sábado, 21 de março de 2015

Kalachakra

http://arautodofuturo.files.wordpress.com/2008/10/mandala-kalachakra.jpg

  A palavra Kalachakra significa ciclos de tempo, e o sistema Kalachakra apresenta três desses ciclos – externos, internos e alternativos. Os ciclos externos e internos lidam com o tempo como nós normalmente o conhecemos, enquanto que os ciclos alternativos são práticas para alcançar a liberação destes dois. As estruturas dos ciclos externos e internos são semelhantes, similares ao paralelo entre o macrocosmo e o microcosmo discutido na filosofia ocidental. Isto significa que as mesmas leis que governam um universo também dizem respeito aos átomos, ao corpo e à nossa experiência da vida. As práticas dos ciclos alternativos também seguem esta estrutura de modo a nos permitir engajar e superar estas forças de uma maneira eficiente. Este imitar é, de fato, uma das características distintivas do método tântrico anuttarayoga.

  O tempo, no budismo, é definido como sendo uma medida de mudança. Tais mudanças são cíclicas visto que os padrões se repetem, embora os eventos de cada ciclo não sejam completamente idênticos.

  A um nível externo, o universo passa através de ciclos cósmicos, astronômicos, astrológicos e históricos.

  Ao nível interno, o corpo atravessa ciclos fisiológicos, muitos dos quais também produzem associados ciclos mentais e emocionais.

  Além disso, assim como os universos se formam, expandem, contraem, desaparecem e depois formam-se uma vez mais, seres individuais atravessam renascimentos contínuos, repetidos nascimentos, crescimento, envelhecimento e morte.

  Os ciclos do tempo externos e internos delineiam o samsara – os renascimentos incontrolavelmente recorrentes, cheios de problemas e dificuldades. Estes ciclos são dirigidos por impulsos de energia, conhecidos no sistema Kalachakra como "ventos do karma".

  Os potenciais cármicos, de fato, causam uma grande variedade de impulsos que afetam as nossas vidas. Os potenciais cármicos coletivos das ações precedentes de um grande número de seres – incluindo nós próprios – causam, por exemplo, o impulso para a evolução de um universo com ambientes específicos e formas de vida específicas em que nós e estes seres tomamos subsequentemente renascimento. Estes potenciais coletivos também causam os impulsos que dirigem as leis físicas e biológicas que governam esse universo – dos padrões climáticos dos seus planetas aos hábitos do ciclo de vida de cada espécie neles. Explicam também os impulsos por trás do comportamento diário instintivo característico de cada forma de vida.

  Dentro deste contexto, os potenciais cármicos individuais, na junção apropriada dos ciclos internos de cada ser – depois de cada morte – produzem o impulso de renascer num ambiente específico com um corpo específico. Este impulso é relativo a um ponto evolucionário particular no ciclo externo de um universo.

  Todos estes fatores que amadurecem do karma funcionam juntos e harmoniosamente para fornecer o "recipiente" dentro do qual nós experienciamos o amadurecimento de outros potenciais kármicos pessoais na forma de comportamento impulsivo por trás dos acontecimentos da vida.

  Os muitos níveis dos ciclos de tempo externos e internos entrelaçam de uma maneira complexa.

  Em resumo, o tempo não tem começo nem fim. Sempre houve e sempre haverá mudança, que pode ser rotulada como a passagem do tempo. Universos, civilizações e formas de vida animada continuamente surgem e desaparecem. A forma que tomam depende das ações e, por isso, das mentes daqueles que os precedem. É por isso que há um ajuste harmonioso entre os corpos e as mentes dos seres e o seu ambiente. Alguém nasce como um peixe para experienciar acontecimentos da vida na água, ou como um ser humano no ar, e não vice versa.

                                                             O que é o Tantra 

  A palavra tantra significa um eterno continuum. Continuums eternos funcionam em três níveis: como base, caminho e resultado. 

