sábado, 14 de maio de 2011

Tenham Calma, Filhos!


     

                                                         TENHAM CALMA, FILHOS !
 
        Salve os filhos da Terra, essa bolinha azulzinha que a gente põe na palma de nossa mão...

       Pai Tomé vem falar com os filhos atormentados hoje, já que muita gente lembrou  de nós... e velho deseja agradecer  falando um pouco sobre a fé e sobre a importância de se ter calma e controle das emoções.

      Tem hora que os filhos parecem não suportar mais algumas dificuldades do dia a dia da vida de todo esse  povo da Terra. Fica uma mistura de medo com cansaço , de dúvida com desespero, de vazio no peito e dores no corpo e na alma. Às vezes parece que o dinheiro não vai mais chegar, que a saúde não vai mais voltar e que a alegria nunca mais vai brotar no coração.

       Todos vocês são iguais, filhos... Essas emoções passam por todos  porque estão no mesmo barco...o barco da evolução.

       É duro estar aí...É difícil vencer desafios por vezes gigantescos...É  difícil se sentir falta de amparo, de alento, de amor, de amizade...Mas vai valer a pena, filhos !

       O trabalho diário também consome a força de todos e a lágrima tem caído fácil nos vosso rosto dos filhos...Sentem falta de compreensão e de sintonia de quem não reza na mesma cartilha...e isso aborrece os filhos...isso cala a alma e os filhos ficam iguaiszinho a uns robozinhos que se liga e desliga na hora que é preciso...Sentem falta de  afeto...aquele afeto de ficar horas conversando a mesma língua e sobre os mesmos ideais...

       Tem dias que os filhos dão risada sem parar e é como se isso tivesse que ser a vida inteira...porque aqueles momentos dão sensação de bem estar e alegria...e os filhos nem queriam mais voltar pra casa e para as suas realidades...

       Tem as traições dos falsos amigos, ou da esposa ou do marido, do namorado com outro homem ou com sua melhor amiga...Pai e mãe brigam sem parar, se machucam....irmãos se agridem...professores ficam irritados e estressados...Nas ruas tem muito bandido e é tiro a qualquer momento...

       A vida parece um caos absoluto, muitas vezes...e vocês ficam atordoados pensando : Quando tudo isso vai acabar ? Animais sofrem a selvageria dos homens....e as drogas faz os meninos virarem marginais tão cedo...Violência, horror nas noites, o tal do bullying...que pra nós é humilhação dos mais sensíveis e covardia dos mais toscos e indiferentes...

       Gente de poder tirando a comida das creches.... ( tststs... )

       Vai ter o preço pra todos esses, filhos...e os justos, os mansos e pacíficos possuirão a Terra ! E os puros de coração irão até os anjos e verão a face de Oxalá ! Muita dor, não é , filhos ?

       Terremotos, tempestades, furacões, ondas avassaladoras...Pensam no que pode acontecer daqui para frente com suas vidas, seus parentes, suas casas, suas vidas...Tomam calmantes...choram...Nem os filmes ou músicas tem suprido  a necessidade de paz e de realização. É raro vermos filhos totalmente bem...é raro..

       Sempre há algum problema...uma dor física, uma dor moral, uma expectativa, ansiedades, ilusões, frustrações...Esse velho veio hoje para dizer para os filhos que tenham calma dentro do coração...

       Fiquem calmos !

       Podem atravessar tudo isso com equilíbrio, fé e serenidade. Sei que às vezes não dá, né, filhos?  Mas vocês  tem que chorar um pouco e logo mais dizer: 

       - Pronto ! Agora chega ! Já chorei muito e agora vou lá fora respirar, caminhar, olhar o céu ou ligar para alguém que está pior do que eu...Vou colocar uma música e vou dançar um pouco ou dar  uma espiadinha na revista de moda, pras mulheres, ou de futebol pros homens...

       Mas isso sem deixar a indiferença tomar conta de seus corações, filhos...Isso só pra refrescar a cabeça e o lombo cansado...Mas, logo que mais calmos e retemperados, pensem e façam somente uma coisinha bem simples:

       Amem mais todas as pessoas que estão passando pelas mesmas coisinhas ou pelas mesmas coisas grandes que vocês. Assim como você precisa de um ombro, de uma palavra, de uma trégua, de uma abraço, de um auxílio material, de um perdão, de uma luz no fim do túnel, toda a humanidade também, filhos...

       Se a maioria está assustada, perdida, confusa e com medo, junte- se a mais pessoas e façam coisas boas...Façam preces em conjunto...façam confidências sobre seus vícios e defeitos e procurem soluções...Façam reuniões alegres, de amor pelas pessoas, sem bebidas e sem drogas...Inventem formas de transporem os obstáculos e ajudem os outros a conseguirem isso também...

       Tudo vai passando devagar...Todos os milênios foram assim e muito piores...Todas as eras passaram...Esse suspense, esse medo, essa dor, essa solidão, essa frustração, filhos...tudo o mais que vocês sentem, vai passar também...

       É só usar a técnica da calma.Tenham  calma....

       Com calma tudo vai acontecendo ...os filhos vão observando e aprendendo...e todos vão chegando no seu patamar de paz e de tranquilidade, e de alívio e recompensa, na hora certinha de Deus !

        Deus não vai abandonar nenhum de seus filhos...

       Ele sabe que tudo isso é necessário e que no fim todo mundo vai ficar alumiando igual às estrelinhas do céu ! Ele sabe que a dor ensina, corrige, redime e fortalece ! Mas ele manda seus exércitos a todo minuto pra ajudar todos vocês,...Ele não fica distraído não...

       Nós estamos aqui na Terra também por esse motivo, filhos:

       - Pra os filhos saberem que tem muitos velhos e velhas, antiiiigosssss, muito antigos, que viemos pra cá ajudar os filhos a passarem esse momentos difíceis da vida humana.
Chamem por nós...tem muito Pai Velho na Terra só pra dar colo pra todos vocês... ( hehehe... Nós que viemos lá da Aruanda, um oásis de paz e de luz ...

       Esse velho deixa um forte escudo de defesa de Pai Tomé em cada um que ler essas palavrinhas simplesinhas que meu coração de pai e de vô sentiu vontade de  ditar nesse dia de nós aqui no Brasil:
 
       O dia dos pretos velhos !

       Esse escudo eu fiz com o amor que esse velho tem no peito por todos os meus filhos sofridos desse ventre da Mãe Gaia...

       Que Oxalá abençoe a todos vocês, filhos . Não se esqueçam , meus flhos: Respirem, confiem e mantenham a calma...muita calma...e muita fé no nosso Pai. Vai dar tudo certo, meus filhos, tudo certo, muito certo mesmo !

      Até um dia...

         Saravá, meus filhos ! 

             Salve nosso Pai Oxalá !

                                                              Pai Tomé das Almas

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Rayom Ra                          

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Moderno Ofício dos Mestres

   
       Dos meados do século XX para diante, Shamballa adiantou suas linhas de ação para postos de comando mais próximos do plano físico da Terra, em cumprimento ao plano elaborado há muitos milênios em consonância com as leis cósmicas da evolução. Dizer-se que a relação de Shamballa com esotéricos, ocultistas e todas as expressões da espiritualidade, sejam visões filosóficas ou de crenças é desconhecer-se um planejamento único e científico para a Terra.

       Nem todos os que estudam ciência ou filosofias estão obrigados a admitir que haja uma central de comando de todo o planeta de onde emanam as ordens e as execuções para o desenvolvimento de diferentes áreas das atividades humanas. No entanto, a organização da vida planetária vem seguindo um grande organograma de trabalhos para que haja de fato os avanços sistemáticos dos valores conscencionais em todos os reinos e a Terra alcance um status na sua representatividade como Ser ou Vida Maior Planetária na cadeia a qual pertence dentro de nosso sistema solar. E essa representatividade não significa somente um planeta transformado pela tecnologia humana, e pela ousadia de o homem em construir uma casa diferente daquela do passado, onde os transportes e comunicações por terra, ar e água aproximam os povos como nunca e a ciência os ampara como jamais os teria amparado. E nesta ousadia, o homem cria asas para voar muito além da sua casa e começa a explorar lugares no céu que somente deles antes ouvira falar, e não ainda de uma ciência fantástica. E se lança em aventuras no cosmos com o mesmo ardor e coragem que os antigos possuíam ao desbravar mares, oceanos e desconhecidas terras cheias de perigos mortais!

