quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Rosinha

 Siga o link para a história completa de Rosinha;https://arcadeouro.blogspot.com/2016/03/rosinha_3.html

Rosinha penetrara os caminhos do jardim parando diante de Áurea.

- Conte-me uma história alegre e bonita, Áurea! A roseira então começou: “Era uma vez uma rosa. Quando ainda botão, ardia em aspirações de logo abrir-se, mostrar sua formosura ao mundo, ser visitada por abelhas e beija-flores. Queria ver o sol, receber a saudação matinal e os sussurrantes galanteios da brisa. Queria e desejava contemplar do alto de seu fino caule as plantas rasteiras, pender-se e balançar-se em ostentação, abrir largos sorrisos de superioridade. Sonhava com a mão do jardineiro enlevado e satisfeito acariciando-lhe as pétalas, a orgulhar-se dela – a mais bela dentre todas!

E veio o dia em que a irresistível pressão da natureza excitou-a fazendo-a irromper de botão a rosa. E na medida em que suas pétalas cresciam se abrindo, ela procurava olhar para o céu, ver o sol, sentir as carícias do vento, sobrepor-se às plantas inferiores. Porém, sua visão embaçou e seu corpo inteiro foi arremessado com violência, quase sendo arrancado do pé. Naquele exato instante, em que nem ainda respirava direito o ar do mundo, um temporal de chuva e vento desabava e escurecia o céu. Raios e relâmpagos riscavam o espaço; trovões ribombavam assustadoramente; o furioso vento uivava carregando coisas com seus impetuosos açoites, e a custo ela conseguia manter-se presa ao pé. Naquela agitação, pode ver que era a única rosa que se abrira na roseira.

A noite veio e a tempestade diminuiu, porém chovia ainda e ventava. Ela só, tremendo e se angustiando, aguentava temerosamente aquele castigo sem ter ninguém com quem conversar ou amparar-se. Nem coragem reunia a fim de olhar para baixo em direção aos capins e plantas rasteiras, temendo uma vertigem e desfalecimento. Pela madrugada esfriou horrivelmente, ela trepidava e se encolhia, vendo, afinal, em certo momento de maior desespero, como embaixo as plantas rasteiras e os capins se acolhiam e se amparavam. E ela estava só e abandonada, ninguém se apiedava dela! Quem dera tivesse ali um amigo ou companheira para juntos suportar as intempéries. Sofria horrores, nem um minuto sequer de sua vida conhecera a alegria. Tolo orgulho, de que lhe servira se de nada lhe valia agora! Tivesse antes se despetalada, fosse lançada ao solo, se misturasse ao capim que pelo menos era unido e servido de alimento para um bicho!

Mas como não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe, a noite terminou e novo dia veio raiando. O céu mostrava-se agora de poucas nuvens - finas e insignificantes - deixando-se trespassar pela luz arroxeada, começando a ganhar tons róseos e belos. Ao ver o atraente dia que se anunciava, o desejo de viver com volúpia, e os sonhos sonhados, retornaram à sua imaginação. Veria o sol, sentiria a carícia da brisa da manhã, saberia realmente o que é a beleza de viver e se mostraria a todos!

Mal esses desejos começaram a ser acalentados e se preparava para receber os primeiros raios solares, uma mão firme segurou-a e afiada faca ceifou-a do pé. Uma dor súbita a entorpeceu e a enristou, e um grito abafado congelou-se. A mão trouxe-a, juntando-a a três palmas e ramos ciprestes. Imensa tristeza veio acompanhá-la, porém agora procurava se consolar por estar junto de outros. Um papel celofane os enleou, um barbante os amarrou e foram levados num só molho. Após curta viagem, em que nada viu, pode perceber, afinal, gente de todos os tipos, vestindo roupas escuras, chorando desesperadamente e dentro do cemitério iam seguindo ao enterro. A atmosfera de opressão e os uivos de dor feriam sua sensibilidade, ao mesmo tempo sentia sua própria vida ir aos poucos escoando. O sofrimento das pessoas a compungia e mesmo estando colada às palmas e ramos ciprestes não desejava consolar nem ser consolada, porque morria também.

O ataúde foi descido sob gritos e desmaios e a rosa e seus acompanhantes, despidos do celofane, viram-se arrojados para o túmulo, chocando-se à tampa da madeira, quase desfalecendo ao impacto. A rosa que já morria, foi de repente impedida de ver aqueles rostos tristes ou curiosos, ficando inteiramente abafada e sufocada sob a escuridão do túmulo que era lacrado. Inconformada de ter nascido para um fim tão inglório e injusto, ela soluçava. Logo o último suspiro arrancou-lhe a alma do frágil e sofrido caule e viu-se transportada para outro mundo, outra dimensão. Uma alva e fina mão, bela e formosa, segurou-a graciosamente e um nariz perfeito cheirou-a. A rosa olhou-se e viu que estava inteira, suas pétalas mostravam-se vivas e cheias de cintilações. Uma alegria invadiu-a e constatou não ter morrido. Ao seu consentimento telepático, a mesma mão retirou-a do caule sem qualquer dor, elevando-a com graça e poesia, prendendo-a cuidadosamente aos cabelos da linda moça que sorria, aquela há pouco deixada morta no ataúde. Era a ressurreição de ambas e o início de nova vida, sob as vistas e atenção dos anjos que ali as recebiam!”

-Puxa, Áurea, que história triste. Eu pedi uma alegre e bonita!

“Não, Rosinha, a história é bela. Não reparou como o sofrimento da vida quebrantou o orgulho da vaidosa flor? Não percebeu como, ao final, morrendo inglória e injustamente, segundo ela, veio a soluçar? As dores da vida purificam dos erros e os pungentes soluços fazem externar a sabedoria humilde da alma”

[ Extraído da obra Rosinha, por Rayom Ra, disponível por inteira em on line ou para downloads no site Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Elucidário de Oração de Força Eu Sou

* APRESENTAÇÃO *

Este elucidário foi por muito tempo utilizado no Grupo Esotérico de que participei. Foi manufaturado no formato de um manual a fim de que o estudassem para melhor entendimento da penetração da Oração e seus efeitos.

Entidades espirituais, no papel de guias e protetores, que no Grupo se manifestavam, sugeriam aos iniciados e participantes que a invocassem com regularidade para seus fortalecimentos em meio às lidas da vida e embates nos planos do espaço.

Foi-nos utilíssima ferramenta que muito nos auxiliou, juntamente com outros apelos e práticas orientados para o Grupo. Não é milagrosa, nem convulsiona as energias do praticante de uma hora para outra, transformando-o em mago da palavra e do pensamento, e nem substitui todo o conjunto de exercícios e disciplinas que elegemos para edificarmos escudos de forças ao redor de nossas auras. Mas tem um grande valor no seu momento de invocação, vindo adicionar parcela de energia e força, trazendo-nos autoconfiança.

Optamos por incluir no manual textos elucidativos dos Mestres Ascensos Djwhal Kuhl e Maha Chohan, deixando, como antes, a poesia Enigma da Luz bem como a poderosa e inestimável “Invocação Maior”, enviada dos planos superiores pelo Mestre Djwhal Khul, que deve ser invocada diariamente, se possível, da mesma maneira que orientamos para a Oração de Força Eu Sou.

A Oração de Força Eu Sou é poderosa e reconfortante, sendo invocada pelas pessoas que a tem em grande apreço e infalível companheira.

As afirmações que repercutem na alma de acordo com a intenção e postura mental-devocional, desempenham especiais destaques nos níveis que a compõe. E nestes níveis, destacamos três principais aspectos:

  1. Devocional – Quem invoca a Oração reconhece na Onipotente Presença todos os poderes, oferecendo-Lhe, em entrega, seus esforços e retidão ideal. Ao mesmo tempo, deposita-Lhe suas conquistas, fruto da prática de virtudes.

2. Polarizador - Enquanto reconhece, oferece e deposita, a pessoa abre seu coração para as respostas da Divindade presente nela própria, imantando-se dessa maneira, de Sua Presença.

  3. Esotérico – Há, basicamente, atributos de amor-sabedoria na intenção das virtudes, e estes atributos são peculiares e inerentes aos ensinamentos esotéricos de todos os tempos.

Evidente que a Oração de Força Eu Sou não é só depositária de quem julga ter conquistado os atributos e os poderes ali mencionados. Vimos através dela, afirmar essa condição em momentos de júbilo e desprendimento devocional como realidades e aspirações. As afirmações da retidão no uso de pensamento, palavra e ação, devem ser colocadas, em muitos casos, com o sentimento de, por exemplo: “...a partir deste momento, não mais critico, não mais firo, etc”, procurando-se não mais ceder às pressões do eu inferior.

A vida nos oferece, diariamente, momentos e oportunidades para renovarmos nossas atitudes rumo ao aperfeiçoamento. Assim, a Oração de Força Eu Sou atende a esses reclamos do Eu Superior, indistintamente. Neste modesto elucidário, procuramos demonstrar tanto quanto possível, de maneira resumida, alguns aspectos da sabedoria espiritual esotérica que se acham contidos na Oração, a fim de que possam todos ter melhor visão daquilo que realmente invocam e ofertam. Buscamos trazer à Luz das consciências, pensamentos que poderão ser úteis, na medida em que se façam reflexões da temática.

Sobretudo - fique bem claro – que a par e independente do estudo reflexivo que se possa fazer da Oração, pratiquem-na, regularmente, com a principal finalidade de auferir sempre de seus benefícios, por que a vibração sincera e devocional do coração, onde também habita o poderoso Eu Sou, atravessa todas as camadas que emolduram ao ego comunicando-se instantaneamente com a Presença Divina que cada um possui em legítimo legado do Pai.
///

* ENIGMA DA LUZ *

Seria iridescente raio,
Descobrindo invisível e infinito espaço,
Vindo, sabe-se lá de qual altura,
Que em serpenteante chama se transformasse,
De longa, longuíssima ardente cauda,
A penetrar os negros labirintos da mente,
enregelados,
Onde nem Teseu ousaria andar?

Seria, talvez, espectral imagem,
De extasiante vida angelical,
Qual pequeno sol, contido e arrefecido
para não queimar,
E mesmo assim pleno,
A pousar, como repousasse por instante,
E jorrar, como faz a manhã abençoada?

Ou seria, ainda, a outra – A Misteriosa Presença,
A crescer do seu Divino Habitat,
E, surpreendente, tocar, sacudir e tomar,
Fazendo tremer, num frêmito suave e colossal,
A petrificada humana parte, sua sombra,
Dizendo em profundo e retumbante silêncio,
Desperta, Eu Sou Luz!?
Por Rayom Ra

///

* INVOCAÇÃO MAIOR *

Da Presença Sublime em nossos corações,
Ó Cristo, ó Redentor,
Recebe a Chama Ardente de nosso grande amor!

Da Presença real que coroa as nossas mentes,
Ó, Cristo, ó, Potentado,
Acolhe a Luz nascente e o poder despertado!

Do tímido embrião da nossa inteligência,
Ó, Redentor, ó, Santo,
Fabrica o teu bordão, manda tecer teu manto!

