômenos. O ego terreno detém simultaneamente corpos de matéria destes três mundos, estando assim as vibrações destes mundos interligadas com o ego. Mas na prática ocorrem diferenças e divergências quanto à interpretação do pensamento progressista. Isto acontece pela ação dos elementos positivo e negativo entranhados nos valores trabalhados pela mente intelectual e corpo astral, que induzem o ego humano a tomadas de posições muitas vezes errôneas, conduzindo realizações ao fracasso temporário.
A Idéia dimanada do Logos precisa ser decodificada pela mente intelectual do homem, mesmo que a intuição, antes de tudo, estabeleça sua presença inclusiva. Não sendo assim, torna-se muito difícil para o homem atual entender conscientemente o novo pensamento, ainda que sob imperiosas circunstâncias as pressões dos fluxos internos dos arquétipos consigam levá-lo parcialmente às realizações práticas.

8. O mal contribui para que certas idéias fluidas dos arquétipos não alcancem os perfeitos objetivos?
R. Sem dúvida. A Ideação projetada pelo pensamento do Logos na fluência dos arquétipos, não discrimina raças ou nações. A complexidade encontrada na civilização humana, pela organização das sociedades, impede a clareza das realizações inspiradas pelo Logos. Conquanto as leis naturais de sobrevivência por si mesmas tornem difíceis ou precárias as condições de vida para milhões, outros não têm tanto a lamentar. Estas discrepâncias e tantas outras decorrências, principalmente das diferenças sociais, são o legado perverso da civilização que o homem produziu.
A cada grande ciclo do desenvolvimento das sociedades humanas, as novas idéias trazidas pela energia dos arquétipos do pensamento do Deus do sistema solar, vêm encontrar resistência nos homens poderosos. Estas posições estratificadas devem e precisam ser combatidas e demolidas, a fim de que condições sociais mais justas aconteçam de acordo com o carma evolutivo projetado para a humanidade. Nestes momentos cíclicos, o inevitável choque entre blocos reacionários e renovadores abala estruturas governamentais, cujos sistemas estabelecidos com leis obsoletas e injustas privilegiam poucos em detrimento da grande maioria, vindo trazer dissenções entre células sociais e familiares. Isto é próprio quando se instala um processo de renovação, e muitos conflitos virão gerar, além de discussões, revoltas, greves, revoluções ou guerras.
Nestes acontecimentos, o mal estará sempre entranhado, buscando dominar as mentes mais arrebatadas pelo pensamento separatista e discriminador, confundindo-as ou tratando de estimular-lhes cada vez mais o estreitamento da visão otimista do futuro. Nos envolvidos, e através das ações psicológicas dos perversos, subreptícios argumentos são implantados no subconsciente, estribados no orgulho pessoal, racial ou de posições sociais adquiridas, além de fazê-los sentir sensações de perdas de posses, honras e privilégios.
Fortalecem-se assim no psiquismo envenenado, os confrontos milenares entre o bem e o mal, em clima de vida e morte, redundando em perdas para ambos os lados. Como consequência, os objetivos trazidos ao humano através do processo divino de tudo prover para o bem de todos, não alcançam nesse clima os resultados que deveriam alcançar em tempo razoável. Em muitas ocasiões, por absoluta estultícia humana, o mal atrasa o processo de renovação e avanço mental e social do mundo, por décadas ou séculos, produzindo, ademais, cruéis resultados separatistas.

9. Que é mundo mental concreto?
R. Mundo mental concreto, também chamado do pensamento concreto, é a divisão inferior do mundo mental. A matéria deste mundo vibra nos quatro subplanos inferiores, estabelecendo relações duais ao pensamento humano, estando, por conseguinte, no universo de causas e efeitos. A partir deste mundo, os arquétipos idealizados pelo Logos vêm encontrar sustentação no intelecto, produzindo formas-pensamento que o homem utiliza para as realizações de sua vida.