       Ao se contemplar as estruturas da civilização humana, imaginam os homens envolvidos com suas experiênciações científicas, intelectualidade, filosofias ou praticidades, que as formas e conteúdos da modernidade somente evoluíram de um passado obeso e estanque pela grande capacidade da inteligência humana em resolver problemas e formular novas, racionais e otimizadas soluções para o futuro. Esta é uma face inegável da verdade, porém não a única e definitiva.  

       Os planejamentos urbanísticos que a história conheceu, e aqueles que não conheceu, e todas as estruturas assistenciais para as necessidade e bem estar dos cidadãos de tantas metrópoles, seguiram as iniciais idéias e modelos inspirados por mentores de Shamballa que foram experimentados durante os diversos ciclos da curva evolucionária humana. Em todas as épocas houve ciência e devoção. As maravilhosas forças do universo personificadas em seres de grandes majestades com poderes acima do humano, jamais deixaram de ser cultuadas com resultados calculados. Tudo dependia do momento mental no longuíssimo processo evolucionário da consciência humana.

       Podem perguntar por que então tanta miséria e desgraças no mundo se Shamballa era tutora de um planejamento divino para o bem das vidas e do planeta? Essas respostas dadas de modo objetivo não satisfazem, porquanto rebuscam às inquirições e demandas de outras respostas que se encadeiam na lógica aplicada pela mente racional. Podemos, entretanto, responder que apesar de todo o minucioso planejamento, advindo na sua original ideação do Deus Criador, administrado e executado por Shamballa para, principalmente, levar adiante a evolução da consciência planetária indissociada de todos os reinos, houve e há os contratempos, os ajustes e as medidas drásticas que se tornaram necessárias para que o sentido de tudo não se perdesse. Até que o homem atinja e desperte conscientemente sua divindade imanente como unidade que realmente é num todo, isenta de males e erros, ele convive com as forças inferiores que atuam de diversos modos na natureza, podendo desempenhar o papel de construtor ou de impiedoso destruidor. As ações díspares das massas humanas, movidas por forças naturais não controladas e pelas sugestões de mentes malévolas que aportam na Terra, formaram os principais elos e módulos conducentes das raças a chocar-se contra as leis harmoniosas da criação e evolução, que desde um passado longínquo as vem fazendo cair num mar de contradições.

       Daí que a sucessão de fatos e acontecimentos que permeia a evolução das raças, traz inevitavelmente os coletivos a provocar e resgatar erros e a realinhar desvios que em meio ao desenvolvimento de suas consciências através de longos períodos da existência constroem a sua história.

       A história das antigas civilizações foi moldada por inserções de fatores normalmente não visíveis para as massas, entretanto observados e trabalhados por homens especialmente instruídos e designados por Shamballa para a consumação dos projetos ali concebidos nos pequenos, médios e grandes ciclos da evolução. E isto sempre incluiu as práticas religiosas, as guerras e defesas de cidades, e todo um aparato cultural e científico que pudesse auxiliar e amparar as vidas naquilo que no seu tempo estivesse em curso. Tanto os homens das elites como os das massas sempre falharam muito por suas paixões desregradas e visões deturpadas, por isso, em muitas ocasiões, após muitas tentativas frustradas de esclarecimentos e auxílio, Shamballa se retirou deixando-os satisfazer seus baixos instintos e arcar com as consequências cármicas. Quem quis ser salvo salvou-se, sendo auxiliado pelos mentores.

       Nesse exato período de nosso calendário mundial, revivemos em escala muito mais ampliada as mesmas dificuldades do passado num novo ciclo de avanços e aperfeiçoamento de consciência. Os perigos de uma derrocada seguem os mesmos padrões gerais de antes, porém, os perigos são assustadoramente enormes pelos poderes mentais adquiridos pelo homem e sua apropriação egoística da ciência, e pelo conteúdo populacional do planeta. E novamente Shamballa vêm em auxílio da humanidade sobre aquilo que a humanidade desenvolveu, ao que se aplicou e sistematicamente erra. Este período mundial é algo mais geral, uma vez que se trata de transição prevista há muitos milhões de anos nos calendários cósmicos das Hierarquias Solares Criadoras, antes mesmo de o planeta Terra ter existido. Não há grandes novidades no Plano da Criação para as grandiosas mentes que administram de largo a todo o sistema solar por que Planos idênticos já foram experimentados e implantados noutros sistemas solares antes do nosso.

       A consciência do homem integrante de um grande corpo mundial e a consciência da totalidade deste corpo são as alavancas para a propulsão da consciência planetária. Os reinos e as espécies desempenham também os seus respectivos e insubstituíveis papéis nas intra-relações de vidas e energias no contexto em que a Terra está incursa, porém o homem torna-se o responsável perante as leis naturais e do carma, pela preservação de certas importantes espécies, ou pela ação cruel e predatória à custa de suas extinções. E este último fator contribui negativamente nas forças que imantam a alma planetária.

       Todo o amálgama de vidas, reinos, formas, raças, energias e forças naturais, por suas qualidades bem trabalhadas sustentam a Terra, conduzindo-a a um determinado nível de consciência e ulterior posicionamento dentro dos projetos de sua cadeia. A natureza inteira precisa passar por transformações de várias ordens e qualidades, a fim de que dela, de suas matrizes e elementos, se extraiam as melhores energias que produzem a propulsão das forças planetárias para a elevação de sua consciência. É um processo que se assemelha à elevação consciente do kundalini pelos iniciados do ocultismo, e em certa proporção pelos não ocultistas que por seus avanços mentais e vontade bem direcionada já conseguem, mesmo inconscientemente, abrir as rotas de seus corpos etéricos para a passagem ascensional da energia em seus primeiros estágios.

       O desenvolvimento da ciência, planejado há incontáveis eons nos registros do espaço-tempo de nosso sistema solar, se dá justamente no momento em que se conjugam os vários fatores cármicos do planeta e sua humanidade. A verdadeira ciência ainda virá co-existir, pois será incrementada pelos sábios de Shamballa no tempo certo. A ciência de hoje é especulativa e mediante a ambição humana obriga seus investigadores a redescobrir os mananciais da matéria, sem que entendam ainda ao que esse revolvimento tecnológico irá levar ou proporcionar ao homem. Embora esse avanço científico tenha sido previsto e trabalhado pelos mentores para seu surgimento em prol da humanidade, nunca esteve descartada a idéia dos perigos que as pesquisas e descobrimentos das potencialidades do átomo físico e seus ilimitados recursos energéticos e potencialização de forças, possam produzir para a vida planetária. As forças negras sempre interferiram e hoje, por diversas decorrências e motivos, por apropriações da alta tecnologia desenvolvida, e por contar nos setores da ciência com adeptos de enorme inteligência, são bem mais poderosas e perigosas que antes.

       No entanto, não é essa a ciência da atualidade que produziu ou produzirá os maiores impulsos da consciência planetária. Em verdade, o avanço tecnológico científico se atém quase que completamente ainda ao plano geral da matéria, às relações e reações das personalidades, e de nenhum modo a uma escala de valores da alma e espírito. Os grandes dramas humanos estão maciçamente adstritos ao ego físico, ao eu matéria, às fortíssimas reações da emoção-mente e vice versa, e às suas tentativas de estabilidade por conquistas nesse mundo. Na realidade, há uma grande energia-massa que transita nos entremeios da vida humana e conduz as reações do eu-matéria na polaridade negativa. A humanidade, neste momento de transição planetária, luta para se manter nas vibrações físicas, ao mesmo tempo em que as energias de um novo ciclo atuam de modo a provocar a desestabilização das milenares estruturas do ego terreno. A cruz de Cristo, nesse momento, é a cruz do mundo e ninguém dela consegue escapar.

       A consciência que evolui e avança para patamares superiores, independe dos progressos da ciência terrena e de sua moderna tecnologia. A ciência que de fato virá impulsionar o homem dos séculos vindouros a um seguro e inabalável status conscencional elevado, conforme mencionamos, será aquela que trará as grandes soluções para a alma coletiva, esteja inserida nas proposições da religião mundial única, que em nada se parecerá com as da atualidade, ou esteja esta nova ciência nas grandes instituições dos governos em auxílio e benefício do processo evolucionário interno. Toda a falácia, todas as propostas céticas da ciência laboratorial em detrimento da alma e do espírito, serão finalmente desmontadas. Demonstrar-se-á que a ciência dos antigos sempre esteve instituída, permitida e acompanhada por Shamballa, do mesmo modo de agora, como um natural veículo para os homens nela iniciar-se, como se iniciaram, dela aprender, como aprenderam, e se beneficiar, como se beneficiam - nunca para dela se apropriar. Serão facilmente discerníveis o que sejam as pesquisas com resultados físicos sem significado algum - e cujas tendências serão desaparecer - daquelas provindas de significativas causas anteriores e controladas.

