quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quantas Verdadeiras Histórias da Origem da Humanidade Você Conhece?



  Hoje em dia há um carrossel de abordagens; um girante de muitas voltas nas teses, hipóteses e remontagens de achados fósseis antropogênicos e de outras relíquias, em sítios arqueológicos. Há um tipo de engenharia reversa sedutoramente aplicada aos restos fossilizados encontrados nas páginas quase todas subterrâneas do livro caduco da natureza, seguida de uma impressionante fertilidade de ideias e sugestões viajoras ao passado de nossas histórias verdadeiras.

  O palco maior são as vindas ao planeta azul dos anunnaki: as passagens marcantes de personagens provenientes de Nibiru – seu planeta de origem – para a Mesopotâmia, em tempos, principalmente, de sumérios e babilônicos. Personagens como Enki, segundo entusiastas, um fabuloso cientista geneticista e Gilgamesh, desfilam sempre na ribalta de tais resenhistas.

  A mitologia suméria é extensa e apresentaremos unicamente trechos de algumas de suas histórias, iniciando pelo conceito que possuíam da existência de duas grandes forças cósmicas chamadas Apsu e Tiamat. Apsu representava o poder positivo e masculino; Tiamat representava o poder negativo e feminino. Quando se uniram criaram Anu, o céu, Enlil, a terra, e Ea, o mar. Ea criara o homem do barro, mas como a terra era Enlil, ele reinava sobre tudo. Havia outros deuses representados pelos planetas (vemos aqui como a astronomia suméria já descobrira outros planetas) que foram criados pelas três forças ou deuses que também criaram o Sol e a Lua.

  Os homens estavam mergulhados no pecado e Enlil decidiu castigá-los afogando-os com uma grande inundação. Ea, a deusa das águas, foi contra esta drástica punição e procurou Utnapishtem, seu amigo, contando-lhe a decisão de Enlil. Utnapishtem resolveu então construir um grande barco que abrigasse toda a sua família e a salvasse do dilúvio.

  Outra lenda vem ressaltar o pensamento cultural sumério e diz respeito à busca da imortalidade, fazendo lembrar o Jardim do Éden por seus elementos simbólicos. Gilgamesh, rei sumério, teria governado após o dilúvio. Seria ele mais deus do que humano, tendo 2/3 de origem divina e 1/3 terrena, e por toda a vida andara em busca de aventuras. Seus feitos remetem ao herói grego Héracles e ao bíblico Nimrod, filho de Cuxe da linhagem de Noé, que em determinada época de sua tumultuada vida migra para a África e lá daria início aos cultos de deuses e semideuses iorubas.

  Gilgamesh, após a morte de Enkidu, seu amigo de aventuras, busca pelos frutos da árvore da vida, de apanágio dos deuses, para oferecê-los aos homens a fim de torná-los imortais. Procura Utnapishtem que lhe informa onde estaria a árvore da vida. O pai da humanidade pós-diluviana o alerta, contudo, de que não seria possível dar imortalidade aos homens, pois Ea, ao criá-los, dera-lhes o legado imutável da morte. Mas Gilgamesh, intrépido, suficiente, acostumado a vencer desafios vai à busca da árvore da vida, encontrando-a. Porém, a serpente guardiã ataca-o e o mata.

  Os sumérios entendiam a separação do céu e da terra, descrevendo também Enlil como o deus do ar, o separador, quando todas as coisas tiveram origem. Interessante, da mesma forma, é a lenda do herói Etana, levado aos céus no dorso de enorme águia e que observara a forma esférica do planeta e as águas separadas da terra. Segundo seu relato, a extensão de terra, qual gigantesca montanha plana encurvada para baixo, flutuava sobre as águas de Ea.

  No capítulo do Gênesis bíblico há a referência ao Deus Criador de todo o universo trabalhando durante seis dias e descansando no sétimo dia. Jehova, IHVH (IEVE), Jah-Eva ou Jah-Hovah, tornou-se o Deus único formador do credo religioso hebreu monoteísta. Esse Deus, destarte, é muitas vezes mencionado como Eloha, IHVH Alhim ou Jeovah Elohim. Segundo os hebreus, Elohim eram deuses conhecidos como cocriadores do universo, da natureza e dos homens. Seriam as próprias forças criadoras, tantas vezes mencionadas no politeísmo sumério e por outros povos da Ásia.

   Essas histórias do povo anunnaki em alguns pontos são similares à trechos de primitivas histórias da Bíblia e causam a impressão inicial de terem sido retiradas de um formato original, um tipo de matrix dos relatos que se conhecem do livro dos profetas ou velho testamento.

  O que mais chama a atenção dos modernos antropologistas da internet, que logo se apressam em afirmar que nossas origens terrenas são evidentemente extraterrestres de Nibiru, é a coincidência do capítulo da inundação da Terra, conforme Noé. Essa narrativa bíblica e a dos anunnaki são basicamente a mesma dos indus, pois a deste povo originariamente ariano conta que uma inundação de todo o planeta teria afogado a humanidade pecadora. Porém, um barco que conduzia os eleitos autorizados pelo deus conhecido por Manu, ficou a salvo, tendo sido guiado e protegido por um enorme peixe – Ó Bharata. Semelhantes histórias são contadas por povos anteriores aos hebreus, gregos e maias, dentre outros.

  Não é segredo e nem espanto para esotéricos e ocultistas aprofundados na sabedoria milenar, que nosso pequeno planeta da Via Láctea já foi visitado por extraterrestres desta mesma galáxia e de outras mais distantes, que aqui vieram em busca de suas necessidades. Uns criaram colônias, outros chegaram meramente como terríveis predadores que sempre foram. Há uma relação bastante estreita entre as vindas dos anunnaki em repetidos ciclos de mais ou menos 3200 anos, a escravização de povos da Terra e os reptilianos e grays. Esses mesmos povos invasores registram suas passagens pelo Egito e Américas, sempre escravizando, fazendo experiências genéticas e se alimentando de seres humanos.

  A história anunnaki conhecida mais interiormente em seus meandros ocultos, não é somente de um povo evoluído, pois suas lendas podem ter sido enxertos de culturas terrenas, porém suas aparências físicas ocultadas, seus propósitos e intenções, teriam sido bem outros e imensamente dissimulados.

  Para quem somente se dedica às pesquisas de conspirações, deveria saber que Zecharias Sitchin, o maior divulgador dos anunnakis, seria exatamente um produto híbrido deles aqui na Terra, e seu principal papel foi de desinformar, criar teorias enganosas, misturando fatos reais com mentiras. Assim, para os pretendentes à conquista da Terra e ao domínio hoje, de 7.5 bilhões de pessoas, quanto mais desviassem da verdadeira história das origens de nossa humanidade – já bastante fraccionada e em muitas instâncias apagada – estabelecendo falsas premissas, maior sossego teriam em suas maquinações.

  Vejamos só o que nos alerta Babagiananda, em vestidura na Umbanda de Pai Tomé:

  "O Livro de Enki e as tabuletas encontradas são engendragens planejadas para contaminação das mentes, para quando chegassem eras terrenas de redenção humana. Algumas verdades ali constam, dentre mentiras vis, pelo Pai registradas, nos arquivos eternos, como erros graves de raças siderais.

  Nossa informação visa coibir, através dos filhos da Luz mais conscientes, o avanço pestilento deste 'desserviço' espiritual, qual seja o da propagação ardilosa, na atualidade esotérica, de destituir, com base em deduções subsequentes, o Criador, do seu Onipotente dom da Criação, e a verdade da contínua propulsão evolutiva de 'almas', em corpos planejados por cortes ancestrais de seres cocriadores, divinas virtudes de Sua Augusta Coroa .

  O 'princípio vital' que anima todos os seres, além do mais, somente pelo dom de decisão desse Logos que a humanidade desconhece, tem o poder de soprar onde Ele quer.

  Ouça quem tiver ouvidos de ouvir !"

---- Pai Tomé --- Babagiananda --- Psicofonia, por Rosane Amantéa.

26 de julho de 2014 ---Londrina - Pr- Brasil

  Fica aqui o alerta, muito embora creiamos que para mentes fanatizadas unicamente com conspirações e revelações extraterrestres, desmerecendo a sabedoria de muitos milhões de anos dos Mestres Ascensos e de sábios operários da luz, que vêm vivenciando o desenvolvimento natural de nossas, até agora, 5 Raças Raízes, isso de nada adiantará.

 Vemos unicamente uma origem para nossa humanidade. Os acontecimentos tão explorados por sensacionais revelações extraterrestres não nos sensibilizam. Sabemos existir Hierarquias Solares que muito trabalharam para a criação de nossa humanidade, segundo o Grande Plano Divino Criador e hoje nos trazem esclarecimentos. Mas não são todos que a isso se dispõem, na verdade são muito poucos.

 Os Mestres autorizados por Shamballa nos contam que nossa humanidade nesta quarta ronda (*) começou sua caminhada ainda em planos ou dimensões de matéria não concreta. As vidas que mais tarde seriam terrenas vieram de planos mais elevados começando a se densificar no plano etérico para dar formação a todos os reinos e espécies. Ou seja, a matéria física da Terra estava ainda incandescente e a natureza não podia se manifestar nessas condições.

(*) Ver capítulo XIV de “O Monoteísmo Bíblico e os Deuses da Criação” acessando o link do Scribd ao final deste texto

  Vejamos o seguinte:

“As concepções acerca das primeiras raças giram em torno do continente da Lemúria e de Atlântida, calculados em se terem formado há milhões de anos. O remotíssimo tempo destas decorrências é ainda um entrave para melhores asserções, pois ao divulgarem-se milhões de anos a partir dos Livros Sagrados, não se tem a certeza de que se trate de anos esotéricos ou terrenos. Os indus e tibetanos detêm ainda em suas cosmogonias alguns mistérios que não revelam diretamente, senão em símbolos.

  A paleontologia tem trazido muitas considerações acerca das datas dos achados fósseis e cada vez mais se estabelecem incertezas. Deste modo, sobre a Lemúria, levantam-se algumas hipóteses de suas datações.

  “Há mais ou menos 350 milhões de anos, segundo ainda a ciência, os aquáticos se metamorfoseiam para anfíbios; haveria muitas plantas e répteis que viriam gerar os dinossauros, havendo a hipótese da existência de um só continente chamado Pangéia. Como se sabe, essa é a hipótese criada em 1917 pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener, segundo a qual há 200 milhões de anos havia somente uma formação continental, chamada por ele de Pangéia, banhada por um único oceano chamado de Pantalassa. Discute-se também que essa data poderia ser de 540 a 250 milhões de anos na Era Paleozóica. Por acontecimentos desconhecidos, o continente se fragmentou dando origem às formações de dois outros continentes, chamados Gondwana e Laurásia. Gondwana seria formado pelas atuais América do Sul, África, Austrália e Índia enquanto Laurásia teria se constituído de América do Norte, Europa, Ásia e Ártico”.(1)

  O que sabemos é que nossa humanidade começada, propriamente, com as raças etéreas Polar e Hiperbórea, Primeira e Segunda Raças, respectivamente, vieram para povoar o planeta inseridas no Grande Plano da Criação de nosso Logos Criador. Esse Plano incluiu todos os reinos existentes, ou seja, os reinos conhecidos por suas contrapartes físicas – o mineral, o vegetal, o animal e o humano e os demais reinos não visíveis neste nosso estágio, ou ainda não alcançados pela quase totalidade de nossa humanidade. E são chamados os três reinos elementais, anteriores aos quatro reinos conhecidos, e os três outros reinos acima do reino humano, que são: o reino egóico, o reino planetário e o reino solar, totalizando, assim, dez reinos devidamente inseridos no Grande Plano da Criação”.[arcadeouro.blogspot.com/2014/02/ainda-sobre-as-primeiras-racas.html]

  Teorias bastante infelizes de homens completamente ateus, apegados unicamente aos parâmetros materialistas, buscam nas histórias darwinistas admitir uma evolução humana natural, sem Deus e sem tutores. Escreveram milhares de páginas para explicar o que jamais existiu. Alguns amantes das teorias conspirativas também resolveram adotar as ideias de que realmente existiu uma raça de homo sapiens sapiens que teria evoluído para seres humanos, sendo hoje o homem moderno e que continuará sua evolução começada desde há somente 35.000 anos [datação hoje desmentida pelos achados dos próprios pesquisadores, uma vez que tanto o Cro-magnon quanto o Neandertalenses não se originaram um do outro, mas foram contemporâneos há mais de 100 mil anos].

