sábado, 24 de outubro de 2020

Reencarnações de Moisés

 The Finding of Moses

  Figura 1

A DESCOBERTA DE MOISÉS

  Nu saí do ventre de minha mãe e nu (Ashub Shameh אשוב שמה) voltarei: o Senhor (Iod-Havah) יהוה o deu e o Senhor: (Iod-Havah יהוה) o tomou. Bendito seja o nome do senhor: (Iod-Havah יהוה)”. - Jó 1:21

  “Jó usou a palavra Shamesh שמה (ali) que tem as mesmas letras de Moisés (Moshe משה) para mostrar que ele, Moisés, desejava converter os estranhos e que dali em diante ele reencarnaria e apareceria novamente para Israel a fim de proclamar e os fazer conhecedores (dos mistérios de) Schekinah.” – Zohar.

  Esta palestra refere-se aos diferentes meios nos quais – de acordo com a ciência da cabala e alquimia – a reencarnação é entendida na Bíblia. Moisés escreveu:O Senhor Deus Iod-Havah Elohim fez brotar da terra toda sorte de árvores (נחמד Nahemad), de aspecto agradável, e de frutos bons para comer; e a árvore da vida (בתוך הגן Betock Ha-Gan) no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal”. Genesis 2:9

  Há duas árvores no Éden: a Árvore da Ciência do Bem e do Mal e a Árvore da Vida. A Árvore da Ciência do Bem e do Mal é sexo, e essa Árvore do Conhecimento está representada pelos órgãos sexuais. A Árvore da Vida é o Ser e em nosso corpo físico essa árvore é representada pela coluna espinhal.

  Toda verdadeira doutrina cultural tem de estudar em detalhes essas duas árvores porque o estudo de uma árvore sem o estudo da outra mostra o conhecimento incompleto e sem valor”. – Samael Aun Weor.

  Quando mencionamos cabala, estamos nos referindo a Árvores da Vida; quando mencionamos Alquimia, estamos nos referindo à nossa genitália ou à Árvore do Bem e do Mal.

  O Livro do Gênesis é atribuído a Moisés, quem, como um arquétipo, habita dentro de cada um de nós. Moisés (como um homem causal) necessita estar na carne; isso a fim de se desempenhar de todas as coisas que estão escritas em seus cinco livros, o Torá. Os cabalistas em geral aceitam que Moisés (o arquétipo), em Malkuth, seja o receptor da cabala em nós, que ele recebe de Tiphereth, Monte Sinai, sua residência, durante os simbólicos quarenta dias e quarenta noites.

  Entendamos o significado da palavra reencarnação: do latim “re” que significa “de novo” e “encarnar” que significa “fazer carne”. Encarnar significa do latim, “em”, que significa “dentro” mais “carnis”, que significa “carne”. Então “encarnação” significa “estar na carne”.

Adam and Eve

  Figura 2

  Isso é muito importante ser compreendido a fim de se entender as pinturas do Jardim do Éden, em que vemos o Elohim Jeová representado por um homem velho junto com Adão e Eva, onde lemos: “E fez o Senhor (Iod-Havah Elohim) vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” – Genesis 3:21

  Na cabala este verso podia ser interpretado de muitos modos, uma vez que cada símbolo cabalista é basicamente interpretado de sete modos; e cada um dos sete modos de sete novos modos. Então sobre isso podemos elaborar diferentes interpretações. A ciência da cabala é muito profunda. Vamos falar sobre reencarnação de Moisés; ou seja, estar Moisés na carne.

  Lembremo-nos que Iod-Havah Elohim dividiu o hermafrodita Adão tomando-lhe uma de suas costelas e fazendo uma mulher.“Iod-Havah Elohim tomou uma de suas costelas, e fechou o lugar com carne” (Genesis 2:21). Isso refere-se à carne de Moisés, sobre quem é dito: “O meu espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal” (Genesis 6:3) – Zohar

  Assim, após Adão se ter tornado Adão e Eva, eles cometeram o pecado de comer o fruto da Árvore do Bem e do Mal. E Iod-Havah Elohim fez vestimentas de pele e os vestiu. Caim matou Abel seu irmão, o pastor. A escritura relata: O meu espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal. (Genesis 6:3) “Beschagam” (Moisés) pois este é carnal.

  A palavra“בשגם beschagam,”’ tem também o valor numérico de (משה Moshe) Moses, aquele que matou o egípcio. Moisés pode também ser referido como o filho mais velho de Adão’ – Zohar

  “9. E (da glândula pineal) perguntou, pois, (Iod-Havah) o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão? 10. E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão (Dami דמי ) (יד Iod = Phallus); está clamando a mim desde a terra, (a carne). 11. Agora maldito és tu desde a terra, (por causa do orgasmo) que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. 12 Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra (a roda do Samsara)”. Genesis 4: 9-12

  Por isso o Senhor (Iod-Havah Elohim) expulsou o ser humano do jardim do Éden e fez que ele lavrasse a terra (a carne) da qual havia sido formado”. Genesis 3: 23

  Em anteriores palestras temos acentuado que a carne é Malkuth a sefira na base da Árvore da Vida. Malkuth, conforme vemos, é dividida em gênero macho e fêmea porque nosso corpo físico representa Malkuth. E essa divisão está relacionada com a carne.

Tree of Souls

  Figura 3

  É importante compreender que Malkuth é uma extensão de Geburah. Se observarmos o gráfico acima veremos que a Árvore da Vida sobre a qual temos escrito em hebreu e inglês dos diferentes tipos de almas, chamadas Yehidah, Chaiah, Neshamah, Ruach e Nephesh, são vestimentas de pele nelas, ou encarnação e reencarnação.

  No Mahabharata, o Grande Avatar Krishna explica que a reencarnação é unicamente uma lei para Deuses. Do mesmo modo, na cabala, encontramos que a reencarnação está relacionada com a encarnação de todas as partes de Deus, segundo a maneira como o Livro do Genesis explica. A fim de compreendermos essa reencarnação necessitamos estudar a ciência da cabala e a ciência da alquimia, do contrário não saberemos como encarnar ou reencarnar todas as partes de Deus. É muito importante que compreendamos isso uma vez que para sermos submetidos à lei da encarnação ou reencarnação, a lei impõe que criemos os veículos solares dos diferentes elementos arquetípicos que temos.

  Como podemos ver aqui, escrevemos o nome sagrado de Deus, Iod-Hei-Vav-Hei, que se encontra traduzido na Bíblia como Jeová, mas que nós os gnósticos o traduzimos como Iod-Havah. Em palestra anterior, “Moisés, o Mistério do Baphomet”, explicamos muito bem o que seja Iod-Havah.

  Assim conforme vemos aqui, Iod-Hei-Vav são as três letras do nome sagrado de Deus relacionadas com as sefirotes do primeiro triângulo da Árvore da Vida. A quarta letra do nome sagrado de Deus, Hei, está relacionada com o Ain Soph. É desse modo como vemos o nome de Deus na cabala: as três primeiras letras relacionadas com a lei do três, Iod-Hei-Vav, e a quarta letra, Hei, é a fonte da Lei do Três, que é Iod-Hei-Vav, que é o Ain Soph, o “ilimitado”. Eis como vemos o aspecto mais elevado de Iod-Havah, que é o Deus universal que Moisés sempre aponta no livro do Genesis.

  Iod-Hei-Vav está relacionado com as três sefirotes, Kether, Chokmah, Binah, sendo o que o Genesis chama na Bíblia de “Bar-Ashyith, Bar Aelohim בר אשית בר אאלהים”, chamado o Filho Íntimo, o Filho de Aelohim. A letra הא Hei que está acima do primeiro triângulo, representa o Ain Soph. Com o "א A” Aleph de ברא Bara (criação), Moisés representou o אין Ain-nada do Ain Soph, que é o "א A” oculto dentro do útero da letra הא Hei, e daí formando a palavra אאלהים [Ain Elohim], que significa Não Elohim. 

  A letra הא Hei representa o Ain Soph porque o formato da letra א Aleph contém dois Iods e um Vav, chamado 10 + 10 + 6 = 26 = 8 o infinito. Elohim אלהים é 1+30+5+10+40 = 86 = 14 = 5, que é o valor da letra Hei. 8+5 = 13 = 4, o Tetragrammaton. Dai que הא Hei é Aelohim אאלהים, a infinidade que sustenta o אלהים Elohim através dos cinco aspectos de הא Hei, a Divina Mãe Cósmica.

Infinity8 1

  Figura 4

  “Lembremo-nos da sagrada afirmação, “o infinito é igual ao pentalfa”. – Samael Aun Weor.

  Mestre Samael Aun Weor abrevia “Ain Elohim” para “A-Elohim, Aelohim”. Considerando que em hebreu a letra “A” significa “sem”, a letra הא Hei acima do triângulo da Árvore da Vida pertence a אאלהים A-Elohim e יהו Iod-Hei-Vav para אלהים Elohim. Esse é o nível mais elevado do que chamamos יהוה Iod-Havah na cabala. Então oculto dentro do útero de Hei está Aleph, o Aleph de Ain Soph, que é o primeiro Aleph do אאלהים Aelohim, a Seidade Imanifesta, e o Aleph do אלהים Elohim, a Divindade Manifestada.  

Yehidah

  Figura 5

  As quatro letras יהוה são pronunciadas Iod-Havah que na cabala é chamada o Tetragrammaton, igual a alma-luz universal יחידה Yehidah. Yehidah em hebreu significa “unidade”. Explicando melhor diremos que é a unidade múltipla perfeita. É isso o que Yehidah significa na cabala. E em Yehidah encontramos pela primeira vez o povo escolhido que lemos sobre ele na Bíblia.

  O Sol (Absoluto Solar ou Ain Soph Aur) implantou certas sementes solares dentro das glândulas sexuais do intelecto animal (enganosamente chamado ser humano) que, quando propriamente desenvolvidas, podem transformar-nos em autênticos seres humanos”. – Samael Aun Weor

  Daí que, dentro das glândulas sexuais do intelecto animal estão contidos elementos sementes, que a bíblia chama “como o povo” – כעם kom em hebreu; esse “como o povo” são os arquétipos humanos e esses arquétipos juntos relacionam-se com o que na Bíblia é chamado Israel.

  “Israel é uma palavra que deve ser analisada.

  “Is” lembra-nos de Isis e mistérios Isíacos.

  “Ra” lembra-nos do Logos Solar”

  “Lembremo-nos do disco de Ra encontrado no antigo Egito dos Faraós”.

  “El” é “EL”, o interior, o Deus profundo dentro de cada um de nós.

  Em sequência e no correto corolário etimológico, as pessoas de Israel constituem-se nas várias partes do Ser. Todos os múltiplos self – cognizantes e partes independentes de nosso próprio Ser individual – constituem-se no povo de Israel”.  – “A Pistis Sophia Desvelada”, por Samael Aun Weor.

  Israel se relaciona com o Logos Solar, Chokmah, a segunda sefira do primeiro triângulo, cujo reino está no segundo triângulo da Árvore da Vida, especificamente em Tiphereth, o coração. Assim Israel é o filho escolhido da alma-luz Yehidah no mundo de Atziluth אצילות (emanações arquetípicas).

  Em outras palavras: todo animal intelectual carrega em suas glândulas sexuais Israel em potencial. Temos intimamente – do mundo de Atziluth, Yehidah – Israel como um composto do arquetípico relacionado com Moisés; uma vez que entre aqueles arquétipos, Moisés – em linha com todos os personagens que encontramos no velho testamento, na Bíblia, - são cabalisticamente chamados משה צבאות Moisés Tzabaoth (o Exército de Moisés), que é o Exército de משה Ha’Shem em Tiphereth תפארת (esplendor).

  Eis porque precisamos compreender o que Israel e Moisés são a fim de não cairmos numa confusão uma vez que, pela Bíblia, o povo de Israel é chamado “meu povo escolhido”. Quando estudamos cabala compreendemos que o povo escolhido (Israel) são os arquétipos que todos carregam dentro de si. Esses são os arquétipos escolhidos, pois é através da iniciação com eles, que Iod-Havah Elohim tem o poder de formar ou criar Adão do pó da terra, ou, o homem à imagem do Elohim.

  A imagem do Elohim de que estamos aqui falando reside na alma-luz Yehidah. Yehidah é a alma-luz, o Messias, a luz do mundo. Desse modo, é na alma-luz Yehidah onde encontramos o Messias. O Messias relaciona-se com a segunda sefira chamada o Mundo, o Logos, Chokmah. Isso é muito importante compreender, porque está escrito: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como o ungenito do Pai. João 1:14, o Messias também encarna.

  Jesus Cristo, o Mestre Aberamentho, o Mestre que veio há mais de dois mil anos é a encarnação viva de “Bar-Ashyth, Bar Aelohim בר אשית בר אאלהים”, o Filho Íntimo, o Filho de Aelohim. Assim compreendemos porque em grego o Filho de Deus é chamado Cristo. Então Cristo é universal, pois Cristo está relacionado com a alma-luz Yehidah e com o mundo de Atziluth אצילות (emanações arquetípicas), que é o mundo dos arquétipos. Cristo também se relaciona com o Absoluto, o Ain Soph. Então Cristo abrange as três forças primárias e o mundo de אאלהים Aelohim. Eis como compreendemos cabalisticamente o que é o Messias, “o ungido”.

Chaiah

  Figura 6

  Abaixo da alma chamada יחידה alma-luz Yehidah, encontramos a outra alma, por sua vez chamada חיה Chaiah que em hebreu significa “vida”. A outra letra ח Chet de Chaiah חיה, que em hebreu significa “vida”, está ativa como יה na misteriosa sefira Daath. A letra ח Chet no começo da palavra חיה Chaiah contém o mistério da dualidade, macho-fêmea. E se observarmos a palavra יחידה ‘Yehidah,’ também encontramos o mistério da dualidade de יחידה ‘Yehidah,’ ali oculta uma vez que Ye-hi-dah יחידה é soletrado Iod-Chet-Iod-Daleth-Hei. Daí que o mistério da dualidade de ח Chet está também em Atziluth, que também é o mistério de Jah יה em Daath-conhecimento.

  A dualidade da vida-alma Chaiah חיה, se expressa através do יד Iod de יחידה ‘Yehidah’. Então é através do יד Iod da única alma-luz יחידה Yehidah que a vida-alma חיה Chaiah expressa nela própria o mistério da dualidade.

  Eis porque está escrito em הושע Oséias (salvar):

  “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento (דעת Daath). "Uma vez que vocês rejeitaram (דעת Daath) o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus (Elohim), eu também ignorarei seus filhos.

Quanto mais aumentaram os sacerdotes, mais eles pecaram contra mim; trocaram a Glória deles por algo vergonhoso.

Eles se alimentam dos pecados do meu povo e têm prazer em sua iniquidade.

Portanto, castigarei tanto (כעם kom) o povo quanto os sacerdotes por causa dos seus caminhos, e lhes retribuirei seus atos.

Eles comerão, mas não terão o suficiente; eles se prostituirão, mas não aumentarão a prole, porque abandonaram o Senhor יהוה Iod-Havah para se entregarem à prostituição, ao vinho velho e ao novo, o que prejudica o discernimento do meu povo’. – Oséias 4:6-11

  Atziluth אצילות (emanações arquetípicas) é o primeiro mundo cósmico regido por Kether, a primeira sefira na Árvore da Vida. Briah בריאה or ברא (criação) é o segundo mundo cósmico regido por Chokmah. Chokmah rege Briah, mas Chokmah como o Filho de Abba e Aima, Elohim. Chokmah não pode aparecer em Briah ברא, (criação), se não há pai-mãe. Chamados El אל e Elah אלה ou Abba e Aima, que estão perpetuamente unidos na palavra Elohim אלהים; são Adão e Eva, que são חוה-י Iod-Chavah.

  Então na vida-alma Chaiah חיה em דעת Daath (conhecimento) é onde encontramos o mistério da dualidade de Briah ברא (criação) por Binah (compreensão), o Espírito Santo. Esta dualidade é encontrada em “בראשית ברא אלהים - BriahShyth Briah Elohim.” Embora Briah ברא (criação) seja regida por Chokmah (sabedoria), que em Atziluth אצילות (emanações arquetípicas) é יהוה Iod-Havah. Conforme está escrito:

  “O temor do Senhor (Chokmah) é o princípio da sabedoria (יהוה Iod-Havah), e o conhecimento (דעת Daath) do (Kadoshim קדשים) Santo (Binah)  é entendimento. – Provérbios 9:10

  Abba e Aima são os mais elevados aspectos de Adão e Eva na sefira דעת Daath (conhecimento), onde é encontrado o Jardim (mais) Elevado. Sim, falando cosmicamente, na sefira Daath está o Jardim do Edén; e aqui encontramos a dualidade de Jah יה. Eis porque colocamos Jah יה acima da sefira דעת Daath. Jah יה representa a dualidade: Adão é י Iod e representa o “falo” e Hei é Chavah, que representa o “útero”.

  Então, juntos, Iod e Hei pronuncia-se o que a Bíblia chama יה ‘Jah,’ encontrado no הללו־יה ‘Hallelujah’.  ‘Hallelu’ הללו está radicada na palavra Hillel הילל, que significa “louvar”, e então הללו־יה ‘Hallelujah significa louvar יה Jah. Vemos também o י Iod e o Hei ה em Hillel הילל e a letra Lamed duas vezes. Eis porque היללו־יה ‘Hallelujah está na sefira Daath que está relacionada com a garganta.

  Eis porque הללו־יה ‘Hallelujah’ é um mantra muito poderoso, uma vez que ao dizermos הללו־יה ‘Hallelujah’, realmente estamos enfatizando a dualidade em Hillel הילל, o Logos-Chokmah r יה ‘Jah,’ Binah na garganta. Desse modo na sefira Daath é onde encontramos ‘Hillel’ הילל, o Logos e a dualidade chamada יה ‘Jah.’ Daí que, יה ‘Jah’ é o andrógino; duas forças em uma. Vejamos que יה ‘Jah’ está também contido na grafia de duas almas cósmicas, chamadas יחידה ‘Yehidah’ e ‘Chaiah’ חיה, com as quais o iniciado trabalha alquimicamente.

  A alma-luz יחידה ‘Yehidah’ e vida-alma ‘Chaiah’ חיה, descem para dentro de Yesod (sexo, o fundo do abismo), a fim de salvar as almas perdidas em Klipoth.

  Como você caiu dos céus (הילל בן־שחר Hillel Ben Shahar), ó estrela da manhã, filho da alvorada (נג דעת Ng-Daath)! Como foi atirado à terra (Daath), você, que derrubava as nações (‘גוים Goyim’)! Isaias 14:12

  Repetimos: em Briah, a vida-alma ‘Chaiah’ חיה está dividida em duas polaridades, que mencionamos como יה ‘Jah,’ ou Abba e Aima Elohim Binah. O iniciado tem primeiro de encarnar Aima, a Mãe Divina, a fim de encarnar Abba, o Pai Divino. Porém ambos, Abba e Aima, Pai e Mãe, pertencem à sefira Binah, que em Hebreu significa entendimento. Abba e Aima são as vidas-almas ‘Chaiah’ חיה, que representam Pai e Mãe, as duas polaridades de יהוה אלהים Iod-Havah Elohim-Binah que com elas necessitamos trabalhar a fim de encarnar a alma-luz יחידה ‘Yehidah, o Messias משיח que está relacionado com Chokmah.

  Muitos cabalistas pensam que Chokmah é o Pai e Binah é a Mãe, o que está errado. Chokmah rege Briah, o mundo da criação, mas o faz através da dualidade de ‘Chaiah’ חיה Binah que se relaciona com o Espírito Santo, não somente no judaísmo, mas no cristianismo e em muitas outras religiões. Vemos como a sefira Binah se relaciona com a dualidade a fim de ter acesso ao mundo do Absoluto e encarnar o resto das partes daquele elevado ser, que é a alma-luz יחידה Yehidah,’ a unidade múltipla universal.

  Quando através do samadhi entramos no mundo da alma-luz, Yehidah, não encontramos qualquer personalidade. A alma-luz Yehidah é universal, não tem individualidade, sentimos como se não houvesse uma pessoa. Todos os seres que atingem aquele nível são um dentro da alma-luz Yehidah. Chaiah expressa Yehidah como dualidade. Abaixo de Yehidah e Chaiah encontramos as sete sefiras inferiores que fazem o que chamamos o Homem Real, o Verdadeiro Adão. Ruach é a alma pensante; Ruach significa espírito, em hebreu. Ruach é Chesed – Misericórdia. Chesed é o resultado da dualidade dentro de cada um de nós.

  Do mesmo modo aquele onde temos a trindade acima, o primeiro triângulo, o Absoluto, o Ain Soph, para além do interior de Chesed, nossa Mônada, igualmente, temos Chesed no interior como o Sétimo corpo interno. Chesed, nosso particular e individual espírito ou anjo, ou Deus Interno, não está encarnado, mas está acima nas estrelas. O nome sagrado de Chesed é אל El, e אל El significa Deus em hebreu.

  Chesed é o primeiro Adão que é criado em Chaiah. Ao mesmo nível de Ruach, temos Neshamah, que é chamada a alma espiritual, relacionada com Geburah. Essas duas juntas, Chesed e Geburah, são o que chamamos Misericórdia e Justiça. A última alma, que está abaixo, é chamada Nephesh, a alma animal. Nephesh, como vemos, está bem no fundo da Árvore da Vida, relacionado com a sefirote Malkuth e Yesod.

  Falamos sobre Yesod e Malkuth juntas, uma vez que elas são realmente um; mas estão separadas por causa da queda de Adão de Yesod. Malkuth é o aspecto feminino bem no fundo e aquele aspecto feminino é o que chamamos o corpo físico. Sempre estabelecemos em muitas palestras que o corpo físico é feminino e mesmo esta feminilidade pode ser polarizada como masculino e feminino no mundo físico. Yesod é o corpo vital, o aspecto superior do corpo físico Malkuth é o aspecto inferior de Yesod. Eis porque Yesod e Malkuth são um, e estão relacionadas com Nephesh que é chamada a alma animal.

  Então, quando falamos do retorno das almas para a Terra sempre apontamos para Nephesh, o aspecto inferior. Nephesh já está na carne; todos têm isso. Também temos Ruach, mas é um elemento mental lunar o aspecto pensante de Ruach como alma encontra-se incipiente em nós. Por quê? Porque se observarmos veremos Ruach justamente aqui, como espírito em Chesed no triângulo ético; abaixo está Netzach, que é a mente, seja solar ou lunar.

  Muitos cabalistas estabelecem que Netzach se relaciona com a emoção; mas isso está errado. A própria palavra ‘Metzach’ significa testa, e se relaciona com a mente. Qualquer cabalista que seja um iniciado em alquimia pode ver isso facilmente. É através da alquimia que o Ruach Elohim afeta Netzach ( a mente). Eis porque Ruach é chamada alma, ao passo que Neshamah é uma alma emocional. E vemos que Hod está embaixo de Geburah. Então Hod é emoção e Netzach é mente. É assim que vemos. E abaixo daquele está o poder onipotente de Deus, Shaddai El Chai, que é Yesod, e então Malkuth, que é o corpo físico, a pele, a carne.

  Dissemos-lhes que a pele, a carne, se relacionam com o sentido do tato. A inteireza de nossa pele tem o sentido, porém, primariamente, usamos o sentido do tato através de nossas mãos, que em hebreu é Iod. O órgão mais sensitivo ao sentido do toque é o órgão sexual; experienciamos isso quando nos desempenhamos do ato sexual. Eis porque na cabala dizemos que o Iod representa o falo, a força sexual ardente. O falo recebe, através do sangue, a força de Geburah; o sangue é אש Esh (fogo), que, conforme já explicamos é o poder da serpente contorcida.

  O אש Esh (fogo), quando descendo de Geburah para Malkuth torna-se אשה Ashah a serpente que se contorce na carne e pele do falo e útero. A serpente que conecta o cérebro com o sexo é chamada alquimicamente אישה Aisha. Essas duas serpentes são chamadas em sânscrito, Ida e Pingala; são fluídos astrais em nossa natureza animal.

  Eis porque a primeira (אשה Ashah) seduziu a raça humana e trouxe a morte para dentro do mundo, entrando no lado esquerdo do coração da humanidade. Há contudo outra serpente (אישה Aisha) que vem do lado direito. Essas duas serpentes são as que estão firmemente agarradas na carne durante toda a vida”. – Zohar

  Por essa razão, (איש Aish, o אש Ash-fire de י Iod, o אישה Aisha de) o homem deixará pai e mãe (alma Chaiah-vida em Daath) e se unirá à sua (אשה Ashah, o אש Ash-fogo de ה Hei, o orgão sexual)  mulher (em Yesod):, e eles se tornarão uma só carne. (em Malkuth). O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha”. – Genesis 2: 24-25

  O poder vindo de Geburah é chamado Aleph-Vav-Nun און Aun; é pronunciado ‘On’ em hebreu. Aun significa força, poder, seiva, potência, virilidade. O nome do Mestre Samael, o regente de Geburah é Samael ‘און Aun’ Weor.

  Porém há outro mistério oculto que vamos desvela-lo que é o terceiro nome de Samael Aun Weor, que é “Weor”. Normalmente quando escrevemos a palavra 'ואור Weor’ com a letra Aleph, significa “e luz, luz do dia; fonte da luz, iluminação”. Porém em hebreu, encontramos  dois A’s, א Aleph e ע Ayin. Daí que ao invés de pronunciarmos “Weor” com א Aleph, pronunciamos com ע Ayin, e então lemos Weor ועור, “e pele” ou “e acorde, desperte”. E a pele “Weor ועור”, faz sentido uma vez que a força de Geburah desce em Malkuth através de Hod. Então ‘און Aun’ Weor ועור, “o poder (o Vav, a espinha) e a pele”. Conforme vemos “Weor” “Weor ועור” e pele soam como “ואור Weor” “e luz”, certo? Porém luz com Aleph. [אור aur] é luz. Enquanto pele é com ע Ayin, e pronunciamos o A ע Ayin profundo na garganta. [‘עור aur’]. Soam similares, mas não são a mesma coisa. “עור Aur” significa pele e אור Aur significa luz. Eis porque está escrito:

Shining face

  Figura 7

  Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com ele”. Êxodo 34:35

  A pele de Moisés estava vermelha como os fogos de Geburah. O rosto de Moisés brilhava como a face do sol em Geburah.

  Então se escrevermos “Weor” com ע Ayin significa “E a pele”; Eis porque o mistério do nome de Samael Aun Weor estar relacionado com “o desvelamento do poder da virilidade e a muliebridade no sangue que se contorce em nossa pele”. Samael rege Aries, a face, e Escorpião abaixo, que se relaciona com Yesod, a genitália.

  Vejamos agora, ouçam isto: o poder de Geburah é o poder do sangue uma vez que Geburah se relaciona com Tiphereth, que é o coração. Geburah é o poder do sangue relacionado com a sístole-diástole do sistema circulatório. O poder do sangue é o que chamamos, ‘און Aun’; a muliebridade do sexo feminino e a virilidade do sexo masculino, ambos descendo de Geburah através de Hod para Yesod e agindo através da pele de nossa genitália. Se cortamos nossa carne ou pele vemos o sangue emergir. Esse é o poder de Geburah, Samael. O homem tem a virilidade sexual e a mulher tem a muliebridade sexual; sua sexualidade é estimulada quando o sangue circula em sua carne e pele. Daí, 'און Aun,’ o poder criativo de Geburah enrosca-se no sangue e carne e na pele (Weor ועון)' de nossa genitália em Yesod-Escorpião.

  Assim é porque está escrito que Adão, o cérebro, em ambos macho e fêmea disse: “Esta é agora osso de meus ossos e carne de minha carne”. – Genesis 2-23 

  Daí que se quiséssemos escapar do poder de Samael, teríamos de tirar fora toda a carne e pele de nosso corpo, drenar todo o nosso sangue e sermos somente ossos. Entretanto em nosso fisicalidade necessitamos da carne relacionada com Geburah e da pele relacionada com Tiphereth a fim de termos o poder do sexo. Em outras palavras: o estímulo do poder sexual de Geburah está na pele de todos, pois é como, ao fazermos o contato sexual em que ambas as peles estão em contato e temos Ida e Pingala איש Aish e אישה Aisha, as duas almas serpentes juntas, trabalhando através da pele, da carne e do sangue. Isso que é chamada alquimia sexual.

  Eis porque ao vermos nossa carne e pele em Malkuth – nossa fisicalidade – entendemos a força de Nephsesh Chaiah, a alma viva, e compreendemos que aquela força e poder à face de Moisés, quem os deu foi Samael, provindos de Geburah. Observemos que o maior poder da pele, da carne e sangue expressa-se através do órgão sexual.

  Eis porque dizemos: “Aun Weor” é o veículo de Samael-Geburah e eis porque na cabala, o Livro de Zohar relata Samael para Nephesh, a alma animal, não somente no reino humano, mas em todos os reinos chamados animais, vegetais e minerais. Pois Samael é o Logos de Geburah.

  Então desse ponto de vista alquímico e cabalístico é assim que entendemos as palavras “encarnação e reencarnação”, uma vez que estas palavras estão relacionadas com a carne, a pele e o sangue e como tomamos todas aquelas forças das sefirotes de cima, as trazemos para baixo e as encarnamos.

  Barashyth-Bara-Elohim-Ath-Hashamayim-Ve-Ath-HaAretz No princípio criou Deus os céus e a terra”. Na cabala céus é “Adão”, uma vez que Adão Kadmon, o homem primordial, está relacionado com a alma-luz Yehidah e como sabemos, aquele homem primordial foi andrógino, no princípio”.

Construction of the tower of babel

  Figura 8

  Então Adão Kadmon, (o homem primordial), a primeira raça raiz protoplasmática física-saturnina e a segunda raça raiz solar-hiperbórea foram andróginas, macho-fêmea em um corpo. A terceira raça raiz ou lemuriana Adão-Eva ou Jah-Chavah, foi a “hermafrodita em separação”, pois aqueles hermafroditas dividiram-se a si próprios em Caim e Abel e produziram a quarta raça raiz terrestre, a atlante, a Seth-Enos.

  Eis como, segundo a história da evolução, aqueles arquétipos começaram a formar o que chamamos a ronda terrestre, na qual estamos exatamente agora. Verdadeiramente esta raça raiz ariana em que agora estamos veio de Seth-Enos. Entretanto precisamos entender e compreender todos os atributos ou arquétipos a fim de entender a lei da metempsicose ou a migração de איש Aish (alma) de uma carne para outra.

  Quando lemos na Bíblia: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, vemos que a Bíblia está falando sobre Adão e Eva porque quando é dito “céus” entendemos que está se referindo aos arquétipos, os quais em suas conjunções formam Adão e Eva, ou Israel, e a Terra é aquela matéria primordial chamada “akaza” em sânscrito. Então “céus e terra” estão relacionados com Adão e Eva num nível elevado ou no que chamamos “Chaiah”. Ou seja: se formos para a alquimia diremos que, no início, Elohim dividiu a si mesmo em Adão e Eva ou nas polaridades de Chaiah.

  Esse Elohim é o primeiro triângulo, o primeiro mistério, aquele que no início, junto com Ath (o Theomertmalogos, o poder do Absoluto, o Ain Soph) fez-se a si próprio em אל El e אלה Elah em Chaiah-Binah. Em outras palavras: em Daath, Elohim fez-se a si próprio em Jah יה, e em seguida em sete sefirotes inferiores.

  E aquele mistério sabe, portanto, que o primeiro mandamento transformou-se (na Trindade) e daí (em Jah יה, a dualidade e em seguida) dividiu-se a si mesmo nos sete mistérios e por isso é chamado o primeiro mandamento e por conseguinte veio direto (o Ain) do órfão”. – A Pistis Sophia Desvelada

  É assim como entendemos por que aqueles 12 arquétipos chamados Israel desceram de Malkuth, uma vez que necessitavam ser desenvolvidos. Se quisermos ser humanos necessitamos encarnar todos aqueles atributos de Deus. Somente Deus encarna; somente Deus reencarna. Ou como o Bhagavad-Gita ressalta: “somente os deuses reencarnam”. Diríamos que somente os arquétipos de Atziluth אצילות (emanações arquetípicas) reencarnam. A alma única que nós humanoides possuímos interiormente é animal – Nephesh – os desejos animais que retornam. Porém não estamos falando sobre (Nephesh) Behemoth. Estamos alquímica e cabalisticamente falando sobre reencarnação, que é uma lei muito acima relacionada com os paradisíacos arquétipos de Atziluth.

  A fim de ganharmos o direito de encarnar todos os atributos de Deus, necessitamos desenvolver todos os arquétipos de Israel; Eis porque está escrito: “A terra, entretanto, era sem forma e vazia. A escuridão cobria o mar que envolvia toda a terra, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. – Genesis 1:2

  Temos nosso próprio Ruach רוח, que é o hálito do אלהים Elohim. Chesed é nosso próprio Ruach individual do Elohim, que em Atziluth אצילות (emanações arquetípicas) é El אל, nosso Deus individual. Chesed está pairando acima מצרים Mitzrayim (Malkuth, a Terra, nossa fisicalidade). Chesed, como Ruach, é o vento pairando sobre nossas cabeças esperando pelo momento de entrar através do פ Phe a fim de trabalhar com as águas (הים Ha’Yam), as águas sexuais criativas de Yesod.

  Respondeu Jesus: "Digo a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus (El-אל) se não nascer da água (Mayim מים)  e do Espírito (רוח Ruach)”.  

  Chesed é o que chamamos nosso Espírito ou Mônada. Nosso Deus interno El אל, nosso Anjo interno. Todos têm Chesed interiormente. Ruach רוח, o Espírito, está simbolizado pela letra אלף Aleph, que está oculta com Ar dentro da letra הא Hei de Ha’Schamayim השמים, os céus. Então ele está pairando sobre ש Shin e מים Mayim, chamado o fogo e as águas, esperando-nos a fim de começar a fazer o trabalho com (המים Ha’Mayim), as águas de Yesod, uma vez que nosso מצרים Mitzrayim, Malkuth, a fisicalidade, é sem forma, vazia e escura, estando sobre a face do abismo. Assim, a fim de fazer a luz, temos que saber como; e a seguir o Livro do Gênesis coloca: Disse Deus (Elohim disse): “Haja luz!”, “e houve luz!” – Gênesis 1:3

  Por que a luz foi mencionada aqui duas vezes? Porque “Haja luz!” é totalmente pelo aspecto masculino, “e houve luz!” é totalmente pelo aspecto feminino.

  A fim de compreendermos isso, sexualmente falando, podemos dizer que no ato sexual, o macho diz: “quero uma criança”, e após nove meses a fêmea diz: “aqui está sua criança”. Vejamos agora na luz criada pelo Elohim Abba e Aima Elohim proferida através de seus hálitos (que é Ruach רוח), quando então criaram a luz que é sua criança, resultante de seu conúbio verbal. A luz é seu proferido Logos, sua proferida palavra. Assim é como está escrito:

  No princípio (בראשית Barashyth) era a Palavra (a trindade Logóica), e a Palavra estava (em conúbio) com Deus (a Mãe Divina Aima Elohim-Binah), e a Palavra era (El-אל ) um deus (o רוח אלהים Ruach ou o alento de Elohim).  Ele estava (בראשית ברא אלהים Barashyth Bara Elohim) no princípio com Deus (Elohim). Todas as coisas vieram (ברא Bara) a existir por meio dele (Elohim- Chaiah-חיה), e sem ele nem mesmo uma só coisa veio a existir. O que veio a existir por meio dele (Chaiah-חיה)  foi a vida, e a vida era a luz dos homens.  A luz está brilhando na escuridão (que está sobre a face do abismo), mas a escuridão não a venceu”. João 1:1-5

  Assim aqueles que dizem “Haja luz!”, “e houve luz!” são Chaiah חיה, o poder da dualidade. Chaiah חיה é Binah, uma vez que Binah (compreensão) rege Yesod (sexo) da glândula pineal. O poder de fazer a vida está no útero e no falo. Em Daath, a garganta, a palavra é proferida pelo alento (Ruach רוח) de Abba e Aima Elohim (Binah); isso no sentido de se trabalhar alquimicamente em Yesod, os órgãos sexuais.

  A fim de trazer-nos luz, nosso Ruach רוח ou alento de Abba e Aima Elohim (Binah) têm de desenvolver os arquétipos em Yesod, sexo. Eles constroem os corpos solares dentro de nós: o corpo astral, o corpo mental e o corpo causal; isso a fim de traçar uma linha de relação entre Deus e nós. Mas é assim somente possível trabalhando alquimicamente com Adão, nosso cérebro e Eva, nossa genitália. Chaiah חיה (vida) é a luz dos homens, uma vez que todos os arquétipos de Atziluth descem através de Ruach, o alento de Abba e Aima Elohim, em Daath, para Neshamah em Geburah, e finalmente para Nephesh em Yesod, o sexo. Então o pó de nossa terra ou a fisicalidade está sem forma e vazia, porque nossos arquétipos estão nas trevas, por causa do Elohim chamada Noite (לילה Lilah ou Lilith). Todos nós temos Lilith dentro de nós.

  Se não desenvolvermos os arquétipos de Israel (as crianças de Israel ou povo de Israel) que são os escolhidos ou arquétipos da alma-Luz Yehidah, não podemos alcançar o nível de Adão. Adão é uma palavra que através da letra Aleph representa as três sefirotes do primeiro triângulo da Árvore da Vida. Esplicamos isso em anteriores palestras.

  A letra Daleth de Adão representa a garganta porque Daath é a misteriosa sefira que contém a força de Chaiah חיה com que o Elohim pode criar em Yesod. Lembremo-nos que o valor da letra Daleth é quatro. Daí que a letra Daleth oculta o mistério de Iod-Hei-Vav-Hei na garganta. Eis porque “no princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus”. Isso é o início com Deus. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Então eis porque sempre destacamos que a garganta, a boca, estão relacionadas com Adão, uma vez que Adão é o único que pode explicar a criação através da garganta, Outros animais miam e latem, mas Adão conversa, fala através da boca, da garganta. Eis como temos de compreender a Daleth de Adão.

  A última letra em Adão é a letra Mem, que simboliza água: a água primordial, o Akash, relacionado com a garganta em Schamayim, as águas do paraíso, e Mayim, as águas em Yesod, nossos órgãos sexuais. Então Adão é nosso profundo íntimo através de quem a palavra exercita o poder em nossa carne, pele e em nossa genitália. Eis porque a fim de desenvolver o ser humano (Adão) à imagem do Elohim, o hermafrodita original precisou estar dividido em dois sexos, uma vez que é através da carne e pele no ato sexual que atraímos as forças solares de Geburah e todas as sefirotes dentro dos fluídos de nossas glândulas sexuais, de modo que nosso Ruach Elohim possa trazer luz na escuridão.

Chavah


  Figura 9

  Desse modo nossa fisicalidade é Chavah (Eva) estando relacionada com

Mitzrayim, Malkuth, nossa décima sefira, da seguinte maneira: Kether está relacionada com o chakra da coroa, a glândula pineal, o topo da cabeça. Eis porque em muitas religiões os devotos cobrem as cabeças com o kippah, o turbante, e com muitas outras coberturas. Kether significa “coroa” e é a sefira que une nossa fisicalidade com o Absoluto, o Ain Soph. Eis porque quando falamos sobre o chakra da coroa dizemos estar relacionado com Kether, Chokmah e Binah, do mesmo modo para o Ain Soph Aur, o Ain Soph e o Ain, todos os três aspectos do Absoluto, porque é através de Kether, a coroa, que a força solar do Absoluto penetra em qualquer ser humano.

  Chokmah está relacionada com o lado direito, o hemisfério direito do cérebro; Binah, com o hemisfério esquerdo do cérebro. É em nossa cabeça onde temos a trindade em potencialidade, falando fisicamente. Daath conforme explicado aqui está relacionada com a garganta.

 Bem, agora o esqueleto, os ossos de nossa fisicalidade, estão relacionados com Chesed; Geburah está relacionada com a carne e pele; Tiphereth está relacionada com o coração, o sangue. Portanto: o sangue com Tiphereth, Geburah com a carne e Chesed com os ossos. Contudo, dentro do corpo, Chesed e Geburah estão relacionadas com os pulmões direito e esquerdo. Eis porque chamamos Chesed “o espírito” e Geburah “a alma espiritual”. Estão relacionadas com os pulmões. Quando respiramos estamos inalando aqueles poderes colocando em atividade Chesed e Geburah. E Tiphereth está relacionada com o coração.

  Sabemos do relacionamento do coração com os pulmões, todos sabem como o coração recebe ajuda de Chesed e de Geburah através do oxigênio que respiramos.

  Assim quando pensamos sobre Chesed, Geburah e Tiphereth entendemos a relação de nossos pulmões com o sangue de nosso coração. Se estivermos fumando drogas devemos parar de fumá-las a fim de pararmos de poluir nosso sangue e lutarmos pelo meio ambiente, uma vez que aquilo que respiramos é névoa feita pela neblina, fumaça e outros poluidores atmosféricos.

  Abaixo dentro do corpo encontramos Netzach e Hod que estão relacionadas com o fígado, rins, baço, etc. Lembremos que a Árvore da Vida está relacionada com a coluna espinhal. O fígado está relacionado com Netzach, e Hod com o baço. E ainda Netzach com o rim direito e Hod com o rim esquerdo.

  Então essas sefirotes estão também relacionadas com o sangue, uma vez que o fígado e o baço estão do mesmo modo relacionados com o sangue. Os rins recebem seus poderes de Netzach e Hod a fim de criar o esperma e o óvulo nas genitálias masculina e feminina respectivamente. Yesod está relacionada com a genitália e o corpo vital (aura azul elétrica). E finalmente, Malkuth, está relacionada com os pés e pele de nossa fisicalidade.

  Então é desse modo que vemos as sefirotes da Árvore da Vida em nossa fisicalidade. Eis porque quando alguém pergunta: ”e como vou encarnar as sefirotes superiores em meu corpo?”, a resposta é trabalhando com a alquimia, com as energias dos chakras, o chakra da coroa, o chakra do cérebro. O chakra da coroa está relacionado com a glândula pineal, exatamente no meio de nosso cérebro. E temos o cérebro direito e o cérebro esquerdo: Chokmah e Binah, e o restante das sefirotes, pulmões, coração, rins, fígado, plexo, órgãos sexuais e pele. Eis como e porque temos muitos exercícios com os quais pomos em atividade os diferentes plexos, que estão relacionados com essas forças nas sefirotes do corpo.

  No aspecto exterior de nosso corpo – dizem os cabalistas – que Netzach e Hod estão relacionadas com as pernas, e é verdade, uma vez que as pernas são duas colunas que suportam o templo de Deus, que é o corpo físico. Os pés estão relacionados com Malkuth, Yesod relacionada com o sexo, Chesed e Geburah com os braços, Binah, Chokmah e Kether com a cabeça. Eis como vemos as 10 sefirotes em nossa fisicalidade e eis como precisamos estuda-las a fim de entendermos a alquimia sexual.

yab yum brass2

  Figura 10

  E ambos (ערומים thievish), o homem e sua mulher estavam nus, e não se envergonhavam. – Genesis 2:25

  A palavra hebraica ‘Orumim ערומים' , significa astúcioso, sagaz, esperto, raposo, desonesto, despido. Então durante a alquimia sexual, no ato sexual, Adão e Eva estavam despidos, uma vez que sentiram suas fisicalidades cheias com energia diferente de seus aspectos íntimos; ou seja: sabiam que durante o ato sexual todas as sefirotes enviavam suas energias para o interior de suas Malkuth, dentro de suas fisicalidades. Assim se absorvemos aquela energia e a transmutamos então não ficamos envergonhados, pois no Ruach Elohim é (Chaiah-חיה) vida; e (Chaiah-חיה) vida é a luz dentro de nossa fisicalidade humana. Então, através da alquimia sexual é como temos oportunidade da Chaiah-חיה – vida, que é Ruach Ha’Kadosh רוח הקודש, o Espírito Santo dentro dos fluídos de nossas glândulas sexuais. Bem, agora entendemos porque Mestre Jesus disse no Pistis Sophia:

  E vós recebestes vossa porção do poder que o último Provedor expirou para dentro do Composto, aquele [poder] que está incorporado com todos os invisíveis, todos os governantes e todos os aeons – numa palavra, que está incorporado com o mundo da destruição, que é o Composto. Este [poder] que desde o início Eu lancei de mim mesmo, que lancei no Primeiro Mandamento e o primeiro Mandamento dali lançou na grande Luz, e a grande Luz lançou uma porção daquilo que tinha recebido para o interior dos cinco Provedores e (Geburah, o quinto e) o último Provedor tomou uma porção daquilo que tinha recebido e a lançou para dentro do Composto. E [esta porção] é tudo o que está [em Malkuth] no Composto como Eu exatamente vos tenho dito”. Capítulo 9 de A Pistis Sophia Desvelada - The Pistis Sophia Unveiled

  Agora compreendemos porque é necessário termos um corpo físico (“o Composto”) a fim de nascermos de novo. Do mesmo modo compreendemos porque em alquimia o corpo físico é chamado “o Composto”. Porque ele “está incorporado com todos os invisíveis, todos os governantes e todos os aeons”, todas as forças do Paraíso, uma vez que o útero que cria uma nova criatura contém todas as forças (Chaiah-חיה) da vida, que estão no Paraíso. Eis porque Malkuth é chamada a esposa de Adão Kadmon visto Adão estar representado por todas as sefirotes que precisam encarnar de Yesod que está acima. Certo, a palavra correta é mesmo “encarnar”, pois significa “fazer a carne” em nós através do útero com todas aquelas forças. Foi a isso que Jesus chamou “nascer de novo”, pelo poder de Ruach, o Espírito, e ha’Mayim, as águas, as águas criativas do Gênesis. 

  Em muitas regiões a descida de Ruach, espírito, para dentro d’água, está simbolizada pelo batismo, não importando qual religião. Eles sempre têm esse ritual no qual uma pessoa, já idosa ou ainda jovem, está recebendo as águas como um símbolo. Entretanto a real assimilação das águas da vida está no ato sexual.

  “Assim que Jesus foi batizado (Chaiah-חיה life) saiu da água (ao longo de sua coluna espinhal fora das águas – Ha’Mayim המים) Naquele momento (em sua glândula pineal) os céus se abriram, e ele viu (רוח אלהים Ruach Elohim) o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele (em sua glândula pineal). Então uma voz (o Logos) dos céus disse: "Este é o meu Filho amado, em quem muito me agrado". Mateus – 3:16,17

  “E o Verbo (o Logos) se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1:14

  Eis o que a Evangelho da Cristandade chamou “nascer de novo”, significando “re” o Logos novamente na carne. Lembremo-nos que “re” significa “de novo”, o “re” de reencarnação – encarnar de novo.

  Nascemos, encarnamos dentro de nossa fisicalidade, dentro do Composto, dentro de Malkuth a décima sefira. Bem, agora necessitamos que o Logos nasça de novo em nós, com um nascimento que seja completamente alquímico. O nascimento não tem nada a ver com crenças. Vejamos aqui, falando fisicamente, se uma mulher quer engravidar ela necessita de um homem. Ela até pode por muitos anos querer acreditar que esteja grávida, mas não estará. Pois para estar grávida ela necessita se desempenhar do ato sexual com um homem.

  O mesmo com essa mulher chamada “Matéria” Malkuth, nossa fisicalidade, que precisa estar grávida do רוח אלהים Ruach Elohim, o Espírito de Deus no ato sexual alquímico. Se formos um homem nossa “Matéria” necessita de uma mulher. Se formos uma mulher nossa “Matéria” necessita de um homem; sim, através do sacramento da alquimia sexual foi como Jesus e todos os alquimistas transmutaram a água em vinho.

  Eis como a virgindade nasce em nós. Isso porque exatamente agora, somos fornicadores; crianças de Lilith; significando que nos desempenhamos do ato sexual como animais intelectuais. E enquanto nos desempenharmos do ato sexual como animais intelectuais, significa o mesmo orgasmo das bestas, pois toda a luz que se encontra condensada em nossos fluidos sexuais se vão, uma vez que a ejaculamos. Desse modo as bestas se submetem à lei do retorno ou em outras palavras, à lei da morte e do renascimento na roda do Samsara.

  E ainda, se quisermos encarnar o Senhor, o Logos, temos de estar em castidade, significando que devemos saber como transmutar Chaiah חיה (a vida, o Espírito Santo, a força sexual) entre marido e mulher. É assim como o Espírito de Deus reencarna dentro de nós. Lembremos que reencarnação do latim “re” é “de novo”, e encarnar é “fazer a carne”. Encarnar do latim, in (em, dentro) + carnis (carne). Eis porque o Gênesis estabelece:

Angel AdamEve

  Figura 11

  Então disse o Senhor (Iod-Havah): "Por causa da perversidade do homem, meu Espírito (Ruach) não contenderá com ele para sempre; ele só viverá (Malkuth, sua fisicalidade) cento e vinte anos". – Gênesis 6:3

  Vemos aqui como Adão e Eva tiveram expelida sua pureza de quando eram hermafroditas, que a perderam na separação dos sexos, começando a perder seus Chaiah (חיה) vidas através do orgasmo, ou seja: quando começaram a se desempenhar do ato sexual como bestas.

  Em outras palavras: quando estamos nesta fisicalidade erramos muito, uma vez que usamos a energia que recebemos de nossa fisicalidade com insensatez, começando pelo sexo. Fornicamos como animais, ou seja: comemos do fruto proibido como animais, fazendo da árvore da maçã uma grande festa. Não somente comemos uma maçã, mas engolimos a árvore inteira. Assim por nosso próprio capricho fomos expulsos da eternidade, da vida eterna.

  Chaiah é vida, mas se fornicamos, expulsamos aquela vida de nós não somente através do ato sexual, mas também através de qualquer dos três cérebros que possuímos – chamados cérebro intelectual, cérebro emocional e cérebro motor instintual – em que perdemos a energia solar e por isso ficamos velhos. Gastamos a energia solar a fim de conseguir dinheiro e quando velhos necessitamos do dinheiro para comprar remédios para ficarmos “ saudáveis”.

  É isso o que o Dalai Lama diz: que as pessoas hoje em dia vivem somente para trabalhar por dinheiro. E quando conseguem o dinheiro, este somente serve para tratar da saúde. Isso é verdadeiramente muito estúpido. Aqueles que estão negociando com isso são os que se preocupam somente em se fixar nos sintomas. Médicos atuais com qualquer idade sabem como conduzir uma cirurgia, mas não sabem curar; se soubessem todos nós seríamos imortais. Cedo ou tarde morreremos, não importa qual droga medicinal tomamos, nem quais exercícios façamos, uma vez que estamos gastando todas as nossas energias com prazeres bestiais – as energias que nosso corpo físico coleta para nós.

  Eis porque está escrito: meu Ruach (o alento ou o espírito de Deus em nós) não permanecerá eternamente dentro da fisicalidade de Adão, pois ele está sempre usando a fisicalidade em caprichos. Por conseguinte cento e vinte anos será a duração de sua vida física. Isso foi escrito quando a humanidade estava no período atlante. Bem, após a inundação universal não temos estado no período atlante, estamos agora na quinta raça raiz ariana. Se alguém viver cento e vinte anos vai aparecer na internet. A maior parte da humanidade alcança até cinquenta anos de idade. Aqueles que vivem mais de cinquenta anos têm de ajoelhar-se e agradecer ao seu particular Ruach por lhes permitir viver mais alguns anos em sua fisicalidade. A média de tempo de vida agora é muito curta. É assim que compreendemos o que seja reencarnação.

  Vamos falar sobre Moisés, daquele particular arquétipo que todos temos interiormente. Quando digo isso é porque vejo esse particular arquétipo dentro de mim, mas graças ao Mestre Samael Aun Weor, eu não caí no erro de confundir aquele arquétipo que todo temos interiormente, que vi em mim, com o real Mestre Moisés – muito embora em certo nível eu tenha sido a reencarnação de meu particular e individual arquétipo chamado “Moisés”. Mestre Moisés, o profeta que esteve aqui há alguns milhares de anos veio a fim de ensinar tudo relacionado com esse arquétipo. O profeta Moisés é um Mestre imortal, ele vive fisicamente na quarta dimensão: Moisés alcançou a ressurreição.

  Bem, naquele com que temos de estar ligados não é aquele Mestre – que é um grande Avatar, um grande mensageiro – temos de nos ligar com nosso pessoal, particular e individual Moisés. Eis porque o Livro da Gênesis foi escrito na mesma época em que ele também escreveu outros livros a fim de nos fazer compreender o caminho, para não cairmos nos erros de outros iniciados que dizem ser, eles próprios, a reencarnação de Moisés. De algum modo essas pessoas têm visões relacionadas com seus pessoais e individuais arquétipos Moisés, e ficam confusos, uma vez que não entendem o correto.

  Na Árvore da Vida, Moisés está relacionado com Netzach, e Elias está relacionado com Hod, e ambos são chamadas as duas testemunhas das forças que dão força à energia sexual. Também estão relacionadas com as almas que descem para a Terra: Moisés está relacionado com Neshamah. Moisés é aquele arquétipo que traz todos os arquétipos de Israel unidos, conforme escrito no Êxodo.

  Porém a fim de termos o privilégio de desenvolver Moisés intimamente, e vermos face a face nosso Deus – o Deus interior – tal arquétipo Moisés, não pode ser um Moisés criança, mas um Moisés adulto. O Moisés adulto é o arquétipo que escolhe o caminho direto: alguns outros iniciados que tenham alcançado o mestrado deixam Moisés de lado, e preferem adentrar o Nirvana, o Paraíso, e não descer abaixo do Monte Sinai. Esse arquétipo é aquele que quando contempla seu próprio Deus interior, esse Deus interior diz-lhe: “Bem, você desenvolveu, você cresceu graças à ciência da alquimia, porém agora você tem de descer para Malkuth e trazer para cima os outros arquétipos que se encontram escravizados em Malkuth”.

  É assim como compreendemos porque a cabala estabelece que o único que pode ver Deus face a face é aquele arquétipo. Não caiamos no erro de pensar que somente aquele Mestre, aquela individualidade, o Profeta Moisés, que veio há alguns mil anos, possa ver Deus face a face e que o restante dos profetas e avatares não possam. Uma vez que eles desenvolveram seus pessoais e íntimos Moisés eles também podem ver seu próprio Deus a fim de fazer o que precisa ser feito. Eis porque temos de entender e compreender quem é Moisés. Nesse exato momento em que aquele arquétipo – que se relaciona com a força de vontade e é chamado Moisés – está diante de sua própria divindade interior, ele sente vergonha, pois está escrito:

Moses before God

  Figura 12

  E Moisés ocultou a sua face, pois sentiu vergonha diante de Deus”. Por quê? Porque se lembrou do que lhe tinha acontecido antes; lembrou-se de seu pecado e cobriu-se de vergonha, como fora o comportamento de Adão após o pecado: “e porque estava nu, tive medo e me escondi” – Gênesis 3:10 – Zohar

  Isso significa que quando Adão descobriu que a Árvore do Bem e do Mal estava em sua própria fisicalidade, em sua própria pele, ele ficou com medo de sua própria nudez. Sempre ressaltamos que a Árvore do Bem e do Mal está em Yesod, a energia sexual em nossa genitália. É verdade. Se nos inquirirmos de nossa fisicalidade descobriremos que tudo dela, especialmente nosso órgão sexual, está coberto com carne e pele, e que isso é Malkuth. Eis porque a cabala é alquimicamente recebida através da Árvore do Conhecimento e Árvore da Vida, que são sempre referidas como Yesod e Malkuth. Mas se não compreendermos ficaremos confusos. Isso é muito fácil de compreender porque o poder de Yesod, o sexo, é recebido graças ao sangue – o sangue que, como serpentes, está contorcendo, circulando através de nossa carne e sangue. Isso é a Árvore do Bem e do Mal.

  Então Adão é o cérebro e Eva o órgão sexual. Dai quando Adão (o cérebro) recebe o poder de sua Eva (sua fisicalidade, seu órgão sexual), ele, o cérebro, relembra do pecado. Conforme está escrito: “tomou-lhe do fruto e o comeu e o deu também ao marido, e ele o comeu’ – Gênesis 3:6.

  Vejamos que Eva (o órgão sexual) causou a Adão (o cérebro) receber o conhecimento do bem e do mal; por isso foi o órgão sexual chamado de Eva. E a fim de receber aquele conhecimento, o homem se desempenhou do ato sexual com um “homem-útero”. Uma mulher é um homem-útero que ao invés do falo tem um útero. O homem-útero, a mulher, é exatamente outro homem, mas com um útero. Eis porque Adão, o cérebro, disse: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa (homem-útero), porquanto do varão (hermafrodita) foi tomada” – Gênesis 2:23.

  Desse modo a fisicalidade feminina é mais feminina que masculina, uma vez que a fisicalidade feminina tem um útero, não um falo. O útero é que faz a mulher verdadeiramente feminina. Assim no sentido de pecar eles se desempenham do ato sexual. Em outras palavras: ambos, o macho e a fêmea cometem o erro da fornicação e por isso ambos caem. Eles caem no pecado por causa de sua Eva, ou seja: por causa de sua fisicalidade e seus órgãos sexuais.

  Conseguem ver o relacionamento alquímico de Adão e Eva? Adão é o cérebro, representado pela letra י Iod, em ambos os corpos masculino e feminino. Bem, ao falarmos sobre Eva temos de vê-la em diferentes níveis. Em hebreu Eva é חוה Chavah. A letra ח Chet no início da palavra חוה Chavah contém o mistério da dualidade de חיה Chaiah. Eis porque está escrito: “E Adão (o cérebro) deu à sua mulher (אשת Ashoth)  o nome de Eva (חוה Chavah, pois ela (o órgão sexual) seria mãe de toda a humanidade (חי Chai)”. – Gênesis 3:20

 Eva, a fisicalidade; Eva, o órgão sexual num corpo masculino ou feminino; também Eva representa a terceira raça raiz, a raça raiz lemuriana; e do mesmo modo às duas polaridades dentro dos corpos masculino e feminino, falando alquimicamente. Adão e Eva estão também relacionados com outros símbolos que deles já explicamos em diferentes palestras. Eis o modo como temos de compreender porque está representado que somos crianças de Adão e Eva, as duas polaridades acima e abaixo.

  “O temor do Senhor (Iroth יראת) (do Iod-Havah) é o (ראשית rashith)  princípio do conhecimento, e o castigo dos insensatos que desprezam a sabedoria e a disciplina”. Provérbios 1:7.

  Então aqui estamos chegando nas “venerações”, יראת iroth, em hebreu, que é comumente traduzida como: “o temor de Iod-Havah é o princípio do conhecimento”. Lembremo-nos de que a Árvore do Bem e do Mal é דעת Daath. “Sabedoria e castigo que os insensatos desprezam”. Esse é o caminho direto. Aqueles que querem ser espiritualmente desenvolvidos têm de desenvolver Iroth יראת; chamado temor, medo, reverência, veneração a Iod-Havah quando no desempenho do ato sexual. O medo Iroth יראת relaciona-se com Geburah.

  Podemos sentir muitos tipos de medo. Medo de perder o que possuímos, medo do desconhecido, medo porque não sabemos, medo da morte, etc. Iroth יראת, contudo, é um tipo de medo ou respeito que sentimos em relação a Deus quando estamos num real ato sexual e que sabemos de Seu poder criativo estar se expressando em nós, através de nosso órgão sexual. Todo o poder da Árvore da Vida está enraizado no sexo. No momento do ato sexual nos colocamos entre Deus e o Mal. Na decorrência daquele ato nossa pele e órgãos sexuais estão suplicando o fruto da Árvore do Bem e do Mal uma vez que através da pele nos sentimos estimulados a atingir o orgasmo. Ou então decidimos transmuta-lo e não derramar a força sexual, nos retirando do ato antes do orgasmo. O medo da morte está relacionado com aquele mandamento genético que יהוה אלהים Jehovah Elohim deu e que estabelece:

  Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. – Gênesis 2:17

  Isso é devido a que através do orgasmo, Adão e Eva puseram o Espírito-Vida חיה Chaiah, o Espírito Santo, para fora de seus corpos.

  O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Chokmah), e o conhecimento (דעת Daath) do (Kadoshim קדשים) Santo é prudência (Binah)” – Provérbios 9:10

  Kadoshim קדשים significa “Os Divinos”; é uma palavra hebraica plural. Kadosh קדש é singular, porém quando encontramos as letras ים Iod e Mem final, no final da palavra, é masculino plural. Então, ודעת קדשים בינה significa: “E o conhecimento dos (Kadoshim) Divinos, Binah”. Binah significa compreensão. Em outras palavras: quando um homem e uma mulher estão no ato sexual isso é o início da sabedoria; esse é o temor de Iod-Havah e o conhecimento de “Os Divinos”, Binah. Porque Abba e Aima, Adão e Eva são Iod-Havah, Pai/Mãe: Adão e Eva acima expressando-se através da carne no ato sexual, como macho/fêmea. E é esse o poder de בינה Binah (compreensão), cujo nome sagrado é יהוה אלהים Iod-Havah Elohim.

  Binah בינה, Iod-Havah-Elohim יהוה אלהים governa a coluna esquerda da Árvore da Vida. Está cabalisticamente estabelecido que a coluna esquerda da Árvore da Vida está relacionada com a tentação da serpente em Malkuth. Essa tentação, a serpente enroscada, está no sangue e, por conseguinte, na pele de nosso corpo e no corpo da esposa no real ato sexual. Por meio do sangue em nossa carne, pele e sexo, a serpente enroscada está nos convidando através de Nephesh, nossa natureza inferior, a se tornar excitada e crescer no desejo sexual do qual se delicia. Lembremos o que estabelece o Gênesis: “E ambos (ערומים thievish) estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam”. – Gênesis 2:25

Crucifixion by william blake

  Figura 13

  Importante entender que alquimicamente podemos estar como “ladrões” em dois diferentes modos em relação ao ato sexual, ou seja: positivo e negativo. Exatamente como os dois ladrões que foram crucificados lado a lado com Cristo – o da direita sendo o bom ladrão e o da esquerda o mau ladrão –  de modo que podemos ser também bons ou maus ladrões. Ser um mau ladrão é roubar o potencial sexual de maneira negativa; é comer da Árvore do Conhecimento e cuspir a semente, chegando ao orgasmo das bestas. Ser um bom ladrão é reter o potencial sexual e reenviá-lo para dentro e para cima; é estar em castidade no ato sexual.

  Vendo (האשה Hasha) a mulher (a ה Hei, Eva, a אש Ash, o fogo sexual em ambos) que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento (Chokmah), ela (o órgão sexual) tomou-lhe do fruto e o comeu e o deu também ao marido (אישה Aisha, o Iod, o cérebro, Adão em ambos), e ele o comeu”. Gênesis 3:6

  Desejável para dar entendimento” nos demonstra que no início seu relacionamento tinha sido governado por Chesed na coluna governada por Chokmah, porém “tomou-lhe do fruto e o comeu” foi desempenhado no final, no chakra Muladhara ou Igreja de Éfeso da Ásia, Malkuth. Daí, substituindo Gedulah (amor) pelo desejo carnal animal no fundo da coluna esquerda governada por Binah. “Então foram abertos os olhos de ambos (em Klipoth), e conheceram que estavam nus (miseráveis, pobres, e cegos); e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. – Gênesis 3:7

  Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres”. – Revelação 2:5 

  Portanto se nos lembrarmos de quando tenhamos caído, nos arrependermos, fizermos as primeiras práticas da alquimia sexual e nos retirarmos do ato sexual sem termos comido do fruto, sem termos perdido o poder criativo de “Jah”, nosso Deus, então nos tornaremos um ser humano. Isso que temos dito está aqui: “Serpente enroscada rasteje aos meus pés ou seja torturada pelo fogo sagrado (da transmutação) e renda-se ante os perfumes (da castidade) que eu faço arder dentro dela (minha espinha)!

  Então é desse modo que “orando a Jah” não caímos em tentação, pois “Jah” nos retira do mal: uma vez que יה Jah,’ יהוה אלהים Iod-Havah Elohim – Binah é a coluna esquerda, chamada (ממלכת Malkuth) o reino, (גבורה Geburah) o poder, e (הוד Hod) a gloria para sempre”. Amém.

  Entretanto quem é Jah? Jah é Iod-Hei em דעת Daath, a garganta. Eis porque temos de vocalizar um mantra. Então Iod-Havah ou Jah, em síntese, nos ajudará. Eis porque em solteiro vocalizamos mantras, ou no ato real do sexo vocalizamos mantras também. Um simples mantra é a letra “S”. Ssssssssssssssss; o poder do fogo que nos ajuda transmutar, uma vez que “Jah” fala através de nossa garganta no momento do ato sexual. É assim como nasce Moisés das águas criativas da alquimia sexual.

  Lembremos  que o Evangelho de Jesus estabelece: Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito”. – João 3: 5,6

  O Ruach (Espírito) trabalha através de nós na água porque no inicio, o Espírito de Deus, o Ruach Elohim, pairava sobre a face das águas no verdadeiro ato sexual. E quando transmutamos, ou seja: quando não fornicamos, quando sublimamos nossa energia sexual, então Moisés nasce de nossas águas físicas criativas. Moisés representa aquela força de vontade que nasce em Yesod, em Mitzrayim – isso na Bíblia está traduzido como Egito. Egito/Mitsrayim é nossa fisicalidade.

  Eis como Moisés nasce e como ele se desenvolve. Eis como aquele arquétipo se desenvolve em qualquer um e entra no mundo de Netzach e finalmente em Tiphereth. Eis porque quando falamos sobre Moisés, falamos de Yesod, falamos de Hod, falamos de Netzach e Tiphereth e mesmo de Geburah, de onde ele desce a fim de libertar Israel.

  E como é isso desse arquétipo estar relacionado com muitas forças? Porque Moisés representa a força de vontade. Daí necessitarmos desenvolver Moisés dentro de nós. O início de seu desenvolvimento é temer a Iod-Havah uma vez que, tendo alcançado o nível de Tiphereth, quando já tivermos desenvolvido o corpo solar astral, o corpo solar mental, e o corpo solar causal, então temos os mantos, os sagrados mantos solares; daí como um sacerdote encaramos nosso pessoal íntimo יהוה אלהים Iod-Havah Elohim. Então sentiremos vergonha porque saberemos que antes de alcançar aquele nível, nós, como fornicadores, tivemos comido do fruto proibido.

  Também lembremos que – tal como fez Moises – matamos um egípcio em Mitzrayim, Malkuth. Vejamos: cada um de nós tem de fazer o mesmo. Precisamos matar um egípcio em Malkuth a fim de nos desenvolver. Aquele egípcio representa precisamente nossa pessoal fisicalidade uma vez que aqui no Egito, nesse Mitzrayim, mundo físico, alimentamos nossos egos, nossos ídolos e temos, portanto, de começar por aniquilar aquele egípcio que representa nosso gosto pela fornicação. Esse é o único caminho para subirmos à Tiphereth. Porém, primeiro, Moisés precisa ser formado dentro (מים Mayim) das águas de מצרים Mitzrayim.

  Lembremo-nos: “Foi-se um (איש Aish) homem da casa de Levi e casou com uma descendente de Levi. E a (אשה Asha)  mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses”. Êxodo 2:1-2

  Então Moisés nasceu de duas fogosas almas (איש Aish and אשה Asha) que veneravam Iod-Havah: um sacerdote e uma sacerdotisa de Levi. Permitam-me lembrar-lhes que de acordo com o Zohar – em “Cabala” – quando Moisés alcança Tiphereth, ele passa a representar o verdadeiro Adão feito à imagem de Deus. Porém antes disso, sua carne se torna seu irmão guardião, o segundo filho de Adão e Eva; “Moisés, como um judeu errante, na roda do Samsara, torna-se a reencarnação de sua falecida alma, Abel”. A Abel alma, como um embrião de Tiphereth, estava muito fraca, e dai foi morta por Caim, a mente. Então de acordo com a evolução da iniciação, quando a alma de Abel ressuscita da morte, graças a alquimia, Abel ou o embrião da alma se desenvolve no íntimo de Moisés. Isso acontece através da alquimia sexual.

  “Novamente Adão (o cérebro) teve relações (seu órgão sexual) com sua mulher, e ela (através da transmutação sexual) deu à luz outro filho, a quem chamou Sete, dizendo: "Deus me concedeu um filho no lugar de Abel (o embrião da alma), visto que Caim (a mente) o matou". – Gênesis 4:25

  Desse modo Sete, o terceiro filho de Adão e Eva é a reencarnação de Abel. Cada reencarnação significa o desenvolvimento de Moisés, ou seja: maior poder de vontade em novo nível.

  O Livro de Zohar também estabelece que Moisés é a reencarnação de Noé, que é outro desenvolvimento daquela força de vontade obtida através de iniciação. Não caiamos no erro de lermos o Zohar literalmente a pensarmos que Abel reencarnou em Sete e Sete em Noé e Noé em Moisés, uma vez que quando apareceu Moisés ele estava trilhando o caminho direto. Noé representa aquelas individualidades que já alcançaram o segundo nascimento e que têm Shem, Ham e Jafé, as três crianças dos três corpos solares chamados, corpos astral, mental e causal, desenvolvidos em Noé. Moisés aparece após Noé. Moisés está noutro nível de desenvolvimento.

   Existem outros desenvolvimentos iniciáticos que o livro do gênesis nos mostra, relacionados com três outros arquétipos, chamados, Abrão, Issac e Jacó que já antes mencionamos noutras palestras. Esses estão relacionados com Chesed, Geburah e Tiphereth – a Mônada em cada um de nós.

  Assim há graus e graus, iniciações e iniciações que precisamos desenvolver a fim de alcançarmos o nível mais alto chamado “Moisés”, que no Monte Sinai recebe o poder de Deus e desce para Malkuth a fim de se desempenhar do Êxodo. Em outras palavras essas são encarnações de diferentes aspectos de Deus em diferentes níveis. Conforme vemos, isso é o que através da alquimia, na cabala, é chamada “reencarnação”. Quando alguém reencarna Neshama – todos os arquétipos em um só corpo – aquela pessoa é representada por aquilo que na cabala é chamado, Moisés Tzabaoth: o Exército de Moisés que coleta todos os atributos, todos os arquétipos em Malkuth e quem, através da ressurreição, sobe diretamente para o mais alto nível da coluna esquerda da Árvore da Vida chamada Iod-Havah-Elohim-Binah. É assim que temos de compreender cabalisticamente a ressurreição dentro do corpo de Adão. 

  Não vamos confundir reencarnação com ressurreição. A transformação ou encarnação das forças da Árvore da Vida num corpo físico do iniciado alcança nível ainda mais alto, o nível de São Jó. São Jó representa a fisicalidade do iniciado. Nesse caso Jó representa a fisicalidade de Moisés, pois Moisés é sempre Tiphereth. Moisés está acima de Tiphereth, falando face a face com Deus. Porém abaixo de Moisés ele (Jó) tem sua fisicalidade, da qual Zohar diz: “Jó foi um dos conselheiros do Faraó” e já explicamos isso noutras palestras. Eis porque o Livro de Zohar fala sobre Jó e na Bíblia encontramos o Livro de Jó que manifesta:

Job

  Figura 14

  Nu saí do útero de minha Mãe e nu voltarei (אשוב שמה)”. A palavra [שמה ‘Shameh’] é escrita com as mesmas letras de (משה Moshe) Moisés, porém invertida.

  Desse modo nas palavras hebraicas, (אשוב שמה Ashub Shameh), voltarei, é onde está oculto o mistério da reencarnação de Moisés, uma vez que Moisés, através da reencarnação, é o mesmo Jó. Moisés é o mesmo Jó que diz “Iod-Havah deu e Iod-Havah tirou; abençoado seja o nome de Iod-Havah” que é Binah no topo da coluna esquerda da Árvore da Vida e estando relacionada com a serpente que desce. E mais tarde Jó diz:

  "Como é feliz o homem a quem אלוה Deus corrige” (Eloah אלוה é a Schekinah, o aspecto feminino do אלהים Elohim ); portanto, não despreze a disciplina do Todo-Poderoso (שדי אל El-Shaddai),”. Jó 5:17

  El-Shaddai שדי אל é o poder todo-poderoso de Binah em Yesod, o sexo. O pecado contra o Espírito Santo origina o “kamaduro” do sânscrito kama = desejo + duro de dur, “mal” ou dificuldade de Duristha – “muito má dificuldade, ou feitiçaria”. Kamaduro origina um tipo de carma que não pode ser negociável, um carma que temos de pagar em nossa própria pele. 

  Lemos no Livro de Jó como este ficou doente com um mal em sua pele e carne. Assim, perguntamos: por que Jó teve uma doença em sua própria pele e carne?  Foi devido a que ele pagava seu kamaduro. Essa é a última etapa antes da ressurreição. Kamaduro é uma consequência do pecado contra o Espírito Santo. Pagamos esse pecado unicamente com a morte. Entretanto essa morte é um processo iniciático de Moisés, que é Tiphereth através de Jó, que é o corpo físico. É assim que temos de ver isso.

  Outro aspecto desse grande arquétipo chamado Moisés é aquele arquétipo chamado Joshua que significa salvador. Joshua está também relacionado com Yesod e Malkuth, mas num aspecto mais elevado. Joshua é o que no budismo chamamos o Bodhichitta e está simbolizado pela Lua uma vez que Tiphereth, Moisés, está simbolizado pelo Sol. E sabemos que a lua é um processo de despertamento, que é a consciência inferior que temos aqui embaixo. Diremos que alguns de nós têm sua lua como uma nova lua. “Nova” significa “sem luz”. Outros que começam a trabalhar estão em crescente. A lua está subindo. Então quando a lua está cheia ela reflete tudo da luz do sol; em outras palavras: a lua representa a consciência.

  Eis porque quando alguém alcança aquele nível, que é um ser completamente iluminado no plano físico, ele é chamado Joshua, um salvador, uma vez que através dele está se refletindo toda a luz do Absoluto Solar como uma lua cheia. Eis também porque na cabala uma lua cheia é chamada Iod-Hei-Vav-Hei: completude.

  Chegar a esse nível é nossa meta. É por isso que nosso particular Joshua, aquele que está sempre junto com Moisés, é outro arquétipo relacionado com nossa consciência que temos de trabalhar no desenvolvimento para encarnar. E vejamos aqui a palavra “encarnação”. Esta palavra “encarnação” é muito apelativa. É assim quando lemos ou vemos na TV ou em on line, pessoas dizendo: “Oh, eu sou a encarnação deste ou daquele”. As pessoas não entendem o que reencarnação significa.

The Redemption of Job

  Figura 15

  Reencarnação não é nascer de novo como animais. Qualquer um pode voltar aqui num novo corpo: isso é lógico. Porém reencarnar as forças da Árvore da Vida é outra coisa. Por isso Krishna disse: “encarnação é somente para deuses”. Reencarnação não é para animais intelectuais.

   O Zohar explica: “Jó usou a palavra שמה Shama (ali, lá, acolá) que tem as mesmas letras de (שמה Moshe) Moisés, para demonstrar que Moisés estava querendo converter os de fora e que a partir dali ele reencarnaria (em Malkuth) e apareceria de novo para (os arquétipos) os de Israel a fim de proclamar e fazer conhecer a Shekinah (a Mãe Divina, kundalini). Estas palavras de Jó também se referem ao tempo quando (os arquétipos de) Israel na cativeiro (em Malkuth) percebiam que estavam nus ou desprovidos da doutrina secreta e por conseguinte disse: “’Iod-Havah deu e Iod-Havah tirou; abençoado seja o nome de Iod-Havah”’ – Zohar

  Os de fora somos nós, que não estamos na Árvore da Vida, mas fora dela. Lembremo-nos de que fomos expulsos do Éden; então somos os de fora, os fornicadores. A Shekinah é a Mãe Divina, kundalini. Quando os arquétipos estavam em Atziluth אצילות, o mundo das emanações arquetípicas, alegravam-se com a luz do desconhecido. Porém quando desceram a fim de se desenvolver, eles perderam aquela luz como num terrível por do sol.

  Assim quando em Atziluth אצילות estávamos recebendo, estávamos doando. Porém ao descermos e fornicarmos, Iod-Havah tirou-nos a luz porque Deus não pode misturar-se com fornicadores. Em linha com o primeiro destaque da Zoar que acabamos de ler, muitos cabalistas que não são iniciados mas unicamente cabalistas intelectuais, erradamente supõem que o Profeta Moisés reencarnará. Essa é precisamente sua confusão, seus erros. Falam sempre sobre Moisés, o Mestre, o Profeta que veio completar sua missão há muitos mil anos. Aquele Mestre teve sua missão: ela já está feita.

  Bem, temos de nos focar no desenvolvimento de nosso próprio e particular Moisés, na reencarnação daquele arquétipo em nós a fim de que ele repita as mesmas maravilhas em Malkuth, uma vez que os arquétipos de Israel estão exatamente agora em escravidão em cada um de nós. É desse modo que nós, gnósticos, entendemos isso. Devemos entender os muitos princípios cabalistas do Zohar ou erraremos como os muitos cristãos que estão aguardando pela segunda vinda de Cristo; ignorando que Cristo já voltou muitas vezes como encarnação física do arquétipo Joshua a fim de dar o conhecimento da salvação. Temos agora de desenvolver nosso pessoal e particular Joshua ou Jesus em latim. Do mesmo modo com Moisés, com Buda e com todos os arquétipos que fizeram o grande trabalho. É assim que entendemos a reencarnação.

  Moisés reencarnou muitas vezes em muitas individualidades. Moisés esteve reencarnado em Samael Aun Weor, mas esta foi a encarnação do seu pessoal, particular e individual Moisés. Lembremo-nos da transfiguração de Jesus em que ele aparece com seu pessoal e particular Moisés e com Elias. Se não soubermos como ler cabalística ou alquimicamente, recairemos em muitos erros. Compreendamos que qualquer personagem na Bíblia é um arquétipo que possuímos intimamente e ao qual, gnosticamente falando, necessitamos desenvolver.

Moses Death

  Figura 16

  Com respeito ao Mestre Moisés, sua morte não foi devida ao pecado [fornicação] de Adão ocasionado através da operação de um misterioso poder [iniciático – o poder da ressurreição]. Quando Moisés termina seu trabalho, o iniciado então encarna Binah, o Espírito Santo, o Terceiro Logos daquele mestre ressurreto. Tal é o nível que Mestre Moisés alcançou e como um arquétipo que é encontra-se também no último nível que Moisés, o arquétipo, alcança. Após Binah, entretanto, há mais níveis. Porém nosso pessoal e particular Moisés tem a tarefa de nos conduzir até àquele nível.

  “Moisés (Tiphereth, através de iniciação), separado por ele mesmo de sua esposa (Malkuth a fisicalidade) está unido à divina Shekinah, sua Mãe Divina enquanto em corpo”. Eis porque dizemos: ”Temos de morrer agora com o poder de Shekinah” e aniquilar todos os egos quando alcançarmos o nível mais elevado de Moisés, que é a encarnação de Shekinah nele, completamente, enquanto a fisicalidade viver. Entretanto a fim de encarnar o aspecto mais elevado de Binah, que é Iod-Havah Elohim, é preciso morrer fisicamente. Cada um precisa pagar em sua própria pele pelo pecado da fornicação. Eis porque está escrito: “E após a morte ele se tornou unido com Binah. É o grande mistério do Ser (o Espírito Santo) que está acima e em todos. Todos os graus separados e degraus de uma vida espiritual formam um grande e vasto todo”. – Zohar

  As tradições confirmam essa declaração corroborada por uma escritura:

“O Senhor Deus [Iod-Havah] falava com Moisés [Bodhisattva], [Tiphereth] face a face, como alguém que conversa com um amigo. Depois Moisés voltava para o acampamento. Porém Josué [o Bodhichitta], filho de Num, o moço que era o auxiliar de Moisés, ficava na Tenda”. - Êxodo 33: 11 – Zohar.

  E o que é o tabernáculo? Os órgãos sexuais. O caminho no qual estamos trabalhando aqui. Eis porque mencionamos o Bodhichitta, relacionado com Joshua, que é Yesod-Malkuth. Vejamos que Joshua, o Bodhichitta, está em Yesod-Malkuth, entre as duas colunas do bem e do mal da Árvore da Vida completamente iluminada.

Moses and Joshua

  Figura 17

  Contudo, Josué (Joshua = Jesus em latim), filho de Num, estava cheio do Espírito de sabedoria (Chokmah) – Deuteronomio 34:9

  “O significado explícito disso é que Joshua [Yesod-Malkuth, o Bodhichitta], embora ele não escapasse da morte física, agradava-se que a união da mais elevada natureza com a menor natureza o possibilitassem viver a mais alta e divina vida a qual, as crianças de Israel por suas idolatrias e adoração ao bezerro de ouro, haviam-na perdida e penalizada”. – Zohar

   Assim se estabelece que o restante das crianças de Israel – que somos nós, aquelas que não têm o Bodhichitta interior – são idólatras uma vez que temos egos interiormente. Porém aquele que aniquilou completamente o ego é Joshua. E estando completamente aniquilado o Ego une a natureza superior com uma inferior, tal como Mestre Samael Aun Weor realizou em seus últimos anos de vida. Ele tinha o Bodhichitta completamente desperto. Ele estava numa lua cheia, recebendo toda a luz de Tiphereth, seu Ser interior, seu Moisés interior, em outras palavras. E essa é a bênção de alguém que trabalha em alquimia.

  Então entendamos esse paralelo: Bodhichitta-Joshua / Bodhisattva-Moisés. Intimamente todos têm de desenvolver aquele em seu próprio nível. Pois está escrito: para os arquétipos de Israel em cada um de nós que somos idólatras: “E seus olhos foram abertos e eles viram que estavam nus”; por causa da fornicação.

  Isso se refere [os arquétipos de] a Israel quando viviam em meio a lama e argila de [Malkuth] Mitzrahim e não conheciam os segredos da doutrina (gnose). Por conseguinte falou o profeta em relação a eles: “Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo, cresceste e te engrandeceste e chegaste a grande formosura: formaram-se os teus seios e te cresceram cabelos; no entanto estavas nua e descoberta”. Ezequiel 16:7

  Assim todos nós estamos recebendo aquela sentença de Ezequiel. Se quisermos estudar cabala no modo certo pelo qual Ezequiel ensina, leiamos o Livro de Ezequiel. Veremos como ele expressa bem claramente, alquimicamente falando, sobre o sexo causador da queda.

  Diz o gênesis: “E costuraram folhas de figueira e fizeram aventais para si”. O significado destas palavras é que homem e mulher cobrir-se-ão com capas às suas próprias tendências pecaminosas ao perceberem-se nus, mas não tendo como esconder ou cobrir o que esteja coberto (sua sexualidade). – Zohar

  A figueira simboliza a força sexual feminina. Cobrir nosso sexo com as figueiras significa que somos fornicadores e a carne que estamos recebendo não é a carne da reencarnação porque nenhum dos arquétipos estará encarnando num fornicador. A fim de encarnarmos nossos arquétipos, desenvolvê-los, bem como à parte mais alta da Árvore da Vida, temos de estar em castidade; temos de adentrar o caminho para nascermos de novo. Este é o significado.

  É muito engraçado lermos sobre pessoas que pensam ser reencarnações deste ou daquele personagem, enquanto ainda são fornicadores. Muitas pessoas – milhões delas – que pensam ser veículos de Deus são no entanto fornicadores uma vez por semana. Esses tolos indivíduos acham que mesmo fornicando uma vez por semana têm a permissão de portar a força de Deus intimamente.

  Lembremos o mandamento: “O temor ao Senhor (Chokmah) (יהוה Iod-Havah) é o princípio da sabedoria (דעת Daath)  e o conhecimento do Santo (Kadoshim קדשים)  é prudência” – Provérbios 9:10

  Qual é o primeiro mandamento dado à humanidade? Moisés escreveu no Livro do Gênesis o primeiro mandamento dado pelo Elohim, por Deus, onde está escrito: (פרו ורבו)Crescei e multiplicai-vos”. Esta é uma sentença sexual erradamente traduzida uma vez que a tradução correta deva ser “Crescei e tornai-vos um Mestre” ou um “Rabi”, pois רבה Rabba significa “multiplicar”, mas רבו ‘Rabbi’, significa Mestre. Devido a somente uma verdade, (רבו Rabbi) Mestre, seria: “enchei (com os arquétipos, as crianças de Israel) a terra (sua fisicalidade) e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar; sobre as aves dos céus (anjos), e sobre todo animal חיה vida-Chaiah) que rasteja sobre a terra”. – Gênesis 1:28

  Dado que muitos intelectuais cabalistas interpretam este mandamento como “Crescei e multiplicai-vos”, eles fornicam como רבית coelhos e têm muitas crianças. Na verdade este não é o significado deste mandamento uma vez que Deus não manda as pessoas pilhar o "הון hon” , o rico da terra, como o demônio “ממון Mamom”. Aos animais Deus disse crescei e multiplicai-vos, pois animais obedecem Chaiah – o Espírito Santo – instintivamente, sem a necessidade de ler qualquer mandamento.

  Por que necessitaríamos nós “humanos” repetir instintivamente o mesmo mandamento e multiplicarmo-nos como animais? Ridículo. Crescei e multiplicai-vos para seres humanos é realmente: “crescei e sede Mestres”. Sê um Rabi, “crescei adquirindo conhecimento (דעת Daath) de (Kadoshim קדשים) os Divinos (Binah), entendimento.  

  Este é o primeiro mandamento dado a Adão, que é exatamente o mesmo no segundo capítulo do Livro do Gênesis, significando ser o mesmo mandamento, porém com um tipo de alerta antes da divisão do hermafrodita Adão para Adão e Eva. Pois está escrito: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” – Gênesis 2:17

  Significa estar com medo de comer o fruto do sexo instintualmente como um animal: temer a segunda morte. Este mandamento é dado antes que a divisão dos sexos esteja prestes a acontecer, uma vez que o hermafrodita ou andrógino Adão cresce e multiplica como verdadeiros humanos faziam e fazem com o trabalho da alquimia sexual. Porém tendo acontecido a divisão dos sexos a serpente enroscada passa a tentá-los.

  Então vamos repetir o primeiro mandamento: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” Porque agora, através da alquimia sexual devemos crescer e nos tornarmos Mestres. E uma vez estando divididos em dois sexos podemos cair no erro de pensar que podemos crescer pela fornicação, feito animais. Então não devemos fornicar. E não comermos do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois no dia em que dela comermos certamente sofreremos a segunda morte.

  Por quê? Porque o primeiro mandamento trata com a energia dos três cérebros como Jesus explica: “amarás o Senhor teu Deus de toda a tua alma, de todo o teu coração, com todas as tuas forças e ao teu próximo como a ti mesmo”. Este é o primeiro mandamento. Em síntese é o mesmo mandamento dado a Moisés em diferentes passos a fim de que o compreendamos.

  Porém quando pessoas leigas leem o primeiro capítulo do Livro do Gênesis dizem: Deus disse “Crescei e multiplicai-vos então vamos fornicar”. Mas Deus disse também: “Não comerás do fruto do conhecimento”. O que é isso? E as pessoas respondem: “Bem, é ‘conhecimento’ Mas temos de ficar felizes unicamente com o conhecimento que temos em nossas mentes. Então vamos comer, beber e fornicar, pois amanhã de qualquer forma morreremos”. É assim que eles justificam a fornicação a sua própria maneira e de muitos outros modos. Assim é porque o conhecimento (דעת Daath) de (דעת Daath) os Divinos (Binah), eles não o possuem.

  O provérbio 9:10 abriga o mesmo mandamento, aquele mesmo que foi dado em diferentes vezes: “Os (Kadoshim קדשים) Divinos, que são Iod-Havah Elohim (Binah) fizeram capas para Adão e sua esposa e os vestiram. Este é outro aspecto, o outro símbolo do qual falamos no início. Bem, através da alquimia quando do trabalho sexual alquímico, começamos por nos cobrir com os corpos solares, uma vez que temos corpos lunares, corpos animais ou corpos protoplasmáticos. Daí necessitarmos corpos imortais. E o único modo de os criarmos é utilizando-nos da energia sexual de (שדי אל El-Shaddai) o Todo-Poderoso; não pelo lado esquerdo, mas pelo lado direito, que é a castidade.

  “Mayim Rabbim מים רבים – Muitas águas não conseguem extinguir o amor nem as enchentes conseguem afoga-lo: se um homem deu toda a substância de sua casa para o amor, este será completamente desprezado”. – Canção das Canções 8:7

phylacteries

  Figura 18

  A veste com a qual Israel cobre-se está simbolizada no legítimo manto com suas franjas e bordas e também o amuleto e sandálias, e assim disse a escritura: חגורות hagoroth [casacos ou coberturas] são aqui usados a fim de distinguir a legítima túnica [legítima no sentido de ‘justa’, pura, solar] e assim está escrito. “Cinge a tua espada (חגור) à coxa (é Yesod que sempre aponta o sexo), ó valente, e faz a tua glória e a tua majestade prevalecerem”. – Salmo 45:3. A espada aparece quando transmutamos a energia sexual.

  Isso se refere a (escutando de) שמע Shema (as palavras de Moisés) repetidas quando cada um [sacerdote e sacerdotisa] está vestido com a legítima túnica....“Possam elevados louvores a Deus estar em suas bocas, e esteja a espada (a espada flamígera) de dois gumes em suas mãos” – Salmo 149:6 – Zohar

  Mãos é o Iod, significando no ato sexual quando tomamos a espada flamígera de Deus em nossas mãos... Lembremo-nos dos Querubins, que são os anjos de Yesod que brandem a espada flamígera que se volta para todos os sentidos a fim de conservar [limpo] o caminho da Árvore da Vida impedindo as pessoas impuras adentrar. Aquela espada é o fogo de Geburah no sangue que sobe e desce através de nosso corpo. Aquele é o fogo que desce para dentro do sexo e nos tenta. Se quisermos entrar no Éden (que significa voluptuosidade, sexualidade) devemos controlar o fogo). Queremos entrar? Derrotemos o fogo: no sangue está a espada flamígera. 

  Muitos de nós somos derrotados pela espada de fogo, a espada flamígera quando no ato sexual chegamos ao orgasmo; então não entramos no Éden, mas somos expulsos. Este é o significado de cingirmos a espada que está em nossas mãos no verdadeiro ato sexual.

  O Zohar estabelece que quando estamos no ato sexual estamos lutando com Samael, o anjo da Geburah. E se o derrotamos ele toca exatamente no oco de nossa coxa, a perna se desencaixa e travamos a coxa. Sobre isso diz um cabalista: “é fácil vermos porque aquele anjo toca o fígado do homem e o baço da mulher” Em outras palavras: a coxa direita de Jacó e a coxa esquerda de Raquel.

  Como um anjo pode tocar ambas as coxas ao mesmo tempo? Porque o anjo faz isso no ato sexual quando o casal está sexualmente unido, frente com frente, e não costa com costa. Frente com frente é a coxa esquerda de Raquel na frente da coxa direita de Jacó. Porém Jacó vencendo é o anjo no verdadeiro ato sexual, por conseguinte, quando o anjo é derrotado ele toca Hod e Netzach ao mesmo tempo. Geburah é o poder de Samael; Geburah é fogo. Então Jacó derrota a tentação em sua própria carne; ele faz isso com Raquel, sua esposa, no verdadeiro ato sexual. Entendem isso? É fácil vermos quando conhecemos alquimia sexual. 

Samael

  Figura 19

  Bem, vejamos o símbolo de Samael que é a estrela de cinco pontas relacionada com o Livro da Revelação, quando ele está ascendendo para nos dar poder, ou quando ele está se desenvolvendo em nós como um arquétipo, uma vez que Samael é outro arquétipo interior. Vemos o paraíso de Geburah aberto e o Logos Samael; “Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus.... sai de sua boca uma espada afiada”. – Revelação 19: 12, 13 e 15.

  “sai de sua boca...”. Sua boca é a boca de Adão, em Daath, a garganta. Em qualquer iniciado há a ponta da espada. “Sai [O logos] de sua boca [Adam-Tiphereth, como] uma espada afiada, para com ela ferir as nações  ele mesmo [o Logos em Yesod] as regerá com cetro de ferro e pessoalmente [porque Geburah está também em Escorpião, no órgão sexual] pisa o lagar o vinho do furor da ira do Todo Poderoso” [El Shaddai é o ‘Deus Todo-Poderoso, que é o sexo’. “Tem no seu manto e na sua coxa [Yesod-Sexo) um nome inscrito Rei dos Reis e Senhor dos Senhores”. – Malachim [Melek].

  Os Malachim são precisamente os anjos de Tiphereth, [Melek] significando que ele rege tudo deles porque ele é um Logos e Deus dos Deuses, Adonim, Adonai. Malkuth, por causa do nome de Deus em Malkuth é Adonai, e Adonai é o nome sagrado de Deus em Malkuth. Eis porque encontramos Samael aqui em Geburah e Adonai aqui em hebreu relacionado com Malkuth, porque Geburah está relacionada com as duas forças, Malkuth e Geburah. O sangue é o símbolo de Samael.

  O símbolo de Samael é a estrela de cinco pontas porque Geburah é a quinta sefira. Bem abaixo da estrela de cinco pontas está dito “‘Iod-Hei-Vav-Hei'. É um símbolo positivo relacionado com o Mestre que é o patriarca dessa organização.

  Bem, vamos agora ler o que está escrito no Zohar a fim de compreendermos melhor sobre o que aqui estamos esplanando. “No começo” o Rabi Hiyya falou e disse: “O temor do (Iod-Havah] Senhor (Binah) é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que a praticam. O Seu louvor permanece para sempre”. – Salmo 111:10

  O começo da sabedoria faz referência (Malkuth-Yesod) ao maior objeto da sabedoria, chamado a crescer (de Malkuth) e elevar-nos para a mais alta e divina (Chaiah) vida, conforme dito: “Abri-me as portas da justiça (castidade): entrarei por elas e renderei graças ao Senhor (Jah)”. – Salmo 118:19

  É compreensível que os portões estejam em Malkuth e Yesod, a entrada. A principal entrada está em Yesod, nossa genitália em nossa fisicalidade. Malkuth-Yesod são os portais ou passagens de Iod-Havah que cada um deve transpor a fim de gradualmente atingir (Chaiah), essa vida, e viver na presença do rei do paraíso (Binah). Antes disso, contudo, existem muitos outros portais no curso de subida que devem ser transpostos, cada um com seus parafusos e barras precisando ser afrouxados até o último (Binah, relacionado com Yesod-Malkuth), no qual, neste último, está o chamado “temor do Senhor”, que é o único portal de acesso.

  Precisamos transpor muitos portais, porém o primeiro é Malkuth-Yesod. Se não estivermos abrindo Malkuth-Yesod como então conseguiremos abrir os outros? As pessoas julgam poder pular para dentro dos mundos do Éden e aparecerem por lá. Não, não podemos pular para os mundos do Éden. Há um portal e esse está em Malkuth-Yesod. Esse portal é Yesod, o sexo. Malkuth é a pele; também é a carne, o sangue e o ato sexual. É esse o portal em nossa fisicalidade.

  Há na escritura dois começos (Bereshiyh) mencionados que estão unidos em um só, chamado “O Medo de Iod-Havah” e “O Começo da Sabedoria”. Ambos os começos são um e o mesmo, e nunca encontrados separados um do outro. Conforme está escrito: “Que eles [homem e mulher no ato sexual] possam saber que ele sozinho, cujo nome é Iod-Havah é o mais alto sobre a Terra (Malkuth)!” E ao verdadeiro ato sexual.

  E por que é o primeiro portal (Malkuth) chamado o medo do Senhor? Porque ele [Malkuth, a pele, o sentido do toque] é uma árvore do bem e do mal. Quando eles vivem retamente [em castidade em suas peles, sentido de toque em Yesod-Sexo] ela é uma árvore do bem para eles; se incorretamente [em fornicação] é uma árvore do mal. É uma porta ou portal através do qual vem toda bênção, espiritual ou temporal. As palavras “Bom entendimento [Binah] inclui-lhes todos os afazeres; referem-se àqueles portais [em Malkuth, chamados: homem e mulher] que [em Yesod-Sexo], conforme anteriormente mencionado, são um e o mesmo [no ato sexual]”. – Zohar.

  Esse é o único caminho para reencarnar as partes mais elevadas ou arquétipos de nosso Deus pessoal interior. E desse modo fica claro, quando os encarnamos, que eles são reencarnações, uma vez que aquelas partes estiveram encarnadas em outros indivíduos que as auto-realizaram, que as desenvolveram antes. Entendem isso? Significa que não estaremos sendo os primeiros a encarnar aqueles arquétipos, porquanto outros indivíduos têm entrado no caminho em vidas e raças anteriores e os encarnados. Em outras palavras: Moisés reencarnou muitas vezes através de muitos indivíduos. E para aqueles que estão aguardando pela reencarnação de Jesus de Nazaré, deixem-me dizer-lhes que o arquétipo que ele representou há dois mil anos tem reencarnado muitas vezes através de muitos indivíduos.

  Àqueles que presentemente aguardam pela reencarnação de Samael, ou a volta de Samael Aun Weor, deixem-me dizer-lhes; Samael tem de reencarnar em cada um de nós porque ele é o Quinto Salvador, o Quinto Logos ou a Voz no Tesouro da Luz, conforme Samael revelou no Pistis Sophia:

  “Samael, o Quinto Salvador, a Quinta Voz no Tesouro da Luz estará na região das almas daqueles que (em Tiphereth) tenham recebido o Quinto Mistério do Primeiro Mistério, na região das Heranças da Luz”.

  “Nós, Samael Aun Weor, em nome do Primeiro Mistério do Pistis Sophia e do Salvador do Mundo diz-lhes que eu desvelarei a parte remanescente da Bíblia Gnóstica, na metade da metade do tempo”. – A Pistis Sophia Desvelada, por Samael Aun Weor / The Pistis Sophia Unveiled

  É desse modo que entendemos a lei da reencarnação. Está relacionada com todos os arquétipos de Yehidah. Yehidah é o Tesouro da Luz. No Yehidah está o Messias que tem de reencarnar em nós; ele tomará o caminho direto em Tiphereth. Em Chaiah temos Abba e Aima que, no final, reencarnará naqueles que tomam o caminho direto. Outras encarnações de Ruach e Neshamah podem também ocorrer em diferentes seres humanos, porém somente a alma que retorna em animais intelectuais é Nephesh e tal ocorrência não é uma reencarnação, mas como dissemos, um retorno uma vez que Nephesh é a alma animal. Alguma pergunta?

PERGUNTAS E RESPOSTAS

  1. P. – Quando é dito que Jesus é a reencarnação de Joshua, ou seja, não se referindo ao Mestre Aberamentho, mas aos arquétipos do Bodhichitta e ao Salvador?

  R. – Sim, Jesus de Nazaré (יהושע בן פנדירא Joshua Ben Pandira) é a reencarnação do arquétipo de Joshua, por isso dizemos aquilo. Entendemos que Jesus e Joshua são palavras escritas com as mesmas letras hebraicas. Joshua significa “salvador”.

  Do mesmo modo Jesus significa “salvador”, contudo Jesus está latinizado em inglês por um nome que em hebreu é יהושע Joshua.  É o mesmo arquétipo. Obviamente é um arquétipo que representa o salvador, pois seu nome significa “salvador”. Entretanto na Torá escrita ele não está realizando as mesmas ações como esteve Moisés, porquanto na Torá Moisés nos está mostrando seu pessoal desenvolvimento, o seu próprio arquétipo. Moisés representa o desenvolvimento daquele arquétipo alquímico. E o restante dos arquétipos está com ele, mas esses não são de frente, uma vez que os cinco livros da Torá (תורה – lei) foram dados a Moisés no Monte Sinai pela Boca do Logos da גבורה Geburah, a quinta sefira.

  Bem, os Evangelhos de Jesus representam os trabalhos do Salvador, por conseguinte seu desenvolvimento está relacionado com Joshua. Eis porque acentuamos que Jesus é a reencarnação de Joshua uma vez que ambos representam o mesmo arquétipo, significando que o arquétipo em Jesus é mais óbvio, mais explícito. Então quando lemos a Bíblia, temos de analisar e pensar, vermos qual arquétipo esse mestre, esse profeta representa; vermos qual a relação com a sefira que seu/sua arquétipo representa nesse livro quando ele/ela ali estiver lendo, porque esse arquétipo está também dentro de si próprio(a), etc., e assim por diante.

  Por exemplo: Shamuel. Não confundir este nome com Samael, porque Samael é escrito com samech e Shamuel com Shin. Shamuel ou Samuel em inglês representa a perfeição de Hod e Netzach. Os livros de Samuel vêm após Moisés. Moisés significa a perfeição, mas ele é Tiphereth. Quando estudamos cabala e alquimia compreendemos todas essas semelhanças e relações.

  2. P. – O que pode nos dizer sobre Geburah, relacionada com Klipoth e Malkuth e os três reis de Israel que Samuel menciona em seus livros?

  R. – Bem, a quinta sefira Geburah está relacionada com Neshamah, o alento de Iod-Havah Elohim. Quando lemos o livro um e dois de Samuel precisamos compreender o que estamos lendo porque ali encontramos a história de três reis chamados, Saul, Davi e Salomão, que em alquimia representam os três reis dos evangelhos, chamados respectivamente Klipoth, “inferno, o escuro”, Malkuth, “caldeira a vapor, a branca” e Geburah,  “perfeição do mestrado, o amarelo”.

  Aqueles são os três degraus da alquimia que temos de compreender uma vez que quando falamos sobre o Messias de Yehidah, esse é o filho de José e filho de Davi. Isso acontece em degraus: primeiro José, castidade, pureza; então Daví que é mais difícil porque é de aniquilação de dez mil. Lembremo-nos que Sheol ou Saul matou mil, mas Davi matou dez mil. Salomão é o desfecho de todo aquele trabalho alquímico. É muito difícil alcançarmos aquela elevação.

  3. P. – Quando reencarnamos Moisés, devemos nos tornar matadores, psicologicamente falando? Ademais precisamos descer ao Klipoth a fim de trabalhar a sombra da Árvore da Vida, antes de reencarnarmos Moisés?

  R. – Sim. Quando reencarnamos Moisés precisamos ser um matador, psicologicamente falando. Pois Moisés, como Mohammed, desceu ao fundo de Malkuth a fim de matar todos os infiéis – nossos defeitos. Aqueles infiéis não estão fora, mas dentro de nós. Representam nossos egos, nossos ídolos. Possuímos milhares deles. Moisés teve de descer e aniquilá-los pouco a pouco, sistematicamente, até alcançar a terra prometida. Quando ele está perto da terra prometida ele também tem de morrer a fim de pagar o carma do último pecado, que é a fornicação, para poder entrar. É isso que muitos cabalistas e iniciados não entendem.

  Por que Moisés de fato morreu? Por que Jesus de fato morreu? Por que Buda de fato morreu? Por que Samael Aun Weor de fato morreu? Os não conhecedores pensam que eles não entraram na terra prometida: erro, sim entraram. Porém Moisés está nos mostrando por sua própria morte que somente com essa morte podemos matar a morte porque o pecado da fornicação estava nele. Moisés é uma reencarnação de muitos outros arquétipos – Adão, Abel, Sete, Noé – ele têm de pagar por seus erros, e os pagou com sua morte. Então ele entra na terra prometida. Do mesmo modo aconteceu com outros iniciados que trabalharam com seus arquétipos Moisés. Assim todos têm de fazer a mesma coisa.

  4. P. –  O Zohar diz sobre o dia do casamento. Como os companheiros adornam a Shekinah?

  R. – Shekinah é a Divina Mãe Kundalini, em sânscrito. A Shekinah é aquele elemento que temos de despertar a fim de nos desempenharmos da grande obra, e obviamente isso é feito no casamento. No casamento judaico eles mencionam a Shekinah porque Shekinah somente desperta na junção de um homem com uma mulher no ato da alquimia sexual.

  5. P. – As palavras escritas ou faladas são elas alegorias?

  R. – Quando estudamos isso as palavras que são faladas, etc., estão relacionadas com uma grande quantidade de símbolos que somente aqueles que conhecem alquimia entendem. O problema está em que nos dias atuais, cristãos, judeus, muçulmanos, repetem mecanicamente todas as escrituras e tradições sem compreendê-las. Se as compreendessem não fornicariam. Mas eles multiplicam como qualquer outro animal.

  6. P. – Por que a fornicação é um pecado?

  R. – Fornicação é para alcançar o orgasmo no ato sexual. Castidade é não alcançar o orgasmo e transmutar, transformar a energia no ato sexual entre marido e mulher; isso é ser um ladrão, ou um bom ladrão, em outras palavras. Adão e Eva devem aprender como fazer alquimia. Esse foi um segredo agora divulgado publicamente porque a humanidade precisa disso. 

  7. P. – O que é exatamente alquimia?

  R. – Alquimia é o modo pelo qual fazemos o trabalho de El e Elah, Elohim, em outras palavras, com a química de nossos corpos. Está relacionada com a Árvore da Vida. Elah-Chemy, química.  É sobre o que hoje falamos. É a relação da Árvore da Vida com todos os órgãos de nossos corpos. Por causa disso que é chamada química. Quando soubermos como tirar vantagem disso estaremos trabalhando com Elah, Al-chemi, o químico de Deus, Elohim, em outras palavras, a fim de desenvolvermos a Árvore da Vida

  8. P. – Você tinha mencionado a transfiguração de Yeshuah. Em 9 de março expôs que “Após seis dias, Yeshuah conduziu Pedro, Tiago e João ao alto da montanha”. Qual é o significado cabalístico daqueles arquétipos ao estarem presentes com ele e qual é o significado deles a querer edificar três tabernáculos?

  R. – A resposta a essa pergunta é muito longa e implica não em uma só palestra, mas em várias que contudo já foram dadas. Busque no website que lá você encontrará onde falamos sobre a transfiguração de Jesus....

  9. P. – Pode nos explicar um pouco?

  R. Bem, a transfiguração está relacionada com o caminho do Bodhisattva, com a sefira Hod, que é uma de nossas palestras. Hod está relacionada com aquela transfiguração de Jesus na qual Moisés aparece junto com Elias. Os três tabernáculos estão relacionados com os três cérebros e com os outros arquétipos, que são os discípulos de Jesus chamados João, Pedro e Tiago. Já falamos sobre isso. Procure nas palestras : “O Caminho do Bodhisattva”.

POR UM INSTRUTOR GNÓSTICO

Fonte:https://gnosticteachings.org/courses/let-us-make-adam/3881-moses-reincarnation.html

  Pensamento do Dia: “O primeiro ensinamento que nos chega pela natureza é ficarmos sozinhos. Não dependermos da assistência de ninguém para o nosso bem estar”.

  M, Senhor Deus da Verdade Interior

  Tradução Inglês / Português: Rayom Ra 


Rayom Ra   

 http://arcadeouro.blogspot.com.br

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário