domingo, 5 de março de 2017

A Grande Ilusão - Uma Realidade do Maior Arquiteto



  ABORDAGENS:

  1. MODISMO
  2. O UNIVERSO É INFINITAMENTE MAIS DO QUE PENSAMOS
  3. NEM TODOS PODEM AINDA QUEBRAR ELOS DAS CORRENTES DA NATUREZA
  4. NECESSIDADE DE VIVER NA TERRA (A ILUSÃO QUE NÃO NOS QUER PARA SEMPRE)
  5. SERIAM TODOS OS COSMOS UMA ÚNICA ILUSÃO?


MODISMO

  A certeza que a humanidade carrega é que simplesmente vive. O, “como e o porquê”, são incertezas. Um único filósofo, um único guru ou Ser enviado a Terra não consegue traduzir de modo objetivo, completo e absoluto o que seja a vida.

  A grande humanidade por si mesma jamais esteve preparada para entender o fenômeno ou a graça da vida.  Eras e mais eras se foram e essa grande humanidade armazenou muitos padrões de imagens e simbolismos na mente. São arquétipos de um mundo psicológico em dualismos; de inserções alojadas no subconsciente desde uma antiguidade muitíssimo distante das tímidas perspectivas freudianas do ser interior. Ciência, filosofia e religião pretendem acolher em seus substratos o incômodo enigma inquisitivo do homem, mas tudo, afinal, em determinados ciclos dos percursos raciais, vem mergulhar num profundo vazio. O orgulho e a veleidade humanos são os mestres desse vazio e o mundo é periodicamente transformado através da dor de grandes destruições. Esse é um paradigma que nunca faltou nas civilizações passadas até o presente.

  Os orientais ensinam por milênios que a vida é Maia, a ilusão. Buda também falou, e hoje o ocidente não se cansa de citar a ilusão sob as características de uma matrix, pelos filmes de Hollywood em coproduções. Sob tal epíteto, uma tempestade de meteoritos com pseudo relações da física quântica caiu esparramada sobre a Terra na forma de revelação, e de repente tudo passou a ser uma só coisa.

  A matrix-filme se tornou um requinte dos iconoclastas e nós homens passamos também a produtos holográficos de algo original – de uma fonte automática projetora de todas as coisas aqui embaixo. Nessa onda, novas teorias não faltaram e num febril antropomorfismo eletrônico chegou-se a inventar um deus-computador cósmico a criar o universo através de um simples programa elaborado pela própria engenhoca. E cinéfilos da moda, bem como esotéricos de última hora, resolveram também que todas as coisas planetárias subordinavam-se inexoravelmente a uma matrix, como no filme.

  Filmes têm maiores e mais imediatos apelos que livros. A divulgação de livros está nas mãos de organizações não somente mercantilistas, mas também dominadas por uma mídia mundial controladora de governos e de milhões de mentes robóticas. Livros contando trechos da verdadeira história da humanidade em seus vários ângulos ocultados ou mentirosos – ou páginas esotéricas ensinando o que os homens precisam fazer para libertarem-se a si mesmos de um sono hipnótico – costumam nos chegar às mãos por grupos particulares, por sociedades secretas ou sociedades abertas e livres, e agora, por uns poucos (ainda) sites da Internet. E nesse prisma, o cinema consegue, vez por outra, fugir daquele status quo midiático a produzir algo nunca antes concebido pelas mentes sonolentas, atingindo com maior rapidez um público. São ideias, pistas, figurações cinéticas. E as limitadas mensurações de padrões lineares intelectuais mais comuns aguçam-se na imaginação, mas emblematizam a ficção.  

  Nesse mundo de opostos em que estamos mergulhados, o mesmo arco que retesa lançando a flecha-arauto por sobre as cabeças humanas é o mesmo arco e a mesma flecha causadores de nova ilusão e essa visão tosca vai se desdobrando e construindo outras formas de energia absolutamente falsas, a permear mentes, a enganar de outra não realidade, a servir às potestades da inversão.

  A ideia construída a um plano bidimensional e aprisionada a um ecrã binário pretendeu resumir em códigos o que ao mundo multidimensional converge. Pior, a um mundo controlado por máquinas. Tudo bem, entendida a intenção por muitos e que rendeu aos seus patrocinadores muitos milhões de dólares e continua rendendo. Entretanto, a insólita mensagem não resolve absolutamente nada. Falamos de um entendimento da matrix-filme por um sem número de entusiastas admiradores, desde místicos, esotéricos, professores, ateus, jogadores de games etc,. E nessa miscelânea, há aqueles que preferem consagrar essa ficção como um feixe de simbolismos válidos para a concatenação de ideias aprofundadas nos seus mundos intelectuais ou de devaneios.

  Tudo bem, tudo certo, e sem ironias encaremos o livre arbítrio tanto quanto possível como ele é. Porém, puxando para a realidade de nosso mundo tridimensional, como anular relações cartesianas dentro dessa dimensão – e de algo mais acima – aprisionante e complicada em que vivemos todos os dias, meses e anos a fim de sairmos das gaiolas? Simbologias ocultistas nos servem para muitas finalidades e não é o caso da matrix-filme. Os que estão completamente envolvidos nessa Terra com o que existe em dualidades participam e compartilham sem outras escolhas, e muitos se satisfazem convivendo diariamente com essa ordem de valores e dramas que estão aí, e precisam disso. E apesar de muitos milhões já poderem escolher uma via de fuga, recuam, não desejando ainda levantar as cabeças, aprender a abrir as portas e sair das suas gaiolas cartesianas.

O UNIVERSO É INFINITAMENTE MAIS DO QUE PENSAMOS

  Toda e qualquer ideia pode tornar-se algo tangível desde que nutrida adequada e regularmente. No mundo tudo é energia. A natureza e o mecanicismo de suas leis não são um produto aleatório e nem provêm de uma matrix que não sabem onde exatamente existe. Essa matrix trazida da ficção, para uns uma realidade concreta ou mística, terá ela forma e conteúdo complexos; será somente uma máquina tridimensional, ou um noúmeno: é inteligência alienígena multidimensional? Ou existirá numa só dimensão invisível de onde opera, sendo imensa e descomunal nave construída de plasma que se amolda e se imanta ao formato planetário? Dominará a Terra, invisível e completamente, tendo um programa pre elaborado a ser desenvolvido nos padrões espaço-tempo de nossas convenções e percepções? Ou é uma rede magnética que não permite a escapada de almas às dimensões superiores? Que mais poderia ser dentro das mentes férteis cheias de ficção?

  Essa resposta também não nos é possível busca-la no formato objetivo com que as questões humanas são simplesmente tratadas por que a matrix, reafirmamos, não existe; foi trazida de um castelo ficcionista. Entretanto, no Projeto Cósmico da Criação há algo no sentido, mas não é isso. Podemos conjetura-lo com visão esotérica de um Alto Princípio. Porém, conseguiremos idealizá-lo através de uma linguagem calcada em símbolos arquetípicos muito acima ainda da realidade e visão humanas. É olharmos e pensarmos que entendemos O cerne de tudo e o porquê desse mega projeto, portanto, nos são nesses tempos inescrutáveis. Mas o Projeto existe e não temos como não cumpri-lo.

  O esotérico convicto, sério e postulante de uma realidade acima do mundo das formas densas, não admite que todas as vidas humanas desde um começo de uma escalada cósmica em descenso vibratório estejam, durante todo o seu tempo, submissas e subordinadas a um princípio falso e ilusório, e finalmente presas e escravizadas ao mundo físico. O mundo denso é uma ilusão? Partindo da realidade científica de que a matéria em seu conceito mais fundamental é energia cristalizada, ela pode voltar ao seu estado primevo, e voltará quando seu tempo cósmico ou o Manvantara dos indus chegar a um termo. E isso nos vem demonstrar que a ciência materialista pelo menos já acordou, pois admite que o universo se move e caminha para um final.

  Manvantaras são ciclos temporais de manifestações de cosmos em todas as dimensões conhecidas deste universo e de outros. Portanto, as dimensões sabidas pelos esotéricos e parte delas até agora catalogadas pela física moderna, chamada quântica, têm duração.

  E, portanto, o Princípio da Inteligência ao criar mundos e dimensões os faz finitos, pois os universos também aparecem e desaparecem; logo, as mais altas dimensões onde deuses cocriadores habitam, um dia voltarão a um centro de onde partiram. Se Buda falou da ilusão mundial e Jesus falou da volta ao Pai é porque onde eles se encontravam com seus padrões vibratórios superiores, ou por onde transitavam suas altas consciências, eram regiões que um dia desapareceriam das percepções mais elevadas. Os manvantaras se recolhem em pralayas, quer dizer: regridem de certas condições vibratórias chamadas objetivas segundo uma ótica, descansam, para depois voltarem em frequências maiores, reorganizados. Há manvantaras representando dias, noites ou anos de Brahman, mas há outros que são o final de todas aquelas manifestações em conjunto, e seus restos são cadáveres em várias formas de dissolução. Nada no universo é estanque: tudo vive, tudo pulsa, tudo avança – tudo desaparece e reaparece!

