quarta-feira, 1 de abril de 2015

Os Métodos Atuais da Psicologia e Psiquiatria Realmente Ajudam na Cura da Alma?


Psiquiatria: com a publicação do DSM-5, o luto passará a ser considerado como um sintoma da depressão. Com isso, volta o debate sobre o que são os sentimentos naturais do homem e o que é uma doença mental
   
  A questão de vivermos numa sociedade de polos opostos onde os “despertos” enxergam aquilo que os sonâmbulos não enxergam, traz à tona de maneira pragmática o distanciamento entre a alma vivente das culturas empíricas de épocas recentes e tranquilas, e aquela contagiada pela ebulição de uma sociedade rapidamente transformada pelas mirabolantes descobertas científicas e introduções revolucionárias da tecnologia.

  Os processadores educacionais para as grandes massas estudantis de todo o mundo adotam realmente módulos conducentes a um tipo de hipnose não percebida ordinariamente. Mas é suficiente observarmos as próprias diretrizes do ensino básico até ao universitário, onde nossos cérebros são treinados para receberem quase que unicamente mensagens, teorias, fórmulas, esquemas, métodos, experimentos e inumeráveis modernidades – hoje num ritmo muito mais acentuado e numa razão excessivamente objetiva. Essa objetividade introduzida ao sistema educacional, que veio se acentuando com o passar dos séculos, mais do que nunca é considerada normal e correta – pelo menos para a nossa civilização ocidental – a fim de atender às necessidades culturais e técnicas dos indivíduos e para formações profissionais em todos os níveis e setores de nossas vidas em sociedade.

  O subjetivismo, analisado pela psicologia como substrato da mente de um indivíduo, de certo modo conflita com a definição do sistema filosófico que não admite outra realidade que não seja do ser pensante. O subjetivismo a nosso ver pode ser definido de muitos modos, porém precisa ser entendido como existindo de uma só nascente e num fluxo perene e contínuo para toda a natureza humana, manifestando-se de modo especial em cada individuo por suas características mentais e culturais – principalmente por isso – ou haverá sempre muitas dificuldades em se chegar a um consenso sobre esse ponto. O subjetivismo é focalizado em universidades como parte de uma esfera teórica dos mundos da psicologia, da filosofia, e da literatura especializada, mas nunca abordado de maneira adequada devido a certas barreiras ainda não transpostas. É fora das escolas oficiais, na vida comum, que ele se manifesta e flui de maneira espontânea no ser humano, ou é desenvolvido através de processadores. As religiões são um desses processadores que levam crentes a não pensar somente pelo sistema objetivo e concreto, mas através do pensamento ligar-se a uma corrente de energia devocional e emocional, fluente através do coração.

  Já no esoterismo há outros patamares.  Seus praticantes são treinados a fim de evitar que os módulos objetivos condicionantes injetados no cérebro e assim mantidos, interfiram nas conceituações elevadas sobre a Vida e fenômenos da natureza. Os estudantes e praticantes dessa ciência milenar, quando no campo experimental acadêmico, ou nas suas particulares investigações, operam simultaneamente com as duas vertentes: a objetiva e a subjetiva, sendo que esse subjetivismo não se restringe somente aos níveis sistêmicos subconscientes e aos níveis dedutíveis e subliminares que navegam sob pontes, entre uma e outra moção lógica do intelecto. É muito mais que isso: significa uma via morfológica extraordinariamente ampla a perder de vista, que vem de cima. E também vai do inconsciente do indivíduo à supraconsciência, e muito além quando se trate de transcender os limites humanos, deixando de ser subjetiva ou subjacente nas suas maiores alturas. Depois desaparece, passa a inexistir ou se transforma, pois aqueles que transcendem os limites do humano voltam a ser entidades cósmicas cada vez mais sencientes nas suas inatacáveis essências.

  A ciência laboratorial acadêmica por décadas tem gasto incontáveis somas de dinheiro para pesquisas diversas, porém muitas têm sido sem nexo, sem sentido algum, bizarras, e para nenhum proveito prático – até chocantes e repulsivas como no caso de animais cruelmente sacrificados em testes – um desperdício inconcebível de dinheiro dos cofres governamentais, que serviriam para dar suporte a inúmeros projetos em favor da humanidade carente em todo o mundo. Estudos do homem interior na área da psicologia passam por um crivo unicamente ao nível da personalidade, não tendo a menor utilidade as verborrágicas teses e conceitos dos doutos impolutos, ficando, ao final de tudo, restritos às áreas cerebrais sem considerarem, como deveriam, a mais importante variante do ser humano que é sua psique ampliada em seus níveis emocionais, mentais e, principalmente, espirituais.

  O cérebro é um mecanismo maravilhoso engendrado por Deus, e para o homem serve somente para as suas necessidades materiais, quer sejam físicas ou intelectuais, e, portanto, exteriores. Porém, a ciência médica em seus diversos segmentos, e nisso podemos incluir correntes ainda poderosas e ortodoxas da própria psicologia em seu estado atual, negam com veemências axiomáticas o homem como um “’Ser Total Multidimensional”’, admitindo suas reações e necessidades físicas ou psicológicas unicamente a partir do cérebro denso, onde estaria a sede de seus cinco sentidos. E daí, a multiplicidade de suas reações mentais conscientes e inconscientes através e em torno de um mundo sensorial chamado psique. Hoje, admite-se a partir da mente, os processos emocionais, cognitivos e conativos, porém torna-se necessário entender-se ainda, ou aceitar, que a mente é preexistente ao ego-personalidade.

  Apesar de os pais da psicologia terem originalmente estudado o homem sob um ângulo mais aprofundado, baseados em pesquisas de um passado esotérico e religioso, sob três principais aspectos, o id, o ego e o superego, ou: inconsciente, consciente e super consciente, não trataram claramente de sua origem nem de sua essência espiritual – a única, a verdadeira, a imortal – talvez procurando evitar execrações da ciência atéia, preferindo aterem-se à dimensão da personalidade como uma só vida. Ou seja: vive-se uma única vez, quer doente, quer saudável, rico ou pobre, escravo ou senhor, jovem ou velho – tudo dependendo unicamente da sorte. A mente, na ciência da psicologia, ainda é objeto de intensas discussões quanto a sua origem e existência e – pasmos – vemos os ortodoxos considerarem-na como um produto exarado da matéria, não existindo, portanto, senão pelo cérebro físico. O homem de mediana evolução na Terra, conforme sabem e conhecem os esotéricos – queiram ou não os catedráticos materialistas – possui hoje os cérebros de seus campos: mental, emocional, físico-etérico e físico-denso, em plenas ações e crescentes transformações, influenciando diretamente os seus comportamentos diários.

