segunda-feira, 27 de abril de 2009

Considerações Sobre a Criação - II

1. Outros sistemas solares estarão também condicionados à mesma matéria dos mundos?
R. Cada sistema solar é a encarnação de um Logos. Os mundos vêm à manifestação objetiva através da Mente e operosidade do Logos, segundo a Vontade Original do Criador Incognoscível. As matrizes arquetípicas dos mundos já coexistiam no pensamento do Logos Incorpóreo, em Seu primeiro aspecto, antes dele vir trabalhar sobre elas. O Logos Incorpóreo, em seu particular pensamento, processa um sistema solar não somente a partir das matrizes preestabelecidas e já configuradas na Ideação, mas também segundo as mensagens emitidas pelo Criador Etéreo. Essa emanação emergente idealizada pelo Criador Incognoscível para vir interagir com o Logos Incorpóreo, impõe qual o tipo de matéria diferenciada será necessária à gestação do sistema solar, como também vem plasmar no Logos Incorpóreo a capacidade perceptiva e operante da Vontade como elemento essencial à sustentação do Plano da Criação. Dessa maneira, o sistema solar vem existir na objetividade, nos seus mínimos detalhes, através da conjugação da Vontade com outros dois atributos, Sabedoria e Inteligência Ativa, esses últimos inerentes ao segundo e terceiro aspectos do Logos na Sua tríplice manifestação.

2. Há então diferenças entre a matéria de um e outro sistema solar?
R. Sim, embora a matéria primordial seja de única raiz, caso contrário todos os mundos evoluiriam segundo um só prolongamento, limitados por exatas réplicas dos atuais ou desaparecidos sistemas solares. Há bilhões de sistemas solares por todo o macro universo e não conseguiríamos conceber como, exatamente, Vida e Matéria neles se desenvolvem. Mas não há razão para admitirmos que todos tenham idênticos nascimentos, vida e desaparecimentos, pois todos os Logos encarnam uma necessidade de um sistema solar.

3. Como entender melhor essas relações?
R. Os sistemas solares vêm à existência segundo as projeções realizadas pelo pensamento de seus Logos, de acordo com respectivos Planos de Criação pré-estabelecidos. O nosso sistema solar já cumpriu pouco mais de um terço da projeção da vida para ele idealizada, tendo passado por uma encarnação e estando a se desenvolver na segunda. Muitos trilhões de anos terrestres são ainda previstos para a decorrência de outra encarnação. Nesse particular, é fácil entendermos que a qualidade da matéria dos mundos que fizeram parte da primeira encarnação não pode mais ser a mesma para a segunda, pois a matéria evoluiu em consciência. Assim, na atualidade, a matéria deste sistema solar está mais qualificada do que estava anteriormente, e no futuro, esta mesma matéria estará ainda mais qualificada.

4. Sob que aspectos a matéria dos mundos difere de um para outro sistema solar?
R. Sabemos que os sete planos ou mundos de nosso universo, com seus quarenta e nove subplanos, representam um só dos sete planos do Universo Cósmico acima do nosso. Em nosso sistema solar, a matéria dos mundos já foi trabalhada por uma encarnação inteira do Logos, proporcionando que as consciências nele manifestadas desenvolvessem o aspecto Inteligência Ativa da matéria. Naquelas condições, foi realçado o poder da matéria propriamente dito, através da capacidade das vidas em incorporar suas energias num processo transformador de conhecimento ativo. Daí, produzirem-se consciências com poderes mágicos e egocêntricos.
Nessa segunda encarnação do sistema solar, a tônica estabelecida pelo Logos atrai as consciências para evoluírem do conhecimento da matéria para a sabedoria, através, principalmente, de um fator de maior magnitude e magnetismo, denominado amor.