  Universos há muitos; há pelo menos sete universos, cada um abarcando zonas frequenciais diferentes ou subuniversos contendo incontáveis galáxias, e essas contendo bilhões e bilhões de sistemas solares e constelações. Há Leis Cósmicas Maiores que regulam universos maiores e Leis Cósmicas Menores que regulam subuniversos e galáxias, e Leis Cósmicas Sistêmicas que regulam sistemas solares. Porém, todas as leis subordinam ou estão subordinadas; nada existe de forma independente por que os universos interagem, sendo, sobretudo, organizações hierarquizadas.

  Para pequena analogia da profundidade de um universo, situemos-nos esotericamente em que existem em nosso sistema solar sete dimensões ou planos frequenciais. Cada dimensão detém outras sete variações frequenciais, ou subplanos. Portanto, quarenta e nove subplanos. Nossa mais elevada dimensão é chamada pelos orientais de Adi, da qual esotéricos de média evolução nada sabem, e onde o Deus de nosso sistema solar trabalha. A essa alta dimensão, mais quantidades de ex-vidas humanas, já como Seres Conscenciais completos, lá chegarão em tempo futuro, após cumpridas Sete Iniciações Maiores. Isso significa ampliar a percepção de suas consciências sintonizando-as com certos níveis cósmicos elevados. Num Organograma Solar como o nosso, essas sete dimensões ou planos de existência onde temos nossas vidas, representam, e de fato são, unicamente uma dimensão ou plano mais inferior e material de um Grande Esquema acima, mais abrangente, com sete dimensões maiores. Ou seja, esotéricos conscientes aspiram ir subindo nessas dimensões conhecidas de nosso sistema solar e atingir Adi, porém tudo isso, naquele Esquema mais acima, é somente uma dimensão e a mais material de todas.

  Nosso sistema solar, estando agora na sua segunda encarnação e após cumprir suas três encarnações desaparecerá desse panorama onde se encontra. Sua energia-matéria e todas as demais formas de energia que nele existem, ganharão status mais enriquecido com as experiências desenvolvidas pelas vidas que aqui habitaram em todos os seus reinos densos e não densos, em todas as dimensões de sua manifestação como um Ente Cósmico. Isso representa bilhões ou trilhões de anos de nossos calendários. E esta energia, na sua totalidade, com identidade própria de um Deus ou Logos Solar, se manifestará noutro universo mais interior – provavelmente no mesmo esquema aludido no parágrafo precedente – sob outras condições, prosseguindo numa ascensão cada vez mais estupenda, acolhendo e desenvolvendo mais vidas.

NEM TODOS PODEM AINDA QUEBRAR ELOS DAS CORRENTES DA NATUREZA

  É sabido que há leis mecânicas na natureza. Mesmo que a mão do homem continue a destruir seu meio ambiente natural sempre haverá a possibilidade de um renascimento ou de mudanças. Uma sobeja floresta que se tornou desértica terá ainda as leis naturais agindo. Um dia, pode ser invadida pelas águas catastróficas de um enorme tsunami, afundar, tornando-se, milênios depois, rico depósito de fauna e flora marítimas. Ou, então, ser engolida por um terremoto a uma profundidade maior, onde por milhões de anos permanecerá enquanto nesse tempo a superfície estaria passando por nova glaciação. E depois, voltaria ao exterior completamente mudada, revitalizada em sua natureza tornando-se novamente floresta exuberante. Por que não, se as leis naturais não cessam de agir?

  Ilustramos esse pensamento com um trecho retirado de nossa postagem “O Eixo da Terra Verticaliza”, O Eixo da Terra Verticaliza, sobre acontecimentos desenrolados em nosso planeta em que se constatam grandes mudanças globais e se preveem novas.

O planeta, após as hecatombes durante o período atlante, resultou em quatro polos, dois geográficos e dois magnéticos. Os antigos polos geográficos que adernaram de suas posições originais, sendo hoje somente magnéticos, antes, acredita-se, representariam a ambas as condições numa só: a magnética e a geográfica. Hoje, portanto, ao norte e sul do orbe temos em cada uma dessas orientações dois polos distintos, comprovados pelas agulhas das bússolas que quanto mais se aproximam de um polo geográfico mais apontam em direção ao polo magnético, realizando o fenômeno chamado declinação magnética. Na realidade, há um jogo de inversões de polaridades ou atrações opostas entre negativo x positivo nos polos geográficos e magnéticos. Desse modo, quando as agulhas das bússolas apontam para o polo geográfico norte, elas estarão de fato apontando para o polo magnético sul, e também vice versa em relação ao polo geográfico sul e polo magnético norte.
    
   Esta situação, no entanto, não é permanente uma vez que cientistas chegaram à conclusão que os polos magnéticos se alternam norte-sul, sul-norte a cada 500 mil anos ou muito mais. Isso também significaria que enquanto os polos magnéticos trocam de posições, a rotação da Terra viria passar por uma desaceleração até estancar, para depois começar a girar ao inverso. Durante o processo de alternância dos polos, o campo magnético da Terra se enfraqueceria o que viria causar inúmeros transtornos como desorientação de animais em seus períodos migratórios, além de sobrevir uma onda de radiação que causaria queima de colheitas, doenças e outros problemas”.

  Todas as consciências humanas e as dos demais reinos, em maior ou menor grau, estão subordinadas aos mecanismos das leis naturais. Há, entretanto, consciências humanas mais elevadas nesse mundo de sete bilhões e meio de habitantes, libertas das injunções mais intensas dessas leis mecânicas. Os mestres mais avançados no conhecimento são os que podem assim viver por que, embora ainda sob as leis naturais, já dominam as estruturas atômicas e celulares de seus corpos físicos, conseguindo desmaterializá-los e de novo materializá-los. Entretanto, somente se ocupam dessa conquista quando lhes são atribuídas certas tarefas em benefício do planeta e seus reinos.

  O que diferencia as vidas humanas mais avançadas em diversos níveis contando mais de dois bilhões de habitantes do planeta, das outras vidas humanas restantes em toda a humanidade é exatamente a consciência desperta ou em vias do despertar. E muitos egos ainda lutam com denodo contra o maia mundial por não terem dispersado de suas mentes um quantum considerável das energias mais obscuras e aprisionantes ali viventes.  Por isso, esses egos oscilam de um polo a outro, do negativo ao positivo, entre o aquiescer aos fortes apelos dos seus pessoais desejos e de seguidas tentativas de a eles escaparem.

  Sob determinados critérios e posicionamentos de egos conscientes, essas lutas movem energias aquarteladas dentro de seus organismos psicológicos trazendo-as ao claro para serem adequadas, libertas ou repolarizadas. As personalidades ou egos, nessas ações íntimas, sofrem. Porém, o sofrimento provindo desses arcabouços psicológicos ou dos frequênciais psíquicos que geram também patologias – e isso depende do carma de cada um – pode terminar logo, durar tempo indeterminado ou perdurar por toda a encarnação. É necessário entender-se que tudo é um processo de purificação, sublimação e transmutação de energias represadas nas tessituras dos corpos sutís de manifestação de cada ego.

   Entretanto, no desenrolar da vida planetária há uma grande e imensa massa que não se submete a processo algum de avanço consciente, senão, por longo e determinado período de milhões de anos, passa por lenta transformação, sem um objetivo maior, estando quase inteiramente ao fluxo das leis naturais regentes no planeta. Não se trata propriamente de uma estagnação, porém de um tempo calculado para a posterior construção de um ego real.

  São vidas que devem e precisam permanecer no planeta por muito tempo naquelas condições, limitadas por suas consciências menores. São imaturas, e até o momento presente fazem parte unicamente do equilíbrio denso das forças planetárias e não podem evadir-se e nem distanciarem-se das energias dos reinos humano e não humanos. Essas vidas são facilmente encontradas em diversos grupamentos étnicos, desde silvícolas de todas as espécies, a gente do campo, de aldeias, de cidades agrícolas; em gamas imensas de raças, subraças e ramos por todos os continentes do planeta. São até dois bilhões de vidas e muitas dóceis, operantes, sistemáticas, obedientes às prédicas religiosas e convenções sociais, e até grupos excludentes das sociedades, não capazes de profissões devido às suas próprias naturezas inadaptadas, além de outros perfis psicológicos primários, impressionáveis e facilmente condicionáveis, misturados em todas as raças e sociedades.