  1 - No nível da base, o eterno continuum é a nossa mente – especificamente o seu nível mais sutil conhecido como a clara luz primordial – que dá continuidade a todas as nossas vidas. Como um feixe de puro laser de meras claridade e consciência, não adulterado pelas grosseiras oscilações do pensamento conceptual ou das emoções perturbadoras, está subjacente a cada momento da nossa experiência, quer estejamos acordados ou a dormir.

  A nossa mente mais sutil nunca desliga e, por isso, é a base para as nossas experiências da morte, bardo (o estado entre renascimentos) e concepção de uma nova vida. Nem o estatuto do renascimento, a intensidade da experiência, e nem as "máculas passageiras" dos pensamentos ou sensações passageiras afetam a nossa mente de luz clara. Esta mente mais sutil prossegue até à budeidade e é a base para alcançar a iluminação, e cada continuum de luz clara, quer antes quer depois da iluminação, é individual, da mesma forma que todos os rádios não são o mesmo rádio, embora cada receptor funcione da mesma maneira.

  2 - O eterno continuum do caminho, refere-se a um método específico para nos transformarmos num Buda, ou seja, a práticas meditativas que envolvem figuras búdicas. Este método é às vezes chamado "yoga da deidade".

  3 - O  eterno continuum resultante, é a continuidade sem fim dos corpos búdicos ou Corpuses de um Buda que obtemos com a iluminação. Ajudar aos demais de maneira completa requer corpos ou corpuses de conhecimento, sabedoria, experiência, e formas para se adequar a cada ser e cada ocasião.

  Resumindo, o tantra envolve um eterno continuum de prática com figuras búdicas para purificar o nosso eterno continuum mental das suas máculas passageiras, a fim de conseguir, na sua base, o eterno continuum dos Corpos de um Buda. Os textos que discutem estes tópicos também são chamados "tantras."

  A prática tântrica não consiste em confiar/depender em deidades, que algumas línguas traduzem como "deuses", estas deidades são formas extraordinárias, masculinas e femininas, em que os Budas se manifestam a fim de ajudar pessoas com variadas inclinações a superar as suas falhas e realizar os seus potenciais.

  Cada uma destas figuras búdicas representa o estado totalmente iluminado, mais uma das suas características específicas, como, por exemplo, a compaixão ou a sabedoria -  Avalokiteshvara, por exemplo, é uma manifestação da compaixão, e Manjushri é uma personificação da sabedoria.

  Kalachakra representa a capacidade de lidar com todas as situações a qualquer momento. A prática meditativa estruturada em torno de uma destas figuras e da característica que ela representa fornece um foco e uma estrutura clara, permitindo uma progressão mais rápida à iluminação do que a meditação sem elas.

  Aliviar os sofrimentos dos outros o mais rápido possível requer o método mais eficiente de se obter as faculdades iluminadoras do corpo, palavra e mente (esses 3 elementos aparecem na Mandala) de um Buda. A base para obtê-los é a forte determinação de livrarmo-nos das limitações, e ao mesmo tempo, adquirir o amor e a compaixão não erráticos, a autodisciplina ética, rigorosa concentração, uma firme compreensão da realidade e também a habilidade de ajudar os outros de varias maneiras. Quando tivermos chegado a certo nível, precisamos de combiná-los e aperfeiçoá-los para que deem os seus resultados.

  O tantra é a yoga da deidade. Tal como fazer o ensaio final de uma peça de teatro, imaginamos que, como figuras búdicas, já possuímos a inteira gama destas faculdades iluminadoras, todas juntas ao mesmo tempo. Fazê-lo agir como causa eficaz para integrar estas qualidades e obter tal forma mais depressa.
    
                                   "O tantra Kalachakra, e o Rito de Iniciação":

  Transformar-se num Buda, significa se tornar alguém que está totalmente desperto, significa superar todas as falhas e realizar todos os potenciais a fim de ajudar os outros.- e essa é a única intenção que se deva ter em relação à ser um Iluminado, que nunca é a de ser salvo como alguns pregam, mas sim de ser um trabalhador que se dedica a auxiliar, sem intenções outras.