  Especula-se que esses hominídeos citados foram produtos genéticos criados pelos anunnakis para servir-lhes de escravos enquanto exploravam minas de ouro e prata na África. E tendo terminado esse ciclo de exploração, esses escravos foram abandonados às suas próprias sortes, tendo assim degenerado, involuído e desaparecido.

  Afirmações materialistas da evolução natural do homem através de um único ancestral bem como histórias de viajores extraterrestres contadas ao público Nova Era, como sendo eles os celeiros “da verdadeira origem da humanidade”, carecem  em muito da verdade, são teorias completamente anêmicas, invenções caóticas, evidentemente não fazendo parte do Plano de nosso Deus Criador; são, portanto, ensaios do nada que a nada levam a não ser confusão.

  Porém, como esotéricos e espiritualistas, sabemos que há esquemas de mundos encadeados com o esquema de nossa Terra. E houve num passado distante transmigrações de muitos milhões de almas ao nosso planeta. Isso ocasionou a transmissão aos seus novos corpos físicos aqui na Terra, de alguns caracteres raciais trazidos de seus planetas de origem, que vieram impressos na memória dos átomos de suas configurações etéricas. Trouxeram também um surto maior de progresso aos povos terrenos de almas menos treinadas que eles, contribuindo assim com a evolução de nossos povos.

  Atenção, portanto, com teorias esdrúxulas que divulgam nas suas mensagens intencionais mentiras.

Rayom Ra
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sábado, 24 de janeiro de 2015

Que Passividade é Esta Que Não Devemos ter Mediante os Acontecimentos Mundiais?



  Que o mundo está virado de cabeça para baixo não há a menor dúvida.

  Incontestável também que valores morais, sociais, éticos, políticos, educacionais, artísticos como antes havíamos conhecido, já foram quase todos jogados na lata do lixo por uma elite dominante dos meios de comunicação. Que fazer então com os conselhos de minha avó, e a educação que me deram meus pais? Muita gente mentalmente adulta poderia estar se perguntando.

  A mídia esbanja orgulhosamente com saliva cheia, que novos estereótipos de uma era moderna, em que a liberdade de expressão, os pensamentos mais arrojados e as conquistas sociais são reais, palpáveis e históricos como nunca dantes acontecidos. A ciência aparece como o maior dos ícones para atestar que por meio de suas pesquisas desenleadas e libertas das amarras cruciais dos preconceitos, ampliam-se as sensacionais descobertas. As noções científicas que ora navegam soberanas e soberbas adiante dos axiomas religiosos retrógrados, desatadas de tudo, deixam para trás muito da educação ortodoxa familiar, e do empirismo doméstico aplicado nas afecções corriqueiras de nossas infâncias, adolescências e mesmo velhices. Isso eles pensam e afirmam.

  Se alguém ainda duvida do poder massificante da mídia adestradora do inconsciente das massas impressionáveis, das mentes idólatras ou distraídas, é só prestar atenção nas futilidades que se tornam importantes no dia a dia dos leitores, tais como: as mais mal vestidas da semana, como foi o feriado dos famosos, artista tal mostra seu bebê ao mundo, fulanas exibem corpões malhados, o beijo mais notável do cantor, o resumo do capítulo que passou e o que ainda passará, o bumbum mais redondo, as melhores posições do kama sutra para casais hetero e gays, o game que mais espirra sangue, etc., etc. Tudo idiotizando diariamente ou buscando sempre idiotizar.

  Mas será essa visão nossa uma crítica anacronicamente conservacionista e nada do que convencionamos todos os dias e do que ouvimos e vemos na TV dentre os goles apressados do café da manhã e as mordidas no pão dormido, e que lemos na internet matinal, não seja uma paranoia mundial passageira?  

  Ou estaremos sempre sonambúlicos sem nunca despertarmos dos envolventes véus noturnos de Morpheus, presos inconscientemente aos chips implantados pelos manipuladores dos seres humanos, ou pior, respondendo cordeiramente às ondas enviadas pelos nossos clones comandados a uma profunda e dominadora hipnose? Aceito melhor essas possibilidades por serem mais plausíveis a quem preguiçoso de pensar.

  O chá com limão e mel foi substituído pelo terrível e colateral antibiótico que pretende matar os vírus numa só pancada; os celulares – especificamente entramos nesse assunto que muito nos irrita – tocam a todo instante avidamente, parecendo que nos unem mais. Entretanto, muito mais nos idiotizam: aprisionam, viciam-nos, deixam-nos dependentes. Ficamos cada dia mais mal educados com essa parafernália eletrônica. Gritamos, esbravejamos, falamos abobrinhas o tempo todo – pessoas dirigem perigosamente com celular à mão provocando acidentes, ou atravessam sinais fechados andando aleatoriamente com o aparelho grudado ao ouvido – tiramos o sossego dos companheiros de viagens nos ônibus, taxis, nos metrôs; interrompemos a todo instante a fala ou a refeição junto aos amigos. Adoramos aos notáveis “recursos passatempo” desta peça eletrônica, como antigamente os seguidores adoravam curvar-se a Mamon e a outros deuses profanadores. Então, sacando fora a idolatria religiosa, e sem pensamentos unicamente iconoclastas, em que consiste verdadeiramente a decantada moderna evolução intelectual da humanidade?

 Há tantas coisas boas e úteis que esquecemos e que não nos importamos mais....

  Aos mais apressados e sentenciosos, diremos de antemão que somos muito gratos à tecnologia que nos libertou de alguns desconfortos e limitações. Deu-nos regalias, ocupações novas, oportunidades de profissões mais rendosas e a internet de que agora nos utilizamos. Não nos passa pela cabeça em como a população planetária com quase 7.5 bilhões de pessoas conseguiria viver sem a ajuda da tecnologia desenvolvida de cem anos para cá.

  Porém, como em tudo neste mundo há o positivo e o negativo, os males com que hoje nos defrontamos pelo uso feroz destes implantes em nossas atividades diárias, são extraordinariamente mais eficazes, temerários e devastadores que antes de seu conhecimento. Sabemos muito bem que não é culpa da tecnologia em si mesma que só alicerça serviços e facilidades com a mão do homem, mas nos deixa de legado a servidão, a submissão, a dependência e o terror. Sem falar da poluição sonora; do ar; das águas e das toneladas de lixo diário das cidades que nos sufocam, provocando vômitos e doenças nem sempre curáveis.

  E voltamos à questão anterior do quanto o mecanicismo da tecnologia, o pensamento científico, a liberdade de expressão – se há – teria feito evoluir a consciência humana?

  Expressão do livre pensamento, intelectualidade e graus de consciência são elementos nem sempre coincidentes em nossas conquistas raciais. Em verdade, na maioria das vezes são valores até dispares ou heterogêneos, pois nesse criticismo denotamos que até animais pensam, mas seus bruxuleios de consciência são calcados meramente no instinto, porém no homem seus valores estão acrescidos de impulsos sumamente egocêntricos e destrutivos.

  O homem deixou de ser mais bárbaro do que antigamente, porquanto agora viaja de avião, é poliglota e fala instantaneamente com todos os quadrantes do planeta? Então, pela última vez, qual o papel, exatamente, da tecnologia, da ciência e seus aparatos na formação intelectual, moral, ou equitativamente social da humanidade? As castas e cleros deixaram de ser castas e cleros? As diferenças sociais se estreitaram ou se alargaram? A fome acabou? As guerras e crimes diminuíram? Os políticos e governantes na sua grande maioria, realmente se importam com isso? Ou, se realmente se importassem, em poucas décadas as misérias humanas de bilhões não teriam acabado?

  À nossa visão podemos dizer que houve sim certos avanços de consciência em níveis ainda inferiores nestes dois últimos séculos, relativamente aos bilhões de moradores da Terra independentemente de tecnologia, mas sem dúvida, na era tecnológica - coincidentemente ou não - houve muito mais retrocessos em diversas áreas do pensamento humano, nas metodologias falhas e superficiais aplicadas mecanicamente ao aperfeiçoamento do aparelho psicológico do ser, e isso não condiz com as bazófias dos discursos de pseudo intelectuais, ou cínicos sicofantas interessados em manter a humanidade cada vez mais debaixo de seus chinelos. Esse foi e é o grande entrave.

  Prossigamos agora sob o ângulo da alma e suas complicações nesse conturbado planeta.

  A Era de Aquário veio revelar que os profetas do longínquo passado e de vidas mais recentes acertaram em muito naquilo que poderia acontecer do final do segundo para o terceiro milênio. Entretanto, cremos, não esperavam que grande parte daqueles envolvidos com teorias esotéricas, místicas ou magias viessem adotar quase que integralmente em suas vidas, o "laissez faire, laissez aller, laissez passer" diante de mais revelações milenarmente guardadas, tornadas agora públicas, e pelos acontecimentos proféticos realmente acontecidos na vida planetária.

  A internet que serve para divulgações esclarecedoras tornou-se para muitos no mundo inteiro um instrumento dissimulador e desencorajador de obrigações espirituais. As mensagens de duvidosos mestres, iniciados menores se passando por mestres, certos gurus, galácticos e farsantes, não incentivam à luta e ao dinamismo das ações. Os antigos [para eles] movimentos espíritas, umbandistas, xamânicos, gnósticos, teosóficos, verdadeiramente esotéricos, religiosos e de grupamentos obreiros ecléticos e filantrópicos foram riscados de suas pautas. Preferem, esses esotéricos Nova Era, unicamente ser filtros das comunicações que os exortam a somente mentalizar, meditar e transcrever mensagens.

  As novas energias que pervagam ao planeta – pensam e imaginam – baseados em erradas interpretações e contraditórias mensagens, simplesmente os levarão automaticamente à quinta dimensão e a libertação do ciclo reencarnatório, pela mera aceitação, meditações e atitudes comportadas.

  Não colocamos dúvida de que meditar e ter bom comportamento são elementos necessários aos esotéricos e espiritualistas para o trabalho na senda, mas se fosse unicamente por isso, os grandes Mestres que subiram os difíceis degraus das iniciações maiores não teriam encarnado na Terra para desempenhar missões difíceis ou sacrificiais. Bastaria se terem ilustrado com os conhecimentos gnósticos e magísticos, com as revelações em papiros e pergaminhos, com as invocações aos deuses e permanecido nas suas palestras aos discípulos à salvo de perseguições. No entanto, naqueles áridos e até selvagens tempos de antanho, e em todo o percurso temporal da evolução humana, muitos corajosos missionários, hoje Mestres Ascensos, devotaram suas vidas ao trabalho árduo assistencial e não raramente foram sacrificados por déspotas e inimigos da luz. E voltaram algumas vezes a Terra para continuar seus trabalhos, como Jesus, crucificado em Jerusalém, estará de volta para ensinamentos e obras em favor da humanidade.

  Shamballa opera com energias diversas na busca do equilíbrio que mantêm os povos em seus respectivos continentes e locais esparsos. Há um trabalho imenso diário, minuto a minuto, nas lutas das forças da luz contra as forças escuras. Não é possível, neste estágio, os Mestres Ascensos, Arcanjos, Anjos e todas as plêiades que trabalham pela evolução da Terra, aguardar unicamente pelas configurações astrológicas mais adequadas da Nova Era em que as energias assim geradas, os possam favorecer nas suas demandas. Necessitam, esses Mestres e hierárquicos, dos esforços de seus discípulos, alunos e colaboradores que venham gerar atuais energias magísticas astrais e mentais, linhas de forças esotéricas, apelos pela luz, transmigrações de fé religiosa, missas, rituais, trabalhos falangeiros de desmanches de magia negra, oferendas na natureza, correntes de amor ao Plano Divino, cantos mântricos, construções de formas-pensamento corretamente postuladas, luzes de velas, trabalhos filantrópicos amorosos que geram aberturas de chackras pelas energias puras que após se derramam aos irmãos terrenos – tudo isso e muito mais das energias ditas “velhas e casuísticas” a fim de desanuviar ou inverter as situações de perigo para grupamentos operantes na Terra e coletivos populacionais sob certas condições cármicas. As "velhas" energias ainda não podem e nem devem estancar seus trabalhos.

  Sem isso, é simplesmente entregar o ouro ao bandido.

  Hoje, bem mais que em qualquer outro ciclo evolutivo da Terra, há a necessidade de polarizações e plasmações de energias e forças em prol da vida. Há um grande perigo em se operar energias e forças astrais e mentais a sós ou em grupos inexperientes. Excetuando-se os grandes grupos e organizações tradicionais, reconhecidamente fortes e bem dirigidos que operam pelas suas próprias forças, são bem mais proveitosos e seguros os trabalhos coadjuvados com núcleos inter-relacionados em serviços assistenciais mútuos, solidários e socorristas, mesmo somente no astral, sob o comando de guias e protetores autênticos e conhecedores de seus ofícios. Trabalhos individuais ou de grupos isolados em locais onde não se prestem serviços diretamente aos necessitados, diversamente ao que fazem umbandistas e kardecistas – estes, às vezes conjuminados num único objetivo quando se tratem de kardecistas arejados aceitantes da magnífica colaboração dos velhos pajés, nos papéis de pretos-velhos, caboclos e demais falangeiros umbandistas – correm, aqueles grupos isolados, como dissemos, imensos riscos, pois estão sempre sendo espreitados e podem ser tomados pelos magos negros, com suas habilidades e artimanhas de enganar e envolver.

  Creiamos, em vista dos trágicos e sucessivos acontecimentos mundiais em cadeias, diligentemente coordenados e com um só objetivo destrutivo, que o momento atual não é somente para filosofias, mas sim, principalmente, para atividades desprendidas e assistências aos irmãos da Terra e operadores no espaço. Há um grande apelo de a Terra elevar-se em forças e energias inteligentemente geradas, dirigidas aos planos superiores para que sejam usadas em prol de muitas situações planetárias de iminentes perigos.

  É o que esperam todos os trabalhadores práticos da seara.

Rayom Ra
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Evolução no Planeta Azul - Vovó Maria Conga

PERGUNTA: - o que é mironga de preta(o) velha(o)?

VOVÓ MARIA CONGA: - É magia branca nas suas mais variadas aplicações cósmicas com a finalidade de cura. É conhecimento milenar dos velhos magos de outrora, iniciados e sacerdotes das coisas místicas e ocultas de todos os tempos, que aplicam a alquimia astral para mudança dos estados de energia nos mais diversos planos, dimensões e densidades de manifestação da vida e do espírito imortal, com a finalidade única de caridade socorrista, trazendo alento e conforto aos sofredores de todas as espécies. A mironga é feita sem alarde, com humildade e serventia ao próximo, pelo amor aos filhos da Terra e do Além que perambulam inconscientes.

Tornou-se de senso comum entre os filhos, que aquilo que cura e não se sabe o que ou quem fez, se alardeia como sendo mironga de preto(a) velho(a), mas é só uma maneira De denominar-se a nossa característica de trabalho, que é de anonimato. Só se "fala" e se transmiteo que foi feito quando o ser precisa refletir no mal que o aflige e mudar a sua postura mental.

Para fazermos mironga, utilizamos as energias elementais dos quatro elementos: terra, ar, fogo e água e dos espíritos da natureza: duendes, silfos, salamandras e ondinas, ligados a esses sítios vibracionais, e que lhes são afins, e os mais variados catalisadores, junto com aparelhos encarnados para agirmos no plano Terra, material.

PERGUNTA: - O que são energias elementais, formas-pensamentos elementares e espíritos da natureza?

VOVÓ MARIA CONGA: -Energias elementais são as ligadas aos sítios vibracionais relacionados aos quatro elementos: ar, terra, fogo e água. Nessas energias, numa mesma faixa de frequência, estagiam os espíritos da natureza: silfos, duendes, salamandras e ondinas, erroneamente confundidos com as próprias energias elementais. As formas pensamentos elementares estão à volta dos homens, densas e pegajosas, enfermiças, em decorrência dos pensamentos continuamente emitidos e da baixa condição moral. Essas concentrações fluídicas que vagueiam, pesadas, em volta dos filhos, são transmutadas pelos espíritos da natureza sob o nosso comando mental, retomando aos recantos da natureza que lhes são próprios por intermédio do aparelho mediúnico, que, com seus fluidos animalizados, funcionam como eficaz exaustor.

PERGUNTA: - Solicitamos à veneranda irmã que nos fale um pouco de si, no intuito de situar melhor o leitor espiritualista, menos afeito à Umbanda, egrégora em que sois mais conhecida.

VOVÓ MARIA CONGA: - Saudamos os filhos de todas as crenças terrenas nas suas mais variadas manifestações. Seremos concisa, pois não gostamos de falar de nós.

Somos discreta servidora da caridade anônima, e se há um nome e uma forma astral de apresentação aos homens, nesse caso uma combalida vovó, preta velha septuagenária, curvada no débil corpo de ossos carcomidos, é exatamente pela necessidade de exemplificação de humildade aos homens, nada mais. O corpo físico que foi vestimenta fugaz, e lentamente foi-se finando diante dos anos, serviu de meio imprescindível ao fortalecimento do ser imortal para o festim de libertação do presídio das posses ilusórias na matéria, da prepotência e do egoísmo humano.

Somos espírito comprometido com o amparo das criaturas sofredoras e doentes que procuram o alívio e a cura dos males que os afligem. Ligamo-nos a Ramatís desde eras em que quase a nossa memória espiritual falha, tal a antiguidade desse encontro, que se deu em outro planeta do Universo. Viemos com esse irmão para a Terra dos homens, onde estamos há algumas dezenas de milhares de anos, desde os Templos da Luz da velha Atlântida, já tendo reencarnado várias vezes, compromisso de mergulho na carne de que estamos dispensada nesse orbe, o que não nos isenta de continuarmos evoluindo junto aos homens.

O fato de um espírito não precisar mais reencarnar não significa que seja perfeito, ou um facho de luz proveniente de locais elevados que ofusca os olhos dos encarnados. Ao contrário, pelo pouco alcançado, de amor ao próximo, aumentam em muito as obrigações de auxílio para com aqueles retidos na carne e, no nosso caso, também aos afligidos que transitam pelos vários recantos, do que vocês chamam de Umbral Inferior.

Para nós, são buracos largos, áridos, escuros e profundos, com vastos habitantes: vermes, répteis, animais putrefatos, seres que já foram homens na crosta se apresentando com sérias deformações em seus corpos astrais, em formatos de animais, lobos andrajosos, ursos com garras, macacos peludos, ou ainda como seres patibulares de faces cadavéricas, de olhos injetados, com patas em lugar de pés e mãos, e estiletes pontiagudos em vez de unhas; todos "homens" desencarnados a perambular em bandos rastejantes, fétidos e deformados, que emitem incessantes uivos animalescos de rancores e lamentos dolorosos. As desfigurações, as loucuras dessas mentes desencarnadas é que sustentam o império dos "lucíferes", entidades poderosas que realmente acreditam ser o próprio diabo a comandar em perpétuas torturas as suas legiões infernais, a servirem no mal e na magia negra os homens encarnados da crosta do planeta. É um escambo fluídico de larga disseminação nessas regiões, onde os pensamentos dos dois planos da vida jungem-se irremediavelmente pela semelhança de interesses desditosos.

Nascemos em encarnação passada no Brasil como simples filha de escravos vindos da região do Congo, situada na África, e fomos alfabetizada e catequizada na religião católica.

Íamos à missa todos os domingos, mas, desde menina, quase que diariamente, na penumbra da senzala, como curiosa aprendiz, relembrávamos, por meio da prática com velho feiticeiro da nossa tribo, os rituais de magia do antigo Congo do Oriente, que jaziam em nosso inconsciente de longa data, encontros em que esses conhecimentos nos foram repassados oralmente e renasceram por anos a fio.

Tínhamos livre trânsito, mas éramos escrava igual a todos. Não chegamos a sentir no dorso as chicotadas dos capatazes da fazenda, pois éramos muito querida da sinhá e do sinhô, a ponto de termos sido mãe de leite dos seus filhos. Nosso sofrimento foi no âmago da alma, causado pelas muitas mortes ocorridas em nosso colo dos irmãos de cor, vários nascidos em nossos braços de parteira; todos negros, surrados diariamente em nome do feitor abaixo de cortante chibata. Muito curamos as feridas dos irmãos torturados aos pés dos troncos e dos formigueiros, pois éramos exímia conhecedora de ervas e fazíamos simpatias e benzeduras que aprendemos com as escravas mais antigas.

Fomos abadessa na Idade Média (1), em espécie de hospital católico na Espanha do século 13, momento terrível da Inquisição. A Igreja era fortemente contrária a todas as crenças, e os hereges eram perseguidos em nome do Cordeiro. O povo oprimido e ignorante jogava-se aos nossos pés em busca de proteção. Muitas crianças ficaram órfãs. Todas as mulheres e homens que conhecessem ervas e realizassem curas deveriam ser conduzidos e julgados pelos tribunais santos. Os infiéis eram sumariamente queimados, e até mesmo saber ler já podia ser indício de feitiçaria; e qualquer manuscrito estranho às escrituras sagradas era considerado diabólico. Por receio de possíveis retaliações do clero ameaçador, que nos alertava constantemente para a possibilidade de perda dos confortos e das mordomias da abadia, se houvesse quaisquer suspeitas de socorro aos inquiridos, deixamos de atender vários irmãos que bateram a nossa porta, chagados pelos suplícios infligidos.

Nota do médium: Esse guia amoroso, Vovó Maria Conga, é entidade proveniente da Constelação de Sírius, do mesmo planeta que abrigou a consciência espiritual que hoje conhecemos como Ramatís. Ela também se mostra em corpo astral como uma freira, ocasiões em que se apresenta com um grande livro nas mãos.. Nessas oportunidades, reassume a personalidade da sua encarnação como abadessa, na Espanha do século 13, denominando-se madre Maria de Las Mercês. Essa preta velha, humilde e laboriosa, ainda se mostra como uma menina entre cinco e sete anos, com lindo vestido rosado, grande laço amarrado à frente e de longas tranças loiras, chamando-se, nesses momentos, de Chiquinha, atuando na magia como uma entidade do orixá Yori. Relata-nos que foi muito feliz nessa encarnação de criança, que muito a marcou por ter sido a última na longa caminhada de libertação do ciclo carnal embora tenha ocorrido um desencarne repentino, mas sem sofrimento, por volta da idade em que se deixa ver.

Não fizemos o mal, mas deixamos de praticar o bem da caridade cristã que tanto alardeávamos no meio religioso. Vários dos cruéis e orgulhosos inquisidores espanhóis abrigamos nos braços como recém-nascidos ou escravos torturados em chão brasileiro, e com os conhecimentos de magia, de ervas, das simpatias e benzeduras resgatamos o descaso de outrora.

Não é verdade que somos mais conhecida na Umbanda, egrégora em que nos apresentamos como preta velha, pois também trabalhamos no kardecismo como freira versada em assuntos da psicologia humana, nos comunicando do Além pela escrita, entre outras atividades do mediunismo.

Somente para situar os homens, tão carentes dessas referências, é que moldamos nosso corpo astral em conformidade com as vossas consciências, hábitos, raças e costumes sociais, obtendo assim maior aceitação da caridade socorrista e esclarecedora em todos os meios terrenos. De nenhuma forma porque sejamos superiores a quaisquer servidores do Cristo-Jesus que não tenham os nomes na lembrança dos filhos, muito menos por diferenças religiosas, filosóficas ou doutrinárias dos homens. Essas distinções e diferenças não têm a menor importância, pois o que nos rege é o amor, o combustível cósmico que movimenta a grande Fraternidade Branca Universal.

PERGUNTA: - No Umbral Inferior, onde tendes comprometimento de auxílio, as legiões comandadas por líderes diabólicos mais nos parecem uma turba perdida e sem comando. A predominância de um império, seja no bem ou no mal, requer comando, autoridade e disciplina. Esses cenários nos parecem contraditórios a tais princípios. O que podeis nos falar a respeito?

VOVÓ MARIA CONGA: - Nos locais descritos existem cavernas em espécie de subsolo úmido e pegajoso, como se fossem charcos ferventes emanando continuamente vapores sulfurosos. Nesses pontos, ficam guarnecendo os "lucíferes", "diabos" do Além controlando suas cidadelas de aparente desorganização.

Muitos desses líderes são antigos sacerdotes católicos revoltados com a providência divina, já que não alcançaram o céu prometido. Adotam as técnicas de mando e de tortura utilizadas na Inquisição, e por um mecanismo de indução mental transformam os seus corpos astrais em assustadores demônios: com chifres, asas, tridente, capa vermelha, pernas e pés de equinos, para difundir o medo e o pavor à sua volta como método de impor a autoridade e o mando.

Desses esconderijos secretos, imaginam todos os rituais macabros de sacrifícios animais que pedirão aos encarnados para satisfazerem seus pedidos, com frio planejamento vampirizador e obsessivo sobre as vítimas a serem atingidas pela desventura. Por meio desses fluidos animais, conseguidos em tais sacrifícios com sangue quente, cheio de vitalidade ectoplásmica emanada, fortalecem e mantêm seus domínios.

Como se fossem deuses têm seus enviados para manter a ordem e a disciplina na desordem e no caos das suas legiões. Tais porta-vozes são como eles próprios: insensíveis, bárbaros, egoístas, exigentes e intolerantes. A turba perdida na anarquia se torna fértil para a captura e manutenção de escravos comandados por meio da indução mental coletiva, em processo de tortura poderoso e abrangente. Há uma divisão entre esses líderes, e um não se intromete em território do outro, sendo que, muitas vezes, se unem quando os interesses malévolos são comuns.

Obtêm tecnologia, tendo em seus quadros muitos engenheiros, médicos, geneticistas e pesquisadores. Mantêm laboratórios de pesquisas subterrâneos, onde projetam aparelhos que serão colocados no corpo etérico dos alvos a serem atacados, incautos encarnados e desencarnados que serão ocultamente torturados por esses pequenos engenhos tecnológicos que afetam diretamente o sistema nervoso. Algumas localidades têm veículos para se locomoverem nas regiões umbralinas áridas e irregulares, que utilizam para perseguição e aprisionamento desses bandos de dementados que perambulam perdidos. Guardam esses utilitários em pavilhões parecidos com aqueles existentes nos aeroportos dos homens.

PERGUNTA: - Podeis explicar-nos melhor os casos em que tendes de apresentar-vos como uma freira nas mesas kardecistas, e por que não como uma preta velha?

VOVÓ MARIA CONGA: - A sabedoria da Providência Divina não se circunscreve aos ideais egoístas dos homens que criaram todas essas divisões no misticismo, com a Espiritualidade que é única. Não existe uma religião que prepondere no Cosmo, e sim um amor no Universo que a todos une. A motivação básica que nos move nos trabalhos de auxílio socorrista está personificada na Terra na figura de Jesus. Esse mestre nunca deixou de respeitar as raças, os costumes e os hábitos de antanho, embora contrariasse muitos interesses de poderosos.

Um irmão socorrido nos charcos do Umbral Inferior, na maioria das vezes, precisa de um instante de esclarecimento em contato com fluidos animalizados que um médium oferece, pois está tão fixo em seus desequilíbrios mentais que não nos enxerga. Em análise preliminar de suas encarnações passadas, podemos verificar que esse irmão foi muito ligado ao catolicismo e às crenças dessa religião. Como resguardamos as consciências, em vez de ser orientado em uma casa de Umbanda, em que se apresentarão muitos silvícolas e pretos velhos com suas práticas ligadas aos elementos da natureza, preferimos conduzi-la à conversação que lhe é mais familiar. E, assim, na mesa espírita, vendo-se no meio de freiras, clérigos, médicos, enfermeiros, literatos e doutores da lei, esse irmão se sente mais à vontade e é mais receptivo ao esclarecimento.

Muitos caciques e pretos velhos "transformam-se" em médicos gregos ou egípcios, em túnicas brancas reluzentes, e a todos amparamos em nome do amor crístico. Moldamos nossos corpos astrais de acordo com as conveniências da caridade a ser prestada. Muito espírito de médico, considerado muito "elevado" e evoluído no meio dos homens, trabalha anonimamente como humilde pai preto na Umbanda, pois em encarnação passada assim o foi. Não nos apresentamos como uma preta velha nas mesas porque o nosso comprometimento nessa configuração astral é na egrégora de Umbanda, e tais manifestações dos nossos corpos astrais estão de acordo com os homens e suas consciências. Respeitemo-las.

                                                   Umbanda à luz do Cosmo

PERGUNTA: - A Umbanda, enquanto expressão de religiosidade, como espiritualismo em que se pratica o intercâmbio mediúnico com desencarnados, só existe em solo brasileiro. Qual o motivo desse exclusivismo?

VOVÓ MARIA CONGA: - Essa situação é condizente com o carma coletivo do Brasil, pátria que abrigou em seu fértil solo grande parte dos espíritos ligados à Inquisição. Inquisidores vieram como escravos, e suas vítimas de outrora como" donos" da terra, como se retomassem a posse dos bens confiscados. Aliado a isso, o fato de a população indígena aqui presente, que também foi escravizada e "catequizada" pelo homem branco, juntamente com os ritos africanistas e a cultura católica dos colonizadores portugueses e espanhóis, e mais recentemente o Espiritismo provindo da França de Kardec, terem demarcado o sentimento de religiosidade dos brasileiros como se fosse uma grande colcha de retalhos.

Fez-se necessário um movimento religioso que abrigasse harmoniosamente todas essas tendências que desaguaram no país, expurgando-se definitivamente o carma negativo gerado pela intolerância e pela perseguição religiosa do "Santo" Ofício inquisitorial. Sendo assim, reuniu-se uma Alta Confraria Branca no Astral Superior, que planejou, com a permissão direta de Jesus, o nascimento da Umbanda no solo dessa pátria chamada Brasil.

Todo esse movimento, aparentemente contraditório na visão transitória dos homens impacientes, é abençoado resgate dos conhecimentos mais antigos, da solidariedade e fraternidade que existiram na Terra de antanho, e que está contribuindo decisivamente para a formação da mentalidade universalista cristã prevista para se consolidar no futuro.

PERGUNTA: - Podemos afirmar que já existe uma "identidade" umbandista, embora não haja um sistema doutrinário e ritualístico codificado que propicie uniformidade para a Umbanda. Essa identificação não se estende à maioria dos seus adeptos, que não se declaram de fé ou crença umbandista, e sim de outras religiões, principalmente a católica. Por que esse "receio"?

VOVÓ MARIA CONGA: - Em todos os povos e sociedades que já se formaram na Terra, têm os filhos registros da utilização da magia. Desde as comunidades mais antigas e tribais, os homens já se reuniam à volta do fogo e, com urros e danças agressivas, se preparavam para a caçada. As forças cósmicas atuavam por meio da criação de formas pensamentos emitidas pelo grupo nesse ritual à volta da fogueira, pois a mente sempre foi e será geradora de magia, que por si só não é boa nem má, porque está ligada à intenção de quem o gerou e não à magia em si, que pode ser valioso instrumento de cura.

Ocorre que o conflito do "sagrado" católico com o profano "herege" das crenças mágicas, foi igualmente criado pelos homens em busca do domínio de sua religião sobre as coletividades. Pela ancestralidade divina que vibra em todos, os filhos são por si só agentes mágicos, já que a mente é um motor gerador de pensamentos que nunca cessa.

A Umbanda lida com a magia, manipula fluidos os mais diversos e forças do Astral, tendo na comunicação com o Além e na chamada mecânica de incorporação o alicerce de sua caridade na Terra. O mediunismo ainda é visto como espécie de "culto de possessão", situação que não se prende somente à Umbanda, pois se estende como um todo àquelas doutrinas e crenças sustentadas pelo exercício da mediunidade.

Muitos dos líderes das religiões que atacam e perseguem o intercâmbio com o Além estão intuídos por magos negros do Astral Inferior, e não apresentam sinais visíveis dessa influenciação aos limitados olhos carnais. A Umbanda, por ser mais observada a mecânica de incorporação em sessões de caridade feitas à portas abertas e para todos que quiserem assistir, infelizmente, ainda fica mais visível para o ataque das sombras.

Não importando a procedência do seu culto, o filho médium, fervoroso em sua crença e dedicado trabalhador da caridade que cura e alenta, na opinião desses perseguidores se encontrará "possuído pelos demônios" no exercício da abençoada mediunidade. Esse tratamento injusto e cruel das religiões para com a capacidade de comunicação com os espíritos desencarnados foi marcando o inconsciente dos filhos, causando-lhes excessivo receio ao longo de várias encarnações. Esquecem os homens, de memória curta diante da perenidade das questões da Espiritualidade, que o mal ou o bem está em cada um, situação que paira acima das religiões, crenças e doutrinas da Terra e não se subordina diretamente a quaisquer mediunismos.

Rendamos graças a Oxalá, pois cada vez mais essas incompreensões estão se desfazendo. O tempo a todos educará na união e tolerância amorosa que prepondera no Cosmo.

PERGUNTA: - Verificamos um caráter andrógino em muitos chefes de terreiro, pais e mães-de-santo. Qual o motivo dessa aparência ou modo indefinido no campo sexual? Isso tem importância para a mediunidade?

VOVÓ MARIA CONGA: - Se os filhos prestarem mais atenção, a situação relatada não se prende somente ao movimento de Umbanda. Muitos dos líderes atuais, nos quais a mediunidade é ferramenta de amparo e socorro, recaem em condicionamentos milenares, pois a maioria já esteve ligado ao sacerdócio, em mais de uma religião terrena, vivências que os levaram a virar as costas para o "profano" dos simples mortais e se voltarem exclusivamente para as coisas espirituais e internas dos templos. O sexo, visto como feio e pecaminoso, foi reprimido em suas polaridades que demarcam o feminino e o masculino dos espíritos encarnados.

Afora isso, há aqueles espíritos que efetivamente já sublimaram a questão sexual mais carnal, se encontrando como "sem sexo", não sendo necessária uma expressão preponderante nesse campo. Essas situações não têm relação direta com a mediunidade em si, mas com a evolução do espírito na sua longa caminhada, pois a partir de um determinado estágio ele não tem mais sexo, e sim consciências eternas que se arrebatam e se unem no sentimento amoroso por tudo no Cosmo.

PERGUNTA: - E aqueles médiuns que notada mente são homossexuais?

VOVÓ MARIA CONGA: - Isso pouco nos importa. A conduta "culposa" que está relacionada com a moral dos homens, e o fato de um médium se encontrar em situação provacional, como o é a questão da homossexualidade, é meramente efeito na atual encarnação de causas passadas, assim como o são as provas diárias do egoísmo, da vaidade, dos ciúmes e das maldades "comuns" para os homens. Pode um filho de conduta sexual "normal" aos olhos dos valores fugazes da sociedade dos homens ter pouco ou nenhum valor moral na visão da Espiritualidade, nos casos em que se exige um instrumento mediúnico. O sexo em si não ofende as leis espirituais e não devemos classificar o homossexual como um anormal ou impuro. O amor, a solidariedade, o perdão das ofensas e a pureza do espírito, isso sim são requisitos indispensáveis, como objeto de julgamento severo que se estabelece quando do abençoado labor como aparelho mediúnico.

PERGUNTA: - Notamos um processo de "orientalização do Ocidente", sendo crescente o interesse por temas místicos, esotéricos, de vidas passadas, carma, reencarnação, fitoterapia, Nova Era, enfim, de espiritualismo em geral. Como se coloca a Umbanda nesse cenário?

VOVÓ MARIA CONGA: - Umbanda é luz, sabedoria milenar e pura harmonia. Conduz as consciências ao entendimento da verdadeira vida, que é a do espírito imortal. É unidade no Cosmo, um todo de que fazemos parte. É universalismo na sua essência, que está registrado em todos nós por nossa ancestralidade espiritual. A Umbanda, regida pelo Cristo Cósmico, tendo em Jesus a sua manifestação máxima na Terra, é mais antiga que todas as religiões dos homens, e terá enorme importância por sua procedência sagrada nesta Era de Aquário. Aceita todas as outras religiões, e, por ser anterior as mesmas, em todas teve grandes influências, principalmente nas oriundas do Oriente. Nesse cenário, cabe à Umbanda um papel muito importante, pois será uma das expressões de unificação amorosa na Terra.

PERGUNTA: - O Brasil é um país continental e tem um povo de grande misticismo, que abriga variadas formas de mediunismo mais arcaico, inclusive com sacrifícios de animais: pajelança da Amazônia, candomblés de caboclo, catimbós, ritual de xangô, catimbó-jurema, entre outros. Qual a finalidade desses movimentos? Podemos chamá-los de Umbanda?

VOVÓ MARIA CONGA: - Agradeçamos todos ao Alto por essa pátria abrigar todos os seus filhos em seus anseios espirituais. O que parece uma balbúrdia para os homens, é abençoada acomodação das consciências em evolução. É com essa liberdade de semeadura que vão os filhos evoluindo, e o que muitas vezes parece uma insensatez aos olhos dos julgamentos precipitados dos homens, é sensata caminhada rumo à colheita de luz. Os mais recatados em seus valores espirituais consideram tais ritos e práticas como "pecaminosos", já que são de opinião que estão no caminho certo e que suas doutrinas ou religiões são as verdadeiras, como se a Divindade os elegesse.

Mesmo os que estão ainda retidos em rituais "arcaicos", como o de sacrifício de animal em nome de orixá cultuado, oferenda dispensável, já que nenhuma vida no Cosmo deve findar em prol de outra, reconheçamos que por tratar-se de ato de fé, de crença fervorosa para com a Divindade, esses filhos também estão no caminho do despertamento amoroso, como todos no Universo.

Muitas vezes, esses mesmos críticos acham-se superiores no seu misticismo com o Além, mas esquecem-se da palavra fraterna e solidária no banquete diário de negócios em que a maledicência se instala, servidos que se encontram com finos alcoólicos e cortes especiais de carnes suculentas e mal passadas, distantes dos locais em que se mostram caridosos e humildes no encontro do culto semanal que praticam. Nessas ocasiões que se satisfazem avidamente, não imaginam que, para os "olhos" do Além, a expressão da fé, mesmo "arcaica", é direito inalienável de cada cidadão, ao contrário da satisfação dos instintos animalescos dos homens "evoluídos".

Não podemos afirmar que essas manifestações de mediunismo sejam Umbanda, de conformidade com o planejamento sideral desse movimento, mas pela sua universalidade nata, pois oriunda do Cristo Cósmico na sua essência amorosa, as altas entidades do Astral, dirigentes do mediunismo umbandista no Brasil, preveem que a Umbanda acabará abrigando em seu seio todas essas expressões de fé, pois há uma depuração irreversível de todas essas práticas, o que é coerente com a própria evolução dos homens, sendo que a própria Umbanda está em constante mudança evolutiva nesta era de Aquário.

PERGUNTA: - Mas não há o risco de ocorrer exatamente o contrário, ou seja, de alguns cultos enfraquecerem o movimento de Umbanda, como o da jurema, por exemplo, que foi introduzido e é praticado em Terreiros ditos de Umbanda no Nordeste?

VOVÓ MARIA CONGA: - O culto de Jurema, de origem indígena inicialmente, com o decorrer do tempo sofreu alterações decorrentes da influência afro brasileira. Como é praticado nos dias atuais nos terreiros de Umbanda citados, é uma mistura do candomblé, do espiritismo kardecista, do catolicismo e da Umbanda, chamada popular. Dá-se origem a uma nova prática, onde todos esses elementos se harmonizam em sua existência dinâmica com o mediunismo que a todos abriga, e nessa reformulação de hábito religioso, originalmente restrita às tribos indígenas que habitavam essas regiões, o espaço místico que nasce, aparentemente inusitado, fortalece os filhos nos ideais do bem e da fraternidade.

A convivência pacífica no terreiro, que se torna ponto de convergência de vários conflitos existenciais e dos mais diversos anseios espirituais, gerados na coletividade materialista que cerca os filhos simples e iletrados, na sua maioria é motivo de congraçamento amoroso entre as criaturas.

Nas assimilações e ritos adaptados, as curas e reformas morais vão ocorrendo, e, por meio da palavra de alento do humilde preto velho e dos "puxões de orelha" dos caboclos altivos, vão todos revendo seus valores e aprendendo verdadeiramente o exercício da solidariedade e do amor.

Fortalece-se o movimento de Umbanda, exatamente pela sua constante evolução e adaptabilidade a todos que o procuram, pois não está amarrado a dogmas doutrinários. Os atos nefastos de irmãos inescrupulosos nas lides com o Além, que se aproveitam da fé e do desespero daqueles que os procuram, são defeito unicamente dos homens e não estão limitados somente à Umbanda, que, por estar em constante evolução, é mais visada para criticas.

Qualquer movimento do bem na face planetária, onde haja o intercâmbio com o Além, não está sujeito aos caprichos de vaidade e egoísmo, nem a modelos particularistas criados pelos mercadores de graças que a tudo resolvem com interesses de ganho em proveito próprio.

Nesses casos, seja o nome que tiverem em suas práticas, os bons obreiros, mentores, guias e protetores da Espiritualidade do Além se farão ausentes.

PERGUNTA: - O que os umbandistas chamam de "gira da caridade", seja de caboclos ou pretos velhos, nos parece algo indisciplinado, uma algazarra. Cada entidade "incorporada" ou cada médium trabalhando a seu modo, não existindo uma padronização no tipo de atendimento ou consulta. O que tendes a dizer a respeito?

VOVÓ MARIA CONGA: - Não é nenhum tipo de padronização que garantirá a curadora assistência espiritual aos consulentes. Gestos diferentes, um tipo de benzedura aqui, um passe localizado ali, uma maceração de erva lá, um assobio ou sopro acolá, todos são recursos de cura utilizados. Ao contrário das impressões deixadas nos apressados olhos humanos, a disciplina é enorme e rígida, existindo forte amparo astral, hierarquizado nas casas sérias e moralizadas, embora cada entidade tenha a sua liberdade de manifestação na prática que lhe é mais peculiar, e nessa aparente algazarra e burburinho vão os homens se modificando para melhor e todos continuam evoluindo juntos, tanto na carne como no Plano Astral.

PERGUNTA: - É de bom alvitre que em muitos casos até os consulentes fiquem mediunizados e "recebam" os seus guias ou protetores espirituais?

VOVÓ MARIA CONGA: - Sim. Naqueles consulentes que têm comprometimento com o mediunismo e já estão educando suas mediunidades, "receber" seus guias ou protetores espirituais os aliviará das cargas deletérias, dos miasmas e das formas-pensamentos que estão "grudadas" nas suas auras e que são uma espécie de campo energético que todos vocês têm, sendo o corpo físico a parte visível, a energia mais condensada desse complexo energético, ou seja, dos homens. Esses enviados espirituais que neles incorporam imprimem-lhes no corpo astral as suas vibrações mais elevadas que são afins a esses irmãos muito antes da atual encarnação, e, pela alteração de freqüência imposta, essas placas e agregados destrutivos são liberados e retomam para a natureza. Regularizam os chacras desarmonizados e alinham as vibrações do corpo astral e do etérico. Naqueles médiuns ainda deseducados, esse contato lhes serve para mostrar a importância e a necessidade de procurarem se desenvolver. Claro está que essa intervenção do Além se dá para o auxílio do aparelho mediúnico, e se torna dispensável nos mais experientes, que já aprenderam a se livrar dessas cargas negativas sozinhos.

PERGUNTA: - Esse hábito de dar passagem, permitido aos consulentes nessas giras, não contraria a segurança mediúnica?

VOVÓ MARIA CONGA: - Ao contrário, conduz à plena educação. A segurança no exercício da mediunidade, por um médium na Umbanda, é marcante porque, habituando-se a dar passagem aos seus guias e protetores, aprende a lhes conhecer profundamente as vibrações e, com o trabalho continuado, conseguirá a necessária segurança para que não se deixe envolver por irmão de outras vibrações, ditos obsessores e vampiros do Astral Inferior. Ao mesmo tempo, vamos gradativamente equilibrando as vibrações dos chacras, facilitando e intensificando o intercâmbio.

PERGUNTA: - O que dizeis dos médiuns trabalhadores que dão passividade para os chamados eguns (espíritos obsessores) no mesmo momento em que atendem aos consulentes?

VOVÓ MARIA CONGA: - Isso se faz necessário para que esses irmãos possam ser conduzidos para locais de refazimento existentes no Plano Astral. Eles são retirados do corpo etérico dos consulentes, qual carrapato que se arranca da pele de animal indefeso. É feito um atendimento socorrista de urgência e, posteriormente, são encaminhados para maiores esclarecimentos. Havendo necessidade, serão reconduzidos para a manifestação mediúnica em locais apropriados às suas consciências.

PERGUNTA: - A nosso ver, há nesses casos uma doutrinação precária. Isso não teria de acontecer em sessão reservada, especialmente com finalidade desobsessiva?

VOVÓ MARIA CONGA: - Na verdade, não há nenhuma doutrinação. Na maioria dos casos, não se fazem necessárias maiores conversações. O choque fluídico propiciado pelo aparelho do médium, conduzido habilmente pelo guia ou protetor, seja preto velho ou caboclo, já é o suficiente para o alivio desse sofredor, qual imersão de peixe asfixiado fora d'água em límpida enseada à beira-mar. Após essa desopressão instantânea, esses socorridos são retidos provisoriamente para hospitais do Astral até que tenham condição de discernimento para entenderem sua situação existencial. Nos mais aguerridos, raivosos e enlouquecidos, se exige a condução para sessões mediúnicas destinadas exclusivamente para esse fim, podendo ser no terreiro umbandista ou no centro espírita. Tudo ocorrerá de acordo com a consciência que está em tratamento, como já afirmamos em pergunta anterior.

PERGUNTA: - Essa exposição demasiada ao mediunismo não se torna prejudicial e até chocante àqueles que o procuram, quando o comparamos a outras maneiras de fazer caridade, em que a mediunidade é instrumento de amparo e socorro?

VOVÓ MARIA CONGA: - A cada um é dado conforme sua necessidade e condição existencial. Nos dias de hoje, ninguém adentra um templo umbandista, no culto evangélico ou na palestra doutrinária do centro espírita obrigado. A época de impor-se às consciências o "certo" ou "errado", fruto da árvore do julgamento dos homens e dos mandatários religiosos "detentores" da verdade, é fato histórico que jaz sepultado num passado algo recente, mas ausente da realidade espiritual da Terra hoje, embora ainda muito nítido no inconsciente de muitos filhos, bem como em algumas regiões da superfície planetária.

Não havendo imposições e intolerâncias, concluímos que o sentir-se chocado resulta de uma decisão exclusivamente individual. Logo, cabe a esse ser buscar aquilo que o satisfaça em seus anseios espirituais, seja em que local for entre os homens. A exposição ao mediunismo nada mais é que uma lembrança da própria condição de espírito de cada um. O Eu Sou verdadeiro e imortal está momentaneamente aprisionado no pesado corpo de carne, e a sessão mais reservada não livra os consulentes dos assédios e intercâmbios com o Além que ocorrem nas 24 horas do dia e não dependem de um local preparado especialmente para esse fim. Todos são médiuns em maior ou menor grau, e refutar a constância e a naturalidade do mediunismo na vida é como negar o próprio ar que os filhos respiram.

PERGUNTA: - Podeis descrever-nos, sob o ponto de vista do Plano Astral, a movimentação invisível aos nossos olhos carnais que ocorre nessas giras de caridade, praticadas nas casas de Umbanda?

VOVÓ MARIA CONGA: - Toda casa de Umbanda que é séria e faz a caridade gratuita e desinteressada é um grande hospital das almas, tendo o apoio de falanges espirituais do Astral Superior. Essas giras de caridade são grandes prontos-socorros espirituais, onde não se escolhe o tipo de atendimento, estabelecendo enormes demandas no Além. Os consulentes que procuram os pretos velhos e caboclos para a palavra amiga e o passe, avançam trazendo os mais diversos tipos de problemas: doenças, dores, sofrimentos, obsessões, desesperos etc. Processa-se a caridade sem alarde, pura, assim como o Cristo-Jesus procedia, atendendo a todos que o procuravam.

É indispensável um ambiente harmonioso e de energias positivas no grupo de médiuns que formarão a corrente vibratória. Para se conseguir as vibrações elevadas, se cantam pontos, que são verdadeiros mantras, faz-se a defumação com ervas de limpeza físico-etérea e espargem-se essências aromáticas que auxiliam a elevar as vibrações.

No Plano Astral, estabelece-se um campo vibratório de proteção espiritual. Vários quarteirões em volta do local da gira ou templo, os caboclos e guardiões já se colocam com seus arcos e flechas com dardos paralisantes e soníferos. Bandos de desocupados e malfeitores tentam passar por esse cordão de isolamento, mas são repelidos por uma espécie de choque, através de uma imperceptível malha magnética. Outras entidades que acompanham os consulentes não são barradas e, ao adentrar a casa, são colocados em local apropriado de espera. Várias entidades auxiliares lhes prestam socorro e preparação inicial. Por isso, os consulentes sentem muita paz quando entram numa casa e aguardam o momento da consulta.

No ato da consulta, o guia ou protetor está trabalhando junto ao médium e dirige os trabalhos, tendo vários auxiliares invisíveis que ainda não "incorporam". Havendo necessidade, é dada passagem para as entidades obsessoras ou sofredoras que estão acompanhando os consulentes, como descrito em resposta anterior. Manipulam com grande destreza o ectoplasma do médium, que é "macerado" com princípios ativos eterizados de ervas e plantas, fitoterápicos astralizados usados para a cura. Os espíritos da natureza trabalham ativamente buscando esses medicamentos naturais nos sítios vibratórios que lhes são afins, bem como recolhem, para a manipulação perfeita do caboclo ou preto velho, as energias ou elementais do fogo, ar, terra e água, que sempre estão em semelhança vibratória com os consulentes, refazendo as carências energéticas localizadas. É a magia dos quatro elementos utilizada para amenizar os sofrimentos dos homens.

Nos casos em que se requer atendimento à distância, nas casas dos consulentes, ficam programados trabalhos para a mesma noite ou posteriores, dependendo da urgência. Há intensa movimentação e praticamente nunca descansamos. Numa casa grande, bem estruturada, chegamos a atender 500 a 600 consulentes, sendo que a população de espíritos desencarnados socorridos numa gira com essa demanda pode chegar a 4 mil. Os chefes de falanges "anotam" todos os serviços que serão realizados durante e após a gira, pois as remoções e socorros continuam ininterruptamente, sendo o dia de caridade pública aos encarnados o cume da grande montanha que se chama caridade.

PERGUNTA: - Poderíeis nos dar maiores esclarecimentos sobre esses atendimentos à distância nas casas dos consulentes? Quais são os tipos de serviços "anotados" pelos chefes de falanges, e o que ocorre nessas remoções socorristas?

VOVÓ MARIA CONGA: - Esses atendimentos são em geral de remoção de comunidades de espíritos sofredores que ficam habitando junto à casa do filho doente e que procurou auxílio espiritual. Os chefes de falanges organizam os socorros que serão realizados em espécie de ronda que irão dirigir. Como são espíritos experientes nessas lides já sabem antecipadamente os imprevistos com que se depararão: vampiros, torturadores de aluguel, irmãos com aparência animalesca, resíduos e fluidos pútridos, drogados e viciados em sexo, enfim, verdadeiras comunidades sofredoras e maldosas habitando a mesma área etérea. Os caciques vão à frente liderando os comandados. É montada rede magnética de detenção à volta do local a ser higienizado. As falanges de apoio ficam em guarda em torno do local, e esse bolsão de miséria é removido para localidades hospitalares do Astral que comportam a densidade espiritual de cada envolvido, onde os socorristas aguardam para o atendimento de urgência de todos esses filhos.

PERGUNTA: - Nunca se comprovou a utilização do termo Umbanda dentro dos ritos, cultos e crenças africanistas. Diante da participação ativa dos pretos velhos da Angola e do Congo nas hostes umbandistas, pode-se negar a origem africana dessa religião?

VOVÓ MARIA CONGA: - A Umbanda é muito mais antiga que o próprio homem na Terra. Muitos dos negros da Angola e do Congo foram sacerdotes no Egito, na Caldéia, na Pérsia e na Atlântida. Embora não haja a comprovação "histórica" para o convencimento dos incrédulos homens, o conhecimento uno, antigo e milenar jaz nesses negros, mesmo naqueles que utilizam a magia para o mal em ritos, cultos e crenças distorcidas e aparentemente sem ligação com a Umbanda.

PERGUNTA: - E o que dizeis de alguns confrades umbandistas que negam abertamente a relação de culto com os ritos africanistas, afirmando a origem "cabocla" desse movimento em solo pátrio, e que não teria nenhuma ligação com os negros da África?

VOVÓ MARIA CONGA: - Que esses filhos são movidos por preconceito e discriminação racial e que consideram os cultos africanistas inferiores. Realmente há uma predominância de caboclos nas manifestações mediúnicas e nos prepostos dos orixás, e em todos se fazem presentes os caboclos peles-vermelhas, a exceção da linha de Yorimá e Yori.

Mas o ser negro ou vermelho tem relação somente com uma existência na carne. Todos estamos constantemente evoluindo e já passamos muitas vezes no vaso da matéria. Não discutiremos profundamente as nuanças da magia etéreo-física envolvida em cada culto ou raça ligada ao antigo e primevo conhecimento Aumbandhã, que veio de outra parte do Cosmo para auxiliar os homens, pois confundiríamos o leitor menos atento ao ocultismo umbandista.

Não temos a menor dúvida da nossa vinda de outra constelação, da nossa passagem pelas comunidades atlante e lemuriana, e estamos convictas da utilização desses conhecimentos em nossas encarnações como negra africana. Preocupemo-nos com questões maiores e constituídas de amor fraterno e solidário para o exercício da verdadeira caridade.

Como diz o bugre rude do interior: "Cavalo ganho não se olha os dentes, não se pergunta a idade nem o tipo de pêlo, pois nos apraz é a serventia que o bichano vai ter." Tratemos a Umbanda como um cavalo ganho pelo grande senhor das almas, nosso Cristo-Jesus.

PERGUNTA: - Muitos dizem que as entidades intituladas caboclos são rudes, ásperas e um tanto coercitivas, não tendo trato fraterno, e que desrespeitam o livre-arbítrio e o merecimento individual nas atividades socorristas tanto aos encarnados como desencarnados. Isso é verdadeiro?

VOVÓ MARIA CONGA: - Estamos todos evoluindo ininterruptamente. Realmente, alguns caboclos são diretos e ríspidos em alguns momentos. São índios aguerridos que enfrentam todo o tipo de batalha com entidades de baixíssimo estado evolutivo, violentas, duras e raivosas. Enfrentam as organizações dos lucíferes do Umbral Inferior, resgatam prisioneiros e sofredores muitas vezes em condições extremamente adversas, em locais de grande densidade, quase que materializados e de dificílima movimentação. Toda atuação das falanges atuantes na Umbanda é regida pela Lei do Carma e pelo merecimento do socorro oferecido àqueles que são amparados. Como as remoções e desmanchos envolvem grandes comunidades de desencarnados sofredores, seja mago negro ou soldado de organização do mal, as avaliações individuais da situação cármica dos socorridos são feitas posteriormente nos locais de detenção do Umbral Inferior, que são fortalezas vibratórias da luz crística no meio da escuridão. Logicamente um caboclo não terá a gentileza de uma freira na sua incursão às regiões trevosas e abismais, pois se assim fosse, o dispensaria da necessidade de apresentação do seu corpo astral como guerreiro indígena. Muitas vezes, uma voz rude e áspera denota espírito amoroso e sinceridade, ao contrário do verniz fraterno de mentes controladoras e maquiavélicas, que disfarçam seus verdadeiros sentimentos com a oratória recheada de conhecimento evangélico decorado em anos de estudo, mas com o coração árido de amor.

PERGUNTA: - O método socorrista da mesa kardecista não é mais recomendado sob o ponto de vista do Evangelho do Cristo?

VOVÓ MARIA CONGA: - Se a modalidade de cura para o filho socorrido é a conversa esclarecedora com grande apelo evangélico, e que está de acordo com a sua consciência, encaminhamos esse irmão socorrido para a mesa kardecista. A cada um é dado de acordo com a sua necessidade evolutiva. Mas consideremos que nem todos no Universo em que atuamos estão receptivos a esse tipo de atendimento doutrinário. Há uma linha dividindo a necessidade de esclarecimento evangélico que socorre, da pretensão de alguns homens de a todos doutrinarem. O convencimento religioso e místico vem do íntimo de cada criatura, e o que se pode fazer é orientar, em alguns casos, nunca catequizar ou tentar indistintamente convencer todos que se apresentam de crença contrária. Jesus não doutrinava os demônios dos possuídos, e sim "expulsava-os" com sua superioridade moral e energia crística. Entendemos que o Evangelho do Cristo recomenda o amor ao próximo como a si mesmo, e o fato de um caboclo ser de poucas palavras, rude e áspero, não o coloca como menos ou mais amoroso com seus irmãos do que o articulado doutrinador espírita de oratória eloquente, pois tais situações podem dissimular os verdadeiros sentimentos que estão em desacordo com as aparências que tanto os homens valorizam.

PERGUNTA: - Se existem entidades de elevada estirpe sideral que labutam na egrégora de Umbanda, por que falam errado; às vezes num linguajar quase tribal e tosco?

VOVÓ MARIA CONGA: - É o amor que prepondera como quesito principal na elevação das consciências. O conhecimento necessariamente não significa sabedoria, que é o outro alicerce que sustenta as entidades iluminadas que se manifestam pelo mediunismo. É exatamente por causa desse incomensurável amor aos humanos que muitas entidades vêm de outros locais do Cosmo, ainda inimagináveis aos seres da Terra, e se impõem imenso rebaixamento vibratório a fim de se apropriarem novamente de um corpo astral. Percebam a dificuldade para se fazerem comunicar por intermédio de um aparelho carnal, limitado e preso às percepções materiais. Logo, a necessidade de se fazerem entender no exíguo tempo que têm linguajar tosco ou tribal, e que está de acordo com a capacidade de compreensão dos consulentes simples, pobres e iletrados que procuram em multidões os terreiros de Umbanda. Isso não quer dizer que não possam falar articuladamente e com grande sapiência diante dos homens doutos. Que os filhos não se deixem levar precipitadamente pelas impressões que mais marcam os seus olhos e ouvidos!

PERGUNTA: - O que é a chamada "mecânica de incorporação"?

VOVÓ MARIA CONGA: - É a "posse", por parte da entidade comunicante, do aparelho psicomotor do médium, o que se dá pelo afastamento do seu corpo astral e completa apropriação do seu corpo etérico pelo corpo astral do guia ou protetor espiritual.

Assim, o invólucro material do médium fica cedido para a atividade mental do preto velho ou caboclo, que poderá manifestar-se à vontade como se encarnado fosse. É muito rara a inconsciência total nessa forma de manifestação. O mais comum na mecânica de incorporação é uma espécie de sonolência letárgica em que o aparelho mediúnico fica imobilizado em seu poder mental e consequentemente na parte motora, tendo, no entanto, semiconsciência de tudo que ocorre, e havendo considerável rememoração após o transe. O guia ou protetor espiritual não "entra" no corpo do médium, como muitos pensam. O que ocorre é que há um afastamento do corpo etérico, sendo esse, sim, tornado como se fosse um perfeito encaixe.

PERGUNTA: - É o corpo etérico o mais atuante na incorporação?

VOVÓ MARIA CONGA: - Não se trata de ser o mais atuante, mas é o corpo sutil mais utilizado nos trabalhos de cura, em que os guias e protetores se utilizam intensamente do ectoplasma que aí é metabolizado. Dependendo da faixa vibratória da assistência curativa que está acontecendo, o corpo astral ou corpo mental do aparelho são os mais atuantes. Nos casos em que os sentimentos preponderam na comunicação, no momento exato da consulta, ou na irradiação intuitiva e nas situações de clarividência, esses outros dois corpos são mais utilizados. Mas como os filhos são uma unidade existencial, embora constituídos de vários corpos vibratórios, todos têm atuação nas manifestações mediúnicas.

PERGUNTA: - A "mecânica de incorporação" no seio umbandista não é um tanto rudimentar quando comparada a outras lides do mediunismo: as técnicas de mento magnetização, a cromoterapia, os cones de luz, o pêndulo radiestésico, irradiações à distância e a psicografia intuitiva?

VOVÓ MARIA CONGA: - Os aparelhos mediúnicos que labutarão na linha de Umbanda diferem dos demais, pois antes de reencarnarem tiveram uma polarização energética em seus corpos astrais que os habilitarão a trabalhar quando na vida física com as comunidades do Umbral Inferior e com fluidos mais densos. São verdadeiras usinas de ectoplasma, e, na sua maioria, têm um leve afastamento do corpo etérico, como se fosse uma janela vibratória que fica sempre aberta. Nesses casos a mecânica de incorporação se faz necessária para que o guia ou protetor espiritual possa manipular com maior precisão todos os fluidos envolvidos nos processos de cura, não só os do aparelho, mas também os da natureza.

Afora esses aspectos, os próprios corpos físico e etérico do médium se tornam os principais agentes de cura, e são fundamentais para os trabalhos das entidades ligadas à Umbanda e ao magismo da natureza.

Isso de maneira alguma os coloca em um mediunismo rudimentar. Tais comparações denotam um certo ranço vaidoso, como se houvesse um intercâmbio mais aperfeiçoado que outro. Não encaremos a mediunidade como veículo auto motor do que a cada ano sai novo modelo, mais moderno e com recursos avançados. Esse automóvel terá longevidade, não incorrerá em multa ou acidente automobilístico, não dependendo de todo o aparato técnico que o acompanha, mas sim da habilidade do motorista que o conduzirá. Assim é o médium moralizado, de conduta reta, que faz a caridade desinteressada como o Cristo-Jesus praticava, qual motorista cuidadoso com as normas que o cercam e que respeita o cidadão que o acompanha, seja a pé, em carroça puxada por jumento ou em possante e veloz máquina corredora.

PERGUNTA: - O que são guias e protetores e qual a relação / ligação dos médiuns com eles? Há envolvimento de vidas passadas ou de antepassados?

VOVÓ MARIA CONGA: - Guias e protetores são espíritos como os filhos, somente sem esse pesado fardo que é o paletó físico que os encobre, nada mais. Claro está que por todos nós sermos espíritos milenares em evolução, as situações de encarnações passadas determinam as afinidades amorosas que unem os guias e protetores aos seus pupilos na carne, ou as repulsas odiosas que separam os filhos do amor e os imantam no cipoal das vinganças sem fim dos obsessores e desafetos de outrora, já que não existe perfeição na Terra, sendo a vida dos espíritos única e atemporal nas suas jornadas rumo às paragens angelicais desde o momento crucial em que fornos criados por Deus.

PERGUNTA: - É verdade que os espíritos classificados como protetores são entidades necessitadas de evolução e os guias não precisam mais evoluir?

VOVÓ MARIA CONGA: - Todos no Cosmo estão evoluindo ininterruptamente e por toda a eternidade, pois só existe uma perfeição absoluta, que é Deus. O que ocorre é que existem patamares evolutivos que distanciam um irmão do outro meramente por diferenças vibratórias, mas estamos todos unidos no ideal de caridade.

Geralmente, um protetor sob a égide da Umbanda é espírito mais necessitado de contado com a mecânica de incorporação com o aparelho mediúnico, e ambos, espírito e médium, se completam nesse labor de auxílio aos necessitados e estão evoluindo juntos. O protetor "cuida" mais do seu aparelho, tem maior compromisso com o seu desenvolvimento e grande comprometimento em apoiá-lo, ligações que vêm de encarnações passadas. É muito comum o protetor ter necessidade de mais algumas encarnações e é provável que o médium de hoje seja o protetor de amanhã, em conluio amoroso de longa data.

Por sua vez, os guias, vários não precisando mais reencarnar compulsoriamente, ligam se aos aparelhos por compromissos em tarefas específicas, mas igualmente têm laços de antepassados e estão evoluindo. Na verdade somos todos irmãos e tais denominações são para situar os filhos, tão carentes de referenciais de nomes e adjetivos no plano Terra.

PERGUNTA: - Concluímos que os guias não incorporam com tanta regularidade. Como atuam então?

VOVÓ MARIA CONGA: - É verdade. A maioria das incorporações ocorridas nos terreiros são de protetores, dos caboclos das linhas vibratórias dos orixás Ogum e Xangô. Isso não quer dizer que os guias dessas falanges não incorporem, mas a maioria atua pela irradiação intuitiva e mais diretamente por intermédio do corpo mental, em conexão com a mente do médium, espécie de telepatia. Mas se considerarmos a escassez das incorporações das demais linhas vibratórias, em especial de Oxalá, Yori e Yemanjá, afirmamos que a maioria dos guias não atuam na mecânica de incorporação, contrariando muitos pais de terreiro que a tudo fazem incorporados "inconscientes", situação que já está mais do que na hora de se esclarecer diante da raridade atual dessa fenomenologia mediúnica. Ocorre que esses diretores encarnados escoram-se nos guias e protetores, como se fôssemos muletas vitalícias, e, escondendo-se na mistificação de não se lembrarem de nada, nunca são questionados e mantêm o controle total de alguns terreiros, alimentando suas vaidades e enraizando cada vez mais os processos de fascinação com entidades de baixa envergadura espiritual e que não têm nada a ver com a Umbanda.

PERGUNTA: - E as casas de Umbanda que a tudo resolvem, cobrando consulta e prometendo verdadeiros milagres?

VOVÓ MARIA CONGA: - Não são da verdadeira Umbanda, pois caboclo e preto velho das genuínas falanges regidas pelos orixás não vão a esses locais. Ali se comprazem entidades mistificadoras, e o vil metal é o motivo da satisfação vampirizadora que as realiza, formando círculo vicioso entre consulentes, encarnados e desencarnados, de difícil solução. O imediatismo dos homens na busca da realização dos seus anseios, na maioria das vezes, os mais mesquinhos, ligados ao sexo, ao poder, ao trabalho e aos prazeres mundanos mais desregrados, faz com que se alimente esse triste processo de parasitismo. Se há quem pague, sempre haverá quem receba; é da lei de sintoma que rege a relação entre o mundo oculto e o material, invisível e visível, imanifesto e manifesto.

PERGUNTA: - Há a necessidade de pontos riscados e cantados, de defumações e águas de essências perfumadas nos rituais de Umbanda?

VOVÓ MARIA CONGA: - Podemos dizer que os homens são cobertos por energias e magnetismo. Essas vibrações são responsáveis pela manifestação da vida na forma que os filhos conhecem no planeta Terra: mineral, vegetal, animal, hominal e astral. As energias etéricas têm polaridades, ativa e passiva, positiva ou negativa, e se cruzam, estando interpenetradas. Dentro das sete linhas vibratórias dos orixás, se fazem necessários pontos riscados de identificação que reluzem vibratoriamente com forte magnetismo de atração no "lado de cá". As energias manipuladas atraem, absorvem, potencializam e expandem os fluidos movimentados pelos caboclos e pretos velhos. Na verdade, os pontos riscados são como se fossem elos identificadores que fazem a conjunção do tipo de energia utilizada com a vibração específica da linha vibratória. Para que as forças que constituem esses elos sejam movimentadas especificamente para os trabalhos de Umbanda, é imperioso que haja o acionamento de determinados códigos de acesso, consoante o resultado que se queira alcançar.

É um ato litúrgico que envolve a magia das entidades, que aglutinarão etericamente em torno dos traços riscados os fluidos e energias benéficas.

Os riscos simbolizam a identidade da linha solicitada, da entidade e do tipo de trabalho exigido, e servem como sinalizadores para as falanges envolvidas nessas demandas mais densas e que exigem grande quantidade de ectoplasma.

Os pontos cantados servem como verdadeiros mantras, elevando a vibração e a egrégora pelos sons articulados conjuntamente, e facilitam o intercâmbio mediúnico. Não têm nenhuma relação com a batucada ensurdecedora de atabaques que acabam incentivando o animismo e as mistificações.

O Pai propiciou aos filhos vários sentidos para que pudessem perceber o mundo físico que os cerca e galgarem a evolução na Terra. O olfato, dependendo dos aromas, aflora emoções e sentimentos. Os aromas podem deixar os homens agitados ou calmos, ansiosos ou relaxados. Antigamente, utilizado nos rituais do Egito antigo, dos hindus, dos persas, e hoje na Umbanda e no Catolicismo, entre outros, o olfato é ferramenta de sensibilização que harmoniza e favorece a percepção psíquica, em que a recepção e inspiração mediúnica são facilitadas.

Além dos odores envolvidos, as ervas, com seus princípios químicos, quando queimadas e eterizadas, se tornam poderosos agentes de limpeza astral e de cura, mantendo mais agradável o ambiente.

PERGUNTA: - Isso tudo não é dispensável para a ação caridosa dos bons espíritos?

VOVÓ MARIA CONGA: - Qual bom espírito? Se o filho entende bom espírito somente como elevado, de vibrações sutilíssimas, doutor e erudito, quase que inatingível aos homens e aos irmãos desencarnados doentes que perambulam pela crosta terrena em busca de auxílio, qual caranguejo retido no lodo pegajoso e putrefato, realmente se faz dispensável. Mas a grande maioria de trabalhadores do Além, laboriosos na caridade de Umbanda, anônimos, e que não se manifestam aos olhos dos filhos, ainda estão muito próximos dos sentidos humanos e evoluindo como tudo no Cosmo. São caboclos do interior, pais velhos, sertanejos, benzedeiras, índios, enfim, a mais variada gama de espíritos que foram simples e ignorantes quando na carne. Logo, são necessários esses rituais exteriores para disciplinar e comandar todos esses agrupamentos, que, numa primeira impressão, podem levar a interpretações equivocadas dos menos atentos sobre o que verdadeiramente ocorre na Espiritualidade no auxílio socorrista aos filhos.

PERGUNTA: - Tudo nos parece muito complexo. Se falharmos no canto ou na grafia do ponto, se utilizarmos ervas erradas para a defumação ou as essências odoríficas forem inadequadas, a caridade dos bons espíritos deixa de acontecer?

VOVÓ MARIA CONGA: - A caridade nunca deixará de ocorrer nos locais em que prepondera o sentimento amoroso que propicia o altruísmo entre as criaturas. Certo está que existe muito chefe de terreiro mistificando, se achando indispensável, único, e que acaba caindo no ridículo e expondo a Umbanda em seus princípios ritualísticos e magísticos à incompreensão dos filhos de outras crenças. Nesses casos, sim, se faz ausente a assistência do "lado de cá", e não em decorrência de um ponto mal riscado, de um banho de descarrego errado ou de uma defumação malfeita. É a vaidade e o egoísmo de alguns cegos que conduzem outros o que fecha as portas para o auxílio dos bons espíritos. Sabemos das dificuldades dos homens, e os sentimentos dos filhos são como um. grande campo aberto a nossa visão astral.

PERGUNTA: - Poderíeis tecer-nos maiores comentários sobre os trabalhos de ectoplasmia que denominais de densos e que ocorrem nos terreiros ou templos umbandistas?

VOVÓ MARIA CONGA: - É a substância mais utilizada pelos caboclos e pretos velhos nas curas e nos desmanchos. O ectoplasma se torna vital, já que os espíritos não o têm, por se tratar de um fluido animalizado que se materializa no plano físico-etéreo. Nas curas, é utilizado na recomposição de tecidos e regeneração celular. Nos trabalhos de desmanche das magias negras, potencializamos o ectoplasma, direcionando-o aos lugares onde se encontra a origem da feitiçaria, que geralmente são objetos vibratoriamente magnetizados e que continuam a vibrar no Plano Astral muito tempo, mesmo após a decomposição física dos materiais utilizados nesses feitiços. Podemos tomá-lo em forma de varreduras energéticas, e, por sua densidade quase física, permite a mudança e a desmobilização de bases dos magos negros. Os médiuns que têm compromisso com a linha de Umbanda são grandes doadores desse fluido vital.

PERGUNTA: - O que é a chamada "Lei da Pemba"?

VOVÓ MARIA CONGA: - É importante deixar claro aos filhos que a pemba, um tipo de giz especial para utilização ritualística, na verdade não tem nenhuma utilidade prática, podendo ser qualquer tipo de giz. O que se toma fundamental é o conhecimento cabalístico da entidade ou do médium que está realizando os sinais riscados.

Esse amontoado de pembas por aí é só para confundir e para alguns incautos fazerem comércio em cima do grande desconhecimento da maioria dos ditos "iniciados" nas coisas ocultas. Os princípios iniciáticos dos pontos riscados, que ficaram indevidamente denominados entre os homens como "Lei da Pemba", quando corretamente manipulados, identificam: a vibração da entidade, o orixá, a falange, a sub-falange, a legião ou o agrupamento, o grau hierárquico, se é um orixá menor, guia ou protetor, a vibração do astro regente, entre outras identificações necessárias para os trabalhos de magia.

PERGUNTA: - A Umbanda Esotérica é a mesma Umbanda "tradicional"?

VOVÓ MARIA CONGA: - A Lei Maior Divina, a Umbanda, é uma só. O que ocorre é que o dito movimento esotérico tenta resgatar um método de estudo que leve ao conhecimento mais profundo das coisas ocultas, não se preocupando em demasia com os ritos exteriores. Em verdade, esse movimento vem resgatar a Umbanda em seus princípios iniciáticos mais puros e antigos, tornando necessário um maior estudo dos médiuns. Caminha a nossa sagrada Umbanda para a unificação de sua ritualística.

O grande desafio dos esotéricos é não afidalgar a Umbanda, e não deixar que o conhecimento afaste os filhos da simplicidade que deve haver na caridade com os consulentes que demandam as portas dos terreiros e templos.

PERGUNTA: - O que é "fazer a cabeça"? Se o pai de terreiro não "fizer a cabeça", o médium não se desenvolve?

VOVÓ MARIA CONGA: - Essa questão muito nos entristece. Há muito filho querendo ser médium, ser cavalo de Umbanda de qualquer jeito; chegam a procurar um pai-de santo para fazer a cabeça e firmar o guia ou protetor. O bisonho dessa situação é que chegam a procurar diversos terreiros, até aqueles que dão certificado para mostrarem depois que são "cabeça feita". Não se paga para obter a mediunidade de tarefa e muito menos alguém pode nos capacitar para aquilo que não temos. Sendo assim, os aproveitadores da fé alheia se fazem presentes, e isso não tem nada a ver com a Umbanda e suas sagradas leis.

RAMATÍS: - O Cristo-Jesus dizia: "Quando um cego guia outro, ambos cairão na cova." Essas palavras devem ter um sentido especial para os diretores espirituais da Terra nas diversas formas de manifestação do mediunismo. Estais vivenciando a era dos gurus, o momento que a humanidade começa a se voltar para o holismo: o homem é um todo indivisível participe do Cosmo. Do Oriente ao Ocidente há aqueles que se dizem mestres a conduzir aprendizes. A iniciação independe de diploma ou certificado e nenhum homem ou espírito pode iniciar outro, pois cada um inicia a si mesmo. Jesus, um verdadeiro mestre espiritual que já esteve entre vós, nunca iniciou nenhum de seus discípulos ou apóstolos, que eram gente do

povo, toscos, mas puros de coração. Lembrai-vos, contudo, da auto-iniciação, muito bem mostrada no dia de Pentecostes, em que 120 discípulos do Divino Mestre iniciaram a si próprios, depois de nove dias de silêncio, jejum e meditação.

Demonstra presunção e arrogância quem diz que vai iniciar alguém ou "fazer a cabeça" para o capacitar como médium umbandista. O ritual aplicado não significa iniciação espiritual interiorizada, e a condição para um guia, protetor, mentor ou anjo guardião se fazer manifestar por um aparelho mediúnico é o compromisso assumido no Além de longa data, que, por si só, não garante que tal ocorra se a condição moral do médium for inadequada. Essa situação é uma espécie de fraude que os mais espertos realizam com os que procuram de todo jeito a mediunidade para satisfazer as suas vaidades, como se quisessem adquirir um objeto valioso, que dê status e possa ser mostrado como jóia rara finamente enfeitada e conquistada com sacrifício.

PERGUNTA: - Por que são necessárias sete iniciações no desenvolvimento mediúnico da Umbanda Esotérica para o médium ser considerado apto aos trabalhos ou de "cabeça feita"?

VOVÓ MARIA CONGA: - O fato de um médium ter feito as iniciações existentes nesses locais não o avaliza como instrumento fiel e seguro aos "olhos" do "lado de cá". Um número determinado de iniciações, seja na mata, no mar, na cachoeira, na pedreira, ou outros sítios vibratórios junto à natureza, são antes de mais nada um oferecimento energético que serve como repositório salutar àqueles que se encontram em desenvolvimento. Se a aptidão mediúnica não se faz presente no corpo astral, o verdadeiro veículo que deve estar sensibilizado para o intercâmbio antes da encarnação, não adiantam nada as iniciações, e independem de quantidade. Ocorre que esse tipo de sistemática facilita o aprendizado e o aparelho vai se "habituando" com as vibrações dos guias e protetores, até ser considerado em condições pelo diretor espiritual, ou não, de participar ativamente das giras de caridade e dos demais trabalhos no terreiro ou templo.

PERGUNTA: - Observamos em alguns templos uma graduação setenária de classificação hierárquica dos médiuns. Há como se classificar o corpo mediúnico?

VOVÓ MARIA CONGA: - Hierarquia na Umbanda não deve significar superioridade como quartel militar. Muitas vezes, a mais singela tarefa, como a de recepcionar os consulentes na entrada do terreiro, é a que requer mais amor e humildade. Logo, os filhos não devem se envaidecer com títulos, graus ou nomes pomposos. Acreditamos que os graus hierárquicos podem ser ferramentas eficazes para a educação mediúnica, como método de estudo e para manter a disciplina principalmente nas casas maiores.

PERGUNTA: - Considerando que o desenvolvimento mediúnico se dá pela moralização do médium e pela capacidade dos seus "dons" de sintonia com o Plano Astral, as iniciações em matas, cachoeiras, praias, entre outras citadas e utilizadas pelos umbandistas, não são desnecessárias?

VOVÓ MARIA CONGA: - Nas casas sérias, que realmente têm amparo dos bons guias e protetores da Sagrada Umbanda, filho de fé que não tem moral não entra para a educação mediúnica, pois não terá condição de ser "cavalo de demanda", ou médium umbandista. Claro que se os "dons" estão ausentes, se dispensará qualquer atividade de desenvolvimento ou iniciação na natureza. As iniciações são necessárias para fortalecimento energético dos médiuns e para "firmar" as vibrações com as entidades que estão programadas para trabalhar com o aparelho. "Cavalo" de Umbanda trabalha com fluidos do Umbral Inferior, com magia, grande quantidade de ectoplasma e energias etéricas da terra, ar, fogo e água. Por si só, as oferendas e rituais aplicados nesses locais não garantem a plenitude mediúnica, que deverá vir acompanhada de moral elevada, conduta reta e sentimento de doação, de exercitar a caridade desinteressada e inevitavelmente amor ao próximo.

PERGUNTA: - Os congás, cheios de imagens de todos os tipos, são importantes? Afinal de contas, o que é um congá?

VOVÓ MARIA CONGA: - O congá é o local sagrado de todo o cerimonial umbandista. Os rituais que são aplicados têm no congá o ponto máximo de convergência vibratória durante os trabalhos magísticos de uma gira de caridade. As vibrações de Oxalá emanam desse ponto, abrangendo toda a corrente que se forma. Os que adentram em um templo umbandista ainda não estão em condições de prescindir dos objetos que serão pontos focais dos pensamentos direcionados para um local em comum, e que estrutura e mantém a egrégora necessária para a magia. Encontram no congá esse ponto de referência e fixação (1).

Esses excessos de imagens são decorrência do sincretismo e sob certo aspecto serviram muito para acalmar as mentes desajustadas e doentes que, procurando a cura dos males na Umbanda, encontram na imagem do seu santo de fé a certeza de que ali resolverão os seus infortúnios, acalmando os corações em desalinho.

1 - Os templos de todas as correntes religiosas, do passado e do presente, sempre souberam que se faz necessário um ponto focal - o altar - para centralizar o conjunto vibratório. Na Antiguidade, usava-se uma chama sobre os altares, simbolizando a Luz divina, como nos Templos da Luz atlantes, prática herdada pelos egípcios, hindus, gregos, celtas e até romanos, onde as oferendas de flores, incenso, perfumes etc., faziam a conexão com as energias da natureza.

Aliás, entre os celtas, onde foi sacerdote, por exemplo, Allan Kardec, os altares eram erigidos nas grandes florestas para trabalhar diretamente com as forças sagradas da natureza. Talvez aos kardecistas muito ortodoxos causasse um choque emotivo se pudessem vislumbrar a figura austera do mestre de Lyon no papel de sacerdote druida, de túnica branca, entre os carvalhos da antiga Gália, oficiando diante dos altares o culto sagrado da mais pura das magias, com a evocação das forças elementais, reverenciando a Mãe Terra e os espíritos das árvores, com os belos rituais de harmonização e cura, por intermédio de sons e cânticos sagrados em que eram mestres os druidas. Não gratuitamente, os guias do professor Rivail lhe sugeriram adotar o pseudônimo de Allan Kardec. Grandes energias espirituais de proteção e harmonia deveriam estar ligadas, como numa "chave" oculta, a esse nome sacerdotal.

O que ocorre é que alguns congás são uma confusão de tal monta que nem os mais afeitos, do "lado de cá", a pontos de identificação para os consulentes, de fixação e eliminação dos fluidos dos elementos utilizados na magia, conseguem entender. Esses congás mal orientados, carregados de fluidos deletérios e das baixas entidades do Astral Inferior, nada têm a ver com a imantação que tomará o congá um corredor de boas correntes, de descargas saudáveis e outros benefícios da manipulação magística dos pretos velhos e caboclos.

PERGUNTA: - Parece-nos que há um excesso de hierarquia na Umbanda: legiões, falanges, sub-falanges, agrupamentos, guias, protetores. Isso é correto?

VOVÓ MARIA CONGA: - Não classifiquemos como correto ou incorreto. É uma forma de agrupar as entidades dentro das vibrações dos orixás que lhes são afins e nas quais laboram na Umbanda. Como existe enorme quantidade de espíritos, incorporantes e não incorporantes, a maioria ainda sem direito a um aparelho mediúnico, se fez necessário um método de estabelecer uma rígida hierarquia, com a finalidade precípua de organizar e não de classificar em superior ou inferior. A maioria são filhos ainda muito apegados à matéria, ansiosos por reaver o equilíbrio com as leis cósmicas pelas muitas faltas cometidas na carne.

São lavradores, carregadores, marujos, sertanejos simples, andarilhos, negros excluídos, índios maltratados e perseguidos, todos simples e toscos, formando um gigantesco exército que travará uma enorme e intermitente batalha: levar aos sofredores consolo e cura, respeitando os ensinamentos do Cristo, o merecimento e o livre-arbítrio individual, causando alívio aos doentes da alma de todas as procedências, que procuram a Umbanda aos milhões, diariamente, nessa Terra chamada Brasil.

Fonte: https://grupodeestudospaibeneditodearuanda.wordpress.com/2013/06/04/novos-livros-para-download-2/

Extratos da Obra: Evolução no Planeta Azul - Ramatis e Vovó Maria Conga 

Rayom Ra
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