segunda-feira, 28 de março de 2011

Darwin x Darwin - I


       Sem dúvida que o darwinismo foi um maná da terra, pois a partir de Charles Robert Darwin contando suas experiências nos cinco anos de viagem a bordo do Beagle, e enviando amostras fossilizadas de espécimes diversos e desconhecidos, a motivação sobre o assunto aumentaria extraordinariamente. O que o passado teria deixado em réstias indifusas a mostrar um estreito e curto caminho oposto à doutrina religiosa e ao gnosticismo em geral, fora o legado de pensamentos puramente filosóficos e oposições personalizadas de inquietos racionalistas em perenes buscas de provas que jamais se bastavam. Não haviam conseguido consagrar um roteiro que sustentasse com o pensamento racional concreto  as poucas provas materiais existentes, ou vice versa, que encaminhasse as pesquisas para um rumo científico de peso universal. Porém, Darwin, construiria exatamente o que eles admitiam precisar, e nada mais apropriado provir de alguém nascido e educado numa família religiosa.

       Dos primeiros esboços do jovem Darwin, acerca de suas observações em torno do mundo quando aos 30 anos, em 1839, publicaria “A Viagem do Beagle”, que juntaria seus principais apontamentos do diário de viagem e informações de suas cartas, até a publicação de “A Origem das Espécies”, em 1859, portanto 20 anos depois, o alvoroço que tomaria conta de biólogos, naturalistas, antropólogos, historiadores e de toda uma gama de estudiosos, viria mais ainda notabilizar homens e obras. Duas outras posteriores e marcantes obras, por Darwin, apareceriam mais tarde, em l871, sobre “A Descendência do Homem” e “Seleção em Relação ao Sexo”.

       O dogmatismo de Parmênides, Sócrates, Aristóteles e Platão, o caminho da vontade divina pela geometria de Descartes, a fé incompreensível de Spinoza, a separação entre os contrários - o abstrato e o racional do matemático Leibnitz - o hinduísmo, o budismo, o gnosticismo, a vinda de Cristo e tantas outras vozes e formas de demonstrar um só Ente Criador ou Entes Criadores e Suas vontades superiores sobre todos os homens e natureza, seriam agora sobremaneira revistas pelos aclamadores de uma nova e nascente doutrina.

       Essa mesma terra dogmática e misteriosa, cheia de absurdas mitologias, de donos dos elementos e guardiões de segredos, de impérios do bem e do mal, de poderes nunca vistos senão narrados por fábulas, de inexistentes homens predestinados e enviados pelos donos do mundo, agora perscrutada após milênios pela mente prospectiva e observadora de um estudioso, mostraria, afinal, que os princípios da vida como entendidos até aquela data, eram isto sim espontâneos e por si sós competitivos, transformativos e evolucionários, começo, meio e fim deles próprios sem qualquer intervenção divina. E tudo o que antes fora dito e ensinado por pensadores, profetas e legisladores nada mais era, definitivamente, que o produto de suas incríveis imaginações. Não sobraria coisa alguma!

       O passado longínquo fizera do homem um tolo genuflexo enganado por ele mesmo diante de um falso pedestal, como falsa teria sido toda a sua própria existência; mas aquelas histórias infantis e tacanhas tinham seus dias contados, vindo finalmente ceder lugar a uma verdade muito mais vigorosa e fértil, pois o homem nada mais fora nem nada mais era do que um segmento, um fluxo natural e secundário das leis da natureza. Viera de um ancestral comum. Todos os objetivos de sua peregrinação em incontáveis e sacrificantes sagas de milênios, e suas esperanças numa conquista pós-vida terrena, neste justo e memorável instante para entusiasmados céticos, materialistas e ateus, claro estava, se desmantelavam.

       E pouco mais tarde, uma nova tomada se reforçaria na mente científica, retratada no simples esclarecimento de que os elos fundamentais do homem começariam meramente numa bactéria, protozoário, ameba ou organismo unicelular - auto-gerados - que por meiose ou cissiparidade, manteriam a sua linha evolutiva viva, protegida por uma membrana protéica, e após alguns milhões de anos, mais encorpada e estruturada na organização pluricelular, já como anfíbio, daria a partida para a corrida natural e evolucionista nas pistas agrestes de um planeta surgido do nada. Este corpo celeste acéfalo, sem eira nem beira, que não se sabia ainda exatamente como viera a existir, envolto e incorporado do hidrogênio transformado em hélio, depois em carbono, dera ao homem a sua primordial ancestralidade sem tutores, nem guias, sem um Pai ou soberba inteligência divina sobreposta a tudo, a ele – antes gosma gelatinosa - filho da orfandade, e parte indissociada de um processo inconsciente, seletivo natural, emergente da água que também já existia.

      Os princípios naturais apregoados por Darwin, longe de serem rejeitados por todos, moldaram cada vez mais a obsessiva imaginação cética e de religiosos sem fé que não percebiam ou não aceitavam no homem uma alma criada no céu e manifestada na Terra pela vontade divina. Através de Darwin, a ciência humana se consagrava e finalmente poderia provar que a teoria formalizada por ele – diversa e oposta às de filósofos que esgrimiam e se digladiavam com pujantes eloquências pelas supremacias de seus pensamentos – era mais do que uma teoria abstrata e inalcançável com pés e mãos. Pois ao contrário daquelas, esta era tangível e sólida ao exceder-se das palavras, substanciando-se na lógica concreta do raciocínio cerebral e na prova básica da existência de um livro verdadeiro, cujas páginas seriam pouco a pouco reviradas da terra, içadas das águas e laçadas do ar, para a luz de um maior conhecimento.

       Com o darwinismo começava a era do ceticismo cientificamente correto, mais organizado e apoiado sobre as idéias realistas da origem do homem e das espécies. Darwin trouxera um tratado de ciências naturais que avançava sobre a biologia, a zoologia, a geologia, a paleontologia e a antropologia onde revelava um conhecimento detalhado das formas de vidas e suas evoluções biogenéticas, modus vivendi e lutas pela sobrevivência para a permanência como indivíduos, grupos, famílias e espécies, e sem outro qualquer fator que não o instinto a gerar soluções espontâneas.

       Evidente que não se pode em nada desmerecer o árduo trabalho investigativo de Darwin em suas viagens, nas observações pessoais, conclusões nas pesquisas, e aproveitamento dos trabalhos realizados por colegas dos diversos ramos da ciência. Ele cita com bastante frequência os muitos autores de fontes de onde extraíra conhecimentos que lhe permitiriam aditar conclusões e sentenças finais. Em certos momentos, Darwin quase migra instantaneamente para a metafísica que não conhecia ou evitava, mas se mantém fiel nos caminhos unicamente fisiológicos das espécies.

       Das idéias de Darwin, num tempo em que os estudos dos códigos genéticos eram ainda embrionários, a ciência partiria sob nuvens de novas descobertas e inevitáveis revoadas de enganos. Os achados de numerosos fósseis municiariam paleontólogos para a remontagem da origem do homem e a intenção de reafirmar que o ser humano descendia indubitavelmente de um ancestral comum conforme rezava a cartilha escrita e ilustrada por aquele talentoso pesquisador e seus companheiros de revolucionária doutrina científica. Entretanto, o que se via na prática eram as diversas voltas em torno da idéia original a se mostrarem com um punhado de incertos e tortuosos rumos, cheios de armadilhas e faltantes de um elo sequenciado. E ao invés de caminharem para adiante, voltavam cada vez mais aos primórdios dos ciclos de um distante e nebuloso passado sem jamais terem conseguido encontrar a verdade conclusiva de absolutamente nada.

       As controvérsias são a tônica de todo o edifício darwiniano sobre a teoria da evolução espontânea das espécies e linha atávica do homem moderno, em que pese os arrebatados pelos métodos científicos afirmarem que a ciência esteja avançando sempre para o recrudescimento de seus postulados acerca da origem material da vida. No entanto, as outras correntes do cientificismo aberto, com pés mais calcados no chão e com lógica consensual, comprovam, contrariamente, os gritantes erros e comédicos desacertos de seus colegas. E nada sai do campo da insossa teoria evolucionista legada por Darwin em relação ao enigma do homem, opostamente ao que de início esperavam encontrar em breve futuro os estonteados homens de ciência. Como resultado, muito se discute de evidências que não se evidenciam, muito se fraudam de montagens que não montam, e muito se afastam de postulados que não postulam (ver A História Secreta da Raça Humana – Michael A. Cremo e Richard I. Thompson onde dentre tantos desacertos, os autores também se referem às desonestas juntadas híbridas de ossos macacóides com ossos hominídeos para provar o que jamais existiu).

       Sem a menor dúvida Charles Darwin foi um homem especial. A dedicação e férrea vontade com que se meteu nessa longa e espinhosa empreitada de uma vida inteira, para descobrir segredos dos reinos e espécies e, principalmente, do homem, são dignas dos maiores reconhecimentos e elogios. Poucos pesquisadores até então haviam se lançado com tamanha coragem e desprendimento neste ingrato e laborioso trabalho como faria Charles Robert Darwin com peculiar energia.

       Conforme conta sua biografia, Charles Darwin, o quinto descendente de uma família de seis irmãos, nascera a 12 de fevereiro de 1809 em Shrewsbury-Shrospshire, na Inglaterra. Filho de um médico, Robert Darwin, e Susannah Darwin, Charles tivera a sorte de vir ao mundo numa família de posses e com folgada situação econômica, tendo sido educado dentro dos preceitos da religião anglicana que os familiares abraçavam. Seu pai atendia aos pobres e num daqueles verões quando Darwin o auxiliava foi mandado para a universidade de Edimburgo a fim de estudar medicina, que afinal abandonaria por se revoltar contra os métodos drásticos de tratamentos e cirurgias sem anestesias. Mais adiante, Darwin se interessaria por botânica e mais tarde faria um curso de geologia. Como seu pai achasse que ele poderia ser um pastor-clérigo, o mandou estudar teologia. No entanto, para sua vida profissional aquilo não lhe serviria para nada, e talvez animado pelas lições de botânica e estimulado na imaginação pelo seu professor de taxidermia (*) Josiah Wedgwood, um ex-escravo negro, que lhe passava muitas histórias cativantes sobre as florestas da América do Sul - e também, possivelmente, embora ele negasse, pela herança genética que traria de seu avô paterno na vocação e vontade de aprender sempre mais sobre a vida natural, uma vez que Erasmus Darwin, 1731 – 1802, médico, poeta e filósofo publicaria antes um tratado sobre ciências naturais, em que esboçava a teoria da evolução das espécies, segundo os caracteres observados - Darwin, aos 22 anos, partiria numa viagem a bordo do Beagle, em que conheceria meio mundo, incluindo em seu roteiro, claro, as Américas.
       (*) (termo grego que significa "dar forma à pele"; é a arte de montar ou reproduzir animais para exibição ou estudo. É a técnica de preservação da forma da pele, planos e tamanho dos animais – wikipédia).

     Conforme já nos referimos, na sua volta da viagem, mediante seus achados fósseis que os enviava regularmente para a Inglaterra e cartas que escrevia relatando o que pesquisava e aprendia, Darwin se tornou figura famosa. No entanto, apesar de suas originais experiências “in loco” durante sua longa viagem e pelas pesquisas que desenvolveria posteriormente, Charles receberia muitas outras influências de amigos da academia e de livres pesquisadores que gravitavam em torno de seu ciclo de atividades, bem como se impressionaria com aqueles de quem lia e relia as suas obras. Aquelas influências, ao longo de sua vida, sem dúvida o ajudariam a direcionar o pensamento e o levariam finalmente a apresentar publicamente suas conclusões que mais tarde o notabilizariam como reformulador dos conceitos naturalistas das espécies e do homem. 

        A obra acabada teria o perfil e histórico de Darwin por aquilo que por toda a vida vinha perseguindo e debatendo, mas foi igualmente notório o fato de ter adicionado conclusões de outros pesquisadores, como de Charles Spencer que consagrara antes de Darwin a expressão, a sobrevivência do mais apto, em sua obra “Princípios da Biologia”, bem como de Francis Galton seu primo, estudioso da natureza, que houvera viajado para a África e observado algumas etnias negras. Galton terminaria por escrever em 1869, a obra “Hereditary Genius”, e traria pela primeira vez o termo eugenia, significando experiências nas relações humanas para a melhoria física e mental das raças, que Darwin acabaria por incorporar a idéia nos seus escritos, embora diluída e subtendida.

       Sobre assuntos correlatos, temos aqui interessante artigo copiado da Wikipédia:
       “Alfred Russel Wallace, OM, FRS (Usk, País de Gales, 8 de janeiro de 1823 — Broadstone, Dorset, Inglaterra, 7 de novembro de 1913) foi um naturalista, geógrafo, antropólogo e biólogo britânico.
       Em fevereiro de 1858, durante uma jornada de pesquisa nas ilhas Molucas, Indonésia, Wallace escreveu um ensaio no qual praticamente definia as bases da teoria da evolução e enviou-o a Charles Darwin, com quem mantinha correspondência, pedindo ao colega uma avaliação do mérito de sua teoria, bem como o encaminhamento do manuscrito ao geólogo Charles Lyell.[1]
       Darwin, ao se dar conta de que o manuscrito de Wallace apresentava uma teoria praticamente idêntica à sua - aquela em que vinha trabalhando, com grande sigilo, ao longo de vinte anos - escreveu ao amigo Charles Lyell: "Toda a minha originalidade será esmagada". Para evitar que isso acontecesse, Lyell e o botânico Joseph Hooker - também amigo de Darwin e também influente no meio científico - propuseram que os trabalhos fossem apresentados simultaneamente à Linnean Society of London, o mais importante centro de estudos de história natural da Grã-Bretanha, o que aconteceu a 1º de julho de 1858. Em seguida, Darwin decidiu terminar e publicar rapidamente sua teoria: A Origem das Espécies foi publicada logo no ano seguinte.
       Wallace foi o primeiro a propor uma "geografia" das espécies animais e, como tal, é considerado um dos precursores da ecologia e da biogeografia e, por vezes, chamado de "Pai da Biogeografia".

       Este fato, entretanto, seria também contado de outra maneira, segundo a qual Darwin teria copiado os mesmos argumentos de Wallace, pois a correspondência de Wallace (algumas cartas) sumiu dos guardados de Darwin que ele preservava com muito cuidado. Mais tarde, Don Ospavat, um historiador, ao pesquisar documentos de Darwin na Universidade de Cambridge, constataria que a idéia inicial de Darwin, em 1844, registrada em seu pessoal rascunho, acerca da seleção natural, era bem diferente daquela informada por Wallace, concluindo que Darwin a teria mudado depois de ter conhecido a versão de Wallace.

       Além das críticas da igreja contra suas idéias, Darwin teve de enfrentar as oposições de alguns acadêmicos, a ira de leitores e as ironias e deboches de cartunistas de jornais, que com frequência o ridicularizavam apesar de a teoria da evolução não ter sido novidade e estar exposta na obra de Jean Baptiste Lamarck, “A Fisiologia Biológica”, publicada em 1809.

       Outra interessante história contada sobre Charles Darwin se refere aos seus momentos de reclusão, que quando doente era visitado por uma vizinha conhecida por Lady Hope, cujo nome seria Elizabeth Hope, que a seguir reproduzimos segundo original em inglês da Wikipédia, com nossa tradução:

John Collier's 1883 Portrait of Darwin (National Portrait Gallery)  A história de Lady Hope, apareceria pela primeira vez num jornal americano batista, o “Watchman Examiner” em 15 de agosto de 1915, precedida por uma reportagem de quatro páginas sobre uma conferencia de verão, acontecida em Northfield, que transcorreria de 30 de julho a 15 de agosto naquele ano de 1915:

       Decorria uma daquelas gloriosas tardes do outono, que algumas vezes nos deleitam na Inglaterra, quando fui convidada a entrar e sentar-me com o conhecido professor Charles Darwin. Ele permaneceria quase acamado por alguns meses até que lhe adviria à morte. Eu costumava achar, sempre ao vê-lo, que sua altaneira figura ostentaria um grandioso quadro em nossa Real Academia, mas nunca essa idéia pareceu tão nítida como nessa particular ocasião.
       Estava recostado na cama, vestido com um confortável roupão bordado, de cor púrpura acentuada. Apoiado em travesseiros ele se perdia com olhar distante nos longínquos cenários de árvores e campos de cereais que refletiam  a claridade de mais um daqueles maravilhosos pôr-do-sol que são as belezas de Kent e Surrey. Sua face e suaves formas pareceram emitir brilho de satisfação assim que entrei no quarto. Ele moveu a mão em direção da janela apontando para adiante, enquanto com a outra segurava uma bíblia aberta, que sempre estudava.
       - O que está lendo agora? – perguntei-lhe enquanto me sentava próximo à cabeceira da cama.
       - Hebreus – respondeu – ainda Hebreus. O Livro Real como o chamo. Não é formidável? Colocando então o dedo em certas passagens, fez comentários sobre elas.
       Eu fiz algumas alusões das consistentes considerações de muitas pessoas acerca da história da criação e sua grandiosidade, e os comentários deles dos primeiros capítulos do Livro da Genesis.
       Ele mostrou-se bastante consternado, seus dedos moveram-se nervosamente, parecendo que uma agonia o tomara. Então disse:
       - Eu era um jovem com idéias mal formadas. Lancei-me em inquirições, sugestões, questionando-me todo o tempo sobre todas as coisas e para meu espanto, as idéias se alastraram como fogo incontido. As pessoas fizeram delas uma religião!
       Ele fez pausa, e após umas poucas sentenças da “divindade de Deus” e da “grandiosidade deste livro”, olhando a bíblia que a mantivera segura, falou subitamente:
       - Eu possuo uma casa de verão cercada por um jardim onde há espaço para mais ou menos 30 pessoas. É para lá – apontou através da janela – eu gostaria muito que você falasse. Eu sei que você lê a bíblia nas aldeias. Amanhã à tarde eu gostaria que empregados das redondezas, alguns locatários e vizinhos estivessem por lá. Você falará a eles?
       - Sobre o que eu falaria?
       - Cristo Jesus! – respondeu em voz clara e enfática, aditando em tom baixo – e sua salvação. Não será o melhor tema? Então gostaria que cantasse com eles alguns hinos. Você carrega seu pequeno instrumento, não?
       Jamais esquecerei o maravilhoso brilho e excitação que lhe tomaram o rosto ao dizer-me isto, e acrescentou – se você se comprometer para as três horas esta janela estará aberta e saberá que estarei junto nos cânticos.
       O quanto desejei pudesse retratar um quadro daquele fino homem e coisas em redor naquele memorável dia!”

       A família negou com veemência, inclusive se manifestando publicamente, confirmando o agnosticismo de Darwin. Afirmavam que Lady Hope jamais estivera com Darwin. Porém esta versão foi ajustada para o fato de que em certa ocasião ela estivera no quarto com ele e sua esposa, mas Darwin se encontrava sentado numa poltrona ao invés de na cama, e nada disto fora conversado.

       Tudo é possível de ambos os lados. No entanto, Lady Hope inicia seu relato dizendo que fora convidada a entrar no quarto de Darwin, não mencionando por quem. Logo haveria outra pessoa no quarto ou fora o próprio Charles Darwin, a sós, que a convidara?

       E o que se poderia esperar do posicionamento da família? Imaginemos o prejuízo que este fato não desmentido causasse a reputação de Darwin, à sua família e à doutrina materialista por ele esposada. Portanto, o único caminho, a plausibilidade líquida e certa por tudo o que envolveu a vida científica de Darwin, seria sem dúvida o desmentido. A história, apesar de tudo, espalhou-se, e o que se sabe é que em nada afetou a idolatria de ardorosos céticos seguidores de suas idéias.

Rayom Ra
                                                              [ Prosseguiremos ]

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