  A iniciação Kalachakra oferece uma oportunidade de nos encontrarmos com tais métodos. A palavra tibetana para iniciação é  wang, e significa poder, e uma iniciação é um empoderamento. Ela dá-nos o poder e a habilidade de engajar em certas práticas meditativas para alcançarmos a Iluminação, e assim transformarmo-nos num Buda, a fim de beneficiar os outros da melhor maneira possível.

  A iniciação dada por um mestre totalmente qualificado primeiro remove os obstáculos iniciais que impedem o acesso e o uso destes potenciais búdicos. Depois desperta e reforça estas habilidades. Este processo duplo é chamado "receber purificação e plantar sementes". Porém, o processo só é eficaz se imaginarmos ou sentirmos que isso está realmente acontecendo. O empoderamento requer a participação ativa de ambos o professor e o discípulo.

  Kalachakra é um sistema de meditação do nível mais elevado do tantra budista, anuttarayoga.  Tsenzhab Serkong Rinpoche, uma vez disse: "se você praticar métodos fantasiados, você obtém resultados fantasiados. Se você praticar métodos realistas, você obtém resultados realistas".

  "O sistema Kalachakra foi um dos últimos e mais complexos sistemas  tântricos a ser trazido para o Tibete da Índia. Nos últimos anos, muitos ocidentais têm se familiarizado com esta tradição com vários  lamas que deram a Iniciação Kalachakra para grandes grupos de pessoas. Eu mesmo já realizei iniciações  várias vezes nos países ocidentais, bem como na Índia e Tibet. Tal iniciação são dadas com base em uma mandala, a residência sagrada de divindades, normalmente representados em forma gráfica. A tradição que sigo emprega uma mandala construída de areia colorida, que é cuidadosamente montada antes de cada início e desmantelada no final. Devido à sua natureza, colorido e intrincado, as mandalas têm atraído um grande interesse. Embora algumas possam ser abertamente explicadas, a maioria está relacionada a doutrinas tântricas que são normalmente mantidas em segredo. Consequentemente, muitas interpretações especulativas e equivocadas têm circulado entre as pessoas que as veem simplesmente como obras de arte ou não tiveram acesso a explicações confiáveis. Porque os equívocos graves que podem surgir são mais prejudiciais do que um levantamento parcial do sigilo , eu tenho incentivado uma maior abertura no mostrador e descrição precisa de mandalas."  Dalai Lama

                                                                 A Mandala

  A mandala Kalachakra é  literalmente um universo simbólico, uma representação cosmográfica das dimensões interiores, exterior, e alternativa da realidade. Um suporte para prática tântrica contemplativa, e são consideradas como a morada real de uma divindade particular.

  Englobando o corpo, fala e mente da divindade Kalachakra, juntamente com as 636 divindades (outro autor diz ser 722 e aqui um estudo completo sobre as deidades da Mandala) complementares na mandala, a mandala de Kalachakra é particularmente complexa. Por esta razão, há uma ênfase nos budistas tibetanos tradições prática tântrica de usar apoios para a contemplação, como réplicas da mandala reais, incluindo pinturas, construções thangka 3D, e agora geradas por computador animações para imaginar ou visualizar a mandala de Kalachakra.

  Neste contexto, a mandala refere-se ao palácio em que uma figura búdica vive e o terreno à sua volta. Assim como as partes do nosso corpo, cada característica arquitetural corresponde a um entendimento ou a uma qualidade positiva que precisamos manter ativamente em mente.
 
  Durante os empoderamentos e a subsequente prática de meditação, ninguém visualiza o desenho bidimensional, apenas a estrutura que ele representa.

  A forma mais conhecida da mandala de Kalachakra é a mandala de areia, para que os grãos de areia colorida são meticulosamente colocados, representando as três partes ou palácios tridimensionais, cada um com seu significado simbólico.