5. De que maneira a Inteligência Ativa atuou nas consciências das vidas do primeiro Sistema Solar?
R. A Inteligência Ativa é a qualidade-atributo do Terceiro Logos, denominado de a Mente Universal. No espaço-tempo em que se verificou a construção do sistema solar, como também a condensação de suas formas e a conformação dos mundos, descortinaram-se vários aspectos dos poderes criadores que foram direcionados à matéria, a fim de que ela pudesse produzir desdobramentos e resultados. Muito embora o Segundo Logos, conhecido como o Cristo Cósmico, ou aspecto Sabedoria, viesse também atuar nos mundos criados, - pois era imprescindível que assim se fizesse, - a tônica de todo o sistema solar ressaltaria o aspecto atividade da matéria em mundos e reinos.
As vidas em evolução, recentemente mergulhadas na matéria, teriam que se identificar com a matéria densa e a dos mundos imediatamente superiores extraindo qualidades para o necessário conhecimento. Isto somente poderia ser feito com a inclusão das vidas na própria matéria, o que aconteceu ao serem revestidas de veículos de manifestação. Todavia, para o processo do conhecimento vir produzir resultados, algo a mais seria necessário, além do revestimento veicular de matéria física densa e de matéria dos mundos imediatamente superiores. O conhecimento precisaria tender ao autoconhecimento, o que se daria unicamente pela identificação da consciência do “eu” com a matéria. Daí, que as leis regentes das transformações da natureza são as mesma aplicadas à matéria dos veículos que revestem as vidas, começando um processo cíclico de aquisição do conhecimento que alcançou maior sustentação com a evolução mais acentuada dos egos terrenos na vida planetária. No início, o processo foi gerado inconscientemente, e as vidas começaram a manipular as estruturas da matéria natural, sem atentar com o valor da Inteligência Ativa nelas incorporadas. Porém, mais tarde, através do pensamento conscientemente direcionado, vieram atrair este conhecimento e estabelecer relações com a matéria de seus corpos.

6. Como se dá a transferência dos poderes da matéria externa, para a matéria veicular das vidas?
R. Tanto as formas “estáticas” da matéria densa dos reinos da natureza, quanto às dos corpos em movimento das vidas manifestadas, incluindo-se os corpos sutis e superiores utilizados pelas personalidades, são nesta fase de evolução do sistema solar, revestimentos externos. As vidas que se transformam em egos terrenos, apesar de toda a evolução já atingida, conseguem tão somente alguma identidade com as forças da natureza, ao trato de sua matéria. Está longe ainda o dia em que espírito e matéria nos mundos inferiores serão mutuamente reconhecidos e manifestados como unidade na consciência do Logos. Entretanto, naquilo em que as vidas conseguiram apreender da matéria, obtiveram relativo êxito.
Podemos considerar que a natureza em si é magica e tanto quanto as consciências consigam manter certos padrões vibratórios condicionados à tessitura dos egos terrenos, a identidade com o todo se dará cada vez mais profundamente. Acresce que os elementos psíquicos agregados ao mental do ego terreno, produzem hoje desdobramentos que proporcionam ao cérebro físico captar níveis superiores onde veículos do ego atuam e de onde é possível incorporar energias com a consciência física desperta. E como a tônica do primeiro sistema solar fosse da matéria propriamente, o conhecimento de suas possibilidades trouxe certos poderes aos egos, fruto da incorporação das energias de seus elementos naturais especialmente direcionados, - o que não se deu homogeneamente, - motivando com isso sentimentos de superioridade, orgulho e o despotismo.

7. Os sentimentos de superioridade, orgulho e o despotismo, não são também a tônica constante nos egos do planeta Terra, neste sistema solar?
R. É verdade que estes flagelos ainda impressionam grandemente ao homem. Estas indignas aquisições parecem inerentes à condição da vida humana. Isto em grande parte acontece devido ao fato de milhões de egos no atual ciclo evolutivo do planeta Terra, ser ainda os mesmos que no primeiro sistema solar haviam incorporado estas noções separatistas. Outro fator importante contributivo a estas aquisições dá-se por conta da encarnação de egos jovens, recentemente egressos do reino animal, e daqueles ainda imaturos que povoaram o planeta Lua em passada cadeia planetária. Todos esses egos, atualmente no planeta Terra, tendem, por natureza, a ressaltar o egocentrismo que, devido a fatores diversos na intimidade da alma, ou por suas anteriores vidas no reino animal, não lhes permite ainda a visão de um crescimento evolutivo integrado e em harmonia.
Por outro lado, apesar de toda essa realidade, a tônica da qualidade imposta pelo Logos para o segundo sistema solar, de amor-sabedoria, choca-se com o egocentrismo conservador e racial ainda calcado nos egos recalcitrantes, o que vem causar-lhes além de grandes conflitos íntimos, doenças corrosivas aos seus órgãos físicos. Mas o processo evolutivo não pode estancar e o Logos finalmente verá triunfar a qualidade amor-sabedoria que o sistema solar necessita incorporar nas suas estruturas e consciência.

