quarta-feira, 6 de maio de 2009

Considerações Sobre a Criação - III

1. Que são éteres terrestres?
R. Éteres terrestres são variações do éter inferior que permeia a todo o universo. Estes éteres possuem qualidades inatas e atuam tanto nas formas dos reinos da natureza quanto nos chamados seres vivos. Nos estudos esotéricos, são conhecidos como éter vital, éter refletor, éter luminoso e éter químico.

2. Como os éteres vêm participar da vida no mundo físico?
R. Os éteres são componentes do mundo etérico, participativo em associado do mundo físico denso, representando um tipo constitutivo da matriz de sua matéria. O mundo etérico estabelece uma linha divisória, sutil, entre a matéria física densa e a do mundo astral. No mundo etérico, registra-se o pulsar do cosmos através de seu oceano de ondas fluídicas e de prâna, vindo suas matrizes trabalhar como verdadeiros condensadores invisíveis a suster a matéria com diversas formas de energia. Além disto, é possível registrar no éter refletor a memória dos fatos acontecidos na natureza.

3. De que maneira o mundo etérico pode registrar a memória da natureza?
R. O éter é considerado a matéria global do universo da qual provieram todos os mundos. O éter superior é a matéria prima onde o Logos imprimiu seu pensamento criador e modelou a Idéia da Criação. O sol, os planetas, as galáxias, uma folha de amendoeira, um grão de trigo - todos são variações do éter feito matéria em diferentes graus e qualidades. Apesar das formas dos mundos e de seus habitantes se mostrarem individualmente separadas, esta aparência deixa de existir ao verificar-se que o éter a todos vem unir num imenso e incomensurável oceano cósmico. Não existe “espaço vazio.” Esta afirmação vem trazer reflexões sobre a obra do Logos e da existência do éter que a tudo permeia num pensamento único da criação.
No véu do éter ficam impressos todos os sons e movimentos do universo, desde o pensamento original do Logos, ao intentar o Grande Plano da Criação e sua conseqüente realização, às explosões na gestação de galáxias, de estrelas super novas, do colossal ruidar de vórtices e tormentas cósmicas, até a insignificante queda de um cabelo ou a um simples e impronunciado desejo de uma criança por um brinquedo. Neste desdobramento universal e cósmico, compreende-se então, perfeitamente, que não há uma só vida, por menor que seja, alheia à vontade do Logos.

4. Como atuam cada um dos quatro éteres?
R. As quatro variações do éter terrestre manifestam-se na região denominada mundo etérico, aonde outros componentes vêm também existir. O éter inferior, na sua atuação no planeta Terra, condensou esta região sutil e volátil, e provocou a exsudação das quatro variações do éter planetário. A matéria física em todas as formas existentes quer nos reinos propriamente ditos, quer nos modelos dos chamados seres vivos, é responsiva à atuação justaposta do éter inferior e dos éteres terrestres. Estes éteres vêm encontrar inteligente síntese nos reinos animal e hominal, principalmente na contextura do ego terreno. O corpo etérico atua como condensador da energia prânica para o corpo físico humano, e realiza funções vitais em estreita coordenação com os quatro éteres terrestres, assim classificados:
Éter Vital – Atua na vitalização dos átomos físicos e produção do conteúdo sexual que perpetua a espécie.
Éter Luminoso – Adstrito à constituição dos cinco sentidos do ego terreno, atua de modo objetivo, provocando a reação das formas externas para a percepção de fatos e acontecimentos do mundo físico, como nas respostas dos sentidos através das áreas do cérebro etérico para o cérebro físico.
Éter Químico – É responsável pela assimilação da matéria nutritiva dos corpos físicos e excreção dos elementos não alimentares.
Éter Refletor - Componente passivo sobre o qual vêm registrar-se todas as possibilidades de ação ou movimento do campo de manifestação das formas de vida. É nele, principalmente, que se processam os “registros akásicos”, nos quais é possível ler-se a memória de todos os fatos e acontecimentos do panorama terrestre e das alterações cósmicas.