  Cada detalhe da mandala, a partir de cada divindade para cada adornos do edifício, refere-se ao tempo do universo (Kalachakra exterior), aspectos físicos e mentais de Kalachakra e nós mesmos (Kalachakra Interior), e também para os aspectos da prática (Kalachakra alternativo ).        

                 A Mandala Kalachakra é um palácio enorme, com 5 pisos distintos:

                                        De fora para dentro temos os 6 círculos:

  1 - O círculo externo é o "Grande Círculo de Proteção", "Mountain of Flames" ou "Circle of Wisdom", que representa o Elemento Sabedoria. As áreas de cores diferentes representam os cinco Sabedorias do Buda sob a forma de um arco-íris.Em seguida siga círculos que representam os elementos:
  2 - Espaço – verde
  3 - Vento - cinza / preto
  4 - Fogo - rosa / vermelho
  5 - Água – branco
  6 - Terra – amarelo
                                         e o Palácio com 5 andares:
  1° - Palácio Corpo
  2° - Palácio Fala
  3° - Palácio Mente
  4° -Grande Círculo da Felicidade – Bliss
  5° -  Onde reside Kalachakra e sua contraparte feminina Vishvamata

  Ao nível do solo é o Palácio do Corpo - representa o Corpo de Buda (Rupakaya)  tem 4 portões enormes nas direções Norte, Sul, Leste e Oeste - e contém 536 divindades. 

  Na borda branca (lhanam) apenas no interior das paredes exteriores, são 12 animais (visíveis na mandala de areia, não aqui), retratando os 12 meses do ano. Cada um carrega um lótus com 28 pétalas em que uma divindade é colocado, e um par divindade no centro, que representa lua nova e lua cheia, em conjunto estes representam os 30 dias lunares em um mês. O número 360 também se refere aos conjuntos de 360 respirações que damos, em 60 ciclos por dia (somando 21.600 respirações por dia).

               Dentro (ou sobre na 3D)  do Palácio do Corpo, vem o Palácio da Fala.

                      No centro do Palácio da Fala, vem o Palácio da Mente Mandala,  

 
que tem mais dois níveis de pisos, o Excelso Sabedoria - que representa a Sabedoria Sutil - 4° andar da Mandala,  e a Grande Felicidade (Bliss) 5° andar - onde reside a divindade Kalachakra com sua consorte Vishvamata, simbolizandos pelo grande lótus verde, que são rodeados pelas 8 Shaktis - que tanto significa o poder de um deus, e também esposa ou contraparte feminina, representadas pelas lótus menores.
  O Palácio Corpo é criado a partir do elemento terra pura,
  O Palácio da Fala é criado a partir do elemento água pura,
  O Palácio Mente palácio é criado a partir do elemento fogo puro,
  O Círculo da Felicidade - (Bliss) é criado a partir do elemento vento puro,
e o Lugar da Divindade Principal Kalachakra - o lútus central - é criado a partir do elemento puro espaço.

  Talvez a mais importante das fontes originais indianas sobre o desenho da mandala Kālacakra, e um que é importante para todas as tradições tibetanas, é o Vajrāvalī-Nama-maṇḍalopāyikā (khor dkyil 'gyi cho ga rdo ba phreng rje) de Abhayākaragupta, um abade do monastério de Vikramaśīla, provavelmente do  século XI ou início do século XII.

                                                     1 - Unidades e dimensões.

  A descrição começa com a definição das dimensões globais da mandala e as unidades a serem usados ​​na sua construção.

  O tamanho da mandala é indicado para ser quatro côvados - este é a distância entre o interior das paredes do palácio corpo.

  Côvado - Medida de comprimento que foi usada por diversas civilizações antigas. Era baseado no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até o cotovelo. O côvado era usado regularmente por vários povos antigos, entre eles os babilônios, egípcios e hebreus. O côvado real dos antigos egípcios media 53cm. O dos romanos media 44,5cm. O côvado hebreu media 35.4

  Num contexto ritual, a largura do polegar do professor que preside a Iniciação  é determinada e 24 dedo-larguras é um côvado. Metade da largura do dedo é chamado uma unidade secundária (cha Chung), que são os principais unidades utilizadas na descrição da mandala.