       Antes, Shamballa operava através unicamente da Fraternidade Branca por ela instituída, e a Fraternidade operava sobre os planejamentos para a humanidade. Muitas consciências, ao mesmo tempo em que realizavam o trabalho de auxílio à humanidade, evoluíam para patamares superiores, ganhando maiores luzes e poderes e assim se distanciavam das dores terrenas. No entanto, os ciclos da evolução dentro dos termos estabelecidos pelo Logos Criador para o sistema solar são deixados para trás após muitas decorrências e novos ciclos de padrões mais elevados no cosmos se iniciam com fundamentais transformações. Neste esquema, e para seus novos avanços, as mônadas ainda presas à Terra e aquelas emancipadas do carma até então vigente, necessitam de um soerguimento de melhor qualidade, o que somente será possível num esforço conjunto levado a efeito pelo maior número possível de unidades que juntas desceram para a Terra no mesmo instante evolucionário. Assim, Shamballa se une diretamente à Fraternidade Branca numa arremetida para a humanidade no plano físico com o intuito de propiciar ou assegurar às forças, com um mínimo de qualificação, as condições de se arremeterem para estados conscencionais mais elevados e assim propiciar ao Logos Planetário, por sua vez, um salto de nível superior.

       Nunca é demais lembrar que a Terra é um Ente Físico, Etérico, Astral e Mental que neste conjunto se representa como uma personalidade, e possuindo expressões superiores se conformam na sua Alma Espiritual e Consciência Total. Portanto, a Terra também evolui dentro dos atributos permitidos pelo Grande Plano da Criação e Sanat Kumara atua junto com a humanidade como seu coração e cérebro. (*)

       O fato de nem todos conseguirem alcançar estados conscencionais adequados para esse soerguimento, se deve a muitos acontecimentos que não fogem aos riscos e previsões no planejamento de Shamballa. Diversas interferências e oposições vêm modificando desde há milhões de anos a uma série de outros fatores adstritos aos propósitos e estratégias do processo evolucionário. Entretanto - reafirmamos - o momento é de extremo cuidado e perigo para todas as vidas pela inteligente penetração das forças opositoras, motivo pelo qual o ofício dos mestres é juntar-se a todos os humanos em busca da salvaguarda de milhões, ou mesmo bilhões, que se insiram nos padrões mentais e conscencionais requeridos, quer façam parte de religiões, filosofias, fraternidades esotéricas e de ocultismo, sejam da ciência ou de outras áreas das atividades humanas livres e libertas de quaisquer modelos sectários. Nunca houve tamanha e maciça presença dos luminares de Shamballa tão próxima da vida física planetária, e nem jamais houve tal e grande perigo para as consciências de se enredarem nos liames das obscuras mentes representadas por praticantes da magia negra e seres de fora da vida terrena com seus propósitos de conquistas. As organizações que trazem luz redentora para almas e a ciência que imparte conhecimentos concretos, se tornaram alvos e ferramentas para ambos os lados. Ou seja, tanto os elementos trevosos quanto os luminares, passam a operar num mesmo campo de lutas em busca de forças; os luminares para a libertação humana e planetária e os trevosos para a escravização.

       Em certos instantes, os valores se embaralham, fruto das ações das forças negras sobre o mental humano, trazendo confusão e provocando sistemáticos erros. Muitos são tentados e caem nas teias dos inteligentes malfeitores. As energias astrais do planeta estão saturadas das formas criadas pelos desregramentos que vampirizam a saúde das populações, produzindo desarmonias e doenças inexplicáveis que enfraquecem os corpos e mentes. As fortes sugestões mentais e hipnóticas das trevas, de seus servidores encarnados ou desencarnados, encontram sempre eco nos desatentos, conduzindo-os aos desregramentos viciosos e crimes - temos enfatizado isto noutros escritos e reproduzido mensagens dos arautos mestres da libertação humana sobre o assunto. As organizações malignas estendem fortemente seus poderosos tentáculos em todas as áreas da vida humana, até mesmo em seus lares e naqueles de mentes religiosas e ocultistas - quanto mais de vida cética - e com a permissividade sonambúlica dos desatentos, conseguem subverter valores, trabalhando as vibrações emocionais e mentais de milhões para padrões de baixas frequências, se beneficiando e aprisionando consciências.

       Esta situação tende a piorar, pois todo o corpo planetário convulsiona fisicamente em conjunto com suas vidas afetadas pelas cargas nocivas das energias que disseminam desarmonias. Por isso, o necessário amparo e o ofício dos mestres neste momento de grandes transformações da vida, mas principalmente com a colaboração consciente dos que realmente conhecem, sabem ou creem. 

  (*) Sanat Kumara, conforme informado pela Grande Fraternidade Branca Universal, terminou, recentemente, o seu mandato de Senhor do Mundo voltando para Vênus, mas continua a trabalhar em prol do planeta Terra, a exemplo de um Embaixador. E tem estado aqui em diversos momentos de crises, vindo com Seres Radiantes conhecedores e sustentadores de grande e profunda tecnologia em Vênus.
   Foi deles o fantástico trabalho de desativar núcleos de forças extraterrestres inimigas da humanidade - usando desta avançada tecnologia - em seguidas incursões aos laboratórios subcrostais nas regiões abissais etéreo-físicas e astrais planetárias. 
   Na atualidade, o cargo de Senhor do Mundo, antes desempenhado por milhões de anos por este Grande Ser, está sob o comando de Buda Gautama.

Rayom Ra
                                                             
[Os textos do Arca de Ouro, por Rayom Ra, podem ser reproduzidos parcial ou totalmente, desde que citadas as origens ]

domingo, 3 de abril de 2011

Darwin x Darwin - II

       Há pesquisadores unicamente do aspecto material da natureza, cujos raciocínios foram dotados de um preparo técnico e metodológico para basear suas conclusões objetivas dentro de limites e parâmetros de seus desenvolvimentos cerebrais. E como eles nada sabem de um planejamento da ciência por seres mais sábios e poderosos - os construtores do mundo oculto -  são julgados gênios e pesquisadores iluminados por suas próprias pesquisas.

       Há a necessidade destes racionalistas, físicos e matemáticos, homens de diversos ramos da ciência trabalhar para despertar no homem comum, seguidor das academias, um sentido, uma orientação externa e sensória de uma coerência da natureza, da vida. A vida não é espontânea num sentido irresponsável e irrestrito; os indivíduos e suas espécies não fazem o que querem simplesmente porque necessitem ser os mais aptos ou devam assim resistir aos predadores de suas famílias, e nem se desenvolvem além daquilo que as matrizes de suas espécies possam ajustar e delimitar. Há e sempre houve um trabalho pré elaborado para a evolução das vidas dentro das formas de todos os reinos. Não foi a brilhante mente científica que descobriu como se pôe o ovo em pé. Todas as necessidades dos reinos, os iniciados de outrora há milhões de anos já sabiam. Sempre houve a intrarelação de cadeias planetárias em nosso sistema solar de onde vidas muito mais evoluídas, como de Vênus, por exemplo, aportaram na Terra, trazendo conhecimentos tecnológicos avançados que foram utilizados para o benefício da natureza e de nossos povos em todo o globo, quando os povos levavam ainda uma vida semi-primitiva.

       E eles vinham e se iam quando suas missões naqueles ciclos terminavam, mas sempre por aqui ficavam os fundadores de núcleos de estudos e pesquisas que seriam desenvolvidos pelas pessoas de sacerdotes e iniciados na ciência objetiva e na oculta, e cujas sementes dariam frutos milhões de anos depois, como hoje as pesquisas alcançam, embora seus homens se arroguem em detentores de uma sabedoria que somente eles teriam desenvolvido em detrimento de um passado julgado ignorante. A ignorânica é exatamente dos homens afamados e aclamados pela ciência cética, pela história que não conhecem, por estarem a alardear conhecimentos cósmicos e científicos que não são verdadeiros. Conhecimentos mais procedentes, os iniciados do passado hoje trazem nas almas e mentes em sínteses, como lições há muito superadas.