 E as leis naturais obrigam-nas a permanecerem onde estão. Há, no entanto, uma separação entre essas vidas citadas e egos mais experientes, mas que por motivos diversos não conseguem se libertar de seus ciclos reencarnatórios no planeta – contando talvez mais dois bilhões – que cuidaremos adiante.

  Consideremos de todos os modos não se tratar de uma ilusão em que aquelas vidas estariam cruelmente enredadas: nem de uma matrix completamente manobrada e manipulada por consciências malignas ou forças extraterrestres negativas, mas sim de uma fase do Projeto da Criação que prevê todas as etapas para o desenvolvimento completo de vidas. A ilusão existe, mas essas vidas permanecem necessariamente submersas aos ciclos naturais regentes de seus corpos biológicos no nascer-crescer-maturar-decair-morrer não estando o suficiente treinadas mentalmente para questionamentos de outra ordem que as elevem acima de suas vivências comuns, etc. Portanto, aquele que desperta não o faz unicamente abrindo os olhos de um sono, mas há que trabalhar para isso.

  Todas as fases da evolução contendo ciclos destacados necessitam de vidas para gerar e transformar energias através do movimento e da ação. A aceleração do processo evolucionário global que inclui o planeta, a cadeia onde o planeta se situa e o próprio sistema solar não se dá do mesmo modo em todos os níveis. Há etapas não bem cumpridas que possam determinar decréscimos em seus índices de chegadas e necessitarão da intervenção e esforços de Inteligências Maiores para um incremento de forças. Os níveis mais baixos – os reinos físicos – precisam gerar energias densas para manterem o equilíbrio físico-etérico de Gaia numa situação em que Gaia não precise pedir emprestada energia de outros esquemas fora do nosso. Por isso, grande número de vidas primárias e os reinos não humanos precisam manter-se produtivos nas transformações que interessem Gaia, e os egos mais bem trabalhados que estão subindo nas escalas evolutivas devem utilizar-se também de seus próprios e pessoais mananciais para transmutar, através de esforços conscientes, as suas “quantas” de energia e luz inferior mais para cima.

  Se o planeta permanecer em débito em níveis frequenciais mais baixos, ou médios, e Gaia não consiga acelerar satisfatoriamente o processo de avanço energético a partir dos reinos densos, transmutando quantidades disponíveis de energia para luz mais intensa, haverá graves consequências à vida planetária, aos seus modelos de reinos, e prováveis e drásticas extinções na vida planetária. Acontecendo, pode até acarretar um final de ciclo prematuro do planeta.

  A síntese é a seguinte: a matéria dos reinos possui consciência física estendida até onde suas radiações alcançam. A energia de cada reino está presente nas condensações de sua matéria. É necessário criar condições para que a matéria libere mais quantidade de energia do que aquele percentual até então liberado, e tanto mais abundante quanto o diâmetro físico dos reinos possa alcançar. As essências que são também partes das energias que permeiam invisivelmente as formas dos reinos são suas consciências pluralizadas em miríades. Elas são portadoras da mensagem transformação-evolução em seus átomos e células. Os reinos necessitam também avançar em qualidade energética quando interagem num sistema ou cadeia. Porém, é somente pela presença energética do homem e por sua ação e movimento diretamente nos reinos que surgirão surtos maiores de avanços qualitativos. Eis por que o homem é tão necessário à natureza muito embora seja também seu destruidor.

  Contudo, o esforço integrado das Inteligências Superiores dando resultados positivos e os reinos e a humanidade tendo respondido satisfatoriamente, Gaia pode quitar seu débito – se esse for o caso – e guardar algum possível crédito para melhores implementos em seu esquema de avanço planetário dentro da cadeia ao qual pertence no sistema solar.

  Conforme nos ensinam os mestres do conhecimento, há dez cadeias planetárias pertencentes ao nosso sistema solar com sete planetas cada uma, operando com processos evolucionários de vidas em estágios diferentes de uma cadeia para outra. Todas essas cadeias possuem planetas de matéria de outras dimensões e nos esquemas conhecidos de sete cadeias somente três delas foram programadas para terem planetas físicos nas suas constituições nessa ronda. A cadeia do planeta Terra é uma dessas a possuir agora planetas de matéria física.

  O Grande Esquema que abrange universos e sistemas solares é minucioso e exato na sua geometria, na física e na matemática. Para termos uma ideia desses valores vamos somente recapitular o seguinte naquilo que interessa mais de perto a este nosso trabalho. Dentro do conhecimento esotérico temos em nosso sistema solar as cadeias aludidas. Elas precisam desempenhar seus papéis para que o sistema solar consiga evoluir dentro do projeto que esse mesmo Logos Solar, ou Deus do sistema, trouxe consigo, quando se encarnou neste espaço onde nos encontramos. Assim, na mesma razão de todas as formas de vidas, cada cadeia necessita evoluir em seus esquemas, pois o princípio fundamental da lei da evolução é sempre avançar. A própria ciência física materialista trabalha para isso a cada minuto em processos laboratoriais e pesquisantes sob o imperativo transformação-evolução, e os reinos devem extrair da matéria densa adequadas energias segundo o ciclo cósmico que o sistema solar esteja atravessando.

  Não devemos nunca imaginar infantilmente que Deus está logo ali nos aguardando para nos receber após cumprirmos este atual estágio no sistema solar e que tudo estará resolvido e acabado pelos séculos e milênios infinitos. Nada é assim tão fácil. As muitas etapas a serem experimentadas e vencidas umas após outras nesse sistema solar atual e noutros vindouros são as que nos trarão as melhores medidas para a nossa automestria e o entendimento cada vez maior do Grande Projeto e de seu Arquiteto. Uma conquista leva a outra, outra conquista a outra e assim por diante. Como serão nossas vidas em futuro ao ultrapassarmos todas as iniciações superiores que nos aguardam? Não sabemos de fato, senão muito pouco ao nosso nível humano de entendimento. O que sabemos mesmo é que há sempre um objetivo imediato a ser alcançado por todas as consciências humanas em qualquer nível de suas evoluções, mas chegar nele dependerá sempre de nosso aproveitamento “aqui e agora”. E essa analogia satisfaz o entendimento de o porquê de as vidas, essências ou consciências de reinos também buscarem sempre instintiva e perenemente extrair energias da matéria e transformá-la. Pois cada vida é, em maior ou menor grau, um dínamo a produzir sempre algo em termos de energia, quer seja um micróbio, uma bactéria, um animal, um homem, um anjo, um arcanjo ou qualquer outra vida planetária e de nosso sistema solar.

  Nesse particular, temos aquela referência sobre o Buda Sakyamuni, ou o Buda Gautama, que dizia ter vencido o mundo ao ter alcançado o Nirvana, e que nunca mais reencarnaria. Entretanto, conta-nos uma de suas histórias, que em seus discursos ele ensinou o que lhe estaria proibido pelos seus superiores, e por força de um dispositivo da Lei da Evolução, essas informações não poderiam ainda ser divulgadas ao mundo dos homens. Assim, Buda teve de voltar a encarnar na Terra para cumprir uma pena que lhe fora imposta.

  Essa história nos dá mais uma pequena pista de que a evolução de nossas consciências, sejamos budistas ou de outras filosofias ou religiões esotéricas, não é exatamente como afirmam certos teósofos, professores de ocultismo ou tantos mensageiros, e a Grande Ilusão não seja somente grande para nossos sentidos menores, porém de outra magnitude a nós ainda desconhecida. Afinal, vivemos somente num pequeno sistema solar de importância parcial a um esquema ainda maior. Pois sistemas solares cumprem também esquemas com outros sistemas solares e todos precisam evoluir auxiliando-se mutuamente em seus grupos.

  Nesse critério, as cadeias planetárias que se desenvolvem sob a égide de nosso Logos Solar precisam também avançar encarnando-se, cada uma, sete vezes, durante bilhões de anos terrenos a fim de prover o sistema solar com mais apuradas energia e forças, e consequentes outros atributos mais bem qualificados. Essa saga de todas as cadeias proporcionará ao Logos Solar a condição de juntar-se aos demais coirmãos solares mais adiantados em seu grupo. E neste subuniverso, no esquema que nosso Logos Solar se inclui há seis outros sistemas solares fazendo parte do mesmo esquema.

  Assim, concluímos com a seguinte relação: um logos avança em seu esquema com seu sistema solar. Outros logos fazem o mesmo com seus respectivos sistemas. A evolução de cada sistema solar não é exatamente nos mesmos moldes e nem, provavelmente, durante o mesmo tempo dos demais de seu grupo e nem são as mesmas as suas naturezas e missões. Mas ao se terem auxiliado mutuamente e equilibrado suas energias e forças chegando com sucesso ao final de suas manifestações ou encarnações, terão bem cumprido outra de suas etapas. Então, esse grupo vitorioso estará correlato com todas as suas fontes de energia e força com outro grupo de sistemas solares que também avançou suficientemente em suas etapas, e esses agora se unirão com outro e mais outro, e assim irão formando uma cadeia cósmica de sistemas solares e constelações cada vez mais poderosa neste subuniverso; daí, estarem aptas a avançar mais segundo um plano prévio, e ajudarem a formar um novo universo com suas energias e forças diluídas e compartilhadas.