Porque queremos fechar para sempre as portas ao mal,
Ó, Cristo, ó, nosso Irmão,
Mostra-nos tua face e estende-nos a mão!

Que a Luz, o Amor e o Poder do Pai,
Se manifestem por teu intermédio,
Sobre nós, em nós e por nós,
Eternizando o Plano sobre a Terra!
Amem!

///

* ORAÇÃO DE FORÇA EU SOU *

“DIANTE DE VOSSA MAJESTOSA E ONIPOTENTE PRESENÇA, ANIMADO(A) NA FÉ, FORTALECIDO(A) EM MINHA PRÓPRIA PRESENÇA DIVINA EU SOU, QUE É TÃO MINHA QUANTO VOSSA - VENHO PROSTRAR-ME AO VOSSO PODER INFINITO.


ANDANTE EU SOU. CONQUISTADOR(A) EU SOU. PRESENTE EM VÓS EU SOU. LIBERTO(A) JÁ SOU DO MEDO E DA IGNORÂNCIA. JÁ NÃO TEMO O DESCONHECIDO, A SOMBRA E O PORVIR.


EM MINHA MÃO DIREITA CARREGO A CANDEIA QUE ILUMINA A MINHA TRILHA, DESNUDANDO, ANTE MEUS OLHOS ATENTOS, AS FORMAS TURVAS E SOTURNAS QUE ILUDEM AOS INCAUTOS. AGORA EU SEI - ELAS NADA REPRESENTAM!

EM MINHA MÃO ESQUERDA CARREGO O QUE ME RESTA DE MEU FARDO DO PASSADO, QUE O TEMPO SE INCUMBIRÁ DE DISSOLVÊ-LO, LIBERTANDO-ME PARA SEMPRE. É MINHA HERANÇA, SÃO OS MEUS DÉBITOS!


EM MEU CORAÇÃO CARREGO ACESA A CHAMA IMORREDOURA DA VIDA - SUSTENTÁCULO MAGNÍFICO DE VOSSA PRESENÇA ETERNA EM MIM, MEU VERDADEIRO TEMPLO!


EM MINHA MENTE CARREGO O PODER RENOVADOR DO PENSAMENTO DINÂMICO, QUE SE FORTIFICA A CADA DIA, PROVANDO-ME A CADA INSTANTE QUE EU SOU AQUILO QUE QUERO E DESEJO SER. EIS O FIAT - O CRIADOR EM MIM!


MEUS PÉS SÃO FORTES, MEUS PASSOS RITIMADOS, MINHA VONTADE INABALÁVEL. PEDRA ALGUMA ME FAZ TOMBAR. NENHUM ESPINHO ME CORTA A CARNE SEM QUE EU NÃO POSSA EXTIRPÁ-LO! EU SOU FELIZ E SAUDÁVEL. EU SOU AMOR E ABUNDÂNCIA!

JAMAIS ME CURVO AO DESÂNIMO. SUSTENTO HOJE E SEMPRE VOSSA DIVINA LUZ. ELA ME ALENTA DIA E NOITE E JAMAIS SE APAGARÁ!


CREIO E NÃO DUVIDO QUE VÓS LEDES A TODOS OS MEUS PENSAMENTOS, ASSISTÍS A TODAS AS MINHAS DIFICULDADES E AFASTAIS DO MEU CAMINHO TUDO O QUE NÃO DEVO ENCONTRAR. SOMENTE ME DEFRONTO COM AQUILO QUE ME PERMITÍS DEFRONTAR. E COMIGO SOIS EM TODOS OS INSTANTES E MINHA VIDA, ASSIM COMO É UM IMENSO E LUMINOSO SOL NUM PEQUENÍSIMO E IRRADIANTE RAIO DE SUA PRÓPRIA LUZ!


NÃO MAIS CRITICO, NÃO MAIS FIRO. MINHA PALAVRA NÃO É MAIS ÁCIDA. MEU VERBO NÃO É AFIADO COMO O VERBO INIMIGO. SEI SILENCIAR. SOU AMIGO(A), SOU SINCERO(A) EM TUDO O QUE PENSO, FALO E REALIZO. MEU CORAÇÃO É BRANDO. MEUS SENTIMENTOS SÃO DOCES COMO O FAVO DO MEL. NÃO ME DEIXO ILUDIR PELA MALÍCIA ALHEIA. NÃO DEIXO PISAREM O MEU CORAÇÃO. SOU FIÉL DEPOSITÁRIO(A) DA LUZ E DA SABEDORIA QUE ME CONFERISTES. NÃO ME DESPOJAREI JAMAIS DESTAS JÓIAS INESTIMÁVEIS E INSUBSTITUÍVEIS.


AOS MEUS COMPANHEIROS DE JORNADA RESPEITO E ADMIRO. SIRVO-OS EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS POSSÍVEIS. DOU-LHES A MINHA LEALDADE E DE MINHA LUZ, POIS ELES SÃO PARTE DE VÓS COMO EU TAMBÉM SOU. SOMOS, PORTANTO, IRMÃOS!


À MINHA FAMÍLIA - FRUTO DO SANGUE HERDADO OU TRANSMITIDO - DOU TODO O CONFORTO E AMPARO MATERIAIS QUE MINHA CONDIÇÃO ME PERMITE. SOU, POR CONSEGUINTE, VOSSO(A) FILHO(A) DILETO(A), CUMPRIDOR(A) DE MEUS DEVERES DA TERRA E DO ESPÍRITO. ASSIM ME OUTORGAIS O DIREITO DE POSSUIR, USAR E SERVIR, DANDO CURSO PERENE, NA FORMA E NA APLICAÇÃO CORRETA DA LEI, DESTE MANANCIAL INESGOTÁVEL DE VIDA E MATÉRIA QUE PROVÉM DE VÓS.


POR TUDO ISTO, POR ME TERDES CONCEDIDO VIDA E CONSCIÊNCIA E PELO QUE AINDA HAVEREI DE POSSUIR MUITAS GRAÇAS VOS ENVIO. ASSIM SEJA!”


///

* ELUCIDÁRIO *

I. “Diante de Vossa Majestosa e Onipotente Presença, animado(a) na Fé, fortalecido(a) em minha própria Presença Divina Eu Sou, que é tão minha quanto Vossa – venho prostrar-me ao Vosso Poder Infinito”
.
A. “Diante de Vossa Majestosa e Onipotente Presença”.

Evidente que Deus é a Onipotente Presença, Onipresente, Oniabarcante e Todo-Poderoso. Assim não há dúvida a Quem é dirigida esta prostração de fé e devoção. No entanto, quem somos nós, ainda, para vermos Deus face a face? Por isso nos prostramos e aguardamos que, por um veículo nosso, Deus manifeste Sua Presença em nós.

O conhecedor sabe que possui em si este veículo, através do qual Deus fala-lhe, facultando-lhe captar as respostas e a sabedoria de todas as situações, além de transmitir-lhe força espiritual. Este veículo chama-se Eu Superior e Deus nele atua desde a sua chamada “Mônada” ou Espírito Puro.

B. “animado(a) na Fé, fortalecido(a) em minha própria Presença Divina Eu Sou que é tão minha quanto Vossa – venho prostrar-me ao Vosso Poder Infinito”.

A Presença Divina Eu Sou é o próprio Eu Superior, ou Alma Espiritual. Fortalecido neste veículo, quer dizer: em contato com, sintonizado, canalizando alguma força Dele. Um dia, quando plenamente nossa personalidade (eu inferior) crescer em virtudes (ou decrescer em vontade egocêntrica), como dizia São Francisco de Assis: “morrendo cada dia um pouco”, estaremos mais pertos de atingir a estatura dos Grandes Seres que passaram pelo mundo, por que estaremos muito mais conscientes do contato de Deus conosco pela Mônada, e através da Presença. Porém, essa estatura se atingirá aos poucos, mesmo que já se tenha feito o contato direto e permanente com a Presença – a meta mais imediata. Por isso, precisamos nos fortalecer Nela para crescer conscientes de Sua existência e poderes.

C. “que é tão minha quanto Vossa”.

Ou seja, a Presença Divina vem de Deus e é a Consciência Superior na qual viveremos um dia plenamente despertos, ainda que encarnados em personalidades. Entendamos o que nos diz o Mestre Djwhal Kuhl acerca deste assunto, em “Aprendendo com os Mestres”, editado pela FEEU:

“PRESENÇA DIVINA E PODEROSA PRESENÇA EU SOU"


"'1. PRESENÇA DIVINA (Eu Sou)
– Quando Deus Pai-Mãe concedeu a forma individualizada à Sua criatura, Ele outorgou-lhe um Ser Angélico, Guardião para essa individualidade. Esse Guardião traz em si potencialmente a Perfeição e a Sabedoria. Porém, a criatura feita à imagem e semelhança do Pai Criador, recebeu d’Ele o livre-arbítrio para vivenciar todas as experiências que lhe aprazem. E esse anjo Guardião, embora sempre presente, pois Ele acompanha esse filho de Deus desde sua primeira encarnação, está impossibilitado de influenciar o Seu protegido sem que haja a permissão deste. O Anjo Guardião é a Presença Divina. Ela pode estar bem próxima do homem ou afastada, flutuando no espaço, porém sempre ligada à Sua criatura pelo cordão de prata.

O corpo causal da Presença Divina traz em si todas as virtudes; torná-las atuantes depende simplesmente da vontade e exercício de cada um. Cada virtude que o homem consegue praticar e torná-la uma manifestação em sua vida qualifica no corpo causal da sua Presença Divina a luminosidade com a cor representativa para os humanos daquela virtude.

A Presença Divina leva até o coração o cordão prateado que sustenta o seu protegido e fica ancorado junto à Chama Crística ou o Poderoso Eu Sou. Esse cordão prateado também é o conduto para as virtudes já desenvolvidas no homem e acumuladas no corpo causal da Presença Divina. Essa é uma das razões por que sugerimos aos discípulos exercícios para buscar na Presença as virtudes, através das respectivas cores, e irradiar do coração a Cura, o Amor, a Verdade, etc. Através das projeções visualizadas dessas cores, conseguireis vos suprir e auxiliar os vossos irmãos carentes, porém lembramos-vos da necessidade do comando desse trabalho ao Vosso Mestre Interno.


2. PODEROSA PRESENÇA EU SOU
Em primeiro lugar senti em vossos corações o significado dessa expressão através do seguinte esclarecimento:
- Notamos, em algumas emanações de vida, uma interpretação errada para a expressão divina Eu Sou. O Eu Sou é um mantra sagrado, não podendo jamais ser confundido com o eu-personalidade. Quando nós e todos os demais Mestres Excelsos (Ascensos) colocamos que o homem deve dar o comando de sua vida e atos ao Poderoso Eu Sou, estamos nos reportamos à necessidade da entrega da vontade do homem ao Deus Pai, esse Beneplácito e Venerável Pai que vive imanente em seu coração, assim como é Onipresente em todos e Onisciente em tudo.

Esse esclarecimento se faz necessário pela má interpretação feita por alguns homens dessa expressão que gera nesses indivíduos um sentimento e uma enganosa auto-suficiência.
Garantimos-vos, que se atuardes dessa forma orgulhosa e meramente humana, ireis continuar a somar grandes frustrações e infelicidades às vossas vidas, já que estareis sendo comandados pelo pequeno eu personalidade e não pelo Eu Divino que é todo Sabedoria.

O EU é o Pai Criador. Ao criar a Sua criatura, o Seu Filho, o Cristo Cósmico, a Inteligência Ativa, Ele, o Pai, doou de Si Mesmo a Chispa Sagrada. E todas as demais criaturas humanas ou individualidades receberam e continuarão a receber essa doação da energia divina, projeção do Pai através do Cristo, que vai gerar energia de vida aos seus corpos até o momento de sua passagem. Essa Centelha Divina é a Poderosa Presença Eu Sou, o Cristo Interno, o Mestre Interno, ou o Homem Dourado. Trabalhar no sentido de ativar essa pequenina Chispa de Luz no coração é dever de todo homem encarnado. Essa iluminação granjeará ao seu possuidor maior compreensão para todo o intricado mistério da Vida. Atuando sob o comando do Cristo Interno, o homem encontrará o equilíbrio tão necessário para sua vida material. Todos os véus da ilusão e da ignorância serão descerrados para aquele homem que atingiu essa difícil meta.

3. O PORQUÊ DA EXPRESSÃO EU SOU
- Nas escrituras antigas encontrareis a palavra EU, que fala dessa Consciência Divina que está em tudo e a todos permeia. Veio o Bem-Amado Mestre Jesus, que compreendeu pela Sua Auto-Iluminação que o Pai estava presente n’Ele, e através d’Ele atuava. Compreendeu também, o Bem-Amado Mestre que o Pai está presente em todos os homens. E começou a ensinar aos seus seguidores, usando a expressão Eu Sou colocando a seguinte explicação: “Não sou eu que faço, mas o Pai através de mim. Eu Sou a ressurreição e a Vida".
Servidores, o Bem-Amado Mestre Jesus já tinha se alçado aos píncaros da Compreensão Iluminada e fazia essa afirmação com convicção, por que o Cristo estava desperto e atuante em seu coração. Ele, o amado Jesus, estava sob o comando do Poderoso Eu Sou, que é o Espírito Santo em ação através da inteligência do homem cristificado.

A expressão Eu Sou passou a designar para todos nós a Presença do Cristo, ou O Consolador, o Pai ou qualquer outra denominação que queirais usar para identificá-Lo ou adorá-Lo como a Poderosa Presença Eu Sou. Poderosa por que essa Luz é de um Poder incalculável para a pálida inteligência do homem e só poderão aquilatá-La aqueles que A atingiram. Essa iluminação, através do despertar do Cristo, é a vossa auto-realização e ninguém poderá vos concedê-La. Esse é o dever de todo o homem encarnado. Quando atingirdes esse Centro Sagrado, podereis afirmar com convicção: - Saí da noite escura da ignorância para o dia radioso da Bem Aventurança. Todas essas explicações serão realmente entendidas quando as vivenciardes como experiências em vosso interior”'.

D. “venho prostrar-me ao Vosso Poder Infinito”.

Prostrar-se, prosternar-se espiritualmente em intenção mental, em humilde e respeitoso reconhecimento e não, neste caso, lançar-se ao solo.

II. “Andante Eu Sou. Conquistador(a) Eu Sou. Presente em Vós Eu Sou. Liberto(a) já Sou do medo e da ignorância. Já não temo o desconhecido, a sombra e o porvir”.

Há no ser humano muitos mistérios. Alguns deles, entretanto, já vêm sendo revelados nestes tempos em que vivemos. Nessa linha, sabemos que a cabeça e o coração do homem são dois santuários. Na cabeça há dois centros receptadores de Luz que desce de nossa Presença Divina. A Presença Divina, conforme dissemos, não é algo separado do homem, mas ligada a ele interna e externamente. Cada um de nós tem na sua Presença a fonte inspiradora e reveladora que busca ensinar como nos elevarmos em consciência para a verdadeira realidade.

Reproduzamos o que nos diz o Mestre Ascenso Maha Chohan ao descrever como se dá a ligação da Presença Divina com a personalidade:

“(...) O ser inferior, o humano, recebe sua vida e consciência, sua luz e inteligência, seu verdadeiro ser, desta Presença Divina, por meio da torrente de pura luz branca, eletrônica, que desce do coração da Presença, fluindo, através da cabeça da forma física, para fixar-se em seu coração.

Esta torrente da vida e luz chama-se ‘“Cordão de Prata”’ (no Antigo Testamento encontramos referência em Eclesiastes 12,6). Este cordão penetra no vértice do crânio do corpo físico (onde se localiza a parte mole da cabeça da criança). Todos poderão constatar que colocando a mão no alto da cabeça, sentirão aí um calor adicional. No centro do crânio o calor é mais pronunciado do que dos lados. O Fogo da Vida penetra no corpo físico pelo centro do cérebro e flui até a glândula pineal (epífise) que ali está situada, dividindo-se em duas partes: uma delas desce pelo lado detrás do cérebro até a medula oblonga, na base do mesmo, de onde é emanada toda a vida, a essência de Luz que percorre a espinha dorsal e o sistema nervoso do corpo: outra parte desce por detrás da garganta onde vivifica o centro que distribui força e poder ao corpo (no lugar em que está fixada a língua). Vedes, portanto, que os homens deveriam conservar-se como nos primórdios tempos, quando toda substância e energia obedeciam à palavra falada (o Verbo) da ordem divina dada pelo Amor! Vós já ouvistes dizer que o homem, por falta de obediência às Leis da Pureza e Harmonia, “’ganharam o pão com o suor de seu rosto...”’

Esta torrente de Vida (de luz eletrônica) continua descendo até penetrar no coração, enraizando-se ali e dando ao mesmo o ritmo e a força que o fazem pulsar. Ela está ancorada no pequeníssimo ponto focal da Chama Trina [(A Chama Trina é um foco de Luz localizado no coração físico de todo ser humano e formada pelo azul (Poder) dourado (Sabedoria) e rosa (Amor)] e é o equilíbrio perfeito dos atributos de Deus-Natureza; Amor, Sabedoria e Força-Poder. Esta pequena Chama contem em si, igualmente, a Imagem da Perfeição da Individualizada Presença Eu Sou. Esta imagem vem a ser o modelo divino para cada emanação de vida. Algum dia, todo ser deverá atingir esta Perfeição (Deus-Consciência)...” (Santíssima Trindade – FEEU).

Portanto, quando Cristo dizia: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por Mim”, ele certamente se referia ao fato da necessidade da Presença Eu Sou atuar e crescer como Ser Crístico, que verdadeiramente é, para alcançarmos cada vez mais os poderes de Deus. E a propósito de Cristo, sabemos que se manifesta desde o segundo aspecto do Deus de nosso sistema solar, chamado de Logos, como imanta Sua Presença em todos os reinos da natureza, em cada espécie, estando imanente e transcendente dentro de cada ser evolucionante, ou Individualidade, através da Vontade, Sabedoria e Inteligência da Mônada ou Espírito Puro.

A. “Andante Eu Sou. Conquistador(a) Eu Sou. Presente em Vós Eu Sou”.

Fala-se aqui da Presença Eu Sou. Embotada no coração do homem, desde suas primeiras e rudes vidas, a Presença sempre esteve em si, conquistando pouco a pouco valores que iluminam a alma, preparando-o, através de suas muitas personalidades que encarnou, para ele próprio, conscientemente, buscar a libertação – ato último de sua peregrinação de aprendiz no cenário terreno. “Presente em Vós Eu Sou”, isto é, sempre Nele e jamais deixando de estar ligada ao Pai. Dir-se-ia, talvez: “Vós sempre presente, Ó, Imanente Eu Sou!”.

B. “Liberto(a) já sou do medo e da ignorância. Já não temo o desconhecido, a sombra e o porvir”.

O medo tem várias faces. Ele se oculta, se disfarça e ataca em momentos de invigilância, mas é, principalmente, alimentado pela ignorância. O eu-personalidade tem de orientar-se, estudar, meditar e agir. “Orai e vigiai”, é a máxima do Mestre que se enquadra com perfeição neste exemplo.

III. ‘Em minha mão direita carrego a candeia que ilumina a minha trilha, desnudando, ante meus olhos atentos, as formas turvas e soturnas que iludem aos incautos. Agora eu sei – elas nada representam!”

A. “Em minha mão direita carrego a candeia que ilumina a minha trilha, desnudando, ante meus olhos atentos, as formas turvas e soturnas que iludem aos incautos”.

Ao contrário da Luz, as trevas nada constroem. Deus cria, constrói, estabelece a meta e faz evoluir. As trevas, ainda que emanadas de Deus como naturais existências pela falta da Luz ou por declinações Dela, por si mesmas não conseguem resultados positivos. São o oposto de um plano criterioso: estabilizam-se, opõem-se ou se colocam na polaridade invertida, estando destituídas do dinamismo criador, características da natureza evolucionária. Se o homem nada fizesse para sua própria evolução, ainda assim o maravilhoso universo cósmico de Deus existiria com o mesmo esplendor e oposições naturais, pois o universo é impessoal e não depende da pequena vontade do homem. As trevas, portanto, existem por natural oposição à luz, por se colocarem na polaridade oposta.

Jesus já usava a metáfora da candeia para explicar sobre a luz e a escuridão, como em Mateus V-14,15 – “Vós sois a luz do mundo (...) nem se acende a candeia e se a coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa”.

O ser humano é positivo e negativo. Isto se evidencia pela dualidade de membros e órgãos. Fundamentalmente, o lado direito é polaridade positiva e o lado esquerdo polaridade negativa. Porém, cada meridiano do corpo precisa ter também seus opostos formando corredores de energia com ambas as polaridades dentro das leis universais integradoras. Vejamos alguns exemplos:

Braço e perna direitos: Na frente, polaridade positiva (+).
Atrás, polaridade negativa (-).
Braço e perna esquerdos: Na frente, polaridade negativa (-).
Atrás, polaridade positiva (+).
Hemisfério cerebral direito: polaridade positiva (+).
Hemisfério cerebral esquerdo: polaridade negativa (-).
Da mesma forma: olhos, rins, pulmões, etc., lado direito positivo, lado esquerdo negativo.

No próprio sangue humano existem glóbulos que realizam funções positivas e negativas, bem como hormônios, enzimas e outros elementos. É o ser bi-polar como o universo das causas fenomênicas. Deste modo, ao se acender a candeia enfatiza-se o ato da iluminação, que é positivo. No sentido oculto, Jesus se dirigia ao iniciado que acendeu a luz interna na mente, que “dá luz a todos da casa”, a todos os seus corpos espirituais, e espraia-se por quem o cerca. Ao estudarmos aspectos do carma individual, observamos nas linhas da mão direita sinais de transformações, ou seja, de qualidades já definidas, que são determinações presentes para vencer situações. São os aspectos positivos (ou o ativo da alma) que atuam ou devam atuar em momentos eletivos. Acresce que a candeia na mão do iniciado em assuntos esotéricos indica conquistas por sabedoria e ações.

Ao desnudar as formas turvas e soturnas que iludem aos incautos, realiza-se o conhecimento e afastam-se as trevas da ignorância, não se permitindo mais enredar-se na teia da ilusão – não sem lutas!

B. “Agora eu sei – elas nada representam!”

Não há dois poderes absolutos! Enquanto as trevas grassam em redor do homem vacilante, ele se envolve nas formas da ilusão e se desnorteia. Depois, ao nortear-se, vence-as, e prova serem elas absolutament6e impotentes diante da Luz! É a reafirmação do que foi dito no último parágrafo do item II.

IV. “Em minha mão esquerda carrego o que me resta de meu fardo do passado, que o tempo se incumbirá de dissolvê-lo, libertando-me para sempre. É minha herança, são os meus débitos!”

Se a mão direita indica as realizações do presente, a esquerda indica a herança cármica. Carma, do sânscrito Karman, significa ação, adstrita à lei de causa e efeito. É lei universal. E se temos débitos na balança reguladora, precisaremos adquirir créditos para o reequilíbrio. A mão esquerda, portanto, nesse aspecto, é passiva, assentadora dos atos passados, Para o peregrino que avança, tendo vencido principais etapas, é o que resta do fardo cármico de pretéritas vidas. Para tantos outros homens, não interessados em encurtar seus caminhos rumo à libertação do jugo material, são ainda páginas de um grosso livro.

V. “Em meu coração carrego acesa a Chama Imorredoura da Vida – sustentáculo magnífico de Vossa Presença Eterna em mim. Meu verdadeiro Templo”.

Já comentamos da Chama em nosso coração – a Centelha Divina – e da imagem perfeita da Presença Eu Sou. As afirmações acima reforçam essa realidade.

VI. “Em minha mente carrego o Poder Renovador do pensamento dinâmico, que se fortifica a cada dia, provando-me a cada instante que Eu Sou aquilo que quero e desejo ser. Eis o Fiat – O Criador em mim!”

O universo é o macrocosmo, o homem é a miniatura denominada microcosmo. Há, portanto, poderes do Criador no ser humano, como há no fantástico e profundo universo. A mente é uma prova disto. Ela cria e renova através do pensamento. E tanto mais o homem lute para se aproximar da Fonte Verdadeira - o Pai – maior será o seu poder de pensamento dinâmico renovador. Jesus disse: “aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas”. João XIV-12. E se “Eu Sou aquilo que quero e desejo ser”, Sou, portanto a Poderosa Presença que cria. Logo, o Criador - o Fiat do universo - é também Presença em mim!

VII. “Meus pés são fortes, meus passos ritimados, minha vontade inabalável. Pedra alguma me faz tombar. Nenhum espinho me corta a carne sem que eu não possa extirpá-lo! Eu Sou feliz e saudável. Eu Sou amor e abundância!”.

Buda, há 2500 anos, já orientava sobre a sabedoria de se trilhar o caminho do meio. Evidentemente ele se referia ao caminho dos opostos em relação ao mundo e ao caminho das energias positivas e negativas que precisam ser despertas nos corpos sutis do aspirante para um perfeito equilíbrio de forças. Em nenhuma circunstância devemos distanciar um extremo do outro sem que, depois, a natureza não venha buscar a compensação. É o equilíbrio que se manifesta justamente pela ação dos contrários. O homem que percorre as trilhas do caminho do meio deve observar sempre o equilíbrio, não se distanciando de seu ideal e não desprendendo os olhos da Luz norteadora.

A. “Meus pés são fortes, meus passos ritimados, minha vontade inabalável!!

Ao fortalecer os pés, isto é, caminhando com o saber, ritimando os passos, usando esse saber constante e equilibradamente, com vontade inabalável, não permitindo que nenhuma intempérie ou adversidade provocada pelo retorno cármico jamais o abale, e não abandonando o caminho, fatalmente ele atingirá a meta bem antes (milhares de anos) do previsto para a humanidade, tornando-se livre e liberto do carma.

B. “Pedra alguma me faz tombar. Nenhum espinho me corta a carne sem que eu não possa extirpá-lo! Eu Sou feliz e saudável. Eu Sou amor e abundância!”.

É a reafirmação das palavras acima, com o brilho adicional da ação corajosa. Nesta fase, para o já conhecedor, dificuldade alguma realmente o abala; ele transformou sua vida e adquiriu mais poderes sobre o eu inferior. Como resultado, o Eu Sou fala-lhe mais e atesta-lhe a verdade. Mas não é por isto que ainda deixará de encontrar abrolhos e espinhos. Entretanto, aos espinhos extirpará sem permitir que as feridas fiquem abertas. Ele as cicatrizará pelo exercício do perdão e amor.

C. “Eu Sou amor e abundância!”

É o que sente em seu íntimo. A cada tempo da caminhada, tendo vencido obstáculos impostos pelos erros do passado e pelas provas antepostas pelos seus mentores espirituais, o aspirante crescerá em amor e isso se transforma em abundância por que, se continua a doá-lo, o amor nunca cessa. É como uma fonte de água límpida que brota perenemente, e correndo por um leito vai recebendo de outras fontes e crescendo mais intensamente. A abundância nos atos amorosos, como a água bendita, inundará sua vida e todas as coisas em derredor se modificarão. Isto não é uma promessa, é uma realidade sentida por aspirantes e iniciados de todos os escalões da espiritualidade.

VIII. “Jamais me curvo ao desânimo. Sustento hoje e sempre Vossa Divina Luz. Ela me alenta dia e noite e jamais se apagará!”.

A. “Jamais me curvo ao desânimo”.

O tópico está em direta relação com o anterior que exemplifica sobre os pés fortes, o rítimo e a inabalável vontade. Vontade – ressalte-se – é o primeiro grande atributo da Chama de Deus – a Mônada – denominada também o Espírito Puro. A Mônada é a silenciosa vigilante, a vida primeva, nossa verdadeira existência como consciência.

B. “Sustento hoje e sempre Vossa Divina Luz. Ela me alenta dia e noite e jamais se apagará”.

Volta a Oração referir-se à Centelha Divina localizada no terceiro ventrículo do coração que no devoto conhecedor é cada vez mais ativa. Ela é, de fato, o alento e a verdadeira vida que jamais se apagará.

IX. “Creio e não duvido que Vós ledes a todos os meus pensamentos, assistis a todas as minhas dificuldades e afastais do meu caminho tudo o que não devo encontrar. Somente me defronto com aquilo que me permitis defrontar. E comigo sois em todos os instantes de minha vida, assim como é um imenso e luminoso Sol num pequeníssimo e irradiante raio de sua própria luz!”

Toda esta oferta de fé e sabedoria é dirigida à Presença Divina – a luminosa e irradiante Vida de Deus, ligada à Chama Crística do coração. É um corolário arrematado pela metáfora do Sol. A Presença Divina é realmente portadora de formidável radiência; daí também associá-la a um sol.

X. “Não mais critico, não mais firo. Minha palavra não é mais ácida. Meu verbo não é afiado como o verbo inimigo. Sei silenciar. Sou amigo(a), Sou sincero(a) em tudo quanto penso, falo e realizo. Meu coração é brando. Meus sentimentos são doces como o favo do mel. Não me deixo iludir pela malícia alheia. Não deixo pisarem o meu coração. Sou fiel depositário(a) da Luz e da Sabedoria que me conferistes. Não me despojarei jamais destas jóias inestimáveis e insubstituíveis!”

A. “Não mais critico, não mais firo. Minha palavra não é mais ácida. Meu verbo não é afiado como o verbo inimigo. Sei silenciar. Sou amigo(a), Sou sincero(a) em tudo quanto penso, falo e realizo. Meu coração é brando. Meus sentimentos são doces como o favo do mel. Não me deixo iludir pela malícia alheia. Não deixo pisarem o meu coração”.

Há realmente a necessidade de buscar aprimorar-se nas virtudes quando se entra no caminho da espiritualidade. O estudante do esoterismo, ou de qualquer outra escola do conhecimento espiritual, sabe o valor da palavra. Tão importante é a palavra, que as escolas esotéricas sugerem a seus estudantes treinarem o silêncio, a fim de se fortalecerem no Verbo. Se conseguirmos ver nosso irmão do mundo nunca como inimigo, em qualquer situação, então nosso verbo também não será afiado na crítica e nem a palavra será ácida. Mas se tivermos inimigos gratuitos e ainda assim nosso verbo não ferir, teremos realmente caminhado com proveito na árdua trilha. Notemos que, esotericamente, Verbo é o instrumento de criar pelo som vocalizado, e a palavra é a expressão ou linguagem articulada do Verbo. Um mantra é um som vocalizado com força para criar. É o Verbo no homem. A Bíblia diz em João I: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

Amizade, sinceridade, pensamento positivo, ação, sentimento doce; todos esses atributos devem já emoldurar o ego, ou estarem sendo trabalhados para permitir-se alcançar a verdadeira Luz. A Luz de nossa Presença Divina é suave e sutil. Tendo essa natureza, ela não consegue se manifestar em toda a sua glória em veículos rudes e grosseiros. Ela precisa encontrar corações harmoniosos e mentes receptivas para poder doar-se.

O estudante sabe que a luz do coração conduz à Sabedoria. Entretanto, a união ideal faz-se entre coração e mente, resultando na luz de Cristo que é amor-sabedoria. Por isso a afirmação: “não me deixo iludir pela malícia alheia, não deixo pisarem o meu coração”. Era o que Jesus fazia ao deparar-se com os hipócritas. “Raça de víboras”, dizia, sem permitir-lhes prejudicá-lo.

B. “Sou fiel depositário(a) da Luz e da Sabedoria que me conferistes. Não me despojarei jamais destas jóias inestimáveis e insubstituíveis!”

Conforme comentado na letra A, a Luz ao manifestar-se pelo Cristo Interno no coração traz consigo Sabedoria. Luz e Sabedoria Intuitiva são aliadas, e na alma são jóias inestimáveis e insubstituíveis. O conhecedor tendo-as experimentado, mesmo na fase inicial de sua identidade consciente com a Presença, não pode cometer atos que prejudiquem suas permanências. Ele sabe que há perigos na invigilância, que acarretariam o retorno da Presença ao seu plano de existência e com Ela os valores manifestados.

XI. “Aos meus companheiros de jornada, sirvo-os em todas as circunstâncias possíveis. Dou-lhes a minha lealdade e de minha luz, pois eles são parte de Vós como eu também Sou. Somos, portanto, irmãos!”.