       Qual verdadeiro iniciado nas ciências ocultas desconhece os poderes do átomo se ele mesmo o pesquisa dentro de seus corpos e fora deles? Qual verdadeiro iniciado não sabe manobrar com os extraordinários mundos atômicos dentro de sua pessoal capacidade e avanço de consciência? Qual o verdadeiro iniciado que sob um turbilhão de energia e força de seus trabalhos mentais e espirituais não viu a forma, a estrutura externa e interna de um átomo?

       Nenhum verdadeiro iniciado desconhece que milhões de planetas têm vidas próprias, reinos e humanidades e muitos evoluem de modos semelhantes à Terra, cujos homens e mulheres, como os de Vênus, viajam ora pelos planos internos do universo em naves pilotadas por mestres-cientistas, ora simplesmente se trasladam para distâncias menores, deslocando-se livremente em contingentes de almas e sob forças externas que os escudam e protegem em diversos formatos, indo aterrissar em planetas de nosso sistema solar para aprendizados ou ensinos de técnicas físicas ou espirituais.

       E, no entanto, muitos grandes nomes da ciência que odeiam as religiões, debocham da fé e de um Deus verdadeiro; que pelo uso dos princípios do raciocínio coletivo científico resolvem filosofar sobre vidas e relações cósmicas, não sabem sequer de onde vieram, quem são e para onde vão. Que pretendendo desnudar os grande enigmas do cosmos, não passariam sequer nas mais elementares sabatinas tomadas por simples monges budistas ou humildes pretos-velhos de Umbanda, sobre suas próprias naturezas, suas almas e seus corpos sutís que os sustém e dão-lhes a vida. E nem saberiam dizer para que serve a fé, para que propósitos serviram e ainda servem as religiões, as mitologias, o esoterismo, a astrologia, as práticas da magia, julgando-se os grandes campeões da popularidade mundial por que seus serviços e obras literárias são requeridos pela atualidade científica.

       Seriam eles os modernos cegos guias de cegos, muito embora as culturas dos milênios os tenham alimentado com dados e elementos para seus raciocínios objetivos, que são somente objetivos num sentido de uma lógica mais do que experimentada subjetivamente por almas leigas não formadas em cursos de ciência acadêmica, que não sabem se pronuciar senão muito mais pela intuição? No entanto, os simples  e estudiosos do espírito clareiam suas almas e auras com a luz esclarecedora de Deus, e pela sistemática prática ensinada pelos mensageiros iluminados, que somente ensinam o que de fato sabem. Enquanto isso, ilustres homens das filosofias científicas, autores afamados e esquadrinhadores dos tratados da física cósmica, possuidores de galardões concedidos por escolas, homenageados por ardorosos séquitos de admiradores e aduladores, detêm literalmente auras turvas e enegrecidas pelo ceticismo e pela incompreensível negação às suas próprias divindades!

       Como podem tais homens em quem a luz da verdade não penetra nem os atravessa como aos iluminados pelo espírito, ser julgados originais e gênios nas descobertas das teorias científicas, a desejar dar lições verdadeiras e por suas visões unicas da materialidade científica propor um novo mundo se eles mesmos se fazem falsos pelo ceticismo?
 
       Não cremos que foi somente para isso que genios com Charles Darwin vieram a Terra a fim de estudar minuciosamente as formas de vidas, seus hábitos e evoluções controladas por um processo e um propósito que o próprio Darwin não conseguiu entender. O ceticismo de Darwin não teria sido ostensivo e nem afrontante, porque ele necessitava demonstrar que as formas visíveis das espécies e suas vidas intra-relacionadas nos reinos detêm leis expressas nas suas forças instintivas que imprimem as transmissões dos principais caracteres inerentes a cada grupamento, família ou espécie. E isso incluiria as vidas humanas e suas heranças genéticas.

       Os homens daquela ciência que mal começava a sair do ostracismo após séculos de sufocação pelos tormentosos dogmas e escolástica da religião, os agnósticos por suas atávicas gerações, os ateus por suas visões niilistas e os céticos por seus próprios raciocínios, jamais entenderiam um processo evolucionário que não fosse demonstrado pelos aspectos externos das leis, das causas e efeitos puramente físicos entendidos um pouco além dos estímulos cerebrais de uma lagartixa, de um besouro ou dinossauro, mas limitados pelos instintivos acúmulos das memórias olfativa, visual, táctil, gustativa ou auditiva, por que a mente seria filha do cérebro.

       Resumimos nossa certeza de que a inteligência de Charles Darwin jamais negou a Deus, por que o teor que sua missão na Terra lhe conferiria fora dado pelo espírito da verdadeira ciência para que os homens pudessem avançar como mentes objetivas e conhecedoras dos reflexos das originais causas, e a ciência não voltasse a se perder nas limitações interpretativas impostas pelo imperialismo da cegueira religiosa daqueles que não entenderam Deus, a consciência livre e seu Plano Evolucionário. Desse Plano que espíritos avançados conhecem seus meandros com profundidade e nele trabalham há milhões de anos terrenos, e não obstante os homens da recente ciência material exibem o total desconhecimento, descompromisso e desconexão.

       Ademais, os ciclos de maiores alcances da consciência mundial já não permitiriam um retrocesso, pois os homens desenvolviam a contento a lógica sensata sem que milhões negassem as leis divinas. E Charles Darwin, por sua visão e inteligência sutil, por seu reconhecimento das procedentes pesquisas de colegas e por suas falhas e visões limitadas de outros aspectos da vida que no momento não percebia, não poderia ser ateu, senão estar na obrigação de pesquisar como ateu ou agnóstico por circunstâncias e necessidades do homem cerebral. E imaginamos o seu sofrimento e cruz, quando percebeu que os homens somente entenderiam este lado de sua filosofia científica, da qual fora incumbido de incrementar, desenvover e ensinar.

       Necessário sempre lembrar que a ciência é algo universal, já existe e sempre existiu encoberta pelos véus da natureza, porque é de Deus e de seus propósitos infinitos para a evolução das vidas, quer estejam as vidas aprisionadas numa rocha, árvore, animal, homem ou no todo planetário. E o ceticismo que permeia e denigre a própria ciência é produto da cegueira humana, que julga que sem as práticas e descobertas céticas a ciência não existiria para o mundo. São duas coisas absolutamente distintas e no entanto a ciência humana se transformou num recanto cético, enquanto o todo da ciência de Deus para os cegos tornou-se lenda mitológica ou crendice religiosa.

       Não há duas ciências, como não há dois deuses independentes e criadores do universo, cada um com suas respectivas leis. Isto seria a maior loucura que a inteligência divina jamais teria criado. O deus dos céticos é falso; é provisório; é algo inexistente – uma obscura escuma super-aquecida que produz uma envolvente penumbra cultuada com métodos laboratoriais como se fosse a luz única dentro de um cadinho raso e estreito. No entanto, tornou-se necessário existir para que os homens um dia, mais adiante, viessem a entender que os caminhos da verdadeira e completa ciência se sobrepõem em diversos níveis, e apesar de serem essencialmente um só, tiveram suas realidades distorcidas pelo orgulho e embriaguês do humano que criou outro caminho divorciado de Deus.

       As naturezas dos homens são diversas e não fosse pela afanosa e minuciosa pesquisa sobre o mais inferior, que é a matéria física, eles teriam perdido para sempre o lume que conduz à vida, que arremete aos seus patamares maiores, quer esteja a vida única abaixo e hipoteticamente aprisionada para sempre sob múltiplas formas e aspectos, quer esteja acima e momentaneamente livre e liberta das leis que obrigatoriamente submetem todos os reinos e espécies a um caminho evolucionário dentro das formas concretas. Mas a realidade acima do mundo físico, somente os sensíveis e libertos de qualquer ortodoxismo de caráter filosófico materialista conseguem perceber, sentir ou mesmo ver, e não os olhos que refletem a luz obscuramente pálida dos cérebros enredados em seus próprios princípios suportados por sua ciência.

