Lendo o artigo “Chico Xavier Charlatão”, em “Textos para Reflexão”, do meu amigo Raphael Arrais, lembrei-me de um texto de pessoa amiga que viveu uma experiência diante do Chico, que nos serve para termos uma dimensão da figura do conhecido médium, e que resolvi reproduzi-lo:
“Fora convidado por Jorge, cardecista dos mais entusiastas, a ir ver o Chico Xavier num clube de um subúrbio do Rio de Janeiro. Era sábado, Jorge soubera que ele recepcionaria as pessoas que o procurassem, assim fomos.
Em lá chegando a fila era imensa, mas aguardávamos, não tinha outro jeito. Ao cabo de algum tempo alcançamos o portão que distava ainda alguns metros da porta que dava acesso as dependências internas do clube onde Chico estaria. Houve confusão na porta e Jorge reconheceu o amigo que o informara sobre a visita do Chico, e coordenava a entrada das visitas. As pessoas ansiosas reclamavam de muitas coisas e o rapaz ficara nervoso. Falei então ao ouvido de Jorge que precisávamos nos concentrar e enviar energia para seu amigo. Ensinei-o rapidamente como fazer uso de uma técnica de sintonia com correntes esotéricas e assim juntos nos concentramos. Quase de imediato o tumulto cessou, Jorge olhou-me enigmaticamente, e o rapaz o vislumbrou chamando-o.Atravessamos o pequeno pátio e nos chegamos. Fomos apresentados e após algumas palavras ele disse aos nossos ouvidos para perguntar-lhe se podíamos ir ao banheiro. Assim fizemos, e ele abriu a porta para nos mostrar onde seria o banheiro, fazendo sinal pelo lado de dentro para que seguíssemos na direção onde Chico se encontrava. Pensei comigo: quem tem padrinho não morre pagão, mas esperaria por minha vez, entretanto não recusei aquela carona.
Entramos. Lá estava Chico no fundo de um salão, diante de pequena mesa onde recebia uma a uma as pessoas que dele se aproximavam, apertando-lhes as mãos e dizendo-lhes qualquer coisa com o carinho que o distinguia. Há alguns metros de Chico se achava Divaldo Franco que antes recebia as pessoas que haviam adquirido seu recente livro, carimbava seu nome na primeira página e assinava seu autógrafo. Jorge e eu estávamos a mais ou menos oito metros de Chico e uma aura de suave energia tomava todo o ambiente. Incrível, pensei eu, como se estendia até aqui a energia vinda do Chico. Além dessa aura energética pairava no ar um suave perfume que jamais houvera antes sentido.
Jorge mandou que eu fosse à frente e caminhei em direção do Divaldo uma vez que tinha comprado o livro. Com aparente indiferença, diante de mesa semelhante a do Chico, falando qualquer coisa com alguém ao lado, ele mecanicamente carimbou, assinou e sem ao menos olhar-me devolveu-me o livro dizendo qualquer coisa como Deus o abençoe. Tudo bem, consideremos que ficar ali horas carimbando e recebendo pessoas estranhas deve mesmo ser qualquer coisa interminável, e se nada senti diante desse outro médium pouco me importei, o alvo era o Chico e lá fui a sua direção. Na medida em que me aproximava, mais a energia me tomava e sentia-me leve... e feliz!
Parei diante daquela figura tão querida e respeitada pelo mundo espírita, e mesmo não sendo seguidor do cardecismo fui tomado de emoção. Estava diante de um gigante, o maior pilar moderno de toda a doutrina espírita, aquele que para ouvi-lo ou simplesmente vê-lo, pessoas viajavam muitos quilômetros, muitas horas ou dias, vindas até de outros países. Ele representava a esperança de tantas vidas, o consolo a quem ansiosamente perdera parentes, pois estariam diante de um mensageiro de Deus. Sim, foi o que pensei naquele momento. Ele elevou o olhar e pousou-o no meu rosto. Nova emoção, Chico contemplava-me! Não, não era o Chico, era alguém mais, era Emmanuel, era André Luiz, eram tantos outros que deixavam suas ocupações para simplesmente olhar-me, a mim pobre mortal, alguém somente estudioso das ciências ocultas, sem nada de especial para dar ao próximo, ao contrário deles arautos de tantas lições ao mundo de soberba sabedoria!
Alheio àqueles pensamentos, ele com suavidade estendeu suas mãos e aconchegou a minha. As suas pareciam seda, eram mornas, e lembrei que Jorge me houvera dito que as mãos de Chico pareciam não possuir ossos. Para mim eram feitas de seda e ele abençoou-me em nome de nossa Mãe Divina. Então dobrou a cerviz com sua peculiar delicadeza e beijou minha mão.
Desabei. Desejei que se abrisse uma cratera sob meus pés e nela afundasse. Se o Chico soubesse como aquele beijo naquele momento me fizera mal certamente não me teria beijado. Nada deixando transparecer e ainda alheio à minha luta íntima, Chico despediu-me com novas e carinhosas palavras, aguardando por um novo admirador. Sequer olhei para traz a fim de localizar Jorge, torcendo para que ele não tivesse visto o que Chico não deveria me ter feito. Não me importava a quantos ele igualmente houvesse presenteado com seu humilde e sincero beijo. Mas eu não o merecera! Hoje já penso diferente e aquele ato serve-me de recordação de um homem fantástico que andou por nossas terras e a quem todos os espíritas tanto devem!
Contado por seu amigo, soubera dia seguinte por Jorge, que por conta de um homem que dele se aproximara Chico houvera deixado a esperar por quase duas horas a uma equipe de televisão que pretendia entrevistá-lo. O homem era um desatinado, desejava suicidar-se, e Chico dedicara todo esse tempo a convencê-lo a não cometer esse ato, sem ao menos se importar com a reportagem!”
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
Oi, amigos. Esse blog trata de assuntos diversos do esoterismo, religiões, ciências e demais correntes da espiritualidade. A intenção do autor é passar algo do conhecimento adquirido em suas pesquisas e vivências, bem como receber postagens dos visitantes. Sejam bem vindos e ajudem-nos a enriquecer nossos conhecimentos com suas efetivas contribuições.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Sabedoria de Umbanda - II
Há basicamente sete linhas na Umbanda comumente chamadas Linhas de Vibrações ou de Forças, ou Linhas de Orixás. O termo orixá significa entidades, divindades, seres ou forças. Se eu for seguir os rastros etimológicos tanto desse termo como de outros de Umbanda, formarei um número muito grande de palavras correlatas, pois sempre haverá novos significados emergentes das diversas origens dos povos da África. Para entrar com vontade nesse tema, que é vastíssimo, onde pesquisadores escrevem muitas laudas e vão buscar subsídios nos registros antropológicos dos africanos, precisaria também evocar de suas memórias atávicas e cultos. Mas como isso se tornaria extenso demais nos moldes a que se propõe esse blog precisarei simplificar, baseando-me somente em alguns exemplos da cultura yorubana.
Em tempos recuados, nem todas as civilizações possuíam escrita, e mesmo possuindo somente elites e castas podiam aprender a ler e escrever, por isso o povo desenvolvia memória prodigiosa, conseguindo assim armazenar e manter vivos os principais aspectos de suas culturas por todas as gerações, transmitindo-os oralmente. O que é contado pela tradição religiosa da Nigéria sobre o surgimento dos orixás e a organização de seus cultos, remete aos tempos dos primeiros descendentes do Adão bíblico.
Noutro texto já me referi ao fato de que todas as formas de magia tiveram suas sementes no continente atlante. Embora as religiões e os movimentos esotéricos ou gnósticos de todas origens e ramificações se tenham organizado mais tarde, segundo as épocas em que se situaram, todos eles tiveram seus embriões, sem a menor dúvida, das práticas sacerdotais e populares atlantes. Os instrutores espirituais naquele continente conseguiram fundir nas almas das suas diversas etnias um sentimento devocional ao superior, e trabalharam seus pensamentos com a disciplina cada vez mais profunda da obediência e respeito. Os cultos não tinham a conotação religiosa que hoje conhecemos, mas pela invasão das forças negativas os sentimentos devocionais à natureza cederam lugar, na grande maioria dos cultos, ao comando hipnótico dos praticantes da magia negra, passando à obediência pelo temor, ao surgimento de hábitos e práticas opostas ao que então era ensinado, e aos sacrifícios de animais e seres humanos. Quando tudo veio abaixo, tanto a sabedoria do bem como o mal se fragmentaram tendo esses valores se misturado nas diversas culturas dos povos decaídos, o que obrigou aos povos nos milênios vindouros a trabalhar com ambas as polaridades – a positiva e a negativa, - e, sempre que possível, procurar separar o bem do mal. Infelizmente, alguns ingressaram unicamente no mal.
Voltando à lenda yorubana. O personagem Ninrod era caldeu filho de Cuxe, sobrinho de Sem e neto de Noé, e conforme Genesis 10 – 8.9.10.11: “Cuxe gerou Ninrode, o qual começou a ser poderoso na Terra. Foi valente caçador diante do Senhor; daí dizer-se: como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Cainé, na terra de Sinear. Daquela terra saiu ele para a Assíria, e edificou Níneve, Reobote-Ir e Calá”.
A lenda diz que Ninrod foi chamado por Deus que fez com ele um pacto e o mandou para a África já com o nome de Oduduwa, onde lá, em região hoje conhecida por Nigéria, começaria a epopéia yorubana. Sua missão seria inicialmente com os hotentotes, raça de pigmeus, descendentes de ramo decadente dos povos lemurianos. No entanto, não foi somente a esse povo pigmeu que Ninrod trataria de impor as ordens de Deus, pois geraria filhos grandes que iniciariam o grande panteão yorubano de orixás.
Assim, Oduduwa se uniria a Olokum (oceano), transformando-se em Obá-Olokun – o Rei dos Oceanos, tendo então três filhos:
1. Ogun = Vulcano, senhor do ferro, fígado e agricultura.
2. Ishedale = Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas.
3. Okanbi = Senhor do fogo, das conquistas e da justiça.
A partir de Okanbi, começaria de fato a epopéia dos heróis yorubanos, pois Okanbi teria sete filhos que gerariam outros heróis e personagens da magia africana. O fato de existir orixás na Terra nos faz entender que há duas categorias dessas forças: os orixás menores, aqueles que foram filhos de homens e mulheres da Terra, incorporando poderes e comandando guerras e situações, e os orixás maiores.
Os orixás maiores, não são entidades na significação usual do termo, pois representam os picos de linhas de forças de onde emanam as qualidades personificadas para os orixás menores, segundo suas respectivas tendências nas variações sétuplas de uma hierarquia. Ou seja, são sete as forças superiores dos orixás, como sete são as linhas básicas dos orixás menores, contudo haja variações. Portanto, os orixás maiores são forças, embora haja sob elas, em seus altos escalões, entidades elevadas emergentes ou não do mundo humano, normalmente incorpóreas em médiuns ou em seus representantes na Terra. Porém, excepcionalmente, e dependendo da grandiosidade de uma missão, essas entidades podem vir a se manifestar em condições especiais num corpo físico ou através de uma mediunidade superior.
Temos agora uma idéia do que seja orixá. E embora me tenha fixado na cultura nigeriana, berço do idioma yorubá, o mais conhecido nos meios dos candomblés e de Umbanda, outros povos africanos também cultuam orixás segundo suas culturas e idiomas, atribuindo a eles a incorporação das forças da natureza.
Focalizarei agora um ponto mais alto, segundo as tradições africanas e alguns sincretismos das religiões antigas e atuais, cujas histórias, lendas e aspectos litúrgicos, se incorporaram nos simbolismos e práticas de Umbanda e suas magias.
O espaço maior, o universo inexplorado, é chamado de o reino de Obatalá. Obatalá, quer dizer o firmamento, ou Rei (Obá) do firmamento. Há inúmeros sinônimos nos cultos africanos para designar esse Deus maior criador dos céus e da Terra, mas não me estenderei para não complicar muito, permanecendo o quanto possível adstrito à Lei de Umbanda.
Obatalá é então o pai do mundo e das Forças de todos os orixás de Umbanda. Há, porém, discordâncias quanto à classificação dos sete orixás menores de Umbanda, sob cujas forças todos os trabalhos são realizados, cada um com características diferentes, incorporando e estabelecendo especificamente, segundo suas linhas, uma série de preceitos tais como: simbologias, roupagens, ferramentas, cores, cânticos, oferendas, histórias e outros implementos. De maneira geral, podemos classificar os sete orixás de Umbanda da seguinte maneira: Oxalá, Yemanjá, Oxun, Ogun, Oxossi, Xangô e Crianças.
Na parte III desse tema pretendo abordar as características essenciais dos orixás e suas intra-relações.
Rayom Ra
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Em tempos recuados, nem todas as civilizações possuíam escrita, e mesmo possuindo somente elites e castas podiam aprender a ler e escrever, por isso o povo desenvolvia memória prodigiosa, conseguindo assim armazenar e manter vivos os principais aspectos de suas culturas por todas as gerações, transmitindo-os oralmente. O que é contado pela tradição religiosa da Nigéria sobre o surgimento dos orixás e a organização de seus cultos, remete aos tempos dos primeiros descendentes do Adão bíblico.
Noutro texto já me referi ao fato de que todas as formas de magia tiveram suas sementes no continente atlante. Embora as religiões e os movimentos esotéricos ou gnósticos de todas origens e ramificações se tenham organizado mais tarde, segundo as épocas em que se situaram, todos eles tiveram seus embriões, sem a menor dúvida, das práticas sacerdotais e populares atlantes. Os instrutores espirituais naquele continente conseguiram fundir nas almas das suas diversas etnias um sentimento devocional ao superior, e trabalharam seus pensamentos com a disciplina cada vez mais profunda da obediência e respeito. Os cultos não tinham a conotação religiosa que hoje conhecemos, mas pela invasão das forças negativas os sentimentos devocionais à natureza cederam lugar, na grande maioria dos cultos, ao comando hipnótico dos praticantes da magia negra, passando à obediência pelo temor, ao surgimento de hábitos e práticas opostas ao que então era ensinado, e aos sacrifícios de animais e seres humanos. Quando tudo veio abaixo, tanto a sabedoria do bem como o mal se fragmentaram tendo esses valores se misturado nas diversas culturas dos povos decaídos, o que obrigou aos povos nos milênios vindouros a trabalhar com ambas as polaridades – a positiva e a negativa, - e, sempre que possível, procurar separar o bem do mal. Infelizmente, alguns ingressaram unicamente no mal.
Voltando à lenda yorubana. O personagem Ninrod era caldeu filho de Cuxe, sobrinho de Sem e neto de Noé, e conforme Genesis 10 – 8.9.10.11: “Cuxe gerou Ninrode, o qual começou a ser poderoso na Terra. Foi valente caçador diante do Senhor; daí dizer-se: como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Cainé, na terra de Sinear. Daquela terra saiu ele para a Assíria, e edificou Níneve, Reobote-Ir e Calá”.
A lenda diz que Ninrod foi chamado por Deus que fez com ele um pacto e o mandou para a África já com o nome de Oduduwa, onde lá, em região hoje conhecida por Nigéria, começaria a epopéia yorubana. Sua missão seria inicialmente com os hotentotes, raça de pigmeus, descendentes de ramo decadente dos povos lemurianos. No entanto, não foi somente a esse povo pigmeu que Ninrod trataria de impor as ordens de Deus, pois geraria filhos grandes que iniciariam o grande panteão yorubano de orixás.
Assim, Oduduwa se uniria a Olokum (oceano), transformando-se em Obá-Olokun – o Rei dos Oceanos, tendo então três filhos:
1. Ogun = Vulcano, senhor do ferro, fígado e agricultura.
2. Ishedale = Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas.
3. Okanbi = Senhor do fogo, das conquistas e da justiça.
A partir de Okanbi, começaria de fato a epopéia dos heróis yorubanos, pois Okanbi teria sete filhos que gerariam outros heróis e personagens da magia africana. O fato de existir orixás na Terra nos faz entender que há duas categorias dessas forças: os orixás menores, aqueles que foram filhos de homens e mulheres da Terra, incorporando poderes e comandando guerras e situações, e os orixás maiores.
Os orixás maiores, não são entidades na significação usual do termo, pois representam os picos de linhas de forças de onde emanam as qualidades personificadas para os orixás menores, segundo suas respectivas tendências nas variações sétuplas de uma hierarquia. Ou seja, são sete as forças superiores dos orixás, como sete são as linhas básicas dos orixás menores, contudo haja variações. Portanto, os orixás maiores são forças, embora haja sob elas, em seus altos escalões, entidades elevadas emergentes ou não do mundo humano, normalmente incorpóreas em médiuns ou em seus representantes na Terra. Porém, excepcionalmente, e dependendo da grandiosidade de uma missão, essas entidades podem vir a se manifestar em condições especiais num corpo físico ou através de uma mediunidade superior.
Temos agora uma idéia do que seja orixá. E embora me tenha fixado na cultura nigeriana, berço do idioma yorubá, o mais conhecido nos meios dos candomblés e de Umbanda, outros povos africanos também cultuam orixás segundo suas culturas e idiomas, atribuindo a eles a incorporação das forças da natureza.
Focalizarei agora um ponto mais alto, segundo as tradições africanas e alguns sincretismos das religiões antigas e atuais, cujas histórias, lendas e aspectos litúrgicos, se incorporaram nos simbolismos e práticas de Umbanda e suas magias.
O espaço maior, o universo inexplorado, é chamado de o reino de Obatalá. Obatalá, quer dizer o firmamento, ou Rei (Obá) do firmamento. Há inúmeros sinônimos nos cultos africanos para designar esse Deus maior criador dos céus e da Terra, mas não me estenderei para não complicar muito, permanecendo o quanto possível adstrito à Lei de Umbanda.
Obatalá é então o pai do mundo e das Forças de todos os orixás de Umbanda. Há, porém, discordâncias quanto à classificação dos sete orixás menores de Umbanda, sob cujas forças todos os trabalhos são realizados, cada um com características diferentes, incorporando e estabelecendo especificamente, segundo suas linhas, uma série de preceitos tais como: simbologias, roupagens, ferramentas, cores, cânticos, oferendas, histórias e outros implementos. De maneira geral, podemos classificar os sete orixás de Umbanda da seguinte maneira: Oxalá, Yemanjá, Oxun, Ogun, Oxossi, Xangô e Crianças.
Na parte III desse tema pretendo abordar as características essenciais dos orixás e suas intra-relações.
Rayom Ra
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sábado, 2 de maio de 2009
O Meio e o Fim
Para o estudante do esoterismo a linguagem empregada nas narrativas bíblicas pende propositalmente para os simbolismos. Nomes, lugares e eventos conduzem a outras conotações interpretativas, ao contrário da literalmente entendida pelos religiosos e leigos.
O Velho Testamento apresenta maior dificuldade de aceitação histórica do que o Novo. A suspeitosa cronologia atribuída às suas narrativas não permitiu até agora reunir elementos concretos para a remontagem de uma linha sequencial crível. Além da inexistência de provas cabais do que é narrado, há muitos hiatos entre determinados acontecimentos e um sem número de aparentes incongruências. Nem dos personagens se tem documentos lídimos e comprobatórios. Praticamente todos os personagens citados no Pentateuco se tornaram elementos sem perspectivas de provas, restando tão somente o reconhecimento pela fé religiosa. Do mesmo modo, muitos locais, regiões e cidades não batem nas suas localizações com as recentes provas alinhadas pelas descobertas arqueológicas.