A. “Aos meus companheiros de jornada, sirvo-os em todas as circunstâncias possíveis”

Como unidades de consciência estamos no orbe terrestre de passagem. Somos habitantes temporários e aqui vivemos em busca de experiências. Neste particular, somos companheiros de jornada. O conhecedor aprendeu que deve servir ao próximo em todas as circunstâncias possíveis, mas sem se prejudicar, nem prejudicar aos seus e à sua própria evolução. Pois cada um tem o seu carma pessoal junto daqueles com quem convive. Essa é uma lição muito difícil de cumprir se de fato se ama o próximo. Pessoas há que em seus processos evolucionários detêm fortemente o sentimento e o impulso de servir, que muitas vezes as levam ao sacrifício extremo por um amigo, parente e por estranhos. Porém, esses atos desprendidos e notáveis algumas vezes trazem-lhes prejuízos físicos, morais e financeiros. Isso, o conhecedor precisa saber como compensar, agindo com cautela, consultando sempre seu mestre interno antes de adentrar em situações imprevisíveis, a fim de não cometer erros. O ensinamento básico é servir em todas as circunstâncias possíveis, como diz a Oração. Ademais, nada nos obriga a sacrifícios extremos, e o auxílio estendido a alguém é uma oportunidade que temos de doar-nos e não uma obrigação imposta pelo carma. Muitos, no entanto, acham que auxílio e caridade é a busca febril por ajudar as pessoas necessitadas ou carentes a qualquer preço. Momentos para auxílios sempre nos aparecem, e se estivermos inclinados a fazer ou com possibilidades faremos, caso contrário novas oportunidades não faltarão.

Sucessivas vidas vão desbastando as grosseiras arestas do eu inferior. Depois, por veículos vários, vem o trabalho intenso e árduo da lapidação deste pequeno eu a fim de poder proporcionar ao Eu Superior manifestar a verdadeira consciência. Muitos fatores concorrem para que as experiências se realizem, a saber: renascimentos em determinados grupos étnicos, raças e nações; aprendizados múltiplos, diferentes culturas, etc. E, não obstante, são meros fatores – todos relativos. Não sabemos, em próxima vida, qual raça ou país nos abrigará devido ao carma. Portanto, muita calma e visão abrangente do mundo.

B. “Dou-lhes a minha lealdade e de minha luz”

Consoante o segmento anterior, no serviço ao próximo, o conhecedor mantêm a lealdade espiritual com que entende o propósito do Plano de Evolução do Criador. Os cuidados já aludidos anteriormente precisam, no entanto, ser observados para não incorrer-se em perigos e sofrer traições.

C. “Pois eles são parte de Vós como eu também Sou. Somos, portanto, irmãos!”.

Todo o ser humano, em qualquer quadrante do planeta, é nosso irmão. Deus onipotente é nosso Criador. Hoje, porém, devido à grande maioria destes irmãos estarem nessa jornada sem fazer arder a Chama Sagrada do coração, a qual, um dia, ardia-lhes com glória no passado primevo (antes que descêssemos à matéria), parecem-nos desligados dos propósitos de Deus. Estando a Chama encoberta por véus grosseiros tecidos pelas paixões terrenas, hibernada, por assim dizer e impedida de proporcionar-lhes claro saber e sentir, eles lutam entre si como adversários ou inimigos. Necessitarão, um dia, carregar também a candeia que lhes iluminará a trilha. “Não obstante, o conhecedor reconhece-os irmãos em que situação se encontrem”.

XII. “À minha família – fruto do sangue herdado ou transmitido – dou o conforto e amparos materiais que minha condição me permite”.

Como se diz: “a família é a célula-mater da sociedade”. No aspecto espiritual ela é o amparo dos homens e a oportunidade de almas para reativar suas relações de amor ou apagar antigos e mútuos débitos, consertando-se o que a paixão e o desamor houveram destruído no passado. A par disto, numa família harmoniosa fluem vibrações salutares que auxiliam a todos na evolução. Falamos do ideal na família, por que hoje a sociedade defronta-se com sérios problemas devido aos negativos reflexos vindos do berço familiar. Há maiores chances de um indivíduo exercer papel equilibrado na sociedade se, em casa, ele teve raízes fortalecidas na educação e nos bons exemplos.

O fator econômico tem também peso específico e é preponderante no todo familiar. E nisto pesa, e muito na balança cármica de uma nação, as injustiças na distribuição de rendas. Não sabem os homens de mando político e financeiro o que colherão em seus carmas pelo uso indevido e pessoal do dinheiro que deveria ser um bem de todos. E o homem sobrevive pelos ganhos de seu trabalho, da mesma forma que toda a sua família. Então a prioridade em assuntos materiais é o trabalho. Assim o conhecedor ampara a família aplicadamente, tanto quanto sua condição lhe permite, não deixando faltar-lhe o essencial, cercando-a de todo o conforto possível.

XIII. “Sou, por conseguinte, vosso(a) filho(a) dileto(a), cumpridor(a) de meus deveres da terra e do espírito. Assim me outorgais o direito de possuir, usar e servir, dando curso perene, na forma e na aplicação correta da Lei, deste manancial inesgotável de Vida e matéria que provém de vós!”.

Este segmento tem relação com o tópico XII. Então vejamos: falamos da família e dos deveres com ela. O conhecedor sabe dos efeitos da máxima de Jesus: “Buscai nos céus e tudo lhe será dado por acréscimo”. Se ele busca realmente, nada lhe faltará. Claro que as soluções não lhe virão às mãos gratuitamente. Ele precisará, como os seus irmãos do mundo, ir à luta para encontrar o que lhe sirva, mas carrega em si a certeza de que jamais estará abandonado e sua busca acabará abençoada. E tanto mais obtenha em termos de ganhos, deverá possuir, usar e servir desapegando-se da ilusão destes mesmos ganhos. A usura é prejudicial à sua vida e progresso espiritual e ele procurará ser generoso com os que menos possuem.

Sob o aspecto espiritual, tendo evoluído e adquirido saber e força, ele atenderá aos menos favorecidos, servindo-os com amor-sabedoria. Desta maneira, em ambos os aspectos – o material e o espiritual – o conhecedor viverá na forma e na aplicação correta da Lei (universal). Por conseguinte, estando firme no caminho é um filho dileto.

XIV. “Por tudo isto, por me terdes concedido Vida e Consciência e pelo que ainda haverei de possuir, muitas graças vos envio. Assim Seja!”.

Aqui a gratidão. Deus concedeu-nos Vida e Consciência com as quais temos a capacidade de compreender coisas separadas e em conjuntos, porém mais ainda haveremos de possuir.

O mundo é uma escola. Nas lições por que passamos graduamo-nos pouco a pouco. Vida após vida estamos aprendendo e nos preparando para o futuro. O mundo de Deus é imenso. Na realidade, existem sete grandes mundos ou planos de existência que nos separam de nosso objetivo nesse sistema solar. O mundo material é o de maiores provas e sofrimento, mas tão logo a Presença Divina passe a nos guiar, com nosso consentimento, nossas dores diminuirão e as feridas cicatrizar-se-ão. Para muitos estudantes e praticantes da espiritualidade isso já acontece, por isto ensinam e pregam com a experiência vivida. Mas sabemos que toda a humanidade, daqui a milênios, obterá a redenção. Então, terá sido alcançado o objetivo no mundo material ou físico. Entretanto, os que se adiantam não desejam esperar. Suas almas anseiam pela liberdade, querem sentir e viver a verdadeira vida, aquela sem injustiças ou sofrimentos acerbos. Por isso caminham na vanguarda e abrem veredas aos irmãos que vêm atrás.

Vida e Consciência, tanto maior seja a vivência de uma e o alargamento qualitativo da outra, mais se aproximarão e se fusionarão numa só forma, num ser iluminado por sua Mônada – o Puro Espírito. Daí a reafirmação: “pelo que ainda haverei de possuir, muitas graças Vos envio.
Assim Seja!”.
De Rayom Ra
[Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos]
[ Os textos de Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

terça-feira, 2 de junho de 2009

Juízo, Afinal

O reinado vem ao seu final,
As inclementes trevas de Satan,
Que à Terra impregnaram,
Voltam-se aos seus!
Hediondos homens transpirantes de horror,
Cheirando suores da Besta!
Bocas impuras, mãos sanguinolentas,
Possuídos, deteriorados!
Amantes do desamor!
Vivei, oh, servidores do mal,
Os vossos derradeiros dias!
Dizei a vós, aos vossos,
Ao negro deus que adorais,
Que vossas missões ao termo estão a chegar!
Jurai, ainda assim, fidelidade,
Porque as sombras são as vossas moradas!
Ouvi, ao longe, os rumores,
Dos clangores,
Os Arautos a tocar!
Tocai, tocai, Arautos, as vossas trombetas!
Fazei tremular gloriosos estandartes!
Anunciai aos homens de Deus,
A nós, que vos aguardamos,
Que os tempos chegados,
Enfim vão terminar!
A Luz para sempre triunfará,
Sob os raios já vibrantes,
Da Era de Aquário!

De Rayom Ra

[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

Bala Perdida

Bala perdida zunindo no ar,
De chumbo, perfeita; é comum; é letal!
Artefato explosivo, perigo nas mãos,
De um feroz João Sem Alma,
Inimigo da vida!
Projétil do mal que o Brasil também faz,
Tormento de homens que têm coração,
E dos filhos e jovens que amam a vida!
Objeto comprado de alguém sem pudor,
Traidor de seu sangue, o amigo, a nação!
Pobre do Judas só trinta levou,
Hoje é mais, são bem mais,
Quem dá mais?

De Rayom Ra

[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

sábado, 30 de maio de 2009

Nossas Vidas Atômicas – VI (final)

Mesmo depois da fragmentação de Atlântida, os povos que se formaram posteriormente, foram constituídos daquelas mesmas almas que habitaram o continente. Houve tanto populações com misturas e caldeamentos de vários grupamentos étnicos, como civilizações gloriosas de etnias mais apuradas pelos mentores das raças, desenvolvendo culturas mais avançadas que deram impulsos aos valores humanos.

No entanto, todos os povos e civilizações sempre se viram às voltas com a contaminação das forças negras que jamais deixaram de assolar os seres humanos. A magia negra sobreviveu pelos milênios, estimulada pelo mal que continuou a aportar em nosso planeta. Sempre que os desregramentos morais e as práticas desenfreadas da sexualidade se espalharam nos impérios faustuosos, viriam demarcar o início do fim. Sempre que isso aconteceu, os impérios que já se autodestruíam moralmente tiveram seus territórios invadidos por povos conquistadores sedentos de sangue e vinganças, ou sofreram seguidas destruições por fenômenos naturais. E em todos, o domínio do mal e as práticas da magia negra estiveram presentes como componentes influentes para a inversão dos valores.

A grande maioria dos seres humanos trouxe heranças cármicas da Atlântida. Os átomos que formam os tecidos dos corpos espirituais estiveram contaminados com a energia destrutiva do elemental produzido pela magia negra largamente praticada, o que vem demandando muitos milênios para ser expurgada a custa de sofrimentos físicos e morais. Esse elemental, entretanto, veio sendo recriado regularmente pelas novas e constantes práticas da magia negra, onde os sacrifícios humanos e de animais, os rituais devassos e satânicos fazem exudar a energia inferior transmutada para suas forças repugnantes. Além disso, os adeptos trabalham constantemente toda a sorte de iniquidades, violência e crimes pelo mundo, que são poderosas ferramentas aprisionantes das almas, assim conseguindo acumular mais energia inferior de que necessitam. Dessa maneira, a energia destrutiva veio novamente rearticular os mesmos átomos que a cada reencarnação novamente se reagrupam nos corpos sutis daqueles que aderem às antigas e demoníacas práticas.

