segunda-feira, 27 de julho de 2020

Fundamentos da Meditação (14) - Entenda um Problema

 
  Figura 1
O Objetivo da Meditação é Entender e Resolver Nossos Problemas

  A Árvore da Vida. Esse símbolo mapeia todas as coisas que existem fora de nós. Também mapeia o que somos em cada nível. Não sabemos quem somos. Essa é uma parte significativa da razão do porquê sofremos. Estamos presos a uma identidade que não existe. O nome que temos, as memórias que temos, os gostos, nossa música, nossa comida – tudo isso é uma agradável pequena gaiola que construímos para nós próprios que não tem realidade fundamental!”

  Na prática da meditação de hoje tivemos a instrução de primeiramente relaxar e então evocarmos um problema dentro da nossa imaginação, particularmente um problema que causasse dor e sofrimento para nós ou a alguém mais. Alguém resolveu seu problema em meditação hoje? Eu não lhes dei essa prática esperando que alguém resolvesse seu problema. Alguém achou que quando começasse a imaginar aquele problema sua mente estaria cheia com pensamentos? Que tal ela cheia com emoções? Que tal a tensão no corpo ou o desconforto e agitação? Vocês quiseram sair daqui correndo e gritando?

  A razão de termos feito aquela prática hoje foi para descobrirmos porque não podemos resolver nossos problemas. É por causa de nossa mente. Vemos o problema, é muito fácil identificar e reconhecer onde temos problemas uma vez que são acompanhados pela dor. Isso é inevitável. É assim que a natureza trabalha. Onde temos um problema há sofrimento seja só conosco ou com mais alguém. A razão de não podermos resolver os problemas está em não sabermos em como usar as faculdades da consciência.

  Devido ao nosso condicionamento quando vemos um problema reagimos a ele. Nossa mente justifica-nos. Repetimos nosso ponto de vista, nossa perspectiva, nossos direitos, vamos aos nossos traumas ou ao como estivemos errados, justificamos o que fizemos, etc., etc.

OS TRÊS TRAIDORES

  No cristianismo essa tendência está simbolizada por uma figura chamada Pôncio Pilatos, que foi muito inteligente, muito sagaz e bastante hábil. Ele sempre lavava suas mãos quando participava dos julgamentos de crimes. Nosso intelecto faz isso. Esse modo de pensarmos em como utilizamos a razão é o nosso traidor. Trai nossa consciência que no evangelho está representada por Cristo, enviado ao matadouro por Pilatos.

  Isso aconteceu quando Cristo foi entregue aos romanos por Caiafas, o alto sacerdote. Caiafas é o crente, o nobre sacerdote que parece irradiar tanta bondade, tanta gentileza, tanto amor e tanta humildade, mas é na verdade o executor da alma. Caiafas é aquele que envia a alma para Pilatos a fim de ser julgada e crucificada. Isso simboliza o traidor em nosso coração, traduzido pelas emoções, apegos e desejos que se processam emocionalmente através de nós.

  Hoje na meditação ao visualizarmos um problema surgiram muitos pensamentos: notaram que são os mesmos pensamentos que sempre emergem num problema? Então as emoções estão ali, a dor, o ressentimento, o orgulho, o ódio e o sentimento da inveja. Todas essas emoções ligadas àquele problema são Caiafas. O crente, o “nobre” – o santo é um mentiroso! Essas emoções são mentiras visto estarem enraizadas no desejo, no medo, no ódio, no orgulho, na inveja, na gula, na cobiça e em todas aquelas qualidades que nenhum de nós quer admitir ser possuidor.

  Em todos os nossos problemas somente queremos ver-nos como o virtuoso, o santo, o sacerdote ou a sacerdotisa (Caiafas). Queremos unicamente ver-nos como o hábil, o inteligente (Pilatos). Não entendemos que em verdade aquelas imagens sobre nossa pessoa são falsas. São imagens traidoras; não são virtuosas. Na verdade são a causa do nosso sofrimento. Como tudo aquilo aconteceu no evangelho? Alguém sabe? Quem deixou tudo aquilo acontecer? Judas.

  Judas é quem trai Jesus e começa aquele processo. Falando simbolicamente quem é Judas? É toda a energia que temos em nós. É nossa força vital. É a vitalidade que obtemos da divindade a fim de estarmos vivos. A divindade nos dá aquela energia, mas a utilizamos toda e à nossa vitalidade para os nossos desejos. Convertemo-las num traidor.

  Contemplemos o contexto de nossas vidas como se fôssemos um cientista. Observemo-nos do modo como um cientista faria. Por exemplo: aqui está um organismo que nasceu nesta época e vive neste período de tempo, comendo, consumindo e agindo, fazendo todas essas coisas que um organismo faz. Porém vamos colocar tudo num gráfico e analisar como é gasto todo o nosso tempo e energia. Onde gastamos? Ou no que gastamos? Colocando isso num gráfico vemos que 99% ou mais daquele tempo e energia foram gastos em desejos. Quanto foi gasto com espiritualidade ou com o desenvolvimento e despertar da consciência na meditação? No contexto geral de nosso tempo de vida se buscarmos a realidade dos fatos, o verdadeiro dos fatos, seus resultados honestos não serão bonitos.