  Entretanto, talvez no mesmo planejamento cósmico, porém abarcando outras dimensões mais profundas, suas energias serão sempre mais puras e poderosas em seus esquemas, não se comparando em nada com as energias e forças de suas primeiras encarnações num sistema solar primário como o nosso atual, e nos demais do grupo a que ele pertence.

  Numa razão objetiva de nossa civilização, parece-nos tudo bem com o que nos descrevem os astrônomos através das suas observações obtidas a partir de alta tecnologia, pelas auscultações dos espaços siderais e cósmicos, e pelas viagens de astronautas. Entretanto, há uma história pregressa de nosso cosmos e uma projeção futura a ser cumprida, que não têm registros nos compêndios científicos tradicionais e somente observadas através da psicometria. São as memórias akásicas do éter universal, que os cerebrais recusam-se a imaginar ou aceitar que existem.

  Não obstante, os registros esotéricos sob as leis e princípios exatos nos dizem, por exemplo, que o planeta Terra, sua cadeia e sistema solar trazem em si uma relação energética dentro da vibração do número quatro, sendo agora o quarto planeta, do quarto esquema em sua quarta encarnação, cuja ronda ou período de manifestação de todos os reinos nesse momento é a quarta, e cuja maior ênfase do planeta e da cadeia concentra-se agora no quarto reino – o humano – desse nosso sistema solar de quarta ordem cósmica.

  Essa é uma relação da maior importância para nossa cadeia e sistema solar, pois caracteriza e tipifica uma projeção direta epicentral de um determinado raio cósmico em sua grandeza e abundância energética e forças. Trata-se do quarto raio cósmico a chegar não com outra era cósmica, porém com a simultânea imantação sobreposta às energias da Era de Aquário que se anuncia por nosso zodíaco maior. As primeiras radiações desse raio já se fazem sentir na humanidade e demais reinos e mais adiante trará outra visão de harmonia e beleza incrementada ao planeta. Uma das características desse grande raio é trazer a harmonia pelo conflito, o que se verifica agora em relação aos conflitos dos povos, em perigosa escalada planetária.

  E cremos estarmos muito longe ainda do dia em que a ciência física astronômica chegará a esses dados, se chegar com esse pensamento excessivamente materialista, admitindo a ciência esotérica.

NECESSIDADE DE VIVER
(A ILUSÃO QUE NÃO NOS QUER PARA SEMPRE)

  A ilusão existe: é o maia dos indus, mas vamos analisar. Buda Gautama nos trouxe novos ensinamentos por que foi o maior dos budas dos anais da Terra. Ensinou como nos libertarmos do maia planetário, não somente através da meditação conforme praticou, mas também com procedimentos e atitudes corretas com relação a nós próprios, com todos os seres viventes e com a natureza em geral.

  Mencionamos que as correntes mecânicas das leis naturais não permitem a libertação de todas as vidas humanas ao longo do ciclo de manifestação da Terra, nesse momento da quarta ronda. As vidas que permanecem nos reinos precisam gerar energia mais produtiva para o planeta, vivendo seus impulsos e experiências sempre cumulativas, ao passo que, em se tratando de seres humanos, essa produção é mais qualificada através de suas mentes, de seus corpos emocionais e densos. Devemos refletir, no entanto, que o termo energia quando empregado no plural define condições diversas em que a mesma energia é trabalhada. A energia é uma só existente no interior de toda a matéria planetária e cósmica com potenciais diferentes.

  Entretanto, para um projeto em que as múltiplas vidas em seus diferentes aspectos e ações possam se manifestar e evoluir nessa complexidade em que as essências elementais e atômicas são o modus operandi interior, há a obrigatoriedade de a energia única ser operada sob determinados atributos. Nesse aspecto, anima mundi atua e regula juntamente com a inteligência do Segundo Logos sobre reinos e grupos de consciências. E toda a multiplicidade de tipos na natureza que compõe os modelos dos seus respectivos reinos, desde as variadas formas minerais, às do reino vegetal, às do reino animal e às dos seres humanos, recebem também intensas e perenes impressões das poderosas radiações de todo o conjunto do zodíaco astrológico. O ritmo do impulso transformação-evolução como elemento que justifica o sentido da própria existência, e que vêm provocar especiais características aos modelos das vidas, vem acrescido do mecanicismo zodiacal. Daí, que modelo e matrix podem exemplificar a mesma coisa.

  A mente animal alcança um plano vibratório um pouco acima daquele unicamente alcançado por seu substrato instintivo. Nos animais domésticos esse fator é mais apurado por que pode também misturar-se com tipos de emoções em formação. Em relação ao humano, os diferentes níveis de mentes e consciências pelas vias evolutivas que as leis da natureza dispõem e pelas subsequentes escolhas que o homem faz, levam-no a produzir mudanças mais concretas nos valores de sua individualidade. Não é difícil entendermos que as leis naturais movem sempre o homem para a sobrevivência e a busca em qualquer nível que o humano se encontre, mas depende dele, dentro do círculo de sua existência, em condições satisfatórias permitidas pela lei cármica, qual caminho adentrar e como avançar.

  Entretanto, há o fator iniludível acerca do percentual amplo de vidas primárias a viver no planeta, após as individualizações de animais nos tempos lêmures-atlantes, que se juntaram aos seres humanos ainda de pouca evolução. Esse percentual, conforme vimos, traz em si a obrigatoriedade de homens cujas consciências ainda estão em estágio de transição entre o animal e o humano ou um pouco mais adiantados, a permanecerem por longo número de encarnações numa posição unicamente laboriosa em relação às atividades mais comuns de seus grupamentos e etnias. Isso, ao contrário do que se imagine como energias estacionárias, estará estimulando um upgrade para a energia densa planetária, pois o que emana dos corpos e mentes dessas vidas humanas primárias vem trazido para um novo ciclo evolutivo na decorrência de uma herança de energia anteriormente trabalhada em milhões de anos, em rondas passadas. E nesse presente estágio, o instinto humano primário, herdado da fase animal, vem acompanhado de uma constante projeção mental bem acima do que o animal seja capaz, condição essa em alguns graus também melhorada.

  A história antiga da humanidade, instituída oficialmente pelos ministérios e órgãos culturais de nações, recua em suas narrativas há somente alguns milênios, e dentro desses eventos temporais nos faz saber do quanto as raças lutaram entre si e do quanto se esforçaram para suportar todas as intempéries a fim de manterem-se vivas. Entretanto, essa parte conhecida representa somente algumas páginas de toda a história completa e verdadeira da humanidade, dos produtos de reinos e de acontecimentos astronômicos e terrenos ocorridos com nosso orbe. Hoje, fora da oficialidade acadêmica, temos não somente fortes evidências, mas quantidade de provas concretas da existência de continentes imensos desaparecidos, que ao longo de milhões de anos acolheram bilhões de vidas numa saga impressionante de buscas, de experiências importantes e de embates por sobrevivências. Ignoram-se essas evidências e provas num cinismo claro e arrogante, por interesses de nações e de organizações poderosas manipuladoras de toda a fortuna da Terra.

  Cada reino traz em si poderes que são externados através de suas atividades diárias e que fazem conectar energias as mais diversas com as dimensões que formam camadas de sustentação da Terra em todos os seus intercâmbios interiores e exteriores. A bem dizer, essas energias dos reinos necessitam ser trabalhadas minuto a minuto, dentro de um labor produtivo excedente para o avanço cada vez maior dos próprios reinos, com relação ao potencial energético planetário e com sua luz, o que significa dar sustentações aos seus planos vibratórios mais baixos e acima, e manter um nível o mais produtivo possível nos intercâmbios com o cosmos solar. O planeta precisa respirar, alimentar-se e doar-se a fim de continuar como um Ente vivo e produtivo nele próprio, para sua cadeia planetária e sistema solar. Desse modo, o intenso esforço e a boa produtividade nos processos íntimos das vidas de reinos, proporcionam ao planeta a condição de conseguir avançar com o apuramento da sua própria condição de autoprodutor, receptor e transformador de energia, entre outras coisas.