10. Como as correntes do pensamento se estabelecem do mundo mental concreto para a mente humana?
R. O mundo mental concreto é uma região plena de possibilidades arquetípicas prontas para trabalhar o desenvolvimento mental da humanidade. Quando ciclos evolutivos no planeta estão prestes a se iniciar, novos arquétipos do pensamento são postos em atividade, vindo respaldar-se no esforço conjunto e continuado dos muitos trabalhadores nos diversos planos de existência. Desta maneira, acontecem novos influxos de energia no mundo mental, notadamente na região do pensamento concreto, redundando em diversificadas colorações de qualidade na matéria. Isto é realizado através de muitos anos terrenos, na medida em que as idéias vão sendo mais bem trabalhadas pelo pensamento intelectual dos egos humanos.

11. De que maneira a relação arquetípica x pensamento humano pode trazer melhor qualidade ao mundo mental concreto?
R. Os ciclos evolutivos do pensamento intelectual do homem se iniciam justamente com idéias mais dinâmicas sobre a vida, que são exercitadas primeiramente pelos pensadores e filósofos que marcham na vanguarda das raças. Estas idéias, calcadas normalmente num silogismo inteligentemente concatenado, vêm proporcionar combustível intelectual às mentes que estão ao nível inferior dos destacados pensadores. Neste segmento, as idéias são exercitadas por décadas ou séculos, suficientemente discutidas, colocadas em prática, e, sempre que possível, melhor desenvolvidas pelas numerosas variações conceituais trazidas do cogitar. As oposições aos ideais formulados pelos pensadores são, em algumas ocasiões, necessárias resistências. Devido a isto, surgem ajustes ou desdobramentos antes não conjeturados, para o acolhimento de diferentes mentes segundo idiossincrasias, inclinações psicológicas e reais necessidades. Antes de tudo, é imperativo que os pontos convergentes sejam logo postos em prática, para que se produzam resultados substanciais nas sociedades.
Os esforços dos melhores pensadores sempre se estribam na tentativa de buscar soluções que visem proporcionar melhores condições de vida material para todos, e, tanto quanto possível, equilíbrio social. As conceituações gnósticas buscam normalmente envolver os argumentos, na intenção de subordinar os valores da vida a uma autoridade superior, que, acima de todas as conjeturas do intelecto, é absolutamente presente em tudo e em todos. Mas isto nem sempre é atingido, aceito ou entendido pelos homens ávidos de prazeres e de conquistas materiais. Ademais, há, evidentemente, obras produzidas por pensadores ou filósofos materialistas, inspirados em antigos pensadores que se opunham à existência de um Deus ingerente aos problemas humanos. Mas estes autores contemporâneos representam blocos opositores, não interessados em discutir seriamente Deus e Suas relações gnósticas, mas, sim, o homem como o senhor absoluto de seu destino através de sua própria ciência.
Entretanto, as discussões produzem no pensamento concreto correntes de energia que, pouco a pouco, estabelecem condições superiores na contextura da matéria mental. Como consequência, a coloração da matéria mental passa a transmutar qualidades especialmente desenvolvidas pelas idéias trabalhadas no cérebro humano, e que vêm trazer crescente dinamismo ao mundo intelectual. Neste processo, tanto o intelecto é exercitado pelo humano, alcançando resultados que conduzem ao âmago da idéia do arquétipo, como também o próprio arquétipo. Esta intensa e mutua relação, modela no pensamento-forma trazido do arquétipo, o momento mental e psicológico de grande parte dos egos terrenos. Produz-se, então, neste sinergismo, a exata identidade da essência contida no arquétipo, com a sua expressão material repercutida na substância subconsciente da psique humana.