  Achamo-nos pessoas espiritualizadas, mas no final a verdade é como se olhássemos somente o contexto de um único dia. Quanto daquele tempo na realidade e seriamente investimos em nossa alma? É isso que carregamos quando morremos. Nada mais estará conosco. Todas as demais coisas sobre o que despendemos de nosso tempo e energia se perderão.

  Quanto de nosso tempo vai para a TV, internet, tagarelice, fofocas, facebook, comendo, bebendo, indo ao banheiro, perseguindo moças, perseguindo rapazes – o que seja que façamos – comparado com o tempo gasto com o desenvolvimento da consciência, nossa natureza inerente? A consciência sobrevive à morte.

  Penso encontrarmos esses fatos bastante angustiantes. Eis porque fizemos hoje esse exercício de meditação. Não é um exercício fácil. Não é nada fácil sermos honestos conosco.

CINCO CENTROS / TRÊS CÉREBROS

  Quando visualizamos um problema e mantemos uma continuidade consciente naquela visualização, como o intelecto está reagindo? Com pensamentos? Como está o cérebro emocional reagindo? Com sentimentos? Como está o corpo reagindo? Com impulsos?

  O corpo não quer sentar-se ali e olhar nossos problemas. Ele quer sair e fazer coisas. Quer ir ao shopping, comer, ir à turma da ioga ou o que for. Quer divertir-se e sentir as sensações que gosta.

  Nosso centro emocional quer sentir as emoções que gosta. Não quer olhar nossos problemas. Não nos quer vendo nossa própria culpabilidade.

  O intelecto certamente não quer olhar nossos problemas porque a culpa é dos outros. “Nossos problemas não são culpas nossas!”, assim diz o intelecto. Assim sendo essa prática não é fácil.

  A única parte de nós que pode fazer isso funcionar é a consciência. Entretanto está fraca em nós. Não detém muito poder a fim de observar um problema, entende-lo sem a interferência do corpo, da emoção e do intelecto. Mas pode ser feito! Esse é o objetivo da meditação.

  Demos-lhes já treze palestras de modo que possam compreender todos os pequenos detalhes que os conduzem a habilidade de sentar-se, relaxar, fechar os olhos, visualizar um problema e o compreender.

  O objetivo é não pensar sobre um problema, não raciocinar, não buscar a razão ou justificar com o intelecto. Nem mantê-lo cozinhando em emoções, ou estar mexendo com as frustrações e agitações do corpo com relação àquele problema. Ao invés  é cortar conscientemente o problema bem na sua raiz e vê-lo como ele realmente é dissolvendo assim o sofrimento. Quando realmente compreendemos um problema ele cessa de nos machucar exatamente porque o compreendemos. O nó se desfaz. A gaiola se desmancha e o que ali estava prisioneiro fica livre.

  Os problemas que precisamos resolver estão descritos por muitos termos técnicos, mas um de que eu mais gosto é Samsara. A palavra significa literalmente “circulando”. É literalmente “repetir”.

  Aqueles são todos os nossos problemas a tratarmos. Nossos problemas se repetem, se repetem, se repetem. São nós mecânicos. São lugares onde a energia está armadilhada e onde os traumas se repetem já que há uma máquina e ela não sabe como fazer qualquer coisa além. E caso não tenhamos notado, se tivermos um problema irresolvido não é bom ficarmos repetindo nossas reações a ele. Ainda que seja isso o que fazemos. Não somente ficamos a repetir as reações aos problemas, mas ficamos também dando as mesmas repetidas respostas. Mesmo por que nossas respostas não estarão resolvendo os problemas. É tudo uma exata circulação, recorrência.

  O que é um ódio? É samsara. É uma circulação devida a um desejo que está frustrado. E uma vez esteja frustrado ataca com violência. Entretanto ao compreendermos que o desejo esteja ali armadilhado e tendo visto sua futilidade, o sofrimento e a dor por ele causados, a verdadeira realidade daquele desejo então evapora; o mesmo se dando com o ódio e com sua circulação. Aquele samsara estará então desmanchado. Eis porque usamos a palavra nirvana a significar “cessação, término, final”. Nirvana não significa somente paraíso, mas também cessação. O círculo estancou.

  O problema somente se repete. O ódio somente se repete, O orgulho somente se repete. A luxúria somente se repete, se repete, se repete. É tudo o que podem fazer. Não podem amar. O ódio não pode amar, o orgulho não pode amar, a inveja não pode amar. Eles somente se repetem e somente cuidam deles próprios. A luxúria quer somente sensações repetidas. Ela não se incomoda sobre quanto nos custa. Não se preocupa sobre o sofrimento que cria. Somente se preocupa em se repetir.