  Esse apuramento, quando realizado, vem do resultado de vários fatores encadeados sob a égide única do que esotéricos chamam de anima mundi, ou mãe do mundo. A mãe do mundo aviva sempre às energias dos reinos e suas essências com a mensagem magnética da transformação-evolução sob a égide da energia interior do Segundo Logos – o Cristo Solar – enquanto as correntes e raios cósmicos dimanam para a Terra energia e força diversificadas. As essências estão nas vidas que são externamente as formas e que desenvolvem valores pelas razões interiores dessas essências (consciências) que determinam exercitar as formas e provocar ações quantitativas. Os diferentes valores quantitativos incorporados e manifestados instintivamente pelas espécies de um reino, pela frequência com que são produzidos sob a pressão de fatores diversos em seus ambientes ou por outras necessidades, como no reino animal que transita por seus próprios pés, que voa e nada, conduzem naturalmente a uma seleção qualitativa. Há um mecanismo nas atividades das espécies, mas há também produtividades diferentes melhor realizadas, pois as espécies desde os tipos minerais, já demonstram exercícios diferenciados em relação aos seus conjuntos ou famílias.

  Nos três primeiros reinos há um núcleo respectivo a cada espécie separadamente, em suas diversas formas e aspectos, que é um coletor das experiências, uma a uma, de todas as vidas daquela espécie, através das suas essências que vão ser armazenadas. Quando renascem novas formas daquela espécie, o núcleo enriquecido pelas adições das demais vidas daquela mesma espécie introduz nas formas recém-nascidas um quantum daquela essência enriquecida, o que vem representar pouco a pouco os avanços de cada espécie. E isso reflete nos casos em que um espécime se destaca por sua originalidade, trazendo um fator especial diluído naquele núcleo e compartilhado. Todas as espécies e suas semelhanças possuem núcleos característicos. Porém, não havendo experiências computáveis, não haverá avanços nas essências das espécies. No caso do reino mineral, não se trata propriamente de espécies, mas de naturezas e qualidades de pedras e performances dos elementos de seus átomos. Do mesmo modo, acontece no reino animal no que respeita aos núcleos coletores das essências trazidas pelas experiências obtidas nas suas vidas terrenas.

  A consciência de um reino trabalha por milhões de anos, porém, conforme vimos, não nasce com o reino, sendo uma projeção de anima mundi sobre aquela nuvem de existências que ampara todo o reino, e naquela nuvem anima mundi incorpora sua mensagem a fim de estimular às miríades de espécies do reino, em estrito acordo com o Grande Plano. Portanto, a consciência de um reino abrangerá mais, na medida da vontade e operosidade correta das várias espécies em seus grupamentos respectivos.

  Há hierarquias que cuidam de todos os reinos e de cada espécie de reino, operando, principalmente do plano etérico. São seres elevados de vários tipos conscienciais que visam sempre o geral, pela integração de todas as energias e forças para um conjunto, segundo o que o Princípio da Inteligência projetou, que anima mundi magnetiza, e que foi chamado nesse sistema solar de O Grande Plano da Criação.

  A qualidade mais apurada das energias densas dos reinos, incluindo naturalmente o reino humano, passa ainda por melhores filtros na medida em que os ciclos de manifestação da atual cadeia vão transcorrendo e as rondas uma a uma vão deixando a Terra. A cada nova ronda que desce, essa melhor qualidade é encontrada nas essências elementais e atômicas que animam vidas e reinos, resultados dos bons aproveitamentos das vidas em miríades de espécies. A atual ronda, a quarta, é a que melhor sintetiza o aspecto físico denso dos reinos e suas qualidades trabalhadas na matéria. Esse quadro tenderá a manter os registros de sucesso se o planeta não falhar na sua missão.

  Nesse aspecto, as vidas humanas primitivas adicionam melhores teores às essências elementais e atômicas das vidas de reinos pelas energias mais concentradas que emanam. Há choques de energias do humano ao animal e vice-versa, porém o animal absorve mais pelo maior alcance mental e poder de concentração do homem. E devido a isso, as espécies selvagens tornam-se mentalmente mais sagazes e instintivamente mais cruéis. Na era do continente lêmure-atlante os animais, durante longo período, foram mais espertos que os homens mirando-os como fonte alimentar devido a sua fraqueza. Isso levou o homem a usar cada vez mais a mente objetiva e a criatividade, produzindo obstáculos, armas e armadilhas contra seus atacantes.

  Já o reino mineral provoca torvelinhos nas auras humanas pelas suas mais intensas radiações, em compensação recebe da mão humana iniciações pelo fogo e água, gerando distintas névoas e gases, e melhor vibração do som, após ser transformado em peças e instrumentos diversos. O reino mineral traz em si o potencial de ajudar a consolidar as formas de manifestações objetivas das espécies de reinos, o que inclui o equipamento biológico do homem, e proporciona mananciais para o avanço científico e tecnológico que vem dando uma nova face ao mundo, ou os meios para destruir parcial ou completamente ao planeta.

  O reino vegetal, no entanto, sob seu determinismo e vital aspecto é mais profícuo para o reino humano. Uma de suas características principais é o magnetismo e esse fator é mais intensamente exercitado pela excitação que a energia humana provoca-lhe, tanto por sua presença como pela sua ação devastadora ao reino.  Direta ou indiretamente o fogo também, por sua ação devastadora, é o elemento que faz parte da iniciação do reino vegetal. Isso é um fenômeno somente entendido pela sensibilidade esotérica. Mas nos cuidados do plantio, o homem do campo ajuda as sementes e plantas a captarem maior magnetismo pela presença dos raios solares e no fenômeno da fotossíntese, como também ajuda o reino quanto à sua sobrevivência na grande produção do básico alimentar das raças em suas vastas qualidades e nas culturas para o fabrico de todas as espécies de unguentos e remédios em escala industrial, etc. Lembramos que o perfume das flores e plantas odoríferas provém de um magnetismo que exala pelos seus átomos.

  Todos os reinos têm importância capital para a vida de Gaia em seu esquema geral de evolução, mas o homem detém maior raio de ação por sua inteligência e sentido organizacional tanto em individualidades como em coletivos. Independente de tudo, a energia que dimana do homem na sua ação sobre os recursos naturais fortalece o corpo denso do planeta, embora em tempos atuais a ciência tenha provocado uma grande ruptura nesse processo pela tecnologia implantada indiscriminadamente, o que vem causando desorganizações e envenenamentos das fontes energéticas em todo o planeta. Entretanto, as multidões das cidades do mundo dimanam a energia que o planeta sempre necessitou para seus trabalhos, apesar de, do recente passado para os dias atuais a qualidade tenha decaído bastante e perigosamente pelas guerras, vícios, ambições e crimes, e os organismos biológicos humanos se terem enfraquecido pelos abusos da alimentação inadequada e por outros excessos bastante ponderáveis.

  No entanto, sob outro prisma, tem havido mais ações incursoras nas dimensões astrais e mentais buscando neutralizar as presenças malévolas de certos grupos de forças negras, e destruições de falsos arquétipos construídos por eles. Essas facções são grandemente responsáveis por tantas contradições do que entendemos como evolução natural da vida, tanto espiritualmente como sob os aspectos de destruições de meio ambientes e de hábitos saudáveis das famílias e sociedades.

  As ingerências negativas são perenes na intenção de desarticular os melhores fluxos energéticos entre os planos. A dimensão representada pelas energias dos corpos densos e etéricos em seus mais baixos teores vibratórios, abriga também mentes negativas que ali montaram seus quartéis generais de onde trabalham intensamente para inverter as polaridades das correntes de vibrações astrais e mentais. As vibrações projetadas pelas mentes humanas para finalidades construtivas acontecem para cima, em direção aos arquétipos e campos de energia diversos, tanto etéricos como astrais e as imediatas respostas vêm para baixo.

  Apesar das várias estratégias desenvolvidas pelas Inteligências Superiores a fim de socorrer a Terra em diversos setores, as inversões que ainda assim acontecem provocam choques no equilíbrio físico, astral e mental planetários do Ente-Personalidade que Gaia é. Outro considerável desafio nesses dias de imensa ação tutelar das Inteligências Superiores é tratar de evitar acontecimentos mais drásticos no mundo, pela colheita de carma que a humanidade em débito com o processo evolutivo vem purgando mais intensamente há muitas décadas. Porém, não fiquemos a imaginar o planeta mergulhado em redemoinhos irreversíveis de destruições pelas mãos do próprio homem. Melhor não pensarmos nisso e sim em nosso futuro de uma Nova Era limpa para a humanidade que aqui permanecerá.

  Ao tratarmos da humanidade em seu poder coletor, transformador e fornecedor de energias não abordamos outros fatores importantes; então acrescentemos agora sobre a variedade de tipos psicológicos existentes nas raças e seus consequentes caminhos cármicos.