  Portanto, as pesquisas da ciência acadêmica tradicional abusam das remontagens reversas e teóricas dos mecanismos cerebrais do ser humano, achando que tudo o que o homem é, representa e externa através de sintomas, manias, taras, emoções, gostos, tendências, sofrimentos morais e físicos, ambições, atrações e preferências sexuais, e de tantas outras coisas, prendem-se exclusivamente à existência e necessidades imperiosas de sua massa cinzenta. E tendo morrido, tudo dele vira pó e se acaba. Ou seja, o ser humano, nos parâmetros da psicologia ortodoxa, deveria chamar-se “cérebro”. E vemos nessa discrepância o cérebro animal sendo também um instrumento programável e condicionante, pseudo sede da ação instintiva, contrariamente ao que acreditam os pesquisadores materialistas.

  A mente é o instrumento de poder do ser humano para se manifestar, quer se trate da inconsciência (o arquétipo original), da subconsciência, da consciência ou da supraconsciência. Vem de cima para baixo e abrange o homem na medida em que seus átomos são acionados por sua vontade de aprender do mundo e evoluir, sendo a vontade um atributo não adquirido, mas inerente ao ser humano.

  E nessa conceituação, a psicologia como um todo – e não a psicologia bem entendida pelos espiritualistas, esotéricos e estudiosos acadêmicos de vanguarda com mentes abertas – já deveria ter decolado para uma autoridade interiormente mais ampla e vertical, sobre o cientificismo falido de outras pesquisas de remontagens ridículas das origens e natureza do homem – que é um ser, na sua Primeva Essência, ultra psíquico, criado por Deus. No entanto, a oficialidade dessa ciência chamada psicologia, ainda hesita entre a teimosia atéia e dogmática do seu próprio e redundante marca-passo e o sincero reconhecimento de que a limitação em que se encontra enredada será sempre a mesma enquanto não avançar às profundidades maiores no universo esotérico do ser humano. E a partir desse universo, curas verdadeiras no âmbito energético da chamada Alma podem ser oficialmente confirmadas e aceitas e também problemas geneticamente detectados, responsáveis pelos surgimentos de patogenias graves e inevitáveis. Essas pré-desarmonias estruturais do ego-personalidade, trazidas de vidas pregressas, sendo identificadas e corretamente trabalhadas, se atenuarão a um mínimo possível nos seus efeitos maléficos pelas decorrentes plasmações no corpo biológico, e sem o uso de medicações adulteradoras dos mecanismos cerebrais como nos casos de paroxismos ou cronicidades.

  Assim, entendemos deva ser esse o caminho futuro da psicologia e psiquiatria bem como de seus segmentos terapêuticos, todos a se voltarem para a aceitação e conhecimento de dimensões mais elevadas do ego reencarnante, ou alma propriamente. Nessas dimensões residem as causas dos enfraquecimentos de egos e de seus fracassos em sucessivas vidas experimentadas, que os obrigam a descer muitas vezes a Terra trazendo de volta as sementes de males mentais, morais e físicos, anteriormente contraídos, que novamente brotarão.

  Reafirmamos que os métodos da ciência da mente pelos princípios acadêmicos precisam urgentemente se aliar ao conhecimento prático esotérico a fim de avançar para auxílio dessa enorme massa humana encarnada em nosso planeta. Vemos com inteiro desagrado as disputas dos eruditos teóricos, envaidecidos, que em nada ajudam a tomar o fio da meada dessa ciência, e fazerem dela um veículo realmente confiável, importante e rápido para as curas clínicas, o despertar do autoconhecimento e, em muitos casos, para as consequentes auto curas e libertações definitivas de milenares mazelas.

                                                                   Rayom Ra

terça-feira, 24 de março de 2015

A Psiquiatria Enlouqueceu


Toda Emoção Humana Agora é Classificada como uma Desordem Mental pelo DSM-5

  A indústria da psiquiatria moderna enlouqueceu oficialmente. Praticamente toda emoção vivida por um ser humano - a tristeza, a dor, a ansiedade, a frustração, a impaciência, o entusiasmo, a alegria, está sendo agora classificada como "transtorno mental", exigindo tratamento químico (com medicamentos prescritos, é claro).

  A nova "bíblia" da psiquiatria, chamada de DSM-5, prevista para ser lançada em alguns meses, se transformou de um manual de referência médica para uma prova da insanidade da própria indústria.

  Os "Transtornos mentais" listadas no DSM-5 incluem "Transtorno de Ansiedade Generalizada" ou GAD (abreviação em inglês). GAD pode ser diagnosticada em uma pessoa que se sente um pouco ansiosa fazendo algo assim como, vamos dizer, falar com um psiquiatra. Assim, o simples ato de um psiquiatra fazer um diagnóstico faz com que os "sintomas" destes diagnósticos apareçam magicamente.

  Isso é chamado de charlatanismo e raciocínio circular, mas é indicativo de como toda a indústria da psiquiatria tornou-se motivo de riso entre os círculos científicos, tanto que até mesmo os cientistas mais céticos estão começando a virar as costas com nojo. A psiquiatria não é mais "científica" do que a astrologia ou leitura de mãos, mas seus praticantes se chamam de "doutores" da psiquiatria, a fim de tentar fazer com que o charlatanismo soe digno de confiança.

                                 Como a Psiquiatria Moderna Realmente Funciona

  Veja como a psiquiatria moderna realmente funciona: Um grupo de intelectuais "auto-importantes", excessivamente pagos, e que querem ganhar mais dinheiro inventam uma doença fabricada que eu vou chamar de
"Transtorno de Hoogala Boogala" ou THB.

  Levantando as mãos, eles então votam na existência de quaisquer "sintomas" que pretendem que sejam associados com o tal Transtorno de Hoogala Boogala. Neste caso, os sintomas podem ser qualquer coisa absurda como cantar de forma espontânea ou colocar o dedo no seu nariz de vez em quando.

  Eles, então, convencem os professores, jornalistas e reguladores governamentais que o Transtorno de Hoogala Boogala é real. E mais importante, que milhões de crianças sofrem com isso! Não seria justo não oferecer tratamento para todas estas crianças, não é?

  Assim começa a chamada para o "tratamento" de uma doença completamente fabricada. A partir daí, é uma coisa fácil para a Big Pharma (Indústria Farmacêutica) fabricar qualquer dado científico que eles possam precisar, a fim de "provar" que qualquer veneno que eles queiram vender "reduz o risco de Transtorno de Hoogala Boogala".