  Eis porque fizemos esses exercícios hoje. Eu dei a instrução para relaxar e observar o problema. Vocês visualizaram-no, mantiveram-se cônscios em como pensamento, emoção e corpo tentariam interferir, e enquanto observavam essa imagem do problema viram alguma coisa nova.

  O objetivo da meditação é cortar interiormente a ilusão e ver as coisas como não eram vistas antes, ver a realidade. Não vemos a realidade por causa de nosso samsaric – tendências repetitivas. O modo como pensamos é mecânico e isso se repete. O modo como sentimos é mecânico e isso se repete. As sensações do corpo são mecânicas e isso se repete. Condicionamo-nos a tudo isso.

  Para meditar temos de nos libertar de tudo aquilo. Temos de olhar para as coisas como se nunca as tivéssemos visto antes. Essa é uma nova maneira de olhar, não está unicamente na pratica da meditação, mas ao longo do dia.

  Quando falamos sobre auto observância, atenção plena, observância plena e vigilância, todos esses termos técnicos são sobre aquilo –  que é aprendermos a olhar sem o mecanicismo do estar olhando. É olharmos como se nunca tivéssemos estado aqui antes. Não sabemos nada dessas pessoas, nada desses lugares ou quem somos, porém olhamos com uma nova perspectiva. Nesse olhar de novo, podemos encontrar alguma novidade. Em meditação essa novidade é o que estamos buscando. Não exatamente para uma repetição de coisa antiga, mas olhando para coisas novas. Eis como descobrimos verdades e realidades. Por isso estudamos a Árvore da Vida.

Tree of Life
Figura 2
A ÁRVORE DA VIDA

  Esse símbolo mapeia todas as coisas que existem fora de nós. Também mapeia o que somos em cada nível. Não sabemos quem somos. Essa é uma parte significativa da razão do porquê sofremos. Estamos presos a uma identidade que não existe. O nome que temos, as memórias que temos, os gostos, nossa música, nossa comida – tudo isso é uma agradável pequena gaiola que construímos para nós próprios que não tem realidade fundamental!

  Descobriremos àquilo se formos honestos conosco. Ao meditarmos sobre nossas experiências, perguntaremos: “então quem sou eu realmente?”. Esse ensinamento nos ajuda a começarmos por desconstruir essas ilusórias camadas que julgávamos fossem reais. Desse modo começamos a chegar numa realidade. Quem somos nós realmente; o que são em verdade esses problemas e como eu mudo fundamentalmente, mas não somente na superfície, porém básica, profunda e permanentemente?

  Esta imagem mostra, no modo de um gráfico na forma vertical, como todas as coisas adentram o ser; tudo o que está agora direito encontra-se suspenso num tipo de espaço. Percebemos formas, coisas, pessoas e o que chamamos realidade. Mesmo nossa moderna ciência reconhece que aquilo que estamos vendo não é real e a espiritualidade vem dizendo isso há milhares de anos. Precisamos aprender a realmente vermos aquilo não somente em nossas vidas diárias, mas também em meditação.

  O que estamos percebendo não é a realidade. Necessitamos quebrar essa condição, esse habitat, aquela repetida perspectiva sansaric que nos faz pressupor que aquilo que vemos seja o real, porque não é! Tendo em nós essa questão, aquela inquisidora perspectiva que procura novidade começa por aqui. Precisamos de uma nova atitude que diga: “o modo como eu vejo não é a realidade. Necessito ver isso de outro novo modo. Necessito olhar as pessoas e vê-las como são, não através do véu que coloco ali com um nome, memórias e minha própria interpretação, porém realmente olhar dentro da alma de cada pessoa e realmente vê-las”. Esse é um grande lugar para começar e fazer o mesmo diante do espelho. Necessitamos ver-nos naquilo que realmente somos; olhar dentro da alma e não na superfície. Este mapa é como camadas e camadas que se tornam mais e mais sutis. Estão dispostas de um modo vertical para auxiliar-nos a compreende-lo, mas ao natural não é vertical.

  Permitam-me tentar explicar o que o mapa significa. Podemos todos concordar que estamos em nosso corpo físico. Estamos utilizando nossa fisicalidade muito embora não estejamos muito cônscios dela. Nossa fisicalidade está representada pela esfera Malkuth; que é a mais inferior das dez esferas. O corpo físico tem volume e três dimensões. Ele tem volume, densidade, massa e peso. Dentro dele está a energia que o faz estar vivo.

  Quando nos sentimos com energia ou nos sentimos cansados – essas são as duas diferenças polares em nosso nível que não podem ser mensuradas com instrumento. Mas sentimos isso não é verdade? Sentimo-nos cansados e sonolentos ou radiantes e ativos. A qualidade energética é Yesod, a próxima esfera. É justamente mais sutil. A fisicalidade está na terceira dimensão e Yesod está na quarta dimensão. Sentimos Yesod, mas não podemos necessariamente mensura-la com instrumento.

  Então aqui e agora podemos perceber o corpo, sua energia e também perceber nossa emoção e pensamento. Eles não são físicos. São mais sutis que nossa fisicalidade e nossa energia. São Hod, emoção, e Netzach, pensamento. São mais sutís porém ainda interiormente aqui e agora.

  Todos aqui estamos tendo emoção e pensamento num grau ou noutro, mas sabemos que ninguém mais pode vê-los. Vocês não podem me provar o que estão pensando ou sentindo, mas podem senti-los. Suas consciências podem perceber e entender a fisicalidade, energia, emoção ou pensamento. Estão todos na terceira dimensão, na quarta ou na quinta.

  Possamos não entender mas somos pessoas multidimensionais experienciando exatamente agora a multidimensionalidade. Pensamento e emoção são reais, mas não podemos mensura-los. Podemos entretanto mensurar seu impacto na fisicalidade. Um médico pode mensurar o  impulso elétrico que pensamento e emoção produzem no corpo e sistema nervoso, porém isso não é emoção ou pensamento em si mesmos. São somente seus vestígios, seus rastros.

Ao meditarmos colocamos o corpo para descansar e trabalhamos a energia para que permaneça imóvel. Também iremos querer a emoção e o pensamento serenos e em descanso. O que queremos utilizar é a nossa consciência. Especificamente no começo é a força de vontade. É na vontade que colocamos nossa atenção e não devemos ficar distraídos. Essa é Tiphereth a próxima esfera.

  Tiphereth é uma palavra hebraica que significa “beleza”. A consciência é a mais bela coisa que possuímos. Nosso corpo pode ter beleza, mas é breve, pois declina e morre. Nossa energia flutua; pensamento e emoção são infelizmente não muito bonitos na maior parte do tempo, visto serem sobretudo egoístas.

  A consciência quando liberta e não condicionada por esses baixos elementos é excepcionalmente bela! É onde vamos encontrar todas as nossas virtudes, como o altruísmo, a capacidade por incrível amor e sacrifício, a generosidade, a paciência e o zelo. Aquelas qualidades estão relacionadas com a consciência, com a alma. São nossa real natureza. Nossa realidade começa ali. Temos o corpo físico unicamente por uns poucos anos. O corpo está energizado por Yesod. Esses dois morrem. Morrem e os perdemos e não conseguimos mantê-los. Já sentimos como pensamento e emoção exatamente vêm e vão. Não são fundamentalmente reais; tudo deles é ilusório. Quando começamos experienciar alguma coisa real é com a consciência.

  O ponto aqui é como nos retirarmos dos aspectos mais densos que podemos perceber – no exatamente agora – e entrarmos naquilo que nos pareça mais sutil e onde realmente estaremos adentrando em coisas que sejam mais e mais reais, que tenham mais longevidade, mais confiabilidade e mais verdade. Nesses níveis superiores a maioria de nós não tem ideia em como entender algo daquilo, uma vez que em verdade não possuímos memórias de os termos já experienciado: nossa Alma Divina (Geburah) e nosso Espírito (Chesed).

   A Trindade mais acima, que está dentro de nós, tem muitos nomes em diferentes religiões, tais como:

  Pai, Filho e Espírito Santo
  Brahma, Vishnu, Shiva
  Kether, Chokmah, Binah
  Dharmakaya, Sambhogakaya, Nirmanakaya

  Há diferentes nomes em diferentes tradições, mas para nós são somente conceitos uma vez que não os experienciamos. Eis porque nossa vontade, nossa consciência encontra-se identificada com pensamento, emoção, energia e sensação física tendo se tornado corrupta pelo desejo; daí estarmos somente experienciando a circulação e a repetição de nossos desejos em bases diárias. Queremos mais dinheiro, mais sexo, mais poder, mais reconhecimento, mais fama, mais popularidade ou o que seja que estejamos a perseguir. Estamos sempre perseguindo e nunca satisfeitos, nunca contentes.

  Essa é a nossa situação e eis porque não conseguimos meditar nem resolver nossos problemas. Quando nos sentamos para meditar a mente está em constante correria: pensando, pensando, pensando; as emoções estão em ebulição; o corpo não sossega, não estabiliza, está agitado, sendo isso em síntese nossos problemas. Necessitamos saber como mudar essa situação.

  O modo para fazermos isso é pelo aprendizado da ciência que vimos explanando no decorrer deste curso. Mesmo que tenham outros nomes o que estamos aqui falando é sobre modelos de práticas fundamentais para interceptar e estancar nossas tendências mecânicas a fim de nos tornarmos capacitados a entender nossos pessoais problemas e muda-los. Nesse desenrolar até agora o que necessitamos é compreensão e entendimento. Essa é uma qualidade consciente.

  O intelecto não pode compreender, pode unicamente comparar. O intelecto é uma máquina estúpida. Pode estocar dados. Pode comparar datas. Pode dizer “isto é como isto”, e tentar tirar conclusões dessas comparações, mas está sempre patinando sobre ele próprio porque não importa o quanto seja esperto em tratar seus pontos de vista, pois sempre haverá uma igualdade válida na visão oposta; assim o intelecto nunca resolve qualquer problema.
 
  Eis porque nossos sistemas políticos falham. Eis porque nossos sistemas filosóficos sempre falham. Eis porque religiões hoje em dia estão falhando uma vez que cada uma está tentando fazer-se lógica. Religião não é lógica. É mística. Usa um diferente tipo de inteligência.

  A emoção também não pode resolver nossos problemas, como não podem também a energia ou a fisicalidade. Nenhum desses nossos aspectos inferiores pode resolver nossos problemas. Somente a consciência pode.

COMPREENSÃO / CONHECIMENTO CONSCIENTE

  Na última palestra atingimos o ponto em como meditar sobre alguma coisa a fim de chegarmos ao seu verdadeiro significado. O ponto era adquirirmos habilidade em atingirmos sucesso nas práticas que hoje fazemos. Queremos nos sentar para meditar, visualizar uma imagem e receber alguma coisa nova: uma resposta, uma clarividência, um entendimento. Queremos resolver nossos problemas. Para fazermos isso necessitamos de novas informações. Necessitamos ver o que  ainda não temos visto. Para tanto necessitamos dominar esta equação: Concentração + Imaginação = Meditação.

  Primeiramente é a habilidade em nos concentrarmos numa só coisa e não nos distrairmos. Em seguida necessitamos da habilidade em perceber uma imagem por nosso olho mental. Isso é imaginação. Quando a imaginação e a concentração estão combinadas e fortes conseguimos acessar o real estado da meditação. Aquele é um estado de consciência, um estado da experiência e da percepção no qual não nos vemos com nossos sentidos físicos, mas com a nossa consciência e entendemos o que vemos. Isso requer habilidade. Necessitamos saber como relaxar o corpo, a emoção e o intelecto de modo a estarmos firmes e calmos, não condicionando nossa percepção, não nos distraindo nem seguindo os pensamentos, emoções e sensações. Se não nos distrairmos com nosso ambiente, com nosso corpo, com pensamento ou emoção conseguiremos visualizar com serenidade aquilo em que estejamos concentrando. Eis como acessamos a real compreensão.

  A compreensão detém muitas qualidades e níveis. Significa exatamente entender. Por exemplo: eu espero desses novos conceitos sobre os quais vocês começam entender algo novo, que seja compreensão, ainda que somente a nível intelectual. Entretanto compreensão consciente é quando entendemos de tal modo que nossa vida passa a não ser mais a mesma. É quando aprendemos alguma coisa que nos impacta tão profundamente que mudamos. Isso é real compreensão. Como ao descobrirmos que nosso ódio e as palavras que pronunciamos ferem profundamente alguém que amamos, então compreenderemos que o ódio deve morrer. Entenderemos que o ódio é um pecado e aquele defeito é um problema. Então compreendermos aquele ódio e o eliminarmos requer-nos paciência.

  O defeito em si não vai ser eliminado justamente por que o sabemos ser um defeito. Ele continua ali. Nem irá embora se o ignorarmos. Na verdade ficará mais forte. Do mesmo modo, quando o dependente se dá conta de que é um dependente o fato não muda a dependência. Eliminar a dependência é outra coisa. Ó ódio é uma dependência como são a luxúria, o orgulho e a inveja. Essas são dependências, e vermos o problema é um tipo de compreensão. Para compreendermos aquele problema de modo a não nos causar mais sofrimento é um grande trabalho. Pode ser feito e tem sido feito! Esse é nosso propósito – fazermos aquilo!

  Se estivermos levando seriamente esse tipo de trabalho, observando-nos durante o dia, meditando diariamente tentando compreender e entender não somente como praticar essa ciência, mas também como entender a nós próprios, estando a fazer isso de modo correto, então começaremos compreender de imediato simplesmente por estarmos usando a consciência. Ou seja, realmente observando, realmente prestando atenção, realmente separando o observador do percebido. Não mais estaremos sendo uma máquina pega em repetidos ciclos de sua existência diária. Ao invés estaremos nos tornando cônscios de nós próprios. Isso inicia imediatamente o processo da compreensão. Está unicamente relacionado com o poder de nossa percepção.

  Se só nos mantivermos completamente absortos no decurso de nossa vida diária, porém não meditando profundamente, então a compreensão estará limitada ao que percebamos. Se somente percebermos coisas físicas a compreensão estará limitada àquela esfera. Se realmente quisermos compreender as raízes do sofrimento então temos de perceber aquelas raízes – que não são do mundo físico – estão dentro de nós! Necessitamos da meditação para as vermos. E para tanto necessitamos trancar os sentidos físicos, olharmos através dos sentidos internos a fim de percebermos às raízes e de as compreendermos e ao nosso sofrimento. Aquelas raízes estão no profundo de nosso íntimo. Eis porque necessitamos desse processo. A imaginação é o que abre aquelas portas que nos permitem nos vermos por dentro.
 