       Sob determinado ângulo, a emenda tornou-se pior que o soneto, pois o quase miraculoso esforço de Darwin de prover os homens de um caminho de pesquisas com um objetivo mais adiante unificador, ainda não aconteceu, e em grande percentual se esboroa no pavoroso ceticismo desagregador e insensato, que a tudo nega das causas superiores de Deus em favor de uma só visão materialista. Com isso, o ceticismo afrontante arrasta grande número de séquitos aos grilhões da matéria, à prisão das leis da natureza e ao soerguimento de seus pessoais egos mentais a um plano de visão ordinariamente achatado. Como resultado, aqueles nesta situação que são elevados a uma categoria de homens superiores, de fato não o são, mas na suas inconsciências como almas, se tornam em muitas instâncias os instrumentos dos planos das inteligências que regem os caminhos da humanidade, e nas outras numerosas instâncias inferiores se tornam prisioneiros deles mesmos, e quando pior, de forças incontroláveis.

       Entretanto, os ciclos da evolução humana, que tiveram mentes mais avançadas a liderar e implantar idéias e pensamentos renovadores em todas as áreas das atividades mundiais, se cumpriram, se cumprem e se cumprirão, como neste instante demonstra a emergente Era de Aquário que derrogará e humilhará a arrogância dos insensatos. Então veremos Deus Se refletindo na ciência, e os homens ao servirem-na estarão servindo ao próprio Deus neles imanente e em tudo transcendente. E quem assim não entender, nem desejar alcançar, não ocupará lugar algum nesta Terra.

Rayom Ra
                                                             

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Darwin x Darwin - I


       Sem dúvida que o darwinismo foi um maná da terra, pois a partir de Charles Robert Darwin contando suas experiências nos cinco anos de viagem a bordo do Beagle, e enviando amostras fossilizadas de espécimes diversos e desconhecidos, a motivação sobre o assunto aumentaria extraordinariamente. O que o passado teria deixado em réstias indifusas a mostrar um estreito e curto caminho oposto à doutrina religiosa e ao gnosticismo em geral, fora o legado de pensamentos puramente filosóficos e oposições personalizadas de inquietos racionalistas em perenes buscas de provas que jamais se bastavam. Não haviam conseguido consagrar um roteiro que sustentasse com o pensamento racional concreto  as poucas provas materiais existentes, ou vice versa, que encaminhasse as pesquisas para um rumo científico de peso universal. Porém, Darwin, construiria exatamente o que eles admitiam precisar, e nada mais apropriado provir de alguém nascido e educado numa família religiosa.

       Dos primeiros esboços do jovem Darwin, acerca de suas observações em torno do mundo quando aos 30 anos, em 1839, publicaria “A Viagem do Beagle”, que juntaria seus principais apontamentos do diário de viagem e informações de suas cartas, até a publicação de “A Origem das Espécies”, em 1859, portanto 20 anos depois, o alvoroço que tomaria conta de biólogos, naturalistas, antropólogos, historiadores e de toda uma gama de estudiosos, viria mais ainda notabilizar homens e obras. Duas outras posteriores e marcantes obras, por Darwin, apareceriam mais tarde, em l871, sobre “A Descendência do Homem” e “Seleção em Relação ao Sexo”.

       O dogmatismo de Parmênides, Sócrates, Aristóteles e Platão, o caminho da vontade divina pela geometria de Descartes, a fé incompreensível de Spinoza, a separação entre os contrários - o abstrato e o racional do matemático Leibnitz - o hinduísmo, o budismo, o gnosticismo, a vinda de Cristo e tantas outras vozes e formas de demonstrar um só Ente Criador ou Entes Criadores e Suas vontades superiores sobre todos os homens e natureza, seriam agora sobremaneira revistas pelos aclamadores de uma nova e nascente doutrina.

       Essa mesma terra dogmática e misteriosa, cheia de absurdas mitologias, de donos dos elementos e guardiões de segredos, de impérios do bem e do mal, de poderes nunca vistos senão narrados por fábulas, de inexistentes homens predestinados e enviados pelos donos do mundo, agora perscrutada após milênios pela mente prospectiva e observadora de um estudioso, mostraria, afinal, que os princípios da vida como entendidos até aquela data, eram isto sim espontâneos e por si sós competitivos, transformativos e evolucionários, começo, meio e fim deles próprios sem qualquer intervenção divina. E tudo o que antes fora dito e ensinado por pensadores, profetas e legisladores nada mais era, definitivamente, que o produto de suas incríveis imaginações. Não sobraria coisa alguma!

       O passado longínquo fizera do homem um tolo genuflexo enganado por ele mesmo diante de um falso pedestal, como falsa teria sido toda a sua própria existência; mas aquelas histórias infantis e tacanhas tinham seus dias contados, vindo finalmente ceder lugar a uma verdade muito mais vigorosa e fértil, pois o homem nada mais fora nem nada mais era do que um segmento, um fluxo natural e secundário das leis da natureza. Viera de um ancestral comum. Todos os objetivos de sua peregrinação em incontáveis e sacrificantes sagas de milênios, e suas esperanças numa conquista pós-vida terrena, neste justo e memorável instante para entusiasmados céticos, materialistas e ateus, claro estava, se desmantelavam.

       E pouco mais tarde, uma nova tomada se reforçaria na mente científica, retratada no simples esclarecimento de que os elos fundamentais do homem começariam meramente numa bactéria, protozoário, ameba ou organismo unicelular - auto-gerados - que por meiose ou cissiparidade, manteriam a sua linha evolutiva viva, protegida por uma membrana protéica, e após alguns milhões de anos, mais encorpada e estruturada na organização pluricelular, já como anfíbio, daria a partida para a corrida natural e evolucionista nas pistas agrestes de um planeta surgido do nada. Este corpo celeste acéfalo, sem eira nem beira, que não se sabia ainda exatamente como viera a existir, envolto e incorporado do hidrogênio transformado em hélio, depois em carbono, dera ao homem a sua primordial ancestralidade sem tutores, nem guias, sem um Pai ou soberba inteligência divina sobreposta a tudo, a ele – antes gosma gelatinosa - filho da orfandade, e parte indissociada de um processo inconsciente, seletivo natural, emergente da água que também já existia.

      Os princípios naturais apregoados por Darwin, longe de serem rejeitados por todos, moldaram cada vez mais a obsessiva imaginação cética e de religiosos sem fé que não percebiam ou não aceitavam no homem uma alma criada no céu e manifestada na Terra pela vontade divina. Através de Darwin, a ciência humana se consagrava e finalmente poderia provar que a teoria formalizada por ele – diversa e oposta às de filósofos que esgrimiam e se digladiavam com pujantes eloquências pelas supremacias de seus pensamentos – era mais do que uma teoria abstrata e inalcançável com pés e mãos. Pois ao contrário daquelas, esta era tangível e sólida ao exceder-se das palavras, substanciando-se na lógica concreta do raciocínio cerebral e na prova básica da existência de um livro verdadeiro, cujas páginas seriam pouco a pouco reviradas da terra, içadas das águas e laçadas do ar, para a luz de um maior conhecimento.

       Com o darwinismo começava a era do ceticismo cientificamente correto, mais organizado e apoiado sobre as idéias realistas da origem do homem e das espécies. Darwin trouxera um tratado de ciências naturais que avançava sobre a biologia, a zoologia, a geologia, a paleontologia e a antropologia onde revelava um conhecimento detalhado das formas de vidas e suas evoluções biogenéticas, modus vivendi e lutas pela sobrevivência para a permanência como indivíduos, grupos, famílias e espécies, e sem outro qualquer fator que não o instinto a gerar soluções espontâneas.

       Evidente que não se pode em nada desmerecer o árduo trabalho investigativo de Darwin em suas viagens, nas observações pessoais, conclusões nas pesquisas, e aproveitamento dos trabalhos realizados por colegas dos diversos ramos da ciência. Ele cita com bastante frequência os muitos autores de fontes de onde extraíra conhecimentos que lhe permitiriam aditar conclusões e sentenças finais. Em certos momentos, Darwin quase migra instantaneamente para a metafísica que não conhecia ou evitava, mas se mantém fiel nos caminhos unicamente fisiológicos das espécies.

       Das idéias de Darwin, num tempo em que os estudos dos códigos genéticos eram ainda embrionários, a ciência partiria sob nuvens de novas descobertas e inevitáveis revoadas de enganos. Os achados de numerosos fósseis municiariam paleontólogos para a remontagem da origem do homem e a intenção de reafirmar que o ser humano descendia indubitavelmente de um ancestral comum conforme rezava a cartilha escrita e ilustrada por aquele talentoso pesquisador e seus companheiros de revolucionária doutrina científica. Entretanto, o que se via na prática eram as diversas voltas em torno da idéia original a se mostrarem com um punhado de incertos e tortuosos rumos, cheios de armadilhas e faltantes de um elo sequenciado. E ao invés de caminharem para adiante, voltavam cada vez mais aos primórdios dos ciclos de um distante e nebuloso passado sem jamais terem conseguido encontrar a verdade conclusiva de absolutamente nada.