Os átomos residentes em nossos corpos denso e espirituais são inteligentes e desenvolveram uma linguagem de comunicação entre suas coletividades em seus campos de ação. Há uma verdadeira hierarquia de átomos nos corpos humanos tanto do bem quanto do mal. Não é somente pelo fato de pessoas serem religiosas ou adeptas de escolas do ocultismo que estarão livres e libertas das ações das forças destrutivas dos átomos malignos. Esses átomos contaminados há milênios, residindo nos interstícios das moléculas que lhes servem de quartel, distribuem-se por todo o organismo espiritual. E mesmo aqueles átomos que não são comandados pela energia destrutiva dos evos atlantes, se reforçam com outras energias dissonantes, produtos das más ações e maus pensamentos do ego humano. Não é sem razão que todas as religiões oficiais e renomadas organizações esotéricas, pautam suas instruções com normas de procedimentos a fim de não municiar ainda mais aos átomos destrutivos com energias inferiores.

Essas normas básicas, e outras sugeridas conforme o candidato a uma nova vida se disponha a avançar, se postas em verdadeira prática virão aos poucos alterar e inibir o vigor e o fluxo das forças atômicas atrelantes de sensações de baixo teor vibratório, e que empurram o ser humano para baixo criando o seu inferno astral.

As pessoas de fortes paixões desregradas estão dominadas por categorias de átomos aprisionantes, que possuem áreas específicas de ação onde há átomos líderes de grupamentos de células. A energia corrente em seus corpos astrais constituem certas formações que se configuram em réplicas mal feitas de seus corpos físicos, que se externam e se locomovem em derredor como algo independente. Essas formas auto-criadas detém átomos tão iguais quanto aos que as pessoas trazem em suas contexturas espirituais, pois seu magnetismo atrái dos ambientes saturados e de pessoas de iguais vibrações, átomos semelhantes. Ou os átomos transitam das formas criadas artificialmente para os corpos espirituais das pessoas nessas condições, por conduto das auras contaminadas.

Rituais de magia negra com imolações de animais e orgias sexuais produzem novas formas elementais de grupamentos de átomos destrutivos, que são lançados sobre as auras de vítimas encomendadas, levando-as a baixar seus padrões vibratórios e assim permitir que outros átomos inferiores ingressem no sistema de seus corpos e permitam a sintonia mais freqüente com seres malignos que se aproximam. Os átomos destrutivos recém-chegados procuram de todas as formas dominar as emoções e os pensamentos das vítimas, estimulando aos atos e hábitos diversos e perniciosos, a vícios de alcoolismo e drogas, como a paixões incontroladas, produzindo com isso doenças ou infernizando suas vidas familiares e profissionais. Os átomos malignos que já existiam nos corpos espirituais contaminados se vêem reforçados pela ação visitante e aumentados em suas colônias, passando também a trabalhar com maior desenvoltura, justamente para dominar de vez os sistemas orgânicos e comandar as vontades dos egos.

Religiosos, esotéricos, umbandistas, se praticantes convictos e atentos, detem recursos imediatos e práticos para combater essas invasões obsessoras que se aproximam perniciosamente, afastando as ameaças.

Entretanto, há doenças que emergem nos seres humanos independentemente de qualquer outra ação externa, pois são o resultado das energias corrosivas dos átomos, mantidas prisioneiras em suas almas, mas que precisam ser drenadas. Eis porque há doenças cármicas jamais curadas, porém aliviadas em seus males por uma vida de auxílio ao próximo. Outras há que podem ser curadas. Nesse particular, o câncer cujas causas orgânicas se revelam como um desequilíbrio dos elétrons nos interstícios de moléculas dos tecidos dos corpos espirituais, pode do mesmo modo ser curado ou combatido com sucesso pela espiritualização. As novas energias com que o espiritualista convive em seus trabalhos espirituais desarticulam as colônias dos átomos infectantes e recuperam a saúde de células cancerígenas.

Se a medicina oficial já consegue avanços sobre a cura do câncer por medicamentos mais fortes e inibidores, as causas podem não ter sido atingidas e o mesmo câncer vir retornar em vida futura para o necessário dreno dos corpos mentais, astrais e etéricos dos afetados. No entanto, há casos em que o dreno das energias corrosivas já estaria se esgotando do carma individual e a cura total ou parcial através da medicina pôde ocorrer.

Há, enfim, inúmeros casos envolvendo carmas que não dariam para enumerar ou exemplificar, mas em todos eles os átomos são os veículos da materialização do mal, segundo a vontade e liberdade do indivíduo ao realizar os vínculos com as situações comandadas por energias destrutivas.

De Rayom Ra.
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Dúvidas e Ceticismos Sobre a Bíblia, Sempre - I

Os aspectos religiosos foram no passado relativamente aceitos sem muitas discussões, muito embora sem provas concretas suficientes, mas com os historiadores dando crédito material aos textos bíblicos quando identificavam cidades ou locais fisicamente conhecidos ou não.

Hoje, porém, esta visão mudou e conturbou completamente uma possível coerência no processo histórico, sob cujos desdobramentos os textos bíblicos em diversas ocasiões convergiriam. O que mais causa divergências e cisões entre arqueólogos, sociólogos, historiadores e pesquisadores são as diferentes constatações de que as culturas dos povos se teriam desenvolvido em períodos não coincidentes com aqueles asseverados pelos textos bíblicos. Em alguns casos, se afastam de tal forma dos relatos religiosos que robustecem ainda mais a colocação dos argumentos díspares de quem diverge. Mesmo o Egito não escapa do esquadrinhamento de fatos imprecisos ou inexistentes e que produzem hiatos na sua memória arqueológica, por não existir elos seqüenciais de elementos concretos corroborantes com as narrativas bíblicas.

De Adão historicamente nada se pode comentar, exceto que o texto bíblico descreve propositalmente o paraíso no lugar onde existiu a antiga Mesopotâmia. O que Adão teria realizado não é cabal nem procedente, mesmo porque quase nada é dito de seus hábitos em comum com Eva no Jardim do Éden. A única trilha a seguir no contexto religioso é aquela deixada por seus descendentes até Noé. Não há, portanto, conteúdo em Adão e Eva como personalidades, sobre as quais se pudessem analisar e inferir racionalmente como a história necessita.

De acordo com meus cálculos, o começo da povoação da terra com Adão e Eva teria acontecido a aproximadamente 6045 anos, cifra esta que considero insignificante perante os anais universais e cronologia humana. Julgo, porém, que o cálculo judaico de 5768 anos, dessa mesma distância de pólos humanos, possa ser explicado pela sabedoria milenar cabalística. A data popularmente fixada do início de seu calendário é a de 07 de outubro de 3760 a.C., o que não muda a espinha dorsal de meus cálculos, pois atingiria os 653 anos que Adão ainda viveria até atingir 930 de idade. Porém, a cabala caldeu-hebraica mantém tradições herméticas onde se guardam explicações mais profundas não só dos sistemas numéricos relacionados com as forças divinas, como crônicas e livros sagrados de uma sabedoria antiqüíssima.

Teria sido a Mesopotâmia realmente o Jardim do Éden? Que a Mesopotâmia foi o berço da civilização dos povos do oriente médio não há dúvidas. Muito embora ramos étnicos semíticos tivessem alargado o círculo de seus grupamentos nômades para mais além dos rios Tigre e Eufrates, é inegável a influência por eles recebida dos povos culturalmente adiantados viventes na Mesopotâmia.

Noutro texto já citei os sumérios de cuja cultura sócio-religiosa surgiria mitologia plena de lendas. Ligavam-se essas lendas em muitas instâncias ao aparecimento do homem na Terra, aos deuses cósmicos e terrenos e as suas constantes lutas decorrentes da dualidade bem-mal. Adotaram cultos e crenças politeístas, códigos morais disciplinadores de bens e valores, mas não organizaram propriamente uma religião sobre bases espirituais. Os deuses representavam forças naturais e cósmicas, e os sacerdotes estabeleciam critérios temporais em seus cultos, pois segundo consta os sumérios não se preparavam para a morte com as mesmas noções de paraíso e inferno externadas por outros povos, como, por exemplo, os gregos e egípcios. Mesmo assim, possuíam muitas noções de valores transcendentais ao mundo material, inclusive realizando rituais de magia e oferendas aos deuses com base nas afinidades astrológicas.

Em virtude desses fatos, acredito ser altamente improvável não terem conhecido também a crença da reencarnação e de regiões suprafísicas, onde as almas lá permanecem entre uma e outra interpolação na matéria. Essas crenças, no entanto, já eram profundamente conhecidas das religiões orientais quando tratavam do carma e de seus efeitos retroativos aos bons ou maus atos praticados na Terra.

Todavia, o Gênesis bíblico ao prefaciar em poucas linhas o Velho Testamento com a criação da natureza terrena e humana, sob uma cosmogonia bastante resumida, não explicaria o necessário, deixando aos historiadores e pesquisadores modernos uma única saída a fim de tentar entender a razão e o sentido de tal revelação. E como os operadores das ciências materiais são na prática inerentemente agnósticos ou ateus, o concretismo é a única e perfeita razão de suas pesquisas.
Mesmo reconhecendo no ser humano uma psique reveladora de sensações, pensamentos e toda a sorte de emoções, não é competência das ciências anelar filosoficamente algo imaterial sobrepondo-se ao material. Nem atribuir um Deus invisível e intangível a quem a psique, anima, ego ou superego instintivamente reverencia, se dobra e oferece segundo sua cultura. Na realidade, permeia-lhes a alma física do anacronismo que procuram exorcizar com esforço racional e tecnológico.

E não obstante, um inevitável paradoxo os obriga a seguidamente reconhecer um paradigma invariável, persistente e inexplicavelmente constante com a inclinação humana, que vem revelar sempre na alma dos povos a imorredoura certeza a algo invisível e superior a todas as demais vidas e forças da natureza. Dessa maneira, partindo das crenças de genealogias dêiticas de povos pré-existentes aos judeus, a pesquisa procurou analogias e paralelos para entender a cosmogonia bíblica. E não foi difícil encontrar coincidências no Gênesis bíblico com os relatos mitológicos sumérios.
                                                                   [ Segue ]
Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]

Dúvidas e Ceticismos Sobre a Bíblia, Sempre - II (final)

Evidenciava-se que os sumérios tinham chegado à Mesopotâmia antes do povo judeu, subjugando com suas milícias e adiantada cultura os semitas ali viventes, conforme já anotei. Alguns registros históricos apontam 10.000 anos de existência da civilização suméria; outros levantam suspeitas e suposições de que esse tempo possa ser maior, puxando a lenda do Jardim do Éden para um período ainda mais recente. Os cananeus, que anteriormente viviam pela região da Mesopotâmia, seriam antes da invasão suméria pequenas e esparsas tribos semitas que não podiam representar uma influente cultura. Mas somente após o êxodo do Egito, e com a civilização suméria decaída e fragmentada, que os judeus teriam chegado a Canaã dos cananeus na Palestina com sua força militar e religião monoteísta, lá se instalando. Admite-se que os cananeus, nessa época, já utilizavam o termo hebreu para designar seu ramo étnico, que os judeus somente após a conquista de Canaã absorveriam e adotariam. Portanto, hebreu antes do êxodo, não seria somente epíteto de especial ramo semítico israelita conforme atribuíam a Moisés e ao povo judeu escravo no Egito.