  Outras unidades que são por vezes usados ​​são unidades de portas (SGO tshad, DU).

  A mandala consiste em três palácios, e a unidade de porta para qualquer palácio é a largura da porta de entrada do referido palácio particular.

  As larguras interiores das três palácios são, respectivamente: 48, 96 e 192 Mus.

  A primeira parte da construção é o desenho as linhas principais e, em seguida iniciar a medição para fora da posição das paredes, e assim por diante.

         Depois de preparar a superfície em que a mandala será desenhada,

  1 - traçar a linha leste-oeste central, e determinar o seu centro,
  2 - descrever  um círculo de raio de 8 corpo-DU - Isto é 192 mus, que constitui o limite mais interior do perímetro terra.
  3 - Definir outra linha - no sentido norte-sul.(horizontal) perpendicular à Leste-Oeste (vertical)

  Deve-se notar que na tradição Kalachakra, uma ordem invulgar de direções é seguido. Como de costume (na arte do Tibete), a direção Leste (preto) é dirigido para o espectador, ou no fundo de uma imagem.
  Em seguida, definir os pontos a fim de formar as duas linhas diagonais. 








  Na prática, primeiro seria preciso para medir a área total que será utilizado para a mandala. Se o diâmetro do círculo interior delimitadora do perímetro terra - o 6° círculo amarelo - é 384 Mus (2x192), o círculo exterior delimitadora do perímetro externo é 624 Mus.

  Na descrição de Banda Gelek, diz para determinar a distância a partir do centro para a borda externa, 312 mus, e divide este em 13 partes iguais. Cada um deles é de 24 mus, ou 1 corpo-DU.

 

  Em seguida, desenhe um círculo com um raio de 8 1/2 corpo-UD (204 mus) e ligueos pontos onde esta intersecção do círculo com a linha diagonal para formar um quadrado.

  Esse quadrado  é a para a mandala (ou palácio) do corpo, e cada um deve ser 288 mus.

  O próximo passo é dividir as linhas diagonais a partir dos cantos da presente quadrado do centro em 12 partes iguais.
 


  Desenhar quadrados adicionais, ligando o primeiro, terceiro e sexta posições do centro.
  Do centro, agora temos quatro quadrados que formam: a linha exterior
das vigas exteriores do círculo de grande felicidade, e as linhas dos 3 palácios -


  Todas essas praças são linhas finais e não linhas de construção, e assim eles não precisarão mais tarde a ser apagada.
Medir a partir do ponto central - na figura acima - para o 
1° quadrado - o receptáculo da flor de lótus central.
2° quadrado - Palácio da Mente
3° quadrado - Palácio da Fala
4° quadrado - Palácio do Corpo

                               1° quadrado - o receptáculo da flor de lótus central.
 
  Os espaços 1 mu entre os dois primeiros destes quadrados e o par exterior formar as vigas interiores e exteriores do círculo do grande êxtase.  

Outro círculo também deve ser feito dentro das vigas internas, com um raio de 6 mus. Isso forma o espaço para as oito pétalas do lótus principal. 

  Linhas de agora precisam ser desenhadas no espaço  entre as segunda e terceira praças além do lótus. Para estes, medir direita e à esquerda das linhas centrais, 2, 1, 3 e 1 mus.

  As células 4x4 quadrados que se formam nas direções cardeais (os lótus pequenos) e intermediários precisam ter lótus de oito pétalas de 4 mus de diâmetro . Tal como acontece com o loto principal, o diâmetro do recipiente de cada loto é um diâmetro do terceiro global. As outras células formadas entre estes são para frascos.

