sábado, 15 de junho de 2013

Quem Verdadeiramente Deseja Tornar-se Ocultista



“Quem, verdadeiramente, deseja tornar-se ocultista, deverá dirigir-se pelos seguintes conselhos: 

       Ser humilde e modesto; ouvir e pensar muito mais do que falar, quando falar ser sincero; evitar tudo o que possa ferir o sentimento de outrem; acostumar-se a ouvir opiniões alheias, sem as contrariar; dar sua opinião, quando for pedida, mas não a impor nem por eloquência, nem por desejo de mostrar que sabe mais ou que é mais adiantado do que o outro; viver de modo que não se deixe iludir pela ambição, pelo desejo de êxito, ou pelo amor de glória ou distinção na sua atividade pessoal ou social, mas preferir sempre antes servir do que brilhar.

       Não deve dar grande importância aos bens materiais, mas deve usá-los com prudência, para os fins de utilidade sua e alheia, de conformidade com sua posição social. Deve dominar-se a si mesmo, e ser tolerante aos erros dos outros. Deve conservar sempre a equanimidade, aconteça o que acontecer; viver no presente, e não se queixar do passado; esforçar-se sempre por ouvir, e cada vez mais clara, a voz da consciência, que lhe fala no silêncio, nunca esquecer que Deus se manifesta aos que são amigos da paz, harmonia, verdade e justiça.

       Um verdadeiro ocultista está sempre alegre e esperançoso; e com sua alegria, vence as tristezas que encontra, tanto em si próprio como em outros. Se cultivardes o dom de constante alegria no vosso coração, facilmente afastareis qualquer acesso de dor, melancolias ou perturbações; e a vossa presença, vossa palavra e vossa ação poderão acalmar as dores alheias.

       Nunca se deve dizer a um doente algo que diminua a sua coragem e esperança de sarar, pelo contrário, aconselhai-lhe que não se aflija, que não se perturbe, mas que tenha confiança em sua cura. Dirigi-lhes pensamentos sadios, generosos e esperançosos; se não for possível revestir tais pensamentos em palavras, dirigi-vos ao doente mentalmente nos momentos oportunos e principalmente quando ele estiver dormindo.

       Se vós mesmos sentirdes alguma enfermidade ou irregularidade nas funções de vosso organismo, concentrai-vos sobre o lugar afetado, respirai profundamente e ordenai, mentalmente, ao respectivo órgão que trabalhe normalmente; falai com vossos órgãos – mentalmente – como se falásseis com um empregado vosso, esforçando-vos para lhes expor a necessidade de funcionar bem, para a coletividade, que é a vossa personalidade; expressai vosso desejo que o sangue circule livremente; que os tecidos gastos sejam expelidos e substituídos por novos; que a harmonia geral seja restabelecida, etc. Depois de referirdes algumas vezes tais ‘“colóquios”’, afirmai (sempre mentalmente) que a saúde começa a restabelecer-se; que as dores estão diminuindo e desaparecendo; que o respectivo órgão recupera a força normal, e que, em breve, o corpo estará perfeitamente são.

       Onde for possível, fazei, ao mesmo tempo, passes magnéticos na respectiva região do organismo. Semelhante tratamento pode também ser aplicado para outra pessoa.

       Como diz A. Victor Segno, na sua obra A Lei do Mentalismo: nunca se dever permitir que permaneça no quarto a pessoa que não tenha pensamentos favoráveis para o restabelecimento do paciente. Se o paciente tiver vontade forte e confiança em si, não será tão afetado pelos comentários e pensamentos adversos, como a pessoa que tiver vontade fraca. Se o paciente tiver vontade forte apressará seu próprio cérebro. Na verdade, qualquer pessoa que tenha vontade forte viverá, embora passe por todos os acidentes e moléstias que matariam a outra de vontade fraca.

