quarta-feira, 13 de maio de 2009

Considerações Sobre a Criação - IV

1. Quais são os elementos que regulam a vida do sistema solar?
R. São sete os elementos que atuaram na criação do sistema solar e continuam atuantes em sua vida. De sucessivas ações das leis cósmicas de energia e força em todas as dimensões da matéria, decorrem outros princípios ou leis menores que compõem a grande malha de integração de todas as formas em todos os reinos. São os seguintes os princípios: prâna (energia), manas (substância mental), éter (ou akaza, a matéria universal), e os quatro elementos integrados aos três anteriores: ar, terra, fogo e água.

2. Que é em realidade o mundo etérico?
R. Mundo etérico é uma região no orbe planetário composta, principalmente, do éter inferior, de quatro éteres terrestres e de grande quantidade de prâna, a partir dos quais as formas físicas terrenas são moldadas. O mundo etérico está relacionado a fatos e acontecimentos que estabelecem padrões energéticos físicos com as formas dos reinos e de suas espécies. Devido a sua posição estratégica, o mundo etérico atua na intermediação entre o mundo físico denso e os demais mundos.

3. O mundo etérico estabelece limites com o mundo físico denso?
R. Os limites são naturais pela formação da matéria nos dois mundos. Em eras passadas, a civilização chamada hiperbórea, desenvolveu protótipos da espécie humana no mundo etérico. Desta civilização surgiria, posteriormente, a civilização do continente lemuriano. Embora os lemurianos tenham sido os primeiros seres humanos a pisar a Terra, havia, ao início de sua civilização, perfeita integração com o mundo etérico, do qual operavam os instrutores espirituais.
Com o passar do tempo, contudo, as formas dos seres etéricos foram se tornando densas e as contrapartes etéricas desapareceram da visão comum.

4. Como entender melhor este acontecimento?
R. O planeta Terra, bem como os demais planetas de nosso sistema solar, possui uma esfera em cada mundo, compostas, respectivamente, de diferente densidade de matéria. Assim, todas as esferas respectivas a um determinado planeta, formam, no conjunto, a expressão total daquele planeta. Os planos ou mundos, a cada encarnação de nossa cadeia planetária, virão restabelecer nos planetas os seus espaços, na oportunidade em que a Vida se prepara para recomeçar a manifestação e a se desenvolver em sete giros, de acordo com as etapas do Plano da Criação cuidado pelo Logos. Neste processo, e antecedentemente ao momento em que a Vida proveniente de outro orbe alcançaria a Terra no quarto giro, recomeçou a materialização da esfera física da Terra.
Dentro do cronograma planetário do quarto giro, - o mais material de todos, - em que sete raças humanas com sete respectivas sub-raças deveriam surgir e se desenvolver na Terra, a Vida veio então alcançar o mundo etérico. Nesta mesma ocasião, o impulso descendente da força projetada pelo Logos, dirigiu e condicionou todas as formas para o mundo etérico, e mais tarde as sedimentou convenientemente com a concomitante participação da vida pluralizada dos reinos e, principalmente, das duas raças humanas que ali se manifestariam. A primeira e segunda raças que habitaram este mundo, ao desenvolverem os seus veículos de manifestação, auxiliaram a matéria etérica a adquirir melhor qualidade. Desta maneira, a terceira raça, a lemuriana, viria se estabelecer como a primeira raça física da Terra, ainda que, no início, estivesse em contato com as formas e habitantes do mundo etérico.

5. Existem ainda habitantes no mundo etérico?
R. Sim, de várias categorias. Os seres elementais representam parte destes habitantes, e possuem corpos constituídos por matéria dos quatro elementos. Neste particular, há diversas famílias destes habitantes chamados de espíritos da natureza, tais como, gnomos da terra, ondinas das águas, salamandras do fogo e silfos do ar. Existem ainda seres e habitantes deste mundo, que possuem simultaneamente revestimentos veiculares de matéria etérica e astral, e que participam tanto da vida de um como de outro mundo.