Além disso, o hebraico é um idioma muito mais antigo, originário da África e lá existente há mais ou menos 8.000 anos a.C., levado para a Ásia e depois falado tanto por fenícios como por cananeus. Sua forma escrita, mais tarde trabalhada pelos rabinos judeus que lhe introduziriam sinais massoréticos, estabelece similitudes com o aramaico falado por Jesus e alguns povos da antiga Palestina e Mesopotâmia. Desse modo, os sumérios teriam sido muito anteriores aos judeus do Velho Testamento e não poderiam de forma alguma se revestir com um proselitismo judaico, senão o oposto visto a cultura politeísta suméria, durante milênios, ser a mais forte e assimilada forçosa ou casuisticamente pelos povos espalhados desde a Síria Oriental até a Mesopotâmia.

Apesar de alguns historiadores serem cautelosos num julgamento definitivo sobre a realidade ou não da existência dos patriarcas bíblicos, outros demonstram o mais profundo ceticismo quanto ao fato. No entanto, grande número de pesquisadores no mundo inteiro está interessado unicamente em comprovar a veracidade dos relatos bíblicos sem preconceitos. Achados arqueológicos têm sido para uns a via única comprobatória de falhas e inverdades dos relatos do Velho Testamento. Duas conhecidas correntes de estudiosos, nos Estados Unidos e na Europa, divergem em vários pontos sobre critérios interpretativos dos elementos arqueológicos coligidos.

A Maximalista se apresenta não radical, comedida, postulante da aceitação de fatos bíblicos como sendo históricos desde que não possam ser contestados nem sejam comprovadamente falsos. Já a corrente Minimalista desconsidera e julga falsos os fatos onde não haja evidências possíveis de comprovação.
A mim me parece haver grande precipitação dos Minimalistas em julgar fatos bíblicos desta forma, pois dificilmente há consenso ou absoluta certeza de uma amostra arqueológica ou documento histórico serem eminentemente comprobatórios de mentiras e enganos, ou suficientes de per si para conclusões definitivas.

Por outro lado, a arqueologia não encontrou ainda meios para definir uma data precisa, ou o mais aproximado possível, de quando definitivamente o dilúvio teria ocorrido, se de fato ocorreu conforme diz o Velho Testamento. Cientistas são categóricos em afirmar que pelos estudos dos solos, acidentes geográficos e condições ambientais de muitas regiões dos continentes, até o momento não há indícios de que há milênios tenha de fato acontecido uma inundação daquela magnitude.

Estudos acurados indicam também que seria impossível a natureza provocar inundação de uma só vez em todo o planeta, cobrindo montanhas, oceanos, mares e rios em somente quarenta dias de chuva. Mesmo chovendo mais do que quarenta dias, se verificaria aumento de volume ínfimo de água por toda a Terra, embora para nós esse mesmo volume viesse a se revelar assombrosamente grande. Ademais, segundo ainda afirmam homens das ciências, a natureza, além de tudo, não reúne condições de formar tanta elevação de nuvens que possa precipitar uma inundação em escala planetária.
O Noé bíblico, tanto quanto Abraão, Jacob, José e Moisés, são reconhecidos e respeitados pelo Islam que, principalmente, consideram Abraão um muçulmano da maior envergadura. Esta atribuição se deve por sua aceitação e fé a um Deus único, pois nos tempos dos patriarcas não existia ainda cristianismo ou islamismo.

A maior das polêmicas envolve a criação da Bíblia. A tradição sacerdotal (a mesma que religiosa) atribui a Moisés a autoria dos cinco primeiros livros. Investigadores rechaçam a existência de Moisés, sua origem hebraica e todos os seus atos fantásticos praticados no Egito e fora dele, obedientes à vontade do Deus de Israel. Os fatos concatenados pela arqueologia e pesquisadores não seqüenciam uma relação histórica conducente ao libertador hebreu.

A história não desata e os religiosos somente repetem a Bíblia. Neste ponto, as duas correntes são inconciliáveis, mesmo por que o religioso crê, imagina e se satisfaz. A história, ao contrário, manuseia, tange, rearticula e procura comprovações sem o quê nada pode guardar, afirmar ou restabelecer. E as discussões continuam.

De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ontem e Hoje, Deuses e Ceticismos

Na cronologia histórica o monoteísmo não determina um final à existência de deuses solares. Nenhuma crença ou nova verdade pode apagar todas as verdades anteriores ou as substituir para sempre. Muito menos em se tratando da humanidade e seus períodos de evolução cíclica de consciência.

O monoteísmo egípcio já aparecera antes do monoteísmo hebreu com Amenophis IV, o fundador do culto a Aton, chamado também de Amenhotep IV ou Akhenaton, sem que os altos sacerdotes egípcios propagadores do monoteísmo, entendessem que o banimento dos deuses criadores, substituídos pela gestão de um único e absoluto deus solar, seria para sempre. Sabiam que não seria simplesmente dessa maneira porque eram iniciados nos verdadeiros mistérios e conhecedores das funções dos deuses.

Moisés ao implantar o monoteísmo hebreu e tentar estabelecer uma religião racial única e especialmente revelada para seu povo falhou nessa intenção, por três principais e incontornáveis motivos. O primeiro, foi de precisar estabelecer leis morais e sociais; o segundo, foi de precisar construir uma arca e montar uma tenda para Deus; e o terceiro, foi de precisar introduzir um culto de magia. Houve, nesses eventos, não só a inserção dos hábitos sócio-religiosos da milenar cultura egípcia, como de práticas de sacrifícios e imolações animais já antes utilizadas em rituais de povos politeístas. Não existiu, portanto, a originalidade absoluta de um credo monoteísta judeu como pretendido, mas sim casuísmos. A bem da verdade, o Egito sempre esteve presente na alma de Moisés e dos hebreus e jamais deles se apartou, não importando o fato da troca de um panteão de deuses para uma só e absoluta divindade.

Entretanto, o monoteísmo criaria raízes e grassaria por todo o oriente médio e mais tarde fundamentaria a própria religião cristã espalhando-se pelo mundo.

Na versão esotérica da criação, os deuses solares estiveram e estão sempre presentes na Terra. O politeísmo, na realidade, nunca foi descartado das hostes criadoras de todos os reinos. A máxima budista de que não há um Deus, - mas deuses criadores, - desapareceria diante das pregações religiosas monoteístas, embora os fundamentos das existências do universo e de nosso sistema solar sempre evocaram um Onipotente, no que concordam os budistas com esse pensamento brahamânico.

Ou seja, há o Imanifesto e Impronunciável, o Ininteligível Brahman. Abaixo Dele há a trindade Brahma-Vishnu-Shiva e abaixo da trindade, ao alcance de nossas humanas compreensões, desfilam os deuses criadores e mantenedores de nosso sistema solar.

Há suficientes argumentos sobre a existência de muitas hierarquias de seres superiores, que são exatamente os deuses solares dos antigos, e, por aparente incoerência, são os introdutores dos monoteísmos egípcio e judeu. Não há como fugir dessa verdade e não me incomoda, em absoluto, a crença cristã monoteísta, porém a aceito com conceitos acima das considerações religiosas. A trindade cósmica de Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo, ou dos três Logos dos antigos gnósticos, vem em si mesma impregnada da necessidade de um trabalho colaborador de gerações politeístas. É bem diferente a explicação gnóstica sobre a trindade, daquela esposada pelas religiões cristãs. Nos cultos Ofitas, a trindade se desdobra em quatro, na tetraktys, com Sophia procedendo de Sigé-Bythos-Ennoia, o que a concepção indu mostra-nos algo parecido. No induísmo, o Brahman Supremo, Incognoscível e Incorpóreo, gera uma emanação temporal que faz nascer o Brahmâ masculino e imanifesto que vai resultar em três Logos ou Deuses Absolutos. Mas do terceiro Logos imediatamente emana Anima Mundi, a Alma Universal, e em seguida diversos deuses hierárquicos vêm atuar a fim de levar adiante todo o Grande Plano da Criação para o sistema solar.

A Bíblia por si só é um livro polêmico de onde não se conseguem provas inequívocas de suas narrativas. Porém, qual das grandes e significativas religiões mundiais conseguiu realmente provar suas inteiras origens senão basear-se muito mais em crenças e crônicas do que em provas materiais? E pareceria mesmo incongruência ter-se de apelar unicamente às provas materiais a fim de se reconhecer a legitimidade de uma religião.

Se uma religião possui um livro sagrado com o credo de fé e os preceitos morais conducentes aos bons atos para agregação positiva do ser humano em sociedades, as demais provas materiais sobre seus fundadores tornam-se secundárias. Se os céticos não se satisfazem com a fé e nem com os livros sagrados, pior para eles. Mesmo dez mil provas materiais nunca os convencerão, pois o ceticismo é fundamentalmente intolerante.

As ciências se por um lado ajudam no reconhecimento de fatos religiosos, por outro lado vêm aumentar o ceticismo e o ateísmo. Os laboratoristas céticos jamais se deixam dobrar diante de provas arqueológicas que contrariem suas doutrinas científicas materialistas, e a elas adicionam sempre hipóteses dúbias logo transformadas em teorias a compendiar teses contrárias. Sob essas manobras, a história das religiões e a validade dos feitos de seus grandes homens deixam de ser possibilidades reais, vindo cair no patamar das lendas no imaginário crente. E fica valendo somente a história oficial montada por autoridades céticas com auxílio de fragmentos arqueológicos que lhes interessem.

Nada é perfeito nesse mundo, muito menos são as religiões. A história já demonstrou o quanto o homem foi capaz de destruir, fosse ele religioso ou não. Mas não conseguiu demolir a certeza no invisível que os povos possuem em suas crenças desde um passado remoto. O homem biológico é sempre o mesmo. As crenças não fazem seu conteúdo de massa e ossos ser diferente. Mas é possível reconhecer no verdadeiro religioso atitudes instintivas e gestos espontâneos que o ateu não possui. Somente isso já serviria para demonstrar que a religião atua de fato de dentro para fora, embora o cérebro seja o elemento de contato entre a fé e a realidade concreta.