  Depois então, os psiquiatras que parecem sérios, mas que estão se mijando de rir no quarto dos fundos, "diagnosticam" as crianças com o Transtorno de Hoogala Boogala e "prescrevem" os medicamentos que supostamente tratam a "doença". Para esta ação, esses psiquiatras, que são, vamos admitir, perigosos predadores de crianças, ganham gordas propinas financeiras da Big Pharma.

  A fim de maximizar suas propinas e brindes da Big Pharma, grupos desses psiquiatras se reúnem de tempos em tempos e inventam mais alguns transtornos fictícios, ampliando seu volume fictício chamado de DSM. DSM quer dizer "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders" ou "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" em português (também poderia ser Doutores Sado-Masoquistas).

  O DSM é agora maior do que nunca, e inclui distúrbios como "Transtorno de Desafio a Obediência" (ODD), e é definido como recusar-se a lamber as botas e a seguir falsas autoridades. Aos estupradores que sentem excitação sexual durante seus estupros é dada a desculpa de que eles têm "transtorno parafílico coercitivo" e portanto, não são responsáveis por suas ações. (Mas eles vão precisar de medicação, é claro!)

  Você também pode se diagnosticado com "Transtorno de Armazenamento" se acontecer de você estocar comida, água e munição, entre outras coisas. Sim, estar preparado para possíveis desastres naturais agora faz de você um doente mental aos olhos da psiquiatria moderna (e do governo, também).

        "Ex-Presidente do DSM Pede Desculpas Pela Criação de "Falsas Epidemias"

  Allen Frances presidiu o DSM-IV, que foi lançado em 1994. Ele agora admite que isto foi um grande erro que resultou no excesso de diagnósticos em massa de pessoas que são na realidade muito normais. O DSM-IV "... inadvertidamente contribuiu para três falsas epidemias - a de Desordem de Déficit de Atenção, a do autismo e a de transtorno bipolar na infância", escreve Allen em um artigo de opinião do LA Times.

  Ele então continua:

  O primeiro esboço da próxima edição do DSM... está repleto de sugestões que multiplicam os nossos erros e ampliam o alcance da psiquiatria de forma dramaticamente mais profunda para o domínio cada vez menor do normal. Esta imperialização médica em atacado da normalidade poderia criar dezenas de milhões de pessoas inocentes que seriam erroneamente diagnosticadas como tendo um transtorno mental. A indústria farmacêutica teria um prato cheio - apesar da falta de evidências sólidas de quaisquer tratamentos eficazes para esses diagnósticos recém-propostos.

  Todas essas doenças fabricadas, naturalmente, resultam em um número inflado de falsos positivos. Como Allen escreve:

  A "Síndrome do Risco de Psicose" usaria a presença de um pensamento estranho para prever que mais tarde iria ter um surto psicótico completo. Mas a previsão estaria errada pelo menos três ou quatro vezes para cada vez que estaria correta - e muitos adolescentes diagnosticados incorretamente iriam receber medicamentos que podem causar enorme ganho de peso, diabetes e uma expectativa de vida mais curta.

  Mas esse é o ponto principal da psiquiatria: Prescrever medicamentos para pessoas que não precisam deles. Isto é realizado quase que inteiramente por pessoas com diagnóstico de distúrbios que não existem.

  E culmina em psiquiatras sendo muito bem pagos com dinheiro que nunca antes ganharam (e certamente não merecem.)

  Imagine: Uma indústria inteira inventando a partir do nada! E sim, você tem que usar a imaginação porque nada dentro da indústria é de fato real.

  O que é "normal" em psiquiatria? Ser um zumbi sem emoções.

 A única maneira de ser "normal" quando você está sendo observado ou "diagnosticado" por um psiquiatra, um processo que é totalmente subjetivo e totalmente desprovido de qualquer coisa parecida com a ciência real, é expor absolutamente nenhuma emoção ou comportamento.

  Uma pessoa em coma é uma pessoa "normal", de acordo com o DSM, porque eles não apresentam quaisquer sintomas que podem indicar a presença dessas coisas horríveis chamadas emoções ou comportamentos.

  É tudo uma farsa cruel, completa. A psiquiatria deve ser totalmente abolida agora e todas as crianças colocadas em medicação devem ser retiradas e ao invés de remédios deveriam receber uma boa nutrição.

  Praticamente toda a indústria psiquiátrica é dirigida por verdadeiros loucos, psicopatas, sociopatas e maníacos famintos de poder que usam seu poder para vitimar crianças (e adultos também). Não há nenhum lugar na sociedade para a psiquiatria distorcida com base em distúrbios fabricados. Toda a operação precisa ser desligada, dissolvida e tornada ilegal.

                                                A Noção de Normalidade Perdida

  Aqui estão algumas verdades simples que precisam ser reafirmadas quando abolirmos a indústria científica charlatã da psiquiatria:

  Normalidade não é alcançada por meio de medicamentos. Normalidade não é a ausência de uma gama de emoções. A vida necessariamente envolve emoções, experiências e comportamentos que, de tempos em tempo, ficam fora dos limites do mundano. Isso não significa que as pessoas têm um "distúrbio mental". Significa apenas que eles não são robôs biológicos.

  Nutrição, ao invés de medicação, é a resposta.

  Deficiência nutricional, por sinal, é a causa raiz de quase todas as "doenças mentais". Desequilíbrio de açúcar no sangue causam mal funcionamento cerebral, porque o cérebro funciona com o açúcar como fonte de energia primária. Deficiências em zinco, selênio, crômio, magnésio e outros elementos causam desequilíbrios de açúcar no sangue que resultam em emoções ou comportamentos aparentemente "selvagens".

  Quase todo mundo que foi diagnosticado com um transtorno mental em nosso mundo moderno está na realidade sofrendo de nada mais do que desequilíbrio nutricional. Muita comida processada, "junk food" venenosa e não o bastante "superfood" saudável e nutritivo. Às vezes, eles também têm intoxicação por metais ao tomar muitas vacinas (alumínio e mercúrio) ou comer alimentos muito tóxicos (mercúrio em peixes, arsénio, cádmio, etc). A deficiência de vitamina D é ridiculamente generalizada, especialmente no Reino Unido e no Canadá, onde a luz solar é mais difícil de conseguir regularmente.

  Mas a razão porque a nutrição nunca é apontada como a solução para os transtornos mentais e de doença é porque a indústria farmacêutica só faz dinheiro vendendo "tratamentos" químicos para condições as quais são dados nomes complicados, técnicos, para fazê-los parecer mais real. Se os alimentos e suplementos nutricionais podem manter o cérebro saudável, e acreditem, eles podem! Então quem precisa de medicamentos de alto custo? Quem precisa de psiquiatras caríssimos? Quem precisa de representantes de drogas? De médicos (falsos) que empurram Comprimidos?

  Ninguém precisa deles! Esta é a verdade auto-evidente da questão: a nossa sociedade seria muito mais feliz, mais saudável e mais produtiva amanhã, se toda a indústria farmacêutica e a indústria da psiquiatria simplesmente desaparecessem durante esta noite.

  Com o DSM-5, a psiquiatria moderna fez uma paródia de si mesmo. O que antes era visto como algo que talvez tivesse alguma base na ciência é agora amplamente visto como um charlatanismo.

  A psiquiatria agora parece ser completamente insana. E isso pode ser o primeiro diagnóstico preciso de todo o grupo.

  O texto seguinte é um trecho do livro Vendendo Doenças (Selling Sickness) e demostra exatamente a evolução da medicina psiquiátrica nos últimos quase 40 anos:

  Vendendo Doenças (Selling Sickness).
  As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento.
  Ray Moynihan & Alan Cassels
Le Monde Diplomatique, maio 2006
Tradução: Wanda Caldeira Brant

  Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune o seu desespero por ver o mercado potencial da sua empresa confinado somente às doenças. Explicando que preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley’s – fabricante de gomas de mascar – Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às pessoas… saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de “vender para todo mundo“. Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.

    As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais, pessoas transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de quinhentos bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

Fonte: http://www.anovaordemmundial.com/

                                                                         Rayom Ra

O Ciclo Humano da Obediência Sem Sentido

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  Há algum mecanismo no mundo que seja mais ridículo, absurdo e humilhante para a dignidade humana do que "estar na moda"? 

  Alguém já pensou o que realmente significa "estar na moda no vestuário", por exemplo? 

  Estar na moda significa literalmente que algum desconhecido e por motivos inexplicados e injustificados, decidiu o que e como você deve se vestir e calçar e qual cor, textura e elementos estéticos você deve gostar, sem ter em conta sua escolha, seus gostos ou a sua opinião a respeito. 

É um mecanismo tão incrivelmente infundado e arbitrário que se torna difícil de processar mentalmente, por sua carência de lógica interna.É como se ano após ano, cada pessoa recebesse uma carta anônima de origem desconhecida em sua casa escrita "amanhã você pintará o cabelo de verde e vestirá roupa laranja" e no dia seguinte todo mundo sairia orgulhoso às ruas vestido da mesma maneira e com o cabelo convertido em um matagal, exibindo-se diante os demais por ter seguido as instruções da nota.

   Se isto acontecesse e víssemos com os nossos próprios olhos, pensaríamos que todo o mundo tinha sido hipnotizado.

   No entanto, isto é o que acontece continuamente ao nosso redor representado de múltiplas maneiras e para todos nós parece a coisa mais normal do mundo.

   Temporada após temporada recebemos nossa "mensagem anônima" que nos diz como devemos nos pentear, como devemos nos vestir, qual música devemos dançar e qual ato de extrema loucura tipo Harlem Shake ou selfie-idiota-grupal-da-vez devemos reproduzir junto com nossos amigos para poder postar no Youtube ou Instagram, com o objetivo de compartilhá-lo com esses milhões de pseudo-indivíduos que decidiram obedecer a nota exatamente como temos feito.
Un grupo de borregos bailando el Harlem Shake "porque está de moda"
              Um grupo de ovelhas dançando Harlem Shake “porque está na moda

  Vemos isso como algo lógico quando na realidade é um elemento próprio de um filme de terror; parecem os primeiro espasmos do que acabará se tornando em uma gigantesca mente manipulada mundial sem indivíduos diferenciados, mas clones numerados e programados.

   Ninguém quer perceber isso, mas já estamos dando passos decisivos nessa direção, que atualmente nem sequer nos faz falta saber quem nos dita as instruções que obedecemos cegamente sem nem perguntarmos o por que.

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                                                           Estar na moda 

  Independente da forma que vemos, "estar na moda" não nos traz nenhum benefício tangível e se o analisarmos com um mínimo de espírito crítico, veremos que não significa nada e não possui a mínima utilidade.

   A moda de temporada não está baseada no valor intrínseco da roupa como instrumento útil, nem em conforto, nem em sua funcionalidade, tampouco tem nada a ver com a beleza estética, embora muitas pessoas se empenhem em acreditar que sim.

   É um conceito baseado, exclusivamente, na programação mental mais arbitrária e sua única função é dissolver qualquer individualidade no ácido da estupidez socializada.


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                                          Resumindo, poderíamos dizer que:

  A - A moda de temporada não tem justificativa (cada temporada se decide uma nova tendência por motivos arbitrários e desconhecidos)
  B - A moda de temporada não tem função concreta (seguir as regras estéticas da temporada não te salva dos raios ultravioletas, nem te protege de um acidente de carro, nem te torna uma pessoa melhor, nem mais forte, nem mais bonito, nem mais inteligente)
  C - Seguir a moda não oferece nenhuma recompensa a quem a veste (quem veste a moda deve gastar dinheiro em troca unicamente de uma etiqueta imaginária que diz "esta pessoa segue a moda") 

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   As únicas pessoas que podem justificar a necessidade da moda de temporada são os próprios fabricantes de roupas e os criadores de tendências, pois fazem negócio com ela.

   Mas para nós, as pessoas da rua, seguir a moda que nos é imposta não tem nenhuma justificação prática nem racional e somente nos representa uma despesa, pois seus impulsionadores não se dedicam a compartilhar suas ganâncias econômicas conosco em troca de nossa altruísta e generosa colaboração em seu "projeto empresarial".

   Assim, é obvio que seguir a moda é um exemplo de programação mental pura e simples, vejamos as expressões que se utilizam no campo da moda da alta costura:

Típico ejemplo de expresion sin sujeto propia de las publicaciones de modas y tendencias
  
  Típico exemplo de expressão sem assunto das publicações de modas e tendências

   Quando ouvimos pela televisão que "nesta temporada serão usados os tons pastéis e os tecidos vaporosos", podemos observar que se trata de uma expressão impessoal que carece de assunto.

   Por isso, quando ouvimos alguém que afirma que veste uma determinada roupa "porque é o que estão usando", podemos deduzir que essa pessoa não exerce nenhum tipo de governo sobre a sua própria existência e é pouco mais que um mero reprodutor irreflexivo das instruções que a sociedade instala em sua mente, como seria qualquer autômato programado.
 

  Ela nem chega a ouvir a sua própria voz: faz simplesmente aquilo que lhe ordenam, sem pensar por si mesma.

  Sua lógica de funcionamento é:

  Tenho que vestir isto / Por qual razão?/ Porque isto é o que eu tenho que vestir.

   Um mecanismo próprio de uma mente em estado de hipnose, que nem mesmo chega a se perguntar quem ou o que está por trás daquela corrente estética que decidiu seguir, nem quais razões teriam para criá-la.

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  Não deixa de ser um paradoxo pois, precisamente essas pessoas sem critério e personalidade própria, capazes de pronunciar impavidamente frases sem conteúdo para justificar sua obediência hipnótica, são aquelas que zombam de todos aqueles que não seguem a programação mental a que estão submetidas.

   E o pior caso são aqueles que estão sob o pretexto da "beleza", ao ponto de chegarem a sentir genuína repulsa por elementos estéticos "fora de moda", ou simplesmente não coerentes com os elementos do momento, embora precisamente, esses mesmos elementos estéticos que tanto repudiam agora, são os mesmo que eles consideraram "lindos" ou "atraentes" na época e podem voltar a ser se os designers, de forma unilateral e sem contar com a sua opinião, decidirem colocá-lo de novo "na moda".

"Los 80 vuelven al invierno de 2013"
                                      “Os anos 80 voltaram no inverno de 2013″

   Muito profundo é o nível de programação mental a que estão submetidos estes pseudo-indivíduos que seguem a moda. Tão profundo que inclusive chega a alterar os seus sentimentos e sua percepção sobre o que supõem ser bonito e o que não é, como se alguém tivesse apagado o seu disco rígido e instalado um novo programa.

   Isso nos faz chegar a triste conclusão de que os escravos de qualquer moda, e em casos extremos, as "vítimas da moda", além de serem patéticos seres sem critério nem personalidade, não abrigam em seus cérebros vazios uma mínima sensibilidade própria sobre o que é beleza.

   Estamos, portanto, com pouco espaço para dúvida, diante da escala mais baixa e desprezível da espécie humana.

 Sim, isso pode soar como uma expressão muito forte, mas há algo mais desprezível do que um ser humano que renuncia o seu próprio critério e personalidade com a finalidade de obedecer cegamente mecanismos dos quais desconhece a procedência, justificativa e seu sentido prático e dos quais nem obtém um benefício tangível?

                     Pode-se descer mais e ser mais soberanamente estúpido?


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Fontes: http://gazzettadelapocalipsis.com/2015/01/08/el-ciclo-humano-de-la-obediencia-sin-sentido/
http://www.anovaordemmundial.com/

                                                                                                   
                                                                        Rayom Ra

sábado, 21 de março de 2015

Kalachakra

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  A palavra Kalachakra significa ciclos de tempo, e o sistema Kalachakra apresenta três desses ciclos – externos, internos e alternativos. Os ciclos externos e internos lidam com o tempo como nós normalmente o conhecemos, enquanto que os ciclos alternativos são práticas para alcançar a liberação destes dois. As estruturas dos ciclos externos e internos são semelhantes, similares ao paralelo entre o macrocosmo e o microcosmo discutido na filosofia ocidental. Isto significa que as mesmas leis que governam um universo também dizem respeito aos átomos, ao corpo e à nossa experiência da vida. As práticas dos ciclos alternativos também seguem esta estrutura de modo a nos permitir engajar e superar estas forças de uma maneira eficiente. Este imitar é, de fato, uma das características distintivas do método tântrico anuttarayoga.

  O tempo, no budismo, é definido como sendo uma medida de mudança. Tais mudanças são cíclicas visto que os padrões se repetem, embora os eventos de cada ciclo não sejam completamente idênticos.

  A um nível externo, o universo passa através de ciclos cósmicos, astronômicos, astrológicos e históricos.

  Ao nível interno, o corpo atravessa ciclos fisiológicos, muitos dos quais também produzem associados ciclos mentais e emocionais.

  Além disso, assim como os universos se formam, expandem, contraem, desaparecem e depois formam-se uma vez mais, seres individuais atravessam renascimentos contínuos, repetidos nascimentos, crescimento, envelhecimento e morte.

  Os ciclos do tempo externos e internos delineiam o samsara – os renascimentos incontrolavelmente recorrentes, cheios de problemas e dificuldades. Estes ciclos são dirigidos por impulsos de energia, conhecidos no sistema Kalachakra como "ventos do karma".

  Os potenciais cármicos, de fato, causam uma grande variedade de impulsos que afetam as nossas vidas. Os potenciais cármicos coletivos das ações precedentes de um grande número de seres – incluindo nós próprios – causam, por exemplo, o impulso para a evolução de um universo com ambientes específicos e formas de vida específicas em que nós e estes seres tomamos subsequentemente renascimento. Estes potenciais coletivos também causam os impulsos que dirigem as leis físicas e biológicas que governam esse universo – dos padrões climáticos dos seus planetas aos hábitos do ciclo de vida de cada espécie neles. Explicam também os impulsos por trás do comportamento diário instintivo característico de cada forma de vida.

  Dentro deste contexto, os potenciais cármicos individuais, na junção apropriada dos ciclos internos de cada ser – depois de cada morte – produzem o impulso de renascer num ambiente específico com um corpo específico. Este impulso é relativo a um ponto evolucionário particular no ciclo externo de um universo.

  Todos estes fatores que amadurecem do karma funcionam juntos e harmoniosamente para fornecer o "recipiente" dentro do qual nós experienciamos o amadurecimento de outros potenciais kármicos pessoais na forma de comportamento impulsivo por trás dos acontecimentos da vida.

  Os muitos níveis dos ciclos de tempo externos e internos entrelaçam de uma maneira complexa.

  Em resumo, o tempo não tem começo nem fim. Sempre houve e sempre haverá mudança, que pode ser rotulada como a passagem do tempo. Universos, civilizações e formas de vida animada continuamente surgem e desaparecem. A forma que tomam depende das ações e, por isso, das mentes daqueles que os precedem. É por isso que há um ajuste harmonioso entre os corpos e as mentes dos seres e o seu ambiente. Alguém nasce como um peixe para experienciar acontecimentos da vida na água, ou como um ser humano no ar, e não vice versa.

                                                             O que é o Tantra 

  A palavra tantra significa um eterno continuum. Continuums eternos funcionam em três níveis: como base, caminho e resultado. 

  1 - No nível da base, o eterno continuum é a nossa mente – especificamente o seu nível mais sutil conhecido como a clara luz primordial – que dá continuidade a todas as nossas vidas. Como um feixe de puro laser de meras claridade e consciência, não adulterado pelas grosseiras oscilações do pensamento conceptual ou das emoções perturbadoras, está subjacente a cada momento da nossa experiência, quer estejamos acordados ou a dormir.

  A nossa mente mais sutil nunca desliga e, por isso, é a base para as nossas experiências da morte, bardo (o estado entre renascimentos) e concepção de uma nova vida. Nem o estatuto do renascimento, a intensidade da experiência, e nem as "máculas passageiras" dos pensamentos ou sensações passageiras afetam a nossa mente de luz clara. Esta mente mais sutil prossegue até à budeidade e é a base para alcançar a iluminação, e cada continuum de luz clara, quer antes quer depois da iluminação, é individual, da mesma forma que todos os rádios não são o mesmo rádio, embora cada receptor funcione da mesma maneira.

  2 - O eterno continuum do caminho, refere-se a um método específico para nos transformarmos num Buda, ou seja, a práticas meditativas que envolvem figuras búdicas. Este método é às vezes chamado "yoga da deidade".

  3 - O  eterno continuum resultante, é a continuidade sem fim dos corpos búdicos ou Corpuses de um Buda que obtemos com a iluminação. Ajudar aos demais de maneira completa requer corpos ou corpuses de conhecimento, sabedoria, experiência, e formas para se adequar a cada ser e cada ocasião.

  Resumindo, o tantra envolve um eterno continuum de prática com figuras búdicas para purificar o nosso eterno continuum mental das suas máculas passageiras, a fim de conseguir, na sua base, o eterno continuum dos Corpos de um Buda. Os textos que discutem estes tópicos também são chamados "tantras."

  A prática tântrica não consiste em confiar/depender em deidades, que algumas línguas traduzem como "deuses", estas deidades são formas extraordinárias, masculinas e femininas, em que os Budas se manifestam a fim de ajudar pessoas com variadas inclinações a superar as suas falhas e realizar os seus potenciais.

  Cada uma destas figuras búdicas representa o estado totalmente iluminado, mais uma das suas características específicas, como, por exemplo, a compaixão ou a sabedoria -  Avalokiteshvara, por exemplo, é uma manifestação da compaixão, e Manjushri é uma personificação da sabedoria.

  Kalachakra representa a capacidade de lidar com todas as situações a qualquer momento. A prática meditativa estruturada em torno de uma destas figuras e da característica que ela representa fornece um foco e uma estrutura clara, permitindo uma progressão mais rápida à iluminação do que a meditação sem elas.

  Aliviar os sofrimentos dos outros o mais rápido possível requer o método mais eficiente de se obter as faculdades iluminadoras do corpo, palavra e mente (esses 3 elementos aparecem na Mandala) de um Buda. A base para obtê-los é a forte determinação de livrarmo-nos das limitações, e ao mesmo tempo, adquirir o amor e a compaixão não erráticos, a autodisciplina ética, rigorosa concentração, uma firme compreensão da realidade e também a habilidade de ajudar os outros de varias maneiras. Quando tivermos chegado a certo nível, precisamos de combiná-los e aperfeiçoá-los para que deem os seus resultados.

  O tantra é a yoga da deidade. Tal como fazer o ensaio final de uma peça de teatro, imaginamos que, como figuras búdicas, já possuímos a inteira gama destas faculdades iluminadoras, todas juntas ao mesmo tempo. Fazê-lo agir como causa eficaz para integrar estas qualidades e obter tal forma mais depressa.
    
                                   "O tantra Kalachakra, e o Rito de Iniciação":

  Transformar-se num Buda, significa se tornar alguém que está totalmente desperto, significa superar todas as falhas e realizar todos os potenciais a fim de ajudar os outros.- e essa é a única intenção que se deva ter em relação à ser um Iluminado, que nunca é a de ser salvo como alguns pregam, mas sim de ser um trabalhador que se dedica a auxiliar, sem intenções outras.

  A iniciação Kalachakra oferece uma oportunidade de nos encontrarmos com tais métodos. A palavra tibetana para iniciação é  wang, e significa poder, e uma iniciação é um empoderamento. Ela dá-nos o poder e a habilidade de engajar em certas práticas meditativas para alcançarmos a Iluminação, e assim transformarmo-nos num Buda, a fim de beneficiar os outros da melhor maneira possível.

  A iniciação dada por um mestre totalmente qualificado primeiro remove os obstáculos iniciais que impedem o acesso e o uso destes potenciais búdicos. Depois desperta e reforça estas habilidades. Este processo duplo é chamado "receber purificação e plantar sementes". Porém, o processo só é eficaz se imaginarmos ou sentirmos que isso está realmente acontecendo. O empoderamento requer a participação ativa de ambos o professor e o discípulo.

  Kalachakra é um sistema de meditação do nível mais elevado do tantra budista, anuttarayoga.  Tsenzhab Serkong Rinpoche, uma vez disse: "se você praticar métodos fantasiados, você obtém resultados fantasiados. Se você praticar métodos realistas, você obtém resultados realistas".

  "O sistema Kalachakra foi um dos últimos e mais complexos sistemas  tântricos a ser trazido para o Tibete da Índia. Nos últimos anos, muitos ocidentais têm se familiarizado com esta tradição com vários  lamas que deram a Iniciação Kalachakra para grandes grupos de pessoas. Eu mesmo já realizei iniciações  várias vezes nos países ocidentais, bem como na Índia e Tibet. Tal iniciação são dadas com base em uma mandala, a residência sagrada de divindades, normalmente representados em forma gráfica. A tradição que sigo emprega uma mandala construída de areia colorida, que é cuidadosamente montada antes de cada início e desmantelada no final. Devido à sua natureza, colorido e intrincado, as mandalas têm atraído um grande interesse. Embora algumas possam ser abertamente explicadas, a maioria está relacionada a doutrinas tântricas que são normalmente mantidas em segredo. Consequentemente, muitas interpretações especulativas e equivocadas têm circulado entre as pessoas que as veem simplesmente como obras de arte ou não tiveram acesso a explicações confiáveis. Porque os equívocos graves que podem surgir são mais prejudiciais do que um levantamento parcial do sigilo , eu tenho incentivado uma maior abertura no mostrador e descrição precisa de mandalas."  Dalai Lama

                                                                 A Mandala

  A mandala Kalachakra é  literalmente um universo simbólico, uma representação cosmográfica das dimensões interiores, exterior, e alternativa da realidade. Um suporte para prática tântrica contemplativa, e são consideradas como a morada real de uma divindade particular.

  Englobando o corpo, fala e mente da divindade Kalachakra, juntamente com as 636 divindades (outro autor diz ser 722 e aqui um estudo completo sobre as deidades da Mandala) complementares na mandala, a mandala de Kalachakra é particularmente complexa. Por esta razão, há uma ênfase nos budistas tibetanos tradições prática tântrica de usar apoios para a contemplação, como réplicas da mandala reais, incluindo pinturas, construções thangka 3D, e agora geradas por computador animações para imaginar ou visualizar a mandala de Kalachakra.

  Neste contexto, a mandala refere-se ao palácio em que uma figura búdica vive e o terreno à sua volta. Assim como as partes do nosso corpo, cada característica arquitetural corresponde a um entendimento ou a uma qualidade positiva que precisamos manter ativamente em mente.
 
  Durante os empoderamentos e a subsequente prática de meditação, ninguém visualiza o desenho bidimensional, apenas a estrutura que ele representa.

  A forma mais conhecida da mandala de Kalachakra é a mandala de areia, para que os grãos de areia colorida são meticulosamente colocados, representando as três partes ou palácios tridimensionais, cada um com seu significado simbólico.

  Cada detalhe da mandala, a partir de cada divindade para cada adornos do edifício, refere-se ao tempo do universo (Kalachakra exterior), aspectos físicos e mentais de Kalachakra e nós mesmos (Kalachakra Interior), e também para os aspectos da prática (Kalachakra alternativo ).        

                 A Mandala Kalachakra é um palácio enorme, com 5 pisos distintos:

                                        De fora para dentro temos os 6 círculos:

  1 - O círculo externo é o "Grande Círculo de Proteção", "Mountain of Flames" ou "Circle of Wisdom", que representa o Elemento Sabedoria. As áreas de cores diferentes representam os cinco Sabedorias do Buda sob a forma de um arco-íris.Em seguida siga círculos que representam os elementos:
  2 - Espaço – verde
  3 - Vento - cinza / preto
  4 - Fogo - rosa / vermelho
  5 - Água – branco
  6 - Terra – amarelo
                                         e o Palácio com 5 andares:
  1° - Palácio Corpo
  2° - Palácio Fala
  3° - Palácio Mente
  4° -Grande Círculo da Felicidade – Bliss
  5° -  Onde reside Kalachakra e sua contraparte feminina Vishvamata

  Ao nível do solo é o Palácio do Corpo - representa o Corpo de Buda (Rupakaya)  tem 4 portões enormes nas direções Norte, Sul, Leste e Oeste - e contém 536 divindades. 

  Na borda branca (lhanam) apenas no interior das paredes exteriores, são 12 animais (visíveis na mandala de areia, não aqui), retratando os 12 meses do ano. Cada um carrega um lótus com 28 pétalas em que uma divindade é colocado, e um par divindade no centro, que representa lua nova e lua cheia, em conjunto estes representam os 30 dias lunares em um mês. O número 360 também se refere aos conjuntos de 360 respirações que damos, em 60 ciclos por dia (somando 21.600 respirações por dia).

               Dentro (ou sobre na 3D)  do Palácio do Corpo, vem o Palácio da Fala.

                      No centro do Palácio da Fala, vem o Palácio da Mente Mandala,  

 
que tem mais dois níveis de pisos, o Excelso Sabedoria - que representa a Sabedoria Sutil - 4° andar da Mandala,  e a Grande Felicidade (Bliss) 5° andar - onde reside a divindade Kalachakra com sua consorte Vishvamata, simbolizandos pelo grande lótus verde, que são rodeados pelas 8 Shaktis - que tanto significa o poder de um deus, e também esposa ou contraparte feminina, representadas pelas lótus menores.
  O Palácio Corpo é criado a partir do elemento terra pura,
  O Palácio da Fala é criado a partir do elemento água pura,
  O Palácio Mente palácio é criado a partir do elemento fogo puro,
  O Círculo da Felicidade - (Bliss) é criado a partir do elemento vento puro,
e o Lugar da Divindade Principal Kalachakra - o lútus central - é criado a partir do elemento puro espaço.

  Talvez a mais importante das fontes originais indianas sobre o desenho da mandala Kālacakra, e um que é importante para todas as tradições tibetanas, é o Vajrāvalī-Nama-maṇḍalopāyikā (khor dkyil 'gyi cho ga rdo ba phreng rje) de Abhayākaragupta, um abade do monastério de Vikramaśīla, provavelmente do  século XI ou início do século XII.

                                                     1 - Unidades e dimensões.

  A descrição começa com a definição das dimensões globais da mandala e as unidades a serem usados ​​na sua construção.

  O tamanho da mandala é indicado para ser quatro côvados - este é a distância entre o interior das paredes do palácio corpo.

  Côvado - Medida de comprimento que foi usada por diversas civilizações antigas. Era baseado no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até o cotovelo. O côvado era usado regularmente por vários povos antigos, entre eles os babilônios, egípcios e hebreus. O côvado real dos antigos egípcios media 53cm. O dos romanos media 44,5cm. O côvado hebreu media 35.4

  Num contexto ritual, a largura do polegar do professor que preside a Iniciação  é determinada e 24 dedo-larguras é um côvado. Metade da largura do dedo é chamado uma unidade secundária (cha Chung), que são os principais unidades utilizadas na descrição da mandala.

  Outras unidades que são por vezes usados ​​são unidades de portas (SGO tshad, DU).

  A mandala consiste em três palácios, e a unidade de porta para qualquer palácio é a largura da porta de entrada do referido palácio particular.

  As larguras interiores das três palácios são, respectivamente: 48, 96 e 192 Mus.

  A primeira parte da construção é o desenho as linhas principais e, em seguida iniciar a medição para fora da posição das paredes, e assim por diante.

         Depois de preparar a superfície em que a mandala será desenhada,

  1 - traçar a linha leste-oeste central, e determinar o seu centro,
  2 - descrever  um círculo de raio de 8 corpo-DU - Isto é 192 mus, que constitui o limite mais interior do perímetro terra.
  3 - Definir outra linha - no sentido norte-sul.(horizontal) perpendicular à Leste-Oeste (vertical)

  Deve-se notar que na tradição Kalachakra, uma ordem invulgar de direções é seguido. Como de costume (na arte do Tibete), a direção Leste (preto) é dirigido para o espectador, ou no fundo de uma imagem.
  Em seguida, definir os pontos a fim de formar as duas linhas diagonais. 








  Na prática, primeiro seria preciso para medir a área total que será utilizado para a mandala. Se o diâmetro do círculo interior delimitadora do perímetro terra - o 6° círculo amarelo - é 384 Mus (2x192), o círculo exterior delimitadora do perímetro externo é 624 Mus.

  Na descrição de Banda Gelek, diz para determinar a distância a partir do centro para a borda externa, 312 mus, e divide este em 13 partes iguais. Cada um deles é de 24 mus, ou 1 corpo-DU.

 

  Em seguida, desenhe um círculo com um raio de 8 1/2 corpo-UD (204 mus) e ligueos pontos onde esta intersecção do círculo com a linha diagonal para formar um quadrado.

  Esse quadrado  é a para a mandala (ou palácio) do corpo, e cada um deve ser 288 mus.

  O próximo passo é dividir as linhas diagonais a partir dos cantos da presente quadrado do centro em 12 partes iguais.
 


  Desenhar quadrados adicionais, ligando o primeiro, terceiro e sexta posições do centro.
  Do centro, agora temos quatro quadrados que formam: a linha exterior
das vigas exteriores do círculo de grande felicidade, e as linhas dos 3 palácios -


  Todas essas praças são linhas finais e não linhas de construção, e assim eles não precisarão mais tarde a ser apagada.
Medir a partir do ponto central - na figura acima - para o 
1° quadrado - o receptáculo da flor de lótus central.
2° quadrado - Palácio da Mente
3° quadrado - Palácio da Fala
4° quadrado - Palácio do Corpo

                               1° quadrado - o receptáculo da flor de lótus central.
 
  Os espaços 1 mu entre os dois primeiros destes quadrados e o par exterior formar as vigas interiores e exteriores do círculo do grande êxtase.  

Outro círculo também deve ser feito dentro das vigas internas, com um raio de 6 mus. Isso forma o espaço para as oito pétalas do lótus principal. 

  Linhas de agora precisam ser desenhadas no espaço  entre as segunda e terceira praças além do lótus. Para estes, medir direita e à esquerda das linhas centrais, 2, 1, 3 e 1 mus.

  As células 4x4 quadrados que se formam nas direções cardeais (os lótus pequenos) e intermediários precisam ter lótus de oito pétalas de 4 mus de diâmetro . Tal como acontece com o loto principal, o diâmetro do recipiente de cada loto é um diâmetro do terceiro global. As outras células formadas entre estes são para frascos.

                                                 2° quadrado - Palácio da Mente

 Para além do exterior dos quatro quadrados que formam os feixes, medir ao longo das linhas centrais 7 e, em seguida, 4 mus, desenhando quadrados adicionais. Estes formam a divindade pódio do Palácio Mente.
Em seguida, meça 1 mu ainda e desenhar outro quadrado. Esta é a linha base (rtsa thig, mūlasūtra) do Palácio da Mente, a linha de base é a linha interna das paredes. Partes desta linha precisa de ser removido para formar a porta, 3 mus ambos os lados da linha central, dando a porta uma largura de 6 mus. 

  As linhas são agora desenhadas para formar a varanda. Este consiste de três seções: 
  I - o pórtico de projeção (SGO khyud, niryūha), 
  II - a varanda de extensão (SGO grama ", kapola) e 
  III - alpendre (SGO logs, pakṣaka).  


     Outras linhas precisam ser desenhadas entre a base e as linhas de parapeito. 



 


   Estes formam os espaços para o plinto (stegs bu, vedika), jóias friso (rin po che'i pha gu, ratnapaṭṭika), guirlandas e gotas (DRA ba ba Dang dra phyed aa, hārārdha Hara), tubos (rin chen shar bu , bakulī) e parapeito (yab mda ', kramaśīrṣa). 

 

As paredes são realmente mais complicadas do que aqui descrito, consistindo de paredes paralelas. O toran (rta babs, Torana) se estende além da linha de parapeito para 3 UD, e consiste de três seções, ou estágios. Cada estágio consiste de um feixe de trilhos de apoio, (Myos pa srung ba, mattavārana) e quatro colunas. No topo é o topo de cobertura e o frasco, com uma altura de cada de 2 mus. Adicionados em
conjunto, isto dá um total de 18 mus, ou, 3 UD. 

 



   Um total de 12 linhas horizontais de diferentes comprimentos. O próximo passo é para desenhar as linhas verticais para completar a estrutura que irão definir o desenho abaixo:


                                                3° quadrado - O Palácio da Fala. 

  A linha de base para o palácio discurso é de 12 mus além da linha parapeito do Palácio da Mente, e as dimensões de todos os mus  são o dobro do palácio da mente.


  Este pódio precisa de oito flores de lótus, cada um de diâmetro 4 mus e com oito pétalas. Estes são, nos quatro cantos e no meio de cada lado do pódio, coincidindo com a célula meio da fase meio de cada um dos torans palácio mente. As células do meio são 3 x 3 mus em tamanho, e como as flores de lótus precisam ter seu diâmetro de 4 mus, as seções dos pilares e trilhos da toran são cortados para acomodar o lótus.







 Quatro deles estão nos quatro cantos, e os outros oito estão em pares, à direita e à esquerda das portas.

                                                4° quadrado - Palácio do Corpo

  Ele é todo em dobro do anterior, repetindo as mesmas regras anteriores e coloco abaixo o esquema a Mandala inteira.



  As rodas-de-rosa e cinza Dharma também são conhecidos como os "motivos cemitério". Os cemitérios são representados como rodas de oito raios. Entre estas rodas, 88 sílabas em sânscrito são colocados (não mostrado aqui).

  Deve-se notar que há uma relação profunda entre o tantra Kalachakra e do alfabeto sânscrito. e terminado o desenho das linhas.





                                                                mãos à obra

                                                             o desmantelamento

 

Dois monges do Mosteiro de Namgyal, Lama Losang Chogyen e Lama ThubtenWangchen (Director do Tibet House, Barcelona), a partir da cerimônia de desmantelamento.
 
 
                                            Numa sequência estritamente arranjado.

                                a areia é coletada em um jarroe todos acompanham
 
                          até o rio onde o Lama Wangchen despeja a areia na água.



Fontes
Art in March of 1991. Images from a sand mandala construction in Bonn in 1996 show the process in detail. The sand mandala ritual ends with a dismantling ceremony.

http://mantras-mandalas.blogspot.com.br/ 




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