  O degrau da imaginação implica já termos estabelecido os preliminares: já sabermos como relaxar o corpo e concentrar completamente. Economizamos energia a fim de abastecer a consciência porquanto ela necessita de muita energia a fim de despertar. Se estivermos a gastar energia com todos os nossos velhos hábitos nunca aprenderemos a meditar.

IMAGINAÇÃO, INSPIRAÇÃO, INTUIÇÃO

  Esse primeiro passo, imaginação, nos absorve de inacreditável quantidade de energia. A fim de acumularmos energia devemos parar com nossos maus hábitos. Começamos então economizando energia e a dirigindo ao interior de nossa vida espiritual, para dentro da consciência, abastecendo-a. Adotamos também novas práticas como: mantras, orações, runas e ritos, consumindo alimento consagrado (eucarístico), fazendo caminhadas na natureza, ouvindo belas músicas, vendo belas artes, lendo belos e inspirativos escritos, cultivando uma qualidade de espiritualismo em nossa vida e nos descartando do materialismo que a sociedade [grande mídia mundial] nos quer impor para que a sigamos. Desse modo trabalharemos intensamente para desenvolver a imaginação.

  O que é a imaginação? É vermos com o olho da mente. A imaginação real não é vaga, nublada, incerta. Ao invés ela é para vermos imagens internamente com perfeita clareza tanto quanto desejarmos. Começamos a desenvolver a imaginação prestando atenção ao momento presente, estando aqui e agora, observando a vida como ela é. Quando estivermos fazendo isso paramos de fantasiar.

  Se prestarmos atenção a nós próprios viremos notar que passamos muito de nosso dia sonhando acordados, fantasiando e pensando sobre coisas que não existem. Estaremos vivendo ilusões o dia inteiro, imaginando conversas, imaginando cenas e dramas que se desenrolam em nossa cabeça e cada vez vão despendendo energia! São todas mentiras! Ao cessarmos com esse hábito, passando a prestar atenção na realidade do momento, no aqui e agora, estaremos não somente economizando energia, mas também ficando cônscios do que realmente está acontecendo. Então à tarde quando fizermos nossa prática retrospectiva relembrando o que aconteceu durante o dia, conseguiremos visualizar facilmente, uma vez que por todo aquele dia observamos conscientemente. Todas essas coisas em conjunto desenvolvem fortemente a imaginação.

  Necessitamos da habilidade em buscar na memória e vermos exatamente como algo aconteceu sem qualquer interferência de um desejo, de qualquer pensamento ou emoção. Digamos por exemplo que na prática feita hoje, observando um problema vocês estejam vendo aquela imagem, a visualizando e recordando; vocês a estão vendo e a sustentando lá em sua imaginação; então alguma nova imagem vem, alguma coisa que vocês nunca viram antes ou algo inesperado. Isso é inspiração! Não é produzida pelo intelecto ou emoção. É alguma coisa diferente.

  Inspiração é o segundo passo. Queremos ver alguma coisa nova e não ficarmos a ver a mesma coisa outra vez e outra vez. Quando compreendermos aquelas novas coisas que agora vemos, esse é o terceiro passo: intuição, compreensão.

  Falemos sobre essas coisas em detalhes de modo que possamos torna-las realmente claras.

IMAGINAÇÃO / CLARIVIDÊNCIA: “VISÃO CLARA”

  O primeiro passo é vermos as coisas claramente. Vocês provavelmente já ouviram essa desafortunada palavra “clarividência”. Chamo essa palavra desafortunada porque tem sido mal utilizada e intensamente abusada. Clarividência é uma palavra francesa que significa “visão clara”. Toda ela significa estarmos capacitados a imaginar alguma coisa claramente. É tudo. Cada simples coisa vivente tem clarividência: imaginação, é tudo. Há níveis.

  Se nos observarmos com toda a honestidade veremos que a maior parte do que imaginamos está relacionada com nossos desejos. Desejos são fáceis imaginar. Isso porque muito de nossa consciência está armadilhado nos desejos. A clarividência tem dois tipos básicos: positivo e negativo. Anteriormente falamos sobre cinco tipos específicos e vocês podem voltar a ouvir aquela palestra e estuda-la em detalhes.

  Imaginação negativa, clarividência (fantasia), sonhando acordado são nossas tendências para imaginar coisas segundo a forma de nossos desejos. A maior parte do que imaginamos e detemos continuamente em nossa cabeça está enraizada em nossos desejos: coisas que queremos e coisas que não queremos. São todas sobre o mim, o meu ser, as minhas conveniências, os meus confortos, os meus interesses e os meus desejos. Significa que a maior parte da nossa imaginação está relacionada com o que chamamos subconsciente, inconsciente e infraconsciente – todos níveis submersos de nossa mente que não gostamos de admitir que os possuímos.