       As controvérsias são a tônica de todo o edifício darwiniano sobre a teoria da evolução espontânea das espécies e linha atávica do homem moderno, em que pese os arrebatados pelos métodos científicos afirmarem que a ciência esteja avançando sempre para o recrudescimento de seus postulados acerca da origem material da vida. No entanto, as outras correntes do cientificismo aberto, com pés mais calcados no chão e com lógica consensual, comprovam, contrariamente, os gritantes erros e comédicos desacertos de seus colegas. E nada sai do campo da insossa teoria evolucionista legada por Darwin em relação ao enigma do homem, opostamente ao que de início esperavam encontrar em breve futuro os estonteados homens de ciência. Como resultado, muito se discute de evidências que não se evidenciam, muito se fraudam de montagens que não montam, e muito se afastam de postulados que não postulam (ver A História Secreta da Raça Humana – Michael A. Cremo e Richard I. Thompson onde dentre tantos desacertos, os autores também se referem às desonestas juntadas híbridas de ossos macacóides com ossos hominídeos para provar o que jamais existiu).

       Sem a menor dúvida Charles Darwin foi um homem especial. A dedicação e férrea vontade com que se meteu nessa longa e espinhosa empreitada de uma vida inteira, para descobrir segredos dos reinos e espécies e, principalmente, do homem, são dignas dos maiores reconhecimentos e elogios. Poucos pesquisadores até então haviam se lançado com tamanha coragem e desprendimento neste ingrato e laborioso trabalho como faria Charles Robert Darwin com peculiar energia.

       Conforme conta sua biografia, Charles Darwin, o quinto descendente de uma família de seis irmãos, nascera a 12 de fevereiro de 1809 em Shrewsbury-Shrospshire, na Inglaterra. Filho de um médico, Robert Darwin, e Susannah Darwin, Charles tivera a sorte de vir ao mundo numa família de posses e com folgada situação econômica, tendo sido educado dentro dos preceitos da religião anglicana que os familiares abraçavam. Seu pai atendia aos pobres e num daqueles verões quando Darwin o auxiliava foi mandado para a universidade de Edimburgo a fim de estudar medicina, que afinal abandonaria por se revoltar contra os métodos drásticos de tratamentos e cirurgias sem anestesias. Mais adiante, Darwin se interessaria por botânica e mais tarde faria um curso de geologia. Como seu pai achasse que ele poderia ser um pastor-clérigo, o mandou estudar teologia. No entanto, para sua vida profissional aquilo não lhe serviria para nada, e talvez animado pelas lições de botânica e estimulado na imaginação pelo seu professor de taxidermia (*) Josiah Wedgwood, um ex-escravo negro, que lhe passava muitas histórias cativantes sobre as florestas da América do Sul - e também, possivelmente, embora ele negasse, pela herança genética que traria de seu avô paterno na vocação e vontade de aprender sempre mais sobre a vida natural, uma vez que Erasmus Darwin, 1731 – 1802, médico, poeta e filósofo publicaria antes um tratado sobre ciências naturais, em que esboçava a teoria da evolução das espécies, segundo os caracteres observados - Darwin, aos 22 anos, partiria numa viagem a bordo do Beagle, em que conheceria meio mundo, incluindo em seu roteiro, claro, as Américas.
       (*) (termo grego que significa "dar forma à pele"; é a arte de montar ou reproduzir animais para exibição ou estudo. É a técnica de preservação da forma da pele, planos e tamanho dos animais – wikipédia).

     Conforme já nos referimos, na sua volta da viagem, mediante seus achados fósseis que os enviava regularmente para a Inglaterra e cartas que escrevia relatando o que pesquisava e aprendia, Darwin se tornou figura famosa. No entanto, apesar de suas originais experiências “in loco” durante sua longa viagem e pelas pesquisas que desenvolveria posteriormente, Charles receberia muitas outras influências de amigos da academia e de livres pesquisadores que gravitavam em torno de seu ciclo de atividades, bem como se impressionaria com aqueles de quem lia e relia as suas obras. Aquelas influências, ao longo de sua vida, sem dúvida o ajudariam a direcionar o pensamento e o levariam finalmente a apresentar publicamente suas conclusões que mais tarde o notabilizariam como reformulador dos conceitos naturalistas das espécies e do homem. 

        A obra acabada teria o perfil e histórico de Darwin por aquilo que por toda a vida vinha perseguindo e debatendo, mas foi igualmente notório o fato de ter adicionado conclusões de outros pesquisadores, como de Charles Spencer que consagrara antes de Darwin a expressão, a sobrevivência do mais apto, em sua obra “Princípios da Biologia”, bem como de Francis Galton seu primo, estudioso da natureza, que houvera viajado para a África e observado algumas etnias negras. Galton terminaria por escrever em 1869, a obra “Hereditary Genius”, e traria pela primeira vez o termo eugenia, significando experiências nas relações humanas para a melhoria física e mental das raças, que Darwin acabaria por incorporar a idéia nos seus escritos, embora diluída e subtendida.

       Sobre assuntos correlatos, temos aqui interessante artigo copiado da Wikipédia:
       “Alfred Russel Wallace, OM, FRS (Usk, País de Gales, 8 de janeiro de 1823 — Broadstone, Dorset, Inglaterra, 7 de novembro de 1913) foi um naturalista, geógrafo, antropólogo e biólogo britânico.
       Em fevereiro de 1858, durante uma jornada de pesquisa nas ilhas Molucas, Indonésia, Wallace escreveu um ensaio no qual praticamente definia as bases da teoria da evolução e enviou-o a Charles Darwin, com quem mantinha correspondência, pedindo ao colega uma avaliação do mérito de sua teoria, bem como o encaminhamento do manuscrito ao geólogo Charles Lyell.[1]
       Darwin, ao se dar conta de que o manuscrito de Wallace apresentava uma teoria praticamente idêntica à sua - aquela em que vinha trabalhando, com grande sigilo, ao longo de vinte anos - escreveu ao amigo Charles Lyell: "Toda a minha originalidade será esmagada". Para evitar que isso acontecesse, Lyell e o botânico Joseph Hooker - também amigo de Darwin e também influente no meio científico - propuseram que os trabalhos fossem apresentados simultaneamente à Linnean Society of London, o mais importante centro de estudos de história natural da Grã-Bretanha, o que aconteceu a 1º de julho de 1858. Em seguida, Darwin decidiu terminar e publicar rapidamente sua teoria: A Origem das Espécies foi publicada logo no ano seguinte.
       Wallace foi o primeiro a propor uma "geografia" das espécies animais e, como tal, é considerado um dos precursores da ecologia e da biogeografia e, por vezes, chamado de "Pai da Biogeografia".

       Este fato, entretanto, seria também contado de outra maneira, segundo a qual Darwin teria copiado os mesmos argumentos de Wallace, pois a correspondência de Wallace (algumas cartas) sumiu dos guardados de Darwin que ele preservava com muito cuidado. Mais tarde, Don Ospavat, um historiador, ao pesquisar documentos de Darwin na Universidade de Cambridge, constataria que a idéia inicial de Darwin, em 1844, registrada em seu pessoal rascunho, acerca da seleção natural, era bem diferente daquela informada por Wallace, concluindo que Darwin a teria mudado depois de ter conhecido a versão de Wallace.

       Além das críticas da igreja contra suas idéias, Darwin teve de enfrentar as oposições de alguns acadêmicos, a ira de leitores e as ironias e deboches de cartunistas de jornais, que com frequência o ridicularizavam apesar de a teoria da evolução não ter sido novidade e estar exposta na obra de Jean Baptiste Lamarck, “A Fisiologia Biológica”, publicada em 1809.