       Em casos de dor, como sejam câimbras, nevralgias, reumatismos, dores de cabeça, de dentes, ouvidos, etc., o Mentalismo será muito efetivo. Todas estas dores resultam de uma congestão que produziu inflamação dos tecidos e nervos. A circulação do sangue deve ser estimulada nas partes congestionadas para que a obstrução seja logo removida. A mente do paciente deve ser dirigida para as partes afetadas, com o fim de governá-las. Para que isto seja mais efetivo, deve colocar a mão sobre a área doente, fixando nela o pensamento com o fim de que a circulação aumente, dissolvendo a congestão e desfazendo a dor. Deve ter a mente firme na parte afetada, porém logo desviar o pensamento para outra coisa, dizendo-lhe: ‘a dor já passou e logo ficará bom’. Deve dizê-lo com confiança, para que o pensamento se grave na mente dele. Tendo conseguido isso, o paciente concordará que a dor passou e ficará logo bom.

       O ocultista deve cuidar sempre para que tenha boa saúde. Para esse fim, podeis, em momentos convenientes, fazer o seguinte tratamento preventivo:

       Tomando uma posição cômoda, respirai profunda e lentamente, e repeti algumas vezes o seguinte mantra: ‘Eu absorvo do Universal Reservatório da Energia, uma provisão suficiente de Energia Vital, para animar e fortalecer o meu corpo, dando-lhe mais saúde, mais vigor, mais atividade, mais energia e mais força. Aum!’

       Em seguida, concentrai a idéia sobre a grande provisão de Energia Vital (ou Prânica) do Universo, que está cheio dela. Elevai os pensamentos às regiões mentais mais altas, esforçando-vos por imaginar-vos dentro de um lago, onde, em algum lugar esteja ar puríssimo, e donde incessantemente desçam raios de Força Vital, banhando-vos e produzindo em vós uma sensação de agradável corrente magnética que vos enche de alegria, vigor e energia. Permanecei alguns momentos nesse estado e, em seguida, levantando-vos, agradecei a Deus, com as seguintes palavras:

       ‘Graças te dou, meu Pai, que me forneces, agora e sempre, as forças necessárias à conservação e restauração da minha saúde. Unido com as Tuas Forças, sempre serei sadio, a fim de trabalhar para o bem da humanidade. Amém!”
(Lições Práticas de Ocultismo Utilitário – Francisco Waldomiro Lorenz).

       As iniciações do passado, como vimos tratando nos capítulos anteriores, elevavam os candidatos às classes sacerdotais e nelas eles permaneciam em seus cargos exercendo diversas funções sagradas e burocráticas. Iniciados recentes assessoravam aos sumos sacerdotes e aos de postos inferiores, nos serviços menores. Sacerdotes nem sempre eram elevados aos postos de maiores relevâncias nos esquemas de trabalhos das Hierarquias, entretanto, para muitos deles, foram dispensadas forças e poderes que os tornaram respeitados e até temidos. No entanto, ainda que iniciados nas magias realizassem alguns prodígios, eles os demonstravam aos níveis da personalidade. Suas forças e o conhecimento de como utilizá-las estiveram ligadas somente às leis físicas e aos seus efeitos objetivos.

       O magnetismo empregado em vários ofícios religiosos, a hipnose, as curas, os domínios dos arcanos e as materializações ocorridas nos rituais secretos egípcios, são alguns dos exemplos desses poderes consolidados pelos magos que atraiam forças sustenedoras das egrégoras pelas mentes de todo o corpo de iniciados de todas as categorias, direcionando-as à matéria. Essas manipulações de energias e forças fundamentadas sobre rituais, com auxílio de valiosos implementos mágicos em que a profunda ciência da magia era empregada, foram, sobretudo, supervisionadas pelos deuses - conforme seguidamente vimos nos referindo - que nada mais eram, em determinados ciclos, do que os iniciados de Vênus, auxiliares de outras hierarquias e mestres de graus superiores da Grande Fraternidade Branca fundada por Sanat Kumara aqui na Terra.

       Os iniciados que desde tempos imemoriais trabalham para a evolução da Terra, que se destacaram como fundadores de religiões, cultos ou ensinamentos de artes ou magia, normalmente se elevaram às duas primeiras grandes iniciações, mas somente após algumas eras puderam alcançar status mais significativos que os conduziriam a superar algumas de suas limitações e a exercer posições de maior realce nos quadros da Hierarquia do Mundo, obtendo, especialmente de Shamballa, superiores graduações.