  Noutros trabalhos já expusemos um processo cosmogônico para exemplificar como o homem chegou aqui. Repassemos somente que o homem não apareceu na Terra a partir do momento em que O Criador resolveu faze-lo nascer num jardim e ele passou a chamar-se Adão. Apesar de um Adão físico ter existido e estar registrado com suas descendências nas escrituras, o homem-adão simboliza uma pluralidade em todas as raças como o homem interior não remido, permeado por sua longa história cármica com alegorias psicológicas que ocultam segredos gnósticos. Podemos encontrar o homem Adão também entre aqueles das primitivas raças que já se aproximam do limite final de sua servidão mecânica a Gaia e pretendem eles mesmos encontrar suas próprias experiências terrenas entre as forças do bem e do mal.

  Mas tratemos o homem como um procedimento causal a partir do Princípio Inteligente, anterior à ideação do próprio sistema solar. Pois Hierarquias Poderosas vieram em auxílio ao Logos Solar e operaram sobre as mônadas que Nele sempre existiram e que Dele emanavam em seguimento a outra fase do projeto. E tais mônadas, ou espíritos puros, nessa fase, passaram a coexistir com identidades próprias sem, entretanto, ficarem aparte da Consciência do Logos. Foram bilhões delas que com onisciência também constituíram hierarquia e passaram a trabalhar neste Mega Projeto, já em nosso sistema solar, em dimensão onde o Logos operava pessoalmente. E a partir daí, as mônadas e as hierarquias solares agiram nas dimensões planetárias projetando corpos sutís que nas próprias mônadas condicionariam sementes com potenciais para, um dia, germinarem uma completude de corpos terrenos. Na Terra, o homem terreno, operaria com energias mais densas.

  O que aqui sucintamente descrevemos como origem da vida em nosso sistema solar é somente um pequeno esboço, como não podia deixar de ser, por todas as limitações e dificuldades que uma escrita apresenta, e pelo planeta Terra ser somente uma entidade dentro de um vasto esquema de uma cadeia com mais seis planetas. E mais ainda. As demais cadeias dentro do sistema solar e seus planetas também precisaram de uma engenharia celeste grandiosa para serem criadas com os seus campos de atividades e vidas inteligentes. E sementes divinas foram preparadas para também serem cocriadoras. Portanto, o planejamento da criação é bem mais amplo e grandioso do que a humanidade ainda não desperta consiga pelo menos perceber. E nossa história é somente nossa.
  Podemos entender a humanidade da Terra não através de uma única linha de existência, mas através de algumas. Voltemos um pouco a um passado imemorial acontecido no cosmos de nosso sistema solar, a fim de termos uma pequena visão de um processo de vidas que adentraram a Terra.  Esse assunto segue o que explanamos em parágrafos anteriores, mas vamos resumi-lo.

  Após a individualização para animais-homens e no transcurso de centenas de encarnações para homens-animais e depois noutros longos estágios como homens-intelectuais, essas vidas começam adquirir gamas de experiências que as levarão a exercitar novos valores e desenvolverem uma consciência mais clara de suas vidas físicas. Entretanto, nesse momento planetário, um enorme contingente desse tipo de humanidade não pode ainda ser classificado como egos pelos estudos da psicologia, nem pela sabedoria esotérica, pois suas estruturas interiores, ou corpos espirituais, não estão o suficiente desenvolvidos e treinados para dominarem certos aspectos de suas vidas interiores, e o ser instintivo da fase animal ainda age intensamente entre os seus pensamentos e ações, ainda que haja grande percentual de vidas com boas índoles e adaptadas a todas as sociedades do mundo. São, portanto, vidas que vivem sem a consciência de que ainda cumprem um longo estágio como servidores de Gaia numa condição de submissão ao mecanicismo das leis naturais.

  Essas vidas precisarão continuar a conviver em comunidades afins e em futuro ainda distante aprenderão mais das sociedades sutilizando as energias sob a necessidade de conversão de seus corpos etérico, astral e mental ainda em fases de definições e formações propriamente ditas. Essas vidas são as que “dormem o sono dos esquecidos”, pois elas não se recordam de nada em questões de vidas pregressas na Terra e nem se preocupam em conhecerem-se em seus mais exteriores meandros psicológicos.

  Mas há também na Terra uma faixa um tanto diversificada de modelos de vidas uma vez que muitas etnias hoje aqui existentes são formadas por vidas procedentes da Lua quando aquela era o centro funcional da cadeia de planetas que antecedeu a cadeia da Terra. Naquele tempo, a Lua cumpria seu período de existência para depois desaparecer de sua manifestação produtiva e passar a um corpo unicamente gravitacional em torno da Terra, bastante reduzido e árido.

  Muitas daquelas vidas em diferentes níveis mentais e conscencionais chegaram aqui na Terra obrigatoriamente transferidas, a fim de continuarem os seus processos evolutivos aos seus níveis, somando-se aos vários níveis de consciências que aqui estavam.

  Por oportuno, essas transferências incluíam não somente vidas humanas, mas também vidas ou essências animais, vegetais, e vidas ou essências atômicas minerais. Essências dos reinos da Lua que ingressavam em um novo reino começavam nessa cadeia da Terra uma nova caminhada. Ao chegarem a Terra nessa quarta ronda reiniciavam, portanto, os seus ciclos na matéria mais densa. Cada vez que se completam os sete giros ou sete rondas da cadeia terrestre, há uma nuvem de vidas do reino animal que pula para o reino humano ali individualizando. Assim, abre vagas para que as essências do reino anterior, vegetal, venham ocupa-las nas formas ali existentes e naquelas que serão recriadas, e nesse rodízio o reino mineral, por sua vez, virá receber a nova onda de essência virginal vinda de fora da cadeia, devido a que as essências minerais que antes habitavam esse reino, terão se graduado e pulado para o reino vegetal.

  E também aconteceu com vidas animais adiantadas na Lua que se individualizaram aqui na Terra e com vidas animais atrasadas que adentraram no reino animal aqui permanecendo, como também com vidas humanas atrasadas e adiantadas que iam ingressando no planeta nos seus respectivos estágios quando o tempo das locações transmigradas da Lua para a Terra foi chegando. Isso facultou a Gaia novamente receber gama completa de essências de vidas de reinos já bastante experimentadas que iriam operar suas energias e essências e enriquecer a vida planetária.

  A maior parte dessas transferências na quarta ronda aconteceu durante os períodos lemuriano e atlante. E desse modo, mediante a chegada de Sanat Kumara de Vênus com membros de sua hierarquia, a Terra ganhava novo perfil.  Mais coletivos humanos egressos de outros sistemas solares vieram também adentrar a vida planetária, criando suas sociedades ou incorporando-se às sociedades já aqui existentes. Houve, então, maior diversidade de tipos psicológicos na Terra segundo os valores que aquelas vidas traziam em suas bagagens mentais e com isso aconteciam surtos evolutivos no planeta bem como maiores disputas e guerras.

  A humanidade da Terra nesse instante com mais de sete bilhões e meio de habitantes encarnados e outros vivendo no plano fora da matéria física, dando um montante em torno de vinte e três, a vinte e cinco bilhões de vidas, está muito bem dividida e selecionada pelos escalões da hierarquia planetária quanto às condições espirituais de indivíduos, famílias, grupos, etnias, raças e nações. Nas sociedades mundiais, além das vidas primitivas ainda sem egos formados, encontram-se muitos egos de pequena e média evolução, um número menor de egos mais bem evoluídos, e certo percentual de velhos egos em involução e dissolução de seus veículos. Esses últimos são os fracassados após terem cumprido todas as encarnações permitidas para suas emancipações. Necessitarão, como vidas fracassadas, em breve futuro, refazerem ciclos evolutivos em reinos para de novo tentarem nova escalada ao gênero humano.

  Aqueles que afiançam a existência de uma matrix como construção sinistra e aprisionante da humanidade por milênios, primam pelo fator ilusão neles próprios. Pois as camadas populacionais da Terra sempre estiveram submetidas ao processo natural de encarnações e reencarnações por um organograma muito bem elaborado pelas hierarquias solares e não por seres alienígenas que tenham tomado o planeta inteiro de assalto. Existem, na verdade, organizações do mal que trabalham nas sombras dimensionais desde os tempos de Atlântida quando aportaram na Terra no plano etérico e dali passaram a atuar sobre as raças, constituindo grupos de seguidores.

  Existe ainda uma rede de entidades de forças negativas num determinado volume e extensão que buscam manterem-se com seus objetivos de domínios, tentando uma ação global completa. Esses, desde aqueles tempos atlantes, se fortaleceram pela ignorância e imaturidade de vidas que caíram em suas artimanhas de ideologias negativas e atualmente aquela hierarquia das sombras domina postos em todos os governos do planeta. Mas já vem perdendo espaços nesta Era de Aquário em que novas, poderosas e salutares energias não são compatíveis com as energias emanadas deles. Assim, um conflito natural e para eles desesperado, acontece nesses dias. E teorias desmerecedoras, como de uma matrix escravista mais poderosa do que as forças hierárquicas de deuses predestinados os impossibilitem de ajudar a Terra e os seus habitantes.