Situação diferente vamos encontrar nas páginas do Novo Testamento que já apresentam possibilidades mais reais e concretas de aceitação devido a proximidade de seus eventos com a organização da história recente. Neste caso, foi possível reunir amostras de provas do curso dos acontecimentos e assim oferecer maior credibilidade. Ainda assim, Jesus não teria existido para a história oficial num prolongamento de eventos perfeitamente comprobatórios. Restam ainda dúvidas de sua existência, exceto por conta de um pronunciamento do historiador Flavius Josephus do século I ao referir-se, entre os anos 38 e 39, a certo profeta de Nazaré e de uma carta dirigida a Tiberius pelo senador romano Publius Lentulus, que teria vivido na Galiléia no tempo de Jesus, descrevendo-o fisicamente e ressaltando sua alta moralidade.
Tanto a existência da pessoa Publius Lentulus como a autenticidade de sua carta foram negadas ao longo da história, mas não de forma totalmente convincente. Da mesma maneira, a declaração de Flavius Josephus é ainda hoje alvo de suspeições, críticas e interpretações, por existir em todas as épocas motivações políticas ou interesses de outra natureza. Para o religioso, contudo, Jesus foi incontestavelmente verdadeiro e quem duvidar desta afirmativa comete apostasia.
Já o esotérico vive num mundo muitas vezes aparte das assertivas históricas e visão literal-retilínea de muitos religiosos. As bases do pensamento esotérico emergem tanto de fontes materiais palpáveis, como associadas às revelações de outro naipe. As escolas tradicionais dos ensinamentos ocultos com suas obras escritas ao alcance dos muitos estudantes, auxiliam-nos a edificar um pensamento sobre bases diferentes do oficializado pelas instituições do mundo contemporâneo. Há no esoterismo outra realidade não mencionada nos anais da história e ciências oficiais, sobre o nascimento do universo, a construção do sistema solar, o surgimento do planeta Terra, e a criação da humanidade e sua endógene. A sabedoria esotérica vem sendo mantida há milhões de anos em livros de especiais feituras, isentos dos efeitos do tempo e intempéries, em pergaminhos, na tradição oral ou em registros acima do espaço físico material. O estudante das ciências ocultas pode ter acesso gradativo a estas fontes segundo seu avanço mental e espiritual.
Ao contrário das religiões o esoterismo não é para todos. A prova está no cuidado e resguardo de suas revelações. Há ainda muitos níveis mentais e espirituais a serem atingidos pela humanidade, motivo pelo qual muitas revelações se encontram preservadas pelos mestres do esoterismo. Há luzes superiores não alcançadas pela ciência material que somente abrem-se ao esotérico. Não é condição sine qua non possuir diplomação universitária ou grande aptidão intelectual para se tornar esotérico. As qualificações acadêmicas somente valerão ao estudante se houver íntima e verdadeira espiritualidade. E nem sempre um praticante de magia ou um teórico em assuntos do esoterismo é na verdadeira acepção e significado do termo, um iniciado, mesmo pertencendo aos altos graus das escolas tradicionais. Para tanto, o estudante necessita antes de tudo tornar-se espiritualista e ter determinadas forças internas perfeitamente desenvolvidas. A espiritualização da personalidade é essencial para o desenvolvimento de faculdades superiores conscientemente dirigidas.
Não raro o estudante se complica e se atrasa na caminhada evolutiva justamente por não desejar obedecer às orientações disciplinadoras de seus superiores do mundo espiritual. Por conta das desobediências abrem-se janelas em seu íntimo, e ele recebe energias e projeções astrais e mentais prejudiciais a sua integridade, não sabendo como rechaçá-las. Algumas vezes, envolve-se em situações ocasionadas por essas invasões, decresce em sua frequência vibratória e assim cai por terra.
O esotérico não é necessariamente um intelectual, mas sim seguidor das lições que as aprende passo a passo pela vivência e observação. Com o tempo poderá despertar a intelectualidade e até falar ou discursar sabiamente. Há muitos exemplos no mundo de homens e mulheres que mais tarde atingiram status mental superior às suas iniciais categorias de pessoas comuns.
O intelectual do mundo, entretanto, por mais brilhante ou altiloqüente que possa revelar-se não entenderá jamais o esoterismo e nem a espiritualidade como de fato devam ser praticados. A menos que deixe a vaidade e o orgulho intelectual de lado e aceite a humildade. O intelecto brilhante, segundo valores materiais, é o grande empecilho e principal responsável por afastar o homem de sua origem espiritual conduzindo-o ao ateísmo. Não é pelo fato de se ter tornado intelectual que o homem terá aprendido a dominar o orgulho, a vaidade, a avareza, o egoísmo, o racismo, as taras, a crueldade e demais defeitos da personalidade. Em ocasiões, ao contrário do desejável, é justamente pelo fator intelectivo desperto e irresponsavelmente usado que virá intensificar ainda mais elementos negativos e ultrajantes para a alma.
Tão pouco o religioso dedicado às liturgias será um realizado se não trabalhar duramente a espiritualidade. O grande erro das religiões é passar aos que aceitam seus dogmas a idéia de que unicamente as práticas religiosas conduzirão à salvação. Não há paraíso e nem inferno fora de nós mesmos. Criamos em nosso íntimo o próprio destino. As dimensões onde almas de semelhantes inclinações se encontram após a morte dos corpos físicos, representam prolongamentos de suas consciências no espaço-tempo.
Práticas religiosas são meramente credos; qualquer pessoa pode exercê-las mecânica e organizadamente ou com perfeita técnica, no entanto não cumprindo os preceitos e mandamentos morais no cotidiano pouco terá de fato realizado. A ortodoxia pode também conduzir ao engessamento do racional e do caritativo, quando normas e disciplinas são impostas com tal energia e firmeza que não permitam aberturas para reflexões. Neste tipo de interpretação e aplicação do “espírito da letra,” coração e mente são tiranizados, portanto a própria alma, deixando assim que o pensamento religioso concreto se materialize duramente sobre a razão e consciência da espiritualidade. Este é um dos principais e nefastos fatores conducentes ao fanatismo e às idéias religiosas obsessivas.
Os grandes homens que falaram e obraram em nome de Deus estavam libertos da ortodoxia religiosa. Fizeram-se senhores de si mesmos, transcenderam normas e dogmatismos e ao iluminar-se deixaram definitivamente as discrepâncias para trás. Alguns realizaram voluntariamente disciplinas religiosas, mas comprovaram em estados superiores de consciência sua total inutilidade e as desprezaram. E por terem emergido livres e conscientemente para a liberdade, unicamente por isto, não escaparam à condenação da estreiteza sacerdotal e nem dos aprisionadores dogmáticos. Assim foram Manes, Francisco de Assis, Buda, Jesus e outros. Eis porque religiosos precisam sempre entender e praticar as religiões como um meio e nunca como um fim.
Rayom Ra
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O Velho Testamento apresenta maior dificuldade de aceitação histórica do que o Novo. A suspeitosa cronologia atribuída às suas narrativas não permitiu até agora reunir elementos concretos para a remontagem de uma linha sequencial crível. Além da inexistência de provas cabais do que é narrado, há muitos hiatos entre determinados acontecimentos e um sem número de aparentes incongruências. Nem dos personagens se tem documentos lídimos e comprobatórios. Praticamente todos os personagens citados no Pentateuco se tornaram elementos sem perspectivas de provas, restando tão somente o reconhecimento pela fé religiosa. Do mesmo modo, muitos locais, regiões e cidades não batem nas suas localizações com as recentes provas alinhadas pelas descobertas arqueológicas.
Situação diferente vamos encontrar nas páginas do Novo Testamento que já apresentam possibilidades mais reais e concretas de aceitação devido a proximidade de seus eventos com a organização da história recente. Neste caso, foi possível reunir amostras de provas do curso dos acontecimentos e assim oferecer maior credibilidade. Ainda assim, Jesus não teria existido para a história oficial num prolongamento de eventos perfeitamente comprobatórios. Restam ainda dúvidas de sua existência, exceto por conta de um pronunciamento do historiador Flavius Josephus do século I ao referir-se, entre os anos 38 e 39, a certo profeta de Nazaré e de uma carta dirigida a Tiberius pelo senador romano Publius Lentulus, que teria vivido na Galiléia no tempo de Jesus, descrevendo-o fisicamente e ressaltando sua alta moralidade.
Tanto a existência da pessoa Publius Lentulus como a autenticidade de sua carta foram negadas ao longo da história, mas não de forma totalmente convincente. Da mesma maneira, a declaração de Flavius Josephus é ainda hoje alvo de suspeições, críticas e interpretações, por existir em todas as épocas motivações políticas ou interesses de outra natureza. Para o religioso, contudo, Jesus foi incontestavelmente verdadeiro e quem duvidar desta afirmativa comete apostasia.
Já o esotérico vive num mundo muitas vezes aparte das assertivas históricas e visão literal-retilínea de muitos religiosos. As bases do pensamento esotérico emergem tanto de fontes materiais palpáveis, como associadas às revelações de outro naipe. As escolas tradicionais dos ensinamentos ocultos com suas obras escritas ao alcance dos muitos estudantes, auxiliam-nos a edificar um pensamento sobre bases diferentes do oficializado pelas instituições do mundo contemporâneo. Há no esoterismo outra realidade não mencionada nos anais da história e ciências oficiais, sobre o nascimento do universo, a construção do sistema solar, o surgimento do planeta Terra, e a criação da humanidade e sua endógene. A sabedoria esotérica vem sendo mantida há milhões de anos em livros de especiais feituras, isentos dos efeitos do tempo e intempéries, em pergaminhos, na tradição oral ou em registros acima do espaço físico material. O estudante das ciências ocultas pode ter acesso gradativo a estas fontes segundo seu avanço mental e espiritual.
Ao contrário das religiões o esoterismo não é para todos. A prova está no cuidado e resguardo de suas revelações. Há ainda muitos níveis mentais e espirituais a serem atingidos pela humanidade, motivo pelo qual muitas revelações se encontram preservadas pelos mestres do esoterismo. Há luzes superiores não alcançadas pela ciência material que somente abrem-se ao esotérico. Não é condição sine qua non possuir diplomação universitária ou grande aptidão intelectual para se tornar esotérico. As qualificações acadêmicas somente valerão ao estudante se houver íntima e verdadeira espiritualidade. E nem sempre um praticante de magia ou um teórico em assuntos do esoterismo é na verdadeira acepção e significado do termo, um iniciado, mesmo pertencendo aos altos graus das escolas tradicionais. Para tanto, o estudante necessita antes de tudo tornar-se espiritualista e ter determinadas forças internas perfeitamente desenvolvidas. A espiritualização da personalidade é essencial para o desenvolvimento de faculdades superiores conscientemente dirigidas.
Não raro o estudante se complica e se atrasa na caminhada evolutiva justamente por não desejar obedecer às orientações disciplinadoras de seus superiores do mundo espiritual. Por conta das desobediências abrem-se janelas em seu íntimo, e ele recebe energias e projeções astrais e mentais prejudiciais a sua integridade, não sabendo como rechaçá-las. Algumas vezes, envolve-se em situações ocasionadas por essas invasões, decresce em sua frequência vibratória e assim cai por terra.
O esotérico não é necessariamente um intelectual, mas sim seguidor das lições que as aprende passo a passo pela vivência e observação. Com o tempo poderá despertar a intelectualidade e até falar ou discursar sabiamente. Há muitos exemplos no mundo de homens e mulheres que mais tarde atingiram status mental superior às suas iniciais categorias de pessoas comuns.
O intelectual do mundo, entretanto, por mais brilhante ou altiloqüente que possa revelar-se não entenderá jamais o esoterismo e nem a espiritualidade como de fato devam ser praticados. A menos que deixe a vaidade e o orgulho intelectual de lado e aceite a humildade. O intelecto brilhante, segundo valores materiais, é o grande empecilho e principal responsável por afastar o homem de sua origem espiritual conduzindo-o ao ateísmo. Não é pelo fato de se ter tornado intelectual que o homem terá aprendido a dominar o orgulho, a vaidade, a avareza, o egoísmo, o racismo, as taras, a crueldade e demais defeitos da personalidade. Em ocasiões, ao contrário do desejável, é justamente pelo fator intelectivo desperto e irresponsavelmente usado que virá intensificar ainda mais elementos negativos e ultrajantes para a alma.
Tão pouco o religioso dedicado às liturgias será um realizado se não trabalhar duramente a espiritualidade. O grande erro das religiões é passar aos que aceitam seus dogmas a idéia de que unicamente as práticas religiosas conduzirão à salvação. Não há paraíso e nem inferno fora de nós mesmos. Criamos em nosso íntimo o próprio destino. As dimensões onde almas de semelhantes inclinações se encontram após a morte dos corpos físicos, representam prolongamentos de suas consciências no espaço-tempo.
Práticas religiosas são meramente credos; qualquer pessoa pode exercê-las mecânica e organizadamente ou com perfeita técnica, no entanto não cumprindo os preceitos e mandamentos morais no cotidiano pouco terá de fato realizado. A ortodoxia pode também conduzir ao engessamento do racional e do caritativo, quando normas e disciplinas são impostas com tal energia e firmeza que não permitam aberturas para reflexões. Neste tipo de interpretação e aplicação do “espírito da letra,” coração e mente são tiranizados, portanto a própria alma, deixando assim que o pensamento religioso concreto se materialize duramente sobre a razão e consciência da espiritualidade. Este é um dos principais e nefastos fatores conducentes ao fanatismo e às idéias religiosas obsessivas.
Os grandes homens que falaram e obraram em nome de Deus estavam libertos da ortodoxia religiosa. Fizeram-se senhores de si mesmos, transcenderam normas e dogmatismos e ao iluminar-se deixaram definitivamente as discrepâncias para trás. Alguns realizaram voluntariamente disciplinas religiosas, mas comprovaram em estados superiores de consciência sua total inutilidade e as desprezaram. E por terem emergido livres e conscientemente para a liberdade, unicamente por isto, não escaparam à condenação da estreiteza sacerdotal e nem dos aprisionadores dogmáticos. Assim foram Manes, Francisco de Assis, Buda, Jesus e outros. Eis porque religiosos precisam sempre entender e praticar as religiões como um meio e nunca como um fim.
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
sexta-feira, 1 de maio de 2009
As Sete Lágrimas do Pai-Preto
Foi uma noite estranha aquela noite quêda; estranhas vibrações afins penetravam meu Ser Mental e me faziam ansioso por algo, que pouco a pouco se fazia definir...
Era um quê desconhecido, mas sentia-o como se estivesse em comunicação com minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Quem do mundo astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até adormecer... e “sonhar”.
Assim vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda, Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz Velada, dessa Umbanda de Todos Nós que chamavam seus filhos de fé...
E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam, mas, surpreso ficava, com aquela “visão” que em cada um eu via, invariavelmente, num canto, pitando, um triste Pai-Preto chorava...
De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei por que as contei...foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e interroguei-o: fala Pai-Preto, diz a teu filho, por que externas assim tão visível dor?
E ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As lágrimas contadas distribuídas estão a cada uma delas.
A primeira eu a dei para esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração, na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios merecimentos negam.
E mais outra foi para esses que crêem, porém numa crença cega, escrava de seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos” nascentes uns após outros...
E outra mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um seu semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas, paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem...pobres almas, que das brumas ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e calculistas – não crêem, nem descrêem: sabem que existe uma força e procuram se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa da Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis; mas se olhares bem seus semblantes verás escrito em letras claras: creio na tua Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu “caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”...
A sexta lágrima eu a dei aos fúteis que andam de Tenda em Tenda, não acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam um interesse diferente, sei bem o que eles buscam...
E a sétima, filho, notaste como foi grande e como deslizou pesada. Foi a Última Lágrima, aquela que “vive” nos “olhos” de todos os pretos-velhos; fiz doação dessa, aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e todos possam vê-los como realmente são...
“Cegos, guias de cegos” andam se exibindo com a Banda, tal e qual a mariposas em torno da luz; essa mesma Luz que eles não conseguem ver, porque só visam a exteriorização de seus próprios egos...
Olhai-os bem, vede como suas fisionomias são turvas, e desconfiadas; observai-os quando falam “doutrinando”, suas vozes são ocas, dizem tudo de “cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não fazem, aferrados ao conforto da matéria e gula do vil metal. Eles não têm convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, As Sete Lágrimas do Pai-Preto! Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a dizer Pai-Preto? E daquela “forma-velha”, vi um véu caindo e num clarão intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...
“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam que estão... Eles Formam a Maior Dessas Multidões”...
São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança pela razão...São os Seus Filhos de Fé.
São também os “aparelhos”, trabalhadores silenciosos, cujas ferramentas chamam-se Dom e Fé, e cujos “salários” de cada noite...são pagos quase sempre com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a INGRATIDÃO!
[Do livro Umbanda de Todos Nós, de W.W.da Matta e Silva]
Rayom Ra
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Era um quê desconhecido, mas sentia-o como se estivesse em comunicação com minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Quem do mundo astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até adormecer... e “sonhar”.
Assim vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda, Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz Velada, dessa Umbanda de Todos Nós que chamavam seus filhos de fé...
E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam, mas, surpreso ficava, com aquela “visão” que em cada um eu via, invariavelmente, num canto, pitando, um triste Pai-Preto chorava...
De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei por que as contei...foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e interroguei-o: fala Pai-Preto, diz a teu filho, por que externas assim tão visível dor?
E ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As lágrimas contadas distribuídas estão a cada uma delas.
A primeira eu a dei para esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração, na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios merecimentos negam.
E mais outra foi para esses que crêem, porém numa crença cega, escrava de seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos” nascentes uns após outros...
E outra mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um seu semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas, paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem...pobres almas, que das brumas ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e calculistas – não crêem, nem descrêem: sabem que existe uma força e procuram se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa da Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis; mas se olhares bem seus semblantes verás escrito em letras claras: creio na tua Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu “caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”...
A sexta lágrima eu a dei aos fúteis que andam de Tenda em Tenda, não acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam um interesse diferente, sei bem o que eles buscam...
E a sétima, filho, notaste como foi grande e como deslizou pesada. Foi a Última Lágrima, aquela que “vive” nos “olhos” de todos os pretos-velhos; fiz doação dessa, aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e todos possam vê-los como realmente são...
“Cegos, guias de cegos” andam se exibindo com a Banda, tal e qual a mariposas em torno da luz; essa mesma Luz que eles não conseguem ver, porque só visam a exteriorização de seus próprios egos...
Olhai-os bem, vede como suas fisionomias são turvas, e desconfiadas; observai-os quando falam “doutrinando”, suas vozes são ocas, dizem tudo de “cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não fazem, aferrados ao conforto da matéria e gula do vil metal. Eles não têm convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, As Sete Lágrimas do Pai-Preto! Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a dizer Pai-Preto? E daquela “forma-velha”, vi um véu caindo e num clarão intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...
“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam que estão... Eles Formam a Maior Dessas Multidões”...
São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança pela razão...São os Seus Filhos de Fé.
São também os “aparelhos”, trabalhadores silenciosos, cujas ferramentas chamam-se Dom e Fé, e cujos “salários” de cada noite...são pagos quase sempre com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a INGRATIDÃO!
[Do livro Umbanda de Todos Nós, de W.W.da Matta e Silva]
Rayom Ra
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Alianças de IHVH - I
Entendemos uma aliança como a forma de um compromisso mútuo ou de um pacto entre partes. Admitamos que o Deus IHVH resolvesse fazer uma aliança com o povo judeu a fim de estabelecer o monoteísmo na Terra. Mas em todas as aparições aos protagonistas Deus jamais solicitou a colaboração voluntária deles, antes os informou que eram escolhidos e deveriam realizar o que Ele determinaria. A contrapartida humana se daria através da fé e obediência e se procedessem como mandado veriam Sua glória entre o povo.
Essa disposição representou propriamente mais que um pacto entre partes, mas uma imposição superior. Em termos espirituais, talvez pudéssemos definir a intenção de IHVH como instrumento definitivo para obrigatória oblação e sacrifício judeu. Nesse caso, não seria de fato uma aliança espontânea e nem os motivos reais de tal aproximação e inferência divina seriam revelados. Eis um mistério!
A aliança, no entanto, como citada no Pentateuco, caracterizaria definidas etapas que iriam gerar marcantes e sucessivos acontecimentos como capítulos de uma história adrede delineada. Começaria, talvez, desde Adão, passando por Noé, Abraão, Isaque, Jacob e por Moisés, terminando finalmente com Josué em Canaã. Seriam, nesse caso, sete situações maiores sedimentadas com o sangue semita. E como cada uma dessas etapas desdobraria novos e definitivos rumos na história, preferimos definir essas variações como necessidades impostas a fim de reafirmar e levar adiante o roteiro básico com diferentes personagens, fossem eles principais ou secundários, ou intra-relacionados. Assim, com o tempo, Deus firmaria novas alianças, que repercutiriam nas gerações presentes e futuras dos judeus semitas, visando sempre tangíveis resultados.
Ao analisar o Pentateuco e concentrar nossa atenção nas situações decorridas no êxodo, por ser o êxodo, talvez, o maior dos eventos épicos na história semita, acusamos a evolução de quatro grandes e significativos momentos nascidos das novas alianças. Os enfoques, por si sós, representariam os quatro grandes impulsos sedimentares para as aquisições de outros valores sócio-religiosos pelos hebreus. A cada uma daquelas alianças, - reforçamos, - se acentuariam contextuais decorrências perfeitamente segmentadas sob a égide de um determinismo perfeitamente encadeado.
Acreditadas ou não, as narrativas bíblicas ressaltam, a nosso ver, a incontestável sabedoria de Moisés cimentada por uma invejável cultura sacerdotal.
Embora sistematicamente lenta através dos milênios, a marcha evolutiva humana em todo o mundo, atingiria periódicos e destacados ciclos de transições. Nesse prisma, os fatos históricos catalogados ao longo do tempo, evocariam também com certa freqüência elementos culturais e religiosos que sob muitos aspectos foram reveladores de mútuas identidades entre os povos. Daí, podermos concluir e reafirmar que alguns episódios transcritos nas páginas do Velho Testamento, recomendam-nos uma olhadela aos hábitos religiosos dos egípcios.
Se a Bíblia é ou não uma espantosa obra ficcionista, é outra história e discussão. Mas os delineamentos progressivos de seus textos conduzem os personagens semíticos a transitar com freqüência de um pólo a outro por importantes conexões de práticas egípcias. Além do Pentateuco, essas similitudes percorrem outros livros e crônicas do Velho Testamento, insistimos nesta convergência.
É possível admitir-se a sabedoria humana sacerdotal de Moisés sendo a todo o momento testada ou estimulada por um Deus sabedor a longuíssimo tempo das nuances anímicas dos vários povos da antiguidade. A visão de IHVH se materializaria e obraria através do conteúdo cerebral de Moisés. Desse modo, ambos empreenderiam enormes esforços no sentido de implementar elementos mais bem trabalhados para um novo ciclo sócio-religioso judeu.
É sempre bom relembrar que escravos não tinham tanta liberdade para cultos religiosos, senão para aqueles permitidos por seus senhores. Esta oportuna observação implica no entendimento de uma perda de identidade idiossincrática e uma consciente ou inconsciente assimilação de outros valores dos povos dominadores.
Por mais de 400 anos a inicial mensagem de IHVH a Abraão, sobre a multiplicidade de sua descendência, pareceria ter caído no esquecimento. Esse mesmo fato se daria com a revelação de Deus a Jacob acerca das doze tribos de Israel que herdariam Canaã.
Moisés surgiria então como o grande pilar, a ponte vertical entre o Deus de Israel e seu povo a fim de fazer cumprir a promessa a Jacob em Betel. Notemos, no entanto, que Deus falaria a Jacob sobre Canaã numa visão futura, não definindo na ocasião o tempo ou data do acontecimento. As principais consecuções das promessas aos hebreus tomariam vulto séculos depois, a partir do solo egípcio, continuando numa vertente planejada para a consecução final, visto as novas alianças, todas elas, ensejarem acontecimentos espírito-matéria. O Livro do Êxodo relata que a primeira e substancial aliança de IHVH com os hebreus aconteceria justamente na libertação do jugo egípcio, com todas as implicações entre Moisés e Ramsés II.
Por outro lado, podemos entender a proximidade cronológica dos cultos a Aton e a IHVH como tentativas reais e verdadeiras de se estabelecer definitivamente o monoteísmo.
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
Essa disposição representou propriamente mais que um pacto entre partes, mas uma imposição superior. Em termos espirituais, talvez pudéssemos definir a intenção de IHVH como instrumento definitivo para obrigatória oblação e sacrifício judeu. Nesse caso, não seria de fato uma aliança espontânea e nem os motivos reais de tal aproximação e inferência divina seriam revelados. Eis um mistério!
A aliança, no entanto, como citada no Pentateuco, caracterizaria definidas etapas que iriam gerar marcantes e sucessivos acontecimentos como capítulos de uma história adrede delineada. Começaria, talvez, desde Adão, passando por Noé, Abraão, Isaque, Jacob e por Moisés, terminando finalmente com Josué em Canaã. Seriam, nesse caso, sete situações maiores sedimentadas com o sangue semita. E como cada uma dessas etapas desdobraria novos e definitivos rumos na história, preferimos definir essas variações como necessidades impostas a fim de reafirmar e levar adiante o roteiro básico com diferentes personagens, fossem eles principais ou secundários, ou intra-relacionados. Assim, com o tempo, Deus firmaria novas alianças, que repercutiriam nas gerações presentes e futuras dos judeus semitas, visando sempre tangíveis resultados.
Ao analisar o Pentateuco e concentrar nossa atenção nas situações decorridas no êxodo, por ser o êxodo, talvez, o maior dos eventos épicos na história semita, acusamos a evolução de quatro grandes e significativos momentos nascidos das novas alianças. Os enfoques, por si sós, representariam os quatro grandes impulsos sedimentares para as aquisições de outros valores sócio-religiosos pelos hebreus. A cada uma daquelas alianças, - reforçamos, - se acentuariam contextuais decorrências perfeitamente segmentadas sob a égide de um determinismo perfeitamente encadeado.
Acreditadas ou não, as narrativas bíblicas ressaltam, a nosso ver, a incontestável sabedoria de Moisés cimentada por uma invejável cultura sacerdotal.
Embora sistematicamente lenta através dos milênios, a marcha evolutiva humana em todo o mundo, atingiria periódicos e destacados ciclos de transições. Nesse prisma, os fatos históricos catalogados ao longo do tempo, evocariam também com certa freqüência elementos culturais e religiosos que sob muitos aspectos foram reveladores de mútuas identidades entre os povos. Daí, podermos concluir e reafirmar que alguns episódios transcritos nas páginas do Velho Testamento, recomendam-nos uma olhadela aos hábitos religiosos dos egípcios.
Se a Bíblia é ou não uma espantosa obra ficcionista, é outra história e discussão. Mas os delineamentos progressivos de seus textos conduzem os personagens semíticos a transitar com freqüência de um pólo a outro por importantes conexões de práticas egípcias. Além do Pentateuco, essas similitudes percorrem outros livros e crônicas do Velho Testamento, insistimos nesta convergência.
É possível admitir-se a sabedoria humana sacerdotal de Moisés sendo a todo o momento testada ou estimulada por um Deus sabedor a longuíssimo tempo das nuances anímicas dos vários povos da antiguidade. A visão de IHVH se materializaria e obraria através do conteúdo cerebral de Moisés. Desse modo, ambos empreenderiam enormes esforços no sentido de implementar elementos mais bem trabalhados para um novo ciclo sócio-religioso judeu.
É sempre bom relembrar que escravos não tinham tanta liberdade para cultos religiosos, senão para aqueles permitidos por seus senhores. Esta oportuna observação implica no entendimento de uma perda de identidade idiossincrática e uma consciente ou inconsciente assimilação de outros valores dos povos dominadores.
Por mais de 400 anos a inicial mensagem de IHVH a Abraão, sobre a multiplicidade de sua descendência, pareceria ter caído no esquecimento. Esse mesmo fato se daria com a revelação de Deus a Jacob acerca das doze tribos de Israel que herdariam Canaã.
Moisés surgiria então como o grande pilar, a ponte vertical entre o Deus de Israel e seu povo a fim de fazer cumprir a promessa a Jacob em Betel. Notemos, no entanto, que Deus falaria a Jacob sobre Canaã numa visão futura, não definindo na ocasião o tempo ou data do acontecimento. As principais consecuções das promessas aos hebreus tomariam vulto séculos depois, a partir do solo egípcio, continuando numa vertente planejada para a consecução final, visto as novas alianças, todas elas, ensejarem acontecimentos espírito-matéria. O Livro do Êxodo relata que a primeira e substancial aliança de IHVH com os hebreus aconteceria justamente na libertação do jugo egípcio, com todas as implicações entre Moisés e Ramsés II.
Por outro lado, podemos entender a proximidade cronológica dos cultos a Aton e a IHVH como tentativas reais e verdadeiras de se estabelecer definitivamente o monoteísmo.
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Alianças de IHVH - II (final)
Com IHVH se inauguraria um ciclo judaico que se afirmaria diferente dos eventos liderados por Noé, Abraão, Isaque ou Jacob, cujas provas de fé haviam orientado basicamente os seus respectivos clãs. Com aqueles antigos patriarcas o Deus único não inspiraria a organização e consolidação de um credo. Mas com os israelitas do êxodo IHVH imprimiria no seu animismo sucessivos registros sobrenaturais de efeitos físicos tangíveis, com a intermediação de Moisés, de carne e osso como eles. As impressões dos efeitos terrenos produziriam, ademais, na psique coletiva, figuras críveis e indeléveis para as gerações futuras. Entretanto, naqueles momentos eles se tornavam testemunhas co-responsáveis por ter visto, conhecido e participado!
A própria identificação do Deus de Abrão, de Isaque e Jacob, trazia uma conotação mais séria, mais definitiva, pois somente aqui ele revelaria seu nome, como descrito em Êxodo 6:2 “Falou mais a Moisés e disse: Eu Sou o Senhor” (IHVH). Sabemos do respeito que os hebreus tinham por Deus, ao evitar chamar-lhe pelo verdadeiro nome, substituindo IHVH por Adonai, que significa Senhor.
A épica viagem rumo à Canaã prometida faria uma pausa ao pé do Monte Sinai, que Moisés subiria, aonde se desenrolaria a dramática apresentação dos dez mandamentos. A prova material das Tábuas dos Dez Mandamentos se constituiria na inequívoca segunda grande aliança de IHVH com os hebreus. A alocação dessas dez regras viria de fato requerer, a partir dali, a rígida postura moral desejada por IHVH. Essa postura seria mais do que necessária para fundamentar os pilares sobre os quais o monoteísmo pudesse firmemente edificar-se e avançar como um culto desejável, possuidor de um código único e agregador. Esse código rejeitaria todas as demais práticas forjadas por outras crenças politeístas em que cada deus, bom ou vingativo, induzia a particulares e pessoais atitudes e cultos. A diferença básica se iniciava agora na contextura pragmática dos dez mandamentos, sob a rígida determinação de IHVH para obediência de todos. Os hebreus, no entanto, necessitariam de mais elementos para materializar um culto monoteísta e fundamentar sua fé religiosa.
Mais adiante, Deus mandaria construir a arca que se consubstanciaria, juntamente com o tabernáculo e seus implementos ritualísticos, na terceira grande aliança. A surpreendente arca requerida pelo Deus IHVH seria qualquer coisa inusitada para um povo semita não acostumado a esse tipo de vínculo com outros deuses. Ao invés de uma imagem por Ele já proibida mandaria construir a arca para oficializar sua presença física entre o povo. No Egito havia arcas, mas eram objetos de cultos sacerdotais privativos, e não do povo, muito menos de escravos. Agora IHVH determinava a Moisés construir uma arca como no Egito, e justamente para um povo que lá estivera escravizado!
A arca se constituiria em algo difícil e operoso para sua construção e de mão de obra artística e artesanal. Os objetos que a acompanhariam, todos confeccionados como os queria IHVH, identificavam a montagem de um templo especial, em pleno deserto, para a prática da magia. A magia, para seu pleno e perfeito funcionamento, necessitaria de uma organizada e complicada liturgia, ordenada e imposta nos seus mínimos detalhes pelo próprio Deus dos judeus, segundo os informaria Moisés, e com imolações de animais.
A quarta grande aliança de IHVH com os judeus do êxodo detalhada no Pentateuco e complementada sua narrativa no Livro de Josué, seria justamente a posse das terras prometidas de Canaã. Essa quarta aliança aconteceria quarenta anos depois de iniciada a difícil peregrinação pelo deserto. A posse definitiva de Canaã se daria após a morte de Moisés, conduzida em grande parte pelo incansável espírito de Josué, empreendedor de inúmeras guerras.
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
A própria identificação do Deus de Abrão, de Isaque e Jacob, trazia uma conotação mais séria, mais definitiva, pois somente aqui ele revelaria seu nome, como descrito em Êxodo 6:2 “Falou mais a Moisés e disse: Eu Sou o Senhor” (IHVH). Sabemos do respeito que os hebreus tinham por Deus, ao evitar chamar-lhe pelo verdadeiro nome, substituindo IHVH por Adonai, que significa Senhor.
A épica viagem rumo à Canaã prometida faria uma pausa ao pé do Monte Sinai, que Moisés subiria, aonde se desenrolaria a dramática apresentação dos dez mandamentos. A prova material das Tábuas dos Dez Mandamentos se constituiria na inequívoca segunda grande aliança de IHVH com os hebreus. A alocação dessas dez regras viria de fato requerer, a partir dali, a rígida postura moral desejada por IHVH. Essa postura seria mais do que necessária para fundamentar os pilares sobre os quais o monoteísmo pudesse firmemente edificar-se e avançar como um culto desejável, possuidor de um código único e agregador. Esse código rejeitaria todas as demais práticas forjadas por outras crenças politeístas em que cada deus, bom ou vingativo, induzia a particulares e pessoais atitudes e cultos. A diferença básica se iniciava agora na contextura pragmática dos dez mandamentos, sob a rígida determinação de IHVH para obediência de todos. Os hebreus, no entanto, necessitariam de mais elementos para materializar um culto monoteísta e fundamentar sua fé religiosa.
Mais adiante, Deus mandaria construir a arca que se consubstanciaria, juntamente com o tabernáculo e seus implementos ritualísticos, na terceira grande aliança. A surpreendente arca requerida pelo Deus IHVH seria qualquer coisa inusitada para um povo semita não acostumado a esse tipo de vínculo com outros deuses. Ao invés de uma imagem por Ele já proibida mandaria construir a arca para oficializar sua presença física entre o povo. No Egito havia arcas, mas eram objetos de cultos sacerdotais privativos, e não do povo, muito menos de escravos. Agora IHVH determinava a Moisés construir uma arca como no Egito, e justamente para um povo que lá estivera escravizado!
A arca se constituiria em algo difícil e operoso para sua construção e de mão de obra artística e artesanal. Os objetos que a acompanhariam, todos confeccionados como os queria IHVH, identificavam a montagem de um templo especial, em pleno deserto, para a prática da magia. A magia, para seu pleno e perfeito funcionamento, necessitaria de uma organizada e complicada liturgia, ordenada e imposta nos seus mínimos detalhes pelo próprio Deus dos judeus, segundo os informaria Moisés, e com imolações de animais.
A quarta grande aliança de IHVH com os judeus do êxodo detalhada no Pentateuco e complementada sua narrativa no Livro de Josué, seria justamente a posse das terras prometidas de Canaã. Essa quarta aliança aconteceria quarenta anos depois de iniciada a difícil peregrinação pelo deserto. A posse definitiva de Canaã se daria após a morte de Moisés, conduzida em grande parte pelo incansável espírito de Josué, empreendedor de inúmeras guerras.
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Genesis da Grande Face Negra
Um poder que viajava através do espaço, deixava atrás de si o permanente rastro de sua presença. Um som semelhante a uma avalanche acompanhava aquele poder, mas era algo grotesco, jamais ouvido, que se encaminhava pelo ar como se rolasse adiante de um dilúvio em permanente e incontida expansão. Havia intensa escuridão, no entanto era possível discernir o progresso do poder. Em certo instante, Sorman deteve a impressão de o avassalador som e o sensorial poder se combinar numa só ação, e deslizar por uma inconcebível esteira no fenomenal espaço de um vasto, profundo e insondável oceano etéreo. Até então, ele ficara preso àquelas imagens que, apesar de imensuráveis, se enquadravam num monumental plano cartesiano; mas de repente, sentiu-se deslocar e trasladar de seu horizonte de observação para outra dimensão, muito acima daquelas voluptuosas e verdadeiramente indescritíveis projeções. E nesta nova situação no universo, num ponto qualquer fora do espaço-tempo, voltou a contemplar a aterradora e fantástica figura.
A incomensurável Face Negra ocupava agora todo o espaço alcançado pelo campo visual de Sorman. Perplexo, ele tentou desviar-se da imagem; buscou uma brecha por onde pudesse concentrar sua atenção a fim de escapar da visão, mas a falta de outra qualquer referência, por menor que fosse, trouxe-o inexoravelmente de volta para a total contemplação. Era tão gigantesca a aparição, - segundo podia supor pela astronômica projeção, - que conteria a todos os átomos de uma existência cósmica, em todos os seus mundos de enigmáticas e simultâneas dimensões.
Mas ao invés de pavor, como na primeira visão de muitos meses atrás, Sorman se petrificava. Algo congelara-lhe todas as reações; somente o sentido interior da visão e o da audição passaram a agir-lhe como as únicas coisas vivas. Nesta nova e inusitada condição, podia então observar que a descomunal e infinita Face Negra estava de olhos fechados, e soprava. O avassalador som, antes ouvido, sendo exatamente o mesmo agora percebido através de seus lábios entreabertos, trazia consigo o poder que de inicio ele acusara. Ela soprava por um tempo de sensação interminável, e o som e o poder juntos, eram sustentados e lançados para distâncias inimagináveis, muitíssimo além de tudo quanto a mente finita poderia suspeitar ou conjeturar. E quando aquele alento terminou, a boca falou lenta e prolongadamente, com voz rouca e grave, à semelhança de esdrúxulo e abismal ruído resultante do atrito de muitos metais pesados: FAAAÇAAA-SEEE!
A boca permaneceu aberta; imediatamente partiram dela milhões de formas negras que eram atravessadas por dois grandes raios ígneos provenientes de seus olhos. As formas não se incandesciam, mas se eletrificavam; tornavam-se transparentes véus ampliados elasticamente a cobrir todos os espaços por onde o poder e o som haviam antes se propagado. Ao cabo de algum tempo, enquanto perdurara a percepção dessas últimas imagens, a Face vestira-se de um sorriso sarcástico e diabólico, ficando seus olhos apertados e repuxados. Em seguida, a forma total passou a se tornar menos densa, cada vez mais etérea, até se desmanchar completamente, vindo se transformar numa infinita película negra de sutilíssima tessitura, finalmente pousando sobre todas aquelas coisas infundidas no universo, permeando-as como água jogada sobre a areia, nelas permanecendo.
Ao acordar Sorman estava trêmulo. Impressões sucediam-se a impregnar-lhe o cérebro. Mediante a incapacidade de se controlar emocional e mentalmente, ele se levantou um tanto atordoado, encaminhando-se para o banheiro a fim de tomar uma ducha. Reagiu bem, e enquanto se vestia, trouxe uma das mãos adiante do ventre examinando-a no dorso e dedos. Estava absolutamente firme, muito embora ainda lhe percorresse um leve tremor por todo o corpo, semelhante a rápidas descargas elétricas.