12. Como entender melhor a identidade de um arquétipo com a personalidade humana?
R. O arquétipo vem especialmente trabalhar a energia do pensamento terreno, quando é chegado o momento de novos conceitos entrarem para a história da humanidade. A integração, arquétipo/pensamento-forma/mente terrena, é realizada através da ação inclusiva do arquétipo, que naquela vibração cíclica procura modelar o pensamento à própria necessidade humana. Há na Inteligência do Logos a permanente Idéia Diretora de execução do Grande Plano da Criação. O Logos necessita fazer evoluir todo o seu corpo de manifestação, chamado sistema solar, através das inúmeras e quase infinitas variações e trocas energéticas. Estes câmbios vêm produzir de volta na Sua consciência as experiências transmutativas que ele busca. Nosso sistema solar é um de um conjunto de sete, que mantém intrarrelações e intradependências com todo o conjunto.
As situações vividas pela humanidade estão inseridas nas relações de energia e força que o Logos estabeleceu na sua origem, ao idealizar o Grande Plano da Criação. A humanidade representa no planeta Terra uma parte do cérebro e coração do Logos. Este simbolismo é integralmente expresso pela totalidade das vidas de todo o sistema solar. Assim sendo, há de existir sempre ciclos que estimulem a progressão da mente humana a fim de que o Logos também experimente situações de avanços no cenário cósmico.
As novas idéias surgem de cima para baixo, do mundo mental para a Terra, e suscitam no pensamento considerações mais dinâmicas. A alma humana particulariza em Anima Mundi, cabendo ao Logos ajustar os momentos cíclicos progressistas com a capacidade do ego terreno em aceitá-los e absorvê-los no devido tempo. Este trabalho, no entanto, é persuasivo, pois a índole humana é de realizar pelo momento e em seguida esquecer.
Devido a isto, os arquétipos do pensamento do Logos realizam uma ação plasmática no ego humano, estabelecendo a energia do novo pensamento e tratando de, aos poucos, adaptá-la à capacidade do cérebro físico em absorvê-la. Em seguida, recebem em seu âmago as reações da alma, promovidas de sua índole terrena, procurando entendê-las perfeitamente. Há, por assim dizer, neste processo, um sinergismo simbiótico, dando por resultado um pensamento-forma principal, volátil e dinâmico, - como é a vontade qualificada pelo Logos, - ao mesmo tempo modelado aos valores psicológicos, étnicos e culturais da personalidade humana. Este planejamento, formulado para a mente terrena em todo o planeta, adiciona possibilidades de projeções que compreendem, em âmbito geral, previsões de avanços, estagnações e retrocessos.

Rayom Ra

[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sabedoria de Umbanda - IV (final)

A linha ou força de Oxalá, conforme já mencionei, é reverenciada e respeitada como a mais elevada. Nos candomblés, em jogos de búzios, quando os orixás não respondem ao consulente, pede-se especial licença para Oxalá dar uma luz, enviando assim uma caridade. Se ele responder abre-se um caminho, caso contrário o consulente não terá qualquer resposta naquele dia.

Mas as linhas de Umbanda não atuam como departamentos estanques e blindados, pois não é assim que se manifestam as forças da natureza. Há uma intrarrelação viva e atuante de uma linha para outra e trânsitos de entidades. As entidades de Umbanda, quando de suas manifestações de uma para outra linha, em regra geral se apresentam como caboclos ou caboclas, e suas origens são identificadas pelas posições do corpo quando chegam, andam ou dançam, por sinais das mãos e dedos, posições de braços e pernas, pelos detalhes nos pontos riscados, pelos seus nomes, pelos pontos cantados no terreiro que mais os fazem vibrar, - aos quais saúdam com característicos brados e posturas, - e por seus próprios cantos. Assim temos, caboclos ou caboclas de Oxalá, de Oxossi, de Xangô, de Ogun e de Oxun e das crianças quando aparecem como "caboclinhos das matas". Nas linhas de Oxun e Yemanjá ocorre algumas mesclas com yaras, sereias ou ondinas. As demais entidades possuem outras caracterizações especiais e podem assumir diferentes formas personificadas quando atuam em certas linhas.

