quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cadeias Planetárias

 O Logos ao estabelecer o circulo de sua existência, também denominado de “circulo-não-se-passa”, determinou o seu campo de manifestação como encarnação do sistema solar. É sabido pelo esotérico que o sol material representa o corpo físico do Logos, existindo ainda duas outras representações solares nessa manifestação: o Sol Central Espiritual e o Coração do Sol.
      
  Precisando o Logos fazer torrentes de vidas se manifestar no Grande Plano da Criação, idealizou 10 esquemas de cadeias planetárias com 7 globos em cada esquema, portanto 70 globos planetários. Cada esquema encarna 7 cadeias, manifestando assim 49 globos nas suas 7 encarnações. Havendo 10 esquemas de cadeias teremos ao final de suas 7 encarnações a manifestação de 490 globos.

  Entretanto, os mestres do esoterismo referem-se à passagem das vidas em cada globo numa encarnação da cadeia, como globos-períodos. Assim, a cada ronda ou giro vamos ter 7 globos períodos. Ao final das 7 rondas teremos, portanto, 49 globos-períodos, ou 1 período-cadeia, ou uma encarnação da cadeia. Ao final das 7 encarnações da cadeia, ou 7 períodos-cadeias, teremos 343 globos-períodos ou um esquema de evolução. Considerando-se todas as cadeias com igual desenvolvimento, resultam 70 períodos-cadeias, ou 3430 globos-períodos, ou 10 esquemas de evolução ou o sistema solar.

  Ao criar os mundos e determinar o tipo de matéria de cada um deles, o Logos propiciou que pudessem existir reinos e evolução em cada um dos mundos. A consciência do Logos é o próprio sistema solar e as vidas que nele evolucionam estão todas contidas em Sua consciência.

  Os mundos criados pelo Logos nessa manifestação do sistema solar foram cinco; dessa maneira, os dez esquemas de cadeias planetárias estão distribuídas com as respectivas organizações atômicas relativas às matérias de cada um desses cinco mundos.

  As cadeias em seus respectivos esquemas começaram a ser habitadas em tempos diferentes, estando, portanto, umas adiantadas em relação às outras. Temos informações sobre sete atuais esquemas; os três restantes são ainda ignorados quanto aos seus graus e aspectos evolutivos. São as seguintes as denominações dos sete esquemas: Vênus, Terra e Netuno, representando os mais adiantados, sendo Vênus o mais evoluído dos sete esquemas. A seguir, sem ordem evolutiva por faltar dados mais concretos, temos os esquemas de Vulcano, Júpiter, Urano e Saturno.

  Conforme vemos, o atual sistema solar entendido pela astronomia difere totalmente daquele revelado ao esotérico, visto essa ciência oficial admitir a existência unicamente de planetas de matéria concreta. E o esquema da Terra atravessa agora a quarta encarnação da cadeia, havendo dentre os seus sete globos três com corpos de matéria física concreta. A cadeia atinge, nesse atual período, sua máxima densidade física e como tal o planeta Terra é a principal referência do processo evolutivo na cadeia. Vejamos um esboço simples de nossa cadeia.

                     _____________________________
                        (A)    O                                  O    (G)      MUNDO
                     _____________________________           MENTAL

                             (B)    O                       O    (F)             MUNDO
                     _____________________________            ASTRAL

                                 (C)   O MARTE     O    (E) MERCÚRIO
                                                                                          MUNDO
                                             (D)  O TERRA                        FÍSICO
                     _____________________________


  Os globos A e G têm matéria do mundo mental; B e F têm matéria do mundo astral e C, D e E têm matéria física concreta. Os planetas Marte, Terra e Mercúrio, portanto, são aqueles em nossa cadeia possuidores de matéria física densa.  

  O enfoque principal da cadeia nesse momento, como dissemos, é o planeta Terra, pois nele os reinos fervilham de energias e forças em continuadas renovações. Isto se deve ao fato de as precipitações das torrentes de vidas na encarnação da cadeia, ter inicio no globo A, migrar para o B e para o C, e já há algum tempo se estabelecer no globo D, a Terra. Na Terra, as torrentes de vidas precisarão continuar a adquirir novas experiências na matéria, o que nos descortina ainda um futuro de uns poucos milhões de anos.

   As torrentes de vidas ao alcançar a Terra, terão atingido o seu nadir ou o ponto máximo da involução. Quando terminar o tempo de suas experiências neste nosso planeta, as torrentes de vidas migrarão para o planeta E (Mercúrio), onde a partir daí se dará o novo enfoque da cadeia com os produtos principais migratórios da Terra e de outros globos da própria cadeia, ou de fora dela. Nesse avanço para Mercúrio, se iniciará a escalada do arco ascendente para as vidas em evolução.     

  No entanto, é bom destacar que a partir do instante em que as vidas mergulham do globo A para o B, e sucessivamente até o D, no arco descendente, estes saltos involutivos já representam em suas bagagens saltos evolutivos, pois as experiências que as múltiplas vidas virão adquirir nos reinos dos mundos de matéria sutil, também serão para elas situações novas.

  O processo evolucionário é extremamente longo, profundamente bem elaborado, pleno de inúmeras e insólitas alternâncias e notadamente minucioso. É muitas vezes complexo, necessitando de seguidas reflexões e pesquisas para o seu entendimento mínimo, e treino do estudante nos níveis do pensamento abstrato. E não seria mesmo possível destacá-lo inteiramente nesta obra, ou em qualquer outra escrita por mãos humanas, e mais ainda pelas limitações dessas páginas.                           

  Temos, assim, que o ponto máximo de aprofundamento acontece quando as torrentes de vidas atingem o reino mineral. Daí em diante se inicia o sentido ascendente do arco que irá terminar no globo G. E como vimos, um percurso inteiro das torrentes de vidas que se inicia no globo A, descendo o arco, atingindo o globo D, e depois galgando o arco ascendente até alcançar o globo G, é chamado no esoterismo de uma ronda.

  Quando uma ronda se completa acontece o que é denominado de “pralaya de ronda”, caracterizado pelo recolhimento de toda a cadeia, que desaparecerá da objetividade talvez até por milhões de anos terrenos. Não nos esqueçamos de que os padrões de tempo nos mundos superiores não são os mesmos da Terra, pois as vibrações no espaço-tempo em tais mundos são bem mais rápidas, e milhões de anos lá podem representar somente algumas centenas de anos aqui na Terra, segundo nossos calendários.

  A cadeia ao reaparecer trará basicamente as mesmas vidas que reiniciarão suas evoluções a partir do globo A.

  Sete sucessivas vezes acontecerão rondas, e ao cabo da sétima se terá completado uma encarnação da cadeia, que novamente entrará num repouso, dessa vez mais amplo, chamado de “pralaya de uma cadeia”. Esse período de recolhimento serve para definir novas etapas e estratégias que as hierarquias criadoras estabelecerão para a vindoura encarnação da cadeia, além de propiciar às vidas um retempero de suas longas caminhadas. As vidas são trabalhadas enquanto permanecem num estado parecido ao letárgico. Através de um processo de indução, acontecerá um reabastecimento energético que as virá fortalecer e estimular para que, nas suas futuras manifestações, venham corrigir os erros em que estiveram incursas e que as fizeram fracassar em muitas instâncias da caminhada.

  Façamos alguns repasses do que já foi dito anteriormente e destaquemos em tópicos, aspectos que se desdobrarão ou implicarão nas encarnações de nossa cadeia planetária.
        

   1.  São sete os reinos existentes nos mundos da cadeia planetária da Terra. Quatro são os reinos chamados mineral, vegetal, animal e humano. Três são chamados reinos elementais, dos quais pouco sabe o esotérico. Na realidade, para que as unidades de consciência cumpram todas as suas etapas evolutivas precisarão galgar, além dos sete reinos já mencionados, três outros. Entretanto, não nos ocuparemos deles pelo fato de representar estágios acima do humano e pelas poucas informações que deles se detêm.

Os reinos vêm à existência através da ação do Segundo Logos que trabalha à matéria dos mundos construídos pelo Terceiro Logos, organiza as formas através das quais as miríades de vidas atuarão objetivamente, além de imprimir nos reinos as matrizes ou modelos arquétipos da energia-forma pela ação de anima-mundi.

   2. Anima-mundi, a alma universal, é característica do Terceiro Logos, no entanto atuante nas formas de vidas das matrizes arquétipas dos reinos, pela ativação da energia do Segundo Logos no seu trabalho espírito-matéria. Não se deve julgar que as ações do Terceiro Logos sejam parciais e temporais para que depois se determine o momento da participação do Espírito do Segundo Logos. Esse trabalho é simultâneo, de Um para Outro, absorvendo-se Um no Outro sem que as qualidades se diluam em suas características básicas e fundamentais, mas sim se complementem sem perder suas essencialidades.

             3.  A energia-vida e a energia-forma, sob um ângulo mais restrito, são a mesma essência emanada do Segundo Logos quando Ele estabelece o seu divino cimento em cada átomo ou partícula de vida organizada dos reinos. A diferença reside na relação “qualidade-vida” e “qualidade-forma”, que além de estabelecer funções específicas se complementam nas relações positivo-negativo ou vida-matéria.

                 4.    Na primeira encarnação da cadeia havia:
                        
      a.  Dois globos A e G no mundo Atma, dois globos, B e F no mundo Buddhi, dois globos C e E no mundo Mental Superior e um globo D no mundo Mental Inferior.           

b. Na segunda encarnação a cadeia desceu um mundo, havendo dois globos A e G no mundo Buddhi, dois globos B e F no mundo Mental Superior, dois globos C e E no mundo Mental Inferior e um globo no mundo Astral, deixando assim de ter globos no mundo Atma.

c.  Na terceira encarnação a cadeia desceu outro mundo. Havia dois globos A e G no mundo Mental Superior, dois globos B e F no mundo Mental Inferior, dois globos C e E no mundo Astral e um globo D no mundo Físico Concreto, deixando assim de ter globos nos mundos Atma e Buddhi.

d.  Na quarta e atual encarnação a cadeia desceu mais um mundo. Há dois globos A e G no mundo Mental Inferior, dois globos B e F no mundo Astral e três globos C, D e E no mundo Físico Concreto.                

e.  Na quinta encarnação a cadeia subirá, passando a ter um globo D no mundo Físico Concreto, dois globos C e E no mundo Astral, dois globos B e F no mundo Mental Inferior e dois globos A e G no mundo Mental Superior.

f. Na sexta encarnação a cadeia continuará a subir, passando a ter um globo D no mundo Astral, dois globos C e E no mundo Mental Inferior, dois globos B e F no mundo Mental Superior e dois globos A e G no mundo Buddhi.

        g. Na sétima encarnação a cadeia subirá pela última vez no esquema, passando a ter um globo D no mundo Mental Inferior, dois globos C e E no mundo Mental Superior, dois globos B e F no mundo Buddhi e dois globos A e G no mundo Atma.

  5.  Um reino perfaz o período inteiro das sete rondas ou uma encarnação da cadeia para evolucionar. São necessários bilhões de anos (considerando-se, conforme já explicado, que no espaço-tempo de mundos superiores a contagem do tempo detém outros parâmetros de maiores velocidades) para atingir um ponto máximo da escala prevista no seu avanço, a fim de que seus produtos sejam levados ao reino seguinte para a continuidade evolucionária. Essa evolução se dá pelos índices alcançados na intimidade da energia-alma do reino, somados todos os avanços das diferentes almas-grupos das espécies do reino.

 Quando os sucessos de um reino pulam para o reino seguinte ao início de uma nova encarnação da cadeia, o vácuo existente formado pelas vidas que se foram é preenchido pelas novas vidas que chegam do reino anterior. As vidas graduadas que pulam de reino necessitarão de mais uma encarnação inteira da cadeia nesse seu novo reino, que são novamente sete rondas, para poder avançar para o reino seguinte. Essas escaladas dos reinos proporcionam os índices de progresso numa encarnação de uma cadeia.

                6.    Apesar de as vidas se organizarem em almas grupos, há unidades que avançam além do previsto bem como há aquelas que se atrasam ou estacionam. No caso do avanço excepcional, as vidas nesse padrão se habilitam a pular para o reino seguinte e se incorporar nas formas mais atrasadas daquele reino, mas se adiantando em milhões de anos em relação ao seu anterior reino e a sua espécie.      

No caso de atraso ou estanque, as vidas nessas situações permanecerão nos seus reinos durante a nova encarnação da cadeia, tendo, portanto, de rever suas experiências e aquilatar necessários valores.

O reino humano está também inserido nesse processo, todavia não exatamente da mesma maneira que os reinos anteriores. O homem já é uma unidade de vida que ao cabo de algumas rondas pode alcançar status superiores e diversos, não necessitando mais reencarnar-se por imposição da lei evolutiva. Estará, assim, antecipando-se à libertação do carma e se habilitando a, dentro em pouco, deixar o planeta em direção de outra cadeia ou sistema solar da galáxia.
 
            Um quadro geral das cadeias planetárias de nosso sistema solar pode ser resumido no seguinte:


                                             1 ronda =       7 globos-períodos
                                           7 rondas =     49 globos-períodos,
                                                                   1 encarnação da cadeia,
                                                                   1 período-cadeia.
                                                                          
                 7 encarnações da cadeia =      7 períodos-cadeias,
                                                                 49 rondas,               
                                                               343 globos períodos,       
                                                                   1 esquema de evolução.
        
         70 encarnações das cadeias,
                      70 períodos-cadeias,
                    490 rondas,                 
                   3430 globos-períodos,
                10 esquemas de evolução  =       O sistema solar.

  Os aspectos da criação e evolução do sistema solar avançam sempre para estágios maiores e mais adiantados em que neles se inserem as hierarquias criadoras e mantenedoras do grandioso Plano. Nesse particular, podemos adicionar brevemente, pela complexidade do assunto e pela falta de espaço nesse trabalho, acerca do espírito planetário que na sua essência é o próprio planeta Terra. A Terra, como atravessa um momento ímpar na sua história, sendo o ponto chave onde quase todos os produtos da cadeia aqui se manifestam em reinos, detém a responsabilidade de encarnar o que é chamado um dos sete Logoi Planetários, ou o Homem Celestial. Esse Logos (ou um dos Logoi) que encarna todo o processo evolutivo da cadeia é um dos ministros do Logos Solar sendo, em verdade, o deus planetário sobre quem pesa toda a responsabilidade de plasmar a vontade, inteligência e sabedoria emanados do Logos Solar, e desses atributos construir no espaço-tempo.

  Quando a cadeia do planeta Terra tiver alcançado todos os objetivos que dela se esperam, sob a tutela e incorporação do Logos Planetário e assistência de sua hierarquia, esse Logos terá obtido a sua iniciação final na cadeia e avançado para outras conquistas. Acontecimentos semelhantes ocorrerão com os seis outros Logoi das respectivas cadeias de nosso sistema solar.

  Por oportuno, o Logos Planetário de nossa cadeia veio de Vênus para a Terra há milhões de anos durante o período lemuriano, sendo conhecido, dentre outros nomes, por Melquisedec e Sanat Kumara, o Senhor do Mundo. Hoje a posição de Senhor do Mundo está sendo ocupada pelo Divino Buda Gautama.

Capítulo XIV do livro “O Monoteísmo Bíblico e os Deuses da Criação”, por Rayom Ra, disponível para leitura em [Rayom Ra (Rayom_Ra) on Scribd | Scribd].

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