[ Do livro A Face Negra da Terra, de Rayom Ra ]
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
A incomensurável Face Negra ocupava agora todo o espaço alcançado pelo campo visual de Sorman. Perplexo, ele tentou desviar-se da imagem; buscou uma brecha por onde pudesse concentrar sua atenção a fim de escapar da visão, mas a falta de outra qualquer referência, por menor que fosse, trouxe-o inexoravelmente de volta para a total contemplação. Era tão gigantesca a aparição, - segundo podia supor pela astronômica projeção, - que conteria a todos os átomos de uma existência cósmica, em todos os seus mundos de enigmáticas e simultâneas dimensões.
Mas ao invés de pavor, como na primeira visão de muitos meses atrás, Sorman se petrificava. Algo congelara-lhe todas as reações; somente o sentido interior da visão e o da audição passaram a agir-lhe como as únicas coisas vivas. Nesta nova e inusitada condição, podia então observar que a descomunal e infinita Face Negra estava de olhos fechados, e soprava. O avassalador som, antes ouvido, sendo exatamente o mesmo agora percebido através de seus lábios entreabertos, trazia consigo o poder que de inicio ele acusara. Ela soprava por um tempo de sensação interminável, e o som e o poder juntos, eram sustentados e lançados para distâncias inimagináveis, muitíssimo além de tudo quanto a mente finita poderia suspeitar ou conjeturar. E quando aquele alento terminou, a boca falou lenta e prolongadamente, com voz rouca e grave, à semelhança de esdrúxulo e abismal ruído resultante do atrito de muitos metais pesados: FAAAÇAAA-SEEE!
A boca permaneceu aberta; imediatamente partiram dela milhões de formas negras que eram atravessadas por dois grandes raios ígneos provenientes de seus olhos. As formas não se incandesciam, mas se eletrificavam; tornavam-se transparentes véus ampliados elasticamente a cobrir todos os espaços por onde o poder e o som haviam antes se propagado. Ao cabo de algum tempo, enquanto perdurara a percepção dessas últimas imagens, a Face vestira-se de um sorriso sarcástico e diabólico, ficando seus olhos apertados e repuxados. Em seguida, a forma total passou a se tornar menos densa, cada vez mais etérea, até se desmanchar completamente, vindo se transformar numa infinita película negra de sutilíssima tessitura, finalmente pousando sobre todas aquelas coisas infundidas no universo, permeando-as como água jogada sobre a areia, nelas permanecendo.
Ao acordar Sorman estava trêmulo. Impressões sucediam-se a impregnar-lhe o cérebro. Mediante a incapacidade de se controlar emocional e mentalmente, ele se levantou um tanto atordoado, encaminhando-se para o banheiro a fim de tomar uma ducha. Reagiu bem, e enquanto se vestia, trouxe uma das mãos adiante do ventre examinando-a no dorso e dedos. Estava absolutamente firme, muito embora ainda lhe percorresse um leve tremor por todo o corpo, semelhante a rápidas descargas elétricas.
[ Do livro A Face Negra da Terra, de Rayom Ra ]
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
O Espiritismo Cardecista Parou no Tempo?
Quando Hippolyte Léon Denizard Rivail em 18 de abril de 1857 lançou em Paris a primeira edição de O Livro dos Espíritos, já com o pseudônimo de Allan Kardec, nascia um movimento de estudos espíritas que logo obteria milhares de simpatizantes, transformando-se em culto e hoje chamado Religião Espírita.
Pela mão do formidável médium Francisco Cândido Xavier, mineiro de Pedro Leopoldo, o movimento espírita teria um desenvolvimento espantoso começado a partir da década de 30, com Parnaso do Além Túmulo, seguida por outras 411 obras com mais de 20 milhões de tiragens em todo o mundo.
Chico Xavier proclamou sempre os ensinamentos de Jesus em suas palestras e entrevistas, e as lições contidas nas obras ditadas pelos espíritos até hoje inspiram a seguidores, motivando o crescimento do espiritismo fundado por Allan Kardec. Essa breve história todo o espírita que se preze deve conhecer.
Na prática, o espiritismo cardecista basicamente promove reuniões de estudos, palestras, sessões de desenvolvimento da mediunidade, aplicações de passes magnéticos, trabalhos de desobsessões, operações médicos-espirituais, além de estimular a uma série de procedimentos assistênciais e filantrópicos de todas as ordens.
O espiritismo veio se transformar realmente numa macro-célula assistencial infiltrada em todas as camadas da sociedade, trazendo em seu bojo sempre a mensagem intrínseca do bom samaritano e a imagem do Consolador prometido por Cristo, citado numa de suas parábolas aos apóstolos.
O espiritismo não possui um credo na acepção formal do termo, mas possui uma doutrina que foi montada, principalmente, a partir das respostas elencadas no Livro dos Espíritos coadjuvadas pelas interpretações mais elásticas retiradas de o Evangelho Segundo o Espiritismo, do mesmo autor Allan Kardec. É nesse ponto que muitos estudiosos de outras correntes da espiritualidade e segmentos das hostes espíritas divergem do estabelecido.
Outro dia ouvia um palestrante do espiritismo cardecista que respondia a perguntas em conhecida rádio aqui no Rio de Janeiro. Logo nas suas primeiras palavras disse ele às centenas de ouvintes: “meus irmãos, o mundo divide-se em dois tempos, um antes de Kardec e outro após Kardec”. Quase me belisquei para sentir se estava mesmo acordado ou algum espírito brincalhão me falava ao ouvido insinuando falsas premissas.
Noutra oportunidade, outro palestrante que na mesma rádio detinha um horário em que divulgava a doutrina e as atividades de seu centro espírita, respondendo a um ouvinte que lhe perguntara se os pretos-velhos eram almas atrasadas, saiu-se com essa: “são atrasados sim, inclusive usam o espiritismo de Kardec para fazer os seus marketings sobre a reencarnação”. Não entendi nada, mas admiti que ele se responsabilizasse pela divulgação dessa versão sobre os pretos-velhos de Umbanda, ao tornar público seu pensamento.
O espiritismo cardecista é, maiormente, freqüentado por pessoas de ótimos níveis da educação que nossa sociedade consegue produzir. No entanto, a doutrina é repetitiva, seguidora quase que literalmente das palavras dos espíritos, com pouca imaginação e absolutamente conservadora. Em qualquer programa de rádio, ou noutro veículo de comunicação, a tônica é invariavelmente sobre caridade, reencarnação, carmas devedores e adoção de órfãos.
Acabo de ler de um artigo bem escrito por um blogueiro espírita onde ele reclama com veemência ter observado em revistas especializadas do espiritismo reportagens sobre Quimbanda, Umbanda e outras crenças que absolutamente nada têm a ver com o espiritismo, como se espiritismo fosse coisa geral, quando não é. Segundo ainda ele, com certa dose de irritação, o espiritismo é unicamente a doutrina cardecista. Bem, eu já não penso assim. Acho que o termo espiritismo, originado da palavra spirito não é propriedade do cardecismo. Foi aproveitado do latim por Kardec, sendo vocábulo muito antigo emergente de designações de entes sem corpos físicos ligados ao psiquismo ou às atividades espirituais mediúnicas, principalmente de crenças primitivas.
Nesse particular, há também uma velha diferença sobre a relevância semântica entre espiritismo e espiritualismo, de um grau filosófico mais elevado, quando a escola francesa de Kardec advoga para si o epíteto correto de espiritismo (spiritism), enquanto a escola espiritista da América do Norte e Inglaterra fundada pelas irmãs Fox, seguidora das doutrinas de Rochester, denomina-se praticante do espiritualismo.
A visão uniforme e ortodoxa de uma só doutrina conduz realmente a hierarquização de seguidos erros que se transformam em princípios do adverso a que julgam dever desprezá-los sem outras considerações, e a eles abjurar definitivamente. Enquanto outras escolas abrem seus leques para as modernas visões da espiritualidade, e as novas correntes do esoterismo e do ocultismo conjugam seus conhecimentos às muitas e reconhecidas descobertas das ciências, ou adaptam práticas mentais da milenar sabedoria inciática para a realidade de uma nova era, sentimos o tempo recuar nos estereótipos cardecistas, apesar de o espiritismo não ser uma religião das massas.
Não obstante, o espiritismo continua vivo e atuante, avançando para mais de 30 países, deixando entrever que os novos seguidores não estão nem um pouco preocupados com as características conservadoras reveladas em suas práticas. A despeito de o cardecismo cobrar muito das religiões as modernizações de suas bases doutrinárias, segundo, principalmente, a introdução dos conceitos da reencarnação, as bases espíritas permanecem nos intocados evangelhos do novo testamento. Mas para esotéricos e estudiosos das ciências ocultas, as coisas não são todas exatamente como dizem e interpretam os espíritas ao falar dos ensinamentos do iniciado Yoshua Ben Pandira, ou Jesus de Nazaré! Há para eles outra história sedimentada por simbolismos sobre simbolismos, como uma espiral em ascenso, o que permite aos estudiosos deter visões sempre novas de patamares superiores da sabedoria dos evangelhos.
Rayom Ra
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Pela mão do formidável médium Francisco Cândido Xavier, mineiro de Pedro Leopoldo, o movimento espírita teria um desenvolvimento espantoso começado a partir da década de 30, com Parnaso do Além Túmulo, seguida por outras 411 obras com mais de 20 milhões de tiragens em todo o mundo.
Chico Xavier proclamou sempre os ensinamentos de Jesus em suas palestras e entrevistas, e as lições contidas nas obras ditadas pelos espíritos até hoje inspiram a seguidores, motivando o crescimento do espiritismo fundado por Allan Kardec. Essa breve história todo o espírita que se preze deve conhecer.
Na prática, o espiritismo cardecista basicamente promove reuniões de estudos, palestras, sessões de desenvolvimento da mediunidade, aplicações de passes magnéticos, trabalhos de desobsessões, operações médicos-espirituais, além de estimular a uma série de procedimentos assistênciais e filantrópicos de todas as ordens.
O espiritismo veio se transformar realmente numa macro-célula assistencial infiltrada em todas as camadas da sociedade, trazendo em seu bojo sempre a mensagem intrínseca do bom samaritano e a imagem do Consolador prometido por Cristo, citado numa de suas parábolas aos apóstolos.
O espiritismo não possui um credo na acepção formal do termo, mas possui uma doutrina que foi montada, principalmente, a partir das respostas elencadas no Livro dos Espíritos coadjuvadas pelas interpretações mais elásticas retiradas de o Evangelho Segundo o Espiritismo, do mesmo autor Allan Kardec. É nesse ponto que muitos estudiosos de outras correntes da espiritualidade e segmentos das hostes espíritas divergem do estabelecido.
Outro dia ouvia um palestrante do espiritismo cardecista que respondia a perguntas em conhecida rádio aqui no Rio de Janeiro. Logo nas suas primeiras palavras disse ele às centenas de ouvintes: “meus irmãos, o mundo divide-se em dois tempos, um antes de Kardec e outro após Kardec”. Quase me belisquei para sentir se estava mesmo acordado ou algum espírito brincalhão me falava ao ouvido insinuando falsas premissas.
Noutra oportunidade, outro palestrante que na mesma rádio detinha um horário em que divulgava a doutrina e as atividades de seu centro espírita, respondendo a um ouvinte que lhe perguntara se os pretos-velhos eram almas atrasadas, saiu-se com essa: “são atrasados sim, inclusive usam o espiritismo de Kardec para fazer os seus marketings sobre a reencarnação”. Não entendi nada, mas admiti que ele se responsabilizasse pela divulgação dessa versão sobre os pretos-velhos de Umbanda, ao tornar público seu pensamento.
O espiritismo cardecista é, maiormente, freqüentado por pessoas de ótimos níveis da educação que nossa sociedade consegue produzir. No entanto, a doutrina é repetitiva, seguidora quase que literalmente das palavras dos espíritos, com pouca imaginação e absolutamente conservadora. Em qualquer programa de rádio, ou noutro veículo de comunicação, a tônica é invariavelmente sobre caridade, reencarnação, carmas devedores e adoção de órfãos.
Acabo de ler de um artigo bem escrito por um blogueiro espírita onde ele reclama com veemência ter observado em revistas especializadas do espiritismo reportagens sobre Quimbanda, Umbanda e outras crenças que absolutamente nada têm a ver com o espiritismo, como se espiritismo fosse coisa geral, quando não é. Segundo ainda ele, com certa dose de irritação, o espiritismo é unicamente a doutrina cardecista. Bem, eu já não penso assim. Acho que o termo espiritismo, originado da palavra spirito não é propriedade do cardecismo. Foi aproveitado do latim por Kardec, sendo vocábulo muito antigo emergente de designações de entes sem corpos físicos ligados ao psiquismo ou às atividades espirituais mediúnicas, principalmente de crenças primitivas.
Nesse particular, há também uma velha diferença sobre a relevância semântica entre espiritismo e espiritualismo, de um grau filosófico mais elevado, quando a escola francesa de Kardec advoga para si o epíteto correto de espiritismo (spiritism), enquanto a escola espiritista da América do Norte e Inglaterra fundada pelas irmãs Fox, seguidora das doutrinas de Rochester, denomina-se praticante do espiritualismo.
A visão uniforme e ortodoxa de uma só doutrina conduz realmente a hierarquização de seguidos erros que se transformam em princípios do adverso a que julgam dever desprezá-los sem outras considerações, e a eles abjurar definitivamente. Enquanto outras escolas abrem seus leques para as modernas visões da espiritualidade, e as novas correntes do esoterismo e do ocultismo conjugam seus conhecimentos às muitas e reconhecidas descobertas das ciências, ou adaptam práticas mentais da milenar sabedoria inciática para a realidade de uma nova era, sentimos o tempo recuar nos estereótipos cardecistas, apesar de o espiritismo não ser uma religião das massas.
Não obstante, o espiritismo continua vivo e atuante, avançando para mais de 30 países, deixando entrever que os novos seguidores não estão nem um pouco preocupados com as características conservadoras reveladas em suas práticas. A despeito de o cardecismo cobrar muito das religiões as modernizações de suas bases doutrinárias, segundo, principalmente, a introdução dos conceitos da reencarnação, as bases espíritas permanecem nos intocados evangelhos do novo testamento. Mas para esotéricos e estudiosos das ciências ocultas, as coisas não são todas exatamente como dizem e interpretam os espíritas ao falar dos ensinamentos do iniciado Yoshua Ben Pandira, ou Jesus de Nazaré! Há para eles outra história sedimentada por simbolismos sobre simbolismos, como uma espiral em ascenso, o que permite aos estudiosos deter visões sempre novas de patamares superiores da sabedoria dos evangelhos.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
Nossas Vidas Atômicas - II
As ciências empreendem esforços intensos e milhares de horas ao ano para a decifração do aspecto matéria. Os átomos das ciências, embora cada vez mais subdivididos e enriquecidos os seus núcleos por bombardeamentos de raios e partículas, demonstraram que podem desencadear efeitos terrivelmente letais, irreversíveis ao homem e à natureza. Vide a bomba atômica, a de hidrogênio, bomba de nêutrons e armas eletrônicas das mais variadas espécies.
A tendência das pesquisas sobre átomos e o conhecimento cada vez maior dos códigos dos genes do DNA, encaminham o homem para o domínio parcial da matéria, mas a que preço? Apesar dos benefícios que o conhecimento atômico nos trouxe é grande o perigo que paira sobre a humanidade uma vez que o homem não conseguiu ainda domar sua natureza instintivo-animal, em qualquer grau da intelectualidade que se encontre.
Os átomos são a vida, a natureza, o sistema solar. O sol é um macro átomo e o desenho de os elétrons girando e descrevendo órbitas em torno do núcleo é a mesma analogia dos trânsitos de planetas em torno do sol. Tudo na natureza se repete a demonstrar que os protótipos são afinal analógicos, ordenados grupalmente ou coordenados no sentido de interagir sob leis regentes mecânicas, porém com efeitos e resultados elásticos. Mas se o homem afasta em demasia os elementos de seus princípios naturais por algum artificialismo fora do ritmo lógico e sensato, a elasticidade da causa se distende ao máximo, e seus efeitos, por caminhos diversos, tendem a se retesar e procurar de novo o andamento original. E tanto mais se tente artificializar, mais a natureza demonstrará quais são os caminhos naturais a retomar.
Os átomos físicos respondem aos impulsos das leis físicas, do ritmo normal e evolucionário com que o Logos ou Deus impregnou a toda a criação. Existe nesses átomos uma aura energética, que são suas emanações expandindo-se ao ritmo de seus movimentos rotatórios que produzem o calor interno, e de certa maneira o magnetismo. Os átomos se chocam, se agrupam, realizam trocas, se atraem e se repelem sob as ações das forças centrífugas e centrípetas externas. Sob a ação de altas temperaturas se desassociam, perdem características básicas e se reúnem para formar outros elementos conhecidos, como no caso do hidrogênio passando a hélio e o hélio passando a carbono. Agregados, eles constituem campos vibratórios e podem ir formando reações encadeadas.
Os átomos que compõem a matéria de nossos corpos espirituais agem de outra maneira, mas produzem nos campos vibratórios a que se acham agregados, reações típicas em vários aspectos, relacionadas ou não com o mundo físico concreto. Uma consciência não estando encarnada na Terra trará uma curva nas expansões e reações de seus átomos que se fechará na aura do último corpo com que esteja se manifestando. Ou seja, se o corpo astral de uma consciência é o último corpo em atividade de cima para baixo, ela terá o trabalho de ancoragem da aura energética no plano astral. E por que estou dizendo isso? Porque desejo demonstrar mais adiante como o comportamento de um homem pode ser mudado invisivelmente pela ação de outra consciência que não possua corpo físico.
Para que esse tema seja aceito é necessário que se admita a vida nos mundos internos e se acredite de fato na existência desses mundos internos. O cético ao dizer que as ciências não aceitam essas crendices, perde a ótima oportunidade de ficar calado. As próprias ciências, num beco sem saída desde o avanço das pesquisas quânticas relacionadas com a natureza e potencialidades dos átomos, afirmam não poder ir adiante sem admitir um Ponto Central de onde emana toda a manifestação da energia vida-matéria. Se desejarem, as ciências podem chamá-lo de Princípio Único, Fonte Universal, Moto Perpétuo, Moto Contínuo, Princípio Racional, Super Mente ou qualquer coisa do gênero. As conclusões desse setor mais avançado dos paradigmas e teologismos científicos, vieram ao reconhecimento pelo fato de as investigações da matéria jamais chegar a um termo final, avançando sempre para o indefinível, demonstrando que o desenho do átomo e as circunvoluções dos elétrons em torno do núcleo são somente possibilidades concebíveis através de rastros ou ondas de energias, não sendo percepções definitivamente concretas.
O reconhecimento de outros níveis mais além das conhecidas estruturas do átomo, trouxe novos enigmas na medida em que a mecânica quântica constatou que os elétrons registram suas presenças como energia muito mais volátil do que antes entendido. Seus rastros suspeitados desaparecem sem que se saiba como, transformando-se ora num tipo de partícula, ora perdendo essa forma aparentemente estável, vindo surgir novos padrões energéticos num mundo subatômico ultramicroscópico, visto também alterar-se o dinamismo das relações entre os elementos do núcleo e dos elétrons.
Acredito que com o avanço das pesquisas no campo da física quântica melhor se entenderá que não há um mundo subatômico como atualmente entendido, em níveis abaixo do átomo. A grosso modo, a idéia de algo debaixo do tapete que somente pode ser constatado ao levantá-lo, dará lugar a idéia de que é acima ainda do teto que as coisas se originam, descem e formam o chão, obviamente não estando contidas e nem condicionadas ao tapete das conjeturas. Somente existirá um mundo subatômico ao se admitir o átomo como uma realidade tecida e associada a uma realidade última concreta e estável, e tudo o que esteja acima represente os dogmas científicos da materialidade. Acredito também que com o tempo virá a comprovação de que o aparente abaixo, escapando ao aprisionamento da metodologia científica, seja somente um subcomando de um arquétipo acima, - maior e principal de padrões móveis, - cuja incumbência é prover qualidades à matéria segundo pré-ordenação superior.