                                                 2° quadrado - Palácio da Mente

 Para além do exterior dos quatro quadrados que formam os feixes, medir ao longo das linhas centrais 7 e, em seguida, 4 mus, desenhando quadrados adicionais. Estes formam a divindade pódio do Palácio Mente.
Em seguida, meça 1 mu ainda e desenhar outro quadrado. Esta é a linha base (rtsa thig, mūlasūtra) do Palácio da Mente, a linha de base é a linha interna das paredes. Partes desta linha precisa de ser removido para formar a porta, 3 mus ambos os lados da linha central, dando a porta uma largura de 6 mus. 

  As linhas são agora desenhadas para formar a varanda. Este consiste de três seções: 
  I - o pórtico de projeção (SGO khyud, niryūha), 
  II - a varanda de extensão (SGO grama ", kapola) e 
  III - alpendre (SGO logs, pakṣaka).  


     Outras linhas precisam ser desenhadas entre a base e as linhas de parapeito. 



 


   Estes formam os espaços para o plinto (stegs bu, vedika), jóias friso (rin po che'i pha gu, ratnapaṭṭika), guirlandas e gotas (DRA ba ba Dang dra phyed aa, hārārdha Hara), tubos (rin chen shar bu , bakulī) e parapeito (yab mda ', kramaśīrṣa). 

 

As paredes são realmente mais complicadas do que aqui descrito, consistindo de paredes paralelas. O toran (rta babs, Torana) se estende além da linha de parapeito para 3 UD, e consiste de três seções, ou estágios. Cada estágio consiste de um feixe de trilhos de apoio, (Myos pa srung ba, mattavārana) e quatro colunas. No topo é o topo de cobertura e o frasco, com uma altura de cada de 2 mus. Adicionados em
conjunto, isto dá um total de 18 mus, ou, 3 UD. 

 



   Um total de 12 linhas horizontais de diferentes comprimentos. O próximo passo é para desenhar as linhas verticais para completar a estrutura que irão definir o desenho abaixo:


                                                3° quadrado - O Palácio da Fala. 

  A linha de base para o palácio discurso é de 12 mus além da linha parapeito do Palácio da Mente, e as dimensões de todos os mus  são o dobro do palácio da mente.


  Este pódio precisa de oito flores de lótus, cada um de diâmetro 4 mus e com oito pétalas. Estes são, nos quatro cantos e no meio de cada lado do pódio, coincidindo com a célula meio da fase meio de cada um dos torans palácio mente. As células do meio são 3 x 3 mus em tamanho, e como as flores de lótus precisam ter seu diâmetro de 4 mus, as seções dos pilares e trilhos da toran são cortados para acomodar o lótus.







 Quatro deles estão nos quatro cantos, e os outros oito estão em pares, à direita e à esquerda das portas.

                                                4° quadrado - Palácio do Corpo

  Ele é todo em dobro do anterior, repetindo as mesmas regras anteriores e coloco abaixo o esquema a Mandala inteira.



  As rodas-de-rosa e cinza Dharma também são conhecidos como os "motivos cemitério". Os cemitérios são representados como rodas de oito raios. Entre estas rodas, 88 sílabas em sânscrito são colocados (não mostrado aqui).

  Deve-se notar que há uma relação profunda entre o tantra Kalachakra e do alfabeto sânscrito. e terminado o desenho das linhas.





                                                                mãos à obra

                                                             o desmantelamento

 

Dois monges do Mosteiro de Namgyal, Lama Losang Chogyen e Lama ThubtenWangchen (Director do Tibet House, Barcelona), a partir da cerimônia de desmantelamento.
 
 
                                            Numa sequência estritamente arranjado.

                                a areia é coletada em um jarroe todos acompanham
 
                          até o rio onde o Lama Wangchen despeja a areia na água.



Fontes
Art in March of 1991. Images from a sand mandala construction in Bonn in 1996 show the process in detail. The sand mandala ritual ends with a dismantling ceremony.

http://mantras-mandalas.blogspot.com.br/ 




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