       Outra interessante história contada sobre Charles Darwin se refere aos seus momentos de reclusão, que quando doente era visitado por uma vizinha conhecida por Lady Hope, cujo nome seria Elizabeth Hope, que a seguir reproduzimos segundo original em inglês da Wikipédia, com nossa tradução:

  A história de Lady Hope, apareceria pela primeira vez num jornal americano batista, o “Watchman Examiner” em 15 de agosto de 1915, precedida por uma reportagem de quatro páginas sobre uma conferencia de verão, acontecida em Northfield, que transcorreria de 30 de julho a 15 de agosto naquele ano de 1915:
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       Decorria uma daquelas gloriosas tardes do outono, que algumas vezes nos deleitam na Inglaterra, quando fui convidada a entrar e sentar-me com o conhecido professor Charles Darwin. Ele permaneceria quase acamado por alguns meses até que lhe adviria à morte. Eu costumava achar, sempre ao vê-lo, que sua altaneira figura ostentaria um grandioso quadro em nossa Real Academia, mas nunca essa idéia pareceu tão nítida como nessa particular ocasião.
       Estava recostado na cama, vestido com um confortável roupão bordado, de cor púrpura acentuada. Apoiado em travesseiros ele se perdia com olhar distante nos longínquos cenários de árvores e campos de cereais que refletiam  a claridade de mais um daqueles maravilhosos pôr-do-sol que são as belezas de Kent e Surrey. Sua face e suaves formas pareceram emitir brilho de satisfação assim que entrei no quarto. Ele moveu a mão em direção da janela apontando para adiante, enquanto com a outra segurava uma bíblia aberta, que sempre estudava.
       - O que está lendo agora? – perguntei-lhe enquanto me sentava próximo à cabeceira da cama.
       - Hebreus – respondeu – ainda Hebreus. O Livro Real como o chamo. Não é formidável? Colocando então o dedo em certas passagens, fez comentários sobre elas.
       Eu fiz algumas alusões das consistentes considerações de muitas pessoas acerca da história da criação e sua grandiosidade, e os comentários deles dos primeiros capítulos do Livro da Genesis.
       Ele mostrou-se bastante consternado, seus dedos moveram-se nervosamente, parecendo que uma agonia o tomara. Então disse:
       - Eu era um jovem com idéias mal formadas. Lancei-me em inquirições, sugestões, questionando-me todo o tempo sobre todas as coisas e para meu espanto, as idéias se alastraram como fogo incontido. As pessoas fizeram delas uma religião!
       Ele fez pausa, e após umas poucas sentenças da “divindade de Deus” e da “grandiosidade deste livro”, olhando a bíblia que a mantivera segura, falou subitamente:
       - Eu possuo uma casa de verão cercada por um jardim onde há espaço para mais ou menos 30 pessoas. É para lá – apontou através da janela – eu gostaria muito que você falasse. Eu sei que você lê a bíblia nas aldeias. Amanhã à tarde eu gostaria que empregados das redondezas, alguns locatários e vizinhos estivessem por lá. Você falará a eles?
       - Sobre o que eu falaria?
       - Cristo Jesus! – respondeu em voz clara e enfática, aditando em tom baixo – e sua salvação. Não será o melhor tema? Então gostaria que cantasse com eles alguns hinos. Você carrega seu pequeno instrumento, não?
       Jamais esquecerei o maravilhoso brilho e excitação que lhe tomaram o rosto ao dizer-me isto, e acrescentou – se você se comprometer para as três horas esta janela estará aberta e saberá que estarei junto nos cânticos.
       O quanto desejei pudesse retratar um quadro daquele fino homem e coisas em redor naquele memorável dia!”

       A família negou com veemência, inclusive se manifestando publicamente, confirmando o agnosticismo de Darwin. Afirmavam que Lady Hope jamais estivera com Darwin. Porém esta versão foi ajustada para o fato de que em certa ocasião ela estivera no quarto com ele e sua esposa, mas Darwin se encontrava sentado numa poltrona ao invés de na cama, e nada disto fora conversado.

       Tudo é possível de ambos os lados. No entanto, Lady Hope inicia seu relato dizendo que fora convidada a entrar no quarto de Darwin, não mencionando por quem. Logo haveria outra pessoa no quarto ou fora o próprio Charles Darwin, a sós, que a convidara?

       E o que se poderia esperar do posicionamento da família? Imaginemos o prejuízo que este fato não desmentido causasse a reputação de Darwin, à sua família e à doutrina materialista por ele esposada. Portanto, o único caminho, a plausibilidade líquida e certa por tudo o que envolveu a vida científica de Darwin, seria sem dúvida o desmentido. A história, apesar de tudo, espalhou-se, e o que se sabe é que em nada afetou a idolatria de ardorosos céticos seguidores de suas idéias.

Rayom Ra
                                                              [ Prosseguiremos ]

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sábado, 26 de março de 2011

A Disbiose Humana - I


       Na mais respeitosa visão sobre o corpo humano, e a todas as saudáveis expectativas dos amados seres terráqueos, devemos hoje reservar esses momentos de entrelaçamento transmentativo com nossa mensageira, com a finalidade de alertar a todos sobre o descompasso a que e pode levar um comportamento mental de displicência para com os fatos normais da vida humana, enquanto ele se processa, independente de transições planetárias.

       O chakra básico, genésico ou fundamental, de função conectiva do ser à sua frequência de ser encarnado na Terra, é o que mais reclama a atenção de toda a população da Terra nesse momento planetário, como o umbilical ou esplênico e o chackra gástrico solar. Na interatividade entre esses e dos demais, superiores, o ser humano passa a sofrer de patologias diversas oriundas do mau funcionamento de quaisquer deles, todos entremeados de forma determinante com as teias complexas das vibrações de todos os desejos, emoções, sentimentos e pensamentos dos homens.

       Por mais incrível que possa vos parecer, a própria era da mudança ascensional do planeta e das criaturas humanas, está acometendo essas mesmas de todo o peso de seu intrincado modo de se direcionar, por desinformação e equívocos teóricos sobre qual a postura mental e espiritual correta dos seres humanos ante o momento inédito que estão todos atravessando. Para que todos possam bem compreender o tema dessa nossa palavra hoje ao mundo, faz-se importante elucidarmos alguns aspectos nublados sobre vidas carnais e transição planetária.

       Espiritualistas ou não todos os seres humanos tem a uma vida sendo levada a efeito, nas circunstâncias karmáticas ou evolutivas que lhes foram destinadas ou escolhidas, essas últimas pelos mais esclarecidos, conforme suas necessidades de aprendizado ou suas atribuições estabelecidas no âmbito da colaboração própria ao ciclo derradeiro do planeta em transição. Urge uma pergunta, agora, a cada um dos irmãos espiritualistas encarnados que tem buscado suas compensações somente no plano mental da vida, especialmente nesta fase de grandes e profundas transformações energéticas e dimensionais no plano terráqueo.

       Esta pergunta está endereçada àqueles que já estão cultuando e experienciando, de forma obstinada, suas novas vidas em novas dimensões de forma antecipada ou exagerada, ou se recusando a vivenciarem suas próprias vidas e suas rotinas, por se situarem em patamares de entendimento  equivocado quanto à verdadeira interpretação da questão teológica do ‘Vós Sois Deuses’ ! ‘Sois Deuses’ ou ‘Sois Mestres’ não necessariamente se reportam a ABANDONAREM o agora de vossas vidas. Esta é uma nova metodologia divina de focar vossas atenções ao que devereis ‘ser, mentalizar, buscar, desenvolver, promover e aplicar’, principalmente, em vossas vidas materiais humanas.

       Esses  pressupostos tem confundido os nossos irmãos da Terra. Muitos trajetos evolutivos deverão ser palmilhados até chegardes a esse patamar que faz parte de vossas essências. Trago um presente de Maria a essa nossa comunicação de hoje. São dela essas sábias palavras:

       ‘Tendes uma ‘vida’ ? Essa vossa vida é na Terra?’ Se a resposta for positiva, fazemos agora uma conclamação geral a cada um de vós: ‘-A tua vida é sagrada e ela é feita de matéria. Tens um corpo físico’. ‘-A tua vida é uma oportunidade. E ela agora está te dando a chance de te aprimorares em vários sentidos de tua personalidade, de suprires tuas lacunas e de cumprires tuas obrigações para com este tempo que te foi concedido .’

       -‘ Não subestimes a importância de tua vida em corpo físico na Terra. Esse equívoco te trará problemas futuros. Faltar-te-á essa compreensão e essa experienciação necessária de viveres tua vida humana  intensamente.’

       A panacéia do tema ‘Transição Planetária ‘está desvirtuando o foco de sua importância Muitas criaturas espiritualistas, e, mais ainda, aos que sobre ela não conjecturam, passam a certa distância dos seus perigos residuais. A visão que temos sobre as condições de suas ligações telúricas, do seu eixos de conexão com a Terra, é estarrecedor, pois que o descaso para com as bases de vida terráquea estão a mercê de todo tipo de aproveitamento dos obstinados seres astrais da oposição crística.

