sexta-feira, 31 de julho de 2026

Implosões


                                                   Unidades Carbono
                                                   Milhares, bilhões,
                                                   Ideias travadas.

                                                   Terras inférteis,
                                                   Corpos andantes,
                                                   Cabeças domadas.

                                                   Vidas sem vida,
                                                   Ciclos sem fim,
                                                   Almas dopadas.

                                                   Sangue impiedoso,
                                                   Lágrimas frias,
                                                   Em vão derramadas.

                                                   Mortes e mortes,
                                                   Preces sem ecos,
                                                   Graças negadas.

                                                   Mapa do jogo,
                                                   Cavalos, peões,
                                                   Peças jogadas.

                                                   Rainhas e reis,
                                                   Espúrias as leis,
                                                   Mãos ocultadas.

                                                   Promessas de paz,
                                                   Mentiras sagazes,
                                                   Guerras forjadas.

                                                   Humanos robôs,
                                                   Dinheiro a rodo,
                                                   Panelas furadas.

                                                   Dias de medo,
                                                   Planeta ferido,
                                                   Pessoas caladas.

                                                   Moloch bem vivo,
                                                   Tortura infantil,
                                                   Crianças levadas.

                                                   Olhos sem ver,
                                                   Ateus congelados,
                                                   Mentes lacradas.

                                                   Venenos no ar,
                                                   Dragão pelos céus,
                                                   Bestas amadas.

                                                   Templos escuros,
                                                   Rezas e fúrias,
                                                   Janelas fechadas.

                                                   Astros, perigos,
                                                   Ciência sem luz,
                                                   Razões apagadas.

                                                   Núpcias do Pai,
                                                   Noiva estelar,
                                                   Idades douradas.

                                                   Terror escondido,
                                                   Portas abertas,
                                                   Cortinas rasgadas.
 
Por Rayom Ra

quarta-feira, 8 de julho de 2026

A Ciência da Respiração [ A.A Bailey - Mestre D.K]

Agora nós chegamos às palavras significativas na Regra IV. "O homem respira profundamente." Esta é uma sentença cobrindo muitos aspectos da vida rítmica. É a fórmula mágica para a ciência do pranayama. Ela cobre a arte da vida criadora. Ela faz o homem sintonizar com a vida pulsante do próprio Deus e isto através de libertação e reorientação

É extremamente interessante como uma demonstração de maneira sucinta e inclusive das frases ocultas como na Regra IV. A arte da respiração é discutida em três fases e a estas Eu recomendo a cada um de vocês a mais cuidadosa consideração.

Há primeiramente o aspecto da Inalação. "O homem inspira profundamente." Das próprias profundezas de seu ser ele busca o alento. No processo da vida dos fenômenos, ele busca o próprio alento da vida da alma. Este é o primeiro estágio. No processo de se libertar da vida dos fenômenos, ele busca das profundezas de seu ser e das experiências da vida, que ela possa ser encaminhada novamente de volta para a fonte de onde ela veio. 

Na vida oculta do discípulo à medida em que ele desenvolve um uso novo e mais sutil de seu aparelho de resposta, ele pratica a ciência da respiração e descobre que através da respiração profunda (incluindo os três estágios de respiração profunda, média e alta) ele pode por em atividade, no mundo das experiências esotéricas, seu corpo vital com seus centros de força. Assim, os três aspectos da "inspiração profunda" cobrem a experiência da alma inteira e a relação com os três tipos de respiração, acima assinalados, pode ser estabelecida pelo aspirante interessado.

Em seguida nós temos: "ele concentre suas forças." Aqui nós temos o estágio indicado que pode ser chamado retenção do alento. É uma sustentação de todas a forças da vida firmemente no lugar do silêncio e quando isto pode ser feito com facilidade e com esquecimento do processo através da familiaridade e da experiência, então, o homem pode ver e ouvir e conhecer num reino diferente do mundo dos fenômenos. No sentido superior este é o estágio de contemplação, essa "calma entre duas atividades," como tão bem tem sido chamada.

A alma, a respiração, a vida, tem se retirado dos três mundos, e no "lugar secreto do Altíssimo" está em repouso e em paz, contemplando a beatífica visão. Na vida do discípulo ativo ela produz aqueles interlúdios que todo discípulo conhece, quando (através do desapego e da capacidade de retirar-se) nada conserva no mundo da forma.

Como ele está apenas lutando pela perfeição e ainda não a atingiu, estes interlúdios de silêncio, retiro e de desapego são frequentemente difíceis e sombrios. Tudo é silêncio e ele permanece atemorizado pelo desconhecido e pela calma aparentemente vazia na qual ele se encontra. Isto é chamado, em casos avançados, "a escura noite da alma" - o momento antes da aurora, a hora antes da luz irromper.

Na ciência do Pranayama é o momento seguinte à inalação, quando todas as forças do corpo foram (por intermédio da respiração) levadas para o alto, para a cabeça, e ali concentrados previamente ao estágio da expiração. Este momento de retenção, quando propriamente executado, produz um interlúdio de intensa concentração e é neste momento que o aspirante deve agarrar a oportunidade. Aqui está uma deixa.