A Umbanda detém muitos mistérios que as próprias entidades não têm permissões para revelar, senão em determinadas ocasiões e sob orientações superiores. Daí que as diversas correntes de estudiosos e praticantes parecem possuir somente pedaços de um mosaico que vão dando tratos e os juntando, a fim de montar o tabuleiro. O passado de Umbanda, como vimos, remete a continentes desaparecidos e a épocas anteriores aos tempos bíblicos. Com efeito, as diversas culturas continentais surgem na Umbanda através de entidades trazendo algumas características étnicas e conhecimentos diversos da magia.

As sete linhas ou forças que sigo: Oxalá, Yemanjá, Oxun, Ogun, Xangô, Oxossi, e Crianças, podem ser refutadas por quem prefira anotar umas em substituições a outras. Prefiro adotar estas representações como símbolos pelo fato de as linhas de Umbanda se constituir a partir de forças da natureza, com mesclas de categorias de espíritos que se manifestam com poderes psíquicos superiores.

A Umbanda não considera exu um orixá, conforme o consideram os candomblés, - e não pelo fato de entrar nessa categoria almas inferiores de humanos desencarnados tanto de nosso mundo dito civilizado quanto de povos primitivos. Isso talvez possa parecer contraditório, conquanto exu de Umbanda representar uma categoria especial de entidade.

Exu, na sua citação mitológica, não provém do mundo das almas, embora o situem com todos os defeitos humanos, o que é puramente falso. Exu, por definição geral e estereotípica, é um agente cósmico universal; está diretamente relacionado ao éter e se traslada pelos espaços com inteira facilidade e conhecimento, lembrando o mensageiro Mercúrio. Embora haja exu nos quatro elementos, ele não é produto dos quatro elementos da terra, mas domina sobre aqueles elementos. Na Umbanda deve obediência aos orixás maiores ou menores, sendo um trabalhador imprescindível nas demandas. Há outros mistérios sobre exu, e ao contrário das lendas, seus poderes também são limitados aos trabalhos que lhe são mandados realizar, havendo uma escala evolutiva onde se situa de acordo com o que saiba realizar e sua competência. No entanto, a Lei de Umbanda materializa-se segundo todos os preceitos e regras que se voltam unicamente para o bem e a caridade. Contudo existir práticas de magia e mediunismo se utilizando dos recursos mágicos de exu para realizar tanto o bem quanto o mal, estão associadas a outros interesses, portanto nada tendo a ver com Umbanda embora se identifiquem como tal. E nem vou aqui traçar uma linha divisória entre a chamada Umbanda branca e a não branca, porque Umbanda é somente magia branca, - mais uma vez enfatizo, - não havendo qualquer possibilidade de um amálgama com outros tipos de magias e continuar sendo Umbanda.

Sobre pretos-velhos, não os relaciono numa linha de orixás, porque não são de fato. Pretos-velhos simbolizam a aplicação das leis da magia através do conhecimento e iniciações em qualquer cultura. As entidades caracterizadas em pretos-velhos trazem com elas as manhas e artifícios que podem mudar situações, no entanto não podem avançar sobre determinadas forças da natureza sem invocar o auxílio dos orixás que incorporam os quatro elementos e principalmente exu. Mas o saber das leis da magia milenar confere-lhes autoridade na Umbanda, e, de acordo com suas conquistas na hierarquia, comandam falanges de trabalhadores das mais diversas categorias. Pretos velhos nos candomblés são considerados eguns, pelo fato de nascerem e renascerem nos processos evolutivos naturais como todas as almas humanas.

A linha de crianças atua sobre o psiquismo dos médiuns e consulentes, mas de forma diferente de Xangô. Crianças nas posições mais elevadas da linha, jamais foram humanas, jamais encarnaram na Terra, e pertencem a uma categoria de espíritos puros chamados comumente devas, assumindo posturas infantis. Nas camadas mais inferiores da linha desses orixás especiais, podem existir almas humanas infantis, e existem de fato, mas incorporam em seus corpos astrais os princípios da pureza e qualidade psíquica com que caracteristicamente a linha trabalha. Crianças como orixás de Umbanda é outro de seus mistérios mais instigantes. Com tudo isso, possuem, ademais, poderes extraordinários também nas demandas.

