sábado, 18 de abril de 2009

Paradigmas das Ciências e do Esoterismo

Quando se fala que Deus é a Fonte Única da vida, o Criador do Universo, os céticos-ateus têm urticárias. Essa comunidade que prefere crer-se uma consequência da matéria e não fruto da criação divina, imaginando-se, portanto, filhos da orfandade, acalenta, não obstante, um sonho distante e delirante onde a religião-ciências providenciará de trazer-lhes todas as as revelações possíveis e as impossíveis. Não há nada novo debaixo do sol, diz a sabedoria desse antigo adágio. Nesse contexto, se as ciências hoje realizassem o desiderato último de suas buscas em nosso sistema solar revelariam o que não sabiam, mas que antes já existira.

Bem, se falarmos de tecnologia logo de cara os céticos dirão que é unicamente conquista de nossas modernas ciências, das invenções voltadas para a razão e produtividade, não tendo existido no tempo terreno outro momento similar, outros parâmetros para comparar e conferir, uma vez que em nossa saga histórica não houve sociedade alguma, que em tão curto tempo obtivesse tanto conforto e utensílios tão práticos. Teriam razão os céticos-ateus pragmáticos em assim argumentar sob o ponto de vista unicamente objetivo, porém respaldados numa história horizontal montada com muitas laudas obscuras contendo fatos tergiversados e fraudados. Nem que chovesse canivetes abertos eles admitiriam, - como não admitem, - que após o “nada” entendido pelas ciências, e com a criação do sistema solar, os ciclos evolutivos do planeta vêm obedecendo a um perfeito e atemporal cronograma cósmico, rígido e muito bem desenvolvido, em que pese todos os acidentes de percursos ocasionados pelas incoerências e bestialidades humanas.

Foram muitos os agentes causadores daqueles acidentes gerados pelos sistemas de governos, desde os mais simples e patriarcais até os mais recentes e complicados, ocasionando principalmente as guerras, o fanatismo religioso, as nefastas células de impiedosas castas elitistas dominadoras e escravistas, as conquistas ultrajantes de territórios e nações, e o odioso extermínio pura e simplesmente de milhões de seres humanos dos diversos ramos étnicos. Essas aberrações principais e outras mais, que fizeram temporariamente estagnar os avanços mentais programados para as diferentes gamas das sociedades como um todo, - levadas pela curva evolucionista, - viriam gerar dívidas e resgastes na rolagem cronológica terrena, produzindo consequentes desvios dos fluxogramas das diversas vias do aprendizado na Terra, e do próprio planeta como entidade material e espiritual. Entretanto, não impediram que um bloco representando mais de 1/3 dos produtos terrenos atingisse os objetivos principais anteriormente colimados.

Mas há parâmetros com toda a certeza, e muitos, pena que céticos radicais finjam não acreditar ou desdenhem da existência de outras humanidades banhadas pelos raios de nosso deus Hélios, onde haja civilizações atrasadas, iguais ou mais avançadas do que as nossas terrenas. Se ousassem admitir concretamente tais possibilidades, e trabalhassem seus valores mentais para essa direção, certamente dariam um notável salto de qualidade em suas vidas, e fertilizariam os elementos de suas consciências. Isso sem falar de outros milhões, senão bilhões, de sistemas solares em nossa Via Láctea.

Sobre a criação do universo, os homens de ciências, os filósofos do ceticismo ou os fisiologistas da matéria-prima estão sempre cogitando, o que fazem muito bem em dar trabalho aos seus cérebros. Vejamos como é interessante outra especulação sobre os pródromos da criação na visão científica. Dizem, pois, que há cerca de 10 ou 20 bilhões de anos existia unicamente uma bolha no universo, feito uma sopa muito quente que começou a crescer até fazer surgir a matéria condicionada. Well, já começou mal, 10 ou 20 bilhões jogados assim no ar não servem para uma idéia aproximada de mensuração, mesmo para o infinito universo, pois 10 bilhões a mais ou a menos não é qualquer coisa como 5 ou 10%; é coisa pacas, é a metade dos 20 bilhões pretendidos como o limite da projeção. Mas vá lá, afinal o tempo é meramente abstração quando se avança acima do relativismo das leis da física, e tudo quanto as ciências astronômicas apuram fora de nosso sistema solar, são conjeturas embrionárias ou pseudo.

A bolha se constituia de partículas luminosas, os fótons, havendo outras ainda menores, mas que se chocavam e se destruiam, o que originaria o tão falado big-bang. A bolha crescia e se resfriava, e lá pelos 500 mil anos de vida sua temperatura deveria medir 10 mil graus Celsius. Na medida em que o tempo passava, as partículas foram se agregando e formando átomos mais consistentes e pesados. Assim surgiram os átomos de hidrogênio e os de hélio que, juntos, formaram nuvens e estrelas, desse modo nascendo elementos mais complexos. Depois, os elementos se diferenciaram cada vez mais, formando discos e bolotas que cresceram e se transformaram em planetas e satélites.

Os planetas se resfriaram. Depois se formariam os rios e os oceanos, dai a vida surgiria na Terra, por conta da evolução de produtos unicelulares aquáticos e subaquáticos numa escala crescente que se multiplicaria em grupamentos pluricelulares por afinidades, determinando uma seleção de variadas espécies.