  O Pistis Sophia relata como Jesus ensinava sobre os arcontes, que eram seres que dominavam sobre as vontades dos homens, porém não de todos. Jesus não chegou somente ao planeta no momento cronológico da Galiléia, quando os romanos expandiam os seus domínios sobre os judeus. Suas vidas, como um mestre, remontam a um passado muito mais distante, quando obrou muitas vezes naquele passado com a Grande Fraternidade Branca, estabelecendo marcos que seriam atingidos pela humanidade terrena. Portanto, ele já conhecia os senhores da face negra e por isso foi escolhido para encarnar entre os judeus como o avatar para implantar as forças e energias da Era de Peixes e começar-se a prepararação da humanidade para uma Era futura de auto-libertação ou Era de Aquário. Essa ação libertadora somente é possível uma vez levada a efeito pelos esforços dos próprios egos. Uma das principais mensagens de Jesus no “amai ao próximo como a vós mesmos” seria a fórmula a causar intensas dissenções entre povos e nações, pois as forças negativas buscaram realizar através dos homens, exatamente o inverso.

  Foi mais uma era de sangue e crimes do que do amor que Jesus proclamara e isso serviu – conforme previsto e não conforme determinado – para purificar mais rápido um grande percentual do carma de povos e nações presos aos crimes e preconceitos nocivos profundamente arraigados nas psiques das vidas, e assim conseguirem escapar das sombras fustigantes do medo e da ignorância, geradores dessas aberrações. Já Buda ensinara no Oriente como alcançar a luz por atos puros através do pensamento disciplinado e obediência às duas fórmulas básicas que trouxe e entregou ao mundo. E tal como ocorrido no Ocidente sua doutrina foi distorcida e muito sangue foi derramado sob a ação dos gênios das trevas.

  Portanto, a matrix mecânica, eletrônica, extraterrestre, dominadora e obrigatória para toda a humanidade não existe nesse formato exigido pela imaginação de mentes divorciadas da razão. O que existe de racional, verdadeiro e estabelecido há tantos eons para a evolução consciencial das vidas são programas diferenciados, elaborados e incorporados no Grande Plano para a evolução da humanidade e não para a sua escravidão. E aquelas vidas permanecidas na ilusão forjada pelas correntes opositoras ao Grande Plano, que incorporaram valores negativos e destrutivos, vivendo sob um comando hipnótico por muito tempo, terão agora oportunidades de se desligarem desse comando automático e limparem suas mentes e subconscientes de todas essas criações psíquicas atormentadoras. Os Mestres da Luz já atuam com seus instrumentos e sabedoria em todas as áreas da ciência e da espiritualidade para mostrar as diferenças entre o caminho da evolução e o caminho da dissolução.

  E não nos iludamos uma vez mais, pois numerosos intelectuais, artistas, professores, cientistas, estudantes esotéricos, magistas, pseudo iniciados, religiosos, políticos, homens da lei, enfim representantes de todas as classes e atividades – muitas dessas sendo pessoas inteligentes e loquazes – estão ainda em grande número incorporadas dessa ilusão escravista, trabalhando conscientes ou inconscientemente em favor dela, em oposição ao Grande Plano libertador.

  Repassemos. Toda a carga de vidas humanas da Terra pode ser explicada da seguinte forma: além das vidas primitivas cumprindo seus estágios mais básicos na Terra, bilhões de egos e não egos nas dimensões espirituais planetária sem corpos físicos,  foram acrescidos em seus números de vidas trazidas de outros planetas, de outros sistemas solares ou de galáxias para estágios na Terra. Muitos, no entanto, se envolveram com condicionamentos, fanatismos e negatividades diversas, falharam e aqui ainda permanecem. Uns chegaram com suas bagagens carregadas de muitas nocividades e foram incorporados em etnias primitivas para serem lavados de suas gangas e tomarem novos rumos. Outro grande percentual humano é de vidas que avançaram bem acima daquela fração da humanidade primitiva sem egos formados.

  Nesse último percentual é possível destacar egos – talvez um bilhão em franca evolução mental e espiritual – que formaram contingentes de melhores aproveitamentos na Era de Peixes e que já passaram – milhões inconscientemente – pela primeira iniciação coletiva realizada no plano etérico. Ver nossa postagem A Desconstrução do Ego E grande número vive ainda a fase do amadurecimento e controle instintual animal, acima da onda primária, com a possibilidade ainda um pouco distante, de edificar um verdadeiro ego que irá melhor ajustar seus corpos dimensionais e os levar a avançar mais rápido nos caminhos evolutivos.

  Entretanto, as energias da Era de Aquário que alavancam o avanço tecnológico da Terra são as mesmas que causam ainda enormes enganos e ilusões para bilhões de vidas humanas. Pois as trevas não cessaram de agir para destruir todas as conquistas da humanidade e a tecnologia dominada por eles, em algumas áreas de atividades, prende uma grande fração da humanidade em suas redes. Mesmos egos experientes, mas distraídos, são enganados e juntamente com os bilhões sonolentos caem em suas malhas e não percebem o quanto estão sendo hipnotizados.

  A mídia mundial controladora é somente a forma externa de manter marionetes sonâmbulas ligadas aos propósitos negativos, pois o campo mais eficiente de ações desses seres são seus laboratórios e quartéis-generais nas dimensões frequenciais médias e baixas do planeta, onde realizam experiências genéticas e de condicionamentos ou controles psicológicos, usando de avançada tecnologia e de magia negra em milhões de cobaias humanas.  Não há como negar que o mundo virou de cabeça para baixo. A crueldade aumentou exponencialmente em quase todos os países; a ameaça de uma terceira guerra mundial está cada dia mais evidente, a natureza está revolta como nunca, os abalos sísmicos são muito frequentes e grande número de mortes aumenta a cada ano por violência, guerras étnicas, por acidentes mal explicados, por crimes horrendos estimulados por causas diversas e pelas drogas que entraram em rota mundial de consumo epidêmico. Esse é o legado que grande percentual desregrado da humanidade deixa para ser dolorosamente expurgado da Terra, por que simplesmente não deseja se autodisciplinar, adotar novos hábitos e se esclarecer quanto ao abnegado trabalho salvador da humanidade que seres de luz desenvolvem em favor das vidas planetárias.

SERIAM TODOS OS COSMOS UMA ÚNICA ILUSÃO?

  Entremos agora em outro plano de considerações, buscando analisar a proposta da ilusão, seja ela uma realidade ou outra ilusão. Pois uma simples razão de racionalidade nos impele a buscar novo fôlego para chegarmos a pontuações mais lógicas do pensamento.

  Conforme descrevemos, há uma construção imensa e inacreditável de um palco cósmico de tantos universos físicos e não físicos com grandiosas criações, leis complicadas e Inteligências Superiores a conduzir vidas. E essas vidas, ao longo de milhões de anos terrenos – e o mais certo seria dizer-se bilhões ou trilhões de anos pelas computações enigmáticas do não tempo sobre nossas noções de espaço, cosmos, dimensões, movimento, velocidade, rondas, pralayas, etc – inicialmente como essências sem uma configuração geométrica e conteúdo reconhecidos por nossa tridimensionalidade, chegam depois aos três reinos inferiores adquirindo formas, e por fim alcançam incrivelmente a categoria de seres humanos. E nessa nova jornada na Terra, as vidas individualizadas, ligam-se agora definitivamente a corpos superiores para se constituírem num futuro bem distante em egos ou personalidades, corpos esses que foram edificados pelas hierarquias solares em dimensões elevadas da Terra – segundo um modelo cósmico oferecido às mônadas em intensas expectativas de novas experiências – que em conjunto passam a trabalhar com consciências físicas em fases de despertamentos. E as vidas constroem famílias, sociedades, avançam para egos mais experientes, passam a viver em civilizações mais abrangentes e brilhantes, evoluem em pensamento, em religiões, praticam experimentações, despertam um sentido maior da lógica, da filosofia, da matemática, descobrem outro lado da astronomia, estudam sistemas solares, constelações, chegam à química, ao átomo, à física espacial, expandem a comunicação a nível global, criam tecnologias, partem para viagens cósmicas, e continuam a desenvolver tantas outras coisas antes absolutamente insondáveis para seres humanos em corpos físicos.