 
       “A iniciação, ou o processo de expansão da consciência, faz parte do processo normal do desenvolvimento evolutivo, encarado de um ponto de vista mais amplo e não do ponto de vista do indivíduo. Quando analisada do ponto de vista individual, passou a ser limitada até o momento em que a unidade em evolução definitivamente aprende que (em virtude de seu esforço próprio, auxiliado pelos conselhos e recomendações dos instrutores atentos da raça) alcançou um ponto em que possui determinada gama de conhecimentos da natureza subjetiva, do ponto de vista do plano físico. 

       É na natureza daquela experiência que um estudante de uma escola compreende repentinamente, ter dominado uma lição e que a lógica de um tema e o método do procedimento lhe pertencem para seu uso inteligente. Esses momentos de assimilação inteligente acompanham a Mônada em evolução através da peregrinação. O que foi até certo ponto mal interpretado neste estágio de compreensão, é o fato de que, em vários períodos, a ênfase é posta nos diferentes graus de expansão e a Hierarquia sempre se esforça por conduzir a raça até o ponto em que as suas unidades terão alguma idéia do próximo passo.

       Cada iniciação representa a aprovação do aluno para um curso mais adiantado na Câmara da Sabedoria; marca o brilho mais intenso do fogo interior e a transição de um ponto de polarização para outro; possibilita a conscientização de uma crescente união com tudo que vive e a unidade essencial do Eu com todas as demais unidades. Resulta num horizonte que se expande continuamente até abarcar a esfera da criação; é uma crescente capacidade de ver e ouvir em todos os planos. Representa maior consciência dos planos divinos para o mundo e maior habilidade de penetrar naqueles planos e desenvolvê-los. É o esforço, na mente abstrata, para ser aprovado num exame. Representa a melhor turma na escola do Mestre, e está ao alcance daquelas almas cujo carma o permite e cujos esforços são suficientes para a consecução do objetivo.

       A iniciação conduz até a montanha donde se pode conseguir a visão, uma visão do eterno Agora, no qual o passado, o presente e o futuro, coexistem como uma unidade; uma visão do espetáculo das raças, como o fio dourado da linhagem transmitido através de inúmeros tipos; uma visão da esfera dourada que encerra, em uníssono, todas as inúmeras evoluções do nosso sistema, o dévico, o humano, o anima, o vegetal, o mineral e o elemental, e através dos quais a vida pulsante pode ser vista claramente, batendo em ritmo regular; uma visão do pensamento-forma do Logos no plano dos arquétipos, uma visão que cresce, de iniciação em iniciação, até abarcar todo o sistema solar.

       Na primeira iniciação, o controle do Ego sobre o corpo físico dever ter atingido um alto grau de consecução. “Os pecados da carne”, como diz a fraseologia cristã, devem estar dominados; a gula, a embriagues e a licenciosidade não devem mais ter influência dominante. O elemental físico não mais encontra suas exigências obedecidas; o controle deve ser completo e a tentação, morta. Uma atitude geral de obediência ao Ego dever ter sido atingida e a aquiescência em obedecer deve ser bem pronunciada. O canal entre o superior e o inferior se alarga e a obediência da carne é praticamente automática.

       O fato de nem todos os iniciados atingirem o nível deste modelo pode ser atribuído a várias causas; mas a nota que eles emitem deveria estar sintonizada com a retidão; o reconhecimento de seus próprios defeitos, que eles evidenciarão, será sincero e público e sua luta para ajustar-se ao modelo mais elevado será conhecida mesmo que a perfeição não tenha sido alcançada. Iniciados podem cair, e caem mesmo, e por isso ficam sujeitos à sanção da lei que pune. Eles podem através dessa queda prejudicar o grupo e prejudicam e, por isso, estão sujeitos ao carma da compensação, tendo de expiar o mal através de um serviço prolongado posterior, quando os próprios membros do grupo, mesmo inconscientemente, aplicam a lei; seu progresso será seriamente obstaculizado, perdendo-se muito tempo no qual eles devem esgotar o carma com as unidades prejudicadas.”
(AAB)

      Todas as experiências por que passarão os futuros iniciados lhes serão surpreendentes. O trabalho de criar uma consciência sobre valores espirituais ligados às várias frequências de energias, e poderes de forças, que a cada vida os iniciados aos poucos vieram experimentando, ajudaram-nos a ativar os seus corpos etéricos, astrais e mentais com maior profundidade do que acontecido com a humanidade em seu caminho natural. No entanto, nas fases em que os iniciados precisaram trabalhar mais intensamente seus valores internos, eles foram obrigados a se despir de algumas prerrogativas de uso consciente de forças. Nesses estágios, seus mestres os enviaram para renascer em civilizações, principalmente asiáticas, onde a introspecção, a meditação, a retidão absoluta e o desinteresse pelo mundo os levariam a isolar-se para conhecerem-se melhor e abrir canais etéricos e astrais para o melhor fluxo de energias superiores.

       No entanto, nas encarnações posteriores em que puderam fazer uso de alguns poderes, o perigo os rondou e tendo caído estancaram seus progressos, precisando encarnar-se outras vezes somente para corrigir os erros. Nestes casos, que infelizmente foram bastante comuns, o andamento da humanidade em seus próprios passos avançou proporcionalmente mais que eles nos seus atalhos pelos processos iniciatórios. Há iniciados que de fato pararam no tempo, precisando de seguidas encarnações ao longo dos anos, para conseguir reativar suas forças esotéricas, embora o mundo lhes tenha oferecido elementos com que pudessem também lapidar-se e crescer. O carma corrretivo foi sempre aplicado aos faltosos.

       Prossigamos:

       “Em Pimander, (13) Hermes todavia incluído na categoria de discípulo, recebe os ensinamentos de Pimander, ou seja, a consciência superior diretora do homem quando se submete às ordens da inteligência soberana ou divina. Segundo essas orientações, primeiramente o discípulo precisa saber observar o espetáculo do mundo criado no qual cada ser é a imagem de uma realidade superior. Deve admitir a ciência para possuir maiores meios de cercar-se da inteligência infinita e aperfeiçoar-se no conhecimento. 

       Deve estimar esse saber tão necessário acima de todas as alegorias materiais, e por isso há de ser sóbrio, há de depreciar os prazeres físicos que somente concedem satisfação vã e fugaz, que se paga bem caro com o entorpecimento da inteligência. A sabedoria, ao contrário, nos proporciona coisas inefáveis e nos conduz às alturas plenas de luz a que não podem atingir as pessoas comuns. Quando as paixões se quedam dominadas, mas falta no homem a precisa sensibilidade para saber sentir os males que outro homem sofre, o adepto deve abrir seu coração, buscar no alto um guia, um mestre de sua inteligência, e assim ajudado, saberá palmilhar os caminhos do aperfeiçoamento que conduzem a Deus.

       A primeira coisa a se fazer – diz Pimander a seus discípulos – é despir essas vestes que te cobrem, essa roupagens da ignorância, princípio e fundamento da perversidade, cadeia da corrupção, coberta tenebrosa, morta viva, cadáver sensível, sepulcro que contigo levas, ladrão doméstico, inimigo do amor, zeloso com o ódio; que te atraem para baixo, temendo que a percepção da verdade e do bem, te faça odiar a maldade de teu inimigo e descobrir os traidores laços que te envolvem, obscurecendo teus olhos para que não enxergues com clareza, lançando-te na matéria, fazendo que te embriagues com infames volúpias, tudo, em suma, para que tu nunca ouças o que aos teus ouvidos é conveniente ouvir e para que jamais vejas o que para teus olhos seja conveniente ver.

    No Pimander, se especificam as doze imperfeições de que o discípulo precisa se desembaraçar, antes de começar qualquer obra iniciática. A primeira é a ignorância, a segunda a tristeza, a terceira a intemperança, a quarta a concupiscência, a quinta a injustiça, a sexta a avareza, a sétima o erro, a oitava a inveja, a nona os procedimentos maliciosos, a décima a cólera, a décima primeira o temor, a décima segunda a maldade. Essas doze imperfeições governam outras mais numerosas. Pela prisão dos sentidos submetem ao homem inferior e o fazem escravo das paixões. Pouco a pouco se afastam de quem Deus olha com olhos piedosos e aqui está o que consiste o modo e a razão dos renascimentos.