8. Como os mundos estão contidos no sistema solar?
R. Os mundos têm existência simultânea no sistema solar, diferindo quanto à qualidade ou estrutura de sua matéria. A referência de estarem contidos nos limites do Círculo-Não–Se-Passa, equivale a uma mensuração geométrica em que os campos vibratórios de seus respectivos átomos, nas condições naturais estabelecidas, não devem ultrapassar o que foi estabelecido pela Mente do Logos. Embora entendamos essa idéia como um círculo ou circunferência planificada, na realidade esse Círculo-Não-Se-Passa são várias correntes de energia e força que resultarão numa forma ovóide esferoidal, dentro da qual o sistema solar acha-se circunscrito. A concepção de Círculo-Não-Se-Passa, está adstrita aos cinco mundos construídos pelo Logos, ou seja, físico, astral, mental, búdico e atmico, por possuírem, cada um, o limite de circunscrição de acordo com os padrões vibratórios de seus campos atômicos nas respectivas dimensões.

9. Como o movimento dos átomos condiciona-se ao Círculo-Não-Se-Passa?
R. A tendência natural dos átomos é agregarem-se em moléculas e estas em células. Tanto quanto a lei de atração exerça a sua ação sobre a matéria, essa permanecerá estável e consistente até que outra força venha modificar esse seu estado. A matéria física, em comparação com a matéria dos mundos superiores, é submetida à maior força de atração da gravidade, devido ao seu peso, volume e densidade em relação aos fatores externos nela atuantes. Há diferentes graus na matéria, segundo os reinos, e diversificações dentro de um mesmo reino. Isto vem determinar uma variedade quase infinita no aspecto externo da matéria, mas não determina, somente por esse fato, maior ou menor volição aos átomos no tocante aos seus movimentos rotatórios e ao processo de coesão. A matéria dos mundos superiores passa por processos semelhantes quanto ao fator coesão, e da mesma maneira que ocorre com a matéria física, difere relativamente ao padrão vibratório atômico e a capacidade volitiva dos átomos. A coesão e dissociação dos átomos superiores, da matéria acima do mundo físico, obedecem com maior facilidade à vontade dirigida. Mas em suas ações naturais na matéria, os átomos mantêm-se agregados e submetidos a um círculo magnético central, do qual podem parcialmente escapar pela maior volição que possuam, porém em condições especiais. Nesses casos, quando a matéria desloca-se à maior distância além do círculo central, seus átomos organizados em massas sofrem um processo crescente de desagregação celular. Esse fator, vem produzir ‘buracos” ou espaços entre as moléculas, o que determina a perda da qualidade nas porções constitutivas das massas. Como consequência, torna-se impossível à matéria nessas condições, obedecer escalas vibratórias compatíveis para que ainda avance à maiores distâncias, mantendo os mesmos padrões associativos.

10. De que maneira os átomos da matéria superior aos do mundo físico se comportam quando há desagregação da sua massa?
R. A desagregação da massa respeita, nesse fenômeno, à perda de um percentual de seu poder coesivo. A força de atração do círculo central de um mundo mantém a matéria agregada ao atuar sobre o coeficiente molecular da matéria. Atuam, a força de atração magnética do círculo central e o coeficiente molecular, como dois pólos opostos que se atraem. Nesse processo, ao mesmo tempo em que o círculo atrai, vem proporcionar ao coeficiente maior poder coesivo molecular, em determinas escalas e limites, devido a uma ação centrípeta semelhante a da Terra em seu aspecto físico-denso. Mas quando a matéria afasta-se da força desse círculo central, o coeficiente passa a exercer menor influência ao seu conteúdo molecular, dando ensejo a que os átomos agora menos estimulados, venham diminuir o movimento rotatório, afastando-se uns dos outros, produzindo-se os “buracos.” Isto enfraquece a capacidade volitiva da matéria como um todo, e como consequência, ela torna-se menos capacitada a produzir modificações ambientais, ou a mover-se concentradamente como nos casos de unidades de consciências. Assim, na medida em que a matéria mais viaje livremente pelo espaço de seu mundo, dentro de seu Círculo-Não-Se-Passa, distanciando-se do círculo central sem estar submetida a fatores compensatórios de outras leis ou a recursos das ciências, os átomos irão perdendo gradativamente a força do conjunto.

Rayom Ra

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