  À exceção muito rara hoje em dia daqueles que recebem toda a orientação esotérica diretamente de um mestre da sabedoria, os que buscam o conhecimento não percorrem mais que uma linha comum que vai das informações adquiridas em livros e internet, palestras, escolas, comunicações mediúnicas, trabalhos práticos espíritas e magísticos, meditações e pessoal intuição. Essa trajetória tem sido suficiente para as mentes que desejam mais do que o ensino oficial possa oferecer. Tanto mais se entregam os que se inquirem sobre razões mais elevadas da existência e do próprio Ser, que se internam em maiores estudos e pesquisas profundas, intuídos pelos seus superiores espirituais ou por suas pessoais fontes interiores, essa dedicação os conduzirá a algum tipo de automestria. No entanto, para todos os buscadores é altamente necessário trabalhar esses conhecimentos com as razões do intelecto e visões da mente espiritual. Do contrário, seus avanços interiores serão mínimos e os iludirão.

  Não sabemos de fato se um mestre da estatura espiritual de Buda Gautama teria dissolvido completamente o ego na sua sétima iniciação. Sabemos que mestres ascensos também podem surtar e entrar num túnel de ilusão, embora nos digam que a ilusão desses seres de escalões mais elevados seja diferente daquela adstrita aos sentidos de homens comuns da Terra. Temos dois pontos importantes a refletir. O primeiro nos diz dos movimentos dos manvantaras; de suas manifestações, das permanências temporais e atemporais, retraimentos totais e retornos às suas manifestações. Há manvantaras grandes, médios e menores em escalas de grandezas. Porém, todos eles entram e saem de cenas em sequências temporais em trilhões ou mais de anos terrestres, e ciclos atemporais, que não conhecemos o que sejam na exata razão matemática. Portanto, nada é permanente no cosmos e seres, espíritos, consciências ou mônadas não se fixam definitivamente em nada, ou durante ocasiões necessitam repetir suas experiências em dimensões inferiores e superiores para conseguirem avançar. Isso é uma realidade.

  Os verdadeiros Mestres da sabedoria são unânimes em afirmar que o mundo em que vivemos é um símbolo, ou projeção de uma realidade original fora do tempo, sendo, portanto, ilusório. Admitamos que essa declaração fosse aproveitada para espalhar o conceito de uma matrix perversa e aprisionante contra a nossa vontade. Os Mestres não contrariam o conceito de um mundo de ilusão, porém estabelecem parâmetros para o entendimento do que seja a ilusão, e nos oferecem a indicação de que a ilusão é um momento necessário para a evolução do ser humano. Essa ilusão que Buda exemplificou e a sabedoria dos Mestres que a ela se refere, precisa ser mais bem explicada. Segundo ponto: nossa lógica intelectual e esotérica não consegue conceber uma dimensão tão profundamente científica como é nosso mundo físico, com tantas criações e mananciais que nos cercam em quatro reinos materiais, e universos tão prolixos, tão profundos e regidos por leis conhecidas e não conhecidas, possa ser algo simplesmente como projeções de uma matriz.

  As descobertas da ciência humana talhadas com sacrifício, sangue e mortes, a lei de causa e efeito, a fantástica fecundação de um espermatozoide em um óvulo dando formação a um feto e depois a um ser integral, a possuir um corpo biológico complexo, tendo esse ser mente, alma e espírito; sua lida diária por manter-se vivo para realizar seus projetos humanos e espirituais e por todas as coisas que o rodeiam e compartilham de sua vida com razões inteligentes – olhando-se tudo pela ótica da criação construtiva – não podem ser atribuídas unicamente a uma desmerecida ilusão que deva ser desprezada por ser uma irrealidade, pois é tudo muito doloroso e difícil para seres humanos e reinos, de modo geral suportarem. Entendemos o Criador como uma Inteligência completa e tudo o que ele constrói ou construiu há de ter um objetivo também inteligente, lógico e necessário.

  Se nosso cosmos físico não teve começo e nem terá um fim, mas encontra-se submetido obrigatoriamente aos manvantaras, conforme nos alertam as verdadeiras escrituras esotéricas, e os manvantaras médios e os maiores quando de suas retiradas de manifestações, retroagem para dimensões frequênciais mais altas em estágios atemporais, comparativamente com nossas noções físicas e ajustes de tempo terreno, então pelos princípios análogos podemos concluir que todo o cosmos, todas as dimensões, todas as vidas estão ao imperativo dos ciclos das leis mecânicas “manvantáricas”, surgindo, avançando e se retirando, para em seguida reiniciarem com os mesmos fenômenos de manifestações, permanências temporais ou atemporais, e novamente retirando-se. Então, inexistindo um final no girar incessante dessas descomunais rodas, não seria isso um processo mais profundo e de maior magnitude de uma ilusão muito além dos sentidos humanos? E em assim sendo, onde e quando estaria o elo final dessa corrente de acontecimentos físicos e cósmicos, ilusórios e intermináveis? Alguém, puramente, ousaria conceber sem condicionamentos ou duvidosas abstrações?

  Falemos de egos e almas. Egos avançados e outros de estirpes espirituais apuradas que meditam e se purificam visando à libertação das algemas do desejo são testados em suas intenções. E muitos, aparentemente santos sem pecados, voltam a cair dos degraus. Há grande perigo nessas empreitadas e por esse perigo todos os postulantes podem passar, estejam mais bem preparados ou não. A vontade e o livre arbítrio comandarão suas decisões de tentar. As ações nesse sentido e seus efeitos mais previsíveis seguem a mesma metodologia aplicada a Buda. Até um determinado grau o postulante tem o auxílio e a proteção de seres hierárquicos contra as emboscadas de demônios e outros seres das sombras e pode desistir de suas intenções. E alcançando certo estágio em sua escalada mental, conquistando graus de ascensão pelos canais da meditação ele, se desejar, pode também ainda retornar a Terra para fruir de suas conquistas na condição de um mestre ou mago. Não desistindo e daí em diante prosseguindo solitário pelo caminho, agora sem a proteção e cobertura de seus mestres, terá uma única via – a de chegar a um final.

  As tentações muito mais acerbas se dão nessas alturas, pelas tentativas de limpeza dos corpos espirituais do postulante por ele mesmo, onde suas próprias energias personificadas em seres demoníacos e em sensualidade emergem da consciência para ainda buscarem guaridas no ego. A par dessas formas autocriadas ao longo de suas centenas de encarnações, há os demônios reais, externos, seres diabólicas que já citamos, fora de suas criações psicológicas que o cercam e o agridem vibratoriamente. Na verdade, mesmo com a mente em dimensões elevadas, ele caminha pelos infernos. Dependendo da fraqueza, do desgaste ou da potência dos desejos ainda recalcados ou mal sublimados, ele pode abrir seu campo vibratório e rolar escada abaixo.

  Mas há outro problema nisso que vai leva-lo não somente a uma queda dimensional, pois haverá uma inversão de todas as suas conquistas precedentes. Chegando mentalmente a tais estágios, afagando ainda o desejo e por um fenômeno natural, a mesma energia-luz que o ilumina o puxará para o lado negativo que imediatamente potencializará aquela atração do desejo não dissolvida em seu ser e ele se verá mergulhado completamente naquela polaridade. O desejo e a sensualidade são fenômenos de polaridades negativas no ego humano por que pertencem a rede terrena em que o ego está enredado. Então, o ego voltará a se constituir forte na queda, tornando-se agora um demônio terrível de grandes conhecimentos e poderes.

  Essa foi a prova mais acerba a que Buda, Jesus, Moisés, Maomé, Hermes e outros se submeteram e a venceram. Mas o que faz que tantos budas, Jesus e hoje mestres ascensos tenham conseguido vencer este obstáculo e outros não? Primeiramente, a vontade muito bem alicerçada que levará o candidato a decidir que naquela encarnação isso lhe será possível. Tendo passado por outras provas preliminares e reunindo as necessárias condições, seu Ego Superior ou Alma Espiritual o colocará definitivamente diante da decisão de tentar.

  Segundo, a perseverança nas tentativas. Até certo estágio ele pode ainda desistir conforme vimos. No mundo ocidental não lhe será necessário retirar-se de seus afazeres para tornar-se um asceta, um anacoreta nos moldes orientais, para o exercício meditativo de tal escolha, pois todas as provas o encontrarão em seus momentos de vida do cotidiano ou de suas meditações. Entretanto, não nos iludamos. No atual momento da humanidade e dessa onda de gurus, professores e “mestres” do ocultismo, raros reúnem verdadeiramente a condição para tal escolha e chegada ao objetivo ou para ensinar seguidores. Os demais postulantes, mergulhados na ilusão dos sentidos e vaidade intelectual, sem a purificação corretamente praticada e sem amor no coração, ao tentarem tal caminho sem aquiescência dos verdadeiros poderes espirituais serão unicamente marionetes das trevas.

 Desse modo, melhor fazermos bem as coisas pequenas, não nos apegando a elas, não as odiando, nem ambicionando nada, para que um dia no alvorecer de um novo tempo, essas coisas pequenas para nós sejam grandes ao juízo dos Maiores. 

Por Rayom Ra

                                                                                  Rayom Ra
                                                          http://arcadeouro.blogspot.com.br 




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