       Nada do que seja fanático e obstinado redunda em condições favoráveis para os seres humanos. Há grupos inteiros, coletividades numerosas, milhares de criaturas escravizadas por um hipnotismo quanto a se distanciarem dos compromissos para com suas vidas atuais.

       A interpretação sobre a Transição Planetária está sendo dramaticamente problemática e perturbadora da razão humana. Como é fácil às pessoas que não dispõem de conhecimentos básicos sobre o funcionamento dos chakras e sobre a relatividade da questão da transição planetária, dos aspectos espirituais da evolução, da ainda contemporaneidade de seus seres com todos os outros que permanecem na Terra de serem seduzidas pela face ardilosa da idolatria à própria transição.

       Esta face ardilosa é o aproveitamento sombrio da festa apocalíptica que tomou conta do cenário mental de muitos espiritualistas de alguns segmentos das doutrinas de 'Nova Era', sem bases profundas de conhecimento espiritual. Os enfoques que tem sido dados, em meio a deslumbramentos de vários setores espiritualistas, sobre as  mudanças de dimensão na Terra, ainda em andamento, lento e gradativo, entre o medo de  de catástrofes e o apego a uma nova colocação dimensional das almas, estão gerando uma modalidade de facilitação de provocação de distúrbios metabólicos e energéticos nos seres humanos.

       Considerando que o fim do mundo esteja próximo e agindo como quem vai viajar, daqui a pouco, esquecem-se os irmãos terráqueos de equilibrarem suas condições de seres encarnados. A forma dramaticamente incompatível com que as mentes das pessoas estão focando o cerne da temática da transição planetária não os levará aos padrões de vida liberta que estão esperando, conjecturando, sem todas as ferramentas evolutivas para tal. Justamente pela falta de sensatez e bemtemperança conceitual, os seres estão se dispondo a invasões de energias intrusas pela anulação de preocupações com suas vidas atuais.

       Obviamente que não somos avessos à autêntica harmonização das criaturas, as quais, elevando-se acima das torpezas humanas, já sintonizando suas existências multidimensionais e dando andamento a uma nova metodologia de se viver, numa era que pressagia muitas mudanças em comportamentos emocionais e mentais, caminham para a desproblematização, ou a minimização de fatores predisponentes a estilos de vida complicados, involutivos ou desadaptados da nova realidade iluminada que se aproxima como a nova alvorada terráquea. No entanto, existe nesse interregno de compreensão acerca dos fatores ligados à ciência da ligação entre corpo físico a outros corpos sutis, um fundamento verídico da vida física de suma importância:

       - ‘O corpo físico mantém-se pela sua conectividade com o regiões astrais telúricas, compatíveis com a freqüência vibratória da energia ígnea do magma terrestre, compondo um eixo humano individual que parte de regiões acima de suas várias auras, descendo por todos os chackras, atingindo algumas medidas abaixo do solo terrestre, ancorando-o pelas propriedades telúricas do magnetismo terrestre.’ Os seres humanos não podem se distanciar de sua realidade como seres complexos, ainda individualizados e alicerçados na plataforma terrena como seres físicos, condição básica que propicia experienciações e lapidações de arestas remanescentes de suas idiossincarsias milenares, para, após corrigidas essas distorções pendentes, possam estar leves e livres para dar expansões de seus seres rumo aos vôos supremos de ascensão.

       Os bilhões de seres que transitam no orbe terráqueo carecem, em sua maior parte, desses recursos básicos de divinização de seus seres. A prática da vida humana, embora com a mente nos céus. Não existe a homogeneidade de movimento ascensional na população da Terra. Disso ainda passam longe. A programação para a grande  massa humana de desinformados e despreparados não vos tornam ainda libertos da forma alentadora como pensais. Existe um caminho que está sendo perlustrado, paulatinamente, rumo aos degraus de maior liberdade e elevação espiritual dos seres humanos.

       Em debates profícuos sob a supervisão divina temos analisado o andamento da divulgação espiritualista sobre Transição Planetária. Os seres mais iludidos em suas previsões de distanciamento de si mesmos e deste orbe terráqueo poderão não conceber, ainda, de forma raciona e lúcida, o impasse de vulto, a nível de complexa teia energética que funde os corpos do quaternário denso (*) que garante a sua sobrevivência no mundo físico.
       (*) Refere-se a integração entre o corpo físico, o corpo etérico, o corpo astral e o corpo mental inferior.

       Mas pretendemos sinalizar, para os mais lúcidos e prudentes, sobre a possibilidade de precariedade da vinculação energética dos seres humanos ao seu eixo equilibrador, na medida em que esses tem se abstido de potencializar essa vivência material e humana, num intuito de elevação programada para uma vivência mais espiritual do que carnal, mas em proporções exacerbadas que fazem oscilar alguns veios energéticos de importância dentro do complexo mecanismo de conexão espiritual, mental e físico. De formas entusiastas, exageradas e desarticuladas da verdade, sobre os movimentos dimensionais que o planeta fará, extremam-se as criaturas ávidas pela luz  e pela iluminação de si mesmos e do planeta, numa comunhão frenética com tais parâmetros enobrecedores, sem, contudo, comparecerem todos aos seus reais modos de isso acontecer.

       Temos acompanhando a saga da humanidade em busca de paz, libertação e angelização, desejando, porém, diplomas de graus evolutivos sem que eles tenham sido conquistados. As conjecturas sobre as novas dimensões, a serem atingidas ainda pela Terra, tem ocupado, por demais, as mentes desprevenidas quanto aos pormenores e minúcias científicos dos campos energéticos que permeiam essa mudança de vibração frequencial.

       Para que possamos ajudar na conscientização sobre o desligamento preocupante que os seres humanos estão promovendo em suas bases telúricas, as que se consolidam através deste eixo central do equilíbrio energético a que nos referimos, nesta acirrada época de desafio ao raciocínio e ao discernimento, será necessário que sejam tomadas medidas de divulgação em massa que serão promovidas pelas equipes responsáveis pelas pastas de ‘DEFESA METAPSIQUICA’  e  ‘ESTRATÉGIAS VIBRACIONAIS’, e várias outras que tem sido implementadas pelo PARLAMENTO ESPIRITUAL PLANETÁRIO.

       A epopéia da transição planetária não será a de os seres humanos se livrarem da Terra, mas sim ajudarem a Terra a se iluminar, desde já, enquanto estão em vida humana vigente. Em nada será bom o ser humano fantasiar sobre descompromissos de sua parte para com essa tarefa evolutiva.

       Muitos textos tentam forjar esse descompromisso. Atenção para com eles!
       Iluminar-se nunca será a crueldade da indiferença para com as vossas tarefas terrenas enquanto pisam em solo reencarnatório. Sublimar a mente, sim! Galgar degraus dimensionais? Sim ! Contanto que esse degrau esteja já vivenciado e não sido transposto superficialmente, onde lições não foram aprendidas.

       Esta mudança tão esperada pelos milênios e pelas eras de trabalho de todos os intercessores siderais em prol deste vosso planeta não deverá ser ao estilo ' fuga em massa' da realidade espiritual. Haverá sim desencarnes em massa, mas, antes disso, e mesmo durante e após isso, os seres que vivem suas vidas delas deverão se aperceber de forma mais séria e útil. Transição Planetária, esta era tão sagrada, movida à base da esperança e do trabalho efetivo, não é tema para pessoas enlouquecidas, desesperadas, almejando que o planeta exploda definitivamente.

       Muito menos deve ser tema para incursões espirituais estéreis em conhecimentos de escol com relação às histórias siderais. Há toda uma epopéia se desenrolando em vosso tempo linear e no nosso ‘não tempo’ na holografia cósmica. A evolução é algo de grande imponência e seriedade. É fulcro de atividade de confrarias galácticas especialíssimas e de milhares de considerações e implicações de toda ordem. Pertence essa temática aos fundadores e plasmadores dos orbes, aos engenheiros celestes, aos vultos ligados a egrégoras planetárias, às esferas de mestres divinizados que ainda fazem a preparação sábia dos seres para as mudanças da Era de Aquário.

       Transição Planetária é momento cosmoplanetário composto de muitos ciclos de adequações cosmofluídicas, cosmotelúricas, astrais, etéricas, bioelétricas, eletromagnéticas, magnéticas, biomagméticas e espirituais.

                                                                   [ Segue Parte II ]