Assim, dentro do ceticismo moderno cada vez mais estimulado pelas instituições acadêmicas, as grandes verdades milenares guardadas e mantidas pelas religiões anteriores ao cristianismo, notadamente orientais, vão sendo desmerecidas e ridicularizadas pelos adoradores da tecnologia. Os homens voltados unicamente para o materialismo já edificaram um pedestal de barro e ali depositaram seu deus único e verdadeiro - as ciências num todo, - destituindo o Deus Onipotente e seus prepostos. E resolveram fechar seus ouvidos aos esotéricos que demonstram que a linguagem oculta e simbológica dos mestres da sabedoria milenar oriental, pode ser na atualidade perfeitamente decodificada para auxiliar nas interpretações do que as ciências somente agora descobriram. E também orientar para a aceitação de determinados caminhos que ajudem a deslindar outros enigmas científicos.

A linguagem científica é naturalmente técnica, especializada e complexa. A física, a química e a matemática estão presentes em quase todas as teses e descobertas. O deleite dos homens ateus das ciências é justamente esse: pertencer a uma casta fechada, elitista e destacada; falar uma linguagem própria seletiva, codificada, ininteligível ao populacho e inacessível ainda aos neófitos, e trabalhar teorias e experimentos sob uma égide humano-dêitica implementadora do progresso mundial. Portanto, eles são as ciências!

Nesses termos, a conciliação é impossível. A ambiciosa mente científica não entende os objetivos mentais e espirituais dos sábios das religiões esotéricas. Antes, desdenham-nos, pois reafirmam que não fosse o dedicado trabalho cético, investigativo e experimental o mundo hoje estaria milênios atrasado, e as conquistas humanas que só as ciências permitiram alcançar não teriam acontecido. Porém, a sabedoria das ciências materiais avança do cérebro para fora e se limita a um mundo turbulento tridimensional, ao passo que a ciência esotérica perpassa a alma humana, avançando intimamente e em paz ao infinito.

Considerando o lado esotérico da sabedoria do mundo, pode-se afirmar que as ciências humanas avançaram extraordinariamente num curtíssimo espaço de tempo, comparativamente ao imenso passado ancestral, porque os deuses assim quiseram. Os deuses fizeram os homens redescobrir as ciências ao invés de os homens por si mesmos as terem descoberto. Há um organismo diretor emanando dia e noite sobre a Terra e sobre os homens. Todos os avanços das áreas humanas seguem um cronograma implícito nos caminhos da evolução. Deus assim quer; O Logos assim garantiu, e as hierarquias do conhecimento e sabedoria fazem-no funcionar através das pobres e orgulhosas criaturas humanas. Se os homens de ciências realmente soubessem que são meros instrumentos da vontade de Deus, ficariam imensamente envergonhados pelo ceticismo. Mais ainda, por entregar os produtos de suas pesquisas aos monopólios internacionais que dominam e escravizam povos.

Quando o grande sábio e inventor croata Nikola Tesla afirmou que há abundante e inextinguível energia livre no planeta, facilmente manipulável para uso gratuito de todas as pessoas, o fizeram calar-se. Aquele fantástico cérebro disse em sua autobiografia que desde a infância ouvia vozes e comunicações mentais, que costumava ter visões, e em ocasiões de ampliação de consciência ficava doente, sendo obrigado a descansar e recuperar-se. Declarava que seu conhecimento científico lhe era transmitido por extraterrestres.

E pelas experiências científicas de Tesla caberia aqui a pergunta: seriam os extraterrestres os deuses solares da criação? Acho que sim, porém nem todos!

De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nossas Vidas Atômicas - V

O mundo atômico é muito mais dinâmico e pulsante nos corpos espirituais. Há uma herança em nosso íntimo de um passado distante. Todo o bem que vivemos intimamente bem como os males, as doenças, e muitas das limitações humanas são decorrentes de causas que envolvem as vidas atômicas. Quando o homem aceitou as sugestões dos malignos que aportaram na Terra veio quebrando as cadeias que os átomos saudáveis formavam em seus corpos, dando ensejo a que pelos milênios vindouros uma contaminação se estendesse por toda a sua alma.

As energias que atravessam as camadas atmosféricas do globo planetário vitalizam os átomos e assim eles podem sempre agir dinamicamente em seus processos naturais de vida e transformações da matéria. Os povos de Atlântida, muito embora tivessem tido uma longa vida de avanços e apogeus em suas civilizações como, por exemplo, períodos de 100.000 anos de paz e aprendizados, tiveram também decadências. Apesar das guerras que povos mais gloriosos eram obrigados a empreender, suas constituições físicas e espirituais, até certo período, não haviam ainda se contaminado com as formas da magia negra que o mal traria posteriormente para a Terra. Foi somente após essa contaminação que a Atlântida passou a revelar sua face negra começando a surgir as batalhas entre o bem e o mal em proporções continentais.

Por milênios as forças do mal se reforçaram e granjearam adeptos que fundaram organizações unicamente para as práticas da magia negra. Horrorosos rituais com sacrifícios humanos e de animais se tornaram comuns em muitos grupamentos étnicos. Os representantes da face negra vindos de fora do planeta trabalharam intensamente o magnetismo que o usavam como hipnose para dominar as pessoas e as tornar suas vítimas e servidoras. Quando o mal triunfava e os principais e estratégicos postos dos governos atlantes estavam sob o controle dos magos negros, a Hierarquia Planetária houve de provocar a inversão dessas forças negras e o afundamento de muitas extensões de terra e grandes ilhas onde habitavam as etnias corrompidas. Isso foi feito inicialmente num só e grande golpe, mas ao longo dos anos, como não cessassem ainda as práticas malignas, novas extensões de terra continuaram a sofrer destruições parciais ou totais.

As resenhas sobre as catástrofes do continente de Atlântida nos dão conta de que houve a cisão do enorme continente e partes dele afundaram de imediato; outras partes ficaram isoladas em muitas ilhas. Sabe-se também que continentes ou terras, obedecem geologicamente a uma morfologia adrede delineada, funcionando como uma balança de dois pratos. Ou seja, quando um segmento geológico é invertido para dentro do orbe, nalgum outro lugar reverte outra parte em contraposição. Assim deve ter acontecido com ilhas e terras que se elevariam acima do horizonte relativo, passando a constituir-se em novos solos e acidentes geográficos, em âmbitos planetários.

Em 75.025 a.C., aconteceram novas explosões de gás, maremotos e terremotos que destruíram as ilhas de Ruta e Daitya. Nessa ocasião, o Egito novamente submergiu temporariamente repetindo o acontecido há 200.000 anos. Em 9.564 a.C. uma terceira inundação cobriu o mesmo Egito, porém dessa vez por pouco tempo. Temos, a propósito, um relato encontrado num dos livros Maia do Yucatán, segundo o qual há a seguinte descrição dos momentos finais à submersão de Poseidonis, a última significativa ilha remanescente da civilização atlante:

"No ano 6 Kan, no 11º. Muluc do mês Zac, ocorreram terríveis terremotos, que continuaram ininterruptos até 13º. Chuen. O país de colinas de barro, a terra de Mu, foi sacrificado, duas vezes lançado ao ar e de repente desapareceu durante a noite. O chão continuou a ser sacudido por forças vulcânicas. Sob essa pressão a terra afundou e levantou diversas vezes em vários lugares. Finalmente, os movimentos estancaram na superfície e dez países tinham sido separados, encontrando-se aos pedaços. Incapazes de sustentar a força das convulsões, eles afundaram com os 64.000.000 de habitantes, 8.600 anos antes desse livro ser escrito."

O que entendemos desse relato é que a ilha de Poseidonis representava o centro principal da civilização atlante naquele momento, mas havia outros países ou reinos, e ilhas menores habitados. Após as convulsões Poseidonis afundou, acontecendo o mesmo com os demais países.

Muitos povos que habitavam espalhadamente esse grande continente, nos momentos dos cataclismos ficaram separados pelas águas em locais longínquos, ou em continentes como a África, que abrigaria muitas etnias da raça negra, ou nas Américas, onde a cultura indígena permaneceria até as invasões pelos europeus. Outras partes preservadas ou emergentes, mais tarde se agregariam política e geograficamente idealizadas em cinco continentes. Essa separação permitiu que por milênios muitos povos desenvolvessem suas culturas isoladamente dos demais continentes, e mantivessem muitas tradições dos tempos de Atlântida. No entanto, houve grupamentos e etnias que desde o início tinham sido especialmente preservados das hecatombes, e antes das destruições foram conduzidos a salvo para distantes regiões. Nesses locais, por milênios desenvolveriam civilizações esplêndidas sem nenhum contato com qualquer outro povo, desaparecendo após cumprir seus ciclos de manifestações sem que delas o mundo tivesse tido notícias.

O mal, entretanto, uma vez disseminado na Atlântida, sempre retornaria naqueles que dele se haviam contaminado, através de suas centenas de reencarnações. É sabido pelos esotéricos que tudo o que realizamos na Terra ou deixamos de realizar, permanece registrado na memória dos átomos de nossos veículos astral e mental, ou em nosso corpo causal sob especiais relações de sucessos ou de lacunas. Desse modo, permaneceu na humanidade a contaminação da energia deletéria e desagregante que se impregnara em seus átomos, por conta das muitas ações da magia negra. O que passou a existir na Atlântida, pouco antes de sua destruição, foi a expansão a níveis praticamente continentais de um grande elemental artificialmente construído pelos magos negros, que era uma espécie de campo de energia negativa, produto dos muitos sacrifícios, das práticas malévolas e rituais satânicos.

É também sabido pelos esotéricos que as ações empreendidas por uma coletividade em direção a um objetivo em comum, constroem um campo de energia ou força onde cada unidade dá e recebe, ficando, portanto, associados e implicados naquelas realizações. É, basicamente, o mesmo princípio da construção das chamadas egrégoras. Os ocultistas repetem sempre a máxima de Hermes Trimegisto: “como é em cima é embaixo, como é embaixo é em cima”. E Jesus já dizia em suas pregações que “aquilo que ligamos na Terra ligamos no céu, e o que desligamos no céu desligamos na Terra”.

Assim, a hierarquia de nosso planeta ao provocar a destruição do continente de Atlântida, primeiro reverteu a energia do gigantesco elemental construído de matéria “etéreo-astral” a cada um que dela participava, nas medidas de suas entregas, o que deve ter causado, imaginamos, implosões íntimas e sofrimentos atrozes. Mas essa energia permaneceria entranhada nas colônias atômicas malignas dos corpos astrais e mentais de seus co-participes, não podendo ser descartada sem mais nem menos, senão ao cabo de muitos milênios por meio de doenças expiatórias e drenantes, a exemplo de cânceres e outros males. Além disso, a energia condicionada nos átomos contaminados pressionaria a memória subconsciente de cada ego, buscando condições externas idênticas as do passado para de novo se manifestar. Assim, a magia negra em todos os tempos pós-Atlântida conseguiu “acordar” muitos dos antigos adeptos e seguidores reencarnados, reorganizando cultos ou fraternidades em todo o mundo. Desse modo, as muitas reencarnações dos povos definiriam um tipo cármico para cada individuo, famílias, grupamentos étnicos, raças ou nações.

                                                                         [Segue]
De Rayom Ra
[ Leia Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd em páginas on line ou em downloads completos ]
[ Os textos do Arca de Ouro, de autoria de Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citada a origem ]