sexta-feira, 29 de maio de 2009

Considerações Sobre a Criação - VII

1. Existem habitantes no mundo mental?
R. Sim, todos os mundos do nosso sistema solar são habitados. A energia Vida ao entrar na esfera chamada planeta Terra, estabelece ancoradouros nos planos que o circundam. As vidas que migraram do orbe anterior, ao impulso descendente do arco involutivo, buscam na Terra novo estágio, de acordo com seus níveis mentais. Há em torno da Terra um círculo-não-se-passa, em réplica ao círculo maior, estabelecido pelo Logos ao criar o sistema solar. Uma vez mergulhada no círculo-não-se-passa do orbe terreno, a quase totalidade do “quantum” de Vida destacado pelo Logos para evoluir em nossa cadeia, terá todos os necessários recursos para adquirir novas experiências. Esse especial enfoque na Terra, produzido pela cuidadosa concentração e atenção do Logos, segue ao cumprimento das diretrizes evolutivas por ele mesmo impostas, no curso do Grande Plano da Criação. Assim, os diversos planos que envolvem a Terra terão sido devidamente organizados para receberem reais e proveitosas condições de abrigar as vidas que por milênios aqui permanecerão. Nisso inclui-se o mundo mental com suas duas principais divisões.

2. A Vida cessa de existir nos planetas pelos quais a Onda de Vida atuou e depois partiu?
R. Cada planeta que recebeu a Onda de Vida do Criador deterá núcleos de menor expressão após a Onda de Vida ter partido. Essa situação permite que os moldes dos reinos que foram construídos a fim de abrigar as miríades de formas de vida, não se dissolvam completamente. Com isso, os moldes poderão ser reutilizados quando um novo giro da Onda de Vida venha novamente alcançar aqueles planetas. Essa manobra proporciona considerável economia de tempo e esforços para a consecução de outras etapas do plano evolutivo em nossa cadeia.

3. De que maneira esse fato acontece?
R. Cada um dos sete planetas de nossa cadeia entra num processo de vibrante enfoque todas as vezes que a Onda de Vida neles vem ancorar-se. A partir desse instante, todos os reinos passam a ter ativa participação na vida planetária, e o próprio planeta sai de sua condição não manifestada para a manifestada. Esse fenômeno acontece porque a Vida marcha em bloco. Os planetas que vão ficando para trás, e que não possuem orbes físicos densos, entrarão num estado de repouso chamado pralaya individual, após a passagem da Onda de Vida. Entretanto, os moldes básicos dos reinos, bem como algumas vidas estagiárias, podem neles permanecer por mais tempo auxiliando-se mutuamente e buscando manter os reinos em boas condições. Esse trabalho apresenta algumas variantes de acordo com a necessidade das vidas ali estagiárias com a qualidade do trabalho local desenvolvido pelos mestres construtores, e segundo as condições do próprio planeta.
Já os planetas que possuem corpos físicos densos, permanecerão objetivamente com certos núcleos em atividade por mais tempo, ou seja, até que a Vida ancorada num ou noutro planeta, também físicos, parta definitivamente para os mundos superiores tendo ali se esgotado o sétimo e último giro da Vida. Após isso ter acontecido os referidos planetas terão as suas expressões físicas desintegradas.

4. Como são os habitantes do mundo mental?
R. O mundo mental concreto abriga vidas adiantadas ou atrasadas em relação aos seus grupamentos nos giros já acontecidos da Onda de Vida, que permanecem em espera para de novo se manifestar, e que ainda assim lá trabalham. Nesse panorama, há também a inserção daquelas vidas do atual giro que, se adiantando em relação às demais, alcançaram níveis mentais superiores. Mas estando ainda encarnadas, somente irão de maneira total e integral para aqueles níveis superiores após perderem seus corpos físicos. Há mestres da sabedoria em diversos graus que nos quatro subplanos do mundo mental concreto realizam atividades voltadas ao desenvolvimento e evolução dos reinos planetários.
Já nos subplanos do mundo mental abstrato, residem vidas cujas mentes começam a se desligar do carma humano e planetário. Essas vidas alcançaram certo grau de maestria e algumas fazem parte da Grande Fraternidade Branca, ocupando cargos menores. Os destinos das vidas na Terra, em termos objetivos, estão ligados a essas grandes vidas que tomam decisões importantes. Esse fato acontece por tratar-se de um mundo intermediário entre dois grandes universos, e onde é possível ter um discernimento mental mais abrangente.

5. Que outros importantes acontecimentos têm lugar no mundo mental abstrato?
R. O mundo mental abstrato é determinante para a entrada das vidas nos mundos superiores. Mas isso somente pode acontecer quando muitas experiências venham acumular-se na bagagem do ego. No mundo mental abstrato reside o corpo causal do ego, que estabelece a soma e o valor das suas aquisições na caminhada evolutiva. A alma, verdadeiramente, reside no mundo mental abstrato e está em direta e permanente relação com o corpo causal. Os mundos superiores apoiam-se no mundo mental abstrato para constituir o grande triângulo cósmico: atma-buddhi-manas. Aqui a Vida reveste-se de outra expressão ao estabelecer simultânea relação com os mundos mais acima, sob a fusão de três grandes princípios: mente, razão e vontade. A alma é o ponto focal permanente para os objetivos do ego terreno, porém a partir de um determinado momento do ciclo evolutivo, a alma vem polarizar toda a sua sabedoria e poderes no ego terreno absorvendo-o. A alma, em última análise, é o ego superior e se identifica com todas as demais almas no seu próprio mundo.

6. Como as vidas no mundo mental abstrato, participam dos mundos da razão e vontade?
R. Os três mundos, atmico, búdico e manas(abstrato), ao cederem um átomo respectivo a cada vida, dão formação ao que o esoterismo teórico denomina de tríade superior. Em oposição a essa formação constitui-se a tríade inferior, com átomos dos mundos manas(concreto), kama(astral) e sthula(físico-etérico). Uma vida em evolução precisará galgar todos esses mundos, passo a passo, ganhando experiências que são galvanizadas por essas tríades. A vida que alcança a plenitude da alma, estando polarizada no mundo mental abstrato, estabelece imediato contato com as correntes do pensamento intuicional e da vontade espiritual, através da intrarrelação desses átomos. Nos mundos do universo inferior a ascensão gradual de uma vida requer grandes sacrifícios e inestimável dispêndio de energia e força. Devido à densidade da matéria dos mundos inferiores, dos quais o ego terreno detém corpos, a expansão da consciência fica limitada a um momento em cada encarnação, e a um espaço definido de sua manifestação. A alma, entretanto, a partir de certo estágio da evolução, ao tomar definitivamente as rédeas da vida, virá determinar os objetivos mais imediatos daquela vida. Existirá, por assim dizer, uma ação tutelar permanente da alma em relação à vida, apesar de todos os erros ainda cometidos pelo ego terreno.
Nos mundos superiores a situação é diferente e a vida não está mais subjugada a um carma dual e aprisionante, do qual necessitará escapar pelo uso da razão e conhecimento, como acontece com o ego terreno. O carma da vida já identificada com sua alma traz uma conotação inteiramente evolutiva, liberta de erros que geram resgates terrenos. A vida, nesse estágio, se posicionará num dos sete caminhos que necessitará trilhar, ainda que não esteja perfeitamente consciente da escolha. A escolha definitiva do caminho somente se dará mais adiante, após a vida ter adquirido outros valores. Entretanto, por natural inclinação, a vida realizará desde logo tarefas dentro de um plano de trabalho que as satisfaça, e isso implica atuar dentro de padrões superiores, em relação direta com a tríade atma-buddhi-manas.

7. Que é mundo búdico?
R. É o mundo em que os atributos distinguem a razão pura. A energia que emana desse mundo flui mais livremente para o mundo astral, que é seu ponto referencial na integração dos universos. Entretanto, a energia adstrita aos mundos mental abstrato e concreto pode ser modelada pela energia búdica, nas formulações do pensamento.

8. Por que o mundo astral é o ponto referencial do mundo búdico na integração dos universos?
R. Essa relação pode ser explicada pelo admitido fluxo das pontas do triângulo superior, formado de atma-buddhi-manas(abstrato). O desenho cósmico desse triângulo superior requer uma contraparte, que é o triângulo inferior, constituído de manas(concreto)-kama-sthula. Essa oposição sugere a harmonia pela união dos contrários. Não é sem razão que a estrela de seis pontas resulta do entrelace de dois triângulos. A posição de um dos triângulos sugere que o vértice voltado para baixo esteja a indicar a descida da energia, ao passo que o outro, com o vértice voltado para cima, a ascensão. Evidentemente esses triângulos configuram um pensamento esotérico dirigido e planificado. A relação verdadeira de equilíbrio entre os mundos não acontece nesse tipo de alinhamento, pois os mundos se sustentam, num contexto geral, segundo a natureza diferenciada da matéria e, todos, interligam-se num eixo imaginário.
O mundo astral possui o pensamento-forma arquetípico construído pelo Logos, com a característica de estimular sucessivas impressões para se plasmarem em desejos. Os desejos despertam emoções, e essas repercutem de volta na tessitura da matéria do corpo astral, misturando-se aos desejos. Isso resulta em fortalecimento e maior substância ao pensamento-forma pessoal na aura mental-astral de um ego terreno. Os desejos e as emoções, se deixados livres, produzirão sempre novas formas astrais. A energia búdica, por outro lado, ao ingressar nas camadas da matéria astral, virá imprimir outro ritmo às combinações daquela matéria. Essa situação remete a um terceiro fator, que é um direcionamento da consciência para a razão lógica e sensata. Diria que o desejo queima, mas a razão cura.

9. Como entender melhor a relação de um mundo não fenomenal com outro circunscrito à lei de causa e efeito?
R. As energias dos dois universos, simbolizados pelos triângulos, interagem ao curso da consecução do plano evolutivo elaborado pelo Deus de nosso sistema solar. Isso vem provocar um resultado que é calculado pela ação de um universo sobre o outro. Esse fator, realmente determina uma relação de causa e efeito, o que vem influir não somente nas vidas submersas no universo inferior, como em todo o sistema solar. O efeito gerado do pensamento do Logos, a partir do universo superior, não retroage à causa da maneira como acontece nos mundos do universo inferior. Isso porque as vidas que se embaraçam nos fatores relativos de causa e efeito, já estão incursas no processo evolutivo do universo fenomenal como seres pensantes, sob um arbítrio também relativo. A concepção de causa e efeito entre esses dois universos vem revelar-se, em última instância, pelo acontecimento final de um universo que absorve o outro, o que traz de volta, num processo cíclico, o “quantum” de energia que particularmente foi empregado pelo Logos na construção dos mundos inferiores. Quando ambos os universos estiverem novamente amalgamados em forma e conteúdo, como planejado na mente do Logos, então um grande ciclo ou manvantara se terá completado.

10. Por que razão o Logos necessitou operar com dois universos?
R. Em verdade não há propriamente dois universos distintos, formados por diferentes concepções pelo Deus Criador. Há, sim, situações diversificadas que foram criadas no sistema solar para poderem comportar, desenvolver e ampliar estados de consciência. A consciência do Logos independe das situações por Ele mesmo criadas nas diversas dimensões do universo, porque, em última análise, Sua consciência é o próprio sistema solar com todas as suas implicações. A consciência da Vida manipulada pelo Logos, estando impregnada do Seu Espírito, é que virá passar pelo processo evolutivo. A crescente consciência da Vida, subjugada e circunscrita à do Logos, propicia ao mesmo Logos, pelos incessantes câmbios energéticos, não modificar Sua consciência, porém “sentir” os avanços da Vida. Os termos evoluir, avançar ou progredir, pela limitação de nosso vocabulário, não atendem ao real significado das situações superiores. A “evolução” do Logos, num contexto de um corpo cósmico constituído por sete sistemas solares, acontece em direta relação com a Vida imanente por Ele conduzida. Quando a consciência do Logos estiver perfeitamente aportada à Vida imanente, na qualidade e proporção que Ele projetou para esse manvantara, então esse plano evolutivo estará vencido e completado. Mas até que isso aconteça, os “avanços” do Logos prosseguirão por períodos e ciclos desenvolvidos durante as três encarnações do sistema solar.

11. Que outros importantes fatos ocorrem neste particular?
R. Na consecução da Idéia do Logos, há que existir para a Vida condições que se encaminhem da relatividade existente nos mundos, onde os fatores se comportam em dualidades, até aquelas de mundos onde existam situações mais completas e unificadas. Essas condições vêm requerer eventuais separações nos níveis de consciência das vidas, ao curso de suas evoluções nos reinos e espécies. Mediante esses necessários recursos, a Vida, na sua totalidade, pode auferir com maior segurança e eficiência dos resultados das ações quantificadas. Os dois universos são somente aparentes, mas em assim existindo, propiciam às vidas campos apropriados para o processo evolutivo.
Quanto ao fato de um universo absorver ao outro, é uma decorrência seqüencial no planejamento do Logos que acontece em todos os mundos, ao cabo de determinados períodos de suas existências. O mundo físico denso, por exemplo, um dia virá a ser absorvido pelo mundo etérico; esse último, pelo mundo astral, e o astral, por seu turno, pelo mundo mental. O resultado desse processo produzirá então que a matéria se dissolva em formas de energia para ser reabsorvida pelo universo superior. Esse acontecimento cíclico é um processo invertido, pois ao início de tudo foram necessários bilhões de anos terrenos a fim de que os impulsos do Logos concretizassem cada mundo. Nessa etapa de final de um manvantara, acontecerá, pois, o sentido inverso à materialização, embora com maior velocidade.

De Rayom Ra
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