6. Qual a importância do mundo etérico?
R. O mundo etérico é essencial para a existência do mundo físico. Além de atuar como verdadeiro condensador da matéria física densa é elo com os demais mundos através do éter. Todos os mundos de nosso sistema solar possuem na sua contextura um subplano de matéria atômica relativo ao éter cósmico, que detém os princípios da criação de todos os átomos do universo. Por outro lado, os elementos químicos conhecidos pela ciência acadêmica, tomam forma física no mundo etérico, bem como os novos elementos que surgem para a vida terrena a cada ciclo da evolução. Todas as transformações processadas no mundo físico repercutem no mundo etérico e vice-versa, e de tal maneira e intensidade, que se torna difícil identificar de imediato a sua verdadeira origem.

7. A vida no mundo etérico é semelhante a do mundo físico?
R. Não há como estabelecer meios de comparações entre a qualidade de vida de ambos os mundos, devido às diferenças fundamentais na contextura de suas matérias, bem como nas leis que as regulam. A matéria física é basicamente constituída de sólidos, líquidos e gases, ao passo que a matéria etérica possui níveis diferentes. A matéria etérica vibra e se organiza em níveis atômicos, subatômicos, superetéricos e etéricos. Entretanto, essas composições de matéria etérica interagem com a matéria física densa e realizam as necessárias mutações que vêm repercutir nos interstícios da própria matéria densa. Os egos terrenos e seres vivos de todos os reinos não têm vidas semelhantes nestes dois mundos, principalmente porque os seus veículos físicos não possuem volição consciente. A consciência que os egos e os seres vivos detêm do mundo das formas está adstrita aos seus organismos cerebrais astrais e mentais. Contrariamente a este fato, o cérebro físico atua unicamente com a função de veicular impressões. Assim, quando a contraparte etérica da manifestação física deixa de existir, o veículo físico fenece e a consciência passa integralmente para os níveis de percepções astrais e mentais. Alternativamente, se a consciência astral, por algum fator acidental, romper com os segmentos do veículo físico, a matéria física do ego terreno ainda assim continuará a existir com vida parcial, - a bem dizer, vegetativamente - sem estímulos ou sentido inteligente. Desse modo, a independência dos mundos etérico e físico é somente relativa às suas particulares naturezas e não à consciência.
Há, entretanto, no mundo etérico, regiões que são ocupadas por seres de muitos outros planos cósmicos, que por possuírem conhecimento das leis físicas ali se estabelecem para formar núcleos de atividade, além de uma hierarquia de vidas chamadas dévicas que colhem suas experiências no arco involutivo.

8. Em relação ao conteúdo planetário, como atua o mundo etérico?
R. Tanto quanto para um só reino como para a totalidade da vida planetária, o mundo etérico participa como provedor de matrizes físicas. As contrapartes etéricas das montanhas do Himalaia, por exemplo, de uma abelha ou de um grão de areia, são fontes de energia indissociadas da matéria física concreta. Há, entretanto, para cada reino ou espécie, uma dimensão física diferente, ou aura específica, inerente à qualidade desenvolvida. Nesse particular, o campo vibratório do urânio, por exemplo, em certas circunstâncias, trará maiores implicações energéticas para a vida planetária do que o de um bloco de granito. O fator energia do urânio proporciona uma dimensão maior não somente geométrica da sua aura, mas também de ação e reação ao mútuo contato com os demais elementos.
Lembramos que o núcleo do urânio ao receber bombardeios de nêutrons em laboratório sofre fissão, sendo então liberada radioatividade em maior quantidade, o que pode tornar-se perigoso ou letal para organismos biológicos. Por outro lado, a aura energética de um bloco de granito, de todas as maneiras, não produz efeito danoso algum a nenhum ambiente ou matéria.