Quanto a essa fragilidade das concepções materialistas ao surgimento das formas de vida em nosso planeta, não irei contrapor nessa resenha pela quilometragem que necessitaria rodar. O que agora desejo expor brevemente, nos argumentos aqui colocados, são as quase meias semelhanças dos conceitos da criação da matéria do universo com as concepções milenares dos esotéricos, principalmente orientais, tão ridicularizados pelos obtusos céticos da negação. Então vejamos alguns extratos resumidos, retirados do livro O Sistema Solar de A.E. Powell, em que o investigador O. Reynolds infere posições modernas ao esoterismo milenar:

Antes que nosso sistema solar existisse para a objetividade havia a matéria-raiz, que os ocultistas chamam de koilon, denominada de éter pelas ciências. Embora o espaço ocupado por esse koilon possa parecer vazio, na realidade esse éter é mais denso do que qualquer coisa concebível. Sua densidade sendo 10.000 vezes maior que a água provoca a pressão de 750.000 toneladas por polegada ao quadrado. Essa substância é somente perceptível pelos poderes clarividentes altamente desenvolvidos. Uma Força Superior modificou essa condição numa determinada porção, produzindo incontável número de pequenas bolhas esféricas. As bolhas em koilon são os átomos últimos com os quais tudo o que existe chamado matéria vem a se constituir. As bolhas não são como bolhas de sopa, mas como bolhas de água de soda.

Seguindo e pulando algumas considerações mais longas, chegamos aonde a Força Superior, chamada pelos esotéricos de Logos Criador, ou Deus, fez uso dessa massa e delimitou Sua área de ação - uma vasta esfera - onde construiria o sistema solar. Feito isso, o Deus do sistema solar condensou e comprimiu todas as bolhas que originariamente espalhavam-se num buraco do prodigioso espaço, reduzindo tudo a uma pequena região. Num certo estágio de Sua ação o Logos iniciou a formação das dimensões ou planos de existência, através de sete impulsos, agregando as bolhas em grupos e formando átomos, assim distribuidos: impulso I , 1 bolha em 1 átomo. Impulso II, 49 bolhas em 49 átomos. Impulso III, 49 bolhas (ao quadrado) = 2.401 átomos. Impulso !V, 49 bolhas (ao cubo) = 117.649 átomos, e assim por diante até chegar ao sétimo impulso resultando em 13.841.287.201 átomos. Fácil entendimento, não é mesmo?

Esse trabalho daria como resultado a construção de todos os planos existentes em nosso sistema solar, que para os esotéricos são sete, tendo cada plano sete subplanos ou sete tipos de respectivas vibrações da matéria, resultando tudo em 49 variações. A matéria tem única raiz, mas como já mencionado possui estados vibratórios diferentes, pois tudo gira em torno de poderosas energias, forças e leis universais que a modificam, por isso é errado dizer-se as matérias das dimensões ou planos. Quanto às 11 dimensões quânticas suspeitadas pelas ciências, são outras avaliações com métodos dedutíveis, como também a criação e evolução das espécies na natureza são para os esotéricos histórias muitíssimo diferentes das sonhadoras elocubrações darwinistas ou das interpretações literais da bíblia.

Como a matéria não é somente densa como conhecemos em nosso planeta através de nossos cinco sentidos, e sim correlata às vibrações de todas as dimensões existentes, o esotérico não enxerga o mundo sob o único prisma concreto, mas sob a integração sétupla em que tanto outras consciências como formas diversas se inserem e até se atravessam simultaneamente. Daí, as noções de tempo e espaço hoje em dia não bater com certas leis físicas de grandes pensadores das ciências materiais, cujas antigas concepções vão sendo aos poucos alteradas pelos investigadores modernos que abrem novas perspectivas ao entendimento mais amplo e abrangente, semelhantes em alguns pontos aos ensinamentos de mestres do milenar esoterismo.

Rayom Ra

[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

2 comentários:

  1. "A matéria tem única raiz, mas como já mencionado possui estados vibratórios diferentes, pois tudo gira em torno de poderosas energias, forças e leis universais que a modificam, por isso é errado dizer-se as matérias das dimensões ou planos. Quanto às 11 dimensões quânticas suspeitadas pelas ciências, são outras avaliações com métodos dedutíveis, como também a criação e evolução das espécies na natureza são para os esotéricos histórias muitíssimo diferentes das sonhadoras elocubrações darwinistas ou das interpretações literais da bíblia."

    Interessante que a mesma teoria (teoria-M) que postula a existência de 11 dimensões (10 espaciais e 1 temporal) igualmente afirma que toda a matéria, independente de massa ou carga ou spin, ou mesmo em qual dimensão esteja, é formada pelo mesmo princípio: vibrações de minúsculas cordas "cósmicas"... Nesse sentido, me parece que mesmo a física teórica mais avançada não caminha muito distante das concepções cosmológicas de teorias espiritualistas ancestrais e modernas.

    ResponderExcluir
  2. Exatamente, Raph. Os orientais chamam a essa matéria universal de mulaprakriti, que dizem dar conformação a tudo quanto existe.

    Já os pesquisadores ocidentais a ela se referem por éter ou aether, havendo aí nesses termos diferenças conceituais.

    Quanto as 11 dimensões quânticas, há suspeitas de que o LHC - o colisor de Hádrons, - tem como um dos objetivos científicos abrir portais dimensionais que permitirão viagens pelo tempo, buscando assim respostas a tantos fatos enigmáticos.

    Espero que não escondam o leite como a NASA costuma fazer.
    Abs.

    ResponderExcluir