       Em Asclépio encontramos igualmente outros conceitos de índole iniciática. Contém o discurso de Hermes na iniciação de seu discípulo. Hermes o inicia e o demonstra que, não obstante, a multiplicidade de suas manifestações e de suas imagens na teogonia egípcia, não existe mais que um só Deus e que somente Ele tem o direito de receber nossas adorações. Este Supremo Ser é Amon-Ra, a luz secreta, a energia universal.

       (...) Os documentos atribuídos a Hermes têm a imensa vantagem de nos dar a conhecer o valor, a importância da iniciação egípcia. “Todas as posteriores noutros países são muito mais um reflexo da faraônica que uma sucessão legítima e podemos dizer que do ponto de vista esotérico, o Egito finaliza o período iniciático da história do mundo que conhecemos”. (Os Mistérios Iniciáticos – H. Durville).

       (13) “Pymander – O pensamento divino, o Prometeu (14) egípcio e a personificação de NOUS ou luz divina, que aparece e assiste a Hermes Trimegisto numa obra hermética intitulada Pymander”. (HPB)
      
       (14) Prometeu – O Logos Grego que aportando na Terra o Fogo Divino (a inteligência e a consciência), dotou aos homens de razão e entendimento. Prometeu é o tipo helênico de nossos Kumaras ou Egos, aqueles que se encarnando em homens fizeram deles deuses latentes em lugar de animais. Os deuses (ou Elohim) opunham-se a que os homens chegassem a ser (Genesis 3/22) e conhecer. Por esta razão vemos em todas as lendas religiosas que estes deuses castigavam o homem por seu afã em saber. Como expressa o mito grego, por haver roubado do céu o fogo que aportou nos homens, Prometeu foi acorrentado por ordem de Zeus a uma rocha dos montes caucásicos. 

       [O mito do Titã Prometeu tem sua origem na Índia, e na antiguidade era o maior mistério por seu significado]. A alegoria do fogo de Prometeu é outra versão da rebelião de Lúcifer, que foi precipitado ao ‘abismo sem fundo’ (nossa Terra), para viver como homem.  Desnecessário dizer que a igreja fez dele o anjo caído. Prometeu é um símbolo e uma personificação de toda a humanidade em relação com um fato especial que ocorreu durante seu nascimento, ou se já ao que é um mistério dentro do grande Mistério ‘prometéico’. O Titã em questão, doador do Fogo e da Luz, representa aquela classe de Devas ou deuses criadores, Agnichvâttas, Kumaras e outros divinos ,Filhos da Chama e da Sabedoria>, salvadores da humanidade, que tanto trabalharam do relativo ao homem puramente espiritual. 

       Prometeu rouba o Fogo Divino para permitir que os homens procedam de um modo consciente na senda da evolução espiritual transformando assim o mais perfeito dos animais da Terra num deus potencial e o fazendo livre para 'tomar pela violência o reino dos céus' . Daí a maldição que Zeus (Júpiter) lançou contra o rebelde Titã. Acorrentado numa rocha Zeus o castiga enviando um abutre que sem cessar o ia devorando às entranhas (alegoria dos apetites e concupiscência), até que Hércules, por fim, o livrou de tão cruel sacrifício. É um deus filantropo e grande benfeitor da humanidade, a qual elevou até a civilização e que a iniciou no conhecimento de todas as artes; é o aspecto divino de Manas que se estende até Buddhi e se funde com ele. É também o Pramantha personificado, e tem seu protótipo no divino personagem Mâtarizvan, estreitamente associado com Agni, o deus do fogo dos Vedas.  O nome Prometeu significa: 'Que vê o porvir, previsor' ”. (HPB)

                                             [ NO ARCO DAS INICIAÇÕES Cap. VII]
Rayom Ra
 
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