Depois vem o processo da expiração. Nós temos na regra IV "ele afasta de si o pensamento-forma". Este é sempre o resultado do estágio final da ciência da respiração. A forma, vitalizada por quem respira no ritmo correto, é enviada para fazer o seu trabalho e cumprir sua missão. Estudem esta ideia com carinho, pois ela contem o segredo do trabalho criador.

Na experiência da alma, a forma para a manifestação nos três mundos é criada através da meditação intensa, atividade sempre paralela  da respiração. Então, por um ato da vontade, resultando numa "expiração" e engendrada ou alcançada dinamicamente no interlúdio da contemplação ou retenção do alento, a forma criada é enviada para o mundo dos fenômenos, para servir como um canal de experiência, um meio de expressão e um instrumento de resposta nos três mundos de vida humana.

Na vida do discípulo, através da meditação e da disciplina, ele aprende a alcançar altos momentos de interlúdio sempre que ele concentra suas forças no plano da vida alma, e depois, novamente por um ato da vontade, ele exala seus objetivos espirituais, planos de vida, para o mundo da experiência. O pensamento-forma que ele construiu relativamente à parte que ele tem de desempenhar e a concentração de energia que ele conseguiu obter, se tornam efetivos.

A energia necessária para o passo seguinte é exalada pela alma e desce para o corpo vital, assim galvanizando o instrumento físico com a necessária atividade construtiva. Aquele aspecto do plano que ele apreciar na contemplação, e aquela parte do propósito geral da Hierarquia na qual sua alma se sente chamada a cooperar são exaladas simultaneamente, através da mente para o cérebro e assim "ele afasta de si o pensamento-forma."

Finalmente, na ciência do Pranayama, este estágio cobre aquele movimento expiratório que, quando executado tendo um pensamento e um objetivo consciente por trás de si, serve para vitalizar os centros e encher cada um deles com vida dinâmica. Mas não precisa ser dito aqui.

Assim nesta ciência do "respirar profundamente" nós temos todo o processo do trabalho criador e do desdobramento evolutivo de Deus em a natureza, coberto. É o processo através do qual a Vida, a Existência Una, trouxe à existência o mundo fenomênico, e a Regra IV é um resumo da Criação. É igualmente a fórmula segundo a qual a alma individual trabalha ao centralizar suas forças para a manifestação nos três mundos da experiência humana.

O uso correto do Alento-da-Vida é toda a arte que o aspirante, o discípulo e o iniciado trabalham, tendo em mente, contudo, que a ciência do alento físico é o aspecto menos importante e se segue, na continuidade, ao uso correto da energia, que é a palavra que nós utilizamos para o divino alento ou vida.

Finalmente, na vida mental do discípulo e no grande trabalho do aprender e do ser um criador consciente na matéria mental e assim produzir resultados no mundo dos fenômenos, esta quarta Regra contém as instruções sobre as quais o trabalho é baseado. Ela incorpora a ciência de todo trabalho mago.

Por isso, esta Regra exige a máxima consideração e estudo. Corretamente entendida e corretamente estudada deve conduzir cada aspirante para fora do mundo dos fenômenos, para o reino da alma. Suas instruções, se executadas, deverão conduzir a alma de volta para o mundo dos fenômenos como a força criadora na magia da alma e como o fator manipulador e dominante do, e por intermédio da forma.

No treinamento do estudante ocidental, nunca se pede uma obediência cega. As sugestões são feitas quanto ao método e à técnica que se mostrou eficiente por milhares de anos e com muitos discípulos. Algumas regras quanto à respiração, quanto ao processo útil e ao modo prático de viver no plano físico serão indicadas, mas no treinamento do novo tipo e discípulo durante a era vindoura é a vontade dos Gurus e Rishis observadores, que eles serão deixados mais livres do que agora tem sido o caso. Isto pode significar um desenvolvimento ligeiramente mais lento, no começo, mas resultará, espera-se, num mais rápido desdobramento durante os estágios posteriores no Caminho da Iniciação.
              
Por isso os estudantes são solicitados a prosseguir durante o seu período de treinamento com coragem e com alegria, sabendo que são membros de um grupo de discípulos, sabendo que não estão sós, mas que a força do grupo é sua, o conhecimento do grupo é seu também na medida que desenvolvam a capacidade de apreendê-la - e sabendo também que o amor, a sabedoria e a compreensão dos irmãos Mais Velhos que observam, amparam cada aspirante Filho de Deus, mesmo quando aparentemente (e sabiamente) ele é deixado a lutar através da luz de sua própria alma onipotente!

Extraído da Obra: Um Tratado Sobre Magia Branca, Regra IV - A Ciência da Respiração por A. A. Bailey e Mestre D.J. Khul 

                                                       Rayom Ra
                                     http://arcadeouro.blogspot.com