Podem os estudiosos estranhar que Oxun e Yemanjá não sejam aqui consideradas uma só linha, pois representam a água. De fato, são forças do elemento água, mas há grandes diferenças entre a água doce das nascentes, dos rios, lagos, poços e da chuva e a água salgada do mar. As caracterizações das entidades naturais da água diferem em ações nos trabalhos de magia, quando ao transitar de uma linha para outra vêm atuar nas areias das praias, à beira mar, no raso ou fundo dos oceanos e nos rios. As matérias inorgânicas, os seres vivos e os elementos transformados quando interagem com as águas astrais nas aplicações da magia se diferenciam enormemente nos seus resultados, tal como acontece com as influências dos astros sobre diferentes elementos. Portanto, há diferenças que justifiquem duas linhas de orixás nas águas.

E como sabem os umbandistas, Oxalá representa o Pai, o comando hierárquico maior e o elemento ar. Yemanjá e Oxun representam o elemento água; representam tanto a mãe, quanto as forças femininas que se contrapõem principalmente ao fogo. Ogun é do fogo, dos metais e da guerra. Xangô também atua com autoridade sobre o fogo, metais e na constituição das ações de justiça, tanto quanto na assistência psíquica aos homens. A pedreira é, da mesma maneira, seu princípio material de ação e autoridade na Umbanda. Oxossi é das matas, da terra e de tudo o que se relacione à natureza animal e vegetal sob cuja ação em sua área possa intervir.

As denominações das linhas e orixás na Umbanda, ainda detêm quase completamente os significados dos cultos primitivos nas morfologias e aglutinações de vocábulos. No entanto, essas representações em quase todos os casos já são associadas aos santos e heróis da igreja, o que não deve motivar ódio e nem indignação dos religiosos mais extremados. As qualidades dos santos e suas encarnações, como símbolos vivos dessas mesmas qualidades, não são originais da igreja, pois todas as suas representações foram assimiladas das culturas gnósticas da antiguidade, bem como seus rituais e liturgia. A missa católica em si mesma, e todos os sacramentos, foram tomados dos antigos, como a palavra “Amém”, que lhes serve de mantra, lembrando “Amon” dos rituais egípcios que também era vocalizado em mantra.

Quando afirmo que a magia comum, e a alta magia, não foram inventadas por nenhum povo isoladamente, mas vieram se desenvolvendo ou se apurando segundo diferentes culturas, da mesma maneira isso se aplica para o sincretismo religioso que os escravos nas senzalas cunharam a fim de não serem punidos pelos seus senhores. As mitologias greco-romanas, as nórdicas, eslavas, sumérias, egípcias, babilônicas, maias, astecas, chinesas e outras do mundo antigo, também não distanciavam as qualidades de seus deuses, semideuses e heróis umas das outras.

Assim, na Umbanda, podemos relacionar alguns sinônimos com os orixás principais e com aqueles que entram em suas linhas, reconhecidamente autoridades, como segue: Oxalá (Jesus), Yemanjá (N.S. da Glória), Oxun (N.S. da Conceição), Ogun (São Jorge), Xangô (S. Jerônimo), Oxossi (S. Sebastião), Crianças (S. Cosme e S. Damião), havendo ainda, como disse, Yansã (Santa Bárbara), Nanã (Santa Ana), Obaluaiê (S. Lázaro) e Omulú (São Roque).

Falar sobre Umbanda é infinitamente mais do que apresentei em quatro partes. Considero aqui consignada somente uma pequena e pobre homenagem. E realmente não foi nada mais do que isso, pois seria trabalho árduo e para centenas de páginas buscar transcrever uma visão um pouco mais aprofundada das práticas desse fantástico movimento coordenado pelos sábios e magos do espaço, - que para tantos é religião, - eivado de magia e riquezas culturais correlatas, o que sequer passa pela minha cabeça assim ousar num blog ou fora dele.

Rayom Ra

[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]