5. Existem outros elementos atuantes no mundo etérico?
R. O mundo etérico não somente modela as formas de tudo quanto é produzido no mundo físico, como as mantém vitalizadas por todo o período de suas existências. Sendo o mundo etérico produto planetário do éter inferior, está relacionado a todos os elementos com que o Logos trabalhou originalmente no éter superior aos ajustes da consecução do Grande Plano da Criação. Assim podemos destacar, principalmente, prâna, fohat e kundalini.

6. Qual a origem do éter superior?
R. Éter superior, denominado mulaprakriti pelo esoterismo oriental, é a matéria raiz original, pregenética, indiferenciada, também conhecida genericamente por akaza. Deste éter que permeia o universo, originaram-se os mundos e todas as formas existentes em nosso sistema solar.

7. Que é éter inferior?
R. É o desdobramento do éter superior feito matéria diferenciada, que após a ação operosa da Mente Universal ou Logos tornou-se incorporado dos elementos que provocam reações duais e opostas. O Logos, ao adicionar sua energia e força ao éter, trabalha os elementos primários inatos do próprio éter, nele implementando todas as possibilidades do despertar de suas qualidades. O éter inferior desce alguns níveis da pureza do éter superior, pelas novas condições adquiridas. À medida que o éter inferior vem constituir mundos e reinos, vem também assimilar resultados positivos e negativos. Com isto, o éter inferior torna-se conteúdo de particularidades que se identificam com a pluralidade da vida mergulhada na matéria e vem modificar a sua própria e original contextura. Em outras palavras: o éter inferior é o éter superior que perdeu a condição de pureza original como matéria virgem, estando incorporado da energia e força do Logos.

8. Que é prâna?
R. Prâna é um elemento cósmico dimanado do Logos. Em certas circunstâncias prâna é confundido com a natureza do éter, porém não é o éter. Prâna incorpora o magnetismo que interpenetra a matéria, produzindo condições para que as leis de atração e coesão exerçam suas influências.
Prâna infiltra-se nas estruturas atômicas, participando dos espaços intracelulares, vindo produzir a atração das polaridades positiva e negativa. É um elemento que conduz a energia ígnea que o Logos manipulou a fim de vitalizar a matéria.

9. Que é fohat?
R. Fohat foi o primeiro princípio do qual o Logos se utilizou para estabelecer condições apropriadas à matéria pregenética. Todos os demais princípios que vieram após e adicionaram particularidades à matéria, derivaram-se de fohat. Fohat é o fogo elétrico que produziu dois outros fogos que se entranharam na matéria e que passaram a participar indissociavelmente de sua natureza. Não há matéria que não conduza a presença ígnea de fohat. Assim, o fogo (a luz) foi o primeiro elemento a surgir do caos para vir participar da construção dos mundos. Fohat, na realidade, não é somente um princípio, como são os sete princípios cósmicos que o Logos introduziu na matéria do universo, pois neste caso, fohat seria um oitavo princípio. Fohat é mais do que isto. É, em síntese, a raiz de todos os demais princípios emanados do Logos, pois fohat realiza na matéria cósmica diferenciada a sua verdadeira alma energética, através do eterno fogo que faz a matéria fusionar.

10. Que é kundalini?
R. Kundalini é a energia ígnea que processa a elevação dos subjacentes poderes residentes na matéria, através da combustão gradual dos envoltórios que produzem a diferenciação na unidade espírito-matéria. Kundalini e prâna são elementos cósmicos participantes da intimidade da matéria. São originários do Logos, cuja representação física é o sol. O sol libera estes elementos para vir propiciar possibilidades do despertar das qualidades na matéria, ao longo do processo de aferição ou de fusão das energias. Estes elementos, com a presença de fohat, vieram constituir os meios pelos quais a própria Mente Universal trabalhou a matéria desde o início da manifestação do Grande Plano da Criação, e que ao decurso de muitas eras ainda virá realizar a grande síntese espírito x matéria. Todos os elementos residentes no íntimo da matéria, bem como ela própria, precisarão passar pelo processo de transmutação, e em alguns casos de sublimação, a fim de restituir a matéria à sua original e volátil condição.

Rayom Ra
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