9. Como entender melhor estas relações?
R. Os antigos ocultistas já afirmavam que matéria é energia condensada. Era do conhecimento da sabedoria iniciática que a matéria física é resultado do impulso criador do Logos ao projetar sua energia e força para construir os mundos. A energia do Logos veio materializando mundos desde um plano de existência próximo ao seu laboratório de atividade. A matéria cósmica utilizada, conhecida também por akaza ou éter, adquiriu maior solidez na medida em que o Logos, inversamente, imprimiu menor padrão vibratório ao movimento dos átomos constitutivos dos respectivos mundos. Nesta escala “involutiva,” ao se completar o sétimo e último impulso, o Logos tinha estabelecido as matrizes etéricas que produziram as formas físicas. Já no sexto impulso, o Logos criara condições a que todos os átomos físicos e elementos químicos se materializassem do mundo etérico para o mundo físico com diferentes qualidades. Como tudo no universo é energia e força sob diferentes aspectos, as matrizes etéricas produziram a matéria densa a partir do instante em que a energia atingia o seu nadir e se concentrava no derradeiro limite estabelecido pela intenção do Logos. Assim, a aura física de qualquer tipo de matéria no mundo físico expande uma realidade energética, que é sua qualidade etérica anteriormente estabelecida.

10. Se a ciência acadêmica afirma que a Terra surgiu de nebulosa que resfriou da incandescência, como conciliar esta afirmativa com as explicações esotéricas?
R. Fohat é o princípio que permeia a toda a matéria universal, anelando o fogo. Se nada de concreto existia no universo de nosso sistema solar, os astros não poderiam surgir deste nada sem uma razão plausível. Em nosso sistema solar os mundos objetivos começaram suas existências a partir da ação do Logos na matéria pregenética. O mundo físico denso não é o único mundo objetivo visível, em razão de possuir concretismo. Todos os outros mundos criados pelo Logos em dimensões superiores são também objetivos, embora não percebidos ordinariamente pelo humano. A manifestação do sistema solar em todas as dimensões, é uma criação objetiva da mente do Deus Etéreo, através do Logos.
Para que o planeta Terra viesse à concreta existência, foi realmente necessário que o Logos manipulasse tanto com a matéria pregenética, quanto com fohat e o éter inferior. A matéria conformadora dos mundos superiores passou por etapa de superaquecimento a fim de que pudesse ser contida nas suas matrizes arquetípicas e modelada à vontade pelo pensamento do Logos. Neste segmento, o éter superior ou akaza que precedeu à matéria terrena, foi transformado em massa combustora e da mesma maneira adaptado às matrizes preestabelecidas pelo Logos. Como este processo foi levado a termo através dos sete sucessivos impulsos do Logos, demorou um pouco mais para que o mundo físico denso surgisse no cenário do universo concreto, sendo, pois, necessário que o sexto impulso tivesse antes estabelecido as matrizes etéricas e as condições especiais para a matéria física resfriar.
A massa combustora resulta dos movimentos acelerados dos átomos originais que o Logos ativa, fazendo com que a energia dimanada através de grande quantidade deles aqueça um “quantum” da matéria prima que serve para conformar o universo do sistema solar, levando-a a inimagináveis graus de calor. Assim, a presença de fohat estabelece diferentes padrões para construir cada mundo, e a energia e força adicionais do Logos, concentradas sob especiais condições, resultam em matéria incandescente.

11. De que maneira o Logos imprimiu menor padrão vibratório aos átomos para conformar a matéria física densa se, contrariamente, utilizou altíssima temperatura para incandescer?
R. Há de se considerar neste processo, duas etapas e dois tempos. Na primeira etapa, o Logos trabalhou a matéria etérica com incrível temperatura a fim de produzir a matéria física. Neste processo, foi necessário um tempo para aumentar o movimento rotatório dos átomos a uma altíssima velocidade a fim de criar a combustão de todo o “quantum” de matéria apropriada para conformar o mundo físico concreto. Na segunda etapa, e durante outro tempo, houve o resfriamento da massa combustora, fazendo com que o Logos ajustasse padrões vibratórios para os átomos etéricos e físicos, de tal forma, que produzissem diferentes densidades para os diversos reinos. Os padrões vibratórios ajustados pelo Logos entre akaza e os átomos, resultaram em matéria densa concreta com diversas possibilidades, todas, entretanto, diferentes e inferiores aos padrões estabelecidos para os mundos edificados com matéria mais sutil.

Rayom Ra

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