Se as ciências não procurarem avançar na investigação da alma como algo altamente energético circunscrito a uma dimensão perfeitamente inserida numa visão relativista do “quantismo”, terá seu caminho investigativo mais longo. Pois mesmo essa forma de vida em dimensão superior, com padrões energéticos não mensuráveis pela acuidade dos atuais métodos científicos, ainda assim está contida num processo evolucionário de vida finita, sujeita a transformações sob um conjunto de forças e fatores circunstanciais que a cercam e a aprisionam a um mundo de constantes movimentos e intrarrelações.
Na parte III deste pequeno programa entrarei em considerações acerca das influências de um mundo atômico oculto que atrela o homem a escravidão dos sentidos ou o conduz a liberdade.
Rayom Ra
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A tendência das pesquisas sobre átomos e o conhecimento cada vez maior dos códigos dos genes do DNA, encaminham o homem para o domínio parcial da matéria, mas a que preço? Apesar dos benefícios que o conhecimento atômico nos trouxe é grande o perigo que paira sobre a humanidade uma vez que o homem não conseguiu ainda domar sua natureza instintivo-animal, em qualquer grau da intelectualidade que se encontre.
Os átomos são a vida, a natureza, o sistema solar. O sol é um macro átomo e o desenho de os elétrons girando e descrevendo órbitas em torno do núcleo é a mesma analogia dos trânsitos de planetas em torno do sol. Tudo na natureza se repete a demonstrar que os protótipos são afinal analógicos, ordenados grupalmente ou coordenados no sentido de interagir sob leis regentes mecânicas, porém com efeitos e resultados elásticos. Mas se o homem afasta em demasia os elementos de seus princípios naturais por algum artificialismo fora do ritmo lógico e sensato, a elasticidade da causa se distende ao máximo, e seus efeitos, por caminhos diversos, tendem a se retesar e procurar de novo o andamento original. E tanto mais se tente artificializar, mais a natureza demonstrará quais são os caminhos naturais a retomar.
Os átomos físicos respondem aos impulsos das leis físicas, do ritmo normal e evolucionário com que o Logos ou Deus impregnou a toda a criação. Existe nesses átomos uma aura energética, que são suas emanações expandindo-se ao ritmo de seus movimentos rotatórios que produzem o calor interno, e de certa maneira o magnetismo. Os átomos se chocam, se agrupam, realizam trocas, se atraem e se repelem sob as ações das forças centrífugas e centrípetas externas. Sob a ação de altas temperaturas se desassociam, perdem características básicas e se reúnem para formar outros elementos conhecidos, como no caso do hidrogênio passando a hélio e o hélio passando a carbono. Agregados, eles constituem campos vibratórios e podem ir formando reações encadeadas.
Os átomos que compõem a matéria de nossos corpos espirituais agem de outra maneira, mas produzem nos campos vibratórios a que se acham agregados, reações típicas em vários aspectos, relacionadas ou não com o mundo físico concreto. Uma consciência não estando encarnada na Terra trará uma curva nas expansões e reações de seus átomos que se fechará na aura do último corpo com que esteja se manifestando. Ou seja, se o corpo astral de uma consciência é o último corpo em atividade de cima para baixo, ela terá o trabalho de ancoragem da aura energética no plano astral. E por que estou dizendo isso? Porque desejo demonstrar mais adiante como o comportamento de um homem pode ser mudado invisivelmente pela ação de outra consciência que não possua corpo físico.
Para que esse tema seja aceito é necessário que se admita a vida nos mundos internos e se acredite de fato na existência desses mundos internos. O cético ao dizer que as ciências não aceitam essas crendices, perde a ótima oportunidade de ficar calado. As próprias ciências, num beco sem saída desde o avanço das pesquisas quânticas relacionadas com a natureza e potencialidades dos átomos, afirmam não poder ir adiante sem admitir um Ponto Central de onde emana toda a manifestação da energia vida-matéria. Se desejarem, as ciências podem chamá-lo de Princípio Único, Fonte Universal, Moto Perpétuo, Moto Contínuo, Princípio Racional, Super Mente ou qualquer coisa do gênero. As conclusões desse setor mais avançado dos paradigmas e teologismos científicos, vieram ao reconhecimento pelo fato de as investigações da matéria jamais chegar a um termo final, avançando sempre para o indefinível, demonstrando que o desenho do átomo e as circunvoluções dos elétrons em torno do núcleo são somente possibilidades concebíveis através de rastros ou ondas de energias, não sendo percepções definitivamente concretas.
O reconhecimento de outros níveis mais além das conhecidas estruturas do átomo, trouxe novos enigmas na medida em que a mecânica quântica constatou que os elétrons registram suas presenças como energia muito mais volátil do que antes entendido. Seus rastros suspeitados desaparecem sem que se saiba como, transformando-se ora num tipo de partícula, ora perdendo essa forma aparentemente estável, vindo surgir novos padrões energéticos num mundo subatômico ultramicroscópico, visto também alterar-se o dinamismo das relações entre os elementos do núcleo e dos elétrons.
Acredito que com o avanço das pesquisas no campo da física quântica melhor se entenderá que não há um mundo subatômico como atualmente entendido, em níveis abaixo do átomo. A grosso modo, a idéia de algo debaixo do tapete que somente pode ser constatado ao levantá-lo, dará lugar a idéia de que é acima ainda do teto que as coisas se originam, descem e formam o chão, obviamente não estando contidas e nem condicionadas ao tapete das conjeturas. Somente existirá um mundo subatômico ao se admitir o átomo como uma realidade tecida e associada a uma realidade última concreta e estável, e tudo o que esteja acima represente os dogmas científicos da materialidade. Acredito também que com o tempo virá a comprovação de que o aparente abaixo, escapando ao aprisionamento da metodologia científica, seja somente um subcomando de um arquétipo acima, - maior e principal de padrões móveis, - cuja incumbência é prover qualidades à matéria segundo pré-ordenação superior.
Se as ciências não procurarem avançar na investigação da alma como algo altamente energético circunscrito a uma dimensão perfeitamente inserida numa visão relativista do “quantismo”, terá seu caminho investigativo mais longo. Pois mesmo essa forma de vida em dimensão superior, com padrões energéticos não mensuráveis pela acuidade dos atuais métodos científicos, ainda assim está contida num processo evolucionário de vida finita, sujeita a transformações sob um conjunto de forças e fatores circunstanciais que a cercam e a aprisionam a um mundo de constantes movimentos e intrarrelações.
Na parte III deste pequeno programa entrarei em considerações acerca das influências de um mundo atômico oculto que atrela o homem a escravidão dos sentidos ou o conduz a liberdade.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Ramatís, Apocalipse e Aquecimento Global
Uma das causas do chamado aquecimento global pode estar relacionada com a aproximação de um planeta que vem tangenciar a órbita da Terra. Esse planeta que não pertencente ao nosso sistema solar, descreve um movimento orbital de tal magnitude que somente se aproxima da Terra a cada 6.666 anos. É conhecido por Planeta X, Planeta Chupão, Planeta Higienizador, Planeta Hercólubus, Astro Intruso, Marduck e por outros nomes. Os astrônomos americanos detectaram tal planeta e o chamam Nêmesis, e seria 3 a 4 vezes maior do que Júpiter.
Em 1956 o comunicador espiritual Ramatís por meio de seu transmissor Hercílio Maes, destacou detalhadamente a presença desse planeta através da Obra: Mensagens do Astral. Na oportunidade não se falava sobre o assunto, pois era quase completamente desconhecido. Eis um trecho de suas comunicações:
“A composição do magnetismo etéreo-astral desse planeta, em comparação com o mesmo campo de forças da Terra, é indescritível efervescência de assombroso potencial energético, e ultrapassa, então, de 3200 vezes o mesmo conjunto terráqueo.”
Ramatís, na data inicial do lançamento dessa obra, ou seja, 1956, já falava do aquecimento global e das falsas explicações que os homens de ciências dariam a respeito; diria da fome que se alastraria pelo planeta, da escassez da água que ocorreria, de uma crise na economia mundial, das guerras, mortandades e loucuras que excederiam ao controle psicológico das massas e de todas as camadas sociais. O Astro Intruso, conforme predito, vem causando influências sobre a Terra, provocando a gradativa verticalização do eixo planetário, cuja posição em relação à eclíptica é ou foi um adernamento de 23 graus e 27’. Com isso, tanto a posição da Lua como a incidência dos raios solares passam também a produzir em muitas regiões novos fenômenos e maior calor.
Ramatís, na obra citada, tece ainda detidamente alguns comentários acerca de Michel de Nostradamus, nascido na França no século XVI, que seria a reencarnação do profeta Isaias. Ramatís comprova a exatidão de algumas das previsões de Nostradamus e dá especial ênfase a uma dramática hecatombe mundial, em sucessivos e encadeados acontecimentos, previstos de iniciar-se a partir de 1999, o que não se comprovou. Essa não materialização da mega hecatombe serve hoje de subsídio aos céticos para tentar desmoralizar todas as comunicações de Ramatís, ao esoterismo e ao espiritualismo em geral. No entanto estamos tranqüilos, pois Ramatís afirmara em diversas ocasiões que a Engenharia Sideral também trabalha com possibilidades latentes ou imediatas e os planos podem ser adiados ou sofrer mudanças em cima das previsões, em qualquer magnitude.
Outras correntes, no entanto, continuam a afirmar sobre a hecatombe, talvez acontecendo em 2012. Relacionado a tudo isso, lembramo-nos que há algum tempo, os Mestres Ascensionados divulgaram mensagem afirmando que Diretores e Veladores dos destinos da humanidade e de nosso planeta tinham decidido consumir cinqüenta por cento das energias negativas da Terra, o que permitiria à vida planetária ter melhor qualidade e expectativa de dias melhores. Isso demonstrou que o carma humano pode também sofrer injunções do espaço no processo evolutivo, conforme Ramatís sempre se pronunciou.
Vejamos outro trecho do mestre a respeito dos acontecimentos na Terra:
“Com a elevação gradativa do eixo terráqueo, os atuais pólos deverão ficar completamente libertos dos gelos e até o ano 2000, aquelas regiões estarão recebendo satisfatoriamente o calor solar. O degelo já principiou; vós é que não o tendes notado. Se prestardes atenção a certos acontecimentos comprovados pela vossa ciência, vereis que ela já assinala o fato de os pólos se estarem degelando.
Em breve, colossais “icebergs” serão encontrados cada vez mais distantes de suas zonas limítrofes, os animais das regiões polares, pressentindo o aquecimento procurarão zonas mais afins aos seus tipos polares, enquanto peixes, crustáceos, aves e outros animais acostumados aos ambientes tropicais farão o seu deslocamento em direção aos atuais pólos, guiados pelo “faro” oculto de que eles serão futuras zonas temperadas.”
Outro fator contributivo ao extraordinário aquecimento global, co-responsável pela desordem atmosférica, seria também, segundo esotéricos estudiosos do fenômeno, o deslocamento do sistema solar para uma zona chamada de Cinturão de Fótons. Trata-se de uma precessão de nosso sistema solar que após 25.920 anos novamente se aproxima da grande zona magnética desse cinturão na constelação de Plêiades, em cujo interior a estrela central é Alcyon (Alcione), - o Sol Central, - muitas vezes maior do que o nosso sol.
Devido a essa aproximação gradual e inevitável que segundo as previsões do calendário Maia, se consumará definitivamente em 2012, o planeta Terra já começa sofrer impactos, movendo-se além de seus habituais movimentos de rotação e transladação, produzindo com isso alterações em seus campos eletro-magnéticos. Esses fatos estariam ajudando a intensificar a série de distúrbios que vêm acontecendo com a verticalização do eixo da Terra, tais como terremotos, erupções vulcânicas, maremotos, vendavais, aquecimentos tórridos, invernos super rigorosos, etc. As decorrências físicas e outras mais, também alteram o equilíbrio mental e emocional da humanidade, que, como Ramatís se pronunciara, enlouquece em determinados momentos.
Sob o ponto de vista das horas, dias, meses e anos, na medida em que o sistema solar avança em direção de Alcyon, estamos experimentando aquela sensação de o tempo estar passando mais depressa do que antes, pois foram descobertos cientificamente os motivos de tais sensações pelo pesquisador alemão Schumann, no seu trabalho chamado “Ressonância Schumann”
Finalmente, não devemos descartar que os problemas da poluição planetária decorrentes dos diversos fatores da vida moderna e devido à superpopulação mundial, sejam também contributivos para o efeito estufa. No entanto, representam somente parcelas, nada que não se possa resolver, e não um resultado final como os céticos e teóricos redundantes nos querem passar.
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, por Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
domingo, 26 de abril de 2009
Nossas Vidas Atômicas - I
Já há algum tempo que não se define mais o átomo, pura e simplesmente, como sendo a menor partícula da matéria. Com o avanço das pesquisas surgiram definições mais aprofundadas comprovando a existência de partículas ainda menores no próprio átomo em níveis subatômicos. Algumas partículas subatômicas são denominadas férmions, bósons, hádrons, léptons e quarks, e diante de novas descobertas também se incluem neste rol as partículas chamadas de antimatérias do domínio das pesquisas quânticas.
As pesquisas mostravam que os quarks seriam as menores partículas de matéria. Os quarks são encontrados dentro dos prótons, que já são partículas mínimas localizadas no núcleo de um átomo. Entretanto, já nos surgem notícias de resultados em recentes experiências dando conta de que, após bombardeamentos, foram encontradas novas partículas que hipoteticamente seriam fragmentárias de quarks. Portanto, os quarks podem subdividir-se em partículas ainda menores. É notório que a idéia de grupamentos de átomos constituindo a matéria como antes entendida, vai escapando das definições acadêmicas rígidas e didáticas e avançando para a observação de que se deve construir outro edifício com melhores conceituações, pois a matéria é agora vista como um produto muito mais dinâmico e volátil. Mais que isso: é necessário às ciências, nos parâmetros da metafísica científica, dar oficialmente à matéria status mais honroso e elevado, conduzindo-a para um patamar mais audacioso, em que o processo de materializar e desmaterializar, há bilhões de anos começado com o big-bang, após o enigmático “nada”, seja visto não pelo acaso de uma explosão.
As suspeitas da existência das dimensões quânticas devem servir como partida para realmente demonstrar que a energia preenche não somente o universo visível como aos invisíveis, formando tipos diferentes de concentrações ordenados sob determinadas condições para vir justamente compor dimensões intrarrelacionadas, elaboradas muitíssimo antes de a matéria do sistema solar vir à existência. E isso não pode ser acidental e nem ocasional como teimam em afirmar os cientistas céticos de plantão, quando assim definem infantilmente a origem da matéria. O que hoje metodologicamente os homens de ciências suspeitam ou comprovam, os místicos de antanho sempre afirmaram e continuam modernamente a afirmar, corroborados cada vez mais pelas correções dos postulados oficiais, que os pesquisadores são obrigados a fazer diante de novas e inegáveis descobertas de impacto.
Uma teoria científica da formação do universo, - como sempre voltada unicamente para a matéria, - diz que o universo foi criado de fora para dentro, que a concepção de um espaço vazio dando origem ao Big Bang é errada, pois o espaço já era preenchido pela matéria que começou a se expandir. Reafirma também, essa mesma teoria, a perspectiva acadêmica antiga de que o espaço é curvo e se você viajar em linha reta pelo cosmos acabará chegando ao mesmo ponto de onde partiu. Semana passada li a afirmação de outro cientista dizendo que o universo é reto como uma tábua. Nota-se que, se de um lado há avanços nas experiências laboratoriais, por outro lado as filosofias e elucubrações científicas parecem voltar às débâcles do século XVI, ou menos. Há cientistas, cujas concepções pessoais não são nenhum pouco diferentes dos místicos desequilibrados e devotos de arrebatamentos extremos, pois erram com seus positivismos e racionalidade cética tanto quanto saem a imaginar romanticamente.
Bem, se o espaço antes já possuía um tipo de matéria, quem a colocou ali, ou como se teria formado? De onde ela viria, pois não haveria um princípio, como tudo na vida? Nesse particular, os esotéricos dão novos banhos de maneira direta nas hipóteses científicas, naturalmente sem os formulismos ou equações rocambolescos tão característicos dos homens cerebrais. Havia, sim, um tipo de matéria antes de o Deus de nosso sistema solar iniciar sua construção, mas caótica, não ordenada nem frutuosa, que se situava bem acima da imaginação científica, sendo sutilíssima, inimaginável, que deu formação à todas as dimensões superiores que as concepções de supercordas quânticas somente arranham em suspeitas, e que, por último, deu formação ao universo material. E aqui reside a diferença entre a teoria do Big Bang criando somente a matéria concreta, e a esotérica da matéria-raiz pré-existente que preenche a todas as dimensões do sistema solar.
Mas nosso assunto são átomos, e sabem os ocultistas e esotéricos que todos os corpos das manifestações-vida de nossas individualidades são constituídos de um mundo atômico insuspeitado pelas mais avançadas teorias das ciências, ou jamais detectados pela processualidade de suas metodologias. E nem desconfiam ainda os homens de ciências que de tempos em tempos os impulsos do Logos (ou Deus Criador do sistema solar), ainda não exauriram os seus recursos de criação e vêm formando novos elementos químicos, que são elencados e comemorados pelos investigadores como descobertas recente que sempre tinham existido. Também ignoram que há os átomos químicos já conhecidos, e os ocultos e desconhecidos com estruturas completamente diferentes de tudo quanto as ciências já coligiram.
Mais adiante, darei continuidade a esse assunto ao abordar a ação dos átomos sobre a vida humana, do ponto de vista oculto e esotérico.
Rayom Ra
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As pesquisas mostravam que os quarks seriam as menores partículas de matéria. Os quarks são encontrados dentro dos prótons, que já são partículas mínimas localizadas no núcleo de um átomo. Entretanto, já nos surgem notícias de resultados em recentes experiências dando conta de que, após bombardeamentos, foram encontradas novas partículas que hipoteticamente seriam fragmentárias de quarks. Portanto, os quarks podem subdividir-se em partículas ainda menores. É notório que a idéia de grupamentos de átomos constituindo a matéria como antes entendida, vai escapando das definições acadêmicas rígidas e didáticas e avançando para a observação de que se deve construir outro edifício com melhores conceituações, pois a matéria é agora vista como um produto muito mais dinâmico e volátil. Mais que isso: é necessário às ciências, nos parâmetros da metafísica científica, dar oficialmente à matéria status mais honroso e elevado, conduzindo-a para um patamar mais audacioso, em que o processo de materializar e desmaterializar, há bilhões de anos começado com o big-bang, após o enigmático “nada”, seja visto não pelo acaso de uma explosão.
As suspeitas da existência das dimensões quânticas devem servir como partida para realmente demonstrar que a energia preenche não somente o universo visível como aos invisíveis, formando tipos diferentes de concentrações ordenados sob determinadas condições para vir justamente compor dimensões intrarrelacionadas, elaboradas muitíssimo antes de a matéria do sistema solar vir à existência. E isso não pode ser acidental e nem ocasional como teimam em afirmar os cientistas céticos de plantão, quando assim definem infantilmente a origem da matéria. O que hoje metodologicamente os homens de ciências suspeitam ou comprovam, os místicos de antanho sempre afirmaram e continuam modernamente a afirmar, corroborados cada vez mais pelas correções dos postulados oficiais, que os pesquisadores são obrigados a fazer diante de novas e inegáveis descobertas de impacto.
Uma teoria científica da formação do universo, - como sempre voltada unicamente para a matéria, - diz que o universo foi criado de fora para dentro, que a concepção de um espaço vazio dando origem ao Big Bang é errada, pois o espaço já era preenchido pela matéria que começou a se expandir. Reafirma também, essa mesma teoria, a perspectiva acadêmica antiga de que o espaço é curvo e se você viajar em linha reta pelo cosmos acabará chegando ao mesmo ponto de onde partiu. Semana passada li a afirmação de outro cientista dizendo que o universo é reto como uma tábua. Nota-se que, se de um lado há avanços nas experiências laboratoriais, por outro lado as filosofias e elucubrações científicas parecem voltar às débâcles do século XVI, ou menos. Há cientistas, cujas concepções pessoais não são nenhum pouco diferentes dos místicos desequilibrados e devotos de arrebatamentos extremos, pois erram com seus positivismos e racionalidade cética tanto quanto saem a imaginar romanticamente.
Bem, se o espaço antes já possuía um tipo de matéria, quem a colocou ali, ou como se teria formado? De onde ela viria, pois não haveria um princípio, como tudo na vida? Nesse particular, os esotéricos dão novos banhos de maneira direta nas hipóteses científicas, naturalmente sem os formulismos ou equações rocambolescos tão característicos dos homens cerebrais. Havia, sim, um tipo de matéria antes de o Deus de nosso sistema solar iniciar sua construção, mas caótica, não ordenada nem frutuosa, que se situava bem acima da imaginação científica, sendo sutilíssima, inimaginável, que deu formação à todas as dimensões superiores que as concepções de supercordas quânticas somente arranham em suspeitas, e que, por último, deu formação ao universo material. E aqui reside a diferença entre a teoria do Big Bang criando somente a matéria concreta, e a esotérica da matéria-raiz pré-existente que preenche a todas as dimensões do sistema solar.
Mas nosso assunto são átomos, e sabem os ocultistas e esotéricos que todos os corpos das manifestações-vida de nossas individualidades são constituídos de um mundo atômico insuspeitado pelas mais avançadas teorias das ciências, ou jamais detectados pela processualidade de suas metodologias. E nem desconfiam ainda os homens de ciências que de tempos em tempos os impulsos do Logos (ou Deus Criador do sistema solar), ainda não exauriram os seus recursos de criação e vêm formando novos elementos químicos, que são elencados e comemorados pelos investigadores como descobertas recente que sempre tinham existido. Também ignoram que há os átomos químicos já conhecidos, e os ocultos e desconhecidos com estruturas completamente diferentes de tudo quanto as ciências já coligiram.
Mais adiante, darei continuidade a esse assunto ao abordar a ação dos átomos sobre a vida humana, do ponto de vista oculto e esotérico.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Sabedoria de Umbanda - I
Vou retomar o tema agora em partes. Começo pelo significado de Umbanda. Não há um consenso sobre o que o vocábulo Umbanda verdadeiramente hoje significa ou significou no passado. Nem se sabe com toda a certeza quando pela primeira vez essa palavra foi pronunciada no Brasil; se por revelação de espíritos, já com roupagens de guias em um congá do século XX, ou vibrara antes, em meio aos cânticos e batuques primitivos dos rituais negreiros, numa desprezada senzala de estuque de barro e alto telhado de um engenho, ou na fazenda de um senhor do café. Assim, irei buscar definir naquilo que se suspeita seja a verdade.
1. Umbanda – Banda Um – Lado Uno das correntes de forças positivas ou magia branca. Esta definição se contrapõe com Kiumbanda, Kimbanda, Kibanda ou Quibanda. Kim, no nagô, é o diabo, o mal, a prática da magia negra; daí nos cultos nagô e ioruba, aparecer kiumba, espírito elemental do mal, muitos deles habitando as profundezas da Terra, possuindo corpos quase materiais.
A Kiumbanda, não significa unicamente magia negra, mas o lado negativo de Umbanda, onde há de existir a dualidade positivo-negativo para o equilíbrio das forças e a utilização dessa mesma polaridade para o desmanche das magias negras. Similia Similibus Curantur – daí, ou talvez por outras e adicionais razões, também a Kiumbanda seja chamada pelos africanos de “feiticeiros da cura” e “grandes feiticeiros”. Há pais e mães-de-santo que ao início das giras (sessões de trabalhos de Umbanda), fazem muito bem em saudar: “Salve a Umbanda e Salve a Kimbanda!”
2. Aumbanda, Ombanda, Umbanda. Parece ser aglutinação proposital de dois termos para resultar numa só idéia ou significado coincidente. AUM em sânscrito é a grafia do mantra OM, que segundo H.P. Blavatski: “é uma sílaba mística, a mais sagrada de todas as palavras da Índia. É uma invocação, uma benção, uma afirmação e uma premissa tão sagrada que era verdadeiramente a palavra em voz baixa da maçonaria oculta primitiva”.
Com relação à Banda, diz H.P.B.: “Bandha, do sânscrito: laço, vínculo, ligadura, escravidão, a vida na Terra. Dita palavra, deriva da mesma raiz que Baddha”. “Baddha: ligado, condicionado, como está todo mortal que não se acha livre por meio do Nirvana (a liberação final)”.
3. Umbanda. Segundo Aluizio Fontenele em “A Umbanda Através dos Séculos”, Umbanda deriva do idioma Palli, “a primeira língua falada no Oriente Médio e que suas mais remotas indicações são comprovadas através de qualquer tratado sobre a história da Índia, Egito e África”. A palavra banda já seria citada no Gênesis de Moisés I.8, onde é dito: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na banda do oriente, e pôs ali o homem que tinha formado”.
Esse mesmo autor nos traz o fantástico subsídio com o seguinte trecho: “A Umbanda nasceu com os séculos para maior aproximação do homem com seu Criador. A Umbanda nasceu com o homem, e o acompanha através de sua existência material e espiritual desde que o mundo é mundo. Pelas próprias palavras do Pai Onipotente: TURIM-EVEI, TUMIM-UMBANDA, DARMOS, ditas pela boca de Seus ministros, temos a certeza absoluta de que uma nova ordem baixará na Terra, ou seja: “BAIXOU SOBRE A FACE DA TERRA, A LUZ DE UMBANDA”.
Também como nas interpretações anteriores o autor ressalta a síntese positivo-negativo, porém implícita no próprio significado do termo Umbanda, como a representar a idéia do equilíbrio:
Um = Uno = Deus = Infinito = Força do Bem = Pólo Positivo = Éden.
Banda = Divisão = Lado Oposto = Força do Mal = Pólo Negativo = Reino de Exu.
Conforme se nota, há muita coerência no que pretende significar o vocábulo Umbanda, vindo de todas as formas identificar uma revelação divina milenar. Se Banda já era pronunciada pelos africanos antes de Moisés, como dito no idioma Gêge: Ambequerê Ki-banda, “grandes feiticeiros”, seria, possivelmente, resquícios de um dialeto atlante, de cujo continente da Atlântida os cultos africanos se originaram.
Embora a Umbanda seja vista por uma roupagem simples, caracterizada por personalidades representando raças, grupamentos étnicos e culturas populares, não é só o que propositalmente deixa transparecer. Toda e qualquer atividade de magia branca inserida em qualquer sistema reconhecidamente milenar, como por exemplo, a cabala egípcia ou a hebraica, ou de movimentos aparentemente atuais de muitas organizações, incluindo a Umbanda ou o Candomblé, e outros cultos africanos do bem em seus exemplos e atividades, estão esses subordinados ao comando de uma hierarquia que se instalou na Terra há milhões de anos. O grande senhor fundador dessa hierarquia planetária, conhecido por Sanat Kumara, veio de Vênus com seus sete principais ministros e uma plêiade de trabalhadores graduados.
Sanat Kumara, ao longo de seu trabalho em nosso planeta veio a ter algumas encarnações junto às raças para melhor apurá-las e determinar-lhes os rumos certos da evolução. Uma de suas encarnações de que se têm notícias foi de ter sido Melquisedek, o rei da Salém, com quem o grande iniciado Abraão se entrevistou e dele obteve ordens e instruções, e possivelmente recebeu de suas mãos um dos livros mais antigos do mundo, o Sepher Yetzirah, a fim de que realizasse um grande trabalho, o que efetivamente realizou.
Há vários graus e ordens nos escalões da magia, administrados e preservados por essa hierarquia regente. Desse modo, a Umbanda estando nela inserida e estando ancorada popularmente na Terra, é um Portal para mestres e magos nela atuar. E assim eles fazem, motivo pelo qual a Umbanda tem avançado em graduações na Terra quando ocultistas fundam organizações a ela ligadas de cunhos iniciáticos. Mas não podem se afastar do escopo principal na Terra de que a Umbanda está imbuída e para o que foi materializada, ou seja, a caridade. Caso uma organização se diga de Umbanda esotérica, iniciática ou científica e não cumpra com os preceitos do serviço desinteressado e caridade, é falsa, não sendo Umbanda e nem tendo a assistência das falanges do Alto.
Rayom Ra
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1. Umbanda – Banda Um – Lado Uno das correntes de forças positivas ou magia branca. Esta definição se contrapõe com Kiumbanda, Kimbanda, Kibanda ou Quibanda. Kim, no nagô, é o diabo, o mal, a prática da magia negra; daí nos cultos nagô e ioruba, aparecer kiumba, espírito elemental do mal, muitos deles habitando as profundezas da Terra, possuindo corpos quase materiais.
A Kiumbanda, não significa unicamente magia negra, mas o lado negativo de Umbanda, onde há de existir a dualidade positivo-negativo para o equilíbrio das forças e a utilização dessa mesma polaridade para o desmanche das magias negras. Similia Similibus Curantur – daí, ou talvez por outras e adicionais razões, também a Kiumbanda seja chamada pelos africanos de “feiticeiros da cura” e “grandes feiticeiros”. Há pais e mães-de-santo que ao início das giras (sessões de trabalhos de Umbanda), fazem muito bem em saudar: “Salve a Umbanda e Salve a Kimbanda!”
2. Aumbanda, Ombanda, Umbanda. Parece ser aglutinação proposital de dois termos para resultar numa só idéia ou significado coincidente. AUM em sânscrito é a grafia do mantra OM, que segundo H.P. Blavatski: “é uma sílaba mística, a mais sagrada de todas as palavras da Índia. É uma invocação, uma benção, uma afirmação e uma premissa tão sagrada que era verdadeiramente a palavra em voz baixa da maçonaria oculta primitiva”.
Com relação à Banda, diz H.P.B.: “Bandha, do sânscrito: laço, vínculo, ligadura, escravidão, a vida na Terra. Dita palavra, deriva da mesma raiz que Baddha”. “Baddha: ligado, condicionado, como está todo mortal que não se acha livre por meio do Nirvana (a liberação final)”.
3. Umbanda. Segundo Aluizio Fontenele em “A Umbanda Através dos Séculos”, Umbanda deriva do idioma Palli, “a primeira língua falada no Oriente Médio e que suas mais remotas indicações são comprovadas através de qualquer tratado sobre a história da Índia, Egito e África”. A palavra banda já seria citada no Gênesis de Moisés I.8, onde é dito: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, na banda do oriente, e pôs ali o homem que tinha formado”.
Esse mesmo autor nos traz o fantástico subsídio com o seguinte trecho: “A Umbanda nasceu com os séculos para maior aproximação do homem com seu Criador. A Umbanda nasceu com o homem, e o acompanha através de sua existência material e espiritual desde que o mundo é mundo. Pelas próprias palavras do Pai Onipotente: TURIM-EVEI, TUMIM-UMBANDA, DARMOS, ditas pela boca de Seus ministros, temos a certeza absoluta de que uma nova ordem baixará na Terra, ou seja: “BAIXOU SOBRE A FACE DA TERRA, A LUZ DE UMBANDA”.
Também como nas interpretações anteriores o autor ressalta a síntese positivo-negativo, porém implícita no próprio significado do termo Umbanda, como a representar a idéia do equilíbrio:
Um = Uno = Deus = Infinito = Força do Bem = Pólo Positivo = Éden.
Banda = Divisão = Lado Oposto = Força do Mal = Pólo Negativo = Reino de Exu.
Conforme se nota, há muita coerência no que pretende significar o vocábulo Umbanda, vindo de todas as formas identificar uma revelação divina milenar. Se Banda já era pronunciada pelos africanos antes de Moisés, como dito no idioma Gêge: Ambequerê Ki-banda, “grandes feiticeiros”, seria, possivelmente, resquícios de um dialeto atlante, de cujo continente da Atlântida os cultos africanos se originaram.
Embora a Umbanda seja vista por uma roupagem simples, caracterizada por personalidades representando raças, grupamentos étnicos e culturas populares, não é só o que propositalmente deixa transparecer. Toda e qualquer atividade de magia branca inserida em qualquer sistema reconhecidamente milenar, como por exemplo, a cabala egípcia ou a hebraica, ou de movimentos aparentemente atuais de muitas organizações, incluindo a Umbanda ou o Candomblé, e outros cultos africanos do bem em seus exemplos e atividades, estão esses subordinados ao comando de uma hierarquia que se instalou na Terra há milhões de anos. O grande senhor fundador dessa hierarquia planetária, conhecido por Sanat Kumara, veio de Vênus com seus sete principais ministros e uma plêiade de trabalhadores graduados.
Sanat Kumara, ao longo de seu trabalho em nosso planeta veio a ter algumas encarnações junto às raças para melhor apurá-las e determinar-lhes os rumos certos da evolução. Uma de suas encarnações de que se têm notícias foi de ter sido Melquisedek, o rei da Salém, com quem o grande iniciado Abraão se entrevistou e dele obteve ordens e instruções, e possivelmente recebeu de suas mãos um dos livros mais antigos do mundo, o Sepher Yetzirah, a fim de que realizasse um grande trabalho, o que efetivamente realizou.
Há vários graus e ordens nos escalões da magia, administrados e preservados por essa hierarquia regente. Desse modo, a Umbanda estando nela inserida e estando ancorada popularmente na Terra, é um Portal para mestres e magos nela atuar. E assim eles fazem, motivo pelo qual a Umbanda tem avançado em graduações na Terra quando ocultistas fundam organizações a ela ligadas de cunhos iniciáticos. Mas não podem se afastar do escopo principal na Terra de que a Umbanda está imbuída e para o que foi materializada, ou seja, a caridade. Caso uma organização se diga de Umbanda esotérica, iniciática ou científica e não cumpra com os preceitos do serviço desinteressado e caridade, é falsa, não sendo Umbanda e nem tendo a assistência das falanges do Alto.
Rayom Ra
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Amenidades
Dalai
- Mestre, o que mais te impressiona? perguntou o discípulo.
Respondeu prontamente o Dalai Lama:
- Os seres humanos. Porque perdem a saúde para ganhar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por se concentrarem demasiadamente no futuro, não vivem nem o presente nem o futuro, e vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se nunca tivessem vivido.
Conjuradores de Chuvas
Uma rede de televisão resolveu lançar um desafio sensacional: daria um milhão de reais a quem fizesse chover.
Selecionados os candidatos, partiram para um lugar do interior onde sabidamente as chuvas não eram freqüentes. Subiram pequena elevação e lá se instalaram. Um matuto, que do portão de sua velha casa os vira ali acampar, pitava seus cigarros de palha, olhando-os com intensa curiosidade.
Os da televisão foram logo puxando cabos do gerador de forças de um grande carro e se espalharam com monitor de TV, câmera, painel de luzes e outros apetrechos. O apresentador de paletó e gravata, maquiado e com cabelos propositalmente eriçados, começou a gravar a abertura do inédito desafio. O câmera-man, em seguida, realizava tomadas dos arredores e para dar provas aos telespectadores de que não haveria truques, girou a câmera para cima, abrindo-a para o céu, captando imagens de esparsas nuvens não indicativas de chuvas.
Os primeiros foram dois cientistas que instalaram seus equipamentos e projetaram ao espaço fortíssimos chiados e raios de energia de um tipo estranho de engenhoca. Mandaram ao ar foguetes para que explodissem a uma altura quase não alcançada a olho nu e aguardaram. Mas nada aconteceu.
Depois vieram religiosos: fizeram corrente de orações, se ajoelharam, pediram e imploraram. Não obtiveram qualquer resultado.
À vez dos ocultistas, eles queimaram incenso, abriram livros e leram invocações; falaram inaudivelmente o nome secreto do Todo-Poderoso e recitaram fórmula mágicas. Tudo em vão.
Por último, se apresentaram pajés conjuradores de chuvas, que cantaram, sacudiram chocalhos, dançaram e gritaram para os céus. Depois sopraram um pó branco no ar. Inútil tentativa.
O matuto que a tudo assistira, vendo as caras decepcionadas daquela gente, foi até o local onde invocavam, olhou para o céu e disse:
- Ô, Deus, não vê que os moço ta triste. Faz chovê pros coitadinho!
Imediatamente começou a desabar água, e tanta que eles só puderam sair dali na tarde seguinte, sendo obrigados a passar a aipim cozido e a caldo de galinha caipira, que o matuto, sob seu teto, oferecia.
Contei a história para um amigo que riu muito e logo sentenciou:
- Cada um tem o Deus que merece!
[Adaptada por Rayom Ra do anedotário popular]
Rayom Ra
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- Mestre, o que mais te impressiona? perguntou o discípulo.
Respondeu prontamente o Dalai Lama:
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Conjuradores de Chuvas
Uma rede de televisão resolveu lançar um desafio sensacional: daria um milhão de reais a quem fizesse chover.
Selecionados os candidatos, partiram para um lugar do interior onde sabidamente as chuvas não eram freqüentes. Subiram pequena elevação e lá se instalaram. Um matuto, que do portão de sua velha casa os vira ali acampar, pitava seus cigarros de palha, olhando-os com intensa curiosidade.
Os da televisão foram logo puxando cabos do gerador de forças de um grande carro e se espalharam com monitor de TV, câmera, painel de luzes e outros apetrechos. O apresentador de paletó e gravata, maquiado e com cabelos propositalmente eriçados, começou a gravar a abertura do inédito desafio. O câmera-man, em seguida, realizava tomadas dos arredores e para dar provas aos telespectadores de que não haveria truques, girou a câmera para cima, abrindo-a para o céu, captando imagens de esparsas nuvens não indicativas de chuvas.
Os primeiros foram dois cientistas que instalaram seus equipamentos e projetaram ao espaço fortíssimos chiados e raios de energia de um tipo estranho de engenhoca. Mandaram ao ar foguetes para que explodissem a uma altura quase não alcançada a olho nu e aguardaram. Mas nada aconteceu.
Depois vieram religiosos: fizeram corrente de orações, se ajoelharam, pediram e imploraram. Não obtiveram qualquer resultado.
À vez dos ocultistas, eles queimaram incenso, abriram livros e leram invocações; falaram inaudivelmente o nome secreto do Todo-Poderoso e recitaram fórmula mágicas. Tudo em vão.
Por último, se apresentaram pajés conjuradores de chuvas, que cantaram, sacudiram chocalhos, dançaram e gritaram para os céus. Depois sopraram um pó branco no ar. Inútil tentativa.
O matuto que a tudo assistira, vendo as caras decepcionadas daquela gente, foi até o local onde invocavam, olhou para o céu e disse:
- Ô, Deus, não vê que os moço ta triste. Faz chovê pros coitadinho!
Imediatamente começou a desabar água, e tanta que eles só puderam sair dali na tarde seguinte, sendo obrigados a passar a aipim cozido e a caldo de galinha caipira, que o matuto, sob seu teto, oferecia.
Contei a história para um amigo que riu muito e logo sentenciou:
- Cada um tem o Deus que merece!
[Adaptada por Rayom Ra do anedotário popular]
Rayom Ra
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[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]
Aspectos da Iniciação
“A iniciação, ou o processo de expansão da consciência, faz parte do processo normal do desenvolvimento evolutivo, encarado de um ponto de vista mais amplo e não do ponto de vista do indivíduo. Quando analisada do ponto de vista individual, passou a ser limitada até o momento em que a unidade em evolução definitivamente aprende que (em virtude de seu esforço próprio, auxiliado pelos conselhos e recomendações dos instrutores atentos da raça) alcançou um ponto em que possui determinada gama de conhecimentos da natureza subjetiva, do ponto de vista do plano físico. É na natureza daquela experiência que um estudante de uma escola compreende repentinamente, ter dominado uma lição e que a lógica de um tema e o método do procedimento lhe pertencem para seu uso inteligente. Esses momentos de assimilação inteligente acompanham a Mônada em evolução através da peregrinação. O que foi até certo ponto mal interpretado neste estágio de compreensão, é o fato de que, em vários períodos, a ênfase é posta nos diferentes graus de expansão e a Hierarquia sempre se esforça por conduzir a raça até o ponto em que as suas unidades terão alguma idéia do próximo passo a ser dado.
Cada iniciação representa a aprovação do aluno para um curso mais adiantado na Câmara da Sabedoria; marca o brilho maios intenso do fogo interior e a transição de um ponto de polarização para outro; possibilita a conscientização de uma crescente união com tudo que vive e a unidade essencial do Eu com todas as demais unidades. Resulta num horizonte que se expande continuamente até abarcar a esfera da criação; é uma crescente capacidade de ver e ouvir em todos os planos. Representa maior consciência dos planos divinos para o mundo e maior habilidade de penetrar naqueles planos e desenvolvê-los. É o esforço, na mente abstrata, para ser aprovado num exame. Representa a melhor turma na escola do Mestre, e está ao alcance daquelas almas cujo carma o permite e cujos esforços são suficientes para a consecução do objetivo.
A iniciação conduz até a montanha donde se pode conseguir a visão, uma visão do eterno Agora, no qual o passado, o presente e o futuro, coexistem como uma unidade; uma visão do espetáculo das raças, como o fio dourado da linhagem transmitido através de inúmeros tipos; uma visão da esfera dourada que encerra, em uníssono, todas as inúmeras evoluções do nosso sistema, o dévico, o humano, o anima, o vegetal, o mineral e o elemental, e através dos quais a vida pulsante pode ser vista claramente, batendo em ritmo regular; uma visão do pensamento-forma do Logos no plano dos arquétipos, uma visão que cresce, de iniciação em iniciação, até abarcar todo o sistema solar.
Na primeira iniciação, o controle do Ego sobre o corpo físico dever ter atingido um alto grau de consecução. “Os pecados da carne”, como diz a fraseologia cristã, devem estar dominados; a gula, a embriagues e a licenciosidade não devem mais ter influência dominante. O elemental físico não mais encontra suas exigências obedecidas; o controle deve ser completo e a tentação, morta. Uma atitude geral de obediência ao Ego dever ter sido atingida e a aquiescência em obedecer deve ser bem pronunciada. O canal entre o superior e o inferior se alarga e a obediência da carne é praticamente automática.
O fato de nem todos os iniciados atingirem o nível deste modelo pode ser atribuído a várias causas; mas a nota que eles emitem deveria estar sintonizada com a retidão; o reconhecimento de seus próprios defeitos, que eles evidenciarão, será sincero e público e sua luta para ajustar-se ao modelo mais elevado será conhecida mesmo que a perfeição não tenha sido alcançada. Iniciados podem cair, e caem mesmo, e por isso ficam sujeitos à sanção da lei que pune. Eles podem através dessa queda prejudicar o grupo e prejudicam e, por isso, estão sujeitos ao carma da compensação, tendo de expiar o mal através de um serviço prolongado posterior, quando os próprios membros do grupo, mesmo inconscientemente, aplicam a lei; seu progresso será seriamente obstaculizado, perdendo-se muito tempo no qual eles devem esgotar o carma com as unidades prejudicadas.”
[ Iniciação Humana e Solar - A.A. Bailey.]
Rayom Ra
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Cada iniciação representa a aprovação do aluno para um curso mais adiantado na Câmara da Sabedoria; marca o brilho maios intenso do fogo interior e a transição de um ponto de polarização para outro; possibilita a conscientização de uma crescente união com tudo que vive e a unidade essencial do Eu com todas as demais unidades. Resulta num horizonte que se expande continuamente até abarcar a esfera da criação; é uma crescente capacidade de ver e ouvir em todos os planos. Representa maior consciência dos planos divinos para o mundo e maior habilidade de penetrar naqueles planos e desenvolvê-los. É o esforço, na mente abstrata, para ser aprovado num exame. Representa a melhor turma na escola do Mestre, e está ao alcance daquelas almas cujo carma o permite e cujos esforços são suficientes para a consecução do objetivo.
A iniciação conduz até a montanha donde se pode conseguir a visão, uma visão do eterno Agora, no qual o passado, o presente e o futuro, coexistem como uma unidade; uma visão do espetáculo das raças, como o fio dourado da linhagem transmitido através de inúmeros tipos; uma visão da esfera dourada que encerra, em uníssono, todas as inúmeras evoluções do nosso sistema, o dévico, o humano, o anima, o vegetal, o mineral e o elemental, e através dos quais a vida pulsante pode ser vista claramente, batendo em ritmo regular; uma visão do pensamento-forma do Logos no plano dos arquétipos, uma visão que cresce, de iniciação em iniciação, até abarcar todo o sistema solar.
Na primeira iniciação, o controle do Ego sobre o corpo físico dever ter atingido um alto grau de consecução. “Os pecados da carne”, como diz a fraseologia cristã, devem estar dominados; a gula, a embriagues e a licenciosidade não devem mais ter influência dominante. O elemental físico não mais encontra suas exigências obedecidas; o controle deve ser completo e a tentação, morta. Uma atitude geral de obediência ao Ego dever ter sido atingida e a aquiescência em obedecer deve ser bem pronunciada. O canal entre o superior e o inferior se alarga e a obediência da carne é praticamente automática.
O fato de nem todos os iniciados atingirem o nível deste modelo pode ser atribuído a várias causas; mas a nota que eles emitem deveria estar sintonizada com a retidão; o reconhecimento de seus próprios defeitos, que eles evidenciarão, será sincero e público e sua luta para ajustar-se ao modelo mais elevado será conhecida mesmo que a perfeição não tenha sido alcançada. Iniciados podem cair, e caem mesmo, e por isso ficam sujeitos à sanção da lei que pune. Eles podem através dessa queda prejudicar o grupo e prejudicam e, por isso, estão sujeitos ao carma da compensação, tendo de expiar o mal através de um serviço prolongado posterior, quando os próprios membros do grupo, mesmo inconscientemente, aplicam a lei; seu progresso será seriamente obstaculizado, perdendo-se muito tempo no qual eles devem esgotar o carma com as unidades prejudicadas.”
[ Iniciação Humana e Solar - A.A. Bailey.]
Rayom Ra
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sábado, 18 de abril de 2009
Paradigmas das Ciências e do Esoterismo
Quando se fala que Deus é a Fonte Única da vida, o Criador do Universo, os céticos-ateus têm urticárias. Essa comunidade que prefere crer-se uma consequência da matéria e não fruto da criação divina, imaginando-se, portanto, filhos da orfandade, acalenta, não obstante, um sonho distante e delirante onde a religião-ciências providenciará de trazer-lhes todas as as revelações possíveis e as impossíveis. Não há nada novo debaixo do sol, diz a sabedoria desse antigo adágio. Nesse contexto, se as ciências hoje realizassem o desiderato último de suas buscas em nosso sistema solar revelariam o que não sabiam, mas que antes já existira.
Bem, se falarmos de tecnologia logo de cara os céticos dirão que é unicamente conquista de nossas modernas ciências, das invenções voltadas para a razão e produtividade, não tendo existido no tempo terreno outro momento similar, outros parâmetros para comparar e conferir, uma vez que em nossa saga histórica não houve sociedade alguma, que em tão curto tempo obtivesse tanto conforto e utensílios tão práticos. Teriam razão os céticos-ateus pragmáticos em assim argumentar sob o ponto de vista unicamente objetivo, porém respaldados numa história horizontal montada com muitas laudas obscuras contendo fatos tergiversados e fraudados. Nem que chovesse canivetes abertos eles admitiriam, - como não admitem, - que após o “nada” entendido pelas ciências, e com a criação do sistema solar, os ciclos evolutivos do planeta vêm obedecendo a um perfeito e atemporal cronograma cósmico, rígido e muito bem desenvolvido, em que pese todos os acidentes de percursos ocasionados pelas incoerências e bestialidades humanas.
Foram muitos os agentes causadores daqueles acidentes gerados pelos sistemas de governos, desde os mais simples e patriarcais até os mais recentes e complicados, ocasionando principalmente as guerras, o fanatismo religioso, as nefastas células de impiedosas castas elitistas dominadoras e escravistas, as conquistas ultrajantes de territórios e nações, e o odioso extermínio pura e simplesmente de milhões de seres humanos dos diversos ramos étnicos. Essas aberrações principais e outras mais, que fizeram temporariamente estagnar os avanços mentais programados para as diferentes gamas das sociedades como um todo, - levadas pela curva evolucionista, - viriam gerar dívidas e resgastes na rolagem cronológica terrena, produzindo consequentes desvios dos fluxogramas das diversas vias do aprendizado na Terra, e do próprio planeta como entidade material e espiritual. Entretanto, não impediram que um bloco representando mais de 1/3 dos produtos terrenos atingisse os objetivos principais anteriormente colimados.
Mas há parâmetros com toda a certeza, e muitos, pena que céticos radicais finjam não acreditar ou desdenhem da existência de outras humanidades banhadas pelos raios de nosso deus Hélios, onde haja civilizações atrasadas, iguais ou mais avançadas do que as nossas terrenas. Se ousassem admitir concretamente tais possibilidades, e trabalhassem seus valores mentais para essa direção, certamente dariam um notável salto de qualidade em suas vidas, e fertilizariam os elementos de suas consciências. Isso sem falar de outros milhões, senão bilhões, de sistemas solares em nossa Via Láctea.
Sobre a criação do universo, os homens de ciências, os filósofos do ceticismo ou os fisiologistas da matéria-prima estão sempre cogitando, o que fazem muito bem em dar trabalho aos seus cérebros. Vejamos como é interessante outra especulação sobre os pródromos da criação na visão científica. Dizem, pois, que há cerca de 10 ou 20 bilhões de anos existia unicamente uma bolha no universo, feito uma sopa muito quente que começou a crescer até fazer surgir a matéria condicionada. Well, já começou mal, 10 ou 20 bilhões jogados assim no ar não servem para uma idéia aproximada de mensuração, mesmo para o infinito universo, pois 10 bilhões a mais ou a menos não é qualquer coisa como 5 ou 10%; é coisa pacas, é a metade dos 20 bilhões pretendidos como o limite da projeção. Mas vá lá, afinal o tempo é meramente abstração quando se avança acima do relativismo das leis da física, e tudo quanto as ciências astronômicas apuram fora de nosso sistema solar, são conjeturas embrionárias ou pseudo.
A bolha se constituia de partículas luminosas, os fótons, havendo outras ainda menores, mas que se chocavam e se destruiam, o que originaria o tão falado big-bang. A bolha crescia e se resfriava, e lá pelos 500 mil anos de vida sua temperatura deveria medir 10 mil graus Celsius. Na medida em que o tempo passava, as partículas foram se agregando e formando átomos mais consistentes e pesados. Assim surgiram os átomos de hidrogênio e os de hélio que, juntos, formaram nuvens e estrelas, desse modo nascendo elementos mais complexos. Depois, os elementos se diferenciaram cada vez mais, formando discos e bolotas que cresceram e se transformaram em planetas e satélites.
Os planetas se resfriaram. Depois se formariam os rios e os oceanos, dai a vida surgiria na Terra, por conta da evolução de produtos unicelulares aquáticos e subaquáticos numa escala crescente que se multiplicaria em grupamentos pluricelulares por afinidades, determinando uma seleção de variadas espécies.
Quanto a essa fragilidade das concepções materialistas ao surgimento das formas de vida em nosso planeta, não irei contrapor nessa resenha pela quilometragem que necessitaria rodar. O que agora desejo expor brevemente, nos argumentos aqui colocados, são as quase meias semelhanças dos conceitos da criação da matéria do universo com as concepções milenares dos esotéricos, principalmente orientais, tão ridicularizados pelos obtusos céticos da negação. Então vejamos alguns extratos resumidos, retirados do livro O Sistema Solar de A.E. Powell, em que o investigador O. Reynolds infere posições modernas ao esoterismo milenar:
Antes que nosso sistema solar existisse para a objetividade havia a matéria-raiz, que os ocultistas chamam de koilon, denominada de éter pelas ciências. Embora o espaço ocupado por esse koilon possa parecer vazio, na realidade esse éter é mais denso do que qualquer coisa concebível. Sua densidade sendo 10.000 vezes maior que a água provoca a pressão de 750.000 toneladas por polegada ao quadrado. Essa substância é somente perceptível pelos poderes clarividentes altamente desenvolvidos. Uma Força Superior modificou essa condição numa determinada porção, produzindo incontável número de pequenas bolhas esféricas. As bolhas em koilon são os átomos últimos com os quais tudo o que existe chamado matéria vem a se constituir. As bolhas não são como bolhas de sopa, mas como bolhas de água de soda.
Seguindo e pulando algumas considerações mais longas, chegamos aonde a Força Superior, chamada pelos esotéricos de Logos Criador, ou Deus, fez uso dessa massa e delimitou Sua área de ação - uma vasta esfera - onde construiria o sistema solar. Feito isso, o Deus do sistema solar condensou e comprimiu todas as bolhas que originariamente espalhavam-se num buraco do prodigioso espaço, reduzindo tudo a uma pequena região. Num certo estágio de Sua ação o Logos iniciou a formação das dimensões ou planos de existência, através de sete impulsos, agregando as bolhas em grupos e formando átomos, assim distribuidos: impulso I , 1 bolha em 1 átomo. Impulso II, 49 bolhas em 49 átomos. Impulso III, 49 bolhas (ao quadrado) = 2.401 átomos. Impulso !V, 49 bolhas (ao cubo) = 117.649 átomos, e assim por diante até chegar ao sétimo impulso resultando em 13.841.287.201 átomos. Fácil entendimento, não é mesmo?
Esse trabalho daria como resultado a construção de todos os planos existentes em nosso sistema solar, que para os esotéricos são sete, tendo cada plano sete subplanos ou sete tipos de respectivas vibrações da matéria, resultando tudo em 49 variações. A matéria tem única raiz, mas como já mencionado possui estados vibratórios diferentes, pois tudo gira em torno de poderosas energias, forças e leis universais que a modificam, por isso é errado dizer-se as matérias das dimensões ou planos. Quanto às 11 dimensões quânticas suspeitadas pelas ciências, são outras avaliações com métodos dedutíveis, como também a criação e evolução das espécies na natureza são para os esotéricos histórias muitíssimo diferentes das sonhadoras elocubrações darwinistas ou das interpretações literais da bíblia.
Como a matéria não é somente densa como conhecemos em nosso planeta através de nossos cinco sentidos, e sim correlata às vibrações de todas as dimensões existentes, o esotérico não enxerga o mundo sob o único prisma concreto, mas sob a integração sétupla em que tanto outras consciências como formas diversas se inserem e até se atravessam simultaneamente. Daí, as noções de tempo e espaço hoje em dia não bater com certas leis físicas de grandes pensadores das ciências materiais, cujas antigas concepções vão sendo aos poucos alteradas pelos investigadores modernos que abrem novas perspectivas ao entendimento mais amplo e abrangente, semelhantes em alguns pontos aos ensinamentos de mestres do milenar esoterismo.
Rayom Ra
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A Genética é de Deus!
A teoria da evolução das espécies de Charles Darwin “evoluiu” no sentido de se tentar tapar os muitos buracos nela existentes. A ação predatória dos mais fortes sobre os mais fracos, - em que as espécies lutariam, os mais aptos sobreviveriam e os mais fracos pereceriam, - como elemento depositário e principal da mutabilidade das populações indefesas, confundiu e obnubilou a observação de Darwin. A existência de um secundário e natural desenvolvimento de mecanismos instintivos de auto defesa e preservação, sem mudanças radicais como pretendeu Lamarck, porém naturais de adaptabilidades ao meio ambiente ao longo do tempo, não foi considerada. Nas razões de sua particular ótica, Darwin, da mesma maneira se enganaria ao atribuir ao papel da mutabilidade o principal fator ponderável e subsequente para que surgissem novas espécies, o que evidentemente jamais ocorreu.
Os criacionistas esotéricos ou religiosos sempre se colocaram contrariamente a Darwin, e assim se mantiveram. As conclusões das próprias ciências nunca foram uniformes, e certo número de pesquisadores, antes defensores de Darwin, hoje já o contradizem, pois os métodos científicos não conduzem a nenhuma conclusão plausível de que a evolução, como pretendida, esteja incursa em parâmetros naturais e concretos. Não há mais consenso de que o homem tenha evoluído do macaco, e nem consenso há de que tenha evoluído de um ancestral comum, conforme reza a cartilha ateísta da modernidade. Verdade mesmo é que a ONU apresentou um documento oficial e atualizado no qual 500 assinaturas de cientistas em âmbito mundial desacreditam da Teoria de Charles Darwin. Há dentre os assinantes, cientistas membros das Academias de Ciências da Rússia e Estados Unidos e dez cientistas britânicos de Universidades de Wales, Coventry, Glasgow, Bristol, Leeds e do Museu Britânico.
Uma das comprovações dos geneticistas é que a vida na Terra tem e sempre teve exatamente os mesmos elementos genéticos, DNA e ACGT, os nucleotídeos, o que provaria que a diferença entre apenas 1% do genoma do homem para o chipanzé demonstra não ter havido evolução nas espécies. Admito que essa teoria possa ser atraente para fazer as correntes de cientistas materialistas discutir mais profundamente, mas nem todos os pesquisadores se inclinam à legitimidade. E ao expor-se que a ontogenia recapitula a filogenia, se vem rebuscar elementos analógicos do particular para o geral, ou seja, do desenvolvimento do embrião de uma determinada espécie que repete toda a história pregressa da espécie. Da mesma maneira, muitos cientistas repelem essa analogia, mas dentro do quadro do evolucionismo criacionista, particularmente dos esotéricos, todas as formas de vida repetem, em sínteses, os ciclos evolutivos de suas espécies, de milhões de anos, até atingir a idade adulta ou madura, mas não alteram fundamentalmente suas formas, nem recriam outras espécies.
Esse pensamento, de certo modo, vai ao encontro de a deriva genética, formulada pelos próprios geneticistas, que ao registrar a modificação da freqüência dos alelos nas espécies, - incluindo as populações humanas, - entendem ocorrer alterarações em algumas de suas características que, com o tempo, vem gerar as mudanças nas espécies. Em assim sendo, os votos vão ora para os saltacionistas ora para os gradualistas, mas com nenhuma certeza ou precisão. A deriva genética não confirma que as espécies evoluem para outras, mas unicamente expõe acontecer modificações seqüenciadas ou mutações.
Sem dúvida alguma, há uma Babel imensa de teorias com verdades isoladas, meias verdades, enganos rotundos, teorias imaginosas e conclusões precipitadas acerca do evolucionismo, e nenhuma conexão que conduza a uma inequívoca estrutura conclusiva de premissas coadunadas ou a fatos permanentes. As descobertas das seqüências de informações das cadeias dos genes do DNA abriram um novo campo de pesquisas que transformaram vários conceitos da biologia e antropogênese, mas viriam protelar ainda mais a decodificação dos enigmas da vida pelas profusões de novas teorias. E tanto mais se dêem as confusões e retrocessos pelo que revelam os experimentos genéticos, mais se confirmam que a teoria da evolução das espécies é suficientemente estéril, débil ou anêmica para que os cientistas nela montados tenham decodificado os mistérios da criação em qualquer patamar da racionalidade cética, senão unicamente se deparado com labirintos brumosos, a exemplo de Teseus modernos em busca do fio de Ariadne.
Apesar das dificuldades em se enxergar dentro dos labirintos, ao olhar distendido dos observadores torna-se perfeitamente tangível que a genética tem ajudado a desmontar certos consensos céticos e ateístas, que se constituíam, em muitos casos, em tristes romarias de enganos. Isso se deve às novas descobertas de dissidentes com acuradas pesquisas ou com uso dos mesmos métodos experimentais, tão orgulhosamente alardeados pelos enganados ou mentirosos, que expõem às críticas as muitas teorias insossas daqueles, e aos fatos históricos falsos ou fraudados. Com isso, os céticos e ateus, - se há de fato diferenças nas perspectivas de um cético ou de um ateu, - nunca decolam para abjurar definitivamente a um Criador e jurar, de uma vez por todas, que a criação é acidentalmente material, obviamente transformada pelas causalidades ambientais sem qualquer outra mão auxiliatória. Mas se tudo se prova tão complexamente inteligente, tão minucioso, e acima ainda das conjeturas e postulados axiomáticos inevitáveis, como não imaginar que aquilo que aqui está é o que foi realmente feito de uma só vez e definitivamente? Salvo, claro, pela necessidade do evolucionismo programado, sob prévios e imutáveis padrões, e sob a interação de elementos incidentes do movimento, ritmo e inércia que obrigam a todas as expressões da Vida a experimentar e deter.
A partir das descobertas dos códigos seqüenciados dos genes do DNA, somente se provam a cada dia que a inteligência e profundidade de um mundo ultramicroscópico, vivo e atuante, básico e fundamental para a vida na Terra não podem ser aleatórios, casuais ou singulares. Impossível não haver uma Inteligência Superior, ainda que incompreensível, que a tudo tenha formulado e venha regendo. Pois todos aqueles aspectos componentes desse novo agente das ciências, apontam e remetem para conclusões de que Darwin foi infeliz na formulação ateísta de sua teoria do evolucionismo como proposta.
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Não tive saída. Pelo fato de o espaço destinado aos comentários não suportar a extensão de minhas respostas a um internauta, e como a nova abordagem possa trazer melhor clareza ao que pretendi, servindo como um complemento, resolvi inserir na página do texto. Pode parecer estranho, mas foi a solução encontrada.
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RESPOSTAS AO ANÔNIMO:
RAYOM:
Você não imagina o quanto é estimulante tomar zero, em ciências, de um cético. Esta nota máxima só vem reafirmar que o ceticismo (mesmo de neófitos, não importa) levado a cabo por um aficionado do evolucionismo, continua dogmático na sua generalidade e mal compreendido.
À minha ótica o ceticismo não é incompatível com esoterismo ou religião. Na sua imanência é algo bem mais refinado, contudo amplo. E trabalhado num plano sensato, nunca observado nos extremistas, se destaca de maneira saudável, mormente quando a teimosia e a ânsia de remover as virtudes dos argumentos oposicionistas permanecem excluídas de um contexto. É salutar o ceticismo que vem em auxilio a desanuviar os possíveis enganos dos mais arrebatados da espiritualidade ou do materialismo, mesmo porque o ceticismo expontâneo é um alerta da mente intelectual de que algo escapa da lógica ou do conhecimento. Entretanto, ceticismo não é ciência ou epistemologia, e não se reveste de um encadeamento logístico com que se preparam muitos fanáticos para a luta, e não se assoma com o único fito de enredar os tolos e crentes numa teia adrede armada, e nem procura se impor facetado unicamente pelo pragmatismo. E enquanto perdurar sua ação ao objeto colimado permanecerá uma linha fugídia e temporal, passível sempre da desintegração, oscilante entre as conceituações relativas ao ser e ao não-ser.
Vamos então aos seus tópicos, embora, infelizmente, meus comentários sejam no todo exposição mais ou menos longa, porque observo que você não entendeu o texto, não soube lê-lo, ou esteve somente desejoso de criticar. Mas, enfim, voltemos a ele.
ANÔNIMO:
1.Darwin não colocou q há seleção pelo mais "forte", mas pelo mais "apto". E esse apto, entende-se como aquele q sobrevive ao ambiente e consegue se reproduzir.
RAYOM:
O que eu coloquei logo de início no texto foi: “ação predatória dos mais fortes sobre os mais fracos, - em que as espécies lutariam, os mais aptos sobreviveriam e os mais fracos pereceriam...”
Está assim implícita a idéia de que onde os fortes dominam, os mais fracos precisam ser mais aptos, e logicamente precisam sobreviver. Motivo pelo qual podem ou poderiam desenvolver mecanismos próprios adicionais ou habilidades para sobreviver e também reproduzir. A idéia central é que: aqueles que não desenvolvessem mecanismos de sobrevivência pereceriam. E isso é mutação por necessidade comportamental, que não configura exatamente as mudanças fenotípicas básicas e principais de uma espécie, consequentemente não resultando na evolução para outra espécie. O que não quer dizer que os mais fortes não precisassem também desenvolver ou exercitar mecanismos instintivos de adaptação ao ambiente.
Essa “máxima”, de que os mais aptos sobreviveriam, por sinal, não é de Darwin, mas sim cunhada pelo filósofo Herbert Spencer em sua obra “Princípios da Biologia” e aproveitada por Darwin. Aliás, essa referência é a menos usada; a mais consagrada entre os biólogos é a “seleção natural”.
ANÔNIMO:
2o. Darwin não conhecia a mutabilidade. Isso é neodarwinismo.
RAYOM:
Desculpe, mas Darwin conheceu sim, pois resolveu discordar da Teoria Sistemática da Evolução de Lamarck, que detinha dois principais postulados: a lei do uso ou desuso e a lei da transmissão dos caracteres adquiridos.
O que eu anotei foi o seguinte:
“A existência de um secundário e natural desenvolvimento de mecanismos instintivos de auto defesa e preservação, sem mudanças radicais como pretendeu Lamarck, porém naturais de adaptabilidades ao meio ambiente ao longo do tempo, não foi considerada”.
Claro que não havia o aprofundamento da genética como atualmente, pois este ramo das ciências ainda estava no nascedouro. Tanto assim que o estúpido do August Weismann resolveu cortar a cauda de um rato para testar se os descendentes nasceriam com mutações na cauda. Lamarck, entretanto, entendeu que as características somente se pronunciavam quando o animal se esforçava para satisfazer suas necessidades de adaptabilidade.
Nesse festival de besteiróis, ilustrado com a história tola da girafa, Lamarck ainda assim andou mais perto de uma afirmativa coerente acerca das mutações, enquanto Darwin persistia no erro crasso da evolução das espécies.
ANÔNIMO:
3o. A mutabilidade é sim o principal fator para o surgimento de novas espécies. Vide casos documentados de q a mudança de um único alelo pode mudar o fenotipo de uma espécie, e isso pode separá-la (ou não) de outros cogêneres.
RAYOM:
Eu coloquei o seguinte:
“Nas razões de sua particular ótica, Darwin, da mesma maneira se enganaria ao atribuir ao papel da mutabilidade o principal fator ponderável e subsequente para que surgissem novas espécies, o que evidentemente jamais ocorreu”.
Veja bem: claro está que os fenótipos são empregados para definir os caracteres morfológicos de um indivíduo ou animal bem como os caracteres físicos segundo seu genótipo, - em última definição, os cromossomas, - pela interação do genótipo com o ambiente. Já nas sequências do DNA, ou genoma, os alelos servem para caracterizar as diferenciações. A mutabilidade a que me refiro, é de ordem secundária, que não é suficiente para estabelecer uma radical mudança fenotípica de tal monta que venha definir o emergente de outra espécie completamente nova. Quando ocorrem estas mutações naturais e secundárias, as espécies se diversificam em grupos e famílias nos seus habitat naturais, mas não perdem suas características básicas fenotípicas e nem se agigantam nem se tornam anãs. Podem até ocorrer anomalias, mas são anomalias, exceções, não são regras. Imagine o absurdo de se dizer que a lagartixa é parente do jacaré ou vice-versa.
Muitos adoram confundir manipulações genéticas do homem sobre o que já existe, levadas para o criacionismo laboratorial, com a evolução natural criacionista-evolucionista em parâmetros controlados, conforme menciono no item No. 04. Pois cada vez que as ciências céticas manipulam com a genética sobre padrões alcançados na “criação-evolução”, os resultados que se provam concretamente detêm, na sua maioria, problemas, e muitos de difíceis soluções e fracassos. Veja bem, falo de resultados duplicadores ou multiplicadores, como clones, e não de cyborgs.
ANÔNIMO
4o. O criacionismo é q não está incluída em "parâmetros naturais e concretos"(sic) pelo método científico.
RAYOM:
Se você se refere ao criacionismo bíblico, posso até concordar em termos. Ali a história é contada em alegorias e simbolismos. Mas a história criacionista entendida hoje pela mente esotérica e ocultista é bem outra, e envolve tantas ciências que os auto-suficientes cientistas da atualidade não desejam saber. Se as ciências da modernidade sequer abordam a verdade simples e lógica da reencarnação, como aceitar então que as espécies não evoluíriam em processo natural como estabelece A Teoria da Evolução? Cansaram de afirmar que o homem descendia do macaco; hoje já afirmam que o homem poderia descender não do macaco, porém de um ancestral comum largamente conjeturado, mas que até o presente instante sequer foi encontrado seu par de chuteiras, e eu lamento profundamente. Por isso, a decantada evolução das espécies animais e do homem, há mais de 150 anos não sai do campo da teoria do “se” e do “talvez”.
E se você vai mencionar que esotéricos nada provam, são alienados, não têm base científica, não vou argumentar além do porquê de a mente científica ser incrivelmente obsessiva pela objetividade experimental chegando, em tantos casos, à obtusidade. Muitos contestadores gostam de citar filósofos, como Platão e Aristóteles, ou físicos e matemáticos como Descartes e Newton, fingindo ignorar que esses fabulosos homens e tantos outros famosos, não foram céticos-ateus, mas sim iniciados de escolas antigas onde a mente objetiva era ensinada como fazendo par com a matéria, e a mente subjetiva com o espírito e demais vidas da natureza. Isso é lição tida elementar hoje em dia nas escolas de esoterismo e ocultismo, pois a sensibilidade dos estudiosos espiritualistas alcança, sente, vê e realiza aquilo que os arrogantes montados na teimosia e insensibilidade não conseguem. Então para que discutir ou tentar provar verdades com quem deseja subir o altíssimo edifício das realizações humanas pelas escadas, enquanto os mais lúcidos sobem de elevador? Mas existem tantos outros interesses em esconder às verdades, que prefiro não citar um só exemplo tamanho a massa de desdobramentos. Deixemos isso de lado.
ANÔNIMO:
5o. O compartilhamento de características genéticas seria um indício de compartilhamento ancestral comum? Falácia narrativa.
RAYOM:
Você mesmo respondeu, pois não há ancestral comum da maneira como os darwinistas agora passaram a ficcionar, por que esse compartilhamento traria pequenas diferenças nos genomas das espécies e sobre cujo ancestral nada ainda se descobriu cientificamente. Porém, se as espécies detêm essas características comuns a razão se busca no Criador e não na aleatoriedade da imaginação darwiniana que “torce o rabo do porco, mas não consegue fazê-lo miar”. A criação é só um mote para os ortodoxos e mecânicos das ciências. Para esotéricos e ocultistas Deus é o maior cientista jamais visto, e para religiosos ele é simplesmente o Pai da criação. Mas como as ciências desejam chegar ao princípio de tudo pelo estudo tão somente da matéria, vão quebrar a pedreira por alguns séculos. Depois entenderão que o princípio de tudo no espaço-tempo não teve começo e nem terá um fim.
ANÔNIMO:
6o.O compartilhamento de 99% do genoma entre o gênero Pan e Homo, "demonstra não ter havido evolução nas espécies"? Vc ter um aumento ou decréscimo de 1% do seu salário é uma evolução (mudança)? Falácia
RAYOM:
Essa sua metáfora é fora de propósito e desproporcional. Mas digamos que esse 1% de diferença possa ser creditado aos processos de mutabilidades acusados nos genomas e externados pelos fenótipos ao cabo de alguns milhões de anos de existência das espécies e do próprio homem. Como eu disse no item 04, houve o criacionismo-evolucionista programado, como ainda está havendo nas raças humanas o apuramento de alguns ramos e subramos arianos, bem como a descentralização do processo evolutivo nas raças não arianas. Quem estuda a fundo esta área do ocultismo sabe muito bem do que eu estou falando. Quanto às ciências materiais......
ANÔNIMO:
7o.A respeito do desenvolvimento do embrião remeter a "história pregressa da espécie" foi abandonado pelas ciências naturais. Foi levantado por Haeckel, e se provou uma modo pseudodidático para demonstrar a evolução.
RAYOM:
Eu disse o seguinte:
“E ao expor-se que a ontogenia recapitula a filogenia, se vem rebuscar elementos analógicos do particular para o geral, ou seja, do desenvolvimento do embrião de uma determinada espécie que repete toda a história pregressa da espécie. Da mesma maneira, muitos cientistas repelem essa analogia, mas dentro do quadro do evolucionismo criacionista, *(deveria ter dito: criacionismo-evolucionista) particularmente dos esotéricos, todas as formas de vida repetem, em sínteses, os ciclos evolutivos de suas espécies, de milhões de anos, até atingir a idade adulta ou madura, mas não alteram fundamentalmente suas formas, nem recriam outras espécies”.
Não neguei que há e houve dissidências na teoria, que apesar de refutada por alguns me pareceu perfeitamente adequada em termos científicos. Mas sob a ótica ocultista, embora um tanto forçadamente, vem de certa maneira ao encontro do que venho afirmando sobre o controle do criacionismo-evolucionista nos termos e limites levemente aqui citados.
ANÔNIMO:
8o.Escolher entre o lado "saltacionista ou gradualista" não é como escolher entre flamengo ou corinthians! Ora ocorre de uma forma ora ocorre de outro. Não são teorias excludentes!
RAYOM:
Eu disse:
“Em assim sendo, os votos vão ora para os saltacionistas ora para os gradualistas, mas com nenhuma certeza ou precisão. A deriva genética não confirma que as espécies evoluem para outras, mas unicamente expõe acontecer modificações seqüenciadas ou mutações”.
Justamente pela indefinição dos estudiosos não se chegou, nesses exemplos, a nenhuma conclusão concretamente consensual, pois segundo eles as ocorrências modificadoras acusadas nos fenótipos, os gradualistas afirmam acontecer em sucessivos acúmulos durante as muitas gerações das espécies. Essas mesmas supostas ocorrências servem aos saltacionistas para afirmar que as mudanças mais acentuadas acontecem numa única geração. Enfim, é como um daltônico tentar convencer sua versão do espectro solar a um não daltônico. Pelo menos a deriva genética não está totalmente de braços dados com Charles Darwin e seus blue caps.
ANÔNIMO
9o.Estudar a evolução não é querer "decodificar os mistérios da criação". Evolução é mudança! Não é querer explicar a origem da vida. Em relação a isso, realmente, existe uma "babel imensa...", e nisso incluí o criacionismo pseudocientífico.
RAYOM:
Se você acha que a evolução é somente mudança, por que até o momento nada efetivamente se apresentou além de calhamaços de teorias que fazem retroagir as pseudo provas cada vez que significativos achados arqueológicos empurram para mais distante a linha evolutiva? Ficam todos coçando as cabeças e contestando uns aos outros. Mas como os fatos antropológicos extemporâneos não têm culpa de nada sobre o que os homens inventam, a saída salvadora então vêm com os “tapa-buracos”. Eles fecundamente imaginam situações até o próximo problema trazido pelas escavações e análises dos carbonos 12 e 14, ou por outros recursos modernos. E balançam novamente a Teoria da Evolução se apoiando em experimentos sintéticos de laboratórios para criar o que não conseguem comprovar na natureza. E tome mais teoria. Não teria a evolução, nos termos entendidos, se tornado assim num enigma com cabeça, corpo e cauda para biólogos darwinistas e cientistas materialistas, que não conseguem efetivamente juntar as partes?
O criacionismo é pseudocientífico? Sim, é para os parâmetros atuais das ciências materiais. Mas sabem os esotéricos e ocultistas que existe uma única ciência, que é a ciência universal, que tem vertentes e ramificações sem jamais perder a unidade. Entretanto, os pseudo e doutos da materialidade, somente enxergam um segmento, o mais material de todos, e tomam o relativo pelo absoluto, o efeito pela causa e a cauda pela cabeça. Preciso explicar mais?
ANÔNIMO:
Qto a colocar uma causa material ou divina nas mudanças ou de como tudo é complexamente inteligente tb (ambas) caem na falácia narrativa de tentar explicar eventos raros. Eles simplesmente ocorrem! É dificil entender isso?
RAYOM:
Bem, segundo bradam as ciências materiais, não existe casualidade, nem milagres. Até as exceções se explicam racionalmente. Então, tudo se explica e nada ocorre aleatoriamente. Aliás, já dizia Lavoisier: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Logo, suponho que até para Lavoisier seria difícil entender quando você afirma que: “simplesmente ocorrem”. Claro que ele já se situara no meio do caminho de onde o distante passado era impossível supor ou distinguir. Ou seja, a criação com todas as coisas a ela atinentes já se fizera há milhões de anos. Os esotéricos, contudo, dizem que a natureza terrestre e sistema solar estão subordinados e subjugados às injunções da causalidade (não, casualidade!) de leis universais. Realmente, sob essa premissa verdadeira, me é extremamente difícil entender a postulação nos termos propostos por você.
ANÔNIMO:
A inteligencia superior é simplesmente "sobreviver". Se Darwin foi infeliz na formulação de sua teoria, vc foi infinitamente infeliz em tentar provar o contrário. Errou em quase todos os conceitos/conhecimentos! Biologia, história, filosofia e metodologia científica e até Matemática (ocorrência de eventos raros)!
RAYOM:
A Inteligência Superior não é somente sobreviver. Estou falando do Criador. E Ele criou o homem na Terra para que aprendesse. Já foi tempo em que o homem era presa fácil dos animais sagazes e mais fortes. Hoje, mediante o uso da inteligência desenvolvida pelo criacionismo-evolucionista, o homem já pode dizer que aprendeu algo da vida e de seu Criador. Tal como a criança que se esforça para entender o que lhe ensina seu pai; ela cai, tomba, e se levanta. Assim caminhamos nós, chegando aonde chegamos após milhões de anos. Não me enganei: são milhões de anos!
E ao contrário de seu julgamento, sou convicto de que não errei tanto assim. E nem entramos em análises de todos os títulos que você elencou. Na verdade, acho mesmo que fui muito bem no texto original quanto estou indo nos esclarecimentos. Desculpe a falta de modéstia, mas tenho consciência de meus valores.
ANÔNIMO:
Já vi textos pró-criacionismo melhores no orkut.
RAYOM:
Fico feliz com essa notícia. Sinal de que a inteligência e a lucidez não pararam em meu cérebro, avançam através dos cérebros de outros co-irmãos.
ANÔNIMO:
Mas Nota dez em esoterismo. É dificil ser empirista e cético no nosso mundo. Nem todo cético é ateu, mas todo ateu se julga cético (apesar de não serem todos na maneira correta).
RAYOM:
Até posso concordar com você embora não seja empirista na acepção completa do termo. O empirismo é algo que ainda ensina muito aos céticos laboratoristas, embora desejem sempre negar. E lembro que todas as ciências praticadas no passado são consideradas empíricas. Mas volto a dizer que a verdadeira história do mundo não é essa conjeturada pela oficialidade científica.
Abraços.
De Rayom Ra
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