  Quando meditamos é também o que acontece. Tentamos nos focar em alguma coisa e o que nos vem à mente como imagens é tudo daquele orgulho mecânico habitual: inveja, cobiça e gula. Isso é clarividência negativa, imaginação negativa. É sobre o que a maioria de nós tem de manobrar em bases diárias. Infelizmente muitos meditantes creem que àquilo que veem em “meditação” deva ser “positivo”; daí crerem positivas, reais e verdadeiramente confiáveis todas as coisas que veem Obviamente isso é um erro.

  Na prática de hoje visualizamos um problema. Quando formos capazes de nos mantermos naquilo a mente irá jogar sobre nós todos os seus desejos a fim de nos distrair. Ela tentará nos atirar todas as suas justificativas, os traumas, as dores sofridas e tudo de suas razões do porquê desse problema não ser nossa culpa. Todas essas imagens nos entram na mente.

  Se nossa concentração estiver forte podemos facilmente reconhecer aquelas coisas pelo que elas são e rapidamente voltarmos a nos manter na imagem original. Com paciência e serenidade aquele ruído eventual se tornará silente e nos habilitaremos a prontamente, facilmente, visualizar a cena que estamos querendo entender. Em determinado ponto quando não mais a estivermos desejando ou a ansiando, nos damos conta de estarmos buscando alguma coisa nova. Mas ela não emergirá ao nosso desejo ou enquanto a ansiarmos. Aquilo somente acontecerá com as presenças da serenidade, da aceitação e paz – sem ânsia ou mesmo sem aversão. Estando agora bem centrados, bem relaxados, com a concentração penetrante, então a coisa nova emergirá: algo inesperado vindo acontecer através da imaginação positiva. Imaginação e concentração estão unificadas; esse estado da meditação abre-se como uma flor e aquela nova imagem emerge. É quando experienciamos o segundo aspecto que é inspiração.

INSPIRAÇÃO

  “Imediata influência de Deus ou de um deus”, do latim, inspire-os a “respirar”. É onde recebemos a respiração de Deus, a respiração da divindade. Não é uma respiração física, mas uma expressão, uma influência da divindade.

  Deixem-me destacar alguma coisa que é extremamente interessante sobre isso. Eu já expliquei que quando estamos propriamente meditando, colocamos esses aspectos inferiores na Árvore da Vida num estado de serenidade, significando que a fisicalidade (Malkuth) está em descanso e relaxada, a energia (Yesod) está em descanso e silenciada; o mesmo se dando com a emoção (Hod) e o pensamento (Netzach): silêncio e passivo.

O que deve ser ativada na meditação deve ser a consciência (Tiphereth), que é concentração. Onde então está a imagem visualizada na Árvore da Vida? Se a concentração, a força de vontade, está relacionada com Tiphereth então onde está a imagem? Estamos projetando a imagem em nosso olho da mente, em nossa imaginação. O projetor é a consciência, que é Tiphereth. Mas de onde está vindo a imagem?

  Se a imagem é dos desejos, defeitos, vícios, egos, então isso está obviamente vindo da sombra da Árvore (subconsciente). Supostamente estamos meditando, mas estamos realmente visualizando luxúria, ódio ou orgulho; assim a fonte dessa imagem é nossa mente submersa. E nessa estão nossos desejos, traumas, dores, sofrimentos e tudo mais de coisas desse tipo. Se aquela imagem não estiver vindo de lá, mas sendo de inspiração da divindade então está vindo de Geburah.

  Quando estamos em meditação e vemos uma nova coisa, algo inesperado – uma visão – então essa está vindo de Geburah (alma divina). Na Bíblia ela é chamada Neshamah. Esta palavra significa “respiração, alma”.

  O Espírito (Chesed) respira (Geburah) vida dentro da alma (Tiphreth). É isso o que acontece na meditação. Quando conseguimos uma visão ou alguma coisa nova, a respiração daquela nova coisa infunde inspiração dentro da Alma. Isso é muito inspirativo para a Alma. Teremos visto alguma coisa nunca esperada. É alguma coisa que nos traz inspiração. Meditamos ao receber aquilo.

  O estudo completo, a Árvore da Vida, a ciência completa dela é chamada Cabala e sua palavra raiz é kabel; que é “receber”. O sentido da cabala e da meditação é termos a habilidade em receber inspiração através de visões, através de sonhos; vermos novas coisas e coisas fantásticas.

  Quando tivermos aquietado a circulação, as tendências mecânicas de todos os desejos e aflições, e tivermos colocado nossa consciência no exato e correto posicionamento para sermos pacientes e observarmos a coisa que queiramos entender, e a queiramos e a queiramos..., num certo momento quando as condições estiverem exatamente perfeitas o mundo interior se abrirá e receberemos aquela inspiração, porém não a entenderemos. Ficaremos perplexos uma vez que estaremos vendo algo que nosso aspecto terrestre (a personalidade) não estará ainda equipada para entender. Veremos símbolos, teremos visões em mesma linguagem que recebemos em nossos sonhos. Eles são difíceis de entender porque não nos preocupamos em aprender sua linguagem. É uma linguagem que pode ser aprendida. Eis porque aqui estamos: para aprende-la.

INTUIÇÃO

  “Discernimento, cognição direta ou imediata, percepção espiritual”. Intuição é onde entendemos o que vemos. É compreensão. Esse terceiro aspecto, o terceiro passo, não tem nada a ver com o intelecto. Não podemos obter intuição de um livro nem de qualquer outra pessoa.

  Ao receber uma visão fluindo de Geburah para a percepção, qual é o primeiro impulso que todo o meditante tem? Ele quer correr aos seus amigos e dizer-lhes: “eu tive essa visão e vi isso e aquilo. O que ela significa?”. Ou corre ao seu professor ou vai à internet e começa buscar nos websites procurando todos aqueles símbolos do mesmo modo como fazemos com nossos sonhos. E o que acontece a partir de tudo aquilo? Ele fica confuso porque nenhuma daquelas fontes se combinam. Como eu disse, o intelecto pode unicamente comparar dados sensoriais. Dicionários de sonhos são inúteis.

  Aprendemos como entender nossas experiências intuitivamente no prestar atenção a tudo o que estivermos vendo. Não por sairmos e conversarmos com outras pessoas, estudarmos dicionários de sonhos ou irmos ter com amigos. Eles tornarão as coisas piores.

ORIENTAÇÕES PARA INTERPRETAÇÕES

  1. Somente aceitar fatos; não especulações ou adivinhações.
  2. Restringir-se a fatos de circunstâncias físicas.
  3. Considerar as leis da natureza: causa e efeito, números (matemáticos), contextos, simbolismos.
 4. Guiar-se pelas principais escrituras e por elevados professores (Jesus, Buda, Krishna, etc.).

  Assim, a fim de resolver um problema necessitamos vê-lo por um novo caminho. O único modo para verdadeiramente fazermos isso é recebendo inspiração da divindade e o único modo para a recebermos é pela meditação.

EXERCÍCIOS

  O primeiro é diariamente trabalhar a auto observância. A meditação é impossível sem isso. Significa que em tudo que se faça haja realmente o esforço do estar aqui e agora. Estar presente, observar-se e aprender sobre o que acontece psicologicamente com relação a tudo o que esteja fisicamente fazendo. Estar cônscio do que faz, estar absorto, concentrado no que esteja fazendo. É também importante cessar de sonhar acordado e fantasiar. Tornar-se cônscio desses hábitos e cessá-los.

  Praticar a retrospecção meditativa. Visualizar todas as coisas que tenha experienciado durante o dia inteiro. O objetivo disso é não somente expandir a consciência da real condição em que você se encontra, de forma a tornar-se mais ligado com o que esteja realmente acontecendo em sua vida, como também começar a entender sua vida e a fazer melhor uso dela.

  Quando começar realmente a prestar atenção no seu dia desde o primeiro momento e quando ao final daquele dia você for rever tudo, começará a descobrir matrizes, tendências e comportamentos que antes ignorava. Começando a inteirar-se dessas coisas aquilo pode mostrar-lhe por que sofre, então você pode começar a realmente mudar por caminho básico.

  Retrospecção e auto observância trabalham juntas a fim de criar uma dinâmica em sua vida a destacar aqueles locais onde o sofrimento começa e de onde se propaga de modo que possa muda-lo. Essas práticas são realmente importantes se de fato você quer mudar.

  Terceiro, após fazer a retrospecção puxar um evento e refletir nele, relaxar física, energética, emocional e intelectualmente. Colocar-se bem sereno e visualizar aquele evento – os fatos somente dele – e não sobre suas especulações acerca deles, mas naqueles reais fatos. Selecionar alguma cena, alguma imagem e se concentrar exatamente nela. Não especular sobre a cena. Não adivinhar como ou por que as coisas são daquela maneira. Não as justificar. Não explicar intelectualmente, mas precisamente observar e esperar; estar paciente até que uma nova informação venha emergir por si mesma.

  Passar algum tempo observando justamente aquele evento. Isso dá a sua consciência uma oportunidade de vê-lo sem o corpo, a energia, a emoção ou o intelecto a interferir. Esse é o objetivo.

  Isso não se parece como algo que esteja acontecendo, mas verdadeiramente é onde todos esses esforços compensarão. Todos os esforços que fizer pelo dia inteiro começarão a dar frutos nessa simples observação pelo simples fato de unicamente observar. Não consigo enfatizar aquilo o suficiente. São somente fatos – não especular!

 Fazer somente anotações e manter um diário. Escrever o que experienciar, aquilo que vê e o que esteja acontecendo e manter-se acompanhando. Vez por outra reler e considerar aquilo que está aprendendo e o que por sua vez lhe ensinará novas coisas.

POR UM INSTRUTOR GNÓSTICO

  PENSAMENTO DO DIA: “Aquele que não sabe respeitar a livre vontade de outros é um mago negro”. Samael Aun Weor, Tarô e Cabala”



  Tradução Português / Inglês: Rayom Ra